Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas POR QUE FAZER SÓ O OBRIGATÓRIO? – Autoentusiastas

As organizações, de qualquer tipo, adoram dizer que são inovadoras, modernas. Algumas de fato o são, mas sou bastante descrente de modismos corporativos. Fruto de muitos anos de trabalho em todo tipo de empresa e de muito senso crítico. Sabem aquela frase que diz que não basta fazer tudo aquilo que se espera de você, funcionário, mas deve-se ir além? Pois é,  no trânsito e na condução de veículos me ensinaram que sim, que não basta fazer aquilo que está na lei. Podemos e devemos ir além.

Explico. Quando era pequena e meu tio César dava aulas de direção no Torino dele ao primo dele e a mim em Buenos Aires, nos ensinava não apenas o que devia ser feito, mas também o que era indicado. Apesar de eu ter uns 11-12 anos, ele pacientemente me explicava que tinha que trocar de marcha com xxx rotações por minuto do motor e me fazia prestar atenção ao som para acostumar o ouvido e fazer isso automaticamente, sem olhar o conta-giros. É necessário fazer isso para tirar CNH? Não, mas é importante para dirigir melhor.

Meu pai, que dirigia bem embora não tanto quanto meu tio, me ensinou que não se deve mudar de faixa em pontes nem túneis. Para minha surpresa, isso não está no código de trânsito do Brasil, mas minha mãe conta que ela aprendeu isso com meu avô, que dirigia muitíssimo bem e que na Argentina, sim, era proibido. Mas no Brasil raramente há faixa contínua entre as faixas nesses casos – coisa que só descobri quando em algum momento da minha vida algum veículo mudou de faixa e antes de reclamar percebi que o pontilhado assim o permitia. E nem carteira de motorista eu tinha. Apenas observava o trânsito.

Tanto meu pai quanto minha mãe sempre tiveram o hábito de não trocar de faixa em pontes ou túneis e o motivo que me deram era simples e lógico: se o veículo tiver uma pane durante a manobra, você vai parar o trânsito todo, pois estes quase nunca têm acostamentos ou rotas de fuga. Apenas por esse motivo. Como sempre achei lógico, é raríssimo eu mudar de faixa num túnel ou numa ponte. Tenho de ser praticamente obrigada a fazer isso, como nas bifurcações nos túneis de São Paulo que nos levam a mudar de faixa para não ir parar onde não queremos, como é o caso do túnel que passa sob o Parque do Ibirapuera ou para ultrapassar alguém que teima em andar na metade da velocidade máxima permitida pela faixa da esquerda. Mas ainda assim, quando o faço me lembro desses ensinamentos.

A foto de abertura mostra faixa tracejada, ou seja, é permitido mudar de faixa. Não deveria ser.

Outra lição do meu tio César que já comentei aqui é o de ao chegar ao cruzamento com via férrea desligar o rádio (ou parar a cantoria dentro do carro, ou mandar a molecada ficar quieta, o que estiver acontecendo) e abrir as janelas para escutar o trem. Sim, porque não basta olhar para os dois lados para ver os trilhos, nem à frente para ver se a cancela está abaixada (se ela existe). Temos que escutar para ter certeza de que não tem uma composição vindo depois de uma curva. Na Argentina há muitas ferrovias, inclusive que cruzam a cidade de Buenos Aires e outras capitais e é comum passar por elas. Até hoje sigo isso, seja no Brasil ou no exterior. Está na lei? Não. Está no código de trânsito? Não. Mas é um ótimo hábito.

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Escutar é fundamental, ainda mais com sinalização deficiente (Foto edmilsongomesnascimento.blogspot.com.br)

Braço para fora do carro não pode pelo CTB e eu não coloco nem a unha do dedo mindinho além do vidro. Trauma de adolescência, mesmo. Tive uma professora em Buenos Aires, senhora de meia idade já, que escrevia de forma estranhíssima na lousa, com o cotovelo totalmente para fora do corpo, em ângulo. Fruto de um acidente na viagem de formatura no segundo grau. Ônibus lotado de formandas, ela com o braço dobrado, a pontinha do cotovelo para fora da janela, quando ao entrar num túnel um carro se desgovernou na outra direção e o motorista do ônibus jogou o veículo contra a lateral do tunel. Foi uma ralada, apenas. Só que o “apenas” foram sei lá quantas cirurgias e o braço da minha professora nunca ficou normal. Se tivesse estado dentro da janela, nada teria acontecido – como nada aconteceu com o resto da turma.

Também como pedestre não atravesso a rua entre carros. Uma conhecida da minha mãe ficou paraplégica pois um carro estacionado empurrou outro para fazer baliza mais confortavelmente e acabou imprensando as pernas dela, metros adiante. É que na Argentina ninguém usa o freio de estacionamento e é normal as pessoas “empurrarem” os carros assim. Sei que aqui não, mas, e se tiver um argentino? Eu, hein.

Relendo o que já escrevi pode ficar a impressão de que sou uma chata no direção. Quem me conhece sabe que não. Nem atrás do volante nem no geral. Ao contrário, sou muito bem humorada e curto muitíssimo acelerar um carro. Sem neuras. É tudo bem automático, pois são anos de bons hábitos. É como passar marcha. Ou alguém fica pensando que tem de pisar a embreagem, mudar a alavanca de terceira para quarta, que a quarta neste carro é a segunda posição à frente… etc, etc, etc. Não, é automático. E é assim que são essas coisas que aprendi.

Minha mãe é daquelas pessoas que acham que com tudo deve se aprender algo. Ela pesquisou com muito cuidado cada método de ensino e escolheu cada escola para nós, independentemente da distância de casa. Para ela o importante era a qualidade e o método. Lembro com muito carinho do jardim de infância em que estudei em Buenos Aires. Não faltava nunca e minha irmã conseguiu uma autorização especial para entrar um ano mais cedo porque chorava em casa me vendo ir à escola tão feliz. Recomendo o método de ensino a todas minhas amigas por achar que é o melhor para as crianças. Chama-se Montessori e foi desenvolvido por uma educadora italiana, Maria Montessori. O filho dela contava que quando tinhas uns cinco ou seis anos e moravam na Itália durante a noite houve um pequeno tremor de terra. Nada muito forte, mas ainda assim ele foi acordado pela mãe e ela calmamente lhe disse: “Mario, acorde e veja isto. É um terremoto. Dificilmente você vai ter chance de passar por outro. Aproveite.” Tudo é uma chance de aprendermos algo.

Mudando de assunto: neste feriado fiquei conhecendo a história das filhas gêmeas de uma queridíssima amiga. Quando fazia pouco tempo que a Bruna e a Gaby tinham tirado CNH e iam pegar estrada o padrasto delas, prudentemente, sugeriu que elas calibrassem os pneus do carro antes de viajar. Elas foram ao posto e pediram ao frentista para fazer o serviço. E ele perguntou: “32 e 30?“. E elas: “Moço, não dá para fazer mais barato, não?” Affff!!!

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • Carlos A.

    Nora, é pra dar risada com essa pergunta das gêmeas ao frentista, ou para chorar com os frentistas que em geral usam valores ‘padrão’ da cabeça deles para qualquer carro.
    Mas indo para o texto de hoje, de fato observo mesmo a cultura de se liberar a mudança de faixa em pontes e túneis e nunca parei para pensar sobre isso. Já sobre fazer a mais é complicado, conheço várias pessoas que são funcionárias públicas e dessas todas tem o princípio de trabalhar corretamente e até tentar fazer mais, algumas conseguem que eu sei e outras sofrem com a cultura errada de chefia ou colegas, em um dos casos (sem citar nomes, cargo ou setor público) logo que entrou e iniciou seu trabalho, essa pessoa fez brilhantemente um determinado serviço em coisa de 2 ou 3 dias. Ao apresentar o resultado para seu chefe, foi questionada de o por que ter feito tão rápido (ou de forma eficiente) já que aquilo deveria levar pelo menos uma semana para ser concluído. Felizmente parece nesse caso em específico, ela conseguiu melhorar o setor não e se ‘adequar ao sistema’.

  • Christian Bernert

    Confesso que minha preocupação ao cruzar linhas férreas é bastante baixa. Tenho que me policiar para dar mais importância a estes cruzamentos. Acredito que o motivo para este mau hábito é o fato de que ferrovias no Brasil quase não funcionam, e quando funcionam os trens se arrastam por elas em velocidades tão baixas que é quase impossível não vê-los a tempo.
    Mas lembro de ter me surpreendido muito ao ver uma composição cruzar uma rua em uma cidade nos Estados Unidos. Como passou rápido aquele trem! Eu estava ainda a duas quadras de distância do cruzamento e tomei um grande susto. Quando dirigimos em outros países é necessário prestar muito mais atenção que o habitual, pois alguns maus hábitos que adquirimos aqui podem ser muito perigosos em outras partes.

    • Christian, é um hábito tão simples quanto obedecer à placa Pare: parar antes de cruzar. No meu entender não existe nada mais ridículo do que ser colhido por um trem. Há décadas procedo desta forma, paro e olho (e escuto) com atenção.

  • Mr. Car

    Vendo a primeira foto, me veio à mente a outra face da pergunta: por que fazer mais que o obrigatório? Qual a razão desta estrutura em arco toda rococó, na saída e na entrada dos túneis, além de encarecer a obra e encher os bolsos de alguém de dinheiro, com o NOSSO dinheiro? É incrível como para cada ação positiva que vejo e que me dá algum alento sobre o futuro deste país, acabo vendo outras cem que jogam minhas esperanças no mais profundo abismo. Parafraseando Dante, me sinto mais ou menos assim: “Ó vós que nascestes no Brasil, deixai de lado toda a esperança”. E ainda ontem levei um grande susto, ao saber do pedido de desculpas de Sérgio Moro. Não quis acreditar. Só me acalmei quando, ao ler as tais escusas, percebi que ele estava em “ironic mode”, dando um tapa com luva de pelica naqueles que o criticaram, tipo “eu só estou fazendo o meu trabalho. Posso?”.

    • WSR

      Talvez sejam placas para quebrar a incidência da luz solar, mas posso estar enganado. Dependendo da época do ano e horário, o sol pode ficar em alguma posição que atrapalha a visão do motorista, neste caso, na saída do túnel.

    • lightness RS

      Amigo, isso é feito para minimizar o som da entrada nos veículos, ou saída, nos túneis. É gerado um efeito sonoro que incomoda as vizinhanças perto, por isso na europa é comum túneis de estradas e trilhos terem sistemas parecidos para ”quebrar” a onda sonora. Neste caso também virou elemento arquitetônico, unindo o útil ao agradável.

      • Mr. Car

        Gostaria de saber se alguém conhece este lugar, para dizer se de fato existe vizinhança por perto, coisa que não está me parecendo. Agradável, certamente foi, para os bolsos de alguns. Dava para fazer uma estrutura bem mais simples com o mesmo suposto efeito de “quebrar” onda sonora. Fora isto, se foi mesmo com este fim, não deveria ser tão vazada como é. Ainda fico com a minha teoria, he, he!

        • Rodrigo Neves

          Conheço. Túnel da Grota Funda, liga o Recreio dos Bandeirantes a Guaratiba. Um projeto de 1950, obra iniciada em 2010, concluída em 2011 e inaugurada em 2012.

          O prefeito ‘Dudu’ Paes gosta de fazer essas firulas em suas obras. E não tem residências por ali, só se tiver invasão nas proximidades.

          • Mr. Car

            Obrigado, Rodrigo. Infelizmente, confirmam-se minhas expectativas: só um artifício sem nenhuma razão técnica, somente para encarecer a obra, e fazer nosso dinheiro de contribuinte escorrer para o bolso de alguém.
            Abraço.

      • WSR

        Nunca vi algo similar por lá aos da foto daqui. Acho estranho pelo fato de as placas serem em metal liso, o que pode fazer refletir certas frequências e até criar um som infernal por ali. E não justificaria o investimento se não existirem residências ou áreas de proteção/conservação ambiental por perto…

  • caique313131, a proibição de mudar de faixa em túneis e pontes é correta. Experimente fazer isso nos EUA e você vai preso e levado à presença de um juiz. O motivo é qualquer ocorrência num túnel e ponte ser grave e complicada, especialmente se houver incêndio. Por isso, reduzir a possibilidade de acidente nesses locais é uma medida sensata. / Empurrar carros nas vagas era a coisa mais normal do mundo no Rio no tempo dos para-choques de aço.

    • Victor Gurjão

      Hehehehe Bob, o meu pai costuma dizer que as pessoas estão com frescuras demais, e que antigamente o sensor de estacionamento traseiro dele era o som do toque do para-choque encostando no outro.

    • caique313131

      Realmente, se for ver do ponto de vista de evitar acidentes, ocorrências estas que, em alguns casos, são muito mais prováveis de acontecer ao se mudar de faixa, essa proibição faz sentido. O que eu tinha entendido era a possibilidade do carro quebrar no meio da faixa ou algo do tipo, situação que acho extremamente improvável, e, por conseguinte, não digna de ser a única motivadora da proibição de mudança de faixa em túneis, pelo meu ponto de vista.

    • Lorenzo Frigerio

      Era por causa dos flanelinhas, não é?

  • Ronaldo, você faz muito bem em adotar esse procedimento. Como disse a Nora, e concordo plenamente, a maior parte da condução é automática, e é nesses momentos, como chegar a uma via férrea, que os bons hábitos valem.

  • Nora, isso me lembra a reportagem televisiva de colisão trem x ônibus no Rio, em que o repórter perguntou ao motorista se ele não viu o trem (parece que o sistema de sinalização estava inoperante) e ele respondeu: “Vi o trem se aproximando, até buzinei, mas ele não parou”. Acredite se quiser.

    • TDA

      Um indivíduo desses devia ser preso… opa… esqueci que estamos no brasil…

  • Nora Gonzalez

    Diego, será que ele achou que o esqueleto dele era feito de adamantium como o do Wolverine?

    • robson santos

      Nora, e Diego, o cara é louco mesmo; com a cancela abaixada o vídeo mostra que além da obrigação de parar ele se negou a observar tudo ao redor como manda o bom senso… o cidadão desvia conscientemente e aumentando o ritmo de cabeça baixa só para vencer logo a passagem de nível, só se preocupando com sua velocidade, e não observa nada adiante, então não era nem questão de observar adiante ou de percepção visual/audível da aproximação do trem, o cara tinha a obrigação de parar… não é possível que nem ao menos escutou a aproximação do trem, então ainda por cima devia estar com fones de ouvido ou devia estar drogado mesmo, não é possível tamanha imprudência, ou ele pensa que era um x-man mesmo igual você falou…

  • Nora Gonzalez

    eNe, na Argentina se na rua cabe um Chevette o pessoal estaciona uma Amarok. É só ir empurrando o carro da frente e o de trás que cabe. Se você puxar o freio de mão vai encontrar seu carro todo amassado. É hábito que vem da época dos para-choques de aço e de quando eram todos na mesma altura. Eu brinco que você estaciona no meio do quarteirão e encontra o carro na esquina…

    • eNe

      Talvez por isso que nas décadas de 70 e 80 eu via muitos carros argentinos com os para-choques amassados. Na verdade quase todos, hehehe… De velhos a novos.

  • Murilo Rodrigues

    Andar com o braço para fora do carro pra mim é inadmissivel, mania nojenta! levanto os vidros sem avisar e ligo o ar-condicionado como desculpa!

    Outra coisa é andar com som alto independente se o vidro estiver aberto ou fechado, sempre gosto de ouvir e estar atento ao que acontece lá fora.

    • WSR

      Pior que o braço é ver estudantes com a cabeça ou parte do corpo pela janela dos ônibus, cena comum. No início do mês aconteceu um triste acidente aqui no Espírito Santo, onde uma menina foi decapitada por um poste.

      http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/03/noticias/cidades/3932738-adolescente-e-decapitada-em-acidente-com-onibus-escolar.html

      • WSR, assusta-me como as pessoas não têm noção de perigo. Pobre menina. Aliás, naquele vídeo da Volvo aparece uma menina com a cabeça para fora do carro, chegou a ver?

        • Murilo Rodrigues

          Se bem que aquele vídeo não pode ser considerado em nada, não é? rs

        • WSR

          Vi sim, Bob. Difícil mesmo é acreditar que um fabricante de automóveis permita algo assim, com ampla divulgação da marca.

      • Lorenzo Frigerio

        Nunca me esqueço, o Diretor Disciplinar do meu colégio vinha atrás da condução na av. Giovanni Gronchi, mandou o ônibus parar cheio de alunos parar, subiu e recolheu as cadernetas de todos que estavam com braço/cabeça para fora e deu uma bronca geral.

  • WSR

    Bom, foi apenas um chute. Depois que vi a foto na tela do meu micro, percebi que o trambolho é muito curto para ser realmente útil.

    Uma pena, pois poderia ter sido uma boa ideia. Uma boa oportunidade para patenteá-la e ganhar um troco com isso, rs.

  • WSR

    Nora, e quando o motorista vê o trem chegando e insiste em cruzar a linha com um ônibus cheio de passageiros? Pauladas nele? rs

    http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/03/onibus-do-transcol-cruza-ferrovia-e-e-atingido-por-um-trem-em-cariacica.html

  • Vagnerclp

    Em Valinhos-SP também tem uma destas. O pior de tudo é que se tem a impressão de que ali não circula mais trem, pois não há cancela e o leito da via + entorno é cheio de capim (a última vez que passei por lá, estava bem alto). Perigoso para quem não conhece, já que ali passam as composições da MRS Logística.
    http://i774.photobucket.com/albums/yy29/vagnesp1/livre/via%20feacuterrea%20valinhos_zpsnho6pdrg.jpg

  • Claudio, nunca ouvi nada a respeito de para-choques serem projetados para suportar impactos sem se danificarem mesmo em leves encostadas, mas vou verificar isso e depois lhe informo. Esse ensandecer que você diz é pelo receio de danificar, de arranhar, já que a maioria dos para-choques atuais são pintados. Não há nada que proíba encostar no para-choque de outro carro, mas há a responsabilidade civil por danos a terceiros.

    • Claudio, em continuação, verifiquei com um engenheiro de fabricante especialista em carroceria e nada existe que determine qualquer resistência dos para-choques a pequenos impactos. O que existe, disse-me, são estudos de aplicação de nanotecnologia no caso dos plásticos, no sentido de voltarem ao formato original após pequenas deformações, mas ainda não está aplicado pela indústria automobilística.

  • Victor H, há décadas que na Escandinávia e Canadá existe o farol de uso diurno, que é o farol baixo chaveado para receber só 10 volts de maneira a ficar mais fraco e não incomodar o tráfego contrário, e sem alimentação nas lanternas traseiras e iluminação da placa. Mas não é chaveado pela ignição, há um posição específica para isso no interruptor de luzes.

    • Não sabia, mas é essa idéia mesmo!

  • Renato Texeira

    Por coincidência (até porque aprendi a não revidar certas provocações) passei por situação semelhante no caminho para o trabalho. Um motoqueiro quis tirar satisfação após ele não ter seguido a conversão obrigatória e ter indo em direção a pista que eu estava. Não sei se foi intencional, mas após isto ele seguiu o meu carro indo pelo mesmo caminho que eu faço. Por precaução (e como conheço bem a região), acabei parando em frente a uma delegacia até “esfriar” a situação.

    O pior de tudo que é bem comum este tipo de situação neste local (para quem é de Porto Alegre, trata-se do cruzamento das av. Protasio Alves com Saturnino de Britto). Infelizmente não basta dirigir corretamente e com prudência e sim cuidando também a forma como os outros dirigem.

  • Matuck

    A instrução foi “respeite a placa somente durante o exame”. Felizmente, agora ela está dirigindo direitinho.

    Uma coisa que me enlouquece (mais uma…) no Brasil é as autoridades de trânsito aplicarem placas de “Pare” onde deveria ser “Dê a preferência”. Desserviço, cria a cultura de que a placa de “Pare” não precisa ser respeitada.

    • Matuck, exatamente, a aplicação incorreta de sinalização leva ao seu desrespeito. Mas é que fazer o certo dá um trabalho danado…

    • Lucas dos Santos

      Exatamente o que eu imaginei. Uma autoescola assim merece todo o marketing negativo até fechar! Deveria responder formalmente por tal prática.

      A verdade é que nem as autoridades de trânsito sabem a diferença entre “Pare” e “Dê a preferência”! E isso acaba levando os motoristas a também acharem que é “tudo a mesma coisa”!

  • Newton (ArkAngel)

    Outro dia, estava saindo de ré de uma garagem, e já estava com quase o carro inteiro já na rua, quando vem um idiota pela calçada, e ao invés de passar pela frente do carro, resolve passar pela traseira, que estava já no meio da rua, e quase foi atingido por um outro idiota, que ao invés de aguardar que eu concluísse a manobra, invadiu a faixa contrária para ultrapassar. Tem razão, a seleção natural é implacável.

  • Daniel, só mesmo alguém ao volante desprovido de um mínimo de inteligência para ser colhido por um trem e para sugerir o que o imbecil do jornalista sugeriu.

  • Lucas dos Santos

    Infelizmente, as autoridades locais driblam isso declarando que os tachões na transversal “não são redutores de velocidade” e que, por essa razão, estariam de acordo com as normas do Contran.