Lançado há cinco meses na Índia, o Renault Kwid já tem mais de 100 mil pedidos de clientes, e aproveitando o embalo a Renault mostrou dois conceitos sobre o carro, o Climber e o Racer, no Salão de Nova Delhi.

O Climber (escalador) é um fora-de-estrada leve, com maior altura livre do solo e pneus específicos, além dos componentes plásticos externos de estilo e proteção contra as raspadas normais em atividades fora de cidades. Mostrado na cor orange Flame, com elementos externos em azul, chama muito a atenção.

O Racer (corredor) é bem diferente, com rodas de 18 polegadas, aerodinâmica trabalhada, bancos similares aos de competição com cintos de quatro pontos e uma gaiola interna de proteção. Mostrado numa cor azul estupenda, com áreas em preto e filetes vermelhos, mostra grandes tomadas de ar de refrigeração, difusores na traseira e defletores. Por dentro, acabamento moderno, com o tecido Alcantara, peças em alumínio e acabamento em compósito de fibra de carbono. O painel tem controles para telemetria, gravando dados quando se anda em pista.

Ao mesmo tempo está sendo apresentado o novo motor de 1 litro SCe de grande eficiência, além do câmbio Easy-R, um robotizado de cinco marchas, que chegarão em breve às linhas de produção.

O Kwid está nos planos da Renault também para o Brasil.

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Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • João Guilherme Tuhu

    Esse Kwid, se tiver preço, vai deitar e rolar.

  • Fat Jack

    Se a Renault não exagerar na dose no que se refere ao preço o Kwid pode dar um bom impulso na venda do “carro de entrada” onde o Clio (que particularmente eu ainda gosto, e acho que poderia ser mais barato pois já se pagou há tempos…) não tem mais fôlego e que é importante para qualquer marca, o carrinho em si me agrada bastante visualmente.
    Acho somente que se a marca (conforme divulgado por alguns) pretende lançá-lo com uma motorização 0,8-L e 50 cv deveria reconsiderar e lançá-lo com a motorização que é “coqueluche” 1,0-L e 3 cilindros preferencialmente fornecendo acima de 80 cv, pois acho que o consumidor brasileiro não aceita mais um carro com desempenho tão limitado, mesmo que tenha um preço convidativo.