Não é à toa que grandes conversíveis volta e meia aparecem em filmes americanos. O tema básico é três ou quatro amigos pegando um carrão desses e parindo para o que der e vier estrada afora. Gostoso? Muito! Acho que três amigos é o número ideal para uma balada dessas. Com dois pode haver momentos de monotonia, falta de assunto, e com quatro pode haver momentos de dispersão, conversas paralelas. Acho três ideal. Durante o passeio e filmagem do De Ville estávamos em três, o Douglas, que é proprietário do carro, o primo Paulo e eu. Não poderia haver condição melhor, que mais incitasse agradáveis bate-papos que esse confortável ambiente móvel oferecido por um Cadillac conversível, ainda mais rodando por uma sossegada estradinha do campo.

Que carro! Bonito eu já sabia que era, claro! Luxuoso eu já sabia que era, claro! O que eu não sabia era o quão gostoso ele é para guiar. Faz tempo tive Ford Galaxie LTD e também Landau, carros praticamente novos, em perfeito estado, e já dirigi alguns carros antigos e bem grandes, portanto alguma experiência tenho. E o que me impressionou não foi só a suavidade com que se desloca, mas também como é plantado no chão. Bom mesmo, bem melhor que os Galaxie que tive.

A estabilidade direcional é excelente e, pasme o leitor, esse “iate sobre rodas” faz curva muito bem. Basta apoiá-lo com calma nas rodas externas à curva que, uma vez apoiado, sua boa suspensão e boa distribuição de peso o deixam estável, sob perfeito controle. É até gozado dizer, mas quando fui ver, lá estávamos nós entrando até que forte nas curvas em busca de ouvir umas cantadas de pneus; cantadas essas que não vêm fáceis, não, porque ele se agarra para valer no chão. Uma delícia. Que carro!

Quando se fala de Cadillac, se fala de superlativos. Motor V-8 de 472 polegadas cúbicas, o que corresponde a 7.729 cm³, quase um litro por cilindro! Potência bruta — modo como ela era então medida nos Estados Unidos — de 380 cv a 4.400 rpm. Potência líquida, como hoje se mede, de 250 cv. Toque bruto de 72,6 m·kgf a 3.000 rpm. Vão 5,8 litros numa troca de óleo, com a  do filtro, e são 98 litros para encher o tanque de gasolina.

E até o Cx, coeficiente aerodinâmico, dele é superlativo — ao contrário, de tão ruim: 0,55. Porém, com um motor desses, que arrasta um trem, quem é que está preocupado com este arrasto aerodinâmico monstruoso? Romper o ar à frente? Bobagem. Mesmo pesando 2.175 kg é só questão de pisar no acelerador que ele ganha rapidamente velocidade e segue firme ganhando mesmo em alta. Dados de fábrica informam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos no  e velocidade máxima de 206 km/h. É, portanto, páreo para muito carro bom de hoje, passados 45 anos.

É mesmo grande. Comprimento, 5.715 mm, ou seja, perto de 6 metros. Largura, 2.027 mm, ou seja, um pouco mais que 2 metros. Entre-eixos, 3.289 mm, praticamente 3,3 metros. E o leitor quer saber? Logo nos acostumamos com esse tamanhão todo. Para começar, já se viu que disposição para acelerar ele tem de sobra. A direção, por incrível que pareça, é rápida, relação 16,6:1, são apenas 2,8 voltas entre batentes. Ele é ágil e preciso para mudar de trajetória,  a carroceria pouco oscila nessas mudanças, mas logo se estabiliza.

Rola lateralmente, mas até que pouco, na medida para o propósito. Oscila pouco também longitudinalmente nas aceleradas e freadas. Nada de erguer muito a frente ao acelerar forte e/ou afocinhá-la demais ao frear firme. É bem estável. Um carro na mão, apesar desse tamanho todo. Em suma, apesar de não ser essa a sua proposta, ele não iria me dar sustos se o colocasse para andar rápido num autódromo, pois é previsível e confiável.

Sua longa e larga seção dianteira é visualmente delimitada por proeminentes vincos nas extremidades dos para-lamas, o que além de lhe dar harmonia e beleza facilita enormemente o dirigir, pois se sabe exatamente até onde toda aquela reluzente carroceria esta em relação à via. Dá para tirar umas finas com relativa despreocupação — bem, com pouca preocupação seria a  expressão mais exata, porque este exemplar que o amigo Douglas gentilmente nos pôs nas mãos é realmente um caso bem raro. O carro não foi restaurado e está praticamente zero-quilômetro. Tudo o que o leitor vê nas fotos e verá no vídeo é original, inclusive a impecável pintura e o perfeito estofamento. Tudo. Ele está com 93 mil milhas (praticamente 150 mil quilômetros), o que para ele não é nada.

Apesar dos 46 anos, e ele ser um conversível, não se nota nenhum  barulho de carroceria, nem a clássica dança do painel que praticamente todo conversível tem. Nada de barulho de suspensão, nada de folga de direção, nada de freios duvidosos, nada de motor falhando ou superaquecendo —  em marcha-lenta ele sussurra a 600 rpm —, nada do câmbio automático de três marchas ficar indeciso ou ser brusco. Dirigi-lo hoje é como dirigi-lo novo, o que é raríssimo entre os carros antigos. E isso dá um envolvente prazer, fora que muito facilita descrever o seu comportamento, pois não se tem que filtrar defeitos de má conservação, o que muitas vezes acontece.

Carl Rasmussen foi o engenheiro-chefe da Cadillac que comandou a criação deste modelo; Stanley Willen, o designer-chefe. Esses dois sabiam fazer carro. Em 1970 foram vendidos 7,6 milhões de automóveis nos EUA. Desses, 238.745 só foram Cadillacs. De Cadillacs De Ville conversíveis, 15.172 unidades. Uma delas é esta aqui. E naquele tempo nem se pensava em consumo de combustível. A primeira crise do petróleo só viria três anos depois, em 1973, então, segundo o Douglas, com esse nosso coquetel de gasolina com álcool ele faz ao redor de 4 km/l na cidade e 6 km/l na estrada.

O Douglas no vídeo nos conta por que passou anos e anos querendo um Cadillac dessa época, e também nos conta como foi que o colocou em sua garagem. Vale assistir, pois é um belo exemplo de verdadeiro autoentusiasmo. Tive o prazer de ir de carona com ele guiando. Eu queria ver como eles —  Douglas e o Caddy — se entendiam, e deu para constatar que o Douglas é do ramo. Sabe dirigir calminho e suave quando é para dirigir assim, e sabe andar rápido, nos deixando totalmente tranquilos; e sempre tratando bem essa preciosidade.

É muito bom ver, dirigir, enfim, conhecer mais profundamente um carro clássico pertencente à elite dos carros, pois eles nos mostram o melhor que o homem sabia fazer no setor, e é bom lembrar que em 1970 já pisáramos na Lua, o que não é pouca coisa. Bons carros clássicos como esse nos transportam de forma viva e envolvente a uma época, a uma fase de nossa história. Neles, os que a viveram, revivem-na. Os que não a viveram, vivem-na.

Fico feliz que este carro esteja em boas mãos. Melhores, depois que o Frank Sinatra nos deixou, impossível.

AK

 

Video:

 

Galeria:

 

FICHA TÉCNICA CADILLAC DE VILLE CONVERSÍVEL 1970
MOTOR
TipoGM Cadillac V-8 472, ciclo Otto, gasolina
InstalaçãoDianteiro, longitudinal
Material do bloco/cabeçotesFerro fundido/ferro fundido
N° de cilindros/configuração8 / em V a 90º
Diâmetro x curso109,22 x 103,12 mm
Cilindrada7.729 cm³
AspiraçãoNatural
Taxa de compressão10:1
Potência máxima (bruta SAE)380 cv a 4.400 rpm
Torque máximo (bruto SAE)72,6 m·kgf a 3.000 rrpm
N° de válvulas por cilindro2
N° de comando de válvulas/localização1 / bloco
Formação de misturaCarburador quádruplo Rochester 4MV
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão12 V
Bateria42 A·h
GeradorAlternador de 55 A
TRANSMISSÃO
Rodas motrizesTraseiras
CâmbioGM Turbo Hydramatic THM-400 de 3 marchas mais ré
Relações das marchas1ª 2,48:1; 2ª 1,48:1; 3ª 1,00:1 (direta); ré 2.08:1
Relação de diferencial2,93:1
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo-circuito dianteiro/traseiro
DianteiroA disco de Ø 392 mm
TraseiroA tambor aletado de Ø 305 mm
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente por triângulos superpostos, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
TraseiraEixo rígido,.4 braços de controle, mola helicoidal e amortecedor hidráulico
DIREÇÃO
TipoSetor e semfim com esferas recirculantes, assistência hidráulica
Relação de direção16,6:1
Número de voltas entre batentes2,8
Diâmetro mínimo de curva14,5 m
RODAS E PNEUS
RodasAço, 6JKx15.
PneusL78-15
PESOS
Em ordem de marcha2.175 kg
CARROCERIA
TipoConstrução separada, chassi perimetral, carroceria em aço, conversível 2-portas,,5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento5.715 mm
Largura com espelhos2.027 mm
Altura1.380 mm
Distância entre eixos3.289 mm
Bitola dianteira/traseira1.600/1.600 mm
Altura do solo150 mm
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)0,550
Área frontal calculada2.237 m²
Área frontal corrigida1,230 m²
CAPACIDADES
Porta-malas413 litros
Tanque de combustível98 litros
DESEMPENHO
Velocidade máxima206 km/h
Aceleração 0-100 km/h8,5 s
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (EPA)
Médio4,4 km/l
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 3ª47,1 km/h
Rotação do motor a 120 km/h em 3ª2.550 rpm
Rotação do motor à vel. máxima em 3ª4.400 rpm

 

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Paulo Roberto de Miguel

    Carrão em todos os sentidos!

  • Davi Reis

    Maravilhoso! Sonho antigo dirigir um desses ou algum clássico dos anos 50, com certeza é uma experiência memorável.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Sensacional o carro, a matéria, a história… parabéns ao proprietário, não só pelo carro, mas pela generosidade em “dividi-lo” conosco. Tomara que venha mais matérias por aí nesse formato!

  • Luciano Ferreira Lima

    Com essa taxa de compressão boa o motor dele não sofre alguns grilados já que quanto maior o diâmetro do pistão, maior as chances de manifestar a pré-ignição.

  • Eduardo Palandi

    Um sonho de carro, um símbolo do fim da era de ouro do automóvel americano. Não menos que isso.

  • Carlos A.

    Realmente uma preciosidade, parabéns ao Douglas pelo zelo com seu belo Cadillac, e ao Arnaldo Keller pelo texto que agregou bastante conhecimento a todos nós! Sem esquecer do Paulo Keller também deve ter se divertido bastante com essa máquina.

  • Fórmula Finesse

    Carro sensacional e matéria maravilhosa; que privilégio passar uma tarde (ou manhã) assim: curtindo um carro bacana com os amigos, absorvendo as manhas do bicho, fazendo uma troca constante de experiências entre condutor e máquina até atingir um plennum de entendimento mútuo que se traduz em carro e motorista felizes. Quando a “magia” acontece, estaremos guiando macio e com total e fácil controle, o carro responde obediente como um labrador feliz (e estão quase o tempo todo) e aí só resta externar esse bom momento tagarelando com nossos amigos à bordo, que também estarão na mesma vibe entusiasta…
    Olhando os vídeo, como esse volante dá toda a pinta de ser uma ferramenta super intuitiva de tocar o porta aviões: aro fino mas na medida, várias regulagens – parece ser uma extensão dos nossos desejos de conforto e controle; detalhe que me chamou a atenção, enfim.
    Parabéns turma!
    P.s: O Mrs.Car hoje vai caminhar nas nuvens com essa matéria.

  • Dercílio

    Parabéns Arnaldo, Paulo, meu irmão Douglas, e a todos do AE!! Sim, sou “testemunha ocular da história”, lembro-me bem do Cadillac coupê do nosso pai, e realmente é um carro fantástico ainda hoje. Matéria muito bem feita, com imagens espetaculares, comentários e vídeo idem. Quanto ao Landau (pré-Cady), virou tijolo. Mas um certo Opala coupê placa preta que dorme na minha garagem vem me surpreendendo….

    • Legal que gostou, Dercílio! Acho que esse seu Opala dava também uma matéria legal no AE Clássicos. Não dava, não? Está bom que nem o Caddy do irmão? Agora fiquei enjoado e só quero dirigir coisa finíssima..

  • Mr. Car

    Podem (até pejorativamente, como faria um eco-histérico) chamar de “barca”, de “banheira”, de “trambolho”, que eu não me importo: AMO esses carros! Podem me chamar de “tiozão”, e podem até dizer que gosto desta enormidade de carro para tentar compensar algo em mim que seja supostamente pequeno (se é que me entendem, he, he!), mas não me importo: AMO esses carros! A classe, a imponência, o farto brilho dos cromados, a mística dos V-8, o conforto de uma poltrona sobre rodas que “flutua” sobre o asfalto, a associação com a fama de terem sido carros preferidos por tantos astros imortalizados por Hollywood, e de símbolos do poder (até mesmo de poder ilegal e temido como o de mafiosos), a pujança de uma época…tudo neles é instigante, fascinante! Banco dianteiro inteiriço, câmbio na coluna, interior monocromático clarinho, os apliques em madeira (ou simulando), enfim, tudo o que gosto, he, he! E quando falaram em filmes com conversíveis, imediatamente me lembrei de dois: “O Cadillac Azul”, e “Thelma e Louise”. Obrigado Autoentusiastas, por testarem esta “barca” (no bom sentido, he, he!). Adorei! O problema é que agora, quero mais uma dose. Fica a sugestão de que um dia, testem um representante da época mais gloriosa destes gigantes sobre rodas, os anos 50, os anos dourados, dos quais (acreditem que é possível), tenho grande, imensa, gigantesca saudade, mesmo sem nunca tê-los vivido. Invejo profundamente quem os viveu. Sério. Não é, Bob? He, he, he! Mais uma vez: obrigado, pessoal!
    Para pensar: “O mundo, de certa forma, acabou nos anos 50”. (Franz Paul Trannin da Matta Heilborn = Paulo Francis)
    Para ouvir: mais uma do Sinatra.

  • CorsarioViajante

    Não é minha praia, mas sem dúvida é um perfeito representante de sua época. Grande, exagerado, rebuscado, sem limites claros entre a elegância e a cafonice. Ótima síntese, deve ser incrível dar umas voltas em algo tão icônico. Excelente matéria! Parabéns para o AE e para o proprietário do carro, por ceder para o vídeo e cuidar tão bem!

    • João Guilherme Tuhu

      Ah, Corsario, essa barca é minha praia, minha montanha, meu céu… Que beleza.

  • Aldo Jr.

    Corrijam-me se estiver errado: os enormes carros americanos dessa época, se não eram páreo em estabilidade para os pequenos e ágeis carros europeus, por óbvio, também não eram as “barcas” instáveis de que se falava tanto! Minhas experiências com esses carros foram limitadas mas, em todos eles, bastava apoiar o veículo na suspensão como vocês bem comentam e “mandar o sapato”, principalmente em bons pisos. Até onde lembro são carros de comportamento muito previsível, e só lhe colocam em situação delicada se você insistir em ignorar os avisos que o carro lhe dá. Motores enormes e pesados, grandes balanços traseiros, eixos traseiros rígidos, não poderiam colaborar para se tornarem campeões de performance porem, como mencionado na matéria, o objetivo desses carros nunca foi esse. Parabéns ao Douglas pelo clássico, e a vocês pelo excelente vídeo, e que venham muitos mais. Abraços;

  • Carlos Eduardo

    Fiquei realmente impressionado com esse carro em todos os aspectos, 4 km/l não é nada mal, apenas 5,8L de óleo (meu carro com 5x menos deslocamento e metade de cilindros usa 4L), as dimensões em si ( quase 6 metros de comprimento, mais de 3 metros de entre-eixos!), 120km/h à apenas 2500 RPM, 0-100 de carro moderno e ainda é relativamente bom de curva e extremamente confortável.
    Matéria sensacional Arnaldo e Paulo!

  • Lorenzo, se o Douglas está falando que faz é porque faz. OK? Para que nos desmentir? Você sabe bem que tudo depende do tráfego. Mesmo com um motorzinho de 4 cilindros, se pegar trânsito parado ele faz esses 4 km/l. Com um De Ville conversível você não sai para pegar trânsito. Sai para passear tarde da noite ou sai nos fins-de-semana. OK? Não há necessidade de vir nos desmentir, por favor.

    • Lorenzo Frigerio

      Nossa, parece até que falei “Jeová”. Desculpaí.

      • Lorenzo, não entendi essa de Jeová, mas tudo bem. Entenda a minha posição, por favor. Imagine que eu venha aqui dizer que você não guiou Caddy com injeção de jeito nenhum. Pega bem? Não pega. É aquele negócio de não fazer pros outros o que não quer que façam a você. Não somos tão honestos quanto o Lula, mas algum crédito acho que merecemos.

        • Lorenzo Frigerio

          Monty Python, “A Vida de Brian”.
          Consumo por litro é uma coisa plenamente discutível, ao contrário de fatos. Entretanto, ofereço-lhe minhas desculpas pela impertinência do comentário.

          • Você é de casa, Lorenzo. Não tem o que desculpar. É só uma conversa entre amigos.

          • Thiago Teixeira2

            Continuando a Trail: as vezes andamos em dois ou tres delas. Em 350km gasto 3/4 de tanque sempre usando a troca manual e acima de 110km/h com mais frequência a 5° das marchas. As outras usam sempre Drive e ficam na reserva.

  • Mr. Car

    Este post realmente me empolgou, he, he! Fiquei pensando em um monte de carros que gostaria de ver no AE Classic, e não só importados. Exemplos: Simca Chambord, FNM J.K, Alfa Romeo 2300 Ti-4, Dodge Le Baron ou Magnum (vou deixar o R/T de lado pois todo mundo só quer saber dele, he, he!)…quem sabe até alguma coisa mais modesta (mas nem por isto menos interessante) como um Dodge Polara. Que tal?

    • CorsarioViajante

      Pois é, acho que esta iniciativa poderia ser ampliada mesmo para carros comuns, seria legal ver avaliações nestes moldes mesmo de carros comuns como Passat, Fusca, Brasília, etc, especialmente para quem, como eu, não viveu este tempo.

  • bow

    Como sempre ótima matéria! Parabéns Arnaldo e Paulo!

  • Leo-RJ

    Caro AK,
    Surpreende-me que faça curva muito bem! E que carrão! Literalmente… rs.
    Abraços!

  • Fernando

    Excelente post! Bem que o Bob havia comentado no encontro que vinha algo relativo a clássicos muito legal…

    Achei muito interessante sobre a estabilidade mas tanto quanto isso, sobre a direção ser “rápida”.

    Acho que nesse carro o maior inconveniente do CX alto não é nem o desempenho, mas se fosse menor teria consumo em estrada melhor. Mas isso evidentemente não era um problema para a época.

    Pensava que eles vinham com bateria de maior capacidade(“de caminhão”), afinal com tudo isso de acessórios elétricos estava bem acima da média em demanda de energia.

  • João Guilherme Tuhu

    Que embarcação maravilhosa! Numa nave você é timoneiro. Belíssima matéria!

  • Thiago Teixeira2

    Imagino que um volante de motor de grande diametro associado a suavidade do motor (600rpm em marcha lenta) facilitem a vida da motor de arranque e bateria.

  • Thiago Teixeira2

    Comparo com um carro que sempre falei aqui: Trailblazer V6 3.6L familia Alloytec. Motor moderno, mas bebe bem, se andar um pouco mais forte a media de consumo não fica tão distante desse ai. E olha que a Trail é mais leve.

  • Lucas Sant’Ana,
    a segunda é 1,48:1, digitação errada. Está corrigido.

  • Alessandro Peres

    Fico imaginando a alegria do Douglas (proprietário do Cadillac) quando conseguiu comprar o veículo dos sonhos, aliás esta cor dourada é simplismente linda!
    Meus parabéns ao Pk e Ak por trazer entusiasmo para nós os assíduos leitores!

  • CCN1410

    Quem tinha condições de comprar esse carro naquela época, porque não comprou?
    Desenho irrepreensível e cor idem. É de ficar extasiado com tanta beleza e com tanto capricho.
    Também notei que o carro é firme, sem trepidação e achei legal o limpador de pára-brisa escondido.
    Obrigado ao Douglas pelo “empréstimo” do carro e aos Keller por nos proporcionar algo tão bacana.

  • CCN1410

    Agora sair a cata de um Lincoln Continental daquela época.

  • Ramz Fraiha

    Linda matéria/vídeo! Linda “barca”! Só senti falta duma aceleradinha de leve quando a Ranger e o outro carro, que não lembro qual, fizessem menção de passar. Vi que um passou na reta. Podia ter abrido um pouco, só pra deixar o cara pensando “como que essa ‘barca velha’ faz isso!?!?”, só uma pisadinha resolvia, depois deixava o cara ir em paz hahahaha. Parabéns ao Douglas e que continue cuidando bem do Caddy como ele merece!

  • Fat Jack

    Me baseei na ficha técnica do carro apresentado no post, creio que pelo menos originalmente ele vinha com ela…

  • Leonardo Mendes

    Sras. e Srs., aqui quem vos fala é Arnaldo Keller, capitão do S.S. Coupe de Ville.
    Desejo a todos uma boa viagem
    .”

    Isso, sim, é um cruzeiro que vale a pena fazer… navegar um transatlântico desses numa estrada, capota abaixada, ouvido um blues e com um chapéu Panamá cobrindo o couro carecudo.
    Dá pra querer algo mais da vida?

  • Antonio

    Olá.
    Esse conversível é daquele tipo de carro que emociona a gente. Bom gosto é a ideia que ele passa.
    Para trilha sonora num passeio, sugiro “Riding with the King” com Eric Clapton e BB King.
    Abraços aos amigos,
    AAM

  • Dercílio, é isso aí. Você topando,vamos fazer, sim, uma matéria com esse seu lindo Opala. Precisamos fazer um clássico nacional. Legal! Já estou com coceira para guiá-lo. Este fim de semana o Bob vai guiar o Caddy do brother em Interlagos. Você está sabendo? Não poderei ir, mas seria legal você participar também do rali do Jan Balder, o Torneio Interlagos de Regularidade. Fale com o seu irmão. Vou pegar com ele o seu contato. Obrigado!!

    • Dercílio

      Sim, tô sabendo da “dupla” Bob/Douglas. Infelizmente também não poderei ir – a vida aqui no Campo de Provas da Ford tá corrida. Corri na última prova de Regularidades, mas na categoria Modernos. Foi fantástico correr à noite, debaixo de chuva, e com pneus já no TWI. Diversão garantida! Aguardo seu contato. Abração!