Confesso que estava um pouco receoso ao pegar a Citroën Aircross 1.5 Manual Live para a avaliação no uso. Explico por quê. Imediatamente antes eu passara uns dias com a C4 Picasso, a minivan topo da marca no país, inclusive viajei com ela, e a achei excelente sob todos os aspectos; um dos veículos que melhor cumprem o que propõem. Como bem relatou o Roberto Agresti em sua avaliação no Teste de 30 Dias, tudo na C4 Picasso é bom; suspensão, espaço interno, motor (1,6 THP), consumo de combustível, design, fora que ela mima a todos com tantas conveniências e confortos que só se encontram em carros muito mais caros.

Temi, portanto, ter ficado mal acostumado após ser paparicado como se fosse um delicado principezinho indiano. E então, saindo dela eu iria pegar a minivan de entrada da marca, cujo motor tem quase metade da potência e os mimos não estão nessa profusão toda.

Design moderno e chique, como é a tradição da marca

Design moderno e chique, como é a tradição da marca

Mas acontece que a Aircross 1.5 Manual, versão Live, também mostrou que é outro ótimo conjunto. Tanto gostei que de cara citarei os únicos senões encontrados: o mostrador da direita, o que dá as indicações do nível de combustível e do computador de bordo, de dia sofre com reflexos a ponto de dificultar bastante as suas leituras. Já o velocímetro e o conta-giros não padecem desse mal.

Falta reostato que regule a luminosidade dos mostradores

Falta reostato que regule a luminosidade dos mostradores

Daqui por diante, se o leitor me permitir, só terei elogios a ela. Boa mesmo. Resumindo: espaçosa, ágil, boa de chão, macia, silenciosa, econômica, confortável, boa ergonomia, leve de guiar, anda o suficiente, viaja bem, motor elástico, moderna. Vamos, portanto, ao detalhamento.

A começar pelo motor. Eu já avaliara a Aircross com o motor mais potente de 1,6 litro, que com gasolina produz 115 cv a 6.000 rpm e com álcool, 122 cv a 5.800 rpm; e 15,5/16,4 m·kgf a 4.000 rpm (G/A), e ele mostrara que dava com sobra conta do recado. Mas esse de 1,5 litro têm praticamente 30 cv a menos, e essa diferença não é pouca coisa. Sinceramente, eu temia que com esse motor ela ficasse lerda. Mas ela não ficou, não. Anda bem, mesmo. Analisando os dois motores se vê o por quê disso.

Motor 1,5-l é prova de que é possível ser muito bom sem apelar para modernidades

Motor 1,5-l é prova de que é possível ser muito bom sem apelar para modernidades

O motor 1,5-l gera 93 cv a 5.500 rpm e 14,2 kgf?m a 3.000 rpm (álcool). O 1,6-l gera 122 cv a rpm e 16,4 kgf?m a 4.000 rpm (álcool). A potência máxima do 1,5-l é 23,8 % menor que a do 1,6-l, uma grande diferença, mas o torque máximo dele é só 13,4 % menor, e seu pico de torque vem numa rotação 1.000 rpm mais baixa. Sendo assim, conclui-se que em torno dessa faixa de rotação, 3.000 rpm, a potência disponível oferecida por ambos os motores não difere muito, portanto, a imediata retomada de velocidade que proporcionam também são parecidas.  A fábrica informa que a 2.000 rpm o motor 1,5-l entrega 86% do torque máximo, portanto 12,2 m·kgf,  o que significa potência de  32 cv a apenas 2.000 rpm. É claro que acima dessa faixa de rotação o 1,6-l mostra sua força e cresce com bem mais vigor, mas no dia a dia de uso normal ao rodar na cidade e viajar sossegado com a família o 1,5-l não nos faz passar vontade de modo algum.

O 1,5-l — aliás 1,45 litro, sua cilindrada exata é 1.445 cm³ — é realmente bastante elástico. Fora que é tremendamente suave e silencioso. Um muito bem feito arroz-com-feijão, e digo arroz-com-feijão porque tem “só” duas válvulas por cilindro e comando de válvulas de fase fixa, não variável. Nada de última palavra em modernidades (só o bloco de alumínio). Simples, mas muito bem feito. Funcionamento liso, balanceado e sempre disposto a empurrar com energia. Motor não falta; portanto, temi à toa.

Painel de bom e limpo design

Painel de bom e limpo design

E econômico. Com álcool, fez na cidade uma média de 7 km/l e na estrada, 9,5 km/l. Com gasolina fez 10,5 km/l e 14,2 km/l, respectivamente. Na cidade ando devagar, pé leve, giro baixo, mas na estrada, viajando sozinho como viajei, a tocada é rápida, sem muito refresco.

Na estrada com o carro vazio tem-se a impressão que o câmbio é um pouco curto, principalmente a 5ª e última marcha, já que a 120 km/h reais o giro está em 4.000 rpm. Não incomoda de modo algum, já que, como frisei, o motor funciona suave e muito silencioso, mas percebe-se nitidamente que ele bem que poderia estar a umas 400 rpm abaixo disso que mesmo assim proporcionaria boas retomadas e também não afrouxaria em aclives. Porém a minivan estava vazia, e ela deve estar preparada para levar família, bagagens, bagageiro com pranchas de surf e saiba-se lá o que mais, então, pensando bem, conclui-se que o câmbio está correto para o modelo. Sozinho nela viaja-se com tranquilidade a 130 ou 140 km/h sem que ruídos de motor incomodem. Para uma minivan familiar isso basta.

Boa posição para guiar é essencial, e a Aircross proporciona isso

Boa posição para guiar é essencial, e a Aircross proporciona isso

E ela é bem estável. Muito disso se deveu a essas versões com motor 1,5-l virem com pneus de asfalto – bons Michelin Energy 195/55R16H. A Aircross com motor 1,6-l vem com pneus de uso misto e a diferença que isso faz é grande. Particularmente, acho que os pneus de uso misto deveriam ser opcionais. Se o cliente quiser, se for para usá-la na terra, lama, que peça o misto. Se não disser nada, que vá com o de asfalto que estará muito melhor servido em segurança, conforto e prazer ao dirigir.

O acerto da suspensão — McPherson com barra estabilizadora na dianteira, e eixo de torção, também com barra estabilizadora, na traseira — está perfeito. Macia, confortável e firme o bastante. Pouco rola nas curvas e as faz com precisão e segurança. Um ótimo acerto de chassi e suspensão. E bons freios também. Usa discos ventilados na frente e tambores atrás. Freia muito bem, com fácil modulação. No ponto.

Braços da suspensão dianteira praticamente na horizontal. Foi pouco erguida. Bons pneus de asfalto

Braços da suspensão dianteira praticamente na horizontal. Foi pouco erguida. Bons pneus de asfalto

Os bancos são confortáveis, anatômicos, boa espuma, o do motorista com regulagem de altura. É bem espaçosa atrás. Eu viajaria sem apertos atrás de mim, e olhe que dirijo mais distante que o nosso padrão oficial, o “Bob atrás do Bob”.  Volante de boa pegada e com ampla regulagem de altura e distância. Imediatamente se acha posição ideal para dirigir. Viaja-se por horas sem que se altere a posição do banco, sinal de que se está confortável e em boa posição. Pedais bem posicionados permitem que o punta-tacco saia naturalmente. O pedal do acelerador tem uma espécie de segundo estágio no final de curso, na verdade “herança” da versão 1,6-l automática topo de linha Shine que tem limitador de velocidade, para se poder aumentá-la em caso de necessidade.

Os engates de marchas são leves, precisos e demandam movimentos curtos. O ar-condicionado é eficiente, está bem dimensionado, e dá conta de refrescar o grande volume interno. Há uma saída de ar climatizado dentro do porta-luvas, no caso para refrescar água, chocolate etc., um pequeno detalhe barato e de grande utilidade.

O porta-malas comporta 403 litros e quando se rebate os bancos isso sobe para 1.500 litros. O tanque de combustível leva 55 litros. A mininvam pesa 1.227 kg, portanto é leve.

Porta-malas com 403 litros. Com assentos rebatidos sobe para 1.500 litros

Porta-malas com 403 litros; com bancos rebatidos sobe para 1.500 litros

A conclusão é que é uma minivan que entra forte na concorrência. Sua relação custo-benefício é muito interessante, fora que seu design moderno agrada. Não é à toa que, segundo a Citroën, suas vendas estão sendo um sucesso. Já que as nossas queridas e úteis peruas foram pulverizadas no nosso mercado, o jeito é buscar nas minivans a praticidade e a utilidade que as peruas proporcionavam.

AK

 

FICHA TÉCNICA CITROËN AIRCROSS MANUAL LIVE
MOTOR
Denominação TU4M Flex
Tpo de motor Otto, arrefecido a líquido
Material do bloco/cabeçote Alumínio
Nº de cilindros/disposição/posição 4/em linha/transversal
Dâmetro x curso/cilindrada 75 x 82 mm, 1.449 cm³
Taxa de compressão 12,5:1
Nº de com. de válvulas/localização Um/cabeçote
Acionamento do comando de válvulas Correia dentada
Nº de válvulas por cilindro Duas
Potência máxima 89 cv (G)/93 cv (A) a  5.500 rpm
Torque máximo 13,5 m·kgf (G)/14,2 m·kgf (A) a 3.000 rpm
Formação de mistura Injeção multiponto
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão/alternador 12 volts / 55 ampères
TRANSMISSÃO
Tipo Transeixo de 5 marchas mais ré manuais, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 3,636:1; 2ª 1,950:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,975:1; 5ª 0,767:1; ré 3,583:1
Relação do diferencial 4,923:1
Embreagem Monodisco a seco, comamdo hidráulico
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora incorporada ao eixo
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira. assistência elétrica indexada à velocidade
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A tambor
Operação ABS com EBD
RODAS PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5Jx16
Pneus 195/55R16H
DIMENS’ÕES
Comprimento 4.097 mm
Largura 1.767 mm
Altura 1.694 mm
Entreeisos 2.542 mm
CAPACIDADES E PESOS
Compartimento de bagagem 403 litros / 1.500 litros com banco traseiro rebatido
Tanque de combustível 55 litros
Peso em ordem de marcha 1.227 kg
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s) N.D. (estimada 10,5~11,5 segundos)
Velocidade máxima (km/h) N.D. (estimada 170 km/h)
Consumo cidade (km/l, comput. de bordo) 10,5/7 km/l (G/A)
Consumo estrada (km/l, comput. de bordo 14,2/9,6 km/l (G/A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 30 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª 4.000 rpm
Rotação à vel. máxima estimada 5.660 rpm

 



  • EJ

    Não possui Isofix, confere? Ou já foi adicionado aos itens de série do modelo?

    • EJ
      não possui.

    • CorsarioViajante

      Não possui. Uma grande falha para um veículo familiar a meu ver.

  • BlueGopher

    Apesar de não possuir carro da PSA, toda vez que leio opiniões confiáveis como esta de um teste realizado com veículo da Citroën ou Peugeot, concluo que o mercado não os está valorizando adequadamente.
    Eles me parecem bonitos, bem acabados, confortáveis e confiáveis, mas vendem pouco em seus segmentos de mercado.
    Por que seria? Pela má imagem (se real ou não, não sei) dos serviços pós-venda?

    • Leandro

      Sou dono de Citroën eentendo perfeitamente porque não vende: pós venda ruim é fama (real) de carro frágil. Não tem jeito, o carro não tem a robustez mecânica necessária para rodar com o carro por muitos anos no interior do Brasil. Minha experiência não foi boa….e não estou falando de um carro problemático de fábrica. Mas sim de um carro que desgasta as peças de modo mais rápido que o normal. Quer um exemplo? Todas as máquinas dos vidros elétricos quebraram em um dado momento. Uma a uma. Parece que chegaram no prazo de validade….e o carro tem só 4 anos.

  • Aldous Huxley,
    não tem o variador. O motor Sigma 1,5 do Fiesta, sim.

  • Corsário,
    como tem concessionário burro, não? Fico impressionado com essas histórias.

    • CorsarioViajante

      Pois é. E isso porque fomos até lá com nossa filha de 2 meses, levamos o carrinho para ver se cabia no porta-malas, ou seja, não estávamos lá só para matar o tempo. INfelizmente aqui em CAmpinas o mau atendimento parece ser regra, fomos atendidos bem pouquíssimas vezes.

      • Gustavo73

        O mais impressionante é que eles ganham comissão por venda. Cheia ou vazia (vazio então nem se fala) atender com simpatia é o mínimo e vamos combinar que não dói.

  • Aldous Huxley

    Desinteresse mesmo com a loja vazia… Disse tudo!

    Vivenciei isso em um concessionário Peugeot aqui da minha cidade (o único da marca por sinal). A loja às moscas, e uma empáfia dos vendedores, como se tivessem em mãos carros de qualidade premium superiores à média nacional.
    A Concessionária fechou há pouquíssimo tempo. Outro grupo irá operar Peugeot aqui

    • CorsarioViajante

      Pois é. Passei por situação semelhante na VW quando fui conhecer o up! (concessionária fechou alguns meses depois), quando fui conhecer o 2008 (fechou também), vai ver que eu sou pé-frio! rs Mas é bem chata a situação e acaba te “empurrando” para fora com mal estar.

      • Tessio R R Bonafin

        Li seus comentários e de outros colegas sobre os atendimentos nas concessionárias e compartilho das opiniões e chateações. Eu amo carros e leio diariamente notícias e planejo minha compras com antecedência, curtindo e pesquisando os detalhes. Chega na hora de trocar, e toda a ansiedade e curtição do momento é estragada. Eu não suporto vendedor/comprador de carro, peguei “birra”. Que me desculpem os bons. Abraços.

        • CorsarioViajante

          Para você ver, minha esposa comentou que estava cansada de tentar comprar carro porque sempre é maltratada e sai se sentindo mal. Dureza.

  • Aldous Huxley,
    o consumo instantâneo é um informação inútil. A que vale é o consumo médio.

    • Fabriciano Madeira

      Desculpe, Bob, mas vou discordar, apesar de ter entendido quando você disse que o consumo instantâneo é inútil. Para mim, que passei a dirigir há menos de um ano, ele é de grande valia (claro, não tem nada a ver com medir quanto o carro gasta). Uso a medição instantânea para saber quanto o carro consome a mais ou a menos de acordo com a pressão no pedal do acelerador. Assim, consigo dosar melhor a abertura e encontrar a posição ideal entre desempenho e consumo.
      É claro: não dirijo o tempo com os olhos vidrados no computador de bordo nem me arrastando pelas rodovias, e sei bem quando deixar o consumo de lado em lugar de segurança e conforto. Mas é bem útil para se conhecer melhor o carro, ou para aqueles que dizem que carro tal é “gastão”. Boa noite.

      Ah! Mr. Car, eu não estou acompanhando ou você deu uma diminuída nas frequências dos seus ” pensamentos do dia”?

      • Fabriciano,
        problema nenhum, você discordar. Se você acha que lhe ajuda, ótimo. Mas tenho certeza de que isso passa.

      • Davi Reis

        Eu também dirijo com o meu computador sempre indicando o consumo instantâneo, mas ele é de pouca ajuda. Eu uso mesmo só pra saber quando o corte de combustível entra. Os outros dados me interessam mais, mas prefiro analisar eles no fim do percurso, então deixo eles em segundo plano (ou consulto em alguns momentos, apenas).

  • CorsarioViajante

    Não adianta olhar consumo instantâneo, mas sim consumo médio. Creio que o AK usou o médio pois o instantâneo varia tremendamente.

    • Aldous Huxley

      Ja fizeram a experiencia de comparar o consumo medio do CB com o metodo antigo de encher o tanque, rodar bastante e depois encher na mesma bomba, sem direito a chorinho do frentista e calcular a media? Aqui, o consumo real, q considero como sendo o avaliado na bomba (metodo antigo) sempre foi maior que o consumo medio do CB

      • Alexander, NotTheKing

        Eu já fiz no 408 THP e dá uma pequena diferença de 2% a 4% se ando só na cidade, se é na estrada, é menos de 1%.

        Interessante é que tinha um Astra 98 com computador de bordo e o danado acertava na risca. O mesmo para meus Tempra Stile Turbo, o computador era preciso era preciso.

    • Corsário, usei o médio, claro.

  • Christian Bernert

    Impressionante como o câmbio curto obriga o motor a girar muito mas mesmo assim parece que o consumo é bem razoável.

  • Mr. On The Road 77

    Como ficou mais bonita a AirCross sem estepe na traseira.
    Pena que só as versões básicas podem vir assim.
    Esse mesmo carro com motor Puretech de 3 cilindros seria muito bom.

    • On The road, (Jack kerouack), te agradeço por comentar esse detalhe. Eu ia escrever sobre isso e acabei me esquecendo. Mais bonito, menos problemas nas dobradiças e mais eguro para que eventualmente bater atrás, fora que o estepe (funcional) não atrapalha em nada sob o porta-malas.
      Obrigado!

  • Leo-RJ

    Sempre preferirei as peruas, mas está aí um carrinho que se mostrou bastante interessante nesta matéria.

  • m.n.a.,
    pronto, estava demorando o patrulhamento!

  • Eduardo Sérgio

    Tenho Citroën C3 1,5 Tendance e concordo em grande parte com o conteúdo da matéria e com os comentários publicados.
    Sobre o carro, atendeu minhas expectativas e demonstrou ser um produto diferenciado, a exemplo do Aircross.
    Sobre a rede Citroën, de fato costumam esnobar os potenciais clientes. Coloquei meus pés em uma luxuosa revendedora dessa marca porque eu já tinha me decidido que aquele era o carro que eu queria comprar. Tive sorte de ser atendido por uma vendedora simples e muito atenciosa.
    Sobre o pós-venda, já calejado com o “modus operandi” das concessionárias de uma forma geral — com algumas exceções pontuais, é claro —, resolvi cortar o mal pela raiz: já fiz as duas primeiras revisões programadas e em ambas utilizei oficina particular, especializada em modelos franceses. Serviço rápido, de custo decente e a convicção de que foi uma ótima decisão.

    • Eduardo Sérgio,
      o que você conta só reforça o que venho dizendo: como os concessionários são burros, é impressionante. Além de faturarem com serviços corretos, sem precisar meter a mão, teriam o cliente certo para lhe vender um carro novo adiante. Digo isso de cátedra, já fui concessionário Vemag depois VW.

      • Alexander, NotTheKing

        Não confio no relato dele, veja que o sujeito ACHA, que será mal atendido, só ACHA, efetuou revisão em oficina independente e perdeu a garantia por ACHAR que será mal tratado.

        Temos que cuidar com os relatos da pessoas, eu ouço e leio algumas pessoas dizerem que o Bob Sharp é mal educado e metido a sabe tudo. Ai pergunto, você conhece o Bob? Não, nunca vi pessoalmente.

        Mas já concluiu absurdos sobre o profissional apenas lendo alguns posts de internet?

        Não sou advogado de ninguém, mas esse comentário do cidadão ai, para mim não difere em nada dos comentários vazios sobre a personalidade de alguém que nem conhecem.

    • Alexander, NotTheKing

      São consumidores como você que jogam a moral do pós-venda da PSA lá no lixo.

      Olha suas incoerências.

      1 – “Sobre a rede Citroën, de fato costumam esnobar os potenciais clientes.”
      Sempre entrei na Citroën e fui atendido como em qualquer outra concessionária, nunca me esnobaram, isso é falácia ou mimimi seu. Vai depender do vendedor disponível. E da sua capacidade de aceitar que você não é o centro do universo, não gostou de determinado vendedor, procure outro.

      2 – Pós- venda, “já calejado com o “modus operandi” das concessionárias de uma forma geral.”
      Onde já se viu, nem fez revisão na concessionária e já decretou que não presta? Tá “serto”, levou o carro em oficina independente e perdeu a garantia, parabéns, sábia decisão, ainda bem que você tem um PSA, fosse um Ford PowerShift queria ver você com carro zero sem garantia dando piti depois.

      Eu tenho dois Peugeots e tenho atendimento maravilhoso, meu irmão tem um C4 Lounge, tinha um C4 Pallas e também não teve problemas.

      Sempre vou na Citroën dar uma olhada nos DS e sempre fui bem atendido, mesmo avisando que estava lá só para olhar o carro e que não tinha grana para comprar um.

      Tanto é que o vendedor até me levou para fazer um test-drive no C4 Picasso, e foi ele quem insistiu.

      • Daniel

        Corroboro quanto aos bons carros da PSA. Tenho Peugeot e estou bem satisfeito. Mas a única concessionária da minha cidade (que me atendia bem) fechou, e a da cidade vizinha me prestou um serviço tão porco que também estou pensando em abdicar dos meus 4 últimos meses de garantia na próxima revisão iminente. Desta forma, não considero um próximo Peugeot 0km. São dois Peugeot aqui na garagem de casa e eu adoraria trocar um deles em um 2008 THP… Agora me diz, estão perdendo um cliente ou não?

  • Bonito este carro.

    • Victor H,
      eu o achava horroroso com o “estepe aventureiro”. Agora ficou decente.

  • Luiz AG,
    tem gente que estraga até teclado de computador!

  • Leandro

    Claro que posso. Aliás, só um detalhe: na autorizada que eu troquei a máquina dos vidros elétricos a primeira vez, recebi a seguinte dica: “procure um mecânico de confiança que faça esse serviço a um custo mais baixo, a máquina dos outros vidros vão quebrar também”. Dito e feito. Quebraram os quatro – um de cada vez. Na verdade, tem um deles que está quebrado até hoje, deixei apenas o vidro fechado…. Como não uso (vidro elétrico da porta traseira) vou levar para arrumar em algum momento oportuno.
    Pois bem, o carro é muito bom, anda muito bem (1,6 16v), é econômico, confortável, mas os indicativos de fragilidade não foram só estes. Com um ano e meio de uso uma mangueira interna do ar-condicionado se rompeu, prejudicando seu funcionamento. Como o carro estava na garantia (3 anos), levei na concessionária. O que me disseram? “Desgaste natural”. Preço? Cerca de 750 reais peça + mão de obra. E outra, acabei fazendo a revisão do carro também é pasme: a concessionária me entregou o carro sem óleo. Percebi a luz indicativa quando liguei o carro ao buscar na concessionária. Quando foram ver, sem óleo. A partir daí, deixei de confiar no pós-venda Citroën. Também tive problemas relacionados a peças da suspensão, e coisinhas chatas na parte elétrica. Enfim. É uma marca que pretendo não repetir. O carro é bom, mas o pós-venda é ruim, além disso essas pequenas coisinhas chatas do carro desanimam com o tempo….e olha que faço a manutenção preventiva….está tudo sempre em dia.
    Por isso entendo a queda da PSA no Brasil. Eu mesmo não indico para ninguém comprar esses carros. Acho que muitos ex-proprietários pensam da mesma forma…e o boca a boca é poderoso.

  • Leonardo,
    você disse tudo, roda para enrolar mangueira de jardim!

  • Alexander, NotTheKing

    Vai ser chato assim lá na casa do… carteado. Credo.

  • Ricardo kobus

    Cada vez mais veículos estão vindo sem reostato nos mostradores, uma coisa tão simples e que ajuda muito.

  • m.n.a., o carro estava parado. E pense bem antes de criticar o profissionalismo de um homem. Isso é uma ofensa grave.

  • Mike Castro,
    acho mais prático e útil ir zerando n consumo médio por trechos. Trânsito engarrafou? Zere. Pegou um trecho de estrada? Zere. E assim por diante.

    • Então…. Como nunca tive um carro com computador de bordo, não sabia disso.

      Seu comentário foi até uma dica para mim, valeu!

  • Mile Castro,
    patrulhamento, nada mais. Virou moda.

  • Ricardo,
    buscavam-se os Renault de teste numa concessionária, a Grand Brasil. Numa dessas idas o carro ia demorar um pouco e aproveitei para dar uma olhada no salão de vendas. Foram 15 minutos olhando, andando em volta dos carros zero-km expostos e absolutamente ninguém veio a mim perguntar se eu precisava de alguma coisa ou informação. Aquilo me impressionou.

    • Bob, essa concessionária aí fechou. Porque será?

    • Fernando

      O mesmo aconteceu comigo, e na época eu estava cogitando comprar um 0-km.

      E sobre a parte de peças, estava cotando um sensor MAP que atende a quase todos motores da fabricante, e já tinha encontrado em uma loja muito conhecida, um original por R$ 70. Somente para saber, liguei para a concessionária e fui bem atendido, mas além de não haver a peça em estoque em nenhuma concessionária do grande ABC (levaria de até 5 dias para chegar, ainda que não seja um absurdo de tempo, fiquei surpreso não terem uma peça importante que atende a quase todos motores), mas no preço é que me surpreendeu: R$ 600. Entendo perfeitamente questões de margem de lucro, mas uma loja especializada ter a peça e sua margem por 10% do valor na concessionária, acho que em uma delas está ocorrendo algo de errado.

  • CorsarioViajante

    Como alguns já falaram, teria sido melhor ter feito um pacote opcional para todas as versões com o pneu e outros adereços. Assim quem fizesse questão do item sempre poderia tê-lo, e quem não fizesse poderia comprar qualquer versão sem ele.

  • CorsarioViajante

    O que me parece é que nem é má fé, simplesmente não sabem o que fazer. Passaram quase doze anos com gente implorando para comprar carro e só calculando prestação “para caber no bolso”… Sò sabem fazer isso mesmo.
    E digo: não é só na PSA, em todas as marcas tem concessionárias com vendedor assim. Eu já penei em várias.

  • leoayala, o da Aircross não é curto como, por exemplo, os da VW, mas não chega a ser longo, não. Gostei.

  • Roberto, tem as versões C3 Picasso com motor 1,6-l, que particularmente acho mais bonitas.

  • Comentarista,
    permita-me responder pelo Arnaldo. É ao contrário, o C3 Aircross Live testado tem relação diferencial 4,923:1, enquanto no 1,6 é 4,692:1, portanto 4,9% mais curto.Fora que o pneu do Live é 195/55R15H, menor em diâmetro que 205/60R15H do 1,6, o que encurta um pouco mais o resultado final da transmissão.

    • Jose Carlos Britto

      Bob e comentarista desculpem meu pouco conhecimento perguntar novamente, então o 1.6 tem o cambio ainda mais curto ?
      teriamos então mais giros a 120 no 1.6 ou menos. estou meio perdido qual comprar 1.5 ou 1.6

      • José Carlos Britto,
        os câmbios do 1,5 e 1,6 são iguais com 1ª 3,636, 2ª 1,950, 3ª 1,281, 4ª 0.975 e 5ª 0.767. A relação de diferencial é que é diferente: 4,923 no 1,5 e 4,692 no 1,6. Portanto o 1,6 é mais longo de câmbio. Mas há também a questão da medida dos pneus, 195/55R16 no 1,5 e 205/60R16 no 1,6, o que deixa este ainda mais longo. A velocidade por 1.000 rpm em 5ª do 1,5 é 30,05 km/h e no 1,6 é 33,2 km/h. Portanto, a 120 km/h o motor 1,5 está girando a 3.993 rpm (4.000 rpm, arredondando). No 1,6, 3.614 rpm (arredondando, 3.600 rpm). Qualquer dúvida, pode perguntar à vontade.

        • Jose Carlos Britto

          Que aula! Obrigado, Bob , isso teoricamente levanta uma questão definitiva para mim, última pergunta neste tópico. Coloquemos os dois Citroëns na mesma estrada mesmas condições lado a lado. O Aircross 1,5 pneus mais finos e baixos pesando 1.227 kg e com giro maior a 120 km/h tornaria-se menos econômico que o 1,6 pneus mais largos e altos pesando 1.287 kg com giro menor a 120 km? Eis a questão.

          • José Carlos Britto,
            possivelmente o 1,6 seja mais econômico, mas por diferença desprezível.

  • M.n.a, então faça a sua sugestão com educação que lhe garanto que será muito bem vindo. Não havia necessidade alguma de afirmar que me falta profissionalismo.

  • TDA,
    esse consumo a cada 20 horas (acredito no que você diz, não tenho esse certeza) é pouco representativo. O mais indicado é zerar o consumo médio antes de um percurso qualquer e saber qual o consumo médio nele.

  • Luiz AG

    Isso acontece porque foi Sergio Habib (representante da JAC no Brasil) que trouxe a PSA para cá… Além de ter sido presidente da PSA no Brasil ainda detém grande parte dos concessionários dela.
    Sei lá, não sei até onde dá conflito de interesses.
    Os carros são ótimos, mas brasileiro é muito ligado ao preconceito.
    Exemplo… Ainda hoje depois de mais de 20 anos da Yamaha sem produzir uma moto para a rua de 2 tempos, muitos ainda se surpreendem de ver uma Yamaha 4 tempos….

    • Luiz AG,
      na verdade o Habib trouxe a Citroën apenas. Tanto que sua firma se chamava Importadora de Automóveis XM Ltda. Depois é que a PSA, com as duas marcas, veio.

  • Jauro Gomes

    Olá Arnaldo, estou com uma dúvida, a versão que você aparece nas imagens é a mesma descrita “Aircross Manual 1.5 LIVE?”, porque essa versão não tem central multimídia que nas imagens aparecem. Tem outra observação, quanto a regulagem da intensidade da luz dos instrumentos, no meu Aircross GLX 13/14 fica no botão da esquerda no velocímetro.

    • Jauro, não vi botão ali. Quato à outra pergunta, já foi respondida pelo amigo Comentarista. OK?

  • m.n.a.,
    eu não poderia nunca entender como questão de ergonomia, uma vez que cinto de segurança só tinha a ver com ergonomia (estudo das condições de operação de uma máquina) quando os cintos não eram retráteis, em que com ele atado poderia ser difícil ou impossível alcançar determinados comandos. O freio de estacionamento da Kombi era um desses casos, em que foi necessário a fábrica colocar uma extensão na alavanca com uma maçaneta para se poder alcançá-la estando o cinto atado, isso depois que o cinto foi tornado equipamento obrigatório pelo Contran. Note que até o próprio autor rechaçou sua opinião, uma vez você desqualificou seu trabalho ao falar em “avaliação profissional”. Mas isso não quer dizer que seus comentários não sejam bem-vindos, pois são. Escreva sempre.

  • Luiz AG,
    quando a PSA se instalou no Brasil passou a operar também a marca Citroën.

  • Uislei

    Quem deve andar melhor: a Idea Atractive 1.4, ou esse Aircross com motor “1.5”?

    • Jose Carlos Britto

      complementando, ainda tem, como o feirante diz corre que tá acabando , não serão mais fabricados. As rodas cromadas (apliques)16 são lindas, tive dois c3 um dos quais com elas

  • Jauro, você tem toda a razão! Essa me escapou. Vou corrigir no texto. Muito obrigado!

  • Cristiano,
    é comum as informações de imprensa divergirem das dos sites das fabricantes. Havendo dúvida, baseie-se no site, é o que prevalece.

  • Jose Carlos Britto

    Autoentusiastas, Bob e família Keller, vocês estão de parabéns sempre pelas informações que dispõe, nem no site da Citroen há a importante relação das marchas, a minha pergunta é será que as relações da 1.6 seriam tão curtinhas assim ? quais seriam elas ? estou pra vender meu fiat 500cabrio dualogic 2015 pra trocar ou pela 1.5 8v manual que Arnaldo testou (pena não ter as milhas e o cruise control) ou a 1.6 16v manual (lamentável os pneus mistos e o horroroso estepe na traseira e pena não ser 1.6 8v)
    quais seriam as relações de marcha da manual 1.6 ? existe a possibilidade do Arnaldo tambem testa-la no mesmo percurso ?

  • Duzinfa,
    a conta é dividir 10 por 0,98, daria 10,2 km/L pelo CB no caso do otimismo que você mencionou.