A fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais. na Grande Curitiba, recebeu ampliação de áreas produtivas e a instalação de equipamentos de última geração para a fabricação do Golf e Fox. As melhorias foram feitas na área chamada de Armação, onde se unem as diversas peças da carroceria monobloco, além da área de casamento de carroceria e mecânica e também na montagem final. Há agora equipamentos que proporcionam a economia de até 30% no consumo de energia, em comparação com processos anteriores.

Um novo processo de montagem de veículos também foi implementado, permitindo que os modelos da família Fox e Golf sejam produzidos na mesma linha, um fato inédito dentro do Grupo Volkswagen (embora já adotado por outras fabricantes, como a GM, que em São Caetano do Sul produzia em linha única Corsa, Kadett, Vectra e Omega). Além disso, mais de 2.000 empregados participaram de programas de qualificação profissional para todos os postos de trabalho envolvidos na fabricação do Golf, incluindo a nova versão MSI.

fabrica VW 02

O Golf foi desenvolvido dentro do conceito modular MQB (Matriz Modular Transversal) — de motor transversal, que é uma arquitetura já aplicada em modelos como o Passat e o Golf Variant. O conceito consiste na padronização do processo de manufatura nas fábricas do Grupo, estabelecendo, por exemplo, a mesma sequência de montagem e proporcionando como grande vantagem a redução do tempo de produção dos veículos.

A plataforma MQB também permite compartilhar quase todo assoalho e painel corta fogo (dash panel) em carros de diferentes segmentos de tamanho e preço. Essa base foi desenvolvida seguindo preceitos de baixo peso, utilizando aços de alta resistência que permitem aumentar a segurança e reduzir o peso total do veículo,, para maior desempenho com menor consumo de combustível.

A linha de Armação, onde ocorre a montagem das carrocerias, tem agora 168 robôs de última geração. Entre os novos equipamentos, estão soldas a laser — que já existe na Volkswagen desde o início da produção do Polo em São Bernardo do Campo — que fazem a união das peças por meio de um feixe de luz, e um novo Eco Framer, moderno equipamento que posiciona as peças da carroceria com precisão de décimos de milímetro.

Ainda na Armação, foram instaladas 145 pinças servopneumáticas utilizadas no processo de fixação das peças da carroceria para soldagem, que são mais rápidas e 30% mais eficientes energeticamente.

Além disso, os geradores da nova cabine de solda a laser, onde é realizada a soldagem do teto e das laterais do veículo, consomem apenas 15% da energia gasta pela tecnologia anterior.

fabrica VW 01

A Pintura também ganhou uma nova linha com robôs mais modernos para aplicação de PVC, Primer e Verniz.

Na Montagem, a principal mudança ocorreu na área do Fahrwerk (Suspensão) — onde é feita a união da parte motriz do veículo (motor, transmissão e suspensão) com a carroceria – processo que também é conhecido como “casamento”. Foi implementado um novo Fahrwerk, que permite que os modelos da família Fox e Golf sejam montados na mesma linha, um fato inédito dentro do Grupo Volkswagen.

A área do Fahrwerk é subdividida em três principais processos: Primeiro, ocorre a montagem do motor com câmbio e todos os periféricos do conjunto motriz. Em seguida, é feita a pré-montagem do chassi (eixos, tanque de combustível, suspensão, escapamento), e depois a união da parte motriz (motor, transmissão e suspensão) com a carroceria, processo que também é conhecido como “casamento”. Com o novo Fahrwerk, a unidade de São José dos Pinhais está alinhada à nova estratégia global da marca (MQB) e a linha de montagem, preparada para fabricar novos produtos dentro deste conceito.

JJ



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • walterjundiai

    Tudo isso é muito interessante, mas será que agora os preços do fox e golf irão abaixar para os consumidores?

    • Antonio Pacheco

      Pelo que vi em outro site, o Golf virá é mais caro: 1.6 manual por aproximadamente 75 mil. Se acrescentar os pacotes opcionais, o céu é o limite…rsrsrs

    • Lemming®

      #sqn
      Onde que por aqui alguma coisa baixou de preço por ser nacionalizado?
      Piorar sim…

  • CCN1410

    Juvenal,
    Após ler teu artigo, fui dar uma espiadinha no site da Volkswagen e notei algo que me pareceu estranho. Na página das cores, alguns carros aparecem com a tampa do bocal de combustível bem visível no lado esquerdo e em outros, o local está liso.
    Depois fui conferir algumas fotos no Google e vi que alguns tem essa tampa no lado esquerdo e outros no lado direito. Essa localização é diferente devido a motorização ser diferente, ou porquê?

    • Danniel

      Creio que se tratam de fotos invertidas. Este artifício costuma ser muito usado em revistas e material publicitário.

  • Luciano Ferreira Lima

    É de babar ver a inteligência do homem criar máquinas que pintam, sendo que o resultado é o estado da arte. Eu me arrebento em cuidados quando estou pintando e mesmo assim as vezes quase imperceptivelmente aparece algum defeitinho que só um olho treinado consegue identificar. Mas esse braço robô pintor me coloca no chinelo rs,rs.

    • lightness RS

      Robôs conseguem o que não conseguimos amigo, a perfição sempre, repetidas vezes, quase sem alterações. Imagina, um engenheiro vai lá e estuda o melhor jeito de pintar, ai cai na mao do pintor que mesmo com o melhor treinamento nunca vai ser perfeito, muitos menos obter uma padrão, já o robo ele programa e deu, problema resolvido. Humanos são bons em tomar decisões, robôs em fazer processos repetitivos.

  • Carlos

    Sei que há uma série de justificativas econômicas, câmbio desfavorável e tudo mais, mas é uma pena ver o Golf com esse motor 1.6 que não é ruim mas é inadequado para o carro. Aparentemente essa versão ficará menos refinada que um Bravo.

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Fico feliz ao ver que VW está acreditando, INVESTINDO e aumentando a gama de veículos produzidos no Brasil. Parabéns VW. Na contramão vemos a GM, que praticamente paralisou a unidade de Gravataí e ultimamente tem levado várias linhas de montagem para suas unidades na Argentina para depois trazê-los de volta ao Brasil, que apesar da crise, ainda possui mercado consumidor bem maior.

  • José Luiz Souza

    Já tem 2 semanas que pegamos um highline da derradeira safra mexicana, confesso que fiquei temeroso ao saber que as versões brasileiras estariam em breve disponíveis, apesar do desconto a que foi me oferecido o carro (De quase R$ 99k por 86.5k por um highline DSG, com opcional de teto solar e rodas Geneva 17″), obviamente para desova de estoque. Fiquei curioso em saber por quanto e como viria o “nosso” Golf nacional. Não há dúvidas de que se trata de um ótimo veículo: Seguro, rápido e recheado de equipamentos. Portanto, me causou certa surpresa da versão de entrada ter perdido o ótimo motor 1.4 TSI pelo mesmo preço da comfortline que, inicialmente, me havia sido oferecido por 78k (Prata Sargas + Teto solar e cambio DSG). Das duas, uma: Ou a VW vai dar um puta desconto nas versões highline nacionais, já que na minha opinião, os comfortline vão ter grande procura, ou como era previsto, a VW não irá mexer nos preços de um carro que foi um pouco mais depenado do que nas versões alemãs/mexicanas, fazendo o carro tender a se tornar um mico caso eles mantenham essa faixa de preço para a versão de entrada.

  • Leonardo

    Infelizmente o carro involuiu e não melhorou o preço. Com motor e suspensão traseira de Gol, há opções melhores no mercado.

  • Danilo Grespan

    Certo, ‘abrasileiraram” o carro, tiraram o cambio DSG e a suspensão multilink… eu sempre torço para que nossa indústria evolua, mas é comum que quando algum carro começa a ser fabricado aqui, algo de mal acontece com ele. Seja pontos de solda feitos de forma mais economica, seja equipamentos como baterias, pneus, discos de freios e módulos, que deixam de ser de boa marca, para alguma mais economica… aí eu me criticam quando eu acabo apelando para o importado.

  • Felipe Fred

    Eu não gosto de criticar antes de ver o que realmente acontece, porém com esse tipo de atitude da VW, e conhecendo o mercado brasileiro (não só de carros, mas de produtos produzidos em geral) acredito que no quesito qualidade, o Golf vai começar a deixar a desejar. Tudo em prol da economia e maiores lucros que as montadoras buscam. Vejo que no final do ano de 2015 por exemplo, várias montadoras, mesmo debaixo de uma grave crise que se alarga pelo Brasil, aumentaram os preços dos seus carros. Mesmo assim, as pessoas estão comprando carros, mesmo com valores superestimados em troca de uma qualidade abaixo do que deveria oferecer pelo valor cobrado.
    É esperar pra ver os comentários dos compradores de GOLF Nacional pra ver se estamos sendo muito “conservadores” no pensamento.