As fábricas cobram milhares de reais por uma versão de mentirinha, nem esportiva nem aventureira. Mas não faltam interessados…

O brasileiro adora fantasia. Para desfilar no carnaval ou para ter na garage. O Brasil tornou-se mercado favorito para as fábricas faturarem às custas do motorista disposto a pagar por um carro fantasiado de off-road ou esportivo.

No passado, a fantasia que mais chamou a atenção foi o Opala SS, lançada em 1971. Grandes faixas pretas laterais com as letras “SS” identificavam este “pseudo-esportivo” que trazia também o capô em preto fosco, volante de três raios com a sigla SS e rodas especiais. Por que “pseudo”? Porque tinha a mesma mecânica dos outros modelos. Equipados com motor 4,1 (seis cilindros) tinham, pelo menos, um bom desempenho. Mas, com o chacoalhante motor 2,5, de quatro cilindros, ficava mesmo na decoração. E a GM caprichou: até a versão perua foi fantasiada de esportivo e virou Caravan SS….

A foto de abertura é reprodução de um anúncio de revista quando lançamento do Opala SS cupê. A manchete da peça publicitária dizia:  “Desperte o grande piloto que existe em você.” O leitor não é obrigado a acreditar…

Mais curioso de tudo é que, nos EUA a GM tinha, na década de 60, o bravo Impala SS, uma alusão a “Super Sport”. No Brasil, a fábrica, consultada a respeito do possível significado da sigla, respondeu, sem perder a fleuma, com um inolvidável Separated Seats” (bancos separados)…

Pseudo-esportivos continuam atraindo motoristas que adoram representar o papel de piloto ao volante. Hoje, tem Fox Pepper, Palio Sporting, Sandero GT Line, Onix Effect, New Fiesta Sport e outros “esportivados”. Quem acaba de engrossar o time é a Hyundai, pois o HB20 dá os primeiros sinais de cansaço e a fábrica passou a apelar para variações sobre o tema. Ela acaba de lançar o HB20 R Spec, um nome pomposo e que induz o freguês a imaginar “Racing Specifications”. Num bom português, especificações de competição, ou preparado para a pista, como quiserem. E o que oferece em troca de alguns milhares de reais a mais? Grade, rodas, couro, painel, antena e ponteira do escapamento cromada. Ahhh…, quase me esqueço do mais importante: pinças de freio pintadas de vermelho, no mais puro estilo de Porsches e Ferraris. Sugerem um superdesempenho que exige dimensionar novos freios (Brembo?) capazes de segurar a fera. A rigor, o R Spec deve ter performance pior que o HB20 da filha do seu vizinho, pois a mecânica é rigorosamente a mesma e a fantasia deve ter tornado o carro alguns quilinhos mais pesado…

Pior é que brevemente a Hyundai lança seu motor 1,0 três-cilindros com turbo, injeção direta e comandos variáveis, elevando sua potência (dos atuais 80 cv) para cerca de 120 cv. Já pensou o arrependimento de quem levou um “R Spec”?

Mas a Hyundai atira para todo lado: tem também um falso “off-road”, o HB20X, o mesmo carro com a suspensão mais elevada para passar a impressão de aventureiro e que acabou prejudicando o carro: quanto mais alto o centro de gravidade, mais ele balança nas curvas…

A Hyundai não está sozinha ao explorar o filão dos aventureiros de mentirinha: várias outras fábricas investem na mesma decoração que arrebata principalmente o público feminino e lançam seus falsos “jipinhos”. A maioria dependura o famigerado estepe na tampa traseira, aplica racks no teto, estribos laterais, pneus de uso misto, levantam a suspensão e está pronto o desbravador da floresta amazônica. VW CrossFox, Renault Sandero Stepway, Citroën Aircross, Fiat Adventure, Spin Activ, Uno Way e mais uns tantos. Que não permitem nenhuma extravagância, exceto pagar alguns milhares de reais por uma fantasia que não leva a lugar nenhum.

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
SEM RASGAR A FANTASIA SEM RASGAR A FANTASIA OPALA 1971 4 1a

A propaganda do SS

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

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  • JeffRL

    Meriva “Separated Seats”..

  • João Carlos

    E a propaganda do coreano fala em Lobo em Pele de Cordeiro, mas isso seria para a versão normal. Em todo caso, nada mal para um carro com máxima de 189 km/h e 0 a 100 km/h em 9,3 s.

    • Arno moura cavalcanti

      Lobo em pele de gambá!

    • Gustavo73

      O problema é ser os mesmos números das versões normais com o mesmo motor.

      • Lemming®

        Além do mau gosto implícito na campanha.

  • Totiy Coutinho

    No Pais dos expertos a esperteza corporativa é muito mais danosa ao cidadão do que se imagina essas versões desapareceram do mercado por algum tempo graças as seguradoras que cobram do cliente o ´´risco´´ de se conduzir esportivamente o veiculo que não é esportivo . . .

  • Muçouçah

    Matéria muito oportuna, ainda mais em tempos de crise, com reduzidos orçamentos dos fabricantes e consumidores sedentos mas ao mesmo tempo obrigados a se controlar. Nunca gostei destes produtos que imitam outros, parecem ser o que não são e por aí vai…..se você não pode ter um Porsche, tenha um SP2 e seja feliz…..é mais autêntico!

  • Eduardo Sérgio

    De fato, muito mais ridículos que os pseudo-esportivos são os pseudo-aventureiros, aqueles modelos com fantasias de mau gosto (interna e externamente), que mais parecem caricaturas de veículos projetados para ir para a guerra, para a lua ou para o rali Dakar. Já tive um desses. Em 2009 comprei um bonitinho Fiat Mille Way e me arrependi, pois, como bem dito no texto de Boris Feldman, tinha estabilidade prejudicada pela maior altura do solo, além do insuportável desconforto provocado pela suspensão mais rígida.

    Aí eu fico a pensar como outros carros excepcionalmente mais agradáveis – e até mais baratos -, ficam mofando nos salões das concessionárias à espera de alguém de bom gosto que os leve para casa. Enquanto isso, aqueles fantasiados de “pseudo-qualquer-coisa” têm até fila de espera para seus compradores hipnotizados.

  • Fabio Fabio

    Eu já quase arrumei briga por confundir Opala com caminhão , realmente são poucos que admitem que o Opala foi um dos carros mais falsos do Brasil mais ainda tem gente que acredita eu eram ou ainda são um dos mais potentes, seguros e robustos nacionais de todos os tempos , poderia incluir nesta lista os Gol GTS e GTI .

  • kravmaga

    Por isso cada vez mais gosto do meu Jetta TSI, que é justamente o contrário: tem visual sóbrio e discreto mas motor e câmbio com pitadas mais para esportivas.

  • Carlos

    Desses o mais nonsense e mais feio é a Spin com roupa de aventureiro.

    http://www.bemparana.com.br/upload/image/noticia/noticia_717262_img1_f1inter.jpg

    • Leonardo Mendes

      Interessante que muita gente – eu inclusive – tem a opinião que essa versão deu uma baita melhorada no visual da Spin.

      • Mr. On The Road 77

        Sim, ficou mais bem resolvido esteticamente. A faixa preta diminuiu as laterais. O problema é só estepe na traseira.

  • Gustavo73

    É o parecer mais importante que o ser. Não é exclusividade nossa. De certa maneira os altinhos seguem a mesma linha, de crossover que é a categoria da maioria são chamados SUV. Mesmo não tendo nada de utilitários esportivos.

  • Renan V.

    Concordo em gênero, número e grau, e para mim, as piores fantasias estão nos piores foliões: Crossfox (com pneu estepe externo) e toda a linha aventureira da Fiat. Talvez a única exceção seja o Gol Rally, nas palavras do Bob Sharp, “O Gol Rallye apareceu há pouco aqui no post
    do Josias, mas eu quis andar com ele e ver como ficou o comportamento
    estando quase 30 mm mais alto em relação ao normal. Logo nas primeira
    curvas feitas no jeito, surpresa: faz curva e muito bem. Olhei a
    suspensão por baixo e nova surpresa: os braços transversais
    encontravam-se praticamente na horizontal. Estava explicado. Uma rápida conversa com a engenharia, aproveitando a coletiva de
    imprensa do Fox BlueMotion 1-L 3-cilindros, nesta quarta-feira em
    Campinas, esclareceu. O subchassi e o conjunto motor-transeixo estão 20
    mm mais baixos em relação ao monobloco, obtendo-se o efeito desejado.” Este sim, foi melhorado pelo time de estética e pelo time de engenharia.

    • Renan V.
      o Gol Rallye e seu companheiro lançado junto como anos-modelos 2014, Gol Track foram descontinuados.

      • Renan V.

        Bem como o Opala e Caravan SS.

  • Oli

    E como eu queria um carro moderno com bench seats…

  • Walkio

    O Kadett GSi foi o esportivo nacional, com mecânica e equipamentos diferenciados, dos demais da mesma linha.

    • Walkio, em termos.

      A GM só produziu os Kadett’s não GSi apenas com motor 1,8 litro para que o pé de boi não fosse comparável diretamente em desempenho com o topo de linha. O Kadett 2.0 só veio com motor 2 litros para a produção normal depois que o Monza foi descontinuado junto com o motor, e sobrou para para o Kadett o Familia II 2-litros modernizado do Vectra “B”.

      O GSi também vinha com um câmbio muito curto, que deixava o motor berrando em alta rotação a apenas 120 km/h.

      Entretanto, a GM cometeu um meio escorregão. Ela lançou a versão 2.0 da Ipanema, mas com o câmbio longo dos Kadett’s comuns para ela não acelerar junto com ele. Isso fez da Ipanema talvez o melhor carro da linha Kadett em termos de powertrain. É fácil pegar uma estrada e manter 140 km/h com ela, condição onde o esgoelado GSi andaria no sacrifício.

      Escorregão parecido deu a Ford com o Corcel I. A versão GT recebeu um motor de designação “XP”, mais potente, mas também ofereceu este motor para a Belina, por ser um veículo mais pesado e com tendência a levar mais carga. A Belina, mais barata que o Corcel GT, rivalizava com ele em desempenho.

      • Walkio

        Salve André. Em termos também.
        O Kadett foi lançado em 89, e na linha, havia a versão GS com motor 2.0 com o Solex 2E, que havia sido introduzido em 87 na linha Monza. E o câmbio curto, que em arrancada é ótimo, mas de final é o que citou, e como todos eram a álcool e com tanque de 47 litros o consumo e autonomia eram péssimos.
        O GSi, veio no final de 91, com o mesmo bloco 2.0, mas com cabeçote, comando, Injeção MPFi Motronic. Suspensão com amortecedores pressurizados, sendo os traseiros reguláveis a ar e freios a disco nas 4 rodas. Painel digital, teto solar, computador de bordo, ar cond., vidros e travas eletricas e bancos Recaro, completavam o conjunto. E ainda havia a versão conversível, em que o monobloco standard era enviado para a Bertone na Itália para ser modificado e instalado a capota hidro/ elétrica.
        Com excessão do motor, que era exclusivo, e só equipou uma versão especial do Monza, a High Tech em 93; os demais componentes eram opcionais para a linha 93 em diante.
        O motor 2.0 do Vectra, só veio na linha 98 na única versão disponivel, a GLS. Mas já era fim de carreira para o Kadett.
        Quanto a Ipanema que citou, realmente foi um acerto de conjunto. Há uma que estou de olho a tempos (2.0 EFi, 4 portas, GLS 95), mas o dono nem quer conversa.

        • Walkio,
          não acredito no que li na primeira linha do segundo parágrafo do seu comentário: você é dos que chamam motor de bloco???

        • Fernando

          O amortecedor regulavel a ar já vinha nos GS, não foi uma diferença dos GSi.

          Sobre o motor, os Monza Hi-tech não usavam o motor do GSi, e é fácil notar pois ele sequer usava injeção MPFI e sim a EFI.

    • Walkio,
      outro foi o Monza S/R.

      • Mauro Eidt

        Foi meu primeiro carro em 1994, 1.8 1986. A receitinha: carburador de corpo duplo, comando mais bravo, escapamento com quase o dobro do diâmetro, aro 14 com pneus 195 e amortecedores mais firmes, duros até. Dentro, bancos Recaro e painel vermelho. Fui de Brasília a Salvador via Minas, 1000 km num dia e 950 no outro, chegando inteiro graças aos Recaro, que tinha ajuste de suporte da coxa, estendendo o assento. Fiquei dois anos com ele, tenho saudades até hoje. Ontem vi um com escada no teto, destruído, só reconheci pelo preto fosco da cintura inferior e o que sobrou do aerofólio, que se desmanchava e é hoje a peça mais difícil de achar pra quem restaura. E o 2.0 que saiu em 1987 batia nos 190 km/h.

  • Ainda me lembro que carros “esportivos” dos anos 1970 e 1980 tinham diferenças mínimas para os carros pé de boi.

    Chevette GP, Opala SS, Corcel GT, Fiat 147 Rallye, Gol GT tinham como diferença essencialmente de comando, carburador e distribuidor. Mas além de bem mais caros, eram muito emperequetados.

    Participei de muitas “festinhas” de sábado e domingo na casa de amigos que compravam as peças esportivas originais para o carro da família e fazíamos o upgrade regado a muita música, sanduíches e refrigerantes. Era um evento social típico da época.

    Aprendi muita mecânica nessa época.

  • BlueGopher,
    sensacional a última frase!

  • Zé Brasileiro,
    tenho a mesma impressão acerca dos curitibanos.

  • O carro na versão normal já é feio. Nessa versão cross é, simplesmente, rídiculo.

  • Luiz AG,
    acho que os argentinos não têm mau gosto, ou o Falcon não teria ficado mais de 30 anos em produção lá.

  • Matuck

    Concordo. Se o produto é oferecido e encontra comprador, ótimo! Todo mundo fica feliz!

    Minha avó teve uma Palio Adventure ano 2000, comprada zero-km, a primeira do segmento “aventureiro light”. Mas tinha pneus mistos, suspensão elevada e construção sólida. Ia à fazenda todos os dias, em uma estrada que qualquer carro iria, mas raspava menos o assoalho, superava os buracos e costelas de vaca com mais desenvoltura, enfim, proporcionava uma condução mais agradável. Tanto que esse carro ficou 15 anos nessa função, até ser vendida em bom estado.

    Que se dane se era mais elevada e era um pouquinho pior de curva que a irmã normal! Não foi comprada para isso, mas para nos levar à fazenda, com conforto, por um preço justo. Isso ela fez. E nós a achávamos linda.

  • Gustavo73

    Mas eles tinha câmbios e ajustes de suspensão e freios diferentes. Pelo menos nos GSi e GTi.

  • Lucas Sant’Ana

    A chevrolet apresenta seu novo esportivo.

  • Richard

    Coisa mais estranha foi a versão do C3 metido a picape. Um pequeno hatch urbano curvilíneo, com plástico preto por todo o lado, imitando protetores! Ainda acompanhava um rack grosseiro no teto e, cereja do bolo, um par de estribos – que não são muito úteis nem numa picape, imaginem num carrinho com um palmo de altura!!!

    • Richard,
      como assim, metido a picape?

      • Richard

        Bob,
        Era como eu perturbava a paciência do vizinho que havia comprado um carro deses. É só imaginar: plástico imitando bumper, estribo… tudo o que não se espera num C3, mas muitissimo comum de encontrar numa picape. Por isso, C3 metido a picape, rsrs.

    • Leonardo Mendes

      C3 XTR.

  • João Carlos,
    na mosca!

  • CorsarioViajante

    Também agradam por ser mais fáceis de embarcar e desembarcar, ou para colocar cadeirinha de bebê no banco traseiro.
    Mas o mais importante, a meu ver, é que agradam pelo que parecem e pela mensagem que passam, e isso não é ruim. Nem todo mundo tem dinheiro ou necessidade de um esportivo ou 4×4 “de verdade”, e muitos vão se satisfazer com um carro normal com detalhes que remetam a esse universo.

  • CorsarioViajante

    Aqui em Campinas vejo vários, segundo consta está vendendo acima do esperado pela Renault.

  • Walkio

    Qual site?

  • Renan V.

    Caro Luiz AG, um pouco de etiologia basta para a vossa nobreza: (latim ironia, -ae, do grego eironeía, -as, dissimulação, ignorância).

    “ironia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/ironia [consultado em 06-03-2016].

  • Walkio,
    evite dizer essa impropriedade. Small e Big Block é outra história, é o tipo de bloco empregado em um determinado motor. Há motores V-8 americanos com os dois tipos (tamanho) de bloco. É o mesmo que dizer aqui se o motor GM 1,8-litro é Família 1 ou Família 2, mera informação. Bloco não é motor, é parte dele.

  • Fat Jack,
    quando o SS foi lançado em 1970 era o único Opala com motor 4,1-L, tendo a outras verões mantido o 3,8-L Este só morreria no ano seguinte. O primeiro carro esportivado de fato fabricado no Brasil foi o Renault 1093, de 1964. Tinha motor e câmbio exclusivos. além de um belo conta-giros mecânico Jaeger no lado esquerdo do painel. O Simca Rallye veio antes, em 1962, mas o motor era compartilhado com o Présidence, não vale.

  • Fat Jack,
    concordo.

  • WSR,
    é um carro de desempenho exuberante na sua classe de cilindrada, com elevada potência específica, e alta capacidade de curvar e frear.

  • Carlos A.,
    o Brasil é um país doente. Só se colocam lombadas (e de medidas regulamentares) em poucos casos).

  • Walkio,
    desculpe, mas não foi essa a sua colocação. Você se referiu ao motor 2.0 com cabeçote diferente chamando-o de “bloco 2.0”. Não era o bloco que tinha cabeçote diferente, mas o motor. Também, não se usa no Brasil a terminologia de tipo de bloco com fazem os americanos.

  • Walkio

    É a versão Turin. Tinha muitos detalhes do GS.

  • Walkio,
    não se trata de referência popular, mas ignorância de quem escreve sobre automóveis, acredite.

  • Fórmula Finesse

    Lenda urbana…não se baseia em números ou testes!

  • Fórmula Finesse
  • Sérgio Correa

    Engraçado que até hoje os opalas SS-6, os Dodges R/T e os Mavericks GT-8 originais de fábrica são os mais cobiçados dentre os nossos muscles cars da década de 70. A maioria dos que restaram em bom estado ou restaurados por aí são cotados a mais de 100 mil reais.

  • Luciano Gonzalez

    Fórmula Finesse, conheço bem o GS, mas acredito que com um bom motorista o SL a álcool não se despachava facilmente… Duvido que a velocidade final ficasse maior que 10 km/h de diferença, ainda mais o SL de câmbio longo e o GS com o close ratio, defeito ao meu ver consertado no GSi.
    Abraços!

  • Alexandre Garcia,
    O Maverick quadrijet realmente andava muito porem não tinha suspensão e nem freios para se chamar de esportivo

    • Delfim

      Para padrões atuais não. Mas na época frenagem e estabilidade eram problema, mais pelos pneus que tinham tecnologia limitada.

    • Alexandre Garcia

      Carlos, até onde lembro era possiíel ir a um concessionário Ford e pedir um Maverick básico de todo com freios a tambor nas 4 e o motor quadrijet instalado nele, não é? Mas sim, mesmo os GTs eram bem limitados. Imagina os mais simples. Tive um Maverick quadrijet que infelizmente vendi há uns 12 anos, era um carro muito legal.
      Agora como possuidor de todas os carros desta época fantática, tenho Maverick, Dodge e Opalas 6 e V-8, nenhum deles vale nada dinamicamente, chamar todos juntos de cadeiras elétricas é quase que um elogio. Ou uma ofensa a cadeirinha!

  • Leonardo Mendes

    Tem um vídeo que mostra bem essa situação que você descreveu.
    Uma Amarok sofrendo pra encarar uma subida enlameada e um Uno fazendo o mesmo percurso com uma desenvoltura impressionante.

  • Leonardo Mendes

    No tempo que minha família tinha concessão Peugeot o número de 306 XS era igual, algumas vezes até maior, que o número de S16 vendidos.
    Os donos se sentiam satisfeitos por ter um carro com visual arrojado e esportivo sem ter de arcar com os ônus da versão verdadeiramente esportiva (manutenção mais cara, seguro mais caro, suspensão baixa demais, etc.)

    Esse é o verdadeiro mote para essa versões esportivadas e pseudo-aventureiras.

  • Ricardo kobus

    Um outro exemplo é o Gol normal e o GTS, o normal tem até uma aceleração melhor, mas talvez em curvas a coisa mudava.

  • Valdomiro Junior

    Tenho um Sandero Stepway atualmente e o uso com frequência em estradas de terra, muito ruins, onde os outros carros que eu tive batiam a parte de baixo. Não o uso em trilhas radicais, porque ele não foi feito para isso. No geral ele atende às necessidades do dia a dia, é um carro mais flexível, para quem precisa passar por estradas ruins, sem gastar muito…
    Pensamos muito antes de passar um Fiesta 2005, que estava se desmanchando (desalinhando com frequência e sempre batendo o protetor de cárter junto com as caixas de ar algumas vezes…

    É uma opção legal, na minha opinião, ainda mais um seminovo bem conservado…

    Qual autoentusiasta não compraria um Opala SS 4,1 se tivesse condições para isso, ou um Maverick V-8, ou um Dodge Charger R/T?

    Quando inventarem a máquina do tempo, quero voltar para os anos 50 e 70, para poder ver essas máquinas ao vivo, outra vez !

  • Luciano Gonzalez

    Claro que os esportivos tinham suspensão e eram melhores calçados.. Em um circuito, como disse o FF, não tenho dúvidas que um XR3 despachava um L, mas na rua, hehehe! Um bom motorista com um L faria o XR3 passar um calor danado!
    20 anos atrás, eu com um Gol LS 85, AP 1600 de preparação leve e bem feita fazia a festa, hehehe!

  • KzR

    A sexta marcha dá a impressão de que deveria ser um confortável cruzador a velocidades acima de 110 km/h. Mas fica no mesmo patamar de barulho de outros carros mais normais, com 5ª não tão longa. Vale a pena testá-lo.

  • KzR

    Nas versões que você citou, pois houve vários esportivados de época com mudanças pontuais e mais apelo estético.

  • KzR

    Ainda bem que, em meio a essa onda frenética de fantasias, as fábricas se lembrem dos entusiastas e lancem versões memoráveis, mesmo que vendam pouco.
    E pior do que vender adereços estéticos por altos montantes é não deixar claro a redução dinâmica e capacidade de curvar em virtude do uso de suspensão mais elevada ou pneus de uso misto, salvo raras exceções (Gol Rallye).

  • Marcio

    Acho que a bronca maior é que as marcas vão até o limite do que seria considerado propaganda enganosa (como o autor mesmo ilustra com essa peça publicitária no final do texto). Uma coisa é alardear um atributo que supra um anseio de realização pessoal, outra coisa é mostrar uma propaganda em que o automóvel está numa trilha, sendo que dificilmente ele passaria por lá. Indo para outros produtos, uma coisa é vender uma calça Diesel que tem custo de produção de R$ 100 por 500 “conto” e outra é vender um cogumelo dizendo que ele cura câncer. O primeiro supre sim a sua necessidade de comunicar o que você é, já o outro não cumpre sua função, é mentira. Aí você poderia dizer que um motorista habilidoso conseguiria sim levar um carro até o local do comercial, mas é importante frisar que a propaganda leva a entender que qualquer pessoa o faria. Tenho a mesma impressão quando vejo a propaganda daqueles suplementos alimentícios, em que a pessoa fica pilhadona depois de tomar vitamina…

    • CorsarioViajante

      Este assunto é legal, pois a barreira da propaganda enganosa é bem nebulosa. Me lembra aquela piada do cara que comprou um C4 e queria devolver porque ele não virava um robô e dançava (lembra desta propaganda?). Este assunto sim podia, com inteligência, render um post bacana e profundo com vários exemplos.

  • Malaman

    Acho engraçado criticarem tanto essas versões no Brasil, como se fosse invenção nossa e não existissem em outros países. A própria linha SS da Chevrolet citada, nos EUA não era versão propriamente dita, mas um pacote de opcionais. Podia-se muito bem ter um SS menos potente que uma versão standart, já que era possível escolher as motorizações.