De repente, o tal vídeo da Volvo publicado na coluna do Fernando Calmon de 10/3, voltou, e legendado, como o que foi reproduzido aqui no AE e depois retirado, como mostra a imagem de abertura. Não sei como nem por quê — tampouco me interessa —, mas o fato é que está aí para todo mundo ver como uma fabricante debocha do consumidor, debocha de quem gosta de automóvel e, pior, debocha dela mesma. É a hipocrisia exacerbada. Veja o vídeo:

Apela para o emocional, força uma barra como poucas vezes vi e joga a culpa de tudo de ruim e incômodo no mundo, no automóvel.  Tem mesmo que ser muito carente de inteligência para engendrar uma mensagem desse teor.

Como se não fosse plenamente possível as pessoas brincarem, se divertirem, irem à praia e outras atividades como nas cenas mostradas. Como se o automóvel impedisse isso. Pior, como se o automóvel que a Volvo mesmo fabrica não fosse expressão de liberdade. Mostra um cenário de  ar poluído como se os automóveis fossem os causadores, ou os únicos causadores.

Quando a menininha pondera, em pensamento, “E se alguém fizesse um carro para pessoas que se importam com outras pessoas?” é o suprassumo do cinismo. A ofensa à indústria automobilística mundial é inegável aqui, como se só se fizessem carros para quem não está nem aí para os outros.

A frase final, palavras colocadas na boca de Häkan Samuelsson, presidente executivo da Volvo Cars, não sei se é estarrecedora ou cômica: “Nosso objetivo é que até o ano de 2020 nenhuma pessoa se machuque gravemente ou perca a vida num carro novo da Volvo.”

Será que os Volvos virão daqui a pouco com um adesivo no painel dizendo “Este carro é à prova de ferimentos graves ou de morte.”?

Inclusive, em dissonância praticamente total com o pensamento da menininha.

Tudo absolutamente ridículo. Que decepção com essa grande marca sueca!

BS

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