Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas ESC CADA VEZ MAIS COMUM, APONTA CESVI BRASIL – Autoentusiastas

Cresceu o número de carros disponíveis no mercado com o sistema ESC (controle eletrônico de estabilidade) como item de série no último ano, de acordo com estudo produzido pelo CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária) BRASIL. No levantamento, foram considerados 299 modelos de veículos nacionais e importados à venda no país em 2015. Das 917 versões disponíveis no mercado, em 549 o item era de série; em 2014, apenas 499 eram equipadas com o sistema, o que representa um aumento de 22,3%. No Brasil, a disponibilização de fábrica do ESC será obrigatória para todos os veículos a partir de 2022.

O ESC se torna cada vez mais simples de ser agregado aos carros, já que a enorme maioria deles funciona em conjunto com o ABS, item que já é obrigatório em todos os carros novos vendidos no Brasil desde janeiro de 2014.

O estudo mostra ainda que, para os modelos produzidos no país e na América do Sul, o crescimento das versões com o item de segurança de série foi de 49,4% em 2015, se comparado com o ano anterior. Entre os importados à venda aqui, o aumento foi de 19,9% no mesmo período.

O levantamento mostra que  na categoria de carros mais baratos do mercado, a dos hatches compactos, 18,5% possuem ESC como item de série e 81,5% não oferecem o sistema nem como opcional. Na categoria dos hatches médios, no entanto, 82,5% das versões possuem ESC.

Nos sedãs compactos, 12% das versões analisadas contam com o ESC de série; já nos sedãs médios, um dos segmentos mais concorridos do mercado brasileiro, a porcentagem é superior, com 67% das versões saindo das fábricas com o sistema.

No estudo, as picapes compactas lideram como a categoria que menos conta com o item de série, pois  89% das versões não são equipadas com o ESC. Nas versões esportivas, por outro lado, 81% do volume já sai das fábricas com o sistema. Em 2015, quem optou por um sedã de luxo encontrou o ESC em todas as versões disponíveis no mercado, antes mesmo de pegar as chaves.

O CESVI BRASIL fundado em 1994, é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à segurança viária e veicular e à disseminação de informação técnica para o setor e também para a sociedade. Foi o primeiro centro desse tipo na América Latina e é membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), um conselho internacional de centros de pesquisa com os mesmos objetivos.

Nota da redação:  ESC, controle eletrônico de estabilidade, é o nome genérico do sistema ajuda o motorista em caso de dificuldade de controle do veículo, nas curvas tomadas com velocidade excessiva ou nas mudanças bruscas de trajetória, por meio da aplicação automática e seletiva dos freios, corrigindo a trajetória. A Bosch tem o seu sistema registrado (®), a que chama de ESP (Programa de Controle de Estabilidade), que apesar de não ser mencionado nesse estudo do CESVI BRASIL está incluído nos porcentuais de aplicação.

JJ

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • F A

    Eu prefiro o ESP do Corolla Altis de E$ 120.00,00 do que o ESP do Ford Ka.

  • VeeDub

    Somente em 2022. O LOBBY é poderoso !!!

  • Mr. Car,
    aí o carro passa a ter ESC, fica mais caro e todo mundo reclama…

  • Fernando

    Mr. Car, faço o mesmo e mesmo um dos meus tendo “as letrinhas” nunca as coloco à frente do que importa, que é conduzir conscientemente. Mesmo assim não me poupo de dirigir como gosto, mas tudo tem condições propícias, e o fato é que por vezes algumas ciladas que seriam corrigidas por um ABS, controle de tração ou outro sistema de correção, acabei tendo condições de fazer por mim desde sempre. Nada contra os sistemas e aos carros que os tem, mas também temo que motoristas estejam cada vez mais confiantes e apoiados nisso como se os liberasse de saberem dirigir.

    Estava ontem folheando revistas dos anos 90, que se olhando no calendário já faz bastante tempo, me lembro bem dessa época, e o que estava me lembrando: itens opcionais em carros como Uno e outros populares do início da “era 1L” eram entre outros: encostos de cabeça dianteiros e retrovisor direito. Veja que no fim dos anos 90 isso já era obrigatório, e por mim não gostava de dirigir carros sem eles. Os carros atuais já estão em um nível muitíssimo aceitável, ainda mais se for ver as estruturas, e até o airbag já obrigatório.

    O problema é quando se começa a ver as coisas em forma de estatística e não na prática. Números por números, a cada ano são mostrados os que interessam para os que nos governam ou cuidam de nossa segurança, como se as coisas estivessem melhorando.

  • Fabio Gomes De Carvalho Montei

    Parabéns pela matéria, mas infelizmente há descaso das fabricantes com o povo brasileiro. Temos carros muito pobres comparados com os mesmos modelos nos EUA ou Europa. Dou como exemplo meu carro, o speed up!! TSI. Qualquer versão do up!! na Europa tem ESC, airbags de cortina e o assistente de frenagem passiva até 30 km/h. Todos esses itens foram retirados da versão brasleira.

  • Piero Lourenço,
    é impossível saber se o ESC teria evitado o acidente.

  • Piero Lourenço,
    o único problema de o Corolla não ter ESC é o seu feliz proprietário não poder contar para o vizinho de muro ou de mesa de trabalho que o carro tem ESC.