Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas O QUE NASCEU PRIMEIRO, A GALINHA OU O OVO? – PARTE 2 – Autoentusiastas

Esta é a segunda parte deste trabalho; caso o caro leitor não tenha lido a primeira parte é só clicar aqui!

1935 – (uma pequena quebra na sequência para deixar espaço para a evolução de Porsche num fluxo contínuo)

Desenvolvimentos da Daimler-Benz de carros com chassi de tubo central, suspensão independente nas quatro rodas, motor traseiro e carroceria aerodinâmica

 

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Da pesquisa feita resultou a foto acima de um Mercedes 200 de 1934 projetado pelo engenheiro especialista em aerodinâmica Paul Jaray, que trabalhou com vários fabricantes de carros, inclusive a Chrysler. Apesar da proposta diferente, este carro tem uma traseira que lembra os protótipos do Fusca

Como dissemos anteriormente, depois dos Tropfenwagen de passageiros que não vingaram, dos Tropfenwagen de corridas que formaram um vitorioso paradigma para outras marcas de carros de competição, a Daimler-Benz, também pela influência do então conselheiro técnico Josef Ganz (que chegou a levar carros Standard Superior para teste em Stuttgart), partiu para a fabricação de carros com motor na traseira. Iniciou com um carro com motor boxer de quatro cilindros arrefecido a ar, o MB-120, que logo foi abandonado pelo ruído interno, sendo substituído por um motor de quatro cilindros em linha arrefecido a água.

O conceito de carro com chassi de tubo central, semieixos oscilantes e motor traseiro continuou a ser usado na Daimler-Benz, como mostram as fotos deste modelo MB-130H Cabrio-Limousine (“H” de Heckmotor, motor traseiro). Portanto, é bom frisar novamente que os conceitos de carros com este tipo de concepção básica eram comuns na época, inclusive havia modelos em fabricação rotineira.

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Este é o MB-130H, com motor traseiro, notand0-se as entradas de ar para o arrefecimento do motor; a carroceria desta série de automóveis tinha linhas aerodinâmicas

 

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O chassi de tubo central, com suspensão independente nas quatro rodas e motor traseiro (só que de 4 cilindros em linha arrefecido a água) era mais uma materialização do Zeitgeist daquela época

A história depois mostrou que o tempo que Porsche passou na Daimler-Benz, aliado ao know-how desta empresa na fabricação de carros com a concepção descrita acima, somado ao fato de vários dos protótipos do Fusca terem sido fabricados à mão e a preço de ouro pela própria Daimler-Benz, foram fatores importantes no desenvolvimento do protótipo final do Fusca apresentado em 1938.

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Funcionário da Mercedes-Benz trabalhando em um dos 30 protótipos da série VW 30 que foram submetidos a intensivos testes para a comprovação do projeto antes da definição do protótipo definitivo

 

1931-1939

 

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Professor Doutor Engenheiro Honoris Causa Ferdinand Porsche

Voltando na escala de tempo, passamos para o ator principal no desenvolvimento do Volkswagen, Ferdinand Porsche, não só por ter sido escolhido pelo governo alemão para esta tarefa, como por sua inconteste capacidade. O registro que se segue mostra aspectos do ponto de vista técnico, as tentativas antes da “reta final” regiamente “patrocinada pelo governo alemão” (como vimos, com recursos da DAF), sem entrar em demais aspectos políticos que não vêm ao caso. Ressalto que certamente o enorme aporte de dinheiro colocado à disposição do projeto viabilizou um projeto que se pode considerar megalômano, conduzido brilhantemente por Porsche, mas o que foi feito atendeu aos interesses do Terceiro Reich que visava suas metas com este carro, aliás conforme ao que Porsche tinha se comprometido com seu Exposé apresentado em 17 janeiro de 1934.  A meu ver, exacerbar em “agradecimentos” a Hitler, como se observa em algumas comunicações que circulam pela internet, é correr o risco de atingir uma desnecessária e descabida conotação neonazista.

Desde que Porsche abriu em 1931 o seu escritório de projetos em Zuffenhausen-Stuttgart , ele começou a se aproximar do importante problema do carro popular que, aliás, já era uma meta sua há muito tempo — até então ele havia trabalhado em empresas que acreditavam que produzir alguns poucos carros de luxo dava mais dinheiro do que produzir milhares de carros pequenos. É de se destacar que ele era contrário à tendência de carros pequenos econômicos de três rodas que surgiu na época.

Em 1931 ele foi contratado pela produtora de motocicletas Zündapp para projetar um carro pequeno com motor traseiro, com chassis de tubo central, suspensão independente nas quatro rodas. Surgiu o protótipo Zündapp-Porsche Tipo 12. que é considerado como sendo o ancestral do Volkswagen. Tinha um motor radial de cinco cilindros, a carroceria executada pela firma Reutter era de madeira revestida com couro e nenhum dos três protótipos sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. O projeto não foi adiante por falta de recursos.

 

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Considerado como sendo o ancestral do Fusca, o Zündapp-Porsche Tipo 12 foi projetado por Porsche para um fabricante de motocicletas da cidade de Nuremberg que ainda não tinha fabricado automóveis

 

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Chassi deste protótipo com chassi de tubo central, suspensão independente nas quatro rodas e motor traseiro radial arrefecido a água

Mesmo antes de terminar o projeto para a Zündapp apareceu um novo cliente, outro fabricante de motocicletas, a NSU, companhia que já tinha operado com automóveis fabricando carros sob licença da Fiat. As primeiras negociações ocorreram em 1933 e um dos aspectos iniciais foi a definição do motor, visto que a alternativa de motor radial que havia sido usada no protótipo Zündapp, por imposição desta, não foi bem-sucedida. Para a NSU, Porsche sugeriu um motor boxer de quatro cilindros, arrefecido a ar, semelhante ao que havia projetado em 1912 com sucesso para a Daimler, para aplicação aeronáutica. O desenho do chassi se assemelha à solução do Tatra e suscitou processos por quebra de patentes que não foram bem-sucedidos.
A carroceria deste protótipo, totalmente em aço, foi executada pela Drauz e um dos três protótipos sobreviveu à guerra e está no AutoMuseum Volkswagen ou na AutoStadt, dependendo da rotatividade de exposição do acervo da Volkswagen nestas duas localidades próximas.

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Protótipo para a NSU que sobreviveu à II Guerra e foi trocado com o seu dono por um Fusco novo, e agora é parte do acervo do AutoMuseum Volkswagen em Wolfsburg

 

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Chassi do protótipo NSU mantendo os princípios do Zeitgeist da época; o motor é de 4 cilindros horizontais e  opostos, arrefecido a ar

No dia 22 de junho de 1934 foi assinado o contrato entre o escritório de Porsche e a Associação da Indústria Automobilística Alemã (RDA) para o desenvolvimento do Carro do Povo (oficial, com o beneplácito do governo) e começou a reta final para se chegar ao carro que, depois de terminada a guerra, veio a conquistar o mundo.
Em 1995 o dia 22 de junho foi escolhido para ser o Dia Mundial do Fusca, data comemorativa que eu lancei em Bad Camberg na Alemanha.

Com dificuldades e premido pelo tempo Porsche projetou, com sua admirável equipe, os primeiros protótipos e este é o chassi daquela época. O curioso é que o motor, na época de dois cilindros horizontais  opostos, era equipado com dois carburadores; a evolução até o modelo final passou por várias etapas de desenvolvimento.

 

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Primeiro chassi do protótipo V1, derivado do chassi do protótipo feito para a NSU, falta o assoalho de madeira que ainda não tinha sido montado e que seria usado no V1 e no V2

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Este era o motor de dois cilindros e dois carburadores, o último a ser experimentado antes da adoção do motor de quatro cilindros desenvolvido por Franz Xaver Reimspiess

Queimando algumas etapas dessa história, aqui estão duas gerações de protótipos lado a lado, o VW 30, submetidos ao maior teste de protótipo jamais realizado na indústria automobilística até os dias de hoje, no qual 30 protótipos percorreram um total de 2,4 milhões de quilômetros; e o primeiro protótipo V1.

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O VW 30 está à esquerda na companhia do V1, há várias diferenças, como as maçanetas das portas que no VW 30 eram embutidas; as portas eram de  abertura reversa, mas isto foi modificado para evitar que as portas abrissem com o carro em movimento — uma dica que Porsche trouxe de uma viagem aos EUA

 

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Os mesmo carros vistos de trás e o VW 30 tinha mais venezianas de ventilação do motor e dois vincos no teto que iam de trás para a frente do carro para maior rigidez; os carros tinham uma aparência muito espartana pela falta de para-choques e frisos

Durante os testes e a evolução dos protótipos muitas inovações foram sendo agregadas em relação às ideias iniciais. Um exemplo claro disto é o chassi que inicialmente deveria ter um tubo central e placas de madeira para fazer o fundo do habitáculo (madeira teria uma vida útil razoável e sua eventual substituição seria barata). Depois de testes, estudos e recálculos feitos pela Universidade de Stuttgart, adotou-se a solução de fundo integral em chapa de aço para aumentar a rigidez do conjunto, que passou a ser um dos pontos altos do projeto deste carro.

 

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O primeiro chassi de tubo central é mostrado com o motor de dois tempos de pistões duplos (Doppelkolbenmotor), uma das alternativas estudadas que foi abandonada pela falta do freio-motor; o assoalho nos V1 e V2 era de madeira

 

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A evolução do chassi foi completada em 1939 com aço substituindo a madeira no assoalho e conferindo mais rigidez ao conjunto

No frenético caminho do desenvolvimento do Fusca, concluído por Porsche e sua equipe em 1938 com a apresentação do protótipo definitivo, que ocorreu paralelamente com o desenvolvimento de projetos de versões de transporte e de veículos militares  todos, basicamente, com a mecânica do Fusca ocorreram muitos eventos e há um farto material sobre isto. Mas esta matéria já atingiu o seu objetivo.

 

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Em 1938 uma viagem de teste nos Alpes Italianos pelas Montanhas Dolomitas, três gerações de protótipos, VW30, VW303 e VW38, enfrentaram severos gradientes de subida; foto tirada entre os passos de montanha Santa Catarina e Stélvio

 

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Na Salão de Berlim, no início de 1939, foi exposto também o chassi do Fusca; aqui Hitler conferindo o desenvolvimento de “seu” carro do povo

 

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Criador e suas criaturas, Porsche observa os três VW 303, um conversível, outro com teto solar e finalmente o sedã; foto feita durante uma viagem de teste realizada em setembro de 1938

Na foto acima tirada em setembro de 1938, durante um teste de percurso dos protótipos VW303 que foram os definitivos, já com duas janelinhas traseiras. Porsche, de costas, admira a sua criação, que esteve quase por não sair em sua primeira fase no desenvolvimento dos primeiros protótipos, novamente por falta de recursos. Foi necessário que o governo nacional-socialista direcionasse vultosos recursos, do sindicato, que não estavam previstos inicialmente, para que o projeto chegasse a termo — já que Hitler já tinha empenhado sua palavra na apresentação do Carro do Povo oficial do país. Mas atingir esta etapa com a apresentação dos protótipos que deram início aos poucos carros pré-série (fabricados precariamente por terceiros, pois a fábrica ainda não estava pronta) de nada ajudou, pois em 1º de setembro de 1939 a Alemanha invadiu a Polônia dando início dois depois à Segunda Guerra Mundial e impedindo os planos de fabricação em grande volume do Fusca para fins civis na novíssima fábrica construída para este fim. A fábrica foi confiscada pela Força Aérea Alemã (Luftwaffe) no contexto do esforço de guerra. Mas o resto desta história já não é mais o foco desta matéria.

O que se pretende é proporcionar meios de estudo para a época que antecedeu à conclusão do projeto do Fusca. Independente de todos os acontecimentos, das dificuldades, das implicações políticas, do endeusamento que o governo alemão fez da pessoa de Porsche, é inegável que ele foi uma figura importante da indústria automobilística do século passado e que seu legado irá, merecidamente, ultrapassar a barreira dos tempos.

Finalizando, certamente o Tropfenwagen de Rumpler deve ter chamado atenção por sua forma muito estranha. Quem tiver curiosidade de ver este carro andando, ai vão algumas cenas daquela época:

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Nota do Autor: este material foi originalmente publicado na minha coluna “Volkswagen World”, do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e esta publicação ocorre de comum acordo com o meu amigo Fernando Barenco, gestor do MAXICAR, companheiro de muitos anos de trabalho em prol da preservação dos veículos VW históricos e de sua interessante história. O conteúdo foi revisado, ampliado e atualizado. O seu conteúdo é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Pesquisas complementares na internet. Ilustrações: acervo próprio e pesquisa na Internet. Destaque para a foto de Hitler no Salão do Automóvel e da Motocicleta de 1933, cujo autor é Von Robert Sennecke, da Bibliothèque Nationale de France
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

  • Fórmula Finesse

    Verdadeira aula magna sobre as origens um tanto nebulosas do besouro, ótimo e erudito complemento ao que já tenho impresso (os 10 fascículos de Fusca & Cia que arrematei por um preço muito bom no litoral)…Obrigado caro Alexander!
    P.S: É verdade que a SS recebeu os protótipos para teste?

    • Maycon Correia

      Se receberam para testes, e passou por eles, então iria durar para sempre pois na mão daqueles motoristas truculentos só o que é bom sobrevive.
      Sei que eles destruíram os carros na marreta. Isso é lastimável.

      • Esta parte da história é um capítulo para si, caro Maycon Correia,
        Teve motorista trapalhão que andou depredando carros e acabou sendo “demitido” do cargo de “piloto de testes”. O percurso do teste era um tipo de circuito misto entre Autobahns e estradas secundárias, com trechos de passo de montanha para testar os carros em condições das mais variadas possíveis.
        Talvez possa ser um assunto para uma próxima matéria, o que você acha disto?
        Na foto algo raro, um congestionamento de VW30’s numa Autobahn; sim pois estas autoestradas foram construídas no contexto do plano de dar trabalho para um povo desempregado pela depressão depois da derrota na Primeira Guerra Mundial. Nestas construções o trabalho manual foi deliberadamente privilegiado para dar trabalho para o maior número possível de pessoas, uma bela sacada na verdade. Mas não havia carros o suficiente naquele tempo e as estradas viviam vazias… Dai o estranho deste “congestionamento de protótipos”…

        • Maycon Correia

          Alexander, é um tópico interessante.
          Quanto a fila, acredito que algum possa ter quebrado, ou furado pneu. Quase o mesmo que hoje acontece em carreata a encontros.
          Conheci em 2005 um alemão que serviu na segunda guerra na Luftwaffe como piloto de transporte, e após isso foi piloto da Lufthansa até os anos 80. Depois de se aposentar ele comprou um apartamento aqui no sul e vivia aqui no inverno do velho continente. Ele falou que mau motorista destrói panzer! E quem fazia isso arcava com as consequências. Demissão era algo simples, cadeia e pagamento dos prejuízos era algo comum.

          Já ouvi relatos que em uns lugares meio despovoados aqui de Florianopolis, entre 1947 e 1948, se escondeu uma família e dois filhos, alemães fugidos e se escondendo, que tinham um carro que lembrava um Fusca, porém tinha portas iguais de “dexave” sem vidros atrás, sem para choques, com rodas finas e que não eram tão finas e distantes igual aos antigos Fordinhos. E que uns caçadores de nazistas andaram “revirando” a região e essa família e seu carro preto estranho sumiu.
          Não há nada além de boatos sobre isso.

      • Fórmula Finesse

        Genocidas de pessoas e carros, em suma!

  • Davi Reis

    Caro Alexander, é sempre um prazer sem igual ler seus belíssimos textos! Admito que os registros dos prótotipos em teste me deixaram fascinados, não é o tipo de coisa que se vê todo dia. Continue nos brindando com seu conhecimento e acervo ímpar. Honrosas saudações!

    • Grato caro Davi Reis,
      Esta parte da história, o caminho que levou a Fusca, é muito interessante e tem tantos fatores que colaboraram (ou atrapalharam) com a evolução do trabalho que eu achei que falar sobre isto num cronológico seria útil para o entendimento deste complexo fenômeno.
      Vamos continuar a trazer assuntos destes, se bem que eles carecem de pesquisa e tempo de preparo para colocar as ideias de uma forma palatável…
      Certamente o público deste tipo de matéria se restringe ao amantes da história em especial aos Fuscamaniacos de plantão, como costumo chamar meus diletos leitores.
      Mas fique certo, que um comentário como o seu, que demonstra o seu interesse sobre este trabalho, é de grande incentivo para mim, obrigado!

      • Davi Reis

        Mais do que um Fuscamaníaco, sou um Volksmaníaco (que algum chato em potencial não leia isso, risos)! Acho que grandes trabalhos como o seu, e também de outros do AE, devem ser sempre elogiados!

  • Carlos A.

    Prezado Sr. Alexander, mais um texto muito interessante! Incrível notar o quando se tem de História sobre o Fusca, ou melhor até a sua chegada em definitivo, aqui mais um conteúdo magnífico.

  • Carlos A.

    Caro Fórmula Finesse, infelizmente não consegui assinar a Fusca & Cia já que em minha cidade é bem irregular a distribuição mensal (ao menos nos locais que frequento), em resposta do meu e-mail a editora, disseram não estar disponível a assinatura, porém coincidência ou não e sem saber desses fascículos, estive numa grande livraria (Saraiva) de um shopping no último domingo dia 14/02 e na seção de Revistas, encontrei os dez fascículos devidamente encadernados em capa dura, obra cujo título é: “O grande livro do Fusca”. Imediatamente adquiri esse material que de fato é muito interessante. Ainda estou iniciando a leitura, mas certamente ele ficará junto com o livro “Eu amo Fusca” do estimado Sr. Alexander, esse inclusive adquiri diretamente com ele e possui dedicatória inclusive, e não é por estar escrevendo aqui, mas o conteúdo desse livro é maravilhoso e muito rico em suas informações!! Se ainda não tiver um exemplar recomendo!.

  • Lucas Sant’Ana

    Obrigado pelas respostas, fiz a terceira pergunta por que me incomoda o tanto de ferrugem que é formado nos motores com bloco de ferro fundido, penso então que poderia ter um tratamento na superfície das galerias adicionando uma camada fina de alumínio (Al ou outro metal/material) a fim de proteger da corrosão, mas é pena que uma patente leve 10 anos pra ser concedida por aqui no Brasil e pena também que os contadores de feijão tem mais valor que os engenheiros.

  • Maycon Correia

    Aquela coluna das ultimas páginas era a primeira parte da revista que eu ia ler! Depois disso que começava a folhear a revista.
    Igual faço hoje na minha assinatura brinde da revista fundada em 1960.