Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas DÁ PARA FAZER O TRÂNSITO FLUIR MELHOR – Autoentusiastas

Como meus leitores já devem ter percebido, sou uma pessoa bastante engajada e de posturas bastante claras na minha vida. Isso vale também para a política, embora nunca tenha me candidatado a nada e provavelmente nunca o venha a fazer, fora conselheira no meu prédio antigo por diversos anos. Mas algo que me incomoda bastante é quando alguém diz que é fácil reclamar, difícil é fazer. Ou questionam por que não damos sugestões em vez de questionar.

Bom, quem se candidata a um cargo, seja vereador, prefeito, presidente da República ou mesmo síndico de edifício, o faz por vontade própria. Ninguém é obrigado a isso e em quase todos os casos é remunerado para tanto— os políticos, regiamente, diga-se de passagem. E sempre há apoio de diversos tipos: assessores, conselheiros etc. Ou seja, nós munícipes, cidadãos ou condôminos até podemos dar sugestões, mas em hipótese alguma somos obrigados a fazer isso. E podemos, claro, criticar. Evidentemente com respeito, dentro das normas e pelos canais adequados, mas é um direito que temos. Pessoalmente prefiro as críticas que me fazem ver meus defeitos e assim corrigi-los, aos elogios, que me envaidecem e logo os esqueço. Por sinal, vaidade é pecado em todas as religiões e humildade deve ser exaltada, especialmente quando é instrumento de mudança.

É claro que como pessoa engajada, mas principalmente bem informada, vivo dando sugestões em vários âmbitos. Só não gosto que me digam que não posso reclamar ou que devo dar sugestões — até porque na minha experiência a maioria das pessoas que diz isso sequer leva em consideração as sugestões dadas. É apenas “marquetingue”.

Isto dito, vão aqui algumas informações sobre uma iniciativa que poderia ajudar bastante o caótico e às vezes desnecessariamente travado trânsito no Brasil que foi tentado timidamente em algumas cidades mas precocemente abandonado. É claro que não é panaceia nem pode ser implementado em todas as vias, mas é relativamente barata e de excelentes resultados: a onda verde.

O princípio da onda verde é relativamente simples: uma série de sinais de trânsito (três ou mais) são programados de forma a permitir o tráfego contínuo numa determinada velocidade numa determinada direção principal. Simples e eficiente, traz diversas vantagens. Permite a fluidez do trânsito, reduz a poluição, o barulho, aumenta a segurança, diminui o desperdício de combustíveis pois reduz a quantidade de acelerações e freadas, diminui os acidentes de trânsito e permite maior tempo de travessia para os pedestres. Cidades como Copenhague, Amsterdã e San Francisco implementaram a onda verde com ótimos resultados inclusive para facilitar o fluxo de ciclistas. Em Viena, um painel avisa qual é a velocidade que deve ser mantida para que o fluxo seja mantido constante e não se pare nos sinais. Copenhague foi mais além e tem uma onda verde para veículos de emergência na cidade de Frederiksberg. Prático, não?

Os melhores resultados, é claro, são obtidos em cidades construídas planejadamente, com quarteirões regulares, mas não somente nesses casos. Em Buenos Aires funcionou durante um bom tempo mas por diversos motivos em algumas vias foi abandonado — há iniciativas para que seja retomada. Aquilo que a falta de planejamento atrapalha a tecnologia consegue compensar e sensores no chão (ou câmeras) podem alterar o sincronismo das sinaleiras. A foto de abertura dá um exemplo de onda verde, que pode trazer ótimos resultados.

Segundo os especialistas, quanto menores as distâncias entre os cruzamentos semaforizados, mais necessária será a sincronização, para evitar colisões, bloqueios de cruzamentos, como forma de melhorar a segurança e até mesmo evitar a impaciência ou o desrespeito da sinalização por parte dos motoristas. Generalizando, quando um semáforo se encontra em distância inferior a 400 metros em relação a outro a sincronização pode ser considerada obrigatória. Para distâncias entre 400 e 600 metros ela é extremamente recomendável e dependendo das características locais também pode haver necessidade de sincronização quando dois semáforos estiverem ainda mais afastados, como em vias de grande fluxo ou em rodovias.

É claro que há diversas variáveis envolvidas no cálculo de qual o intervalo em que os sinais devem abrir ou fechar. Em vias de mão única é mais fácil pois deve-se levar em consideração apenas o fluxo numa direção, mas em todos os casos usam-se três sistemas de sincronização básica: progressivo, simultâneo ou alternado.

Quando a via é de mão única, os semáforos indicam o verde de maneira sequencial progressiva – o primeiro abre e os seguintes alguns segundos depois, na sequência, equivalente ao tempo de percurso entre os cruzamentos. Em vias de mão dupla, o sincronismo deveria ser simultâneo, em alguns casos dando prioridade a um determinado sentido.

Em vias de mão dupla com dois cruzamentos adjacentes o mais indicado é o sistema alternado, em que cada semáforo do eixo principal tem uma cor — um verde, o outro vermelho para permitir que a onda verde se dê nos dois sentidos.

É óbvio que é impossível ter uma cidade real operando totalmente na onda verde. Acho que nem em Sin City seria possível, mas daria, sim, em bolsões ou em alguns eixos. Para mim, a programação dos semáforos lembra um pouco a dos elevadores nos prédios mais modernos. Eles podem até ser inteligentes, mas dependem de terem sido programados por alguém inteligente — se não do que adianta? Tem prédio em que os elevadores parecem a Esquadrilha da Fumaça. Sobem todos ao mesmo tempo, descem todos ao mesmo tempo. E as pessoas se aglomerando no saguão, esperando, esperando… Mesma coisa no trânsito. Mas para nossa felicidade temos computadores, modelos analíticos, matemática e até mesmo a velha régua de cálculo poderia ser usada. Basta saber e, principalmente, querer.

Mas também tem de haver monitoramento constante em campo. Não adianta os gestores (para usar uma palavra muito na moda) ficarem nos seus escritórios com ar-condicionado. Têm de ir às ruas e ver na prática o funcionamento da programação semafórica. E isso em dias diferentes e horários diversos. Conheço gente que pagou o mico de comprar imóvel em rua que tem feira por ter ido ver o apartamento apenas no domingo. E agora tem de acordar cedo na quarta-feira para tirar o carro da garagem, senão, só depois das 16 horas. E o trânsito muda muito nas férias escolares e nos períodos letivos. Também é importante analisar e relativizar resultados. Lentidão pode ser por causa de uma obra na via e não necessariamente mau sincronismo de sinal — e mudar a programação pode, sim, prejudicar várias vias no entorno quando apenas esperar a obra terminar pode ser mais produtivo. Analogamente, a abertura de uma escola, por exemplo, pode significar mudar o tempo de abertura de um sinal para permitir que continue existindo uma onda verde.

Recentemente vi uma explicação de como sincronizar sinais numa avenida que me pareceu bem simples de entender. Para uma velocidade constante de 60 km/h (é a velocidade máxima permitida nas avenidas, vejam bem, avenidas comuns, da cidade de Buenos Aires, que tem muitas pistas tipo marginal onde a velocidade é ainda maior), dividindo-se o trânsito em blocos de seis sinais. No caso de mão única, os sinais iriam mudando um depois do outro. No caso de mão dupla, simultaneamente, em blocos de seis. Assim, enquanto um bloco de seis fica vermelho. Assim, começando-se com o primeiro sinal verde, 1/6 do bloco 1 chega-se ao 6/6 do bloco sem problemas, a poucos segundos de ficar vermelho e ao passar para o bloco 2 mudam para o verde os seguintes seis sinais, e assim sucessivamente. A mesma coisa acontece com quem vem na mão contrária.

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Mudando de assunto: Lembrei de um excelente filme mexicano chamado “Cinco dias sem Nora”. Como meu marido sempre achou cinco dias sem mim pouco (hehe), darei um tempinho a vocês para as celebrações momescas. Volto a escrever depois do Carnaval. Esquindô, esquindô e até dia 17 de fevereiro.

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • CorsarioViajante

    Um lugar em que sempre foi nítida a falta que faz isso é na Av. Faria Lima em SP, onde a total falta de sincronização faz com que sempre se leve muito tempo mesmo sem trânsito nenhum. É uma das sensações mais irritantes.
    Uma outra coisa que noto, para piorar, é que a “”gestão”” Haddad está enchendo a cidade de semáforos, por exemplo na Av. dos Bandeirantes implantaram mais alguns, o que, somado à falta de sincronização, trava e dificulta ainda mais o trânsito, especialmente no que deveria ser uma via expressa.

  • PhilipePacheco

    Excelente texto!!!
    Isso sempre foi algo que me incomodou demais.
    Morei por alguns anos em Santo André e toda vez que pegava o carro perdia a paciência com isso.
    É incrível o trânsito que se forma em avenidas unicamente pelo fato de um semáforo abrir e o da frente fechar. Vira um inferno passar por ali e Santo André consegue a proeza de cada esquina o semáforo ter um tempo próprio, ignorando completamente a esquina anterior e a posterior.
    Não que São Paulo seja exemplo disso, muito pelo contrário, mas lá é nítida a falta de competência e vontade de fazer a coisa funcionar direito.

    • Nora Gonzalez

      PhilipePacheco, se serve de consolo, a cidade de Araçoiaba da Serra, perto de Sorocaba no interior de São Paulo, tem 30.000 habitantes em 255 quilômetros quadrados – a maioria na área rural. Pois bem, na entrada da cidade tem dois semáforos a uns 200 metros um do outro mas nunca alguém consegue passar nos dois sem ter de parar. Isso a qualquer velocidade. É fantástico, pois acho que se fossem sincronizados aleatoriamente nem a lei das probabilidades permitiria isto. Algo a ser estudado.

    • Fernando

      Não sei se serve de consolo, mas em uma avenida em Santo André, observo que essa onda verde está funcionando. Vale lembrar que isso varia conforme o horário, até as 5h da manhã os semáforos abrem e fecham em intervalo menor e não há a função de pedestres, mas após esse horário se você pegar um aberto(pelo menos logo quando ele “abriu”), consegue chegar até o final da avenida sem problemas. Mas nem sempre isso funciona muito bem, porque observo em outras ruas e avenidas que já não se tem a mesma sorte sempre.

      Em São Bernardo do Campo a situação é pior…

  • Mineirim

    Nora, perfeito seu projeto de onda verde. O que falta é vontade das prefeituras. É irritante constatar que, para rodar poucos quarteirões, se leva mais tempo de carro do que a pé. Pura falta de sincronização dos semáforos.

  • Marcus

    O prefeito Malddad em sua perseguição contra os automóveis instituiu a onda vermelha em SP, não adianta sair rápido ou lento em qualquer semáforo de SP que na próxima esquina você deverá desacelerar e esperar pacientemente com os motoboys azucrinando com seus escapamentos passando pela contramão e no semáforo vermelho. Já estes motoboys podem fazer de tudo…
    Outra aberração são os semáforos de pedestres que mesmo tendo botoeira ficam aberto uns cinco minutos para que nenhum pedestre atravesse a rua.

    • caique313131

      Embora não tenha muito a ver com a sincronização semafórica, vou aproveitar a oportunidade para criticar os motoqueiros com as máquinas de barulho infernal, como de praxe.

      Aqui em Sorocaba, as motos com os escapamentos mexidos estão por toda a parte.

      Tenho certeza de que se alguma alma bem-intencionada abordar esses motoqueiros e multar cada um por conta dessa carniça auditiva, a arrecadação em um dia seria maior que a arrecadação com radares em uma semana, pelo menos durante o período inicial de fiscalização, até esses analfabetos funcionais aprenderem a respeitar os outros.

      Eu não tenho mais sossego em nenhum horário ou lugar. Toda hora esses desgracentos dão um jeito de infernizar a vida alheia. Eu não sei se acham bonito andar por aí sendo taxados de doentes mentais, ou se eles realmente acreditam em “segurança”, pois sinceramente, eu tenho é mais vontade de passar por cima desses cretinos barulhentos ao ouvir esses “escapes”.

      Acordo com esses barulhos; atrapalham meus períodos de concentração; e, de madrugada, passam em comboio, fazendo questão de “cortar de giro” a cada cruzamento que passam, em uma verdadeira sinfonia dos sete infernos.

    • Roberto Alvarenga

      Os semáforos do Centro de São Paulo, além de estarem totalmente fora de sincronia, ficam verdes por 15 segundos e vermelhos por 1 minuto.

  • Lemming®

    Sem contar vias laterais de pouco trânsito que fecham a avenida para “ninguém passar” e que deveriam contar com sensor no chão e botoeira para pedestre. Todo mundo feliz. Vamos trabalhar poder público? #sqn

  • Mr.FND

    Aqui no RJ temos a Av. das Américas na Barra da Tijuca, um excelente exemplo de como a falta de sincronia nos sinais de trânsito torna tudo mais caótico.

    • Nora Gonzalez

      Mr. FND, Buenos Aires já teve muitissimas avenidas sincronizadas na onda verde, com excelentes resultados há décadas. Nos últimos tempos notei que em algumas delas já havia alguns problemas e, ao mesmo tempo (ou por causa disso?), o trânsito está sensivelmente pior. Quem sabe voltam a implementar essa ótima iniciativa.

      • Mr.FND

        Nora, morei em Brasília nos anos 80 e naquela época, apesar de não dirigir ainda, me lembro que a onda verde funcionava. Me lembro particularmente da avenida W3 Sul. A gente pedia para o meu pai andar mais rápido e ele respondia que não adiantava nada, era melhor andar na velocidade da onda verde. Hoje em dia, infelizmente, o mais comum é a onda vermelha mesmo. Nada mais irritante do que o sinal abrir e o seguinte ainda estar fechado, você anda 10 metros e para novamente por causa dos carros que ainda estão parados à frente.

        A impressão é que as “autoridades” de trânsito desaprenderam tudo o que um dia funcionou: nas recentes obras de implantação do BRT na Barra da Tijuca as pistas de aceleração / desaceleração simplesmente deixaram de existir. Ao invés do motorista incorporar na via ele é jogado no fluxo e salve-se quem puder! Essa entre outras barbaridades que davam um outro excelente artigo.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Infelizmente, além do assunto trânsito não ser tratado com seriedade (assim como diversos outros), acho que só nós entusiastas estamos preocupados com sua desenvoltura. Tenho encontrado muitos, mas muitos motoristas mais preocupados com o smartphone, conversas paralelas e outras distrações alheias ao trânsito (associadas, muitas vezes, à falta de habilidade). Parece até que a parada no semáforo é bem-vinda para poder digitar no Whatsapp ou ver uma foto no Instagram. Não me lembro de ser assim antes, quando comecei a dirigir lá nos anos noventa… será que minha percepção está errada? Alguém me corrija por favor.

    • Lemming®

      Não está errado não. A cabeça do zé povinho deve estar na lua…

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Excelente texto! No Rio de Janeiro, existe a onda verde em algumas áreas, mas às vezes parece que a programação “cai” e percebe-se a diferença facilmente pela piora, se tornando às vezes até uma “onda vermelha”, ou seja progressivamente fechando a cada cruzamento. Sem contar que a Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, que em seu projeto original (por Lúcio Costa) não previa semáforos por ser uma via expressa, que foram adicionados aos montes nas décadas seguintes, pois é mais fácil e barato do que retornos elevados ou subterrâneos.

    Feiras-livres em ruas poderiam ser melhor planejadas. No bairro de Botafogo, por exemplo, há uma que se realiza numa transversal da Rua Muniz Barreto que poderia perfeitamente ser realizada em duas praças próximas, uma quadra antes ou depois. Os moradores agradeceriam e mais vias ficariam livres para circulação, desafogando o entorno.

  • Diogo

    São Paulo já teve onda verde em algumas avenidas e funcionava bem, me lembro ter percorrido a avenida Paulista sem parar, com todos os semáforos verdes, no início dos anos 2000. Hoje a situação aqui é diferente devido à estupidez ideológica da administração municipal (desnecessário comentar) e ao fato de que os motoristas estão dirigindo tão devagar que nunca chegariam ao próximo semáforo a tempo de cruzá-lo.

  • EJ

    Esse texto deveria estar na página da Prefeitura de Fortaleza, ou afixado na primeira capa dos principais jornais de circulação da cidade, edições física e digitais. Pessoal tem MUITO medo de fazer o trânsito fluir, chega a ser assustador a lentidão quando trafegam com as vias completamente livres.

  • Luciano Ferreira Lima

    A segunda foto, como fã de Jornada nas Estrelas, achei que era um cubo Borg.

    • Mr.FND

      Cubo Borg!!! Muito bom!

  • Walkio

    É louvável o estudo e o projeto para que o trânsito seja mais dinâmico. Mas é em vão, pois trânsito urbano é a maior fonte arrecadatória de qualquer prefeitura. Em 2015, a cidade de SP embolsou quase R$1 Bi em multas, e claro, já descontando as comissões de produtividade aos marronzinhos, PM’s e operadoras de radar. É um baita negócio, de baixo investimento e ganho certo. Certa vez, presenciei uma reunião de secretários com o prefeito de uma cidade que se diz turistica bem próxima de SP, em que foi determinado que a meta para arrecadação com multas de trânsito seria de R$400 mil, na base do: ..se virem, se não houver, inventem.. . Então para que melhorar o trânsito ?. Fora isso, há as leis camufladas de politicamente corretas, como: rodizio, inspeção veicular, redução velocidade em vias de grande fluxo. Seguindo a mesma linha, há também o aumento constante do valor das multas, as de estrada vem geralmente após os longos feriados, em que a justificativa é o aumento de acidentes e infrações em relação ao mesmo periodo anterior. Mas as estradas continuam as mesmas, guardas rodoviários também (só o Ray Ban é um modelo mais novo). Todo este esquema começará a se desmanchar quando tirarem a participação das cidades na arrecadação, e quando os recursos de multa forem julgados de forma realmente independente, e quando ganho, que o valor seja restituido em dobro. Ai o trânsito deixa de ser interessante e se impõe penalidades ao bolso deles (como fazem conosco). Assim teremos uma mentalidade social/ administrativa para o trânsito, visando bem estar e segurança de todos.

    • Nora Gonzalez

      Walkio, e se alguém ainda acreditava que na cidade de São Paulo não há uma indústria de multa (não sei quem seria pois a velhinha de Taubaté já morreu…) agora pode mudar de idéia: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/02/1736503-justica-determina-que-gestao-haddad-pode-usar-multas-para-custear-a-cet.shtml

      • Lorenzo Frigerio

        É assim que um juiz vira desembargador: lambendo as botas do Executivo. Quando se trata de julgar causas relativas a políticos, pessoas ricas, grandes empresas e órgãos da administração pública, essa sarna de desembargadores é incrivelmente célere! A nós bagrinhos, 10 anos de espera! Judiciário independente é uma peça de ficção. Por que não extinguimos a primeira instância, então?

  • Carlos A.

    Nora, não é mesmo fácil ficar só ouvindo críticas nada construtivas, já senti isso na pele quando coordenava voluntariamente, um grupo de profissionais da mesma área minha, cujo objetivo era discutir e estudar os temas relevantes da atividade profissional. Sobre existência da onda verde seria muito bem vinda até em cidades menores do interior, ao menos nas avenidas principais, outra coisa útil seria uma ‘inteligência’ no sistema de faróis em horários de pouco movimento, é muito ruim ficar parado no sinal em horários de pouco fluxo, o tempo parece interminável. Mas uma solução imediata e muito bem vinda, seria a remoção as lombadas que existem antes dos faróis, sim é isso mesmo, em minha cidade tem locais assim, às vezes perde-se a chance de passar no farol verde pois é necessário reduzir na lombada.

  • Mr. Car

    Até daria, Nora, mas o primeiro requisito seria ter um prefeito não aliado com uma turminha que adora perseguir e infernizar a vida de quem tenha este símbolo da burguesia e do capitalismo selvagem, o tal do automóvel, que precisa ser extinto antes que acabe com o planeta. Tipo “ou nóis acaba com os carro, ou os carro acaba com o mundo”. Infelizmente, São Paulo tem justamente este tipo de prefeito.

  • CCN1410

    Onde eu moro, só se vê vereadores em época de campanha. Depois desaparecem.
    Esses mesmos edis tem ideias de se fazer inveja a qualquer um, mas depois de eleitos, a primeira coisa que fazem é comprar um carro, novo, um sítio e reformar a casa e até a próxima eleição.

  • CCN1410

    Eu já dirigi em cidade com onda verde e confirmo que é muito bom.

  • Christian Bernert

    Aqui em Curitiba felizmente temos algumas avenidas com onda-verde. Talvez a mais conhecida de todas seja a Avenida Visconde de Guarapuava, que sai da região da Rodoferroviária e vai até o bairro Água Verde. Um constante e suave aclive de quase 4 km passando pela região central da cidade, que pode ser vencido em cerca de 5 minutos, desde que não seja no horário de pico. É assim a pelo menos 25 anos. Imagino que se não fosse esta brilhante ideia no passado, jamais hoje teríamos a possibilidade de implantar esta brilhante medida em nosso trânsito; isto porque parece que já não se fazem planejadores de trânsito tão bons como outrora.
    Temos muitos problemas de trânsito por aqui sim, mas em comparação com outras cidades brasileiras do mesmo porte, tenho certeza que Curitiba está entre as de melhor fluidez.
    Quer um indicador interessante? Um carro com o moderno sistema desliga-liga acaba tendo pouca relevância na economia de combustível por aqui. O motivo é que os tempos de parada em sinaleiros são em média muito curtos. Em geral menos de 15 segundos.
    Um fato curioso é que em finais de semana e durante a madrugada certos corredores, que contam com sincronização de sinaleiros, são propositalmente dessincronizados. Isto é notório e então o anda-e-para causado pelos sucessivos sinais vermelhos torna-se muito irritante. Acredito que fazem isto para evitar que algum imbecil resolva aproveitar a via vazia e toda verde para acelerar demais e acabar aumentando a chance de um desastre.

  • RMC

    Nora
    Aqui em Brasília já tivemos onda verde na Av W3 sul. Isso, acreditem, nos anos 70! Havia até a sofisticação de variar a velocidade de sincronização de acordo com o fluxo de veículos, por meio de painéis semelhantes a um semáforo distribuídos ao longo da via, em que era exibida a velocidade a ser mantida, 50, 60 ou 70km/h. Isso nos anos 70!!
    Hoje não há mais nada disso, apesar de dispormos de recursos tecnológicos muito mais elaborados e que tornariam mais fácil a execução. Mas, como dito, é preciso querer. Com a atual rentável indústria de multas implementada por sucessivos governos de todos os matizes, acho muito pouco provável que venhamos a ter isso de volta. Brasília talvez seja a cidade mais “pardalizada” do país, há um em quase todas as esquinas e os limites de velocidades são malvadamente baixos, tudo a conspirar para flagrar os incautos “motoristas apressadinhos”.
    Mas este é o nosso país. Quem sabe um dia os governantes pensem no bem-estar e na melhoria da qualidade de vida da população.

    RMC

    • Mr. Car

      Estão estragando uma das coisas que amo em Brasília: ter sido pensada e feita para se andar de carro. É brincadeira de muito mau gosto (entre tantos outros exemplos que eu poderia dar), uma “avenida” como o Eixo Monumental, ter o limite de velocidade que tem!

  • Marco

    Em São Paulo, há algum tempo ainda era possível atravessar diversas quadras em razão da onda verde. Mas, me recordo que assistindo ao SPTV, ainda durante o governo Kassab, algum burocrata da CET foi questionado sobre a medida. Não sei se por incompetência ou por má-fé, ele disse que a onda verde permitiria que um veículo acelerasse demais (nas palavras dele) e, portanto, o ideal era mesmo parar a cada quadra.

    Vivemos agora a onda vermelha (em todos os sentidos). Algumas vias, nas quais era possível andar a 60km/h e atravessar diversas quadras, não se pode mais. A velocidade foi reduzida para “mortíferos e perigosíssimos” 50km/h – e o pessoal faz o favor de se arrastar a menos que isso, mesmo com pista livre – e o tempo dos semáforos mantido. Assim, não há como atravessar diversas quadras.

    Faz algum tempo passei pela Av. Salim Farah Maluf de madrugada. Trânsito zero, portanto. A incríveis 50km/h, parei em todos os semáforos. É revoltante a incompetência desse pessoal.

    Esse texto deveria ser encaminhado por email à prefeitura de SP (embora sirva para outras também). Alguém tem dúvida que iria direto para a lixeira?

    • Lorenzo Frigerio

      A onda verde não permite “acelerar demais”, pois você deve manter uma velocidade sincronizada com os tempos dos semáforos. Uns 30 anos atrás tinha “onda verde” na descida da Rebouças, e uma placa informava que a velocidade era de 45 km/h.
      Entretanto, onda verde só funciona onde o trânsito tem um mínimo de fluidez.

  • Lorenzo Frigerio

    Bom descanso, Nora!

    • Nora Gonzalez

      Lorenzo Frigerio, obrigada. Aproveitarei para pensar em novas pautas para vocês, caros leitores.

  • Antônio do Sul

    O mais relevante, os “gestores” começarem a sair dos escritórios com ar-condicionado para observar a realidade das ruas, digo com absoluta certeza que não acontece. Muitas vezes, tenho a impressão de que os responsáveis pelo trânsito, seja nas cidades ou nas rodovias, só andam de helicóptero. Os problemas são tão óbvios que qualquer pessoa rode bastante, como taxistas, motoboys, entregadores, motoristas de ônibus e representantes comerciais, por exemplo, sabe dizer onde estão os maiores gargalos e quais são as medidas necessárias para desfazê-los. Então, como os “iluminados” de uma CET da vida, com tantos recursos técnicos e verbas à disposição, não conseguem ver o óbvio?

  • joao

    Ideias simples e que dão resultado para quê? O bom mesmo é criar dificuldade para vender facilidades. Chique do último da gestão é sucatear e vender para a iniciativa privada (eles próprios)… E tome pedágio para passar de uma cidade para outra e também para ir ao centro.