Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FORD CRIA PISTA COM BURACOS – Autoentusiastas

Pista “especial” se destina a desenvolvimento de veículos, que são submetidos aos piores buracos do mundo

A Ford reuniu em um trecho de cerca de 2 km de pistas no Campo de Provas de Lommel, na Bélgica, uma réplica dos piores buracos, lombadas e desníveis encontrados nas estradas mais perigosas do mundo. Esse verdadeiro “pesadelo dos veículos” é usado pelos engenheiros para desenvolver inovações nos sistemas de chassi e suspensão capazes de enfrentar a enorme diversidade de estradas do planeta, como mostra este vídeo:

A pista de Lommel reproduz buracos encontrados em mais de 100 trechos perigosos de estradas de 25 países. Os engenheiros da Ford estão sempre estudando a inclusão de novos desafios na instalação. Nos últimos três anos, eles visitaram vias da Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul.

“Esta estrada é uma galeria das superfícies mais irregulares que os motoristas podem encontrar no mundo, seja um cruzamento esburacado na China, uma rua lateral na Alemanha, um calçamento de pedra em Paris ou lombadas no Brasil. Com elas, desenvolvemos os futuros veículos para lidar melhor com os desafios do mundo real”, diz Eric-Jan Scharlee, especialista técnico de durabilidade do Campo de Provas de Lommel.

Com um equipamento similar ao usado pelos sismólogos no estudo de terremotos, os engenheiros passam sobre os buracos em velocidades de até 74 km/h, enquanto sensores registram as cargas e tensões sobre a suspensão e componentes do veículo.

Uma das inovações geradas com base nesse trabalho é a tecnologia de controle contínuo de amortecimento com atenuação de buracos que a Ford está lançando em modelos como o Mondeo, Galaxy e S-MAX na Europa e no Fusion Sport nos EUA. Ao detectar que uma roda caiu num buraco, ele ajusta a suspensão para protegê-la contra danos. Ao mesmo tempo, o sistema de monitoramento de pressão dos pneus alerta contra furos e o controle de estabilidade ajuda o motorista a manter o controle do veículo ao desviar de obstáculos.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Gustavo73

    Ford leva uma rua brasileira para a Bélgica, para testar seus carros…

  • É um campo de provas excelente com muitas facilidades e técnicos experientes. É um diferencial para a engenharia Ford.

  • Lucas Vieira

    A Fiat tem uma pista muito melhor que essa aqui em Minas, basta trafegar na via expressa entre Betim e Contagem, ou em qualquer rua dessas duas cidades. A Ford tem muito que aprender ainda…

  • Como curiosidade, participei do levantamento de rotas severas no Brasil com o pessoal da Ford USA, com veículos instrumentados para dados objetivos e correlação .

    • Carlos A.

      Caro Carlos Meccia, e por curiosidade qual a região do Brasil que mais contribuiu com essas rotas severas? Imagino que locais onde as estradas praticamente não tem asfalto e possuem somente grandes crateras não atendam a esse tipo de rotas?

  • Fabio Toledo

    Fantástica a iniciativa, mas simplesmente desenvolver este sistema no Brasil, ou melhor na cidade de São Paulo, acredito que daria melhor resultado sem ter que investir na pista. Estes buracos do video são fichinha perto do que enfrentamos aqui, mas parabéns a Ford de qualquer forma. Espero que no futuro consigam democratizá-lo, ou até mesmo que se torne um modelo para o mercado.

  • João Guilherme Tuhu

    Depois falam tanto das ‘carroças’ brasileiras. O que deve ser falado mesmo são os tapetes por onde elas passam!

  • João Guilherme Tuhu

    A Ford precisava também ensinar esse pessoal de Camaçari a montar direito os carros. Que diferença em relação a Taubaté e São Bernardo…

    • Lucas Sant’Ana

      Verdade!

    • No_Name

      O Fiesta atual inclusive ganhou produção em SBC por causa da falta de qualidade mínima exigida para a montagem do carro em Camaçari.

  • m.n.a.

    hahahahahahaha !

    esses “buraquinhos” dessa pista são ridículos, será que esses caras não conhecem as vias e estradas da RBB ?

    (República Brasileira de Bananas)

  • Carlos A.

    Esse assunto me lembrou da conversa no primeiro encontro do Ae que tive com o Sr. Carlos Meccia, me explicando o quanto os processos e materiais melhoraram os veículos em si, pena a parte do acabamento não ter seguido essa evolução. Uma pista assim deve ajudar e muito a engenharia no desenvolvimento.

  • Leonardo Mendes

    Comparada com o caminho para a casa da minha namorada, que mora em Cubatão. essa pista é café pequeno.

    • Leonardo Mendes,
      por aí pode-se ver o estado das nossas ruas. Se o que se vê no vídeo eles acham que é tortura, é porque não têm ideia de como as ruas daqui são destrutivas.

  • Daniel S. de Araujo

    É só pegar esses carros e jogar nas mãos de alguns motoristas assassinos de empresas e prefeituras, rodando nas estradas “lunares” do país, queimando alguma espécie de liquido carburante assemelhado a álcool, gasolina ou diesel… Aguentou 1 ano, passou no teste.

  • Marco

    A Ford brasileira pode utilizar a Av. do Taboão como pista de testes! Nem precisa construir uma.

    A pavimentação brasileira, de um modo geral, é um lixo.

    Me chamou a atenção “rua lateral na Alemanha”. Já dirigi uns 6.000km naquele país e o pior piso que trafeguei foi por uns 400 metros de asfalto bastante enrugado, bem ruim, mas nada de buracos.

  • agent008

    Outra sugestão seria testar os carros na SC-135 (antiga 303) entre Videira e Tangará! Conheço quem trabalhe por ali e rodando diariamente chegou a trincar chassi…

  • Luciano Ferreira Lima

    Me pareceu um pouco de marketing pegando carona simular estradas de 25 países, mas creio ser correto. Para construir uma estrada de testes eles têm bons engenheiros.

  • Fernando

    Imagino o trabalho da lógica dessa suspensão, em que ao mesmo tempo visa preservar a suspensão de danos, e ao mesmo tempo manter o carro sob controle, ainda mais sob possível intervenção do motorista.

    Enfim, podemos contribuir em muitas informações para uma pista destas…

  • Renato Sacramento,
    tudo o que você descreveu é o retrato fiel do descaso misturado com burrice de quem trata do assunto trânsito no Brasil. O país perdeu completamente o rumo nessas questões. O simples ato de dirigir aqui se tornou um autêntico inferno e não há a menor esperança que isso venha a melhorar um dia. É por isso que venho dizendo que o Brasil é um país amaldiçoado, não tem nada de “abençoado por Deus”. Pior, estamos numa guerra civil não declarada, turistas são esfaqueados e mortos em locais nobres como a praia de Copacabana, os jornalistas dos noticiários televisivos informam esses crimes já sem qualquer emoção, tão rotineiros que são.. O Brasil definitivamente perdeu o rumo, especialmente depois que esse povo idiota e sem nenhuma noção de cidadania colocou o PT no poder central, nos estados e nos municípios.

    • Renato Sacramento

      Perfeito! A política nacional, inclusive, como li em algum lugar, poderia perfeitamente ser noticiada em spots comerciais nos intervalos do Big Brother, já que parece nos interessar em muito as notícias sobre as amantes de ex-presidentes. Corroborando a “nossa” idiotice exacerbada.

      E uma reflexão: no Brasil, a única bênção (não exclusiva), é que a natureza sempre faz a sua parte. Basta ver as belezas que nos acompanham nas descidas da “Tere-Fri”, na própria subida de Petrópolis. Aliás, você deve saber melhor do que eu a história do restaurante Belvedere (em formato de disco, na descida de Petrópolis), que por aparente ignorância foi fechado, matando a oportunidade de um visual incrível naquele ponto.

      • Renato sacramento,
        eu não sabia que o restaurante Belvedere havia siso fechado. que estupidez! O mesmo com o Monumento Rodoviário na Serra das Araras, um local belíssimo fechado há décadas. O Brasil não nasceu com instinto da preservação de monumentos e museus mesmo. Veja-se o Museu de Aeronáutica do Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo, e mais recentemente o fim do Museu da TAM. Ou o que deixaram acontecer com a cidade do Rio de Janeiro, virou um megafavelão (São Paulo não fica atrás, é que as favelas ficam escondidas pela topografia predominantemente plana). Também com a favela no meio do trecho de serra da Via Anchieta, em plena Serra do Mar, área de proteção ambiental. A coisa vai longe!

  • F A

    Em outros países, em rodinhas de amigos, alguém deve contar isso a título de curiosidade e todos devem rir muito.

  • AlexandreZamariolli

    Bob,
    Não dá um orgulho patriótico desgraçado saber que nossas lombadas estão entre as superfícies mais irregulares que os motoristas podem encontrar no mundo? (modo sarcasmo off)

  • Lucas Sant’Ana
  • Lucas Sant’Ana,
    você disse o que deveria ser feito, refazer as placas danificadas. Mas você se esqueceu que isso dá um trabalho danado?

    • Lucas Sant’Ana

      Bob, o ideal seria isso mesmo, mas se não der para refazer que pelo menos o asfalto colocado seja de muito boa qualidade e colocado com capricho, padrão “martelinho de ouro”, e não como fazem aqui na BR-101 norte, região metropolitana de Recife, em que colocam um farelo de asfalto que no outro dia já está se desmanchado.

      • Renato Sacramento

        Lucas, existe um caminhão que faz isso da maneira correta. Ele tem um mecanismo de corte e acerto da área e, através do mesmo mecanismo o asfalto é aplicado. Assim, o remendo fica feito com precisão cirúrgica.

        A prefeitura aqui do Rio comprou alguns caminhões desse, mas, incrivelmente, mesmo nas minhas andanças pela cidade, indo nos meus clientes, nunca vi sequer um executando o trabalho. E digo isso levando em conta o critério deles de fazer o serviço sempre ao longo do dia.

  • Renato Sacramento

    Por mais que eu esteja calejado de ser brasileiro, fiquei estupefato com o dinheiro gasto na prefeitura de São Paulo para apenas um quilômetro de ciclovia : 4,4 milhões de reais, ou seja, 44 reais a cada centímetro de tinta aplicada no chão?

    Após ter visto o documentário Winter on Fire que fala sobre revolta popular na Ucrânia, fico pensando como é possível um povo aguentar mansamente o que esses indivíduos fazem?

    Parece que somos todos o tipo mais sórdido de “mulher de malandro”.

  • konnyaro

    O problema básico é que no projeto e orçamento está tudo tecnicamente perfeito, mas na hora da implantação colocam uma camada de asfalto com metade da espessura projetada, além de que não cuidam do fundamental, que é colocar uma boa base britada. Tudo culpa das empreiteiras, que cobram por um serviço de primeiro mundo (na realidade muito mais caro que lá fora) e entregam um serviço porco que não vai durar nada.
    Além do lucro inicial, eles iriam ganhar novamente na hora de ter de fazer manutenção ou recapeamento. A solução teria de ser colocar uma cláusula de garantia de qualidade no serviço, onde a empreiteira garantia o asfalto por no mínimo 5 anos, sob pena de ter de refazer o serviço por custa própria.