A Honeywell Transportation Systems lançou o programa Reman Original Garrett, de turbos remanufaturados, para os mercados brasileiro e sul-americano, com a participação de Eric Fraysse, vice-presidente mundial para o mercado de reposição.

O programa em todo o continente será baseado no tema “Por que arriscar?”, com a finalidade de conscientizar os transportadores sobre a importância de instalar em seus veículos turbos remanufaturados de fábrica em vez dos recondicionados existentes no mercado. Esse tema tem a finalidade de alertar os consumidores sobre o risco que correm ao optar por um produto mais barato, sem procedência identificada e assumir pesados custos em pouco tempo e problemas com a parada dos veículos para o necessário conserto.

Com o programa Reman Original Garrett, a fabricante coloca à disposição do mercado de reposição turbocompressores totalmente remanufaturados pela própria fábrica, com a substituição de peças desgastadas por componentes novos, montados e testados com os mesmos procedimentos técnicos que os turbos originais fornecidos às fabricantes de veículos, além da mesma garantia de fábrica e preço competitivo. São verificados e trocados rotores, atuadores, sistemas de mancais, anéis  de vedação e de retenção e outros componentes. Também são submetidos aos processos de balanceamento e de calibração com as mesmas especificações dos componentes originais e na mesma linha de montagem. A garantia é a mesma do componente quando novo, um ano sem limite de quilometragem.

Para o mais eficiente suporte e assegurar o mais alto nível de qualidade dos produtos, a Honeywell realiza o programa em parceria com as redes de distribuição, vendas e serviços que possuem profissionais treinados e aptos a prestar assistência técnica, assim como fornecer informações sobre as características e benefícios dos turbos remanufaturados.

Eric Fraysse reconhece ser um desafio importante dar êxito ao programa Reman Original Garrett, que considera perfeitamente adequado a este momento de retração da economia, fortemente refletida no setor automobilístico brasileiro. Esclarece entender que a instabilidade econômica atual reduz o volume de vendas de caminhões e ônibus, mas que o mercado brasileiro é muito forte e que a Honeywell pretende contribuir para a sua retomada. “Nosso programa tem o objetivo de facilitar o acesso dos transportadores a um produto de qualidade, garantido pela fábrica e com preço reduzido, evitando que os caminhões fiquem parados nas estradas ou nas oficinas por problemas mecânicos e ajudando a economia a rodar com o transporte de bens gerais do país”, ressalta Fraysse.

Este é um programa mundial, idealizado pela empresa para veículos usados, cuja desvalorização natural torna incoerente o investimento para a instalação de um turbo novo. O programa sul-americano é exatamente igual ao lançado na Europa há dois anos, cujos resultados são muito positivos.

Para a Honeywell, a lógica para o lançamento do programa é que veículos usados têm um valor residual menor e que o coerente é oferecer turbo remanufaturado pela fábrica com os mesmos padrões de qualidade, durabilidade e eficiência de um produto original.  Essa estratégia, de acordo com Fraysse, não pode ser oferecida por empresas do mercado de reposição que comercializam turbos recondicionados sem os rigorosos procedimentos dos fabricantes originais, como a Honeywell.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Ricardo kobus

    É muito válido esses programas de remanufaturados desde que sejam nos padrões originais, e sejam possíveis sem diminuir a segurança.
    Por que jogar fora, se pode consertar.

  • Lucas Vieira

    Se não me engano a BorgWarner já faz isso.