Na parte 2 deste trabalho chegamos ao seu foco principal, o Porsche 597, o terceiro veículo que participou da disputa para ser o utilitário todo-terreno oficial da Bundeswehr o recém-recriado Exército Alemão do Pós-Guerra. A meu ver era, de longe, o melhor candidato, mas a questão custo e falta de capacidade imediata de produção nos volumes necessários foram decisivas. O DKW MUNGA “quebrava muito bem o galho”, pois tinha uma pontuação técnica dentro do que o exército necessitava para uma viatura do tipo. Alcançou dois terços dos quesitos atendidos pelo Porsche nos testes, mas seu preço era um terço menor e a Auto Union tinha condições de produzi-lo em quantidade bem maior que a Porsche. A vitória do MUNGA não quis dizer que ele não fosse apresentar uma série de problemas no uso, tanto que foram necessários muitos ajustes de percurso durante o tempo em que ele “serviu o exército”. Maiores informação sobre o Borgward, aliás Goliath  Tipo 31, e sobre o MUNGA na parte 1 deste trabalho.

O projeto do Porsche 597 Jagdwagen (carro para caça em alemão) iniciado por Ferry Porsche, em função da busca de diversificação e ampliação de mercado, passou pelas raízes do trabalho de seu pai, o grande Prof. Ferdinand Porsche (falecido em janeiro de 1951) no desenvolvimento de veículos militares leves baseados na mecânica do Fusca.

O exército necessitava de um utilitário leve multiuso e a inspiração para o Porsche 597 passou pelo Tipo 82 Kübelwagen, cuja produção durante a Segunda Guerra Mundial foi de 55.000 unidades: um utilitário leve para três pessoas e uma metralhadora, com tração traseira e um truque para tentar melhorar a sua limitada capacidade para uso fora-de-estrada, que era o freio de mão de acionamento separado permitindo bloquear a roda que estava patinando para a tração passar para a outra roda — sistema que aqui no Brasil João Gurgel “reinventou” com o soberbo nome de Selectraction. Adiante a inspiração passou também pelo Tipo 166 Schwimmwagen (carro que nada, na língua de Goethe), um anfíbio com tração nas quatro rodas que teve 15.000 unidades fabricadas até 1944.

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Comparação dos três modelos, o Kübelwagen, o Schwimmwagen e o Porsche 597 primeira versão

A Porsche, agora dirigida por Ferry, fazia sucesso com seu esportivo Porsche 356. Em 1954, ele podia ser fornecido com nada menos que dez alternativas de motorização, que iam de 40 a 70 cv.

O chassi do Porsche 597 foi projetado por Erwin Komenda, que tinha sido da equipe de Ferdinand Porsche e havia colaborado no projeto do Fusca e no desenvolvimento dos projetos militares anteriores.

Os primeiros protótipos foram fabricados sem o corrugado externo que veio a ser adotado nos modelos posteriores para acrescentar rigidez ao conjunto, à semelhança do que havia sido feito no caso do Kübelwagen. A carroceria ainda lisa foi fabricada pela Reutter & Co de Stuttgart; a versão posterior de carroceria com corrugado foi fabricada pela Karmann, de Osnabrück.

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Teste de capacidade de reboque em terreno difícil de um protótipo da primeira série

Ainda sobre os testes a que o 597 foi submetido, há uma foto que trará lembranças a muitos leitores da “velha guarda” e que é muito parecida com do teste de um utilitário Gurgel dirigido pelo saudoso Expedito Marazzi numa reportagem da revista Quatro Rodas. Aliás, a semelhança dos primeiros veículos Gurgel com chassi próprio, o X-10 Xavante, com este protótipo Porsche, é marcante:

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O Porsche 597, primeira série, voando em um dos seus testes; curiosidade: como veremos adiante, este carro foi enviado de avião para a Líbia numa missão de marketing

Era composto por um carroceria monobloco em aço com câmaras estanques e soleiras altas, sem portas, ou seja, os passageiros tinham que passar por cima das soleiras para entrar no carro. Este desenho tipo banheira apresentava vantagens, como a de o carro poder ser utilizado na água, pois o conjunto era flutuante.

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Carroceria vista de cima, mostrando o habitáculo

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Carroceira monobloco vista de baixo, mostrando a parte de trás onde vai o motor

Os quatro primeiros Porsche 597 foram integralmente anfíbios, e vinham com uma hélice rebatível que engatava na polia do virabrequim, como o Schwimmwagen original — eram os próprios Schwimmwagen II.

Remos da canoa eram opcionais. Mesmo assim, logo se decidiu que ele não precisava ser anfíbio, já que era capaz de cruzar cursos d’água e de vencer subidas de gradientes acentuadas, de 65% — e o equipamento para navegar iria aumentar mais ainda o preço do carro, além de não ser uma exigência da Bundeswehr. Com isto, as fotos da versão efetivamente anfíbia do 597 foram suprimidas. Mas não seria difícil adaptar a hélice rebatível para tornar os utilitários anfíbios, o que  na verdade eles eram em potencial, pois a capacidade de flutuação continuou a existir em todos os modelos. A foto e abertura desta matéria mostra um teste de flutuação, mas este não era um dos quatro integralmente anfíbios.

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Fotomontagem de conceito mostrando onde ficaria a linha d’água com a carga máxima admissível

Algumas fotos de arquivo da Porsche mostrando o Porsche 597, primeira versão:

Num determinado momento foi introduzido o corrugado na estrutura do monobloco, e para cada versão havia um desenho de conjunto:

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Desenho básico da primeira versão ainda de paredes externas lisas

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Desenho básico da versão definitiva, já com o corrugado de reforço

As unidades destinadas aos testes do exército saiam em comboio da fábrica Porsche de Zuffenhausen, perto de Stuttgart:

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Lote de Porsches 597 descendo a rampa da fábrica da Porsche

O sistema de tração dianteira, que podia ser engatada conforme a necessidade, e o conjunto motriz traseiro seguiam a comprovada tecnologia desenvolvida para o Schwimmwagen e que foi usada também em alguns Kommandeurwagens  (carros para comandantes). O câmbio era de quatro marchas com uma reduzida para situações mais complicadas.

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Esquema da transmissão – desenho original Porsche

Olhando-se o desenho vê-se detalhes interessantes. A relação do diferencial traseiro é 3,25: (39/26 dentes) e se combina a relação das caixa de redução no cubo das rodas traseiras, 2:1 (26/13), o que dá 6,5:1, exatamente a mesma do diferencial dianteiro, de 39/6 dentes.  A relação da reduzida era 1,8:1 (54/25). As relações das marchas, de 1ª a 4ª,  eram 3,15:a – 1,70:1 – 1,07:1 – 0,80:1.  Outro pormenor era o diferencial traseiro autobloqueante, indicado no desenho. Finalmente, havia uma luva de engate/desengate da tração dianteira. Não havia diferencial central, mas como as relações nos eixos eram iguais, o 597 podia rodar sobre piso seco sem risco de danos à transmissão, tal como no MUNGA (e no Candango 4).

O diferencial dianteiro era muito semelhante ao usado no Schwimmwagen e pode ser visto nas fotos abaixo da “autópsia” de um dos protótipos da primeira série:

Já o conjunto motriz traseiro era uma bela peça de engenharia e pode ser visto nas fotos abaixo:

Ele provou ser bom na areia também. Um manual de fábrica do Porsche 597, extremamente raro, compara a pressão sobre o solo dos pneus do Porsche às patas de um camelo, mostrando a conclusão de que o motorista do utilitário da Porsche se saia muito melhor nesta situação, mesmo quando totalmente carregado com quatro homens e seu equipamento!

Luzes, rádios e outros equipamentos militares eram alimentados por duas baterias de 12 volts (ligadas em série resultando num sistema elétrico de 24 V) que vinham com conectores padrão para conectar uma bateria auxiliar externa (a popular “chupeta”), tudo para cumprir com os requisitos da OTAN. Para carregar estas baterias foi necessário, nas versões posteriores, adaptar um dínamo de maior capacidade que foi instalado lateralmente, acionado por uma segunda correia. Nas versões para uso civil não havia esta necessidade.

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Foto do detalhe do dínamo instalado ao lado do motor e acionado por correia separada — na versão militar de 24 V padrão OTAN

Curiosamente, os Porsches 597 foram construídos no departamento de carros de corrida especiais, juntamente com os mais rápidos Porsches de meados dos anos cinquenta, como o 356 e 550 Spyder.

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Foto dos Porsche 597 sendo montados na mesma área que os bólidos Porsche da época

O Porsche 597 certamente não oferecia o desempenho que podia ser esperado de um Porsche. Seu motor boxer era derivado de um 1500-cm³ do 356 que havia sido levemente despotenciado em relação à sua especificação 1500 Super original de 70 cv e que carecia de boa elasticidade. Por isso a Porsche oferecia essa versão menos potente, porém mais elástica, como se tratasse de um motor que as mulheres pudessem dirigir o 356 mais tranquilamente. Este motor tinha o apelido, um tanto chauvinista, de “Damen” (alemão para “Dama”) dado por seus fãs. Em vez do virabrequim roletado Hirth era usado um de mancais lisos, pistões de baixa compressão, um comando de válvulas de menor duração e carburadores de 32 mm em vez de 40 mm, resultando  em 60 cv. Esse foi o motor usado nos primeiros 597, porém com um carburador apenas, a potência caindo para 50 cv, mas com a elasticidade adequada para um veículo militar.  A partir de 1955 a Porsche elevou a cilindrada dos seus 1500 para 1.600 cm³, alteração fácil já que há um ano a carcaça era a nova, tripartida. Esta é facilmente identificável nas fotos dos motores acima, com o suporte do dínamo aparafusado em vez de ser integral com a metade direita da carcaça. Mas a potência foi mantida em 50 cv a 4.200 rpm, certamente para aumentar a elasticidade.

O Jagdwagen tinha 3.620 mm de comprimento com entre-eixos de 2.060 mm e 1.610 mm de largura e altura. As bitolas eram de 1.340/1.385 m dianteira/traseira  e  pesava de 970 a 1.090 kg. Sua velocidade máxima era de 100 km/h.

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Foto do motor do primeiro protótipo, um “Damen”

 

Mesmo durante os testes da Bundeswehr a Porsche andou apresentando seu jipinho para as forças armadas de vários países estrangeiros, como, por exemplo, reportou o jornal L’Orient de Beirute, capital libanesa, em sua edição de 3 de fevereiro de 1956, na matéria L’Armée Libanaise découvre la dernière-née des ‘Jeep’ européennes: La Porsche 1.500 T.T, arrivée por avion, avant-hier – “O exército libanês descobriu o mais novo dos ‘Jeeps‘ Europeus: O Porsche 1.500 T.T., que chegou anteontem por avião”.

Mas esta e outras tentativas de venda deste veículo para uso militar não chegaram a ter sucesso.

 

Como o Porsche 597 não venceu a concorrência realizada pelo Exército Alemão, Ferry Porsche deve ter ficado muito frustrado, pois ele tinha investido 1,8 milhão de marcos alemães (moeda da Alemanha na época e que vigorou até chegar o euro em 2002 ) para desenvolver o seu excelente veículo militar para todo serviço e todo terreno, e que já tinha nascido como anfíbio, só que isto ultrapassava as necessidades daquela disputa. Mas ele tinha um plano B: fornecer o Porsche 597 para o mercado civil. Neste ponto, o carro foi rebatizado como Jagdwagen — como já vimos, carro para caça, tendo como alvo óbvio a aristocracia rural da Alemanha. Um design mais refinado foi desenvolvido, mas nunca chegou a ser materializado. Assim, além das cores diferentes, o Jagdwagen não tinha diferenças para os veículos Porsche 597 militares.

Por falar em Ferry Porsche, este Porsche 597 Jagdwagen 1955, chassis número 59700148, foi seu carro particular que era usado em sua fazenda de Zell am See, na Áustria, até que ele o deu para Wendell Fletcher, o licenciado da American Porsche Motors e patrocinador dos Porsche 550 Spyder na Carrera Panamericana de 1953-54, no México.

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O Jagdwagen que Ferry Porsche usava em sua fazenda na Áustria

Alguns Porsches 597 foram usados como carros de uso civil, como o da foto abaixo:

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Foto de um 597 para uso civil, acervo do Museu do Automóvel e da Tecnologia de Sinsheim na Alemanha (Foto Remco Natrop)

Um vídeo feito pela própria Porsche em 1954 mostra um dos primeiros protótipos sendo testado:

Um segundo vídeo acrescenta informações sobre a versão final do Jagdwagen, neste caso já com motor 1600, com um carburador e com a saída do escapamento elevada:

Naquela época ainda não existia uma base de clientes consolidada para anunciar o carro de uma maneira dirigida. Como era previsível havia poucos compradores para um veículo destes. A produção do Jagdwagen chegou ao fim em 1958, depois de apenas 71 unidades construídas. Ainda havia esperanças de uma versão atualizada em cinco estilos diferentes de carroceria, mas isso nunca aconteceu. A Porsche não colocou outro veículo 4×4 de série em produção até 2002 com o lançamento do Cayenne, numa altura em que o mercado estava pronto para recebê-lo.

Na verdade, vasculhando os arquivos se encontraram fotos de versões com duas portas e até com quatro, mas estes protótipos acabaram não vingando:

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Fechando esta matéria a foto de um protótipo de quatro portas que também não foi adiante

Epílogo: esta matéria mostra uma época do soerguimento da Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial sob o ponto de vista da formação de um exército jovem estabelecido em conformidade com a OTAN.

Nisto esmiuçamos três utilitários alemães com ênfase para o que poderia ter sido a reedição do Volkswagen anfíbio, um verdadeiro Schwimmwagen II, o incrível Porsche 597, uma curiosidade na trajetória da empresa criada por Ferdinand Porsche e que passou às mãos de seu filho Ferry; e que hoje em dia faz parte do Grupo Volkswagen.

AGr

Esta matéria, publicada em duas partes, demandou uma extensa pesquisa que envolveu, dentre outras e além do conhecimento próprio pré-existente, as seguintes fontes em vários idiomas:
-Site Allrad Magazin
-Site Philipps Militaerrequisiten
-Site Dem Derk sein Blog
-Site Der Munga als Rüstsatzträger San
-Site Wikipédia – DKW Munga
-Site Excellence The Magazine About Porsche
-Site Wikipedia – Goliath Jagdwagen Typ 31
-Site GOODING&COMPANY
-Site Hemmings Daily
-Site Borgward 1957 Goliath typ 34 Jagdwagen – the history of cars – exotic cars – customs…
-Site Interessengemeinschaft Historische Militärtechnik – IG-HMT
-Site Wikipedia – Liste von Radfahrzeugen der Bundeswehr
-Site Das Bundesamt für Ausrüstung, Informationstechnik und Nutzung der Bundeswehr (BAAINBw)
-Site Fahrzeugbilder Deutschland
-Site Wikipedia – Porsche 597
-Site Porsche 597 Jagdwagen – Giuseppe Guerini
-Site de Green Laker
-Site Wickipedia – VW Iltis
-Site Wikiwand – DKW Munga
-Revista das Auto & Motor und Sport 1954 exemplar 26 – Aller guten Dinge sind drei
-Revista das Auto & Motor und Sport 1956 exemplar 26 – Unser Test Porsche Jagdwagen
-Revista Sports Cars Illustrated 1956 – Porsche Builds a Jeep
-Revista Christophorus Nr. 14 – 1955 – Besser als ein Kamel
-Revista Christophorus Nr. 15 – 1955 – Ach die armen Hasen…
-Revista Der Motor-Katalog 1958 – Porsche Geländewagen mit Allradantrieb
-Revista Motor Revue – 1954 – Vom VW-Kübel zu Porsche-Jagdwagen
-Revista Porsche Panorama – novembro 1991 – 1955 Porsche Type 597 Jagdwagen #59700148
-Publicação BORGWARD Goliath Jeep type 31 jagdwagen données faits historique des rapport OM 2 87
As fotos são dos Sites acima citados e de acervo próprio, bem como conforme citação em algumas legendas.
Não costumo apresentar as fontes de pesquisa de uma maneira tão clara como está sendo feito neste caso, mesmo porque só fazer esta lista já dá um bom trabalho; mas é frequente ter que fazer consultas igualmente extensas para outras matérias, para que se possa alcançar um bom nível de qualidade histórica.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

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  • Carlos A.

    Caro Sr. Alexander, texto muito interessante e como já comentou o BMAlves83, veículo feito especificamente para essa função…achei simplesmente genial!!

    • Salve Carlos A.
      Na verdade este veículo foi projetado além do necessário para o caso, dai o seu preço alto que o alijou da disputa. Teria sido fantástico se existisse uma versão civil do Schwimmwagen II. Ao menos em cidades com alagamentos recorrentes ele seria um grande sucesso…

  • Luciano Ferreira Lima

    Sr Gromow, ao que parece são juntas homocinéticas no diferencial dianteiro? Creio que ainda não existiam ou estou enganado? Fiquei curioso quanto ao isolamento do distribuidor em relação a salpicos de água que poderiam desligar o motor quando em travessias de pequenos riachos. Fico pasmo quanta matéria consegue extrair tendo somente uma marca para inspiração e o melhor que sempre são interessantíssimas.

    • Salve Luciano Ferreira Lima,
      Nas rodas eram juntas universais. Em conversa com o BS concordamos que as juntas homocinéticas ainda não tinham sido introduzidas, e nas saídas do diferencial podem ser juntas tripóides, mas ainda não homocinéticas.

  • MAO

    Incrível a reportagem! Conhecia o carro mas certamente menos de 1% dos detalhes, agora sei. Grato Gromow!

  • Grato Huttner,
    Acho que você está certo, aqui teríamos um belo mercado para uma versão civil deste jipinho 4×4, e mais ainda na opção de anfíbio (hélice retrátil instalada). E este tem “muita lata em volta” e de parede dupla!
    Curioso você citar a Veraneio e a Rural como alternativas para o mercado feminino, e em lembrar que nos EUA as Kombis, em especial na versão Samba, conquistaram as mulheres, que achavam o máximo estar dirigindo de uma posição elevada, ter espaço para um monte de carga e par as crianças ficarem à vontade, e que, apesar do tamanho interno, era quase do tamanho do Fusca e tinha uma dirigibilidade excelente!!! Cuidando deste mercado a VW chegou a lançar uma Kombi, já na versão T2, com câmbio automático, que foi um sucesso com as mulheres…

  • BMAlves83

    Boa tarde, desculpe se não me fiz entender por completo, meu comentário foi feito apenas por achar que o veículo possui um design totalmente fora do padrão Porsche, não tive a intenção em nenhum momento em desmerecer o veículo. Modelo que inclusive eu não sabia da existência e através das duas reportagens passei a conhecer sua história.

    • Entendo, e tinha entendido, mas o seu comentario de brincadeira, muito justo, aliás, caro BMAlves, deu a oportunidade de reforçar os conceitos básicos de origem deste carro.
      Saudações

  • BMAlves83

    Edit: o fato de ter mencionado a caixa de rodas foi por ser a única parte do carro que achei semelhante com os demais veículos da marca

  • Caro Huttner,
    A Kombi no Brasil não chegou a ser “adotada” pelas mulheres, ao menos eu não percebi que este movimento tenha ocorrido. Mas nos EUA foi “uma onda” (moderno não). A Kombi foi batizada pelo incrível pessoal da agência de progagande DDB – Doyle Dane Bernbach de Station Wagon e esta denominação pegou e a vendas de Kombis para senhoras foi um sucesso. Aliás uma de minhas palestras trata exatamente sobre o fenômeno que foi o trabalho da DDB. As propagandas eram ótimas, assim como esta que segue:

    • Bem, na minha opinião o pragmatismo feminino das americanas sempre se fez presente, desde a colonização do velho oeste, daí talvez o sucesso da kombi por lá entre elas…Por aqui, nas arquidioceses e nas paróquias luteranas ainda se vê Kombis ( seriam kombies?) dirigidas por freiras ou irmãs de todas as idades…Normalmente sorridentes, principalmente a que está dirigindo!

  • Gustavo73

    A quantidade de fontes de pesquisa me impressionou. Mas a matéria muito bem escrita e apesar de bem técnica, nada enfadonha. Só reflete o cuidado e carinho com que foi feita. Parabéns. E como dentista gostei na referência.
    Abraços.

  • Salve Fernando,
    Grato por seu comentário.
    Sobre o filtro de ar. Você deve ter notado que havia mais de uma versão deste motor. Na versão com o sistema elétrico de 24 V exigido pela OTAN, foi necessário adaptar um dínamo mais forte, e com isto não havia mais espaço para o megafiltro de óleo.
    Saudações

  • Obrigado Aldo,
    Bom saber que tenho leitores que se ligam neste tipo de trabalho.
    Saudações

  • Hugo Bueno

    Parabéns por mais uma excelente matéria, Sr. Gromow! O contexto histórico é muito importante para entendermos o desenvolvimento deste modelo que muita gente, e eu me incluo nessa, nem sabia que existia.

    • Salve caro Hugo Bueno,
      Este carro e o Goliath Tipo 31 (descrito na parte 1) seguramente eram desconhecidos por aqui; já o MUNGA é nosso velho conhecido sob o nome de Candango. O Porsche 597 ficou em evidência com o raro exemplar que pertencia ao Jerry Seinfeld (que para mim não é um colecionador, mas sim um negociante – pois um colecionador que tivesse conseguido comprar um dos 15 exemplares remanescentes jamais iria vendê-lo; isto sem falar das outras raridades que faziam parte do lote…) e que acabou sendo vendido por US$ 330 mil, abaixo da estimativa que era de US$ 350 mil. Mas para falar só do 597, como foi o material colocado na parte 2, me pareceu pouco e eu decidi contar a história de uma maneira mais completa relatando o motivo que levou à criação dos 3 tipos e jipes militares… Acho que assim o trabalho fez mais sentido, mas acabou ficando meio grande.
      Grato por seu gentil comentário!

  • Rogério Oliveira

    Tudo bem, Gromow! Adoro matéria em tempos pioneiros! Gostei muito de conhecer de fora de estrada, que até então não o conhecia! Aproveitando, adorei ver a suspensão dianteira com diferencial, muito raro de se ver! Não tem como dizer que Gurgel deve ter se inspirando no 597, para construir o X-10! Seria muita coincidência, tanta semelhança! Agora o modelo vendido no leilão por 330 mil dólares do ator Jerry Seinfeld, vendo pela raridade, não foi tão carro assim!???

    Obrigado pra mais esta matéria!

    • Grato por seu comentário caro Rogério Oliveira,
      As ilustrações deste artigo são muito interessantes e ajudam a conhecer o conceito deste interessante jipe Porsche.
      Saudações