É uma maneira estranha de começar uma matéria de um carro que está sendo lançado, concordo com o leitor. Mas acontece que esse título me veio à cabeça enquanto dirigia o JAC T5 nesta sexta-feira no percurso de teste. Este foi do Auto Shopping Aricanduva, na zona leste da capital paulista, onde o veículo foi apresentado numa loja da JAC Motors, à Riviera de São Lourenço, o aprazível bairro-condomínio no município de Bertioga, SP, à beira da rodovia BR-101 que leva ao Rio de Janeiro. O caminho foi por Mogi das Cruzes, de onde uma serra leva ao litoral norte do estado.  Pois o título reflete exatamente o estímulo aos meus sentidos ao experimentar bem esse novo chinês, tanto na parte do planalto quanto na serra. Não me lembro nos meus 40 anos testando carros de ter pegado um carro em lançamento e ter a impressão de já conhecê-lo, um déjà vu. Isso realmente me impressionou, comentei isso repetidas vezes com meu companheiro de teste, o nosso Josias Silveira.

É bom que se diga que “chinês” deve ser usado com reservas, pois nesse mundo globalizado as nacionalidades — ou “carronalidades”, como o nosso Juvenal Jorge apropriadamente cunhou — passaram a se mero dado teórico. A indústria automobilística chinesa, como qualquer outra, se vale de cérebros do mundo inteiro, da mesma forma que o avanço americano na conquista espacial se valeu de um cérebro alemão, o de Werner von Braun.

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Deixou de ser carro chinês para ser carro do mundo

No caso da JAC, o estilo segue o ditado por Pininfarina, enquanto motor usa a experiência e o conhecimento da austríaca AVL, empresa de consultoria técnica e projetos de motores fundada em 1948 pelo prof. dr. Hans List. E como todo carro hoje, os mais diversos sistemas e componentes saem da indústria de autopeças, que inclusive participam do desenvolvimento dos modelos.

O déjá vu, o velho conhecido a que me referi foi justamente a sensação de um suve perfeito nos vários aspectos de um automóvel. A suspensão, por exemplo. Se eu tivesse  ao volante de um suve todo empapelado de modo a não ser possível identificá-lo, e dirigindo-o com o necessário vigor de uma avaliação, eu diria que era trabalho do engenheiro Claudio Demaria, diretor de engenharia da Fiat brasileira, atual Fiat Chrysler Automobiles Latin America, que já tive oportunidade de mencionar aqui no AE como o melhor acertador de chassi que já vi.

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Interior recebeu a devida atenção

A maneira com o JAC T5 se aproxima, ataca e sai de uma curva, surpreende. Não afocinha ao frear sob ação dos quatro freios a disco, aponta para a curva com total precisão, contorna-a velozmente com rolagem ínfima, aceita potência nas rodas motrizes dianteiras sem reclamar (e estas não patinam), e parte para outra após a reta. Isso num suve, nunca vi. O melhor, um acerto de suspensão que concilia conforto de rodagem com estabilidade de maneira notável. E não vi o controle de estabilidade e tração intervir nenhuma vez.

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Bancos anatômicos e elegantes

Surpresa tive foi ao me abaixar para ver a suspensão traseira: eixo de torção. Confesso, cheguei a imaginar que fosse multibraço. Mas não foi surpresa ver os braços da suspensão dianteira em posição horizontal. Os pneus são chineses GitiComfort 221 v1 205/55R15V  e mostram seção transversal sensata, além de terem largo sulco central na banda de rodagem, sabidamente útil para retardar a aquaplanagem o mais possível. Nada indica serem”verdes” e, portanto, nada de ruído de rolagem. O estepe é de mesmos marca, tipo e medida, porém com roda de aço.

Depois, no almoço, Sérgio Habib, o titular da JAC no Brasil, me disse que quem faz o acerto de chassi na China é um japonês perto do seus 70 anos — olha aí a história do cérebro de novo. Esse japonês, que eu gostaria de conhecer um dia,  ele sabe mesmo das coisas.

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Legibilidade boa e localização inteligente do termômetro da água e do medidor de combustível

A direção de assistência elétrica é de uma precisão notável seja em relação (não informada), indexação à velocidade e no volante de 370 mm de diâmetro. Ponta-dos-dedos em manobras e firme, e não dura, em alta velocidade. É um extensão do cérebro,  a direção se comporta como se imagina.

O câmbio é manual de seis marchas de caráter 5+E, com 6ª de v/1000 41,9 km/h, o que permite cruzar a 120 km/h reais a 2.900 rpm. A velocidade máxima de 194 km/h é atingida em 5ª, porém a 5.300 rpm, rotação abaixo da de potência máxima, que é 6.000 rpm. A aceleração 0-100 km/h declarada é feita em 10,8 segundos.

O comando de câmbio é dos melhores, “98% Wolfsburg”. Para quem faz questão, ou não gosta de pedal de embreagem, a JAC informa a chegada de versão com câmbio automático CVT em agosto.

Dente de serra JAC T5  JAC T5, UM VELHO CONHECIDO Dente de serra JAC T5

Gráfico dente de serra do JAC T5

O coeficiente de arrasto aerodinâmico (Cx) não foi informado, mas usar apenas 29,7 cv para rodar a 120 km/h deixa pressupor boas qualidades aerodinâmicas.

Outro dono da festa é o motor de 1.499 cm³ flex com partida a frio com álcool sem injeção de gasolina. Duplo comando, 4 válvulas por cilindro e variador de fase de admissão, dele saem 125/127 cv (G/A) a 6.000 rpm com corte limpo a 6.250 rpm e 15,5/15,7 m·kgf a 4.000 rpm. Como o veículo pesa apenas 1.210 kg, o motor brilha. É aquele que quando o ponteiro do conta-giros chega à região de 3.500~4.000 rpm mostra garra. Mas não é do tipo abaixo disso é fraco, pelo contrário, o efeito é de baixo para cima, de bom para muito bom e não de ruim para bom, um comportamento que agrada a todo autoentusiasta. Anda-se normalmente em torno de 2.000 rpm mas quando se precisa (ou se quer) o pedal da direita está ali para isso mesmo. O efeito do variador de fase é nítido.

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O notável motor 1,5-l AVL-JAC visto aqui sem a tampa decorativa; note o coxim hidráulico à esquerda

Apesar do curso dos pistões de 84,8 mm — longo, e que também contribui para a potência aparecer já em baixa rotação — a velocidade média do pistão a 6.000 rpm é de 17 m/s, certeza de durabilidade. Para comparação, é curso menor que o do motor VW EA-827 AP800, 86,4 mm. Notáveis também a suavidade do motor e sua sonoridade que empolga sem incomodar. Também para efeito de comparação, o novo tricilíndrico 1,5-L de BMW/MINI, turbo, desenvolve 136 cv. A potência específica desse chinês é elevada, 83,4 cv/litro, mesmo sem injeção direta, e com excelente elasticidade.

Preços e versões

O T5 que acaba de chegar, depois de mostrado no último Salão do Automóvel de São Paulo (2014), onde foi bastante admirado, é vendido em três versões. A de entrada, Pack 1, custa R$ 60.000 (menos os tais 10 reais à “Sears, Roebuck”…), e traz ar-condicionado automático com leitura digital da temperatura, vidros, travas e retrovisores elétrico, alarme periférico, monitor da pressão dos pneus, engates Isofix para dois bancos, sensor de estacionamento, abertura interna do porta-malas e portinhola do bocal do tanque, computador de bordo, ajuste elétrico e acendimento automático dos faróis, banco traseiro bipartido e banco do motorista com ajuste de altura, o mesmo para a ancoragem dos cintos dianteiros.

O intermediário Pack 2 custa R$ 65.000 e vem com os itens do Pack 1 mais rodas de alumínio, faróis e luz traseira de neblina, luzes de uso diurno em LED, estrado de teto, assistente de partida em rampa e controle de estabilidade e tração desligável.

A versão de topo corresponde ao Pack 3 e sai por R$ 69.000, trazendo tudo do Pack 2 mais bancos revestidos de couro, kit multimídia com mirror link em tela tátil de 8” e câmera de ré.

Os cinco lugares de qualquer versão contam com cinto de três pontos e apoio de cabeça, mas notei a falta de saída de ar-condicionado na região do banco traseiro. Em compensação, o “menu” elaborado pelo Sérgio Habib se lembrou da faixa degradê no vidro do para-brisa, que é onde esta também a antena do rádio. Se lembrou também que muitos usam óculos de sol para dirigir e providenciou um porta-óculos onde seria a alça de teto do motorista. E há porta-objetos por tudo que é lugar, inclusive um enorme com tampa que faz o papel de apoio de braço entre os bancos dianteiros.

O volante de direção só tem ajuste de altura, mas encontrei posição de dirigir correta. Todavia, ajuste de distância é sempre  desejável. Os pedais são bem posicionados e o punta-tacco é feito sem dificuldade.

Dentro, espaço amplo até para quem está sentado “atrás de mim” e uma cabine suficientemente larga para três passageiros atrás.

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‘”Eu atrás de mim”, bom espaço apesar do entre-eixos de menos de 2.600 mm (foto Josias Silveira)

O T5 tem entre-eixos de 2.560 mm e comprimento de 4.325 mm, largura de 1.765 mm e altura de 1.625 mm. Para se ter uma ideia, no concorrente Honda HR-V essas medidas são, na ordem, 2.610/4.294/1.772/1.586 mm. O volume do porta-malas é 600 litros, mas o tanque poderia ser maior, é de apenas 45 litros, muito pequeno para quem utilizar álcool.

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Bom espaço atrás e e três cintos de três pontos e apoios de cabeça

O consumo informado é Inmetro/PBE. Na cidade, 9,6 km/l e na estrada, 12,2 km/l, com gasolina. Se for álcool, 6,8 km/l cidade e 8,2 km/l, estrada.  No percurso de teste o computador de bordo sempre indicou 10 a 10,5 km/l e com ar-condicionado ligado, e testando, o que não é uso normal, fora que era motor 0-km. Aliás, o computador de bordo merecia um comando melhor, são dois pequenos botões na parte inferior do mostrador central entre o conta-giros na esquerda e o velocímetro. Esse dois instrumentos, mesmo sem serem “Wolfsburg”, têm boa legibilidade.

Assim, e em resumo, quem pretender entrar para o admirável mundo novo dos suves tem uma boa e acessível opção no JAC T5, que ainda por cima leva uma garantia contratual de 6 anos. Embora com os problemas conhecidos, a operação da JAC já passou pela prova da responsabilidade e da confiabilidade e o nível de construção do produto já deixou para trás os (pequenos) problemas de cinco anos atrás.  Na fábrica em Camaçari, BA, menor que a inicialmente planejada, o T5 será nacionalizado no ano que vem, mesmos passos dos grandes fabricantes alemães Audi/Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz, e do inglês Jaguar Land Rover. O fato irrefutável é que a JAC está firme na briga e o T5 reforçou o time.

BS

Veja mais fotos em seguida à ficha técnica

FICHA TÉCNICA JAC T5 Pack 3
MOTOR
TipoQuatro cilindros em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador da fase na admissão, 16V, flex
Diâmetro x curso75 x 84,8 mm
Cilindrada1.499cm³
Formação de misturaInjeção no duto
Potência125 cv (G), 127 cv (A); a 6.000 rpm
Torque15,5 m·kgf (G), 15,7 m·kgf (A); a 4.000 rpm
Corte de rotação6.250 rpm (limpo)
Taxa de compressão10,5:1
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo manual de seis marchas, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,769:1; 2ª 2,053:1; 3ª 1,393:1; 4ª 1,031:1; 5ª 0,778:1 6ª 0,681; Ré 3.583:1
Relação do diferencial4,056:1
v/1000 (km/h)1ª 7,6; 2ª 13,8; 3ª 20,5; 4ª 27,6; 5ª 36,6; 6ª 41,9
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora, em subchassi
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizador integrada ao eixo
DIREÇÃO
TpoCaixa de pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curvan.d.
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA disco
ControleABS, EBD e auxílio à frenagerm
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 6Jx16
Pneus205/55R16V, inclusive estepe
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, suve, 4 portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmicon.d
Área frontal2,28 m² (calculada)
DIMENSÕES
Comprimento4.325 mm
Largura1.756 mm
Altura1.625 mm
Distância entre eixos2.560 mm
Bitola dianteira/traseira1.480/1.475 mm
Distância mínima do solon.d.
PESO
Em ordem de marcha1.210 kg
Carga útiln.d
DESEMPENHO (COM GASOLINA OU ÁLCOOL)
Velocidade máxima194 km/h
Aceleração 0-100 km/h10,8 s
CAPACIDADES
Tanque de combustível45 litros
Porta-malas600 litros
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª41,9 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª2.900 rpm
Rotação à vel. máx. em 5ª5.300 rpm

 

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Diney

    Ficou muito bonito, e que cor linda (ao vivo é tão bonita quanto a foto Bob?), só deveria ter menos cromados. E que evolução mecânica, para o Bob elogiar bastante é porque deve estar muito bom.

  • Mr. Car,
    a China é uma potência mundial faz tempo. Lembre-se, é tudo questão de hábito. Esse preconceito contra produto chinês já ocorreu com o japonês e sul-coreano. Quando eu jovem, saído da adolescência, rolamento japonês era pejorativo. Motocicletas japonesas eram lixo, entretanto viraram referência. Os chineses têm uma forte indústria de veículos pesados e resolveram partir para os leves. E têm até programa espacial.

    • Mr. Car

      Pois é, Bob, e faz tempo que isto me incomoda, he, he! Acho que você não captou a mensagem, minha bronca não é contra o produto em si (ao menos no caso deste, pois o que há de outras coisas ultra vagabundas vindas de lá…) mas a origem mesmo. Nunca tive nada contra produtos japoneses nem coreanos. Exceto, claro, se forem norte-coreanos, he, he!
      Abraço.

      • Audemar

        Eu ainda penso que eles se tornarão tão fortes, mas tão fortes, que americanos e russos terão que se unir novamente para combatê-los.
        Espero estar errado, mas imaginou se um dia eles se apoderarem da tecnologia e das fábricas das marcas famosas? Imagine que um dia eles podem quebrar o resto do mundo com seus preços baixos? E quando isso ocorrer, nossos parques industriais estarão falidos e ultrapassados.
        Suposição, mas é o que penso.

    • Ricardo Carlini

      E pensar que em nosso país parece ocorrer justamente o contrário. Já me falaram que no México as autopeças made in brazil são diversas vezes tratadas como de segunda linha.

  • Confesso que fiquei impressionado com os comentários e elogios… E, claro, isso despertou – e muito – a vontade de dirigi-lo para experimentar. É uma ótima notícia que tenhamos uma notável evolução dos “chineses”. Dizia-se há algum tempo atrás, de forma resumida, que a evolução no “aprendizado” em fazer bons carros tem uma curva cada vez mais acelerada. Muito, como o Bob cita, pelos “players” globais que formam a cadeia de fornecedores da indústria e que, cada um na sua área, desenvolve novas soluções e participa ativamente no desenvolvimento dos veículos, queimando etapas e agregando qualidade. Ótima matéria e análise.

    • Luís Fernando Carqueijo,
      agradeço seu comentário, que mostra sua perfeita compreensão do estado atual da indústria mundial. Parabéns.

  • Gustavo73

    Assim como os que já comentaram fiquei felizmente supreso com a análise do T5 feita pelo Bob. Principalmente na questão da dirigibilidade. A evolução dos chineses é clara e esperada seguindo o que aconteceu com os japoneses e coreanos. Pra minha geração que viu a primeira chegada dos coreanos aqui nos anos noventa, é fácil lembrar vomo o mercado torcia o nariz para eles. E hoje abre um enorme sorriso. O único senão é que eu a princípio olharia para o 2008 básico ao invés fo T5 mais caro. Mas é elogiável o chinês ter esp/tc e isofix, algo que o francês não oferece (esp/tc só no THP bem mais caro e nada de isofix em nenhuma das versões). Olho no lance franceses.

    • CorsarioViajante

      2008 sem isofix é osso. Foi nele que pensei logo de cara.

  • João Lock

    Carros da JAC são campeões… em desvalorização. É uma boa opção de seminovo.

    • João Lock,
      mas nesse caso não está se levando a melhor marca de carro, o Zero-Quilômetro. Tudo tem seu preço…

  • Fabiano Louzeiro

    A indústria automobilística chinesa está realmente se empenhando em seus produtos. Segue a tendência natural do mercado, se mostrando cada vez mais competitiva e com produtos muito mais evoluídos. Muitos criticam, mas Toyota e Honda sofreram o mesmo preconceito e hoje em dia estão no topo do mercado nacional. Quem sabe no futuro a JAC e outras fabricantes chinesas possam ocupar essa posição no mercado.

  • Rodrigo Ultramari,
    engates firmes, secos e precisos, com curso da alavanca correto.

  • Ricardo,
    refiro-me à legibilidade.

    • Ricardo Carlini

      Obrigado pela explicação.

  • Mr. Car

    Vixe, isto é assunto para três anos de conversa, he, he! Um pouco de tudo isto, e mais alguma coisa. Quanto às baterias de íon chinesas…será? Tenho um celular Nokia com quase dezesseis anos, que ficou ligado praticamente por este tempo todo 24h/dia, e a bateria dele (original, nunca troquei) é feita no México, he, he!

  • JPaulo10

    A questão resume-se a “custo de produção” (salários, impostos etc.).
    A famosa National Geographic Society tem sua sede na ….Índia! Google, idem.

  • JPaulo,
    eu conheço bem o “sistema JAC”: é o Sérgio Habib que determina como os carros virão para o Brasil e para isso ele usa sua capacidade de engenheiro combinada com um conhecimento ímpar do mercado brasileiro.

    • JPaulo10

      Certíssimo. Ele ouve o consumidor. Diferente de outras marcas. Em 2012, no Salão do Automóvel, eu vi o JAC 2 sem itens que o consumidor valoriza. Noutro ano, eles estavam presentes.

  • JPaulo10

    Morto, nada. Eles vem vindo. E rápido. Aeroportos, 1/4 da empresa Azul …
    O “capitalismo de Estado”, que é o comunismo chinês, vem abocanhando o mercado mundial.
    Você vai estar bem vivo, para testemunhar esse avanço.

    • JPaulo,
      há quem chame o sistema chinês de comunocapitalismo.

  • JPaulo,
    essa característica é bastante comum hoje, todos os VW nacionais a têm (pode haver outros). Isso surgiu depois dos casos de aceleração indesejada dos Toyota, de modo que estando o veículo sob aceleração e o freio é acionado, a borboleta elétrica (de controle eletrônico) do corpo de válvula de injeção fecha-se, evitando um possível acidente. Mas a turma de lá pensa e sabe o que é um punta-tacco, por isso se o primeiro pedal acionado for o do freio, o carro pode ser acelerado, permitindo a manobra de enquanto se freia dar um toque no acelerador.

  • Carlos

    Meio off topic. Meu carro tem Isofix, fui comprar o bebê conforto para minha baby que nasceu tem pouco tempo e nada de achar com Isofix, só o sistema de prender no cinto. E procurei pra burro.

    • Carlos,
      é inaceitável uma coisa dessas. Como somos atrasados, não? Ninguém quer nada com coisa alguma, impressionante.

    • Gustavo73

      Já li alguns relatos assim. Algumas.pessoas disseram que importaram suas cadeirinhas/bebeconforto. Mas algumas marcas já oferecem tais equipamentos como acessórios aqui. VW, GM e Ford pelo menos eu já li que tem. Mas aí a reclamação é o preço.

    • Tessio R R Bonafin

      Comigo a mesma coisa. Rodei diversas lojas e todos foram unânimes em dizer que ainda não estão produzindo no Brasil. Alguns nem sabiam do que se tratava…abraços.

  • Audemar

    Mr. Car,
    Só se você for bem velhinho, hehehe… e talvez seja melhor assim.

  • Uber

    O pior é que eles mesmos podem perder o controle e se ferrar junto com o resto do mundo, já estão surgindo notícias ruins na Bolsa de Valores. E por se tratar de um estado autoritário, eles não lidam muito bem com acesso a informações, gestores de fundos são presos por causa de suas análises pessimistas, a contabilidade de várias empresas são caixas pretas e outras coisinhas. Estão montando uma bomba que não é nuclear, mas será bem devastadora.

  • Ricardo kobus

    Bob,
    Que belo motorzinho!
    Desejo muita sorte a JAC.

  • Lemming®

    Tirando este prata do painel e melhorando essa iluminação azul que pela foto me parece berrante estaria perfeito.

    Aparentemente melhorando muito.

  • Davi Reis

    Preciso andar nesse novo Jac. Os anteriores sempre me agradaram em relação à curva rápida de evolução, e olha que já faz uns bons anos que não dirijo um. Parece que essa curva continua tão rápida quanto antes, talvez até mais do que outrora.

  • REAL POWER,
    apesar da quinta ser bem longa, não atrapalha.

  • Tommy

    O problema da JAC é esse eterno vem-e-vai,nunca se firma,vive fechando concessionárias,uma Kia da vida. Diferente da Chery e Lifan(uma tem fabrica nacional e a outra tem um preço ”agressivo” e está focada na categoria de destaque de hoje: Suves compactos)

    • Tommy, não são só JAC e Kia que estão fechando concessionárias. A situação está muito mais grave do pensamos. A Honda construiu uma fábrica em Itirapina, interior de São Paulo, está totalmente pronta, mas resolveu não colocá-la para funcionar. Por aí se vê o tamanho da enrascada em que a gorda fecal nos meteu.

      • Gustavo73

        Em um único final de.semana contei 5 concessionárias fechadas no Rio e Niterói. Uma de cada das chamadas 4 grandes e uma Citroën. O Corolla líder do segmento absoluto vende bem menos hoje que no ano passado e que em 2014. O negócio está feio…

      • Uba

        Que falta de respeito, que termos chulos.
        Pois a democracia que o senhor ataca, é a única que tolera, mesmo achando o seu comentário vergonhoso pela indelicadeza, a pluralidade de ideias, e não o pensamento único dos direitistas derrotados na urnas.

        • Uba,
          falta de respeito à “Stella”, terrorista, sequestradora, que ainda por cima está liquidando o Brasil? E consulte um dicionário para ver se ‘fecal’ é termo chulo. Se “pluralidade” de ideias é venezuelar o nosso país, até fui delicado!

          • Alexandre Cruvinel

            Bob, agora é magra fecal.

  • Mr. On The Road 77

    Sobre o 2008: se você quer saber porque não tem isofix, entre no site da peugeot na França. Você vai descobrir que o 2008 francês tem um banco traseiro totalmente diferente no brasileiro, bem mais modular e com o isofix.

    • Gustavo73

      Alguém já tinha comentado sobre isso na época do lançamento.

  • Luis Felipe Carreira

    Bom custo benefício, ar condicionado e farois automáticos, além da multimídia, conferem bom nível de equipamentos — nem o IX35 oferece luz traseira de neblina e o Jac a tem. Em se tratando de peso e desempenho, 1200kg num SUV é um peso baixo, de tal forma que com o 1,5L oferece bom desempenho em 0-100km/h. Salvo engano a versão anterior tinha suspensão traseira multibraço, agora eixo de torção, o Bob se impressionou, mas está melhor ou igual ao antigo? E uma dúvida: o que significa o 6J na designação das rodas (6Jx16)?

    • Luís Felipe Carreira,
      não há JAC com suspensão traseira multibraço, mas independente tipo McPherson. E o J5 é novo, não tem antecessor. / O 6J significa 6 polegadas de largura do aro da roda (conhecida por tala) e o J, o perfil do aro onde o pneu assenta, aliás utilizado por praticamente todos os carros.

      • Luis Felipe Carreira

        Nossa, tens razão. Confundi com o T6, agora tudo faz sentido. E realmente eles usam McPherson na traseira, seja no J3, J5, T6 e por ai vai, desculpe o engano e obrigado pelo esclarecimento.
        Abraço.

  • Mr. Car

    É. E sou engajado de graça. Nem recebo mortadela por isto, he, he, he!

  • Lucas Sant’Ana

    Não gosto de suves mas essa análise me fez vontade de tê-lo onde o ponto alto dessa análise para mim é referente ao motor, “Mas não é do tipo abaixo disso é fraco, pelo contrário, o efeito é de
    baixo para cima, de bom para muito bom e não de ruim para bom”, sensacional!

  • Luke

    Outro dia aconteceu comigo um fato que ilustra a evolução dos autos chineses. Parei atrás de um SUV que chamou minha atenção pelas linhas harmoniosas e sofisticadas e pelo bom acabamento da carroceria. Olhando rápido achei que era um Audi e procurei o emblema para ver se era o Q3 ou Q5. Qual não foi meu espanto ao perceber que era o JAC T6. Tomei um susto! Os chineses estão evoluindo rápido, inclusive na qualidade percebida. Mas precisam evoluir no design do interior, que ainda parece feito com régua e esquadro.

  • Bob

    Carniça móvel, eu ri…

  • RED883,
    depende muito de quem acelera e precisa ver se foi no nível do mar.

    • RED883

      Concordo que, dependendo do motorista, um mesmo carro pode ter desempenho melhor ou pior, mas a diferença entre 10 e 14 segundos é muito grande.

  • RED883,
    mas essa “mistura” atrapalha” o jeito de o carro andar ou você considera automóvel algo para se ficar olhando para ele? É inevitável haver coincidência de linhas.

    • RED883

      Como disse, não andei no carro, não posso opinar, sobre o jeito de andar.
      Eu sempre gosto de olhar para o meu carro, sempre dou aquela virada de pescoço quando o deixo estacionado.
      No caso do T5 há muita coincidência de linhas, ou eu estou enxergando mal.

  • AstraPower,
    esqueça o que andam dizendo desse motor 1,5-litro do JAC. Essas pessoas não têm noção do que é motor.

  • Marlon Machado,
    seria bom você rever sua técnica de dirigir, o J5 não tem nada de manco.

  • Marlon Machado,
    minha sugestão permanece.