Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas REPOSIÇÃO: GATO POR LEBRE? – Autoentusiastas

Problema grave no mercado de reposição é a invasão de peças baratas pois podem ser falsificadas e comprometer o bolso e a segurança.

Peça de reposição: na loja ou na concessionária?

Questão complexa. A fábrica do automóvel fornece para a concessionária todos os componentes de seus modelos. Mas em muitos casos ela pode estar apenas intermediando a venda, pois uma grande maioria deles é produzida pelos fornecedores de autopeças.

O fabricante de faróis fornece seus produtos para a Volkswagen, por exemplo, mas também para a loja de peças independente. Muda apenas a embalagem: na concessionária o farol vem na caixa da VW. Na loja, com a marca de quem o fabricou. Diferença de qualidade? Praticamente nenhuma. Se o fornecedor tem a aprovação da própria fábrica, então inspira confiança em qualquer embalagem.

E o preço? A fábrica pressiona o fornecedor a reduzir sua rentabilidade a um mínimo, pois adquire o produto em elevados volumes. Fora a concorrência de outras empresas do mercado. Com o poder de barganha, ela compra por preços mínimos, coloca sua margem (“mark-up”) e o fatura para a concessionária.

Quando o fornecedor fatura para a loja de peças, fica “mais à vontade” para aumentar seu lucro. Por outro lado, a loja é único intermediário entre fabricante e consumidor. Na autorizada, o freguês é o quarto na cadeia fornecedor-fábrica-concessionária, o que pode elevar o preço final depois de tantos impostos, transportes e margens de lucro.

Além disso, existem as peças “cativas”, produzidas pela própria fábrica do automóvel, que estampa partes da carroceria como portas, paralamas, capô e dezenas de outras. Neste caso, a fábrica não costuma fornecê-las para o mercado “paralelo”. Ou o faz com margem que torna difícil a loja competir com a concessionária.

Mas tem o fantasma da qualidade. O freguês que adquire peças de reposição no “paralelo” (lojas), pode estar levando um produto de mesma qualidade (que a concessionária) ou uma peça que poderá trazer transtornos no futuro. Como distinguir o gato da lebre?

Se a loja de peças vende um produto de marca conhecida, tradicional, às vezes internacional, não há por que duvidar de sua qualidade. Exemplo: a centenária Bosch — ela existe antes da maioria das marcas de automóveis — vende componentes elétricos para as fábricas e também para o “paralelo”. Mas, se o vendedor da loja sugere uma peça de marca desconhecida, duvidosa, melhor deixar para lá…

No caso de peças “cativas”, a grande maioria do que se encontra no mercado paralelo foi produzida por pequenas empresas que podem até respeitar padrões mínimos de qualidade, mas nem sempre. Muitas são importadas de países asiáticos e produzidas sem o menor respeito aos padrões mínimos de tolerância. Um paralama fabricado na China, por exemplo, não interfere na estrutura do automóvel e não precisa — necessariamente — ter mesmo padrão de qualidade que o original. Mas o lanterneiro (funileiro) pode se aborrecer e ter uma carga extra de trabalho para encaixá-lo no lugar, pois os furos da peça não coincidem com os da carroceria…

Outro problema grave no mercado paralelo é a verdadeira invasão de componentes falsificados. Como rolamentos: existem marcas tradicionais como Timken, Schaeffler, FAG, NSK, SKF. Mas existem fabricantes “cara de pau” que produzem (as vezes restauram usados) peças idênticas (a olho nu…) e as colocam no mercado. Custam a metade do preço, mas deve-se duvidar dessas “pechinchas” que não duram nem um décimo da vida útil da peça original. E o pior, além do rombo no bolso do consumidor, podem comprometer a segurança do veículo.

Resumo da ópera: nenhum problema comprar no “paralelo”, que tem, em geral, preços mais competitivos. Mas, em caso de dúvida da qualidade, recorra à concessionária.

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Claudio

    Em relação a rolamentos, ponteiras de direção,pneus e outras peças que afetam a segurança não se deve fazer economia pois o barato pode até custar a vida.

  • Daniel S. de Araujo

    A questão advém do próprio consumidor:, que não exige peças de reposição de boa qualidade, não reclama, enfim, aceita qualquer coisa. Falar do gato por lebre é verdade, mas ele não existiria se o consumidor se impusesse! Por que ninguém compra mercadoria com prazo de validade vencido? Porque o consumidor fiscaliza, olha. Está atento!

    Tenho fama de chato, sistemático, nas lojas de peça daqui da cidade. Não aceito qualquer marca e devolvo mesmo antes de colocarem no meu carro. Anos atrás, numa bobeada comprei um jogo de braços superiores da Ranger vendida pelo dono da loja como sendo “paralela de primeira linha”. Duraram 1 mês. Devolvi para a autopeças e reclamei. Me deram uma peça Cofap e não paguei a mão de obra.

    • Fernando

      Eu já tive problemas com cabos de vela de 2 grandes fabricantes.

      Um deles não reclamei porque na verdade é algo muito pequeno e na verdade não seria minha primeira opção de marca. Mas o outro é se não da maior, de uma das maiores fabricantes, em que tão gritante o problema, encaminhei para o setor de engenharia, que de início me responderam e foram avaliar, porém não sei no que deu, mas ficarei atento para evitar esse produto desta fabricante.

  • Hemi Enthusiast
    Todas as peças do veículo, inclusive os rolamentos, são enquadradas nas normas do fabricante do veículo, que são mencionadas no desenho do componente.
    Na realidade o fabricante do veículo deve se responsabilizar por todos os componentes, mesmo os black-box.

    • Thiago Teixeira2

      Acho que o Hemi se baseou no intercâmmbio de peças:
      Comprei um par de bieletas para o estabilizador traseiro do Focus mk2. Como a peça original Ford/Motorcraft estava por preço insuportável comprei as originais do estabilizador dianteiro da Blazer/S10 98/… que é a mesma peça e por 1/6 do preço.
      Ainda no Focus, precisei trocar o rolamento do esticador da correia poli-V. A Ford só vende o rolamento com o esticador completo. Novamente recorri ao grande rival GM, que vende a mesma peça, apenas o rolamento, que também atende os motores GM F1 e F2, por uma fração do preço.

      • Thiago Teixeira2,
        Toda a industria automobilística segue praticamente os mesmos critérios para as suas peças originais. O custo do componente pode variar mas a qualidade é garantida em teoria. Mercado paralelo, eu não confio

        • Hemi Enthusiast

          Carlos, nunca vi nenhuma fabrica produzir um rolamento. Nem rodas… Nem velas.

          Porque comprar uma NGK do balcão de autopeças seria inferior do que comprar uma NGK do balcão da concessionária?

  • A questão das peças de reposição só pioram com o passar dos anos de um automóvel. Eu, por exemplo, com meu carro novo, um Fusca 1300 1975, estou vendo que tem peça em que a má qualidade é gritante! O pior é em várias partes do carro já não se acha mais peças de primeira qualidade. Graças ao bom Deus pelo menos no que se diz a motor, suspensão e freios ainda se encontra em abundância peças de primeira qualidade para o meu possante!

  • Hemi Enthusiast

    Muito pelo contrário. Estou pregando o livre mercado, não o agrupamento de interesse de classes (monarquia? Feudo? Socialismo? Sindicalismo?).

    Se alguém não entender precisa estudar.

    Se alguém politizar o comentário pico a mula daqui. Isso está insuportável. É a terceira vez que tento comentar aqui sem entrar em política. Se não der certo, desisto de vez.

    Grande abraço.

  • Danilo Grespan

    Boris, no Aliexpress, se você procurar por peças que costumam ser vendidas caras aqui, como partes de turbocompressor por exemplo, verá um mesmo fabricante vendendo uma mesma peça com várias caixas com marcas diferentes impressas. Geralmente, marcas italianas, alemãs etc. O valor, chega a ser 5% do preço da mesma aqui, inclusive, você nota exatamente a mesma caixa…

    • Matheus Carrer

      Aliexpress só tem porcaria falsificada, vir na mesma caixa não quer dizer nada. Não existe milagre para uma peça que custa 100 dólares nos EUA ou 800 reais aqui por exemplo custar míseros 200 reais ou menos, isso não existe.

      • Fernando

        Tem na verdade somente a questão de estar próximo a onde foi fabricada, sendo que a que está nos EUA envolveu custos de frete, lucro de intermediários e da própria loja e impostos.

        Mas o maior perigo é o grande risco da falsificação, pura verdade que não me levaria a comprar uma peça essencial. Mas já comprei emblemas e travas de porta(que aqui foram cobrados valores absurdamente maiores) e não são peças que colocariam algum risco, e estão atendendo bem. E bem, antes de pensarmos em qualidade, na China se faz quase tudo para exportação, então tem coisas boas e ruins.

    • Matheus Carrer

      Aliexpress só possui produtos falsificados e a caixa é uma das coisas mais fáceis de se falsificar. Esse milagre de preços a que você se refere não existe.

    • Danilo Grespan

      Sim, concordo contigo. Só quis demonstrar o risco de comprar peças baratas, principalmente em sites de vendas como ML, OLX, uma vez que peças “originais” podem ser simplesmente falsificações chinesas.

  • Danilo Grespan

    “A melhor saída para o Brasil é o portão de embarque internacional..”

    Infelizmente, assim como você, já perdi a esperança faz muito tempo (ou nunca tive).

  • Carlos A.

    Prezado Carlos Meccia, sua afirmação aqui comprova o que eu suspeitava já a algumas décadas, a final não existe milagre. Muitos acham caro o preço de determinada peça na concessionária, a famosa Genuína de fábrica. Mas, qual será a referência de preço desse consumidor? O valor de uma peça de 5ª categoria? Meu hobby é cuida pessoalmente dos meus carros, e noto que é nítida a diferença de alguns componentes originais comparados aos paralelos, um exemplo simples são as mangueiras de combustível de borracha com lona externa. Não duram nada, um ano e já estão trincadas! Já vi carro com mangueiras em borracha que saíram de fábrica e seguem perfeitas décadas depois. Pena não encontrá-las facilmente no mercado de reposição com a mesma qualidade. Assim, salvo modelos mais antigos onde não se acha mais peças na concessionária aí não me resta outra opção a não ser a procura pelas peças ‘originais’, ou seja, da marca do fornecedor de época para a fabicante. Marcas paralelas só em último caso mesmo e nunca para itens ligados diretamente à segurança.

  • ÉderKS

    Pois é. Essa ilusão de achar que tudo na concessionária é melhor e confiável….

  • Mas comunista verdadeiro fica.

    • Hemi Enthusiast

      Só para esclarecer minha visão política é anarquica/liberalista, totalmente antagônica com princípios comunistas (onde tudo é propriedade do governo).

  • iCardeX

    Aos 70.000km substitui as pastilhas dianteiras do Golf. As pastilhas de freio dianteiro do Golf me custaram R$ 570,00 (originais). À época uma especializada de Brasília me ofereceu as pastilhas dianteiras do Golf (com os sensores) por cerca de R$ 200,00. A diferença de valor foi tão gritante que eu recusei imediatamente a proposta. 30% e 40% de diferença de valor entende-se, porém essa diferença bizarra de quase 150% é inconcebível.

    • Alexander NotTheKing

      Aconteceu comigo com as pastilhas do Peugeot 408 THP, o par dianteiro me pediram 540,00 reais, liguei em outra concessionária em Curitiba e outra em São Paulo e me disseram que custavam 310,00.

      Ao questionar na concessionária, me mostraram a diferença, a pastilha que as outras tentaram me vender é o modelo para o 2.0, são diferentes.

      Um amigo que usou estas mais baratas no 308 THP dele disse que começaram a fazer um chiado, “envidraram” depois de 2.000 km de uso.

      Conclusão, se até as concessionárias tentam te empurrar produto inferior, ai complica.

    • Hemi Enthusiast

      Não queira saber quanto a fábrica paga nessas pastilhas de 570,00 reais…

      • iCardeX

        Existe um longo caminho a ser percorrido até que se estabeleça o valor final do produto ao consumidor. Por baixo estou falando tão somente de: Custo de produção, patentes, qualidade do material empregado, impostos, transporte, atravessadores, e por fim, a garantia propriamente dita.

        Por experiência, eu sei quanto custa um ar-condicionado de baixa qualidade, uma panela de pressão de baixa qualidade, uma televisão de baixa, até iogurte de baixa qualidade. A certeza que eu tenho é que o preço é infinitamente inferior à sua raiva.

        Quanto ao Golf o que importa para mim é a eficiência e a qualidade do sistema de frenagem que ele te entrega. Duraram brilhantemente por mais de 70.000km. Eu confio no projeto, portanto, eu confio em peças originais. O preço final, de longe será dos melhores, mas estou plenamente satisfeito com a qualidade e a vida útil do produto entregue.

  • TwinSpark

    Farois e lanternas: Arteb e Cibié

    • Fernando

      Entre outras!

      Aliás a Cibié hoje atende nos faróis e lanternas como Valeo.

      • Hemi Enthusiast

        A Cibié não existe mais como marca.

        Todas as marcas indicadas são fornecedores dos fabricantes.

  • Nunca comprei nada na concessionária, e vejo que sendo de um fabricante de renome já se tem uma boa segurança da qualidade do produto. Por exemplo, a minha bateria Moura está durando muito bem… 2 anos e meio, a última Moura neste mesmo carro durou 6 anos.

  • Danniel

    Para o Omega é virtualmente impossível encontrar peças nas concessionárias, no máximo encomendando de alguns distribuidores em São Paulo.

    Para o Fox, sempre pesquiso os preços nos mercados independentes e na concessionária, pois às vezes chega a ser mais barato. E ainda há o problema de peças falsificadas, quem acompanha os canais de oficina no YouTube sabe.

    • Maycon Correia

      Danniel, já não é de hoje isso com o Omega. Em 2001 tínhamos uma Suprema GLS seis-cilindros, e a bomba d’água de um carro que havia saído de linha há 3 anos já era caríssima e ninguém fabricava no aftermarket. Lá se foram R$ 522,00 pela peça que estragou aos 60 mil km. A prefeitura limpando uma rua quebrou o vidro lateral traseiro com uma pedra atirada pela roçadeira. O seguro não encontrou o vidro, na revenda era 6 meses de espera e o valor, R$ 1490,00. Solução? Pagar 300,00 em um no ferro-velho de batidos. Foi imediato. Vendemos ela, pois sabíamos que ao precisar trocar qualquer pecinha seria tarefa quase impossível.

  • iCardeX

    Enfim, cada um cada um. Como eu rodo bastante, cerca de 50.000km por ano, não posso arriscar reposição com peças genéricas. No final das contas, caro para mim seria algo que não funciona adequadamente. O jogo de pastilhas do Golf é, digamos, um tanto quanto de valor bem elevado. Porém, os dianteiros duraram 70.000km! Aliás, troquei antes mesmo do computador avisar. Quando percebi o desgaste aliado aquele chiado característico (em baixa velocidade), solicitei a substituição imediadamente. As pastilhas traseiras devem durar uns 110.000km.

  • César

    Bem colocada esta situação. Possuo dois carros com mais de 20 anos de idade e muitos componentes só existem nos desmanches da vida. Bom, se a procedência das peças é duvidosa, pelo menos a originalidade é garantida…
    Na verdade até se encontra alguma coisa original e com bons preços em concessionárias principalmente de cidades pequenas do interior, mas o tempo que essa busca demanda (geralmente esses locais só atendem pessoalmente ou, no máximo, por telefone fixo) acaba cansando qualquer entusiasta. Tenho um colega que deu sorte uns dois anos atrás: começou a restaurar um Escort ano 1984. Casualmente dias depois que eu conheci o carro, estive numa cidade pequena visitando uns parentes. Passei em frente à revendedora Ford local, e havia uma vitrine com algumas peças antigas servindo de enfeite, mas que estavam à venda. Meu colega ficou eufórico quando soube, foi até lá e acabou “ganhando” um jogo completo de rodas e calotas originais nunca tiradas da embalagem por irrisórios R$ 50…

  • João Carlos,
    Mesmo que uma pastilha que não tenha o avisador vá além de 2 mm, ela nunca se desgastará totalmente ao pondo de prejudicar a frenagem ou danificar o disco.

    • João Carlos

      Entendi, obrigado.

  • Fernando

    É assim mesmo, no caso do óleo por exemplo, claramente a GM não produziria este produto mesmo. E você pode sem dúvida optar pelo que preferir, muitas vezes escolhendo um produto até melhor.

    Mas pense no consumidor que desconhece as fabricantes de peças (ou de óleo, como no caso) e tem na prateleira um óleo AC Delco para o seu GM, Motorcraft para seu Ford, ou Honda… é bem provável que ele prefira confiar neste. Assim, as fabricantes não deixam isso de lado e aproveitam para manter mais um tipo de relação com o cliente.

  • Fernando

    Daí vemos como temos um problema, afinal a fabricante das peças se sujeita a riscos à sua imagem oferecendo o que é recusado em outro padrão. Ou seja, entre os dois clientes dela(consumidor final e indústria) o menos rigoroso é o cliente…

  • Fernando

    Excelente visão, definiu perfeitamente como as coisas deveriam funcionar para realmente as coisas engrenarem por aqui.

  • Fernando

    E também para os antigos já vamos nos acostumando com o que haverá no mercado daqui alguns anos, já que é questão de tempo para as originais serem somente lendas rs

  • Eu vou em oficina especializada em freios (Freio 100 – Butanta – São Paulo-SP ). Lá tem até autopeca de freio … Freio 90. Assim é peça de qualidade e preço justo e a mão de obra não é cara.

    • Carlos A.

      Concordo com você, em ir em oficina especializada, em geral os mecânicos ali só fazem isso e assim o serviço tende a ser rápido e bem feito. Em geral as peças empregadas são da marca dos fornecedores de montadora, mesmo assim atualmente prefiro continuar a fazer pessoalmente essas manutenções – meu caso em particular com espaço e ferramentas para isso além de conhecimento. Por usar pouco o carro, consigo programar a revisão para um fim de semana ou feriado. Bom que com isso, consigo esperar pela peça genuína da concessionária (se não tiver pronta entrega) ou pela marca original da auto peças se não existir a opção da concessionária (carro mais antigo é assim). E caso falte alguma peça não me importo em esperar com o carro desmontado, ou se sobrar fica ‘em estoque para a próxima revisão’ são privilégios raros eu sei. Mas o motivo pelo qual resolvi partir para o “faça-você-mesmo” vem lá de 99, quando um carro meu insistia em apresentar chiados com pastilhas novas trocadas na oficina especializada marca Fras-le, retornei na oficina por 2 vezes e procedimento era tecnicamente errado para a solução do problema: lixar as bordas do material de atrito das pastilhas, com isso reduzia-se a área de atrito com o disco e o chiado parava até o desgaste natural formar novamente os cantos. Solução: desmontar o conjunto em casa, jogar fora essas pastilhas que na segunda vez sofreram um desbaste significativo dos cantos pela oficina, mandar tornear (dar um passe) os discos que depois do procedimento ainda estavam dentro da tolerância permitida e instalar um novo jogo de pastilhas, na época da Varga Freios. Serviço feito e freio corretamente assentado, nunca mais! Rodei mais uns 20/25.000km com ele até a venda do carro sem ter qualquer problema de chiado ou falhas. Até hoje não entendi qual foi a da oficina especializada em freios ao ter tal atitude.

      • Meu caso foi curioso… troquei discos e pastilhas, então as pastilha Cobreak chiavam 0 km, pedi pra quebrar os cantos e não resolveu. Depois de vários quilômetros o problema sumiu.

        Meu uso é predominante em rodovias e já rodei 25.000 km e as pastilhas e discos de freio estão ótimos ainda.

  • Alexander NotTheKing

    Por isso se diz RECOMENDADO no manual.

    1. Que se recomendou; que é .objeto de recomendação ou empenho.

    Não é OBRIGADO, basta utilizar um óleo com as mesmas especificações ou até superior que não terás problemas.

  • Alexander NotTheKing

    Se tem 20 anos ou mais a fabrica quer levá-lo ao ferro velho. Não espere atenção das fabricas para produtos descontinuados.

    Ai o jeito é recorrer a fábricas que se interessem em produzir peças para os velhinhos.

  • Hemi Enthusiast

    Hoje se encontra muita “lataria” de fibra de vidro, de bom acabamento.

  • Hemi Enthusiast

    Cuidado, essa correia tem uma camada interna de Cabo de Aço e fibra de vidro, que sofre fadiga.

    A análise externa não isenta de troca dentro do prazo recomendado.

  • Hemi Enthusiast

    Fuja de autocenters… Infelizmente eles tem adotado a política de comissão de vendedores e montadores em vendas de peças.
    Portanto te empurram o máximo possível.

  • mecânico

    Concordo. Comprar peça da marca que fornece para as “montadoras” não é garantia de qualidade. No máximo é garantia de que vai pagar mais caro do que pelas marcas menores que só fornecem para o mercado de reposição.

  • Hemi Enthusiast

    Para carro sim, para motos (Fras-le, Cobreq) são um lixo.

  • Hemi Enthusiast

    É isso que não entendo… Por exemplo a NGK não dá garantia de suas velas vendidas para autopeças? Seu produto é inferior que a vendida aos fabricantes? Isso para mim seria má fé da indústria de autopeças, o que eu particularmente não acredito.

  • Marco

    De acordo. Mas qual o milagre para uma calça original da adidas custar, por ex., mais de R$ 150,00, sendo que é produzida no Camboja por menos de US$ 2,00? A margem de lucro, assim como muitas peças automotivas, é absurda.

  • Alexander NotTheKing

    Ótimo relato, ótima explicação, mas eu não fiz crítica a você ou a ter carros mais datados, espero que não tenha me entendido mal.

    Concordo com tudo o que você expôs. E sua análise parece bem correta.

    • Alexander, sem problemas.

      A questão é que muitas vezes só quem tem carro idoso sabe como é porque sente na pele.

      Carro com 10 anos sofre muito mais desses problemas que carro com 20 anos, por incrível que pareça.

      Tem também a questão da vida de componentes.
      Um Cadillac da década de 40 tinha tanta margem de segurança que é um tanque de guerra indestrutível. Mas quantos anos você acredita que dure um carro moderno? Pode ser um excelente carro, mas vai durar precisamente o que foi projetado para durar. Passou da hora marcada, parece a carruagem da Cinderela: vira abóbora.

  • Alexander NotTheKing

    Perfeito, visualmente os semi-eixos eram idênticos, mas foi só levar no torno para notar que o novo tinha um desvio maior que o semi-eixo a qual ele deveria substituir.

  • O meu vou precisar de trocar os assoalhos. Esse sábado fui procurar e achei com razoável facilidade as peças que preciso. Na Web se encontra absolutamente todas as latas. Agora, algo que é simples e estou apanhando muito para achar é o condensador e platinado.

  • DPSF

    Motor de partida da Meriva: não tem reparo. Quebrou? Só um novo. E apesar da Meriva ser por baixo da lataria um Corsa novo, suspensão, motor, etc, etc… o motor de partida da Meriva é totalmente diferente do Corsa e da Montana.

  • Lemming®

    Não necessariamente.
    Se é peça ou item que pode levar a perda do controle de veículo e conseqüente colisão ou algo pior o que vale mais?
    O que deveria existir é uma fiscalização decente por parte do poder público ((des)governo) mas aí dá muito trabalho, não é.

  • Lemming®

    Surreal. Imagino o que o zé da esquina fez para suprimir o sensor de desgaste…

  • Carlos A.

    Thiago Teixeira2, nem sempre é a melhor opção. Há de se analisar bem antes sobre a importância da peça com relação a segurança, caso desses semi-eixos.

  • Malaman

    Não é o mercado financeiro quem define as taxas básicas de juros, da economia, é o governo. À partir delas é que o sistema financeiro se baseia.
    A culpá não foi do mercado financeiro, da industria, dos concessionários ou dos trabalhadores. É totalmente do nosso governo incompetente, perdulário e corrupto. Somente quando os brasileiros começarem a cobrar do real culpado é que as coisas mudarão.

    • Totiy Coutinho

      Sim sim entao me explique porque quando ESSE GOVERNO baixou as taxas da SELIC a 7.5% ano e pos os bancos publicos com taxas mais baixas o DEUS mercado caiu de pau em cima dele ?

      • ochateador

        Porque uma hora a conta ia chegar e seria alta para todos (mas ainda pior para o governo).
        Baixar os juros é bom. Mas baixar na base da canetada sem que o país tenha estrutura para isso é muito ruim.

  • iCardeX

    E te digo mais: essa “especializada” em pneus, aqui de Brasília, condenou as minhas pastilhas dianteiras aos 30.000 km. E olha que eu só vou lá para fazer rodízio de rodas. Sim! Essas pastilhas da foto acima que eu fui trocar aos 70.000 km! E 40.000 km depois, e sequer sem eu atingir o sensor de desgaste, foi que eu decidi por substitui-las. Às vezes o barato pode sair bem mais caro.

    Em tempo: mão-de-obra na autorizada: R$ 70,00. Mão-de-obra na especializada: R$ 100,00.

    Segundo a autorizada, eu poderia realizar o a troca das pastilhas dianteiras onde eu bem entendesse e sem problema algum, mas com relação às pastilhas traseiras (que são bem mais baratas) o mecânico foi bem explícito: “Traga o veículo para cá, porque é necessário utilizar o “robô” para liberar as travas traseiras, além da liberação OBDII pelo computador. Vão tentar utilizar chave de fenda, ou seja lá o que for, e daí corre-se um risco enorme de danificar o sistema de frenagem traseiro. Como a demanda por esse tipo de sistema de freio (eletrônico) é muito baixa, dificilmente eles terão investido no aparato tecnológico necessário para a instalação das pastilhas traseiras.”

    • Carlos A.

      Bem observado, acho que eram os Passat importados nos anos 90 do qual ouvi falar. Havia a necessidade do uso de um sistema para afastar os pistões das pinças dos freios para troca das pastilhas, mas infelizmente muitos tiveram as peças danificadas por levarem em oficinas que não dispunham de equipamento apropriado e conhecimento sobre a necessidade de tal aparelho. Se alguém puder confirmar se eram mesmo esses VW….

  • Rochaid Rocha

    Eu tive que trocar a lâmpada do farol de neblina de meu Punto. Na concessionária 170,00 reais. Não encontrado em lojas de autopeças da cidade. Acredito que tenha me precipitado em ter trocado. Pouco tempo depois acabei achando a lâmpada da motocicleta Hornet, idêntica por 69,00 reais. Não consigo entender a lógica disso. Na próxima vez que queimar, se queimar, vou à concessionária de motos Honda e não a da Fiat.

    • mecânico

      Como as lâmpadas, assim como rolamentos, pneus, óleo do motor etc., são “padronizadas”, basta comprar uma do mercado de reposição, do mesmo modelo, de marcas como GE, Philips, Sylvania ou Osram que estará muito bem servido. Como as lâmpadas vão escurecendo com o tempo de uso, recomendo trocar sempre aos pares e de mesma marca, para evitar aquela “aparência de carro velho” que vejo muito por aí, de lanternas ou faróis um lado mais escuro que o outro.

  • Carlos A.

    Raphael Hagi, você não está sozinho! Estive uma concessionária VW procurando peças para o Fusca e ocorreu o mesmo comigo, o camarada riu e bastante ainda por cima. Na minha última ida (uns 2 anos) fui comprar a correia do alternador e para evitar maiores constrangimentos, pedi de cara a correia para a Kombi 2005 – o último ano do motor ‘a ar’. Ai sem problemas me venderam a peça que custou R$ 22,00 na época, Genuína VW/Goodyear. Comprei para substituir uma Goodyear novinha de auto peças que havia custado nos bons tempos que o site Autoz vendia auto peças, apenas R$ 5,00!! O motivo da troca? Simples…a peça do mercado paralelo tem espessura e ‘dentes’ um pouco menores comparada a genuína VW, e por incrível que pareça, essa diferença gerava um assobio de volume fora do comum durante o funcionamento do motor. Pior que demorei dias para concluir isso, achava que poderia ser defeito em algum outro componente e não característica da correia paralela.

  • Newton, isso só causa um problema: mata o carro e a marca.
    O dono nunca mais vai querer comprar outro carro da marca e vai fazer questão de dizer isso para todo mundo.

  • Danniel

    Já passei por isso também aqui em Brasília.

  • Danniel

    Ricardo, mesmo sendo o mesmo molde, a qualidade do plástico é inferior, pelo menos nos casos dos piscas dianteiros do Omega.

    • Ricardo Kobus

      Sim concordo que o plástico é inferior, mas pelo menos o acabamento é bem melhor que outras marcas, pelo menos esse farol deu regulagem, coisa que o outro não dava.
      Mas infelizmente não se compara aos Arteb e Cibié.

  • Hemi Enthusiast

    Certeza, nos Estados Unidos o preço é acrescentado do imposto na boca do caixa.

  • Hemi Enthusiast

    Isso se chama obsolescência programada.

  • Hemi Enthusiast

    Mentira sua , balcão de concessionária são centros filantrópicos que só se preocupam com o bem estar do cliente.
    Sim fui irônico. Só quem viveu no meio para entender a empurroterapia.

  • Hemi Enthusiast

    Meccia, novamente vou discordar com você. Já trabalhei em autopeças e muitas vezes o fornecedor vende a preço de custo para ganhar o contrato e conseguir ganhar no mercado de reposição.
    Pelo menos na área que em que trabalhei (rodas de aço) as diferença das peças que iam para o fabricante e para o mercado de reposição era a embalagem . Acredito, eu que grande parte dos fornecedores idôneos atuem da mesma forma.

  • Carlos A.

    Aldi Cantinho, boa reflexão essa sua! Certamente não deve ser a ‘regra’ entre esses proprietários, mas infelizmente das histórias que sempre ouço, concluo que quanto mais o camarada tem (recurso financeiro abundante) mais miserável ele é, chegando a um caso desses que por conhecer essa pessoa, estou certo que tal atitude foi ridícula e arriscada com relação a segurança dela mesma. E sequer foi o caso de uma gambiarra para a venda do veículo, é para ‘uso próprio’ mesmo, não que uma possível venda justificasse alguma manutenção desse nível.

  • iCardeX

    Obrigado pela dica. TRW é o fabricante. Alemanha é o país de origem. Daqui +70.000km verifico se encontrarei em algum fornecedor.

  • iCardeX

    A autorizada é obrigado a fornecer itens originais distribuído segundo o fabricante. Não tem como escolher se vai ou não comercializar pastilhas fornecidas pela VW. Eles até podem sugerir uma paralela ou genérica, mas a original eles precisam manter em estoque. Custe o que custar.

  • Cadu,
    Teoricamente, qualquer peça não original aplicada ao carro pode levar ao cancelamento da garantia. O que vale é a identificação como original, não as especificações.

  • Maycon Correia

    Tigra e seu vigia de 9 mil reais que o digam! Acha um andando por 12 a 15 mil