O Volare Cinco foi apresentado como protótipo de veículo para o transporte entre 13 e 20 passageiros, pela Volare Montadora de Veículos, em sua sede regional em São Paulo. A fabricante, líder nacional no segmento de veículos leves para o transporte de pessoas, antecipou informações e imagens do modelo que será lançado ainda no primeiro semestre de 2016 e produzido na moderna fábrica da empresa na cidade de São Mateus, no Espírito Santo.

Tecnicamente, se enquadra na classificação M3 do Contran, de micro-ônibus com PBT de cinco toneladas, que estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte público coletivo de passageiros tipos micro-ônibus e ônibus, mas a Volare o considera como um novo tipo de veículo, por ser mais compacto que os atuais no mercado.

Com chassi tubular, projetado com avançada tecnologia de materiais, tem soldas feitas por robôs e componentes em plástico injetado e SMC. Pelo maior nível de automação, a qualidade e o acabamento atendem às exigências mais rigorosas do padrão automobilístico.

O Volare Cinco tem chassi e carroceria que formam um conjunto integral. Trata-se do conceito de dimensionar o veículo com maior espaço interno, por intermédio da redução das espessuras e tolerâncias da carroceria, mantendo a rigidez e segurança do conjunto para proporcionar maior conforto, visibilidade e segurança para os usuários. Os atributos de durabilidade, robustez, facilidade de manutenção, reduzido custo de assistência técnica e versatilidade criam novos parâmetros no mercado.

Entre as novidades que aproximam o Volare Cinco das características da indústria de automóveis, a chave com controle remoto permite abrir a porta e o porta-malas (bagageiros) a distância.

“Fizemos pesquisas e ouvimos os operadores de ônibus e vans. Entre as necessidades que eles listaram estavam, por exemplo, melhor ergonomia e conveniência para o motorista, que normalmente é o dono do veículo nesse tipo de transporte, custo-benefício favorável, distribuição homogênea do ar-condicionado, porta de dobradiças pantográficas automática, características ora presentes nas vans, ora nos ônibus. Então, a proposta foi unir tudo isso em um só veículo”, explica Roberto Poloni, diretor de engenharia da Volare.

O Volare Cinco é totalmente acessível para qualquer pessoa e não somente as com mobilidade reduzida. “Acessibilidade é como todas as pessoas entram no veículo, a posição que elas ficam, a posição das pernas, dos pés, tudo isso foi pensado para o mais conforto e ergonomia”, destaca Poloni.

JJ

 



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Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Agnaldo Timóteo

    Legal seria comprar um desse e transformá-lo em motorhome para passear com a família sem preocupação com comida, remédio, banheiro, cama…

  • JJ, a Volare informou qual é a motorização usada nesse chassis próprio e se pode ser encarroçado em outro chassis?

  • Carlos Alberto A. da Silva

    Esqueceram de dizer que a Volare faz parte do Grupo Marcopolo, de Caxias do Sul/RS.

    • Carlos Alberto,
      não consta esse informação no press release e eu, francamente, não sabia disso, ou não me lembrava.

      • Jad Bal Ja

        Só complementando, ate onde sei, a Volare é uma empresa criada por uma associação entre a Marcopolo e a Agrale. A Agrale entra com o chassi e motor e a Marcopolo faz as carrocerias.

        • Lucas dos Santos

          Lembrando que a Volare também utiliza chassis Mercedes-Benz. Eles são identificados pela letra “D” – que diz-se significar “Daimler” – no nome do modelo, como é o caso do Volare DW9.

      • Lucas dos Santos

        É verdade, Bob. Tanto que os primeiros modelos do Volare vinham com o emblema da Marcopolo na grade:

        http://cdn.onibusbrasil.com/i/2014/8/23/p/877977fa18e27c25959be9274e049cc2.jpg

        Da segunda geração em diante, os Volares passaram a utilizar emblema próprio, passando a imagem de uma “nova marca”, como se fosse “independente” da Marcopolo. Mas a Volare continua “pertencendo” à Marcopolo, tanto que a chave do veículo continua vindo com o logo da tradicional fabricante de carrocerias e a marca Volare aparece no site da Marcopolo como uma “linha de produtos”.

  • Lucas dos Santos

    Concordo. Não há nada ali que remeta à “identidade visual” da Volare. Considerando que isso ainda é um protótipo, espero que ainda haja a possibilidade de melhorar essas linhas.

  • Lucas dos Santos

    Provavelmente usará poltronas, como no Volare A5:

    http://i.imgur.com/HPrhaPE.jpg

    O único problema dessas poltronas é que elas são estreitas demais, devido às dimensões internas diminutas do veículo. Seria melhor se utilizassem poltronas maiores, com uma das fileiras formadas apenas por assentos individuais. Ainda que isso “mate” a capacidade de lotação do veículo, ao menos traria mais conforto aos passageiros. Espero que tenham encontrado uma solução para isso no Volare Cinco.

  • Lucas dos Santos

    É uma aposta interessante da Volare, embora o visual tenha ficado um pouco “esquisito” na minha opinião.

    É como disseram em outra oportunidade: “O veículo vai ser uma alternativa para as vans, atendendo necessidades de transportes que precisam de mais capacidade que a as atuais vans, mas que ao mesmo tempo não precisariam de um micro-ônibus, considerados ‘grandes demais’ para este tipo de mercado que hoje tem uma lacuna”.

    Olhando pela foto, o piso parece ser mais baixo e a posição de dirigir parece ser feita para o motorista não ter a sensação de “estar dirigindo um veículo enorme”. Imagino que isso deixe o condutor mais confortável e faz que que a transição de quem só dirige van para esse “ônibus-que-não-é-ônibus” seja mais fácil.

  • Diogo Santos

    Esse é um segmento em que a indústria brasileira se destaca, o de carrocerias de ônibus. Fabricamos produtos competitivos e com qualidade de nível mundial. A Marcopolo por exemplo, se não me engano tem fábrica em 3 ou 4 continentes, próprias ou em parceria com algum fabricante local. Esse plástico utilizado na carroceria dessa van provavelmente é fabricado pela MVC, uma empresa do grupo. Legal saber que a Volare desenvolveu o próprio chassi, tomara que ela ou outros fabricantes de carrocerias cheguem à conclusão de que vale a pena investir em outros segmentos, como veículos offroad ou mesmo automóveis com aplicações bem específicas (ambulâncias, viaturas, veículos de serviço, etc.). A Agrale é outro exemplo de empresa nacional valente.

  • Lucas dos Santos

    Uma ideia que acabou de me ocorrer aqui: seria possível o AE fazer uma avaliação desse veículo (com direito a vídeos), quando ele for lançado, caso a fabricante ofereça essa oportunidade?

    Acho que daria um conteúdo interessante para o site, principalmente se for de um ponto de vista bem “autoentusiasta”, como foi a avaliação daquela van da Mercedes – cujo nome não recordo no momento.

    • Lucas dos Santos,
      você de estar falando do Mercedes-Benz Vito. Sua sugestão é interessante, o único problema é ninguém da equipe ter vivência com tais veículos, não ter referências para dizer se isso ou aquilo é bom ou ruim. Pense nisso e acho que você há de concordar que fica um tanto estranho. Não sei se você chegou a ler uma matéria minha de cinco anos atrás, na qual dirigi um ônibus e um encarregado da empresa dirigiu o BMW Z3 que eu estava testado, num autêntico troca-troca. nem eu nem ele tínhamos que avaliar nada. Leia em http://www.autoentusiastasclassic.com.br/2011/02/troca-troca.html

  • Gustavo Segamarchi

    Qual será que vai ser o valore desse Volare ?