Já comecei enrolando pelo título. Muitos devem ter pensado que o Kinder ovo se deve ao tamanho do Cuore, um dos poucos kei car japonês que veio aportar no Brasil entre 1994 e 1997. Não foi essa a ideia. O Kinder ovo se deve ao fato deste Cuore em especial vir com uma surpresa: um motor estourado, que só abrindo para saber o que compramos. Assim como o ovo de chocolate que sempre tem uma surpresinha, este Cuore guardava uma diversão extra dentro de um motor travado.

Como já contei aqui, já tive outro Cuore antes, um 1995, duas portas, que hoje continua nas ruas de Tatuí (SP) com meu mecânico, o Renato. Mas eu gosto de miniencrencas, principalmente este representante dos kei jidosha, categoria japonesa que lá conta com benefícios fiscais por se da categoria “de entrada”. São muito gostosos de dirigir, parecem carros de brinquedo e ótimos no trânsito urbano. Além disso encaram uma estrada com uma valentia inesperada para o seu diminuto tamanho.

Este segundo Cuore que comprei foi um dos últimos Daihatsu (marca da Toyota) que chegaram no Brasil. Feito em 1997, tem como principais diferenças dos anteriores (até 1995) o fato de ter quatro portas e um belo conta-giros no painel.

Este Tomatinho com motor três-cilindros de 850 cm³ (exatos 846 cm³) já era conhecido. Há anos que via passar pelo Planalto Paulista (bairro de São Paulo) e o admirava por ser “liso de lata” e ter todos os detalhes de carroceria e, parecia, de interior. Não chegava a ser bonito, mas era um carro com alguma sorte na vida.

Era. Pouco mais de um ano atrás, passei na frente da casa do dono e lá estava ele com uma placa: “Vendo. Problema no motor”.

Tem gente que resgata cachorros na rua. Eu pago meu karma com certa alegria resgatando carros abandonados. Cada um tem o que merece. Ou gosta.

Conversei com o dono, que se declarou “sem saco” de consertar o carrinho. “O motor começou a bater, continuei andando, até que ele parou perto de casa. Empurrei e tá aí. Não sei o que houve”.

Engatei uma terceira (o câmbio engatava bem as cinco marchas) e chacoalhei o Cuore para frente e para trás e o motorzinho estava realmente travadão. Meu diagnóstico foi “desbielou”. Uma biela saiu do virabrequim, um divórcio geralmente litigioso com bons prejuízos. Olhei o bloco, passei a mão por trás onde não conseguia enxergar (não fico mais de seis horas sem me engraxar) e não percebi nenhum furo, uma evidência que a biela não tinha saído pelas paredes do bloco para conhecer o mundo aqui fora. O cárter também estava intacto, sem amassados de dentro para fora.

No pior cenário, teria de comprar um motor inteiro num ferro-velho. Olhei os documentos e não havia nímero de motor registrado. Melhor assim.

A pintura estava desgastada e tinha ganhado um banho de verniz para recuperar o brilho alguns anos atrás. O verniz estava se soltando. Um amassadinho no para-lama dianteiro, riscos nos para-choques, mas nenhuma marca de pancada forte.

Cuore2 004  DAIHATSU CUORE, UM KINDER OVO Cuore2 004

Tampão do porta-malas intacta foi fator decisivo na compra do Unicórnio

No final da negociação, o que me convenceu foi o tampão — melhor chamar de  tampinha — do porta-malas: há mais de 10 anos que eu não via uma dessas original. Até o meu Cuore anterior tinha uma feita em madeira. Ele já estava com rodas de 13″ do Escort (mesma furação, 4 x 108 mm), já que os aros originais de 12″ tinham sido roubados de madrugada, certamente por um dono desesperado de alguma Towner. Estranho que em um carrinho assim pequeno (3.310 mm de comprimento), uma rodinha 13″ já parece uma 17-polegadas em um carro maior. Os dois pneus dianteiros estavam carecas, mostrando as “lonas”, mas os traseiros estavam bons. Chacoalhando o Unicórnio (com aquela antena enorme e desproporcional no teto), percebi que os amortecedores traseiros estavam bem ruins. Tudo normal para os pouco mais de 120 mil km rodados, exceto o motor estourado.

Comprei o carrinho. E o agora ex-dono foi taxativo: “Você tem de tirar esta encrenca logo daí. Tenho outro carro para parar na vaga.”

“Me dê meia hora que já faço o resgate,” disse-lhe.

O ex-dono mora no alto de um morro e minha casa fica no início de outro morro. Passa uma rua, com um sinal na avenida ligando os dois morros.

Peguei meu Charade (que já contei a história aqui no AE) e treinei um pouco, cronometrando o tempo de abertura do sinal na avenida.

Voltei com o Charade e uma corda de reboque. Dei a chave para o cara e disse “me siga”. Soltei o Cuore na descida e parei uns 400 metros antes do sinal. Fiquei esperando. Quando o sinal abriu lá embaixo, soltei o Cuore. Ele foi ganhando velocidade passou a uns 80 km/h com sinal virando para o amarelo. Dei um toque no freio (sem ajuda do hidrovácuo, claro, pois o motor estava parado) e entrei na primeira à esquerda, já a rua da minha casa. O carrinho, com os pneus meio murchos não gostou muito da “esquina esportiva”, mas aceitou o castigo. Com o embalo, o Cuore rodou mais uns 200 metros, varando duas lombadas e parando a uns 100 metros de casa. Logo depois chegava o ex-dono, meio assustado, com o meu Charade: “Você passou o sinal como um doido e sumiu!”.

“Agora é hora de usar a corda”. Ele me rebocou os 100 metros restantes e o Cuore ficou estacionado na rua, esperando transporte para Tatuí (SP). Foi o resgate mais simples e rápido da minha vida.

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Subindo no caminhão prancha para viajar de São Paulo aTatuí

Dois dias depois, passa um caminhão-plataforma que iria voltar “batendo” (sem carga) para Tatuí. O Cuore saiu de São Paulo na hora do almoço. Umas quatro horas depois, ligo para o Renato para saber se o Tomatinho já tinha chegado na oficina em Tatuí.

Todo animado, o Renato responde: “Foi borra, o cara não trocava óleo do coitadinho. Desbielou o terceiro cilindro. Vamos precisar de pistões/anéis, virabrequim, uma biela e uma válvula de escape que entortou. O bloco levou uma pancadinha interna, da biela que fugiu, mas só fez uma marquinha. Sem problemas”.

“Caramba, você já abriu o motor!”

“Pois é, eu estava muito curioso também para saber o que tinha travado. O carrinho chegou uma hora e meia atrás e eu já despinguelei tudo. O motor está todo aberto na bancada”.

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Poucas horas depois de sair de São Paulo, o motorzinho travado já estava desmontado

Caça ao tesouro

O motorzinho de três cilindros era todo standard, nunca tinha sido aberto. Se não fosse a “economia” na troca de óleo certamente teria passado tranquilamente dos 200 mil km. O óleo (geralmente de baixa qualidade e preço) não é trocado e o dono vai só “remontando”, completando o nível com qualquer lubrificante. O óleo velho, com alterações de viscosidade e perda de aditivos e propriedades lubrificantes vai se tornando uma borra, com a ajuda inestimável de nosso combustível que tem as mesmas qualidades de nossos políticos. Forma-se borra que, além de não lubrificar corretamente, vai entupindo os dutos de óleo internos do motor. Chega um momento que o “lubrificante” para de circular e o motor perde rendimento. Se forçar o motor começa a “fundir” (as peças móveis superaquecem e literalmente se fundem, se unem umas as outras). Se forçar mais ainda, uma biela (que já está “grudando” no virabrequim) acaba escapando do conjunto e levando pancada do próprio virabrequim, ao qual ela estava ligada. Foi exatamente o que aconteceu com o motorzinho tricilíndrico deste Unicórnio (ou Tomatinho).

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Lubrificante que virou borra fez o motor travar; veja o estado da biela que “fundiu” e se soltou

Mas, era hora de caçar peças e restaurar o motor.

Comprei o kit de retifica em uma loja de peças para importados (pistões, anéis, bronzinas e jogo de juntas/retentores), logo depois de caçar o virabrequim e a biela. Troquei também as três válvulas de escapamento, já que havia uma torta, pois tinha levado uma pancada do pistão “desbielado”. O motorzinho tem apenas duas válvulas por cilindro.

O virabrequim foi simples e barato. Achei pela internet uma loja que estava parando de vender peças usadas, para trabalhar apenas com novas. O “vira” era usado e standard e foi para a primeira retífica (- 0,25 mm), custando apenas R$ 150. A biela foi mais complicada. Achei várias em ferro-velho pela net, mas todo mundo queria vender as três. Acabei pagando metade do preço das três (R$ 200) por uma biela só, do único vendedor que topou desmanchar o jogo.

Tudo foi retificado no capricho: os cilindros para receber os pistões sobremedida (também 0,25), assim como o virabrequim. O cabeçote recebeu válvulas novas e tudo foi assentado e ajustado.

Motor montado, fizemos todos os detalhes externos (correias, mangueira, velas, revisão de injeção etc.) e faltava um disco de embreagem, que estava gasto. Colocamos um da Towner, que é idêntico, bate até a numeração. O platô da embreagem felizmente estava bom, pois é difícil de achar e o da Towner não serve.

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O motor de três cilindros e 850 cm³ foi pintado de amarelo. Por quê? Porque gosto da cor

Hora de pintar o motor. “Que cor?” pergunta o Renato. “Amarelo”, respondo.

“Por que amarelo?”

“Sei lá. Sempre quis ter um motor amarelo e acho preto muito sem graça. Todos os motores são essa tristeza. Esse vai ser um motor alegre”

Colocamos o motor, já pintado em amarelo, ele roncou “de primeira”. Funcionou uma meia hora parado e na marcha-lenta, ligando a ventoinha do radiador várias vezes. Parecia tudo bem e fui andar em um Cuore que tinha comprado já há várias semanas e nunca tinha rodado com ele.

Fui para estrada e caiu um pé d’água. Não conseguia rodar a mais de 60 km/hora com os dois pneus dianteiros carecas. O carrinho aquaplanava direto, não dava nem para acelerar e ele ia de uma pista para outra. Passei em casa e peguei dois pneus aro 13″, herança do Chepalinha que ganhou rodas 14″ (veja no AE Classic parte 1, parte 2 e final ).

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Chepalinha, agora com aros 14, foi o doador de dois pneus de aro 13 para o Cuore

Com os bons pneus do Chevette na dianteira, a vida mudou. O motorzinho, ainda amaciando, ficou ótimo. E o Renato ficou revoltado. Ele tinha feito o motor do Cuore dele alguns meses antes (usando peças do mesmo fornecedor), e este motor do Tomatinho ficou muito melhor. Diagnóstico dele: no meu motor, ele tinha mandado as peças para outra retífica, que tinha ferramentas mais novas (e técnicos mais caprichosos), que deixaram os cilindros perfeitos, com a folga correta para os pistões e anéis, assim como tinham acertado melhor o virabrequim, bielas e cabeçote.

Os 42 cavalinhos a 5.300 rpm (mais do que suficientes para os 630 kg de peso do Cuore) já estavam bem sadios e dispostos, mesmo antes do motor estar amaciado.

Mas, claro que rodando deu para perceber vários outros pênaltis. A suspensão traseira estava um lixo, o freio não era lá estas coisas, tinha alguns barulhinhos, precisava de um belo tapa estético… A briga iria ter mais alguns capítulos. Assim como esta história.

Nota do catador de sucata: Na foto de abertura, do Cuore pagando promessa em Aparecida, ele não estava totalmente pronto, mas já tinha ganhado pintura completa e umas calotas imitando “orbitais” do Gol, de pura gozação. Odeio calotas e estas custaram “10 real” cada. No final, ganhou rodas de liga leve… Aguarde o próximo capítulo.

JS

Sobre o Autor

Josias Silveira

Um dos mais respeitados jornalistas automobilísticos brasileiros, Engenheiro mecânico e jornalista, foi editor da revista Duas Rodas e publisher da revista Oficina Mecânica. Atualmente é um dos editores da revista TOP Carros além de colaborador da Folha de S. Paulo e de diversos outros meios. Também é autor do livro "Sorvete da Graxa".

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  • Marcelo Jr.

    Caramba, que texto delicioso, história bacana demais e um relato rico e detalhado que nos faz parecer que estávamos juntos ou assistindo as passagens! Sensacional! Obrigado!

    • Otavio Marcondes

      Concordo com o Marcelo. Parabéns pelo relato. Muito bom. Dá vontade de assumir um projeto semelhante aqui com o “Berinja” da patroa.

  • Mais um texto fantástico, como já é usual. Gosto muito dessas histórias de carros que ganham uma segunda chance.
    Recentemente catei um Corcel 1986, igual ao meu primeiro carro. Está meio caído, mas tem muito potencial. Como é para o uso diário, vou ir fazendo melhorias pontuais e juntar o que falta aos poucos, um dia devolvo ele ao brilho de outrora.
    O sonho mesmo é ressuscitar um (ou dois) Alfa 155, quem sabe um dia…

    • H_Oliveira

      Desculpa, acompanhei a história da sua 155 no Flatout… Tá querendo outra (s)? kkk
      É aquela história né: Always Looking For Another! kkk

      • Alfas deixam a gente louco. Se estão ruins, quanto mais arruma mais estraga e você fica louco tentando entender o por quê. Se estão bons, a satisfação de pilotar é tão boa que você fica querendo mais e mais. kkkkk

        O próximo quero para fuçar e não me importar muito com originalidade.

  • Carlos A.

    Mais uma história bem bacana do Josias, gostei bastante! Agora é esperar os próximos capítulos, e parabéns por resgatar esses carros abandonados.

  • Ilbirs

    Só para constar, o fato de haver peças da Towner que são iguaizinhas às do Cuore deve-se ao fato de a minivan da Asia Motors tão querida pelos vendedores de culinária de rua ser uma versão licenciada da Daihatsu Hijet S82:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ce/Daihatsu_Hijet_712.JPG

    http://car-from-uk.com/ebay/carphotos/full/ebay972150.jpg

    https://fotosdecarro.files.wordpress.com/2013/09/asia-towner-05.jpg

    http://mlb-s2-p.mlstatic.com/towner-asia-adesivo-porta-emblema-sol-frete-gratis-o-par-930011-MLB20458214817_102015-F.jpg

    http://automercado.cl/imagenes/furgon_asia_towner_van_1995_20150609011853_71987.jpg

    https://i.ytimg.com/vi/IzcQvR_NDKg/maxresdefault.jpg

    Os tricilíndricos que vemos em Cuore e Towner também são da mesma família, a E da Daihatsu, claro que com a diferença de cilindrada (maior no Cuore) e posicionamento. Logo, é de se acreditar que haja um belo tanto de peças em comum e que por vezes se consiga peças mais baratas para o Cuore só mesmo de se pedir pelo código daquelas da Towner.

    • Daniel S. de Araujo

      A Towner tem uma carburação muito maluca visando o controle de emissões. Repleto de mangueirinhas de vácuo de um lado para outro, a Towner tem o único sistema de afogamento semi-automático que conheci: Você puxa o afogador, dá a partida e ele retorna sozinho conforme o motor esquenta.

      • Ilbirs

        Do carburador complicado eu já havia ouvido falar, apenas não tendo ouvido falar dessa história do afogador semiautomático, que não deixa de ser algo interessante e que nos faz perguntar como faz para funcionar. Sei que tem gente que troca o carburador da Towner por um de CG e funciona direitinho, além de ser bem mais simples.

      • Newton (ArkAngel)

        Hehehe, o Brasília 79 do meu pai já tinha afogador automático, e nem precisava do botão do afogador…com o carro frio, bastava pisar no acelerador até o fundo que o sistema acionava.

    • Leonardo Mendes

      Não tem uma vez que eu não olhe para uma Towner e não pense na van amarela do desenho do João Grandão.

  • Manno Albuquerque

    Matéria fantástica como sempre! Sou seu fã por devolver a vida a esses carrinhos! Parabéns Josias!

  • m.n.a.
    No estado de São Paulo, sempre que se faz uma transferência de proprietário, o motor vai para o certificado de propriedade, exatamente no setor de “observações, como disse o RoadV8Runner.

  • Ilbirs e Josias,
    se você quiserem saber do paradeiro das Towner, vão a Araruama, RJ. Pela quantidade que se vê por lá, em toda parte, inclusive pelo número de oficinas especializadas em Towner, foram todas parar lá para transportar turistas.

    • Allan Balbino

      Em Parada de Lucas, no Rio, tem tamém um desmanche de Yowner. Só para constar.

    • Ilbirs

      Será que Araruama está para a Towner como Cunha está para o Fusca? De repente, fãs do furgãozinho poderiam promover encontro por lá, tal qual Cunha realiza o Fuscunha.

      • Ilbirs,
        isso mesmo, em Cunha é Fusca!

  • Luciano Ferreira Lima

    Mate minha curiosidade, quanto custou o carrinho?

  • Fernando

    Motor de Chevette e Opala abusaram da variedade de cores: vermelho, azul, verde, amarelo e cinza! O meu é devidamente amarelo, fiz questão de repintar corretamente.

  • Fernando

    Acredito que tem lugar reservado no céu para os que cuidam de carros antigos, velhos ou como queiram chamar. E mesmo se não tiver, sei que se divertiram na terra!

    Belo post, e no aguardo do próximo.

  • Fabius_

    Uma boa história… na rua em que eu morava, no Centro de Campinas, sempre via um Cuore vermelhinho estacionado de manhã, mas com calotas bem feias, nem se compara… mas esses microcarros são uma graça mesmo. No Japão são uma tradição e um mundo à parte, possuindo placas próprias: letras pretas em fundo amarelo para particulares e letras amarelas em fundo preto para veículos de uso comercial, como este aqui, de um vídeo do Youtube:
    https://i.ytimg.com/vi/_qb9N3uGB7U/maxresdefault.jpg

    Mas o governo japonês, que criou essa categoria e favoreceu seu desenvolvimento, ao dar-lhe privilégios sobre os demais automóveis, anda especulando sobre o fim do apoio a ela, uma vez que a exportação desses veículos é muito limitada e atrapalha a competitividade do país: http://www.roadandtrack.com/new-cars/news/a8116/why-japan-might-kill-the-kei-car/

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    A mãe de uma ex-namorada tem um desse até hoje, vermelho.
    Um dia bato na porta dos japas e falo “vim buscar o que eu sempre quis nessa casa!”
    (rsrs)

  • Claudio Abreu

    Parabéns pela coragem, Josias. Admiro ainda mais quem trabalha por esses ‘pequenas causas’ key-cars.. E nada como um mecânico parceiro desses. Abraço.

  • Vamos fazer!!!!

    • Agnaldo Timóteo

      Vamos assistir!!!!

  • Leandro da Cruz

    kkkk, ótima história Josias, gosto muito de ler suas aventuras. E o Renato é parceiro mesmo, hein!

  • Carlos Bragatto

    Salvei do Dr. Machado e estou ressucitando um Tempra Ouro 16V (completo com todos os opcionais, inclusive ABS), e um Marea Weekend SX 1998, que descobri ser importada da Italia. Melhor não fazer as contas. Dói menos.

  • WSR
  • Ilbirs

    Além disso, a geração S82 da Hijet, que originou a Asia Towner, também deu origem a um utilitário muito bem-sucedido da Piaggio, o Porter:

    http://electrical-cars.net/wp-content/uploads/2014/3/piaggio-porter-electric-cars251.jpg

    https://i.wheelsage.org/pictures/piaggio/porter/autowp.ru_piaggio_porter_4x4_panel_van_3.jpg

    http://electrical-cars.net/wp-content/uploads/2014/3/piaggio-porter-electric-cars252.jpg

    E a Piaggio também fez uma versão mais discrepante do projeto original, que é o Porter Maxxi:

    http://www.nordwest-mobil.de/vespa-ape/porter-pdf/porter-maxxi9.jpg

    http://www.autoaz.it/images/porter_maxi2.jpg

    http://www.gowem.it/images/news/1021-Piaggio-porter-2016-ribaltabile-01big.jpg

    Esse é um veículo que, em minha opinião, se fosse licenciado por aqui tanto na versão normal quanto na Maxxi (eu falei Agrale?) tanto seria capaz de preencher o vácuo da Kombi como também promover uma revolução parecida com aquela promovida pelo Hyundai HR um degrau acima. Quem o licenciasse poderia muito bem fazer uma versão furgão fechada derivada do Maxxi, que na prática pegaria muito cliente que esperava um bom preço da Vito mas tomou um susto.

  • guest

    O Josias deve ter trabalhado com o Carlos Cunha ou com o Steves… um carro estreito, no embalo, virar à esquerda (se for onde penso, pelo menos não tem valeta ali), o Cuore deve ter batido mais alto, apoiado em duas rodas apenas!

    • Guest.
      Tenho experiencia de pista, corrí um pouco, mas não com o maluco do Cunha ou do Steves. Mas te garanto que o carrinho “estava na mão”, risco calculado. E ele, apesar de alto, é bom de “chão”, faz curvas direitinho.

  • Lucas,
    Aguarde o próximo capítulo. Vou contar com é um Cuore no uso, no dia-a-dia. Não cabe tudo em um post só.

    • Com vídeo!

    • agent008

      JS e PK, Agora sim! Mal posso esperar…

  • Prezado Josias, Não sei se acontece contigo mas, achar um carrinho destes ainda bem integro (embora condenado pela lógica consumidora!) e conseguir salva-lo dentro de nossos números, normalmente ( Quando demente, diz minha patroa! ) me faz remoçar uns dez anos, embora aparenta ter envelhecido cinco! Parabéns pelo hobby, pelo achado e pelo texto.

  • Razyr Wos

    Obrigado, Josias, por salvar esses pequenos dos ferros-velhos. Admiro sua dedicação e esforço em mantê-los rodando com saúde! rsrs
    Pra nós, acho que a satisfação é maior do que comprar um carro 0km, hauehuaheuhauehuahuea
    Tenho esperança de encontrar e recuperar um no futuro…=)

  • Audemar

    E tem quem prefira vans, suves…
    Parabéns e boa sorte com o carrinho.

  • Rafael Ribeiro

    Na 6a feira eu vi passar um Cuore em minha cidade (Petrópolis-RJ) e lembrei do JS. Hoje, quando acessei o AE, por coincidência vejo esta matéria!

  • Luiz AG

    Josias,
    Conte a história do Galaxie “oroch” também, aquele com caçamba de madeira..

  • Luiz AG

    Motores deixaram de ser pintados em cores graças ao desenvolvimento do código de barras, sendo mais fácil identifcar os motores, assim todos motores puderam ficar no insosso preto ou cinza.

  • Luiz AG
  • Muito boa a história! Poderia pedir para o mecânico fazer algumas fotos das partes desmontadas das próximas vezes, se puder. Não sei se conhece, mas tem um cambão com mola, da Leetools, desmontável que custa menos de R$ 200,00. Pode ser muito útil para quem gosta de resgatar esses bichinhos por aí. Boa sorte!

    • Victor H.
      Concordo com você. Com fotos de detalhes seria melhor. Mas, seria impossível desconcentrar o Renato montando um motor para fazer fotos. Eu que deveria fazer e esqueço completamente. Só depois é que lembro que outros graxeiros gostariam de ver mais detalhes.

  • Alexandre Garcia

    Prezado Josias,

    Sensacional história. Tu és o cara! E eu curto muito ler as tuas coisas porque acabo me sentindo normal porque tem outro tão normal quanto eu! E sobre salvar carros velhos cães e gatos, bom, encaro todos os três numa boa, sem muita crise!

    Abração

    AG

    • Alexandre.
      Segui tuas instruções e o Chepala já está com coroa e pinhão de Opala. Ficou muito legal. Brigado pelas dicas.
      Abração

  • Davi Reis

    Gostei da história Josias, estou ansioso pra ver o resto! Estive em São Paulo esse final de semana (infelizmente ando indo menos do que gostaria) e acho interessante observar como os carros importados de antigamente ainda marcam presença nas ruas da capital paulista (em Belo Horizonte, nada sobreviveu). Dois me marcaram especialmente: um Toyota Previa e um Nissan Maxima, ambos dos idos de 1992~1994, e estacionados na rua mesmo, no bairro de Pinheiros. Bem provavelmente é mais fácil conseguir peças pra esses renegados por aí do que por aqui… E que dono cretino desse Cuore hein? Deixar o motor do carro acabar por simplesmente não trocar o óleo…

  • JeffRL

    É sempre bom ler sobre “coisas” mais exóticas, ajuda a abrir a mente.
    A um tempo atrás, antes de comprar meu fiat Uno 95, estava curioso a respeito de um Suzuki Swift que acredito ser do ano de 94.
    Procurei informações sobre ele na internet, e até tentei entrar em contato com o dono, mas ao visitar uma oficina(me recordei de ver ele lá algum tempo atrás) o mecânico me disse que ele havia feito o motor e após, acabou vendendo.
    Fiquei chateado com a situação, embora aquele ter sido o único exemplar que vi até hoje.
    Mas por outro lado o custo/beneficio do Uno acabou abafando isso, e me faz sobrar uns trocos a mais que já levam a mim e minha esposa á sonhar em um futuro talvez não muito distante em um Vitara de primeira geração.
    No aguardo sobre os próximos capítulos da saga,
    Bom texto!

  • Antônio do Sul

    Mais ou menos na mesma época, o então importador da Subaru trouxe o Vivio, do mesmo tamanho e tão interessante quanto o Cuore. Na década de 80, lembro-me de ter visto, no Uruguai, uma “vanzinha” Subaru do mesmo tamanho da Towner, só que com motor traseiro.

  • Maurilio Andrade

    Aguardamos o vídeo, meu caro Josias.

  • wilton campos

    Gretchen,

    Qual cidade voce é?

    • Gretchen S.

      Olá, sou de Pelotas, RS

  • Marcus Gledson Gomes da Silva

    Maravilha. Hoje mesmo farei o contato.

  • wilton campos
  • wilton campos

    Bom dia Sato,
    Quer participar do nosso grupo no whatsapp?