Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas INFRAÇÃO FORJADA? – Autoentusiastas

O leitor Bruno Borges Perez de Rezende, advogado com escritórios em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, enviou ao AE um relato de autuação por excesso de velocidade que, pelo exposto, é um caso de flagrante extorsão do poder público. Ele diz que:

“Pude comprovar algo de que há muito suspeitava. Fui de São Paulo a Ribeirão Preto em 8 de março de 2016. Em nenhum momento trafeguei acima de 130 km/h, pois estava com folga de horário e sabia da quantidade de radares fixos, estáticos e portáteis nas rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera.

Pois bem. Essa semana recebo uma multa acusando infração por excesso de velocidade, registrando velocidade de 137 km/h, em local com limite de 110 km/h. Fiquei aturdido, porque tinha certeza de não ter excedido a velocidade.

image1 RED

Sentindo-me injustiçado e sem saber o que fazer, hoje de manhã acendeu a luz: eureka!

Tenho no celular um aplicativo, utilizado em provas de rali e trilhas 4×4, que registra todo o percurso, faz gráfico das velocidades e plota o trajeto no mapa. Verifiquei e confirmei a minha suspeita.

Minha velocidade máxima no dia foi de 129,9 km/h, na rodovia dos Bandeirantes (7% sobre a máxima de 120, arredondando para cima dá 129); posso ter ultrapassado um pouco em alguma descida, mas a infração foi registrada na rodovia Anhanguera, em Santa Rita de Passa Quatro.

image2

Na Anhanguera, como o gráfico demonstra, em nenhum momento sequer ultrapassei 120 km/h.

image3 grafico

Imagino que esses radares portáteis de longa distância (como o da foto de abertura, só para ilustrar o tipo) devam errar, por exemplo, acusar um carro me ultrapassando em excesso de velocidade e acabar fotografando meu carro por equívoco, ou então puro roubo da administração pública.

Desde já, se entenderem pertinente, autorizo a publicação de todos os anexos, apenas cobrindo dados de identificação da autuação.

Incluí no anexo o resumo da viagem, o gráfico de velocidades e a plotagem no mapa.

Todo esse registro é feito por GPS e pode ser periciado, diretamente no meu aparelho ou virtualmente na administradora do aplicativo.

Irei recorrer judicialmente, no Juizado Especial da Fazenda Pública, e entendo ser pertinente que a imprensa publique esse verdadeiro estelionato da administração pública contra os cidadãos, já soterrados de impostos abusivos.

Forte abraço em todos.

Bruno Rezende”

 

Nota do editor:  não foi possível aplicar a plotagem no mapa.

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Lemming®

    Não defendo a indústria da multa de maneira nenhuma(!!!) mas por que motivo manter uma média de 130 km/h se a velocidade no local é de 110 km/h? 10%110=11?=121?

    • Lemming,
      130 km/h na Bandeirantes, usando a tolerância legal determinada pelo Contran. Já falei bastante disso aqui. No trecho da Anhanguera, de limite 110 km/h, ele ficou dentro.

    • Mr. Car

      Acho que a pergunta é outra, Lemming: por que determinarem uma velocidade de 110 km/h, se a rodovia comporta perfeitamente os 130 km/h, he, he?
      Abraço.

      • Danniel

        Depois da duplicação do trecho da BR020 entre Planaltina-DF e Formosa-GO, ainda há trechos de excelente visibilidade, curvas de raio longo, limitados a 80 km/h.

        • Danniel, é coisa de safados mesmo.

    • Avatar

      Estou com o Mr. Car: não são poucos os exemplos de velocidades incompatíveis aplicadas em nossas rodovias. Quase na totalidade, penso que na hora de determinar a velocidade regulamentar, acham que os carros são os da década de 70 com chimpanzés ao volante.
      Pelo teor do comentário, tudo bem andar a 50 km/h em toda SP na sua opinião? Desculpe, não aceito essas ações impostas “goela abaixo” da população só na base do achismo e lógicas idiotas e cínicas, como faz a prefeitura de São Paulo e alguns municípios adjacentes. Carro foi feito para nos levar do ponto A ao ponto B da forma mais rápida possível. Para isso compro o combustível que o alimenta. Se o intuito fosse ficar fazendo competição de mileage ou contando quantos gramas de CO2 deixei de emitir por não efetuar aquela redução a fim de realizar a ultrapassagem, não usaria o carro, mas a bicicleta para ir visitar meus parentes em outro estado. Já pensou que bacana seria, deixaria de gastar litros de combustível naquele fim de semana. Pensando bem, deixaria de visitá-los, não é mesmo?
      Só mesmo sendo muito hipócrita para acreditar que as frequentes reduções nos limites de velocidade tem a finalidade de aumentar a segurança, pois inocente a esse ponto ninguém é.

  • Marcelo Schwan

    É possível informar qual é esse aplicativo?

    abraço,
    Marcelo Schwan

  • Comentarista

    Sabe no que vai dar? Em nada!

    • Ricardo

      Boa sorte ao prejudicado, mas esse tipo de batalha contra o Todo-Poderoso Estado e suas infintas regulamentações e portarias é perdida. Já observaram como brasileiro AMA papeladas e burocracias em geral?

  • Bruno Bertha

    Bruno, revoltante o seu relato.
    Quantos milhares não são multados injustamente todos os dias, e por ignorância não podem fazer nada?
    E fez muito bem em entrar diretamente no Judiciário, pois o que temos no Detran para julgar recursos são meros carimbadores de indeferido.
    Um grande abraço, e obrigado por dividir conosco sua história.

  • Eduardo Mrack

    Por favor Bruno Borges, se possível, nos informe o andamento da ação. Boa sorte.

  • jr

    Se a técnica empregada no uso do radar estava correta (o que depende do treinamento da equipe que o utilizou) e o mesmo estava calibrado (cada equipamento deve ter o respectivo selo / certificado), o resultado é confiável. Não tenho dados comigo (nem os pesquisei para escrever estas linhas), mas é pouco provável que um equipamento GPS de uso civil (nem militar) possa fornecer valores instantâneos com a exatidão do equipamento de radar. O GPS oferece uma ESTIMATIVA de medida, o radar oferece a MEDIDA dentro de uma tolerância ao erro.

    • Christian Govastki

      Jr, devido ao erro do velocímetro da minha Veraneio utilizo a função HUD dele para me balizar. O resultado apresentado pelo aparelho é bem coerente com o registrado nas barreiras eletrônicas, que é uma maneira barata de verificar o velocímetro do veículo e o do GPS.

      O quê é falho é o decréscimo / aumento da velocidade em instantes, como por exemplo uma freada mais brusca para passar pelo quebra-molas ou uma aceleração vigorosa.

      Uso muito o GPS na estrada para manter a velocidade de cruzeiro ligeiramente abaixo da máxima permita para não ter problemas. Viajei pela Castelo com meu Focus marcando 135km/h no velocímetro e 119 km/h no GPS com a velocidade mantida pelo controlador de velocidade e não tive problema algum.

      Tanto é aceitável que no Estados Unidos tem um equipamento para acoplar ao velocímetro do carro que ele usará o GPS como medidor de velocidade e não o registrado pelo carro.

      Acho um instrumento aceitável em termos de precisão, muito melhor que o velocímetro dos carros.

      PS. Neste final de semana devo corrigir o erro do velocímetro da Veraneio trocando a engrenagem que faz a leitura.

  • Euller Jehá

    Esse aplicativo foi aferido/certificado pelo Inmetro?

  • CorsarioViajante

    Esta é uma causa perdida porque acaba sendo sempre sua palavra contra a do fiscal. E o Estado sempre vai levar muito mais em consideração o equipamento que o Estado usa que o seu GPS.
    Aliás, o seu GPS inclusive joga contra você pois mostra que você ultrapassou o limite de forma intencional “usando” a margem de erro dos equipamentos, isso pode até ser entendido como má fé, pois a margem de erro é usada justamente para evitar multas por bobagens ocasionais.
    Ao mesmo tempo já vimos algumas infrações absurdas como o cara multado parado descarregando a picape ou em velocidades absurdas como o gol a mais de 800km/h.
    Minha opinião é: trafegue na velocidade máxima, no máximo use a velocidade máxima real (não do painel). Andar contando com a velocidade máxima + tolerância real é dar sopa pro azar, pois não existe margem nenhuma para qualquer oscilação para mais.

    • Corsário,
      se o Contran determina as regras para estabelecer a velocidade considerada para fins de caracterizar infração, então é perfeitamente legal utilizá-las. Ou que se mude a regra.

  • Fórmula Finesse

    Eu não duvido de mais nada; conhecendo a rapinagem que a PRF faz nas estradas. Ex: Se postam em uma descida de pista de mão única, bem sinalizada e larga, sem NENHUMA rotatória à frente onde a placa inexplicavelmente indica 60 km/h…onde ficam os bonecos? Lá embaixo munido de radares de longa distância, assim que surge alguém começando a descer a colina, dê-lhe multa a quem ultrapassar os sacrossantos 60 por hora (é preciso descer com o pé no freio, algo totalmente antinatural)

  • Daniel S. de Araujo

    Absurdo!!!! Como sempre as rodovias paulistas e suas pegadinhas.

  • kravmaga

    Me dá até desânimo pegar estrada nesse feriadão por causa dessas hipocrisias.

    Acabar com estradas de mão dupla, fazer mais passarelas para travessia de pedestres e retificar trechos de curvas acentuadas em todo o país salvaria muito mais vidas do que ficar com essas picuinhas de multas por velocidade com margens tão pequenas. Mas isso não interessa aos governos.

    Se fosse deputado, iria obrigar que carros só fossem multados por velocidade se fossem parados pela polícia, como em países desenvolvidos. As multas também seriam destinadas todas para a melhoria das estradas, sem desvios para outras finalidades.

    Outra coisa absurda sã as velocidades em muitas estradas. Velocidades estabelecidas na época dos calhambeques. Os carros modernos evoluíram muito e acho absurdo haver trechos de estradas com velocidades de 40, 50, 60 km/h. Se a estrada precisar mesmo dessa velocidade máxima é porque a estrada está errada ou ruim e precisa ser reconstruída.

  • FVG

    Trafegar pelas rodovias paulistas virou uma tarefa modorrenta. Não há como se considerar normal ficar de olho no velocímetro o tempo todo. Estamos cercados de larápios.

  • José Carlos Britto,
    você falou de duas coisas diferentes. É claro que quando se altera a medida dos pneus que resulte em diâmetro total (roda mais pneu) maior que o original, a leitura do velocímetro se alterará no sentido de ser mais próxima da velocidade verdadeira ou mesmo inverter, velocidade verdadeira ser maior que a indicada. Só não entendi por que você levantou essa questão, que não é o caso dentro daquilo que vimos falando a respeito sobre quem é mais curto do que quem. Segundo, não existe velocidade verdadeira maior que a medida pelo GPS, é sempre menos, em todos os carros. Por isso acho desnecessário fazermos teste disso, é fato bem conhecido e cada um pode fazer sua própria análise do carro que dirige.

  • Avatar,
    esqueceu que patrulhar dá um trabalho danado?

  • Lemming,
    são duas rodovias neste caso, a Anhanguera de 110 km/h e a Bandeirantes, de 120 km/h. Normalmente para se ir a Ribeirão Preto começa-se pela Bandeirantes, mas esta acaba em Limeira. O leitor conhece a tolerância, que para 110 km/h é 118 km/h (7%) e se manteve nesse limiar na Anhanguera, como mostrou o gráfico (houve um pico de 120 km/h). Jamais andou a 137 km/h, conforme mostra a notificação, daí sua justa indignação. Quando recebi o e-mail dele logo vi que ser de alguém que conhece o Código, uma vez que andou na Bandeirantes a 129 km/h, que resulta em velocidade considerada de 120 km/h, portanto dentro do limite. E quem conhece o assunto e utiliza GPS nunca terá o problema de velocímetro eventualmente exato (o que é raríssimo).

  • José Carlos Britto,
    falha? Ele ir a 137 km/h e o GPS e o velocímetro indicarem 120 km/h? Não existe.

    • JPaulo10

      Bob Sharp, eu vi um teste da Nissan Frontier SL, onde o motorista notou velocidades muito diferentes entre a real e a marcada no velocímetro.
      A NIssan tinha a regulagem do velocímetro para rodas de 16″, mantendo-a na versão testada com rodas de 18″.
      Não sei se o problema foi solucionado.

      • JPaulo10, sempre há diferença entre velocidade indicada e verdadeira. Desconheço esse caso específico da Nissan relatado, mas apenas diâmetro da roda não é suficiente para a explicação, é preciso considerar a medida dos pneus. Pode-se ter rodas de diferentes diâmetros mantendo os das rodas completas, depende do perfil do pneus adotado na roda maior. Não acredito que uma fabricante fosse cometer um erro primário como esse. Você tem mais detalhes?

  • jr,
    o GPS também mede velocidade, como não?

  • Oli,
    é o que diz a lei, mas…

  • Robson Santos,
    não se trata de 120 km/h, mas de 137 km/h, a velocidade medida. Está na notificação. Quanto às suas duas perguntas, não tenho a resposta, mas é algo que nunca me questionei, presumo serem corretos esses equipamentos, que são testados anualmente.

  • WSR

    Sorte a sua de poder recorrer. Pior foi comigo, que obedecendo a autoridade policial, entreguei toda a quantia que tinha na carteira e ainda fiquei sem o documento do carro. Se eu abrisse o bico, a autoridade disse que iria no endereço constante no documento e acabaria com minha raça. Tudo isso porque ele queria um computador novo que eu carregava no carro, que na verdade não passava de alguns videogueimes antigos.

    E tem gente que ainda tem fé em policiais brasileiros… kkkk

  • Corsário,
    rodo sistematicamente usando a tolerância e nunca fui multado por excesso de velocidade na vigência do CTB de 23/9/97, exceto aí perto de você, saindo da D. Pedro para a SP-340 e não vi placa de velocidade de 90 km/h, pois vinha a 110 km/h e não havia motivo para a redução, típica pegadinha de safados. É o mesmo tipo de rodovia. Houve outra de sinalização, era 110 km/h, não vi a placa de 90 km/h devido aos caminhões na faixa da direita e a próxima, adivinha? A metros de um radar fixo. Freei mas não deu tempo. Foi passando Rio Claro, na SP-310 Washington Luís.

  • Maurício,
    que novidade é essa de GPS se basear em banco de dados? De modo algum. É a observação de pelo menos três dos 24 satélites que o GPS do veículo ou do smartphone recebe e calcula a velocidade. E o salto de velocidade que resultou na infração não foi de 129,9 km/h para 137 km/h, mas de 118 km/h. Lembre-se, a multa foi na Anhanguera, não na Castello Branco.

    • Mauricio

      Olá Bob,

      O sistema GPS necessita de 4 (e não 3) satélites para precisar a sua posição no globo terrestre em forma de coordenadas geográficas e altitude. Essas informações são plotadas num mapa, que necessariamente está atrelado a um banco de dados contido em um software no seu aparelho. Foi isso que eu quis dizer e você entendeu errado.

      Há de se considerar que a velocidade GPS sempre uma “groundspeed”, ou seja, seu deslocamento com relação ao solo, este sempre sendo considerado plano. Como uma estrada não é plana, ela tem mudanças de altitude, e logo se o seu software não cruza os dados do GPS cruzados com as informações do banco de dados do seu GPS, a sua velocidade em subidas e descidas nunca será a real.

      É fácil perceber isso. Basta usar o controle de cruzeiro do seu carro e subir uma bela lomba ou serra e você observará que a velocidade GPS não bate com a velocidade mantida pelo seu carro.

      Me explico?

      Sobre Anhanguera ou Castelo Branco, não conheço SP.

      • Maurício, certamente, groundspeed, mas mesmo num trecho de serra com gradiente de 5%, 100 km/h no GPS correspondem a inv tg 0,05 = ângulo de 2,862º, cos = 0,9987 = 99,87 km/h, portanto a diferença é absolutamente desprezível. Se for gradiente máxima de 2% como nas autoestradas, praticamente não há diferença, 100 km/h = 99,98 km/h. Portanto, não há o que temer ao verificar a diferença do velocímetro se valendo do GPS.

        • Mauricio

          Bob, há de se considerar que num trecho de serra há trechos planos e há trechos de subida íngreme e às vezes super íngreme. O que quero dizer é que uma serra ter um gradiente máximo de 5%, não quer dizer que ela não tenha trecho de 10% ou mais, e pelo menos na minha cidade não é difícil encontrar longas subidas ou descidas com 30 graus ou mais de inclinação… A questão é que nestes trechos mais íngremes a velocidade GPS cai muito mais do que 0,2 km/h. É a minha experiência.

          Eu já usei GPS de celular, GPS automotivo, GPS de trilha, GPS aeronáutico de mão e embarcado, e o que eu posso dizer é que GPS para medir velocidade ou altitude não serve…. mesmo porque os de trilha e até os de celular tem sensores barométricos e os softwares utilizam esses sensores além da informação do GPS para computar altitude. Eu já vi muita aberração tratando-se da leitura de velocidade em GPS.

          Basta procurar no google “GPS speed accuracy on downhills or uphills” e você vai encontrar uma porção de gente reclamando.

          GPS é uma ótima referência para determinar a posição 2D no globo terrestre. Altitude, velocidades, eu não considero uma fonte confiável.

          • Mauricio, não se dirige controlando velocidade pelo GPS. O que se faz é conhecer a diferença entre velocímetro e GPS em terreno de pouca gradiente, até 2%, como exemplifiquei. Mesmo numa rampa de 30% (você disse 30º, é comum essa confusão, seria uma rampa de 57.7%, que poucos carros conseguem superar), 100 km/h seriam 95,8 km/h. Portanto, pode-se basear no GPS sem qualquer receio de ser “enganado”.

  • Corsário,
    na Anhanguera é possível 120 km/h em boa parte dela. Concordo que seja muito perto das várias cidades no trajeto, porém se aqui tivéssemos a sinalização decente, digamos de 120 km/h para 90 km/h e terminado o trecho de redução nova placa de 120 km/h, ou como na Europa essa de 90 km/h ter uma tarja cancelando-a a redução, seria viável elevar o limite para 120 km/h nela.

  • BlueGopher,
    você não cometeu infração, o agente de trânsito foi safado.

  • Boa, Lucas!

  • AlexanderNotTheKing,
    era PMR do Estado de São Paulo. Agora, se alteraram urnas eletrônicas, por que não radares portáteis?

    • Alexander, NotTheKing

      É, com isso não tenho mais argumentos, e me retiro da conversa, hehehehe.

  • Lorenzo,
    é, a coisa está feia mesmo. Na questão das faixas de sinalização, a maior parte delas é mal aplicada e induz ao erro. Fora as faixas da direita que terminam e se é obrigado a sair dela passando pelo zebrado. É tudo muito doido.

  • Que interessante, Newton.

  • Lemming®

    Realmente. Desculpe pela confusão.
    Sua notificação de autuação é surreal.
    Espero que consiga resolver e que as “otoridades” não se façam de desentendidas, já que demonstrou pela aplicação e o GPS que não pode ter existido essa multa.

  • jr

    Bruno, tanto discorda que vai acionar a justiça. Apenas apresento fatos. O perito judicial vai repetir literalmente o que eu disse, engordando com detalhes. Qual será a decisão judicial? Não tenho a menor ideia.

  • Lemming,
    é 7% acima de 100 km/h. Até essa velocidade é 7 km/h. Leia ou relembre esta matéria, no final há duas tabelas, uma que diz qual a Velocidade Considerara para cada Velocidade Medida, outra o enquadramento da infração em função da Velocidade Considerada, se Média, Grave ou Gravíssima.
    http://www.autoentusiastas.com.br/ae/2014/09/tabela-de-velocidade-medida-e-considerada/

  • Taylor

    Já faz algumas semanas que observo agentes da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo tocaiados sobre pontes e escondidos atrás de postes na Marginal Tietê com esses radares.
    Estão à serviço da nossa integridade.
    Não resta dúvida.

  • Jr, independentemente de precisão, para a finalidade a que se destina nesse caso é mais do que suficiente. Lembre-se que a discussão não é de alguns, mas de muitos quilômetros por hora, de 118~120 km/h para 137 km/h. O leitor Bruno estava na rodovia Anhanguera no regime acima, não na Bandeirantes. Absolutamente nenhum GPS nesse mundo daria informação com esse erro.

  • Fat Jack, essas coisas enojam.

  • Fat Jack, absolutamente certo!

  • Danniel

    Não me lembro qual a frequência de registro nos aparelhos navegadores, mas nos GPS de mão, o tracklog é gravado de segundo a segundo. Mesmo com os aplicativos bons no celular, não dispenso um aparelho off-line.

  • Renan V.

    Arrecadar para punir, não punir para arrecadar.

    • Não, Renan, é punir para arrecadar mesmo.

  • Ah, eu já fiz ultrapassagem proibida por faixa dupla em subida de serra com pista simples e mão dupla, estava de moto e foi bem tranquila e segura, vários carros que estavam se arrastando atrás de um caminhão, a PRF estava no acostamento, pois era “o point” de ultrapassar, mas com a pegadinha da faixa dupla. Como passei por eles ainda encoberto pelos carros e sabia que logo adiante tinha um posto da PRF, pensei: podem não ter conseguido ver a minha placa, mas podem passar um rádio para o posto verificar quando eu chegar lá. Desviei por uma estrada a direita e saí na rodovia mais adiante depois do posto. Banana — para não dizer outra coisa — para eles!

    • Victor H, perfeito! Foi por isso que intitulei “Enfrentando o inimigo com armas legais” (http://www.autoentusiastas.com.br/ae/2014/09/enfrentando-o-inimigo-com-armas-legais/) esta matéria sobre como se defender de radares e afins para não ser multado. Policiais rodoviários são nossos inimigos. Veja lá se são capazes de coibir uma miríade de irregularidades como carros em mau estado, excesso de lotação etc. Não, ficam de tocaia em pontos que eles sabem que não dá para deixar de ultrapassar e em certos trechos de descida, como os que se embala por haver subida forte à frente.

  • Mauricio

    É possível “calcular” uma posição com apenas dois satélites, três se você quiser saber a sua altitude e 4 se você quiser a sua velocidade.

    A grosso modo, o sistema se utiliza de x, y, z e t, onde x e y servem para plotar a sua posição no plano horizontal e z para sua posição vertical (altitude). A variável t é de tempo, assim pode-se medir o tempo de deslocamento e obter a velocidade. A velocidade sempre é “groundspeed”, ou seja, velocidade horizontal. Por essa razão, como já expliquei, a velocidade GPS não é a melhor referência para um trecho de serra ou com muitas subidas ou descidas.

    No caso da aviação é necessário um quinto satélite disponível, que funciona como backup dos outros 4, caso algum falhe, aumentando assim a garantia de disponibilidade do GPS.

    • gabriel bastos

      Amigo, vai por mim . Apenas três satélites são suficientes para apurar todas as variáveis do objeto pelo GPS, incluindo altitude. A triangulação apura também o deslocamento vertical (altitude) , o quarto e quinto satélites são usados por redundância em caso de falha . consulte esta página na web:

      http://www.ufrrj.br › lga › tiagomarino › aulas.

      Abraços.

  • César, é muita diferença. Consulte o fabricante do seu carro a respeito, peça orientação.

    • César

      Agradeço, Bob!

  • João Carlos, ou em nome de firma.

  • JPaulo10, este vídeo que você indicou com link não entra aqui no AE, sinto muito. Tive a paciência de assisti-lo até o fim: lixo.

  • Daniel Pessoa, apenas mais um caso de safadeza oficial. Triste e revoltante.

  • Marcelo Schwan

    Obrigado meu caro,
    abraço!

  • gabriel bastos

    Agent008 apenas três são necessários em teoria, mandei uma resposta para o amigo Maurício, com um link que fala sobre isso, da uma olhada se tiver tempo.

    Abraços.

  • JPaulo10, pedi detalhes, não lixo.

  • Eu uso direto o GPS no lugar do velocímetro…

  • Luiz AG

    Porque a honestidade começa no troco, no gato da tv a cabo… Cada povo tem o que merece. Começo a entender que eu sou o deslocado aqui, vou embora.

  • AG, ok.

  • Luiz AG, é claro que pode.

  • Há um engano sobre a forma como o GPS lida com velocidade.
    Uma coisa é como ele calcula a posição sobre a superfície da Terra e outra completamente diferente é como ele calcula velocidade.

    O GPS não usa as leituras de posição para saber a velocidade. Há problemas de precisão inerentes à posição e isso causaria um erro cumulativo no cálculo da velocidade. Então o GPS se utiliza da uma técnica alternativa, baseada em Efeito Doppler.

    Num radar, a velocidade de aproximação ou afastamento de um avião da antena usa esse efeito.
    O sinal de radar é gerado por um oscilador e de lá é amplificado, passado para a antena. O sinal então bate no avião e retorna para a antena, onde é captado.
    Entretanto, como a velocidade da luz é constante, o sinal refletido sofre uma variação de frequência que é proporcional a esta variação de velocidade. Mas o radar não lê esta frequência por ela ser muito alta, o que pode acumular muitos erros. Ao invés disso, o sinal refletido é subtraído do sinal do oscilador original, gerando um sinal de batimento de baixa frequência. Essa frequência é proporcional à velocidade do avião na direção da antena.

    Um sistema semelhante é usado no GPS. Um dos canais que cada satélite transmite possui um sinal simples de alta frequência. Esse sinal é comparado com um sinal interno do GPS e com o dos outros satélites através de batimento. Computando estes sinais em diferentes direções (que dependem da posição e velocidade de cada satélite no céu), o GPS pode saber a velocidade do carro em 3 dimensões, o que pode ser decomposta em velocidade vertical e a no plano horizontal. E a precisão é altíssima.

    Essa forma de aquisição do sinal de velocidade do GPS possui mais de uma função dentro do sistema. Ela não é apenas informativa.
    Ela é usada para assegurar que as leituras sucessivas de posição são coerentes. Assim, as leituras de posição não serão aceitas se derem um “salto” muito superior ao previsto pela velocidade. Assim, a medida alternativa de velocidade serve como um sistema de redundância para a precisão e confiabilidade do sistema.

    A precisão da leitura de velocidade do GPS é inquetionável, porém há um problema do ponto de vista judicial sobre usar um sinal captado por um GPS. Quem garante que as leituras feitas pelo aparelho se referiam ao veículo multado no instante em que a velocidade foi medida pela autoridade de trânsito?
    A maneira correta de se conseguir isso seria através do testemunho de uma autoridade com fé pública. Um juiz que estivesse no carro e que estava acompanhando as leituras do GPS, por exemplo.

  • Luiz AG, pensei que o tinha tirado. Acabei de fazer isso, obrigado pelo aviso.

  • Marcio

    Ao Sr Bruno Rezende:
    Será muito difícil pautar sua defesa neste caso. Note que o equipamento foi verificado pelo Inmetro em 29/02, conforme anotação no auto de infração.
    Recomendo que você afirme, se possível com testemunhas, que o radar não estava estático. Isto é, ele estava em movimento no sentido oposto ao seu, o que resultou um acréscimo na sua velocidade medida.

  • Marcio

    Muito triste isso.
    Na rua onde eu moro é proibido o trânsito de caminhões. Há duas placas sinalizando. Mas, eles trafegam normalmente. Pergunto: se o Estado quer arrecadar com multas, porque não faz com quem realmente está infringindo a lei?

  • Lucas Vieira

    Procure oficinas credenciadas em Tacógrafos, estão acostumados a esse tipo de regulagem.