Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas NO CORDÃO DOS PUXA-SACOS… – Autoentusiastas

O valorização do dólar fez desaparecer os chatonautas que acusavam o automóvel brasileiro de ser o mais caro do mundo,

A internet nos assediava até recentemente com textos que comparavam preços dos automóveis nacionais com similares produzidos em outros países ou dos nossos modelos em países para onde eram exportados, como o México, por exemplo.

Baseados em gráficos e infografias, os chatonautas insistiam nos lucros absurdos das fábricas brasileiras. Um Honda Fit custava no México a metade de seu preço no mercado brasileiro. Até o correspondente de uma revista norte-americana no Brasil enviou matéria ridicularizando o brasileiro que pagava aqui, por um Jeep Cherokee, mais que o dobro do preço nos EUA. E não adiantava tentar provar que as diferenças eram provocadas pela distorção cambial. Que o real estava artificialmente valorizado. E, além disso, o “custo Brasil” e os pesados impostos inflavam ainda mais o preço dos nossos automóveis. Eram todos radicais, emocionais, não se interessavam pelos argumentos e insistiam que a distorção era provocada pela sede com que as fabricantes iam ao pote. Pelo lucros absurdos que tinham no Brasil.

A desvalorização do real provocou uma verdadeira reviravolta. Além de estimular exportadores, outra vantagem foi ter silenciado os chatonautas. Como que num passe de mágica, desapareceram da internet com sua contas e gráficos mirabolantes.

Hoje, mesmo com o custo Brasil e os impostos ainda nas alturas, nosso automóvel passou a estar entre os mais baratos do mundo. Para o nosso bolso, continuam custando o mesmo, até um pouco mais, pois as fábricas reajustaram preços para enfrentar a inflação. Porém, com os valores referenciados em euro ou dólar, eles despencaram…

Exemplo? O VW take up! 1,0, 3-portas, fabricado na Europa, custa 10.100 euros que, convertidos para a nossa moeda, significam R$ 43.884. Entretanto, o mesmo take up! 1, 0 brasileiro custa R$ 31.990, ou seja, cerca de R$ 12 mil menos.

E os importados? O Mercedes-Benz A 200, 1,6, de 156 cv, produzido na Alemanha e importado para o Brasil, deveria custar aqui umas duas a três vezes mais que na Europa em função do transporte, seguro, despesas portuárias e a pesada carga de impostos. Não é o que acontece: sua tabela na Europa é de 29.300 euros. No Brasil, R$ 136.900 que, convertidos, significam 31.578 euros. Ou seja, sobram para a empresa 2.258 euros para todas as despesas e imposto de importação…

A grande distorção no comparativo de preços era provocada pelo real supervalorizado: quando a moeda norte-americana deixou de valer apenas R$ 2,00 e dobrou seu valor em dois anos, o subcompacto brasileiro que custava R$ 30.000 teve seu preço em dólares reduzido à metade, de US$ 15.000 para U$ 7.500. Sem se esquecer que, deste valor, quase US$ 3.000 são de impostos. Ou seja, a fábrica recebe, no Brasil, menos de US$ 5.000 pelo carro. Em que país se paga tão pouco por um automóvel? E lembrando que eles hoje incorporam airbags e freios ABS. Ou seja, um pouco mais caros em reais mas, mesmo assim, entre os mais baratos do mundo…

Quando eu fazia essas contas, exibia os números e dizia que a indústria tinha parte da culpa, mas a acusação do nosso automóvel ser o mais caro do mundo não se justificava, eu era chamado de “puxa-saco” das fábricas.

E o que dizem agora os chatonautas que raciocinavam em dólares? Continuam criticando, não dão o braço a torcer e apelam agora para o argumento de que não ganham em dólares, mas em reais…

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Fernando

    Se a comparação entre valores em países tão diferentes já é algo discutível, vamos confessar que depois de uma baita variação cambial como esta e reviravoltas econômicas e políticas, esse assunto está ainda mais discutível. Nem um lado está totalmente certo, nem o outro, por isso me abstenho de botar lenha na fogueira de um ou de outro extremo.

  • Daniel S. de Araujo

    Boris Feldmam, mesmo que o automóvel brasileiro fosse mais caro em relação ao similar estrangeiro, tudo se justifica: Dentre os componentes do lucro, existe o risco e no Brasil, os riscos são altíssimos e vão desde ações trabalhistas sem pé nem cabeça até uma canetada do governo que pode acabar com um produto em apenas uma noite.

  • Rodrigo Sanvido

    Caro Boris, sempre defendi que a comparação não pode ser feita através da simples conversão dos valores. O importante é analisar o preço do carro em relação ao poder de compra do consumidor. No Brasil, um Corolla de R$90.000,00 “cobra” o valor de 9 salários-mensais de um consumidor que ganha R$10.000,00. Nos EUA, um assalariado que ganha U$10.000,00, o que não é tão alto para o trabalhador americano, precisa “guardar” 1,9 salários-mensais para comprar um Corolla similar, ao custo de U$19.000,00. A análise deve ser feita em cima do poder de compra e aí sim o automóvel brasileiro é um bem caríssimo para nós brasileiros. Não podemos culpar apenas as indústrias automotivas mas devemos nos lembrar que nesse país, com a economia em frangalhos, quem “paga o pato” somos nós!!! Abraço.

    • Vinicius

      Perfeita a colocação, penso assim também. Poderia resumir tudo nisso:

      “O importante é analisar o preço do carro em relação ao poder de compra do consumidor.”

      Esse é o binômio que deve ser considerado: preço do carro x poder de compra.

  • CCN1410,
    só que existe a massa pagadora teórica (a que que ganha salário mínimo) e aquela real, que ganha pelo menos 10 vezes mais que este salário.

    • Hemi Enthusiast

      Mesmo assim estamos falando em 20 mil reais na Argentina…

  • Percival Camargo,
    até pode ser o preço para o concessionário, mas certamente há um desconto para ele na operação.

  • Carlos,
    Nenhum país tem mais fabricantes de automóveis que o Brasil. E você sabe qual o lucro da Porsche, em balanço? Dezoito por cento por unidade.

  • Curio,
    é, pelo jeito você andou lendo livros de História errados. Mas a pérola do seu comentário foi considerar a Anfavea como podendo ser uma agência reguladora e é regulada…

    • Curió

      Bob,

      Fiz a comparação de um jeito errado mesmo. Ficou sem pé nem cabeça. A ANATEL e a ANFAVEA são formalmente muito diferentes. A ANFAVEA apenas representa a indústria. A ANATEL, formalmente, é uma agência reguladora… Saiu uma crítica à ANATEL e não à situação da indústria de automóveis.

      Mas tudo bem, ato falho.

      O resto do comentário eu mantenho, é aquilo mesmo que eu pretendia dizer, e explico os exemplos.

      Não preciso comentar sobre a relação entre a indústria automobilística e as opções de planejamento de país do governo JK.

      Quanto à IBAP, usei-a como exemplo porque lembro-me de ter lido, no AE inclusive, que sua paralisação foi influenciada pelas concorrentes maiores. Além do que, a impressão que tive do processo judicial que levou a isso, ainda nessa leitura, é de que ele foi absurdo.

      Sobre o PND II… Fazia parte das ações do governo militar naquele projeto incentivar a indústria nacional com práticas protecionistas. Mas a indústria de automóveis presente no Brasil era essencialmente estrangeira (Ford, GM, Fiat, VW) e o que aconteceu foi que o governo só protegeu da concorrência externa o oligopólio que chegou primeiro. Por que é que aqui ficaram as tais “carroças”, como o Collor chamava os carros brasileiros, sendo produzidas por tanto tempo em oposição ao avanço em outros lugares?

      A redução de IPI dos automóveis durante o governo Lula é outra situação que dispensa comentários.

      No entanto, ela ilustra muito bem o que eu disse, e ainda serve para mostrar que a tese do risco país não faz sentido.

      Aliás foi uma tática econômica só aparentemente esperta do ponto de vista nacional aquela de incentivar e subsidiar o consumo naquela época. Passamos, perto de vários outros países até mais ricos, muito bem pela crise. No entanto, aquilo foi a continuação de uma política econômica de surfar na crista da onda para cair ao mar depois. No período imediatamente anterior, com a moeda excessivamente valorizada num período em que o preço das commodities dava uma excelente perspectiva para o país, o dinheiro que aqui entrava e gerava crescimento ia parar no setor de serviços e não, em geral, na indústria, que não conseguia crescer competindo nem externamente nem internamente (já que era relativamente barato importar para nós e relativamente caro para os outros países comprar de nós). Some-se isso à falta de formação de profissionais adequados, desenvolvimento tecnológico e etc. que vem desde a redemocratização e, bem… Que espécie de consumo se expandiu nos anos anteriores à crise? A maioria, de bens importados (China e etc.), de serviço e de setores que produzem aqui e são tradicionalmente dominados por poucas empresas vindas de fora. Não foi, obviamente, suficiente para parar a desindustrialização que o Brasil sofre. E ainda assim o governo Lula fez questão de aproveitar um bom momento internacional não para realizar um projeto de desenvolvimento, um projeto de país, mas para favorecer o capital internacional a custa da continuação do atraso. Quando veio a crise, o que o governo fez? Reduziu o imposto sobre o consumo destes mesmos setores que cresceram durante a bonança, notavelmente o da indústria automobilística. Como resultado da política econômica dos anos anteriores, e, claro, de um aprofundamento dela durante a crise, comércio e a produção industrial do país foram se distanciando cada vez mais (http://www.scielo.br/img/revistas/nec/n95/01g01.jpg), ainda que, segundo o anuário da ANFAVEA, disponível em http://www.anfavea.com.br/anuario.html, a produção de automóveis aqui não tenha parado de crescer. Dá para dizer que o governo Lula não foi um fiel servo dos interesses do capital estrangeiro dentro do país, inclusive da indústria de automóveis? Dá para dizer que ela não foi favorecida, que o governo não pagou para que ela tivesse em suas mãos um mercado a explorar, embora não fosse a melhor estratégia, mesmo que o país pagasse essa política econômica com o atraso agroexportador?

      Não acho necessário dizer nada sobre o programa de renovação de frota do governo Dilma, ele fala por si só…

      Não creio, Bob, que o que eu disse é pura besteira… Parece-me fazer sentido. Citei só alguns exemplos, mas parece-me que poucos setores tiveram um oligopólio historicamente tão bem mantido neste país, e é conhecimento comum que todo setor em que a concorrência não impera, o lucro é muito alto e não necessariamente vinculado à qualidade do serviço prestado.

      • Hemi Enthusiast

        Sua comparação não está tão errada assim… Na prática as duas desempenham a mesma função: Defender as empresas…

  • Lorenzo Frigerio

    Ora, Bóris… quanto são 10000 euros para um europeu, e quanto são 32 mil reais para um brasuca médio? Ademais, esse câmbio também é absurdo. Qualquer coisa aqui custa mais em reais do que custaria em dólares para um americano… multiplique então por 3,85! Em termos de poder aquisitivo, o real deveria estar a 1:1, como no início do governo FHC.

  • Lorenzo Frigerio

    E nem se fale na venda de medidas provisórias. Até agora só estão investigando os políticos. Eu quero ver puxarem o fio da meada da indústria, quando uma pontinha surgir.

    • Lorenzo,
      o ex-vice-presidente da Anfavea, Mauro Marcondes, está preso em Curitiba.

  • Mr. Car

    Realmente, não me incomoda que os fabricantes lucrem mais que em outros países, O que me incomoda, é a fortuna que enfiamos na garganta do (des)governo quando compramos um carro (ou qualquer outra coisa), e recebemos em troca (quando recebemos) uma saúde pública pífia, uma educação pública pífia, uma segurança pública pífia, um transporte público pífio, enfim, tudo um lixo. A fábrica (com lucro alto ou não), me entrega o carro que escolhi, do jeito que escolhi. E não fui obrigado a comprar. Já os impostos… o próprio nome já diz.

  • Kar Yo

    Caro Boris, rebater um argumento usando a mesmo ideia, mas utilizando o outro extremo é contraproducente. Tudo bem que mostra que a ideia é absurda, ou seja, usar só o preço em dólar como parâmetro é inútil. Poderia estudar por que o carro é tão inacessível no Brasil.

  • Lucas

    De um jeito ou de outro, mesmo assim, ainda está muito caro. Ou os carros estão cada vez mais caros ou eu que estou cada vez mais pobre. E piorando…..

  • Carlos,
    a Porsche está produzindo 200 mil carro por ano e informa a imprensa disso. Lucro não é imoral.

    • Lorenzo Frigerio

      Bom, mas lá fora o mercado é livre.

  • Rodrigo Sanvido,
    já respondi a outro leitor que distorções desse tipo começaram no dia 22 de abril de 1500. Não tem jeito, está enraizado de tal forma que não sai mais. Por tenho dito que o Brasil para ter jeito, só formatando o HD.

    • Rodrigo Sanvido

      Concordo Bob… O melhor para o Brasil era se tornar colônia de um país desenvolvido e sério… Quem sabe ainda teríamos algum futuro.

  • Renato Teixeira,
    o Brasil é distorcido.

  • Mr. Car

    Você é um sujeito gentil, Tuhu. Eu chamaria de roubo mesmo.

  • Lucas5ilva

    Eu acho completamente descabido comparar o valor do carro produzido aqui em Dólar e dizer que ele está barato, sendo que não ganhamos em Dólar e mesmo que se converta o salário médio do Brasileiro em Dólar, o preço do carro continuaria caro, e se você desvalorizar ainda mais o Real, essa discrepância só aumenta, que adianta termos carros “baratos” para o mercado internacional se quem sustenta o grosso da indústria automotiva é o mercado interno? quantos modelos são produzidos aqui e vendidos lá fora a ponto de justificar uma moeda interna ridiculamente desvalorizada a ponto de o volume exportado cobrir com folga o volume que era pra ser vendido no mercado interno mas não vende porque o poder de compra da sociedade derreteu junto com o valor da moeda nacional perante a internacional??

  • Curió

    “Por outro lado, o que eu posso dizer da indústria de automóvel no Brasil é que nenhum setor recebeu tanto incentivo governamental nos últimos cinquenta anos como esse, sendo um setor bastante oligopolizado e que, sempre que possível, se mobiliza pra fechar o mercado pra concorrência externa.”.

    Exatamente. O lucro exorbitante e a qualidade do que se oferece vêm justamente daí…

  • Lipe Godoy

    Entenda que aumentar a tributação do ITCMD, eventualmente ITBI, ITR entre outros, seria aliviar (e bastante) a tributação de IPI, ICMS, CSLL, ISS etc.
    Veja que é preciso avaliar as coisas com seriedade. Não adianta acreditar na utopia de que amanhã vai chegar alguém e reduzir todos os tributos a 1%.
    Eu também não gosto de pagar impostos, pois eles saem do meu bolso. Manter a herança com baixa tributação e tributar a circulação de mercadorias e a produção nacional engessa a economia. Fazendo-se o contrário, a economia aumenta, os empregos se proliferam (obs.: é preciso entender que quem dá emprego é o empresário, e não o governo).

    Mas eu entendo, ouvi isso há mais de dez anos no Mackenzie e também estranhei, na época. Porém, recentemente me tornei sócio de um empreendimento e percebi que era verdade. É preciso jogar a tributação para outro lugar, enfim, mas tirá-la da economia interna.

    Quanto a diminuir o desperdício de dinheiro (v.g. agências reguladoras, funções de confiança, cargos em comissão, dentre tantas outras coisas) e punir eficazmente a corrupção eu estou absolutamente a favor. Só que esse assunto de corrupção dá muito pano pra manga. Como o próprio Bob disse aí embaixo em algum lugar, é uma coisa que está enraizada no Brasil desde 1500…

    • Derek

      Não é utopia, tanto que já tivemos um presidente com esta mentalidade.

      A única maneira de baixar impostos é ter um presidente com coragem pra isto. A máquina publica nunca vai se ajustar para permitir diminuição de impostos. Os impostos precisam ser baixados na canetada e a máquina publica se virar para se ajustar.

  • Hemi Enthusiast

    Acho que pior que isso é o consumidor no Brasil ser tratado como idiota. Todas as propagandas contam com “Ultima oportunidade”, “Nota Fiscal de Fábrica” ou “As melhores condições nunca antes vistas” para no final de semana seguinte estar tudo mais barato porque não vendeu nada..

    Sobre a matéria muitos chamam de “conversão burra”. Só pegar o salário médio do americano e ver quantos meses é necessário para comprar um carro. Veja casas, eletrodomésticos e outras coisas e fique com raiva.

  • Cid Mesquita

    Se emite nota 30% é o mínimo de ganho para não ter prejuízo.
    Pergunte ao contador.

  • Fat Jack,
    No caso da VW do Brasil, mesma empresa, não.

  • Zeb

    Pode não estar errado, mas também não esta certo. Pelo menos sua matemática não é das melhores. Quando afirma “…sobram
    para a empresa 2.258 euros para todas as despesas e imposto de
    importação…”, você erra feio, porque o preço de exportação na Alemanha não é o preço de venda (29.300 euros) naquele país.

    A Chevrolet, no Brasil, exporta uma S10 de R$ 120.000 por cerca de R$ 60.000, para o Paraguai. Isso eu digo porque já vi a fatura de exportação. Não é achismo. Obviamente a Mercedes não exporta o A200 para o Brasil por 29.300 euros.

    Portanto sobram para a Mercedes bem mais que 2.258 euros para as despesas.

  • Thiago SG

    Nossa, que argumentação fraca. Além da pura conversão da moeda, por que o poder de compra do salário em Reais não seria um fator (na verdade, o fator mais importante) a se considerar?

    • Thisgo 56
      Não tem nada de argumentação fraca. Preço do bem é uma coisa, poder aquisitivo é outra. Desde quando se formam preços considerando o poder aquisitivo do comprador?

      • qualé

        Desde SEMPRE. O poder aquisitivo, a falta de opção, a lei da oferta e procura, concorrência, etc, tudo entra na formação do preço. E, via de regra, quem pode mais PAGA MENOS. Quanto MENOS “saída” vc tiver, mais extorquido vc será. Para qual parcela da população o minuto da telefonia celular é o mais caro? quem “ganha” celular de “graça”? A quem os bancos procuram e oferecem vantagens? Quem paga as maiores taxas de juros?

  • WSR,
    se você tivesse um negócio e uma pessoa qualquer lhe pedisse para dar uma olhada nos livros contábeis, você deixaria?

  • Fabio²,
    o problema de os brasileiros ganharem mal não é dos fabricantes.

    • Lucas5ilva

      Exato, é da política monetária que prefere ver o brasileiro ferrado com uma unidade de real valendo 25 cents de dólar em nome dos “compadres exportadores”, do que uma moeda forte e toda a população com um poder de compra razoável.

  • VeeDub

    Balanço de fabricante é guardado a sete chaves.

    • VeeDub,
      é claro que é, pois são empresas Ltda. e não S.A., estas sim obrigadas a publicar balanço.

    • João Carlos

      S.A não. Foi o que disse acima.

  • Ricardo

    Boris, você está certo! o poder aquisitivo do brasileiro é que está baixo.

  • jr

    Então os preços aqui estão alinhados com o exterior?
    Bom, acho que isso vai durar pouco. Primeiro, acredito que o ajuste do dólar usado pelas empresas ainda não alcançou o nível usual, dada a velocidade com que o câmbio mudou junto com a queda das vendas.
    Nos próximos meses o “descolamento” volta a acontecer, e aqui vai ficar mais caro em dólar ou euro que no exterior, novamente.
    Em seguida, com as baixas vendas, entramos no processo de redução / simplificação de modelos que não serão mais renovados, ou renovados ainda mais lentamente que no presente, desalinhando ainda mais os produtos vendidos localmente se comparados aos mesmos no exterior. E os preços aumentando (pelo menos em real, provavelmente em dólar também). A indústria deste setor diminui sensivelmente. Fábricas se fecham…
    O próprio Golf. A VW fez muitos cálculos e estimativas e conseguiu a façanha de começar a produzir o carro renovado (G7) aqui exatamente no anti ciclo das vendas. Isso é o que chamo de timing.
    Não sei se é motivo de riso ou choro, pois se a VW com seus muitos analistas faz dessas, imagine o indivíduo que tem de se virar por si mesmo.
    As vendas já voltaram ao nível de 2003. Mas vão recuar ainda mais até 2018, pois chuto que a crise começa a se dissipar em 2019-2020.
    Enfim, não vejo muito o que comemorar.
    Se hoje temos os carros entre os mais baratos do mundo. pouco importa, se é que alguma coisa!

  • VeeDub,
    O editor da Automotive Business surtou. Todos estamos sujeitos a isso….

  • VeeDub

    Vivemos em um cativeiro automotivo, temos 35% de Imposto de Importação (o máximo permitido pela OMC) mais 30 pontos porcentuais de IPI desde 2011(contestado como ilegal por diversos países na OMC no momento). O dia que tivermos um mercado minimamente aberto ao mundo, com competitividade mundial, não colocarei parte da culpa dos elevados preços dos automóveis no Brasil nas fabricantes.
    A atual e obscura situação favorece apenas as fabricantes, o governo (PT), e seus amigos sindicalistas do ABC. Perdemos todos os consumidores!

  • Lucas5ilva

    Quem destruiu a indústria nacional foi o próprio apadrinhamento corporativista promovido pelo governo e empresários, irresponsabilidade foi o governo taxar em 30 pontos porcentuais adicionais de IPI sobre qualquer produto importado, isso refletiu até nas indústrias, já que o custo de renovar seu parque fabril com máquinas e equipamentos avançados que não se encontram para comprar em território nacional se tornou proibitivo com essa alíquota a mais, mas Keynesianos nunca pensam nas consequências das próprias besteiras, não ‘é!

  • Luiz AG,
    as empresas privadas, constituídas como sociedades anônimas, também, com publicação obrigatória do balanço anual.

  • Luiz AG,
    não são só os trabalhadores da indústria que ganham salário, sem contar os profissionais liberais.

  • Corsário,
    errado: totalmente impossível!

  • Produto barato ou caro é sempre relativo ao poder aquisitivo do cidadão. Se ele pode comprar com folga financeira, o produto é barato e vive-versa. Comparações com moedas devem ser feitas sempre em uma mesma base, ou em dólares ou em reais etc.

  • WSR

    Sim. Por isso, os consumidores nunca saberão os reais motivos do preço alto dos carros no país. O ruim é ter que aturar milhões de comentários a respeito do preço dos carros, apenas baseados em achismos e especulações. Não podemos culpar o governo pelos impostos, nem as fábricas pela suposta alta margem de lucro, sem as devidas provas…

  • Lui9z AG,
    o problema foi aqui, não em Portugal.

  • VeeDub

    Custo de produção no Brasil é baixo e margem é o triplo dos EUA, aponta estudo
    Levantamento foi mostrado em audiência na CAE do Senado Federal
    http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/15839/custo-de-producao-no-brasil-e-baixo-e-margem-e-o-triplo-dos-eua-aponta-estudo

    • VeeDub,
      nada a ver. Essa Automotive Business adora esses “furos” de reportagem.

  • Fat Jack,
    entre empresas é outra história, diferente de quando é a mesma empresa.

  • agent008

    Claro, Corsário, pois conceder crédito de forma irresponsável e sem muitos critérios que não políticos, é muito mais fácil que criar coragem para comecar a desatar o nó tributário que nos amarra na baixa produtividade e preços altos!

  • agent008

    Rodrigo, cuidado com a diferença entre margem de contribuição, e lucro. Da margem de contribuição, que é normal ser 30% ou até mais, o empresário tem de tirar para pagar as despesas indiretas e custos fixos, depreciacao, despesas financeiras, etc… e aí também entram impostos..! No final, o que sobra sim é lucro. Que sinceramente, se for acima de 5%, ja é um bom nível… Acho que as fabricantes lucram acima disso, mas nada extraordinario.

  • agent008

    Coloquei logo acima. Nossas escolas e faculdades nem ao menos ensinam a diferenciar corretamente, margem de contribuicao e lucro. Segundo seu comentário, adicionando 30% sobre o custo de aquisicao ou fabricacao do produto,a empresa chega a 5% de lucro liquido. Valores que mais ou menos estao de acordo com a realidade. Mas os 30% não são lucro. Este valor é a MC.

  • Christian,
    antes o choro era porque o carro nacional era caro comparado com os do Primeiro Mundo. Agora que o dólar disparou e os preços ficaram muito próximos ou nacional acabou ficando até mais barato, criou-se o novo choro, o do nosso baixo poder de compra. Complicado, não acha?