Da Automotive News

O presidente da Honda Motor Company, Takahiro Hachigo, anunciou ontem em Tóquio que a empresa reforçará seu desenvolvimento de produto, focando em estilo e aumentando as pesquisas, inclusive em carros elétricos.

O esforço começará no início do desenvolvimento para que veículos mais empolgantes sejam criados — algo realmente necessário na marca, pessoalmente falando — com atenção especial para desempenho e estilo.

Na parte de eletrificação, o objetivo é que até 2030 dois terços das vendas globais da Honda sejam de modelos com propulsão diferente da atual por motores de combustão interna puros, ou seja, células a combustível, elétricos e híbridos, muito acima do que hoje respondem por 5% das vendas.

O que o presidente sabe e quer passar a toda a empresa é que produtos mais completos e entusiasmantes são necessários para que a imagem de modernidade e avanço técnico que a Honda criou não seja perdida e nem esquecida pelos mercados. Para isso, uma maior integração ou globalização dos centros de desenvolvimento será levada a efeito.

Uma mudança em vários cargos executivos já foi feita, visando injetar “sangue novo” na empresa.

Foi anunciado  também que fábricas da Europa e Japão deverão aumentar a produção para exportação a outras regiões do mundo com mercados mais aquecidos e de forma mais lógica, como, por exemplo, o CR-V fabricado no Canadá não irá mais ser enviado à Europa, mas só aos Estados Unidos, algo mais barato de executar.

JJ



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  • Queria ver um Honda Legend cupê V-8!

  • Korona

    Sinceramente, eu não gostei disso!

  • Fernando Carvalho

    É muito bom quando há solidez para planejar mudanças etc… Vamos ver.

  • Milton Evaristo,
    concordo de todas as maneiras possíveis.

  • Ilbirs

    Alguns comentários e coisas que seriam boas nessa mudança de rumo na Honda:

    1) Aplicar a fórmula básica do Fit (tanque embaixo dos bancos dianteiros e banco traseiro ULT) para todos os modelos da marca que tenham tração dianteira ou integral derivada de dianteira. Por ora só temos, além do próprio Fit, três dos kei-jidoshas da família N (N-Box, N-Box Slash e N-One) e HR-V/Vezel. A Honda já teve ULT no City da geração retrasada, também chamado de Fit Aria:

    http://jpx.responsejp.com/jpx/images/2002/12/02/21179_3.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/utility-mode/utility-mode.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/long-mode/long-mode.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/tall-mode/tall-mode.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/rearseatarrange-divedown/rearseatarrange-divedown.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/rearseatarrange-normal/rearseatarrange-normal.jpg

    http://www.honda.co.jp/auto-archive/fit-aria/2008/interior/rearseatarrange-tipup/rearseatarrange-tipup.jpg

    Observe-se que o ULT existe no atual Civic hatch europeu, mas irá desaparecer quando da passagem de geração porque a Honda americana projetou uma plataforma com o tanque embaixo do banco traseiro, impedindo a montagem de um banco traseiro tão interessante quanto esse. Fica parecendo que os americanos que projetaram a plataforma que também dará origem aos próximos Accord e CR-V estão pensando em polegadas em vez de em centímetros e nessa, desperdiçando espaços que seriam preciosos. Alguém aqui acharia ruim ULT em Civic, Accord, CR-V e outros modelos maiores que os derivados do Fit? Com certeza não e seria um argumento a mais para se adquirir esses veículos. Aliás, quando vejo um City tendo rebatimento de banco convencional, considero em si um desperdício das capacidades que a plataforma do Fit sobre a qual ele é feito. É desperdício que não temos no HR-V;

    2) Distanciar a Acura da Honda. Uma solução seria projetar uma base ultraflexível capaz de fazer qualquer coisa de um ILX a um RLX cuja tração fosse traseira ou integral derivada de traseira. Se a Honda quiser ser inovadora na tração traseira, poderia também tentar montar tanque embaixo do banco dianteiro (o que talvez diminuísse aquele calombo da transmissão) e um banco ULT. Aqui é só uma sugestão, mas não precisaria ser assim. Outra sugestão poderia ser manter o tanque embaixo do banco traseiro, mas aí agregar uma solução que fosse inspirada em uma boa solução do passado da marca de Soichiro:

    http://www.curbsideclassic.com/wp-content/uploads/2014/08/honda-s600-frame.jpg

    http://assets.blog.hemmings.com/wp-content/uploads//2012/04/MLHondaS600_06_1200.jpg

    Imagine um diferencial que ficasse não apenas acima do centro das rodas, mas bem acima e em um ponto suficiente para que atrás dele pudesse haver um porta-malas bem profundo. Seria uma localização tão “morta” quanto é a de um tanque de combustível embaixo do banco traseiro, que apesar de ser ligada a segurança em colisão também ajuda a livrar espaço de bagagem. Não precisa ter uma bizarrice como essas correntes de moto, que à época se falava serem propensas a torções em curvas e rupturas inexplicadas. Ainda que com execução sofrível, é uma ideia que segue sendo boa e merecedora de uma execução melhor se considerarmos a possibilidade de ela melhorar a acomodação de componentes. De repente, em vez de correntes de moto poderíamos pensar em engrenagens;

    3) Não sei se essa meta de vender 2/3 de propulsões híbrida, elétrica ou a célula de combustível terá como se concretizar. Talvez dê para ter mais híbridos, uma vez que estes usam a rede já existente em grande parte, mas há obstáculos para os elétricos ou a célula de combustível;

    4) Pensando em termos de Brasil, essa declaração de as unidades fabris da marca passarem a ter um enfoque pensando mais nos mercados próximos em vez de aqueles mais distantes, a meu ver subcomunica algo de que já tinha a mais nítida impressão: a fábrica de Itirapina passa a fabricar Fit e derivados como já era esperado, mas a fábrica de Sumaré, por passar a não mais ter Fit e derivados e também passar a fabricar a décima geração do Civic, também vai ter mais algum modelo feito sobre essa base justamente para ocupar mais a capacidade produtiva. Algumas possibilidades que vejo para a unidade inaugurada em 1997 é a de fabricar o Civic tanto na versão sedã quanto na versão hatch (aqui espelhando o que acontece com Focus e Cruze) e também fabricar o CR-V, ainda mais considerando que a Jeep em breve terá o 551 e vem se mostrando osso duro de roer para a marca japonesa quando o assunto é SUV.

  • Juvenal Jorge

    Davi Reis,
    falando apenas de um quesito, o estilo de veículos em produção normal, a Toyota está mais vanguardista que a Honda, na minha opinião. O marco divisor é o atual Corolla.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Pessoalmente gostaria que a Honda tivesse opção de um pequeno, simples e divertido carro pequeno, como Ka e up! . Foi assim que ela começou a fazer sucesso cerca de 50 anos atrás. O Honda mais barato hoje no Brasil é o Fit com câmbio manual, versão DX, cerca de R$55.000 (R$61.000 para o LX), muito acima da faixa de preços dos modelos ditos “de entrada”.

  • João Lock

    Honda é Honda. Os melhores carros que já tive foram dois Civics.