Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas EM BREVE, TODOS SEREMOS DALTÔNICOS – Autoentusiastas

Talvez eu seja um pouco distraída. Talvez eu esteja um pouco desligada, mas a velocidade com que prefeituras vêm legislando sobre trânsito não para de me surpreender. A penúltima novidade (sim, porque sempre haverá mais uma) são as lombadas brancas com fundo vermelho. As primeiras que me chamaram a atenção eu vi em Araçoiaba da Serra, a 120 quilômetros de São Paulo. Elas ficam na lateral da praça principal e são uma “atualização” das lombadas construídas pelo prefeito anterior. Houve muita chiadeira da população, pois além de lembrarem vagamente a figura de um paralelepípedo retangular eram muito altas, machucavam a suspensão de todo tipo de veículo e atravancavam o trânsito das duas avenidas principais da cidade que margeiam a praça central — e que só têm uma faixa de rolamento, cada uma na maioria da extensão e no resto é um lado de estacionamento, diga-se de passagem. Mas eram faixas brancas pintadas sobre o asfalto.

coluna 17-2-16 faixas pedestres Araçoiaba2 c

Pois bem, a atual prefeita nunca as removeu apesar da chiadeira geral. Chegou a dizer que não se tratava de lombadas — até porque a avenida em questão é uma estrada e as lombadas deveriam ser removidas mesmo, pois ferem diversas normas de trânsito. O argumento? Seriam “travessias de deficiente”. Jamais entendi por que elevar a rua em vez de descer a guia, como é no resto do mundo… Mas, ainda que fosse este o motivo, como é que um cadeirante faria para atravessar quando a tal travessia tem um vão de mais de 15 centímetros entre a guia e a lombada, em cada extremidade? Roda de qualquer tipo prende ali, óbvio. Tem até piso para deficientes visual que encaminha as pessoas para a tal travessia. Imagina o perigo de alguém tentar atravessar com um vão desses entre a calçada e a megalombada? Em todo caso, a autoridade deu uma arredondada nos calombos e, supremo toque de “mudernidade”, os pintou de branco e vermelho.

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Lembram de quando as faixas eram brancas? Em Abbey Road eram (foto mapadelondres.org)

Comecei então a prestar atenção e encontrei exemplos em outros municípios e, claro, fui pesquisar, pois nas viagens que fiz pelo mundo (e conto exatos 40 países) nunca, jamais, encontrei este fenômeno de me deparar com cidades com sinalização própria e não nacional e, digo mais, internacional. E apesar das liberdades que algumas autoridades se outorgam, trânsito tem, sim, regras internacionais. Já pensou se a placa com o triângulo vermelho invertido que significa “dê a preferência” passasse, por livre e espontânea vontade de algum alcaide, a significar “proibido virar à direita”? Haja multa.

Algumas cidades alegam que o Art. 80 inciso 2 do Código de Trânsito Brasileiro permitiria estas liberdades, pois diz que o Contran poderá autorizar, em caráter experimental e por período pré-determinado, a utilização de sinalização não prevista no código. A questão é que dificilmente o Contran autoriza – e nem poderia, pois a resolução 348/2010 do próprio Contran regulamenta este artigo, o que é um processo muito burocrático e complicado, que exige muitos passos e documentos. Pesquisei muito e não encontrei nenhuma autorização do Contran a nenhum município para que implantasse as tais faixas, embora tenha encontrado algumas especiais como “banda rugosa” em Minas Gerais e uma de travessia de pedestres especial usada no Distrito Federal. E ainda que o fizesse, seria em caráter experimental e com tempo para desfazer, tipo CDB bancário, ou seja, com prazo de resgate. Mas vemos muitas há muito tempo. O que é que este pessoal tem contra o tradicional e regulamentar branquinho básico?. O risco óbvio é que com tanta informação desencontrada não saibamos mais qual é a correta. Ficaremos todos confusos qual daltônicos com tanta cor e nenhuma nos chamará mais a atenção ou terá algum significado. Amanhã a luz vermelha do sinal de trânsito poderá significar “siga em frente”. Basta alguma autoridade achar que o “Pare” vai contra a programática política de seu partido (cuja cor símbolo, é claro, seria o vermelho) e que é injusto achar que representa uma estagnação nos avanços sociais proporcionados à população e muda tudo. Sei lá…

Paralelamente, lembro que muitos questionaram o uso da cor vermelha para as ciclovias, associando-a a um determinado partido político. Prontamente as autoridades desse mesmo partido, famoso pelas ciclofaixas, disseram que era a cor determinada pelo CTB para ciclovia — o que é correto. Mas o mesmo CTB não diz absolutamente nada sobre o uso do vermelho para faixa de pedestres — apenas símbolos de hospitais e farmácias (anexo II do CTB, lei 9503/97). E ainda, a Constituição diz, no artigo 22, que compete exclusivamente à União legislar sobre trânsito e transportes. Mais claro impossível.

Outro argumento que não cola é o de que não estaria especificado que não pode ser usada a cor vermelha. Pois bem, ao contrário do que acontece com as pessoas como vocês leitores, ou eu, que podemos fazer tudo aquilo que não estiver proibido, a administração pública somente pode fazer aquilo para o qual tiver embasamento normativo. É a tal da legalidade estrita. Ou seja, se não está total e claramente especificado, não pode, não. A autoridade pública só pode fazer aquilo que consta do texto legal. Assim como ninguém pode deixar de cumprir a lei alegando que não a conhece, as autoridades não podem inovar a sinalização de trânsito usando sinais próprios que não sejam padrão nacional ao seu alvitre.

Como respeitadora da lei que sou gostaria de saber como ficaria alguém que fosse multado por, por exemplo, parar o carro sobre a tal faixa. Apesar de não ser advogada entendo que a multa poderia ser anulada já que a faixa, em si, não é reconhecida como faixa de pedestres.

A maioria destas faixas são vermelhas e estão em prefeituras governadas pelo PT, como é o caso de Araçoiaba da Serra. Mas como cada um faz o que bem entende nesta seara em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo em 2013 o prefeito, que era do PV, resolveu pintar a travessia de verde – a cor, claro, do seu partido — como mostra a foto que abre esta coluna.

Em Araraquara, também no interior de São Paulo (não, não é implicância minha, é que tem tantos exemplos…) o prefeito pintou em 2014 algumas faixas de azul e outras de vermelho – coincidentemente as duas cores do seu partido. E quando foi questionado disse que não havia nenhuma irregularidade porque as listras em si eram brancas, como manda o CTB. Só o fundo é que é de outra cor… Detalhe, o CTB diz que a aplicação deve ser feita sobre o asfalto, viu prefeito?

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Araraquara pintou faixas de cores diferentes, em cruzamentos diferentes e depois da faixa, uma lombada: samba do afro-brasileiro doido (foto mobilize.org.br)

Se um dia o movimento LGBT lançar um candidato e o eleger, poderemos ter uma travessia de pedestres com as cores do arco-iris. Por que não, se cada um faz o que bem entende? E assim, nós é que ficamos sem entender nada…

Mudando de assunto: A Prefeitura de São Paulo divulgou números sobre redução de acidentes de trânsito. Como sempre não há detalhes, mas vamos trabalhar com o que temos. Segundo eles, entre janeiro e novembro de 2015 houve uma queda de 21,4% nos acidentes em relação ao mesmo período de 2014. Ela atribui isso à redução da velocidade nas vias. Mas nas marginais a redução de velocidade só foi implantado em 20 de julho, com uma semana de carência, portanto só vigorou durante quatro meses do período analisado. E em grandes vias como a av dos Bandeirantes, Rubem Berta ou Moreira Guimarães a velocidade caiu em setembro. Em meados do mesmo mês foi reduzida a velocidade nas avenidas Francisco Matarazzo e Alcântara Machado. E em novembro, a velocidade foi reduzida na Corifeu de Azevedo Marques, Cidade Jardim, Eliseu de Almeida… enfim, a maioria começou entre o final de agosto e novembro. Como dizer que foi a redução da velocidade que diminuiu os acidentes?

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • Aqui em Fortaleza fizeram o mesmo com a faixa de pedestres na Praia de Iracema e inventaram uma tal faixa diagonal, instalada no cruzamento de duas avenidas para permitir ao pedestre, literalmente, cruzar a via ao atravessar, ao invés de atravessar da forma convencional e, prá ficar mais legal, colocaram a faixa com fundo azul e listras brancas, assim como no seu exemplo.

    • Danilo Grespan

      Essa solução diagonal existe já em SP e algumas outras cidades do mundo, e, sinceramente, não acho uma solução tão ruim, desde que o semáforo esteja bem calibrado.

  • Mineirim

    Nora,
    Acho que a diminuição dos acidentes é decorrente da menor circulação de veículos. É a crise! Todas as estatísticas em ruas e estradas indicam essa redução de acidentes.
    Os políticos, como sempre, capitalizando em cima da miséria…

  • Bruno L. Albrecht

    essas estatísticas que o PT adora são muito ridículas…qualquer pessoa formada na área deve sentir um desânimo enorme…
    tudo bem q tenha diminuído o número de acidentes, mas é necessária uma base pra afirmar isso…imagina se em 2014 tivessem transitado por ali 1 milhão de veículos e aconteceram 100 acidentes (1 acidente a cada 10 mil carros que passam). Aí em 2015 passaram 800 mil veículos e ocorreram 80 acidentes (continua 1 acidente pra cada 10 mil veículos). Aí vem o petezão e diz “ó: diminuiu hein! graças ao petezão! 20 % menos acidentes!! somos fod* e vcs estavam todos errados!!”

    fala sério…esse desgoverno é uma piada

  • Lemming®

    Para ver que o poder público está fazendo o que bem entende e o MP que poderia fazer alguma coisa deve estar…dormindo??

  • Roberto Neves

    Fui a Barão de Juparanã, distrito de Vassouras, RJ, no último domingo. A estrada que liga a sede do município a Juparanã é cortada por duas faixas de ciclistas pintadas no chão (para que os ciclistas atravesse de um lado para o outro da pista), com placas de “pare” antes de cada uma. Tenho a fortíssima impressão de que está tudo errado. Como aprendi aqui, com o Bob e a turma, a placa de “pare” determina que o motorista, literalmente, pare. Como vou parar no meio de uma rodovia?

    • Roberto Neves

      “…para que os ciclistas atravessem”, arre!

  • marcus lahoz

    Esta questão de cor é ridículo. Se existe uma norma, tem que seguir e acabou. No meu conceito os funcionários públicos são responsáveis por 40% do prejuízo causado ao país, os outros 30% são os políticos e os outros 30% se dividem entre sindicatos e justiça.

  • jr

    Dora, e as faixas brancas paralelas e transversais à rua. Nâo tenho foto, mas são duas faixas paralelas, do meio-fio ao meio-fio do outro lado da rua. Aqui em Curitiba está cheio delas nas esquinas. Muitas ficam próximas de faixas de faixas de segurança convencionais. O que será que são essas faixas?

  • jrgarde

    Dora, em Santo André há várias destas aberrações, algumas inclusive parecem guias de calçada. Imagino quando um carro de emergência encara uma destas, o que faz?
    Fora as poesias nas ruas…
    Lamentável!

  • Rafael Ziller

    Cores do arco-iris? Que tal essa campanha da prefeitura de Londrina – PR para a semana do trânsito de 2015? Essa sim uma bizarrice sem precedentes!
    v matéria completa v
    http://www.londrina.pr.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=22825:especial-arte-na-faixa&catid=165:companhia-de-transito-e-urbanizacao

  • Maurilio Andrade

    Nora,
    Como em toda administração petista, a prefeitura de São Paulo mente.
    Além dos dados expostos por você, vi na imprensa que os acidentes de trânsito reduziram em toda a Grande São Paulo, e não somente na capital, a única cidade da região que tem este limite ridículo e infernal.
    É mentira deslavada. Simples assim.

  • CorsarioViajante

    Nem acho que é por ranço partidário, mas é mania do brasileiro: ninguém respeita a faixa porque falta fiscalização e educação, mas a solução, lógico, é pintar de outra cor, fazer uma lombada maior, etc. É a eterna mania de resolver um problema não atacando suas causas mas criando um problema ainda maior.

    • Corsário,
      essa é uma doença bem brasileira.

  • Nora Gonzalez

    Lucas dos Santos, entendo seu cansaço, mas acredito que quando perdemos a capacidade de nos indignarmos é que o mal vence. Vamos lá, não desanime ;-). Tem mais gente que ainda esperneia, como esta que vos escreve.

    • Lucas dos Santos

      Pois é, Nora.

      O que me desanima de verdade é que a maioria da população aprova essas medidas e ainda pede mais. Aí nós é que ficamos parecendo ser os “do contra”, nós que somos taxados de “chatos”, “detalhistas” e por aí vai… Estamos sempre “nadando contra a maré”.

      Nossos governantes tendem a ser populistas, logo, se o povo quer faixas de pedestres com cores berrantes, assim será. Ninguém tem coragem de chegar lá e falar, “olha o que vocês estão solicitando é inviável, pois as normas não permitem e coisa e tal”. O importante é “atender aos anseios da população”, nem que, para isso, seja necessário cometer irregularidades.

      Desse jeito fica difícil ser ouvido e as coisas acabam nunca saindo como deveriam. Como resultado, vemos essas aberrações das fotos publicadas na matéria e nos comentários.

  • Ilbirs,
    essa diagonal é uma maiores provas que o ser humano está emburrecendo e não só aqui. Para dar tempo de o exmo. sr. pedestre pegar a “via expressa” de uma esquina à diagonalmente oposta, para-se o tráfego mais do que o necessário. E ainda vêm falar em mobilidade urbana…

  • Juvenal,
    gente fraca ou então o raciocínio de que isso dá um trabalho danado…

  • Nora,
    não houve diminuição de velocidade alguma nas estradas.

    • Nora Gonzalez

      Bob, exatamente. Logo, não procede esse… vá lá, argumento. Mais para sofisma, diga-se.

    • Luiz Antônio Robaina Severo

      Aqui no RS, inclusive houve (Acreditem…) AUMENTO dos limites em 2015. Em algumas estradas como a BR 290 onde o limite era de 80 passou a 100 (Ainda baixo demais…) Ainda assim, não ouvi falar nada sobre aumento do número de acidentes nestas estradas…

  • Nora e Juvenal,
    logo após a redução de velocidade nas marginais participei de uma mesa-redonda ao vivo na Rádio Jovem Pan e ali, publicamente, desafiei a CET a provar que os acidentes nessas vias ocorria nas velocidades de antes. Estou esperando a CET se manifestar até hoje…

  • Marcelo R.

    Nora,

    será que essa tinta toda foi comprada por valores “normais”? E as empresas contratadas para a pintura? Cobraram valores “normais”, também?

    [modo irônico ativado]

    Sobre o “Mudando de Assunto”, como você mesma diz, sob tortura os números dizem qualquer coisa. Além disso, com certeza, a estagnação econômica e a consequente diminuição no número de carros em circulação, não influenciam em absolutamente nada a redução na quantidade de acidentes…

    [modo irônico desativado]

    Um abraço!

  • Cadu

    Ainda tem o grande problema de essas pinturas, quando molhadas, serem mais lisas que sabão, colocando vidas de ciclistas e motociclistas em risco…

  • Nora Gonzalez

    Renato Teixeira, Marcelo R., que as autoridades não são lá muito corretas na divulgação de dados já sabemos e temos que continuar contestando e cobrando isso delas. Mas tem me incomodado muito a imprensa que apenas publica o que lhe é dito sem questionar nem pensar sequer um pouquinho. Não é papel (sem trocadilhos) dos jornais, rádio, TV ou internet (sites de notícias) ser porta-voz do poder público. O dever deles é com seu público. É a ele que devem servir. Mas como diz o Bob, dá um trabaaaaaalho!

  • Zech

    Infelizmente é uma “tendência” aqui no Brasil em todos os meios. Estão repintando a sinalização horizontal das pistas de pouso e de taxi do aeroporto de congonhas. O padrão internacional é que a sinalização de pista de pouso seja branca e na de taxi seja amarela. Em congonhas pintaram agora uma taxiway de azul (?) e outra de vermelho (???) fugindo assim grotescamente do padrão internacional vigente no mundo todo.

  • Igor Lana,
    acho que era coisa de 200 m para parar vindo a 100 km/h. coisa de maluco-mentiroso.

  • CorsarioViajante

    Essa galera precisa entender que nem todo lugar deve ou precisa receber “intervenções artísticas”, tem horas que o lugar da arte é na galeria mesmo. A sinalização de trânsito, é óbvio, jamais poderia ter seu significado deturpado por qualquer tipo de mensagem em virtude da segurança.

  • Newton (ArkAngel)

    O problema não é a competência…
    Na verdade, são exatamente os funcionários públicos, os burocratas, que menos servem ao público. Como não produzem, mas sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo da sociedade. Ao passar do setor produtivo pro estatal, o profissional competente está passando do numerador para o denominador da economia: extraindo mais recursos do que criando.

  • jr

    Nora e Lucas dos Santos, agradeço a explicação. É que aqui em Curitiba estão usando as duas, às vezes a zebrada a poucos metros da outra.
    Não entendo o uso de dois símbolos para a mesma coisa, a ainda um do lado do outro. Na forma como uso querem dar uma função diferente.
    Aproveitando a figura do Lucas, imagine a presença de um semáforo nesta esquina. Aqui eles colocam as faixas notadas na figura com a largura “d” na forma zebrada, e as outras duas, apenas como linhas paralelas…

  • Lucas dos Santos

    Muito bem observado! Aliás, tem tanta irregularidade nessa travessia elevada (de acordo com a Resolução 495 do Contran), que dá até para construir uma pequena lista:

    – Cores incorretas;

    – Sinalização insuficiente;

    Art. 6º. A implantação de faixa elevada para travessia de pedestres deve ser acompanhada da devida sinalização, contendo, no mínimo:

    II – placas de Advertência “passagem sinalizada de pedestres”, A-32b, nas áreas comuns de pedestres ou “passagem sinalizada de escolares”, A-33b, nas proximidades das escolas, acrescidas da informação complementar “faixa elevada”, antes e junto ao dispositivo, devendo esta última ser complementada com seta de posição, conforme desenho constante no ANEXO II da presente Resolução.

    III – demarcações em forma de triangulo na cor amarela sobre o piso da rampa de acesso da faixa elevada para travessia de pedestres, conforme Anexo I. Para garantir o contraste, quando a cor do pavimento for clara, o piso da rampa deve ser pintado de preto;

    V – a área da calçada próxima ao meio fio deve ser sinalizada com piso tátil, de acordo com a norma ABNT NBR 9050, conforme mostra o Anexo I da presente Resolução;

    VI – linha de retenção, implantada de acordo com o disposto no Volume IV – Sinalização Horizontal, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito do CONTRAN, respeitada uma distância mínima de 0,50 m antes do início da rampa.

    – Ausência de calçadas;

    Art.5° A faixa elevada para travessia de pedestres não pode ser implantada em trecho de via em que seja observada qualquer uma das seguintes características:

    III – pista não pavimentada, ou inexistência de calçadas;

    Isso que, pela foto, não dá para saber se as dimensões estão corretas. Senão é possível nenhum dos critérios e padrões esteja sendo atendido nessa travessia elevada. Mas só as irregularidades observadas aqui já motivariam a remoção ou, ao menos, a correção do dispositivo.

  • Lucas dos Santos,
    esse “OLHE” é devido ao que existe em países de mão inglesa para alertar turistas vindos de onde a mão é direita. Algum imbecil daqui achou boa ideia e essa bizarrice começou a aparecer aqui.

  • Lucas dos Santos,
    bela foto desse nosso inimigo de quepe vermelho. Que palhaçada esse cara e o porcentual de infrações médias!

  • marcus lahoz

    O Funcionário público de carreira, concursado, pouco trabalha e muito ganha. Não tem meta, não precisa nem ir trabalhar direito. Tem 360 meses de férias não remuneradas durante a sua vida de trabalho, além dos 30 dias dias remunerados anualmente; basicamente um funcionário público trabalha 10 meses e recebe por 12 meses. O funcionário público no Brasil é corrompido pelo sistema e se torna um fardo para a sociedade. Mas claro existem as exceções, a meu ver 10% carregam os 90% nas costas.

  • jr

    Pois é, no “início da quadar”, linhas paralelas. No final, “zebradas”. Sem sentido isso.

  • Jr,
    só que os “inteligentes” brasileiros desenvolveram a ideia escrevendo “para os lados” em rua de mão única. Acredite se quiser.

  • Lucas dos Santos

    Olha só que coisa “linda e maravilhosa” fizeram por aqui!

    http://imgur.com/EmpjVEw.jpg

    Mesmo vendo, está difícil de acreditar!

    • Lucas dos Santos,
      até que ponto chega a idiotice dos brasileiros, é impressionante!