Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas TOYOTA HILUX SRX, NO USO – Autoentusiastas

O primo Paulo Keller foi ao lançamento da nova Toyota Hilux 2016 e na ocasião pôde testá-la bem e aqui a descreveu em profundidade, inclusive com ficha técnica e vídeo. Por isso vou me ater a dizer como é conviver com ela no dia a dia urbano e numa viagem de fim de semana.

A Toyota fez o que dela se esperava. Assim como melhorou estética e mecanicamente o Corolla, tomando o cuidado de não perder os atributos que lhe fidelizaram clientes, fez o mesmo com a picape cabine dupla Hilux. Agora seu design a identifica com o novo estilo da marca, pois batendo o olho logo se vê que é uma “parente” do Corolla e do pequeno Etios. Está bem mais moderna e, principalmente, harmônica. Agora, sim, seu desenho tem uma linha, um traço com o propósito de passar uma desejada impressão; em suma, um design. Antes era um ajuntamento de necessidades espaciais ao redor de um chassis, o que para um veículo caro e que disputa um segmento concorrido, parelho, tornava inviável ela manter-se entre as líderes, por melhor que fosse mecanicamente. Agora se pode dizer que ela está bonita. Uma bela e saudável camponesa que fez regime e tomou um banho de loja.

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Em família

Na cidade andou fazendo 7,7 km/l de diesel no pior dos trânsitos. Em condições não tão severas o consumo diminui para 9 km/l ou mais, o que para um veículo de 2.090 kg é um mérito. Há o modo ECO de condução, que, como em geral costuma ser, ameniza a atuação do acelerador e acalma o câmbio. Há também os modos Normal e HiPower, cujos nomes já os caracterizam. Não se nota grande diferença entre eles, e na cidade, basta a agilidade proporcionada pelo modo Eco. Além do mais, nele a tendência é que se rode com mais suavidade.

O câmbio automático de 6 marchas funciona à perfeição. Suas trocas são suaves e à menor aceleração ele rapidamente baixa marcha. Sua suavidade e presteza, aliadas ao fabuloso torque máximo de 45,9 m·kgf de 1.600 a 2.400 rpm, fazem com que simplesmente não se saiba em que marcha ele está. O modo Hipower tende a segurar mais as marchas quando se alivia o pé do acelerador, o que é bom para descidas de serra. Deslocando a alavanca para a esquerda pode-se mudar marchas manualmente. Não há borboletas na coluna de direção e não há necessidade delas para a condução que este tipo de veículo induz.

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Um belo e agradável habitáculo

Rodar com suavidade não é o que se pode esperar de uma picape de cabine dupla com capacidade de carga de uma tonelada. Vale lembrar que, em picapes de cabine dupla, se carregada com carga total, esse peso se concentrará na extremidade traseira. Numa de cabine simples, assim como se faz num caminhão, normalmente pode-se concentrar o maior peso no centro do veículo, para melhor distribuí-lo entre os eixos;  numa cabine dupla, não, ele sempre ficará lá atrás, mais concentrado no eixo traseiro, daí a picape dever estar preparada para isso, e a solução é dotá-la de molas mais duras, tornando o rodar mais desconfortável.

As molas traseiras da Hilux, que são feixes de molas semielípticas, são de duplo estágio. No início de sua flexão há menor resistência, que aumenta à medida que as molas vão sendo flexionadas. É um modo de conciliar o conforto dos passageiros com a necessidade de poder suportar carga pesada, e mantendo a dirigibilidade, a estabilidade. Como o leitor pode ver, não é fácil atender as duas demandas.

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O desafio de conciliar conforto com capacidade fora-de-estrada

Se acertar o comportamento de um sedã (cuja carga e a distribuição desta variam conforme se leva um ou cinco passageiros, malas etc) é mais difícil que acertar o de um esportivo de dois lugares (cuja carga e distribuição pouco varia), mais difícil ainda é acertar uma picape de cabine dupla, pelos motivos citados. Portanto, não se pode esperar delas outra coisa que a maciez de um Mangalarga na suspensão dianteira e a dureza de uma mula trotão na suspensão traseira. Nessas “lombadinhas secas” que parecem um degrau, a frente passa suave a e traseira dá um pulinho seco. É assim com todas. É engano pensar que em estradas de terra ou asfalto ruim elas são mais macias que os automóveis em geral.

O motor é outro, é todo novo. Baixou a cilindrada, de 3 para 2,8 litros, e mesmo assim teve um imenso ganho no torque: 31%. Ganhou pouca potência, só 6 cv (agora tem 177 cv a 3.400 rpm), mas na prática o que acontece é que, devido ao grande ganho de torque, a giros mais baixos ela já disponibiliza muito mais potência, o que lhe dá maior poder para arrancar, está acelerando bem mais rápido. Não a carreguei excessivamente, mas não é preciso ser gênio para ter certeza de que esse motor encara peso elevado. Torque de 45,9 m·kgf já a 1.600 rpm é uma monstruosidade, e isso é inquestionável.

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O novo motor 2,8-litros diesel, força e suavidade

Já nas estradas de asfalto razoável ou bom ela viaja muito bem, segue muito silenciosa – nisso ela melhorou sensivelmente – e confortável. Está mais estável que o modelo anterior. A 120 km/h o giro está em torno de 1.800 rpm, portanto, baixo, o que deixa o motor quase inaudível. Praticamente nada de ruídos aerodinâmicos. E assim, nessas condições, ela fez ao redor de 13,5 km/l, o que é muito bom. Destaque também para o  freio, bastante progressivo e suave, e freia muito bem, sempre equilibrada.

A direção, lenta, nitidamente de relação  alta (não  divulgada) tem algum peso, não é leve demais, o que é bom. Presumo que é lenta para evitar que o motorista não acostumado a essas caminhonetes 4×4 lhe imprima movimentos excessivamente abruptos, o que poderia comprometer sua estabilidade, caso esteja em alta velocidade. (a assistência hidráulica regressiva ajuda nisso).  Não é um veículo projetado para andar rápido, mas para viajar bem, com conforto, e levando um monte de coisas, e de quebra arrastando uma carreta com um elefante e um dromedário.

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Posição de dirigir de carro de passeio, exceto pela altura da picape

Os bancos são confortáveis, anatômicos, o volante agora tem regulagem de distância além de altura, há ajuste elétrico no banco do motorista, e dispondo-se dessa comodidade não há como não encontrar posição de dirigir ideal, com ampla visibilidade  O  quadro de instrumentos é  semelhante ao do Corolla, com mostradores facilmente legíveis, há a  grande tela que exibe a útil visão da câmera de ré e uma enormidade de informação e entretenimento.

Melhorou bem o espaço e o conforto para quem vai atrás. Está chique por dentro e por fora, com bom gosto. O interior segue as linhas do seu exterior. E finalmente acolchoaram o descansa-braço central com espuma revestida com couro. Antes, só plástico, duro e incômodo.

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Bom espaço traseiro e um pouco mais confortável que o modelo anterior

Este foi um teste no uso em vias pavimentadas.  A parte de uso pesado fora-de-estrada o PK já testou e pode ser vista na matéria do lançamento, com vídeo. De qualquer modo, conclui-se que os fãs da Hilux podem continuar a sê-lo, pois ela só ganhou com as mudanças profundas. Na verdade, é uma nova e bela picape. Seu preço: R$ 188.120.

AK



Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • Zé Júnior

    Difícil oura caminhonete da categoria conseguir marcas de consumo melhores.
    Quanto à suspensão, acredito que a S10 seja a mais macia.
    A Ranger 3.2, pela experiência que temos, tem uma força bruta extrema. Mas cobra o preço na bomba…

    • Lucas Vieira

      5 cilindros consome mais que 4, simples assim. Além de 5 injetores bem caros… Não entendo muito a proposta da 3.2, acho a 2.2 bem mais racional, econômica, etc. Nada que um ajuste melhor o faça andar bem…

      • Zé Júnior

        O mais legal da 3.2 é o ronco (para entusiastas).
        Já no custo-benefício, ela oferece um bom pacote de itens de série. Porém, o câmbio demora um pouco para tomar decisões. Acredito que, nesse sentido, a Hilux seja melhor, pois tive alguma experiência com uma SW4 de um amigo de trabalho, a qual experimentei quando ele decidiu vendê-la e notei que o câmbio já funcionava perfeitamente com o motor 3.0, com pura “inteligência artificial”, como o marketing da Toyota chama. (Obs.: o câmbio da Amarok também dizem que é muito bom).
        A S10 me parece que vence no geral, sendo boa em tudo (motor forte, câmbio competente, suspensão que atende bem etc), o que explica as boas vendas.
        Quanto à Ranger 2.2, também acho uma compra mais racional. Mas não costumamos levar tanto em conta a racionalidade estrita na hora de comprar um carro, não é mesmo?
        Tem gente (que usa picapes) que troca uma L200 3.2 depois da outra e não muda de marca. Não conheço essa picape e não sei os motivos (mas já ouvi falar que é a mais dura de suspensão), mas cada um tem os seus.

  • EJ

    Parabéns pelo foco no item que o Autoentusiasta (mas eles compram pickups? talvez sim, pra trabalho, talvez?) mais quer saber: Rodagem, suspensão. Houve evolução sem a impossível revolução dado ao cobertor curto que é calibrar uma suspensão de um veículo multipropósito. Foi ótimo também elucidar (a quem ainda teima), que não, uma Hilux nem nenhuma outra pickup que adote chassi – carroceria possuirá rodagem mais “macia” que um automóvel em monobloco. A cada ano que passa ouço mais e mais pessoas falando que preferem a pickup pela “maciez no trânsito”.

    • Mr. Car

      Acho que compram estas picapes para uso familiar mesmo, como carro de passeio. Na prática ($$$) são carros de luxo. Se fosse para botar na lida, castigar no trabalho pesado de fato, eu compraria mesmo é um modelo mais despojado de mimos, e com cabine simples, por conta da caçamba maior.

      • Luciano Ferreira Lima

        Eu também amigo Mr. Car.

      • Ricardo Kobus

        Eu partilho de sua opinião sobre picapes, eu gostaria de uma Hilux cabine simples só no chassis e colocaria uma carroceria de madeira, seria pra trabalho mesmo, veículo de passeio e familiar seria um Passat.

      • EJ

        Aí que disse. Autoentusiasta compra pickup para utilizar como veículo de passeio? Deixar de adquirir um Série 3 ou um Classe C em detrimento de uma Hilux? Compradores comuns compram sim, autoentusiastas…

        • Fórmula Finesse

          Se conta com estradas de asfalto perfeito, ótimo – compre um Série 3. Mas se eu lido com estradas degradadas o tempo todo? (RS, célere no quesito). E se eu quero levar equipamento pesado e volumoso nas minhas férias? E se eu preciso eventualmente fazer mudanças que as mulheres tanto apreciam? E se eu não quero penhorar as roupas em uma concessionária alemã? Autoentusiasta também precisa ser pragmático. Autoentusiasta também sabe se divertir com picapes ou SUVs, a vida real não é uma pista de corridas…

          • EJ

            Conforme já havia dito… para fins de trabalho ou fins utilitários (afinal de contas, picapes foram projetadas para isso trabalho, seja em cidade ou no campo, assim como vans são utilizadas nas cidades), tudo perfeito.

            Má pavimentação por si só não cravaria, bastaria alguma solução em monobloco com maior altura de rodagem. Difícil de achar? Não…pelo contrário. Até a Subaru produz veículos tipo a Outback há vários anos… e aí… Subaru Outback com motor boxer, especificações técnicas impecáveis ou uma Hilux MAIS CARA que o Subaru Outback, qual a escolha do entusiasta? Não se atenha só a Subaru Outback, foi só o nome que me veio a cabeça de bate-pronto, há mais. Provavelmente querem isso e não querem perder valor de revenda…enfim. Adoro picapes. Se precisar possuir uma, faria sem a menor cerimônia. Mas para ir a um shopping e ocupar quase duas vagas de estacionamento, não.

    • Guilherme Keimi Goto

      Essa lenda da “maciez” ja’ entrou pra categoria das mentiras que se tornaram verdade de tanto que a repetiram sem propriedade. Lamentavel.

      • Daniel S. de Araujo

        O que faz essa conversa de maciez é justamente os pneus com mais borracha (perfil alto) aliado a um maior diametro, se comparado a um automóvel, hoje, cada dia mais usando pneus de perfil baixissimo.

  • Eduardo Silva

    Aí está um veículo que a Mitsubishi não sabe fazer.

  • Luciano Ferreira Lima

    Com o sr Keller não tem chorominhola, se é bom, é porque é bom mesmo! 1800rpm a 120? dirigi uma L200 de meu primo que a essa velocidade berra a 3000rpm. Que diferença!

    • Daniel S. de Araujo

      E as antigas L-200 Sport e Outdoor que iam a quase 4000 rpm a 120km/h? Isso aliado a um indiscriminado repotenciamento do motor Mitsubishi 4D56 deu muito problema de superaquecimento e comprometimento da vida util do motor, quase sempre inferior a 200 mil km.

      • Luciano Ferreira Lima

        4000 rpm??? Grato Araújo pela informação.

  • jordan sobral

    “Não é um veículo projetado para andar rápido”, mas infelizmente, tem muita gente que acha o contrário.
    AK, uma dúvida: essas picapes estão no nível que quais veículos (automóveis de monobloco), em termos de estabilidade, comportamento em curvas, só para comparar?
    Abraço a todos do AE!

    • Jordan, a nenhum dos nacionais. Todos são melhores que todas.

      • marcus lahoz

        concordo 100%. Não sei como podem andar a mais de 140 com um caminhão mole destes.

        • jr

          Uns 10 anos atrás voltava de Florianópolis com o Focus que tenha na época. Na subida da serra (logo depois da divisa Paraná-SC), estava num trecho de subida forte. A pista ali tem pelo menos três pistas. Tem umas retas longas, mas também muitas curvas bem fechadas. Estava no começo de uma das retas maiores, no limite de velocidade da estrada (acho que 100 km/h ali) quando uma Ranger Diesel passou por mim tão rápido que me deu um frio na espinha, pois o bicho balançava tanto que parecia que ia capotar na reta. Se eu estava a uns 100, a Ranger estava a 140-160. Estava sozinho na estrada, até tirei o pé para que a Ranger sumisse de vez da minha frente. Uns minutos e alguns kms depois, numa outra reta grande, o que é que vejo com as rodas viradas para cima e soltando fumaça no meio da pista? A Ranger. Criança jogada para um lado na pista, sogra para o outro, farofa de frango espalhada… bom, ninguém se machucou seriamente, felizmente, mas, precisava andar desse jeito? Por sorte a estrada estava vazia e não vitimou inocentes.
          Também quando costumava descer a serra (mesma estrada, outro sentido), sempre suava frio quando um bicho desses se aproximava, sempre numa curva fechada em pista com grande inclinação, velocidade exagerada.
          Gente seu juízo algum.

  • Fórmula Finesse, meu amigo, agora é você que vai responder à minha pergunta. Tem como ser mais fraca tendo 31 % mais de torque e 6 cv mais de potência?

  • Thiago Teixeira2

    Tenho “experiência” com L200, S10, Frontier, Amarok e Hilux anterior. Todas tem potencia próxima de maneira geral. A grande diferença é a distribuição de força na faixa de rotação do motor. A Frontier parece bem mais forte que S10 e Amarok, por exemplo, mesmo tendo a mesma potencia. A S10 não parece ter a força indicada, se você sair dela e pegar uma Frontier.
    Os sertanejos com mais conhecimento das off-roads dizem que a Ranger 3.2 é a bruta do segmento em nível de força.

    • Luciano Ferreira Lima

      Interessante.

  • Fórmula Finesse

    De fato, eu na verdade falava em termos de posição de dirigir, acabamento interno e atmosfera mais “de carro” – A Amarok é realmente a mais firme para quem explora um pouco mais o carro, é o Golf das picapes (drive sensacional).

  • marcus lahoz

    Desta vez vou detonar as fotos do site, não terá Paulo Keller com uma foto melhor que a minha (até tenho outra melhor, mas não aparece com a camiseta autoentusiastas).

    Aluguei uma destas no Chile, no deserto do atacama (como é possível na foto); uma bela pick-up (e olha que eu não gosto deste tipo de veículo). Quero escrever uma historia do leitor sobre a viagem, e sobre a Hylux que quase me deixou na mão.

    • Welyton F. Cividini

      Muita massa a foto e a viagem, parabéns!

    • Gostei disso! Manda logo as fotos!

      • marcus lahoz

        Paulo esta eu quero vender para a Toyota…rsrsrs

  • RMC

    AK
    Tenho picapes há alguns anos. Já tive Hilux do modelo inicial em nosso mercado, algumas S10 e atualmente tenho uma Hilux da série precedente (é 2011). Honestamente, não vi nada de tão extraordinário na nova, nem mesmo o espaço no banco traseiro ( e olha que tenho 1,9m de altura). Acho que vou manter a minha ainda por um bom tempo, ainda mais pelo preço que estão pedindo pela nova. Continua sendo um excelente carro, diferente mas não muito melhor do que a geração anterior.
    Quanto à direção, finalmente vejo uma avaliação em que este aspecto é apontado: é realmente muito incômoda essa característica dos Toyotas de ter a caixa de direção desmultiplicada. E não é só na Hilux, mas também no Etios e nos Corollas, pelo menos até a geração anterior à atual. Não concordo que esta seja uma definição em nome da segurança, pois nas S10 a direção tem a calibragem correta, mais direta, e nunca me vi em situação de risco por isso, mesmo tendo percorrido centenas de milhares de km com elas. O que acho mesmo é que é preguiça da engenharia de redefinir a especificação. A impressão é de que simplesmente aplicaram a assistência hidráulica ou elétrica à caixa mecânica original e pronto.
    RMC

    • Matuck

      Concordo com você. Troquei um Corolla 2007 por um 2016 e a direção está mais lenta. Já era lenta no 2007, piorou mais ainda.

    • Zeb Uceta

      A Pajero Dakar tem direção muito lenta, também. Sempre que saio com o carro do meu pai tomo um susto ao desfazer a direção pra sair da garagem! O meu carro é um Focus (e o anterior dele também), é uma diferença enorme!

    • enoque

      eu tenho experiência com camionete,e digo quem compra hilux e porque e durável resistente e peças baratas.na hora de vender e a que desvaloriza menos ,opinião de quem tem uma há mais de ano.

      • enoque, se você ainda tem a Hilux, como sabe que ela desvaloriza menos ao vendê-la?

  • Alexander NotTheKing

    É uma das pickups mais vendidas, mas o número de capotamentos de Hilux na minha região, Oeste do Paraná é algo absurdo, só no ano passado, eu contei 8 capotamentos com mortes, este ano já contei 2 uma modelo velho e uma SRX novinha, isso que não procuro, só vejo as notícias no jornal.

    Não que seja ruim de estabilidade, mas acho que o povo exagera ao achar que pickup é um sedã.

    Com isso a Hilux pegou uma fama de que capota fácil, não posso afirmar porque não tenho e a única viagem do Paraná até Minas que fiz de carona, implorei para voltar dirigindo, porque o banco traseiro era uma tortura, se melhoraram isso, já é uma grande evolução.

    • David Diniz

      Calma Jovem! A Hilux desde 2013 ou 2014(não sei ao certo) Já tem ESP e TC de série. E a nova não foge a regra. ESP é obrigatório nesse tipo de carro que é instável.

      • Lucas

        E você acha que só isso basta? Certamente é de se esperar que tenha um comportamento melhor com do que sem sopa de letrinhas, mesmo assim não haverá eletrônica que anule as leis da física.

    • Lucas

      Lembro da avaliação da SW4 pelo AK, ele mencionou que a eletrônica entrava em ação com boa frequência para garantir a estabilidade da grandalhona. Não é a toa. E também não vai haver milagre: exagerou, vai dar caca mesmo!

      • Lucas, com nenhuma picape desse tipo se deve abusar, você sabe. Creio que se você viu mais Hilux é porque tem mais Hilux na região e boa. Sinceramente, de todas as que testei achei a Amarok a mais estável em curvas..Fora ela, para mim, todas estão no mesmo nível quanto a isso.

      • Alexander NotTheKing

        Esse é o problema, há um público específico que compra e capota estas pickups, por aqui, chamamos os NOVOS ricos, até os 50 anos de idade não tinham nada, e começaram a ganhar dinheiro e na hora de gastar compram coisas boas, mas não sabem usar.

        É comum ver estes senhores em suas Hilux se debatendo com seus iPhones sem saber como funciona.

        Convivo com muitos destes e não aceitam uma opinião em como dirigir, dizem que dirigem antes de minha mãe nascer, fazer o que.

        Depois aparecem aqui no AquiAgora.Net

        http://aquiagora.net/noticias/ver/54325/

        http://aquiagora.net/noticias/ver/53812/

        • Lucas

          Você é de MCR??

    • Cebobina

      Capotam pois seus proprietários correm muito. Sou do MT e aqui vende muita Hilux. Nas rodovias é raro ver alguma andando a menos de 140km/h. Nessas condições qualquer imprevisto vira um carro de pernas para o ar.

  • bow

    Eu tenho experiência de uma Ranger 2.2 manual aqui da empresa e posso assegurar uma coisa abaixo das 2,000 rpm ela é fraca, e em termos de consumo perto das Hilux 3.0 é bem ruim, enquanto uma Hilux AT faz 12,7 km/l na mesma estrada e tocada a Ranger 2.2 dificilmente passa dos 10,5 – 11 km/l.

    • Zé Júnior

      A 3.2 AT faz “oito e meio apurado”, como diz meu sogro (estrada!)

  • Thiago Teixeira2

    Amarok: São 8 marchas trabalhando o tempo todo, principalmente a partir da 3ª.

  • VeeDub,
    parece lenta porque as rodas esterçam muito, o diâmetro mínimo de curva é de apenas 9,6 metros. isso engana.

  • Eduardo Cabral,
    considero um despropósito o teste do alce sem que seja medida a aceleração do volante/árvore de direção. Sabe se costumam medi-la?

    • Fórmula Finesse

      Não medem; é apenas feita uma manobra a lá direção vaca louca e o carro que segure a bronca depois (para mim, um teste inócuo – verdadeira caça às bruxas)

  • Welyton, por mim que se danem os testes. Ela anda muito bem. Não é carro de corrida e se anda um pouco mais ou pouco menos que as outras isso tem um peso irrelevante na escolha de quem quer e/ou precisa de uma picape dessas. Ela viaja muito bem, ultrapassa muito bem, tem boa pegada, e isso para mim, e creio que para o interessado, basta. Que testem qual atravessa melhor um barreiro, qual arrasta melhor uma carreta carregada, qual é a mais econômica, etc.
    Não tem nada a ver esses testes. Seria o mesmo ver qual esportivo é melhor na lama ou qual leva mais bagagem. .

    • Fórmula Finesse

      Já eu acho que todo veículo de transporte de passageiros – particular, naturalmente – precisa ter sim seu desempenho medido e colocado à par com seus concorrentes. É a concorrência que aprimora o produto, se eu vou gastar uma pequena fortuna em uma nova geração de picape (tomando o exemplo), eu quero saber sim se ela é superior em relação à geração anterior, e os números frios do teste, podem nos dar uma boa ideia de como ela se comportará no uso cotidiano: boa aceleração é capacidade de ser ágil no trânsito, significa retomadas mais certeiras, denotando mais segurança…se o produto novo em tese avança para frente, mas se existe uma discrepância com o desejado pelo consumidor, ou se este não cumpre o que é vendido pelo seu fabricante; é preciso sim levar em consideração o item desempenho, não importando se a picape é maravilhosa para ultrapassar o barro ou arrastar uma carreta (extrema minoria da utilização).
      Caso contrário, ainda estaríamos contentes com D-20 e F-1000 da vida – a Hilux parece ótima, mas o quanto ela é perante as outras picapes? Essa é a pergunta que o consumidor se faz quando têm que abrir os cordões da bolsa, não o testador…
      Minha opinião, é claro!

      • OK, FF.A minha opinião é que essas picapes líderes todas já andam muito bem para o uso que se pode fazer delas, em vista do chão que têm. Mais que isso só vai servir pra tonto se esborrachar por aí. Quanto aos números, para mim eles não bastam para ter uma idéia do comportamento do veículo, seja ele qual for.

    • Welyton F. Cividini

      obrigado pela resposta Arnaldo. E na sua opinião ela anda melhor que a Ranger 3,2? Não sei se você já dirigiu a S10, mas se sim a diferença de desempenho é muito grande?

      • Welyton, a ranger parece ser mais rápida, sim. A S10 nova não guiei nem andei de carona.

  • inuyasha

    qual limite de velocidade?

  • heliofig, eu nunca achei picape média ou grande confortável. De qualquer maneira, as mais antigas tinha capacidade de carga 700~750 kg e hoje passaram a 1.000 kg. Só aí dá diferença na qualidade de rodagem.

    • heliofig

      Bob, realmente, este “confortável” é relativo em picapes rsrsrs. Mas as a diesel sempre foram para 1.000 kg — a 94, que era 3,6, podia mesmo ter capacidade de carga menor, não me lembro.

      O fato é que a F-1000 84 não pulava de traseira como a S10 2017 — esta é a minha implicância.. Por que as fábricas perderam aquela qualidade de comportamento?

      Hélio Figueiredo