A bateria do veículo, principal responsável pela partida do motor, já deixou quase todo mundo na mão. Quem não passou por aquela sensação de certeza de atraso ou cancelamento de algum compromisso por causa de um carro que não liga o motor ?

Depois do advento da injeção eletrônica de combustível, ficou mais fácil ainda ficar sem partida, já que as válvulas injetoras funcionam com tensão baixa, e um mínimo necessário para fazer girar o motor garante a partida.

A Hella pesquisou e desenvolveu o IBS, Intelligent Battery Sensor — sensor inteligente de bateria — um pequeno módulo eletrônico muito bem pensado e convenientemente integrado ao terminal de contato negativo da bateria.

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A posição e tipo do conector variam de acordo com os requisitos do cliente

Mas a bateria depende do alternador para ser carregada após uma partida de motor e durante o uso do veículo, e para isso, o IBS permite que seja planejado o suprimento de energia do alternador para a bateria. É necessário saber o estado dessa carga, já que as baterias fracas são a causa de 50% dos problemas de carros parados nas ruas e estradas, conforme estudo feito na Alemanha.

Um sistema convencional elétrico de automóvel tem basicamente bateria, alternador, motor de partida e chave de ignição, e sem dúvida a bateria é o elo mais fraco, por ter um ciclo de vida determinado quimicamente.

As características principais avaliadas pelo IBS são a geração de energia, a distribuição e o armazenamento. Pelo envelhecimento da bateria, a capacidade de reter a energia gerada diminui, fato causado pela sulfatação, que é o acúmulo de sulfato de chumbo entre as placas.

O conceito de projeto abrange o cliente, ou seja, há várias configurações para o terminal onde o IBS é montado, para que seja possível a correta montagem com qualquer bateria e qualquer marca de carro. A construção é robusta, com caixa em plástico com tampa fechada e soldada a laser, impedindo entrada de sujeira ou umidade. A temperatura de 150 °C é considerada normal para o trabalho do IBS.

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Componentes ficam dentro de uma caixa plástica blindada, vista aqui sem a tampa

O monitoramento independe do carro, ou seja, serve para todos, desde que se tenha um módulo de gerenciamento de energia para atuar sobre o alternador com base em informações de todo o sistema elétrico.

O IBS tem a capacidade de monitorar a capacidade de carga, a aceitação de carga e a saída de energia da bateria.

A capacidade de cranking — girar o motor — é mensurada pela corrente de descarga para o motor de partida, monitora as alterações de consumo nessa ação, medindo a capabilidade em um período de tempo, ou seja, se o consumo aumenta muito com uma sequência de partidas, o IBS sabe que a bateria está com sua função de carga e descarga afetada, dando o alarme que está se aproximando a hora da troca do componente.

O monitoramento dos parâmetros é preciso, através da medição de corrente, tensão e temperatura, e calcula o estado de carga, de saúde da bateria e de função. Isso permite um melhor funcionamento dos sistemas de Stop/Start (desliga/liga o motor nas paradas), quando o veículo tiver esse equipamento, que permite economia de consumo. Também é possível integrar o IBS com os programas (algoritmos) do cliente.

É mais um produto muito interessante da Hella, que contribui para a paz de espírito do usuário de veículo.

JJ

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