A Ford anunciou o lançamento de uma nova sinalização luminosa em seus carros de polícia, que fica camuflada no interior do veículo para ser usada só quando os agentes acharem necessário. O equipamento será oferecido como opcional na linha 2017 do Ford Police Interceptor, líder de vendas desse segmento nos Estados Unidos.

A nova sinalização fica discretamente instalada entre o teto e o topo do para-brisa, de forma a não atrapalhar a visão do motorista e o espaço interno, um dos aspectos mais elogiados pelos policiais na nova geração do Ford Police Interceptor. Para deixar as luzes mais visíveis, os carros equipados com o acessório terão para-brisa sem a faixa degradê na parte superior.

Uma vantagem sobre sistemas de sinalização externa é não alterar as características aerodinâmicas dos veículos, o que melhora o desempenho e reduz o consumo de combustível.

Quando ativada, a sinalização pisca alternadamente as barras azuis e vermelhas no topo do para-brisa. Ela também pode ser programada para operar em um esquema vermelho/vermelho ou azul/azul, dependendo da situação. Dispõe ainda dos modos “take down” (abordagem) e “scene” (cena) para melhorar a visibilidade ao redor do carro e pode ser regulada para operar com 20% da luminosidade até a capacidade total, incluindo a função de autoescurecimento.

“Agora, os transgressores da lei terão mais dificuldade para reconhecer a viatura policial mais vendida dos Estados Unidos nos seus retrovisores”, diz Stephen Tyler, gerente de veículos policiais da Ford.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Júlio César, quem poderia ser? Nossa massa populacional, ora. Só eleger um semianalfabeto e uma anta presidentes da República, e duas vezes cada, o comprova.

    • Pensei que ele mencionava um grupo específico, ao citar que o mesmo foi alvo de cópia. Ademais, concordo perfeitamente com sua colocação, sr. Bob Sharp. E também com o adendo do Lucas. Quanto a sua menção à tendência “suicida” da democracia, esta é infelizmente uma verdade inegável. Muitos cientistas sociais e políticos não hesitam dizer que a democracia naturalmente leva ao socialismo, e aqueles que chegam ao poder numa sociedade democrática naturalmente passam a pensar como se fossem os salvadores da pátria, defensores das minorias. No Brasil, Getúlio Vargas introduziu o populismo como corrente política, obliterando quaisquer saídas que ainda poderíamos ter.

      P.S.: não precisamos nos esforçar muito para entender as novas tecnologias sociais quando a história secundarista já nos ensinou sobre as “tragédias gregas”. Os gregos, pais da democracia, sucumbiram duas vezes ao próprio veneno. A última, com Tsipras, que infelizmente foi mais um a comprovar que o povo que não lembra de sua história está fadado a repeti-la.

  • Bruno Hoelz

    Thiago, sou servidor público e já elaborei especificação para aquisição de veículos via licitação. Nossa legislação engessa muito a compra de veículos melhores.

    Qualquer exigência técnica é vista como limitação da ampla concorrência pelos Tribunais de Contas e, no final, só se consegue aprovar editais de licitação com veículos comuns, de mercado, apenas com adaptações de luzes, sirene e rádio.

    Acredite: Aquele VW Voyage com o qual a PM patrulha seu bairro é igualzinho ao seu. Só ganhou pintura, capas de banco, rádio e furos no teto para luzes e sirene…

    Certa vez (foi até noticiado aqui no AE) servidores da PRF tiveram de engolir Mitsubishi Pajeros com pneus de seção mais estreita que os vendidos nos veículos para o consumidor final!

    Se especificamos muito, o edital não é aprovado, se especificamos pouco, empresas entregam veículos piores que os vendidos para o consumidor comum…

    O Bob Sharp já escreveu sobre carros de polícia aqui no AE e aquele Omega que ele imaginou é o sonho de todo policial que arrisca sua vida diariamente.

    É um contrassenso não permitir que carros das Polícias e outros órgãos tenham veículos especiais, porque não duvidem que, além das Polícias, Receita Federal, Ministério Público, Ibama, Ministério do Trabalho e Emprego, etc tem de “sentar a bota” dentro e fora das estradas para cumprir seu dever.

    • Bruno, o Brasil é um país que luta contra ele mesmo, está aí mais uma prova. Parece incrível mas é verdade.

  • Maycon Correia

    Bispo, sabe-se apenas que quanto há leilões de venda das viaturas, os carros são disputados no tapa!

  • Lucas, como sempre digo, a democracia é suicida. Fora que o brasileiro está cada vez mais idiota.