Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas “QUE CARRO EU COMPRO?” – Autoentusiastas

Muitos leitores não sabem, mas nós recebemos aqui no AE centenas de consultas por e-mail com algumas opções de carros e nos perguntando qual seria a nossa recomendação. Temos uma resposta muito clara para isso: não podemos recomendar nenhuma marca sobre outra por questões éticas. E também não devemos dar nossa opinião pessoal, pois ela assim seria e pode não bater com a de quem está perguntando.

Seria possível demonstrar que um carro pode ser  “melhor que outro” através de comparativos muito criteriosos. mas ainda assim isso não seria suficiente para garantir que se faça a melhor opção de compra, tamanha é a variedade de elementos que podem ser considerados pelo consumidor. Além das características técnicas e do design, elementos como valor de revenda, atendimento na concessionária, disponibilidade de peças, preço de ocasião, cor disponível e outros têm pesos mais ou menos importantes para cada um, quer concordemos ou não. E algumas vezes, mesmo com a maioria dos pesos negativos, compra-se um carro apenas porque se gosta dele.

Existem muitas publicações que dão notas para cada critério técnico, para alguns critérios subjetivos, e para outros aspectos, como valor de revenda, cesta de peças e seguro. Aí a grande maioria das pessoas vai lá no resultado final e vê o grande vencedor. Mas uma pessoa pode dar um peso maior ao espaço interno do que ao desempenho, por exemplo, e outra muito mais importância ao desempenho do que ao consumo. E assim o resultado final poderia ser diferente.

Eu já presenciei pessoas escolhendo entre dois carros pela cor! Ou escolhendo carro para acomodar o carrinho do bebê. Eu já disse isso antes por aqui e repito: primeiro se compra o carro e depois o carrinho do bebê. Existem carrinhos de bebê de todos os tamanhos. A ordem inversa não faz sentido. Ao menos para mim. Mas se faz para alguém, como eu posso recomendar um carro para essa pessoa?

Coisas desse tipo também me intrigam e vou usar um exemplo real para facilitar. Quando eu estava testando o Mégane R.S. naquele amarelo brilhante, com rodas grandes, escapamento ruidoso, bancos tipo concha e suspensão rebaixada, a primeira pergunta que surgiu em muitas ocasiões foi: “Qual é o consumo?”.  Antes mesmo da pessoa saber qual o motor! Isso dá um desânimo… Minha resposta sempre foi um sonoro “Não sei!”.

Screenshot_2016-03-06-21-35-11

Recebi essa brincadeira pelo WhatsApp

Ainda há aqueles que pedem uma indicação. Há um certo tempo um casal amigo me veio com três carros.  Eu coloque eles em ordem sendo “melhor” o primeiro, e no caso o “muito ruim” o último. Passado alguns dias eles me aparecem com o último! Eu dei os parabéns pelo carro novo. Que sejam felizes. E a chance se ser é grande.

Uma amiga da minha esposa me deu a missão de encontrar um carro para ela. Ficamos uns quarenta minutos conversando, eu apontando um modelo de cada vez e ela contra-argumentando a cada um. O que ela não sabia era que minha esposa já tinha me dito o carro que ele queria, mas não tinha certeza que caberia na sua garagem. Eu não apresentei a ela o caro que ela queria e ao final recomendei que ela ficasse com o carro que ela tem. Claro que ela se irritou (quando na verdade eu é que deveria ter ficado irritado, rsrsrs). Bem, aí apontei o carro que ela queria e concluímos que o melhor seria ela fazer um test-drive até sua casa e tentar parar o carro na garagem.

Bem, tanto essa amiga quanto o casal já estavam decididos antes mesmo de perguntar. Mas algumas pessoas precisam de um endosso. E o curioso é que mesmo quando um “especialista” faz uma recomendação contrária elas ainda assim insistem. Com já estou bem escolado, não argumento muito e prefiro que a pessoa compre o carro que gosta. Se for um carro que tenha alguma característica negativa (cada vez mais raro), apenas faço o alerta

Recentemente eu e o MAO tivemos uma boa discussão conversando sobre um carro que ambos testamos. Ele não gostou, e eu, apesar de não ter achado o melhor do segmento, tive um enorme prazer ao volante e, assim, gostei.

Fiquei imaginando o que nos levaria a ter opiniões distintas, e até se eu deveria mudar a minha. A conclusão que cheguei é que temos um histórico e expectativas diferentes. Nossos prismas diferem. Ele foi muito mais racional e eu fui muito mais emocional.  Com certeza essa discussão serviu para fazer uma matéria melhor.

Uma das coisas que autoentusiastas adoram fazer é discutir sobre carros. Mas uma coisa é discutir sobre aquilo que se lê, e outra é discutir sobre um modelo que se possui ou que já tenha andado. Ou ainda que se deseje muito.

O recente caso do Golf MSI trouxe muito essa discussão (e por favor, a ideia aqui não é ressuscitar essa polêmica) . Muitos entenderam o que foi descrito na matéria, e muitos outros, que têm pesos diferentes para alguns critérios, se recusam a aceitar que esse carro esteja no mercado. Certamente esse carro não é para eles. O que não invalida que possa haver interessados no status, qualidade, e conforto, boas qualidades desse modelo. Mencionei esse caso porque sei que é muito mais fácil propagar uma crítica do que propagar a verdade. E isso seria injusto com os que pudessem ao menos considerar a compra do MSI. Isso sem contar que dirigi o carro durante o teste do Bob e, de fato, gostei o carro.

Nesse dois últimos casos, do MAO e do MSI, há opiniões divergentes em relação aos modelos. E por quê? Simplesmente porque a compra de um carro não é apenas uma questão de se ele é bom ou não, se é melhor ou pior, se é perfeito ou tem problemas. Não é uma questão só objetiva.

Essa decisão é uma combinação de aspectos objetivos, a razão ou que que podemos chamar de qualidade. E também de aspectos subjetivos, a emoção, que chamamos de apelo. Quando a avaliação da qualidade e do apelo é muito positiva não temos dúvida e a única variável é o tamanho do bolso. Quando alguma uma das duas é muito positiva e a outra negativa, ainda temos bons argumentos para justificar a escolha. E quando as duas são muito fracas, a única variável é o bolso, ou então é melhor sair de fininho…

Que carro eu compro?

Que carro eu compro?

Com relação aos testes, nós devemos sempre ser o mais objetivos possível. O que não nos impede de apresentar aspectos subjetivos. Isso é bom e através dos comentários as matérias são muito enriquecidas. Dificilmente existe um modelo onde há uma unanimidade. Justamente porque cada um de nós é diferente. Até mesmo em um grupo mais homogêneo como essa nossa comunidade AE.

Bem, como veículo de informação, o AE deve sempre prezar pela melhor descrição objetiva possível, e sempre sem ignorar carga de emoção acrescentada durante os testes. Daí a importância em, de fato, dirigir os carros. Porém a decisão final deve sempre ser do leitor ou consumidor, que tem seus próprios pesos e necessidades. Nós nos esforçamos em proporcionar elementos suficientes para que essa decisão seja satisfatória.

O que nos orgulha muito é que mesmo que não façamos nenhuma recomendação direta, muitos leitores também nos escrevem dizendo que se decidiram por determinado modelo após ler uma avaliação ou assistir um vídeo do AE.

Paulo Keller
Editor-geral
AUTOentusastas

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • AlexandreZamariolli

    Um dos mantras da saudosa Motor 3, trinta e tantos anos atrás: automóvel não se compra por lógica.

  • Rafael Sumiya Tavares

    É o que sempre digo a amigos, quando não gosto de um modelo não é que ele seja ruim, sou eu quem não simpatizo, então não é porque eu goste que significa ser também um carro infalível. Não ouvi a opinião de nenhum amigo ou parente quanfo fui comprar o meu atual carro, segui apenas a minha percepção e certamente o AE deu uma bela ajuda nisso. Carro bom é o que te faz feliz, simples assim!

  • Carlos A.

    Costumo dizer que carro é igual roupa, tem que ‘vestir bem’. Por isso sempre defendi o test drive e a resposta para amigos e parentes que não tem paciência ao procurar um carro – e sempre me pedem opinião por saberem que gosto muito do assunto e procuro ler sobre os modelos – é sempre “depende”….o ideal é que a pessoa compre o carro que além de melhor atender as necessidades de uso de cada um, agrade de forma geral seu usuário.

    • Brenno

      Test drive é uma coisa engraçada. Algumas concessionárias só te deixam andar por um trajeto pré-determinado. Assim, muitas das vezes não dá para ter aquele “feeling” sobre o carro. Mas concordo plenamente que vale aquela: “O carro é o piloto e o piloto é o carro”.

      • Os test-drives são limitados mesmo pois alguns aspectos só conseguimos perceber depois de dias ao volante. Mas sempre ajudam. Não se acanhe em pedir um desvio de rota, ou fazer mais de uma vez a mesma rota, se realmente estiver com a ideia de comprar o modelo.

        • Carlos A.

          De fato somente a convivência com o carro é que podemos perceber alguns aspectos mesmo, mas ainda assim é fundamental o teste. Sempre que possível é interessante tentar um ‘desvio de rota’ com o vendedor, não raro consigo isso. Talvez se esse teste puder contemplar algum percurso diário que fazemos, nos ajude mais ainda a ter uma melhor noção sobre o modelo pretendido.

        • Christian Govastki

          Se for possível, alugue o carro que deseja e veja se ele atende realmente as usas necessidades no dia a dia.

          É o melhor test drive que conheço.

          Alugando o Ka, o Palio, Gol e até o Fluence que optei pelo primeiro.

  • Gustavo73

    Excelente texto PK.
    Fazendo um paralelo com pessoas, gostamos de algumas apesar dos defeitos e não gostamos de outras apesar das qualidades.

  • Luciano Gonzalez

    PK, como eu trabalho na indústria automobilística, meio que virei consultor técnico de amigos e família (risos), e uma coisa que aprendi em outro post com você: primeiro, perguntar o que o cara tem em mente… Depois, dou a minha opinião em cima dos modelos citados.
    Ruim é quando a pessoa não entende lhufas de carro, aí dá trabalho.. E tem muita gente assim, muita mesmo.
    ABS,

    • Legal Luciano. Eu até me esqueci em que post escrevi isso. Realmente é assim que começo uma “consultoria”. Abraço!

  • CorsarioViajante

    Só um detalhe sobre o carrinho de bebê: assim como nos carros, o tamanho não é o único fator a ser considerado na compra. Sei porque passei por isso há um bom tempo, e além dele caber no porta-malas, tem também que ser confortável para o bebê, bem construído, seguro, fácil de manejar, etc etc. E de forma geral quase todos são bem grandes.

    • Como eu disse, seria a minha prioridade. Mas tem gente que passa meses namorando e procurando o carro ideal, por que não fazer isso com o carrinho do bebê?
      E tem um outro aspecto que noto muito. Pouquíssimas pessoas sabem ou tem paciência em organizar um porta malas. Por mais básico que isso seja eu vejo cada coisa…

  • eNe,
    recomendar carros da mesma marca não é antiético.

  • Luciano Ferreira Lima

    Se percebe que foi um texto bem difícil de escrever.

  • antonio carlos cavalcanti

    Tenho um costume particular na compra do próximo carro. Fico algum tempo namorando o modelo já escolhido, vejo testes e avaliações sobre a ‘noiva’ até tomar a decisão final é comprá-lo. O atual é um Fusion ecoboost titanium awd. Depois de um namoro de quase um ano, terminou em um casamento perfeito.

    • Ah, mas com uma nave dessas, difícil achar defeito, rsrsrs!
      Branco, com aquela carona de mal e o teto solar aberto, Hummm

      Já sonhei com um desses, rsrs

  • Brenno

    Golf continua sendo um baita carro. Provavelmente esse 1,6 16v anda mais que o antigo EA111 1,6 8v. Contudo, quando você acostuma com a ideia de ter um motor 1,4 TSI que anda muito e bebe pouco, um DSG de 7 marchas e uma suspensão multibraço, é estranho ele ser “rebaixado”. Resumindo, gera uma frustração expectativa no entusiasta. Eram itens que a concorrência não tinha, mas que agora conseguem competir. Fora o preço, que soa arrogante por parte da Volkswagen. Claro, ainda é um Golf…

  • Brenno

    Os gostos e as necessidades variam bastante de pessoa para pessoa. Isso é algo legal de se analisar. Por exemplo: lá em casa, como somos em cinco, é impraticável ter um hatch. Por isso temos um sedã. Poderia uma station wagon/perua ou um SUV também para fazer esse papel. Mas quando se muda o foco, por exemplo, solteiro, estudante, usa o carro pra trabalhar etc., você imagina um carro para levar única e exclusivamente você e sua namorada, por exemplo: um up! TSII ou uma picape. Mas por que não ter um Vectra ou um Mégane, mesmo andando sozinho 90% do tempo?

  • Gostei muito do SWOT Analysis das carinhas… Adoro usar essa ferramenta, no meu dia-a-dia profissional…

    • Foi o ponto de partida de todo o post. Eu queria simplificar ao máximo essa tomada de decisão.

  • Davi Reis

    Assunto difícil até de se comentar. Brinco às vezes que em muitos momentos sabemos que estamos diante de algo “ruim” ou melhorável, não só em relação ao mundo automobilístico, e ainda assim acabamos por gostar e querer repetir a experiência (como fast-food, que logo depois de comer até bate um arrependimento, mas sempre acabamos voltando). Por isso que eu acho importante sabermos muito bem daquilo que temos em mãos e sabermos suas qualidades e defeitos, sem implicar necessariamente que gostamos ou desgostamos. Sei de cor e salteado as qualidades e defeitos do meu carro e nem por isso deixo de gostar dele, por exemplo. Conheço carros ótimos mas que não me agradam em praticamente nada (os japoneses, por exemplo), e de carros com muitos pontos a melhorar mas que ainda conseguem sempre me atrair de volta (os italianos da Fiat são mestres em fazer isso comigo). É como a história da roupa, se te veste bem e agrada, provavelmente está certa, ainda que umas agradem mais do que as outras. No momento da escolha do meu carro, o AE foi uma das fontes de informação que usei para balizar a escolha, e mesmo que já estivesse apontando mais para um lado, não deixei de analisar até o fundo absolutamente todas as minhas outras opções na faixa de preço e categoria. Mesmo quando já queremos um determinado carro, acho essa pesquisa ampla extremamente importante, ajuda a ter certeza e paz de espírito depois de tudo. Acho que se todos pensassem um pouco mais dessa maneira, essa onda de terceirização da escolha diminuiria bastante.

  • Lemming®

    Exato. Freio de estacionamento puxado ao estacionar e ocorre no outro dia de manhã.

    • Lemming,
      lembro-me de isso acontecer com os primeiros Passat.

  • ditom

    Uma coisa que me incomoda é a ergonomia. Como tem carro não apropriado para pessoas altas!! Quem tem mais de 1,90 m tem carros contraindicados em fartura.
    Aliás, uma pauta legal seria justamente mostrar quais as alternativas de carros para determinados tipos de pessoas, ou seja, a quantas andam a ergonomia dos nossos carros…

    • Pablo Nascimento

      Infelizmente é verdade.
      Comprei uma Mégane Grand Tour ultima safra, gosto muito do carro, mas a distância cabeça-teto fica no limite. Tenho 1,94 m.

      • ditom

        Pablo, morro de medo de sofrer uma capotagem e quebrar meu pescoço por conta dessas barbaridades ergonômicas…
        Continuo na torcida por uma reportagem do AE sobre o assunto!

  • Aldous Huxley

    Lemming, tem gostado do carrinho? Anda bem mesmo? O consumo é excepcional, como dito pela VW?

  • Leonardo Mendes

    As pessoas precisam de um “endosso” na hora de comprar um carro porque não tem coragem e argumentos pra encarar a famigerada pergunta “onde você estava com a cabeça quando comprou esse carro?

    De uns tempos pra cá esse tipo de gente tem se proliferado pela internet, os pseudo-entendedores que se acham capazes de dar pitaco em tudo e condenar ou glorificar essa ou aquela escolha dos outros.

    Você não pode comprar pick-up porque “é coisa de egoísta que quer aparecer”
    (e a pick-up não pode ser diesel, porque “o investimento não se paga nos primeiros 200 anos de uso”)

    Você não pode comprar um SUV, seja ele qual for, pelo mesmo motivo.

    Você não pode comprar uma perua porque “as minivanas fazem o serviço melhor que elas.”

    Você não pode comprar uma minivan porque “saudades dos tempos das peruas, que faziam a mesma coisa com mais estilo.”

    Comprar carro zero km, então, é cadafalso na certa, “você está contribuindo pra derrocada moral, financeira e institucional do Brasil, compre carro usado que é mais negócio, já desvalorizou, não seja enganado.”

    Resumindo meu arrazoado:
    É entendendor demais pra assunto de menos.
    Dão pitaco em tudo mas não cumprem nem 0,5% do que pregam.
    Chatos virtuais (e reais).

    Compre o carro que você quiser.
    Quem gosta de endosso é cheque.
    O dinheiro e a vontade são seus.
    E a opinião alheia, ora, quem se importa?

  • Eduardo Sérgio

    Quem compra carro porque ele é bom de revenda não compra para si próprio, e sim para os outros.

  • Bom relato sobre o Focus. A Ford ajustou a caixa de dupla embreagem para simular um epicíclico, daí a sensação de mais conforto e menos estranheza dos consumidores.

  • É mais ou menos por aí!

  • Obrigado Caio. Estamos atentos a sua solicitação, embora haja muitos testes de carros de menos de 60.000. Vamos tentar fazer mais.

  • Meu processo é meio inverso. Existem muitos carros que eu nem considero, por mais interessantes que possam parecer. Aí entram as questões emocionais, subjetivas, e algumas racionais e objetivas, que muitas vezes podem nem ser verdadeiras, mas servem de justificativa para o descarte. Há um outro grupo, o dos desejos, composto por carros que já conheço e desejo muito, mas falta bolso ou atitude. um deles é a Touring do MAO que namoro toda vez que a vejo. Então resta o terceiro grupo, dos possíveis e sem restrições. nesse grupo talvez o que diferencie seja uma afinidade um pouco maior, uma bela condição de pagamento, e de fato muitos aspectos racionais sendo o principal deles a qualidade e durabilidade. Do entusiasmo eu mesmo cuido. Já que não é possível ter o desejado, que eu tenha um que não vai me dar nenhuma dor de cabeça. Claro que isso só é possível, porque tenho a chance de andar em muitos carros. Ah, e contrariando alguns, carro bom, para mim, é carro zero. Isso para carro de uso diário. Para carros desejados a história é diferente, pois um carro de desejo teria um status diferente na escala de prioridades.

  • De fato carros de uma mesma marca não são um problema. Mas são raras as solicitações dessas.

  • MAO

    Muito interessante a reflexão PK. Gostei bastante!

  • Leonardo

    Fez uma excelente compra. Carro completo, estável, econômico e a mecânica é muito boa, apesar de ser um pouco mais cara que seus concorrentes da época.

  • Leonardo

    Perfeito, Fábio. E some-se a isso, mecânicos lambões e proprietários negligentes. O resultado, como você bem disse, são bons carros sendo injustiçados. O que eu já ouvi de asneira sobre meu bom e velho Escort XR3 daria pra escrever um livro.

  • Lemming®

    Pois é. Já relatei na primeira revisão e vem o de sempre…É assim mesmo…É porque o carro é novo…
    As desculpas de sempre.
    Vou mandar e.mail na VW.
    Outro colega relatou nos comentários o mesmo problema no Fox.

  • No_Name

    Você comentou como se isso fosse algo característico do carro… Não, isso não é normal, cara. Leve à autorizada para verificarem esse problema.

  • De gustibus et coloribus non est disputandum!

  • Lemming,
    sabe o que é? É que para diagnosticar o problema e corrigi-lo dá um trabalho danado… Ninguém quer mesmo nada com coisa alguma.

    • Roberto Neves

      Pois é. Jurei nunca mais comprar um Renault depois de passar um ano percorrendo 3 diferentes concessionárias do Rio de Janeiro e não resolverem as falhas intermitentes do motor do meu Sandero. Tenho certeza de que esse defeito não é característico da marca, acredito que o carro em si era ótimo, mas o troquei por um automóvel de outra marca e não tornarei a possuir um Renault. Certamente a falta de treinamento dos profissionais das concessionárias Renault não permitiu que identificassem e sanassem o defeito, o que causou a perda de pelo menos um cliente, que poderá ainda influenciar outros potenciais compradores.

  • Cajo

    Tenho 50 anos e sou solteiro, decidi que meu próximo carro vai ser um Mercedes usado, na casa dos 80, 90 mil. A lógica diz pra comprar um C180 2013/14 e a emoção um SLK 200 2008/09, tem a mesma faixa de preço, eis a dúvida. Complicado. Isso em dois modelos da mesma marca. Até o meio do ano eu decido. Muitos testes pra ler. Opinião da família e amigos nem pensar, provavelmente vão sugerir um popular zero. Rs.

    • Nesse caso são carros completamente diferentes. Só depende do que você pesa mais razão ou emoção.

      • Cajo

        Exatamente PK, razão ou emoção, difícil.

  • O bom da compra emocional é que se não gostar dá para trocar!
    Comparativos exigem uma preparação maior e mais complexidade do começo ao fim. Não acredito muito em testar carros em momentos diferentes para depois juntá-los numa mesma matéria. Além do que, em quase todos que vejo a diferença de “pontuação” é menor que 5%, ou alguns pontinhos a mais ou a menos num total de mais de 100.

    Aí se tira conclusões sobre “o vencedor” quando a margem para empate é muito grande. E não tem jeito, toda vez que se compara o mundo espera que um seja melhor que o outro. Mesmo que na prática seja um empate.

    E por que os comparativos quase sempre dão empate técnico? Porque TODOS os fabricantes fazem seus carros os comparando com a concorrência (Isso daria uma outra matéria interessante). E por isso também tem que ter um posicionamento de preços similar ao da concorrência. Assim não dá para fazer um carro que seja melhor em tudo. Então melhora-se alguns pontos nos novos lançamentos, mas como o mercado é dinâmico logo vem outro lançamento que melhora outro ponto. E assim vamos observando uma evolução lenta e gradual, além dos carros ficarem todos parecidos. Nessa hora é que a marca ou imagem de marca, e tudo que ela trás junto (vendas, serviços, peças, valor de revenda, etc.) é que faz a diferença.

    Por enquanto não temos planos para comparativos.

  • Roberto Neves

    Como já narrei aqui, meu carro atual (Grand Siena 1.6 Essence, câmbio manual) foi comprado após ler uma análise feita pelo Bob. É claro que eu já simpatizava com a marca, da qual tive vários carros anteriormente. Também é verdade que eu vinha de uma grande decepção com um Renault, que já contei exaustivamente aqui (nem eu me aguento mais repetindo essa história). É ainda fato que o outro carro que me interessava era o Etios, do qual desisti por causa daquele painel medonho. Tudo isso me ajudou a decidir, mas o parecer favorável e mesmo entusiasmado do Bob foi fundamental.

    • Etios… Não sei como a Toyota conseguiu fazer aquilo. Um carro corretíssimo, anda bem, freia bem, sempre na mão, econômico, porém, mais feio que roubar esmola da igreja.

      Po, dona Toyota, custava fazer um painel certinho, um farol mais esticadinho, sei lá?

      • Mike Castro,
        gosto é gosto, acho as linhas do Etios corretas. Em compensação, há um par de queridinhos que eu acho horroroso.

        • Andei no Etios, baita carro! Aquele painel, para mim, foi ruim de ler. Acho a frente dele muito esquisita, e fica mais ainda no Etios Cross…

          Seria muita indiscrição perguntar qual “queridinho” você acha feio Bob?

          • Mike Castro,
            seria sim.

          • Ufaaa, ainda bem que não perguntei, rsrsrs…

            Abraço, Bob, desculpe as brincadeiras!

  • Matuck,
    normal não é. Fusca nunca teve isso, o que acontecia no processo que você corretamente descreveu era o tambor ovalizar; colar lona na superfície de atrito, nunca.

  • Gosto é como nariz. Cada um teu o seu e não tem dois absolutamente iguais. Eu gosto da compra racional. Nada mais frustrante que comprar o carro dos sonhos e descobrir que ele não é tão maravilhoso assim. Muitas vezes nem é uma questão racional. Às vezes é “seu santo” que não se dá com o carro, e a frustração é tão grande quanto. Por isso eu prefiro ser racional na hora de comprar.
    Para quem tem a dúvida, o melhor é experimentar. Alugue o carro por 15 dias ou 1 mês e use como se fosse seu. Vá trabalhar e viajar com ele. Se possível, alugue também um ou dois modelos concorrentes mais próximos. Aí você decide se aquele modelo serve ou não. A locação te permite outras possibilidades mais interessantes.
    Se você comprar aquele carrão dos sonhos, ele vai pesar no bolso e vai te custar muito suor e lágrimas. E na hora de revender, a perda de valor é significativa. Isso é algo racional.
    O que não é muito racional é que quando usamos a mesma coisa por algum tempo, acabamos nos acostumando com ela. E aí todo aquele entusiasmo inicial se vai aos poucos, e o carro dos sonhos vira a carne de vaca de todos os dias.
    Qual é a ideia do carrão dos sonhos? Curtir as férias? Então para que se matar de pagar o carrão o ano todo, comprometendo o orçamento doméstico se ele só se justifica em 2 das 52 semanas do ano?
    Às vezes é melhor comprar um carro menor, utilitário, mais em conta e que sirva para suas necessidades para o dia a dia e deixe o carrão para ser alugado para sua viagem de férias.
    Lembre-se que seu carro é seu companheiro de aventuras e não seu mestre pelo qual você tenha de se escravizar eternamente.

  • A tal da revenda é a desgraça do século, rsrsrs…
    Como legítimo sofredor pejozeiro, já consegui convencer três amigos a deixarem de comprar carros das famosas, pra comprar os leões!
    Um queria um Golf, atazanei ele até andar num 307. Pronto.
    Outro queria um Prisma (dos antigos), fiz um inferno na cabeça, e saiu de 207 Passion!
    E minha última vítima queria porque queria um Fox. Arrastei pra CCS Peugeot daqui, e disse: “você pode até comprar aquela jabiraca, mas vai andar no 208 antes!”
    Tá andando até agora, rsrsrs.

  • Malaman,
    isso no AE, então, jamais.