Antes mesmo  do fechamento — que a TAM Linhas Aéreas informa ser temporário — no último final de semana, já se estudava que o Museu da TAM poderá ser mudado para São Paulo, na área do Campo de Marte, zona norte.

A questão é bastante complexa, já que a Prefeitura de São Paulo quer desativar o aeroporto para o movimento de aeronaves de asa fixa, permanecendo apenas as de asa rotativa (helicópteros), ideia que nasceu em 2013, de forma autoritária, e foi anunciado sem diálogos com setores relacionados às atividades do tradicional aeroporto paulistano.

O objetivo da Prefeitura — fácil imaginar de quem é a ídeia —é tornar a área mais proveitosa para a cidade de forma geral, criando um parque público entre outros, mas esbarra no Comando da Aeronáutica da Região Sudeste, que tem lá instalado o PAMA, Parque de Material da Aeronáutica, que é basicamente uma oficina de manutenção militar.

O que poderá acontecer é a transferência das aeronaves do acervo da TAM, que hoje está localizado em São Carlos, para a área militar de Marte ao menos parcialmente, e quando todo o problema for resolvido, reabrir definitivamente o museu em um lugar muito mais propício à visitação por maior número de pessoas.

Mais uma vez a história do Brasil é afetada de forma negativa, que esperamos, seja apenas temporariamente.

JJ

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Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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