Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MOONEY JÁ PRODUZ MONOMOTOR MAIS VELOZ DO MUNDO – Autoentusiastas

Em 2013 a fábrica americana de aviões leves Mooney reiniciou produção, depois de cinco anos parada. O Dr. Jerry Chen assumiu a empresa com capital chinês, e agora, há poucos dias, foi anunciado o modelo mais atualizado da longa dinastia dos Mooney de deriva vertical inclinada para frente, o M20V Acclaim Ultra.

A principal particularidade desse avião é ser o monomotor a pistão mais veloz do mundo, atingindo 242 nós (448 km/h) com motor the 284 cv a 2.500 rpm, um  Continental TSIO-550-G de seis cilindros horizontais opostos e dois turbocompressores. A potência contida devido à baixa rotação garante a durabilidade elevada, e pela velocidade atingida, fica clara a alta qualidade aerodinâmica, característica dos Mooney desde após a Segunda Guerra Mundial, quando a empresa já funcionava há mais de quinze anos.

Leva cerca de 454 kg de carga total, incluindo quatro ocupantes, bagagem e combustível, e tem autonomia de 2.361 km com o tanque de 378,5 litros e velocidade de cruzeiro de 324 km/h. O tanque básico, de 345 litros já permite a ótima autonomia  de 2.037 km.

A cabine, capota do motor  e parte da fuselagem é de compósitos de fibra de carbono com grafite, basicamente, com empenagem e asas de liga de alumínio.

Há agora duas portas para acesso, a direita tradicional e uma esquerda, para melhor e mais rápida movimentação do piloto, sem incomodar o passageiro da direita. Acompanham as portas maiores janelas também com melhor visibilidade.

O modelo anterior, chamado apenas de Acclaim, e sem os materiais compósitos, era bem menos sofisticado em aviônicos. O Ultra tem sistema Garmim G1000 de navegação e controle de sistemas, com teclas soft-touch e teclado de última geração.

A produção já começou na fábrica de Kerrville, no Texas, e no segundo trimestre a FAA deverá emitir a certificação do avião, após a qual as entregas poderão se iniciar. O preço na fábrica com todos os equipamentos é de US$ 769.000.

JJ



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Luciano Ferreira Lima

    Comparado com a velocidade do Super Tucano turbo-hélice, que não sei qual é, dá para analisar ou são coisas distintas? Muito grato.

    • Luciano,
      o autor falou em motor a pistão de 284 cv. O turbo-hélice da Embraer, além de ser um avião militar, tem turbina de 1.500 cv e sua velocidade máxima é de 593 km/h; a de cruzeiro, 520 km/h.

      • Luciano Ferreira Lima

        Sempre gentil. Obrigado Grande Mestre.

  • Gabriel Carvalho Da Cunha

    Muito bom ver o agrado constante aos aeroentusiastas por aqui, parabéns!
    Vale lembrar que, além de veloz, o Mooney sempre foi conhecido por ser uma aeronave “parruda”, por possuir fuselagem em estrutura tubular de aço 4130 e longarina das asas percorrendo toda sua envergadura.
    Já em relação aos motores, sugiro uma matéria apresentando/explicando os motores turbo aeronáuticos, que são conhecidos como turbo-normalizados, no qual a potência é mantida constante até determinada altitude.
    Obrigado

  • Danilo,
    não sabia disso, e tem o meu aplauso.

  • Mr. Car,
    é preciso ser flexível nessa vida. Eu não publiquei notícia outro dia sobre corrida da calhambeques, palavra tão deplorável quanto teco-teco e maria-fumaça? (rsrsrs)

    • Mr. Car

      Agora que falou é que me lembrei: acho que a matéria sua que li criticava o termo “maria-fumaça”, não “teco-teco”. Mas seja qual destes termos for, saiba que sempre os uso com viés carinhoso. E agradeço a flexibilidade, he, he!
      Abraço.

  • Juvenal Jorge

    Que bom que foi proibida a venda àquele governo desequilibrado. Que ótimo !

  • Juvenal Jorge

    Razyr Wos,
    muito provável que venha algum sim. Não encontrei o representante atual da marca por aqui, já que esse negócio é sempre custoso e muda de mãos principalmente em épocas de economia ruim como agora.

  • Juvenal Jorge

    Luciano Ferreira Lima,
    qualquer pessoa com curiosidade sobre um assunto que não conhece merece meu respeito sincero.
    Não acredite que eu saiba algo por dom, eu pesquiso e leio muito, só isso. E erro de vez em quando. E ainda bem que temos leitores que sabem muito sobre muitos assuntos, vocês nos ajudam sempre.

  • Juvenal Jorge

    Renato Amaral,
    você está certo. Obrigado pela correção.

  • Lucas Sant’Ana
  • Daniel S. de Araújo,
    não tem nada de ambientalistas. São ecochatos mesmo! Ô, raça!

  • Daniel S. de Araujo

    A confiabilidade tanto dos Safrans SMA305-230 qua to do Continental CD200 (230/245hp) – todos motores 4 cilindros, 5L e arrefecidos a ar é alta, e estão sendo homologados para TBO acima de 2.400 horas.

    O que dificulta a implantação em maior escala é o custo mais elevado e o trãmite de homologação que é mais lento.

  • Lucas Sant’Ana

    Mas no automóvel é usado ROP ou LOP?

  • Lorenzo,
    desculpe ter editado seu comentário, mas centralina, termo que veio de uma certa grande fábrica em Betim, MG, não dá….. (rsrsrs).

  • Lorenzo,
    sim, são.

  • Daniel S. de Araujo

    O chumbo é aditivo que incrementa o poder antidetonante da gasolina. Só. Quanto mais chumbo, mais poder antidetonante (vulgo octanagem). A guisa de curiosidade, a gasolina 100LL (low lead) empregada atualmente tem ATÉ 0,56g/L de chumbo tetraetil.

  • Daniel S. de Araujo

    O grande problema Lorenzo é que desde os anos de 1980 a indústria da aviaçâo geral (de pequeno porte) passou por uma crise e até hoje ainda não saiu dela. A responsabilidade civil dos fabricantes passou a se tornar um pesadissimo passivo a industria por força de lei. Ela chegou a ser indeterminada e posteriormente limitada a 20 anos. Neste contexto, grandes e tradicionais fabricantes pararam de produzir pequenos aviões e os que ficaram, tiveram que subir demais os preços aniquilando com a demanda.

    Quem investe num mercado desses?