Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas PORSCHE BOXSTER É 4-CILINDROS TURBO AGORA – Autoentusiastas

Vinte anos após a estreia do primeiro Boxster, a Porsche está reestruturando sua linha de roadsters com motor central-traseiro de cilindros horizontais opostos (boxer) — de onde vem o nome do carro,boxer + roadster. A designação desta nova geração de modelos é 718 Boxster e 718 Boxster S. O número 718 reverencia o carro de competição Porsche 718 com motor central, fabricado entre 1957 e 1962, vencedor em sua classe de numerosas corridas durante a década de 1950 e 1960. Entre elas estão a Targa Florio e a 24 Horas de Le Mans, onde em 1958 venceu na sua classe e chegou em terceiro na classificação geral pilotado pelo francês Jean Behra e o alemão Hans Hermann. Foi feita, inclusive, uma versão monoposto com motor 1,5-litro e rodas descobertas, que competiu no campeonato de Fórmula 1 de 1961.

A peça central desta nova série de modelos é o totalmente novo motor de quatro cilindros horizontais opostos com turbocompressor. O motor 2-litros do 718 Boxster 2-desenvolve 300 cv, enquanto o do 718 Boxster S, de 2,5 litros, produz  350 cv. O primeiro tem torque máximo de 38,8 m·kgf entre 1.950 e 4.500 rpm. Já o 2,5-litros chega a 42,8 m·kgf entre 1.900 e 4.500 rpm.

É a primeira vez que o Boxster tem motor de quatro cilindros— sempre foi de seis — seguindo a tendência mundial de motores menores e mais eficientes com uso de superalimentação. É por isso que os novos modelos do 718 aceleram da imobilidade ainda mais rápido. O 718 Boxster — com câmbio robotizado PDK  e o pacote opcional Sport Chrono — vai de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos (0,8 segundo mais rápido que o modelo anterior de seis cilindros). Com os mesmos equipamentos, o 718 Boxster S acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos (0,6 segundo mais rápido que antes). A velocidade máxima do 718 Boxster é de 275 km/h, enquanto o 718 Boxster S atinge 285 km/h — antes, 264 e 279 km/h, respectivamente.

Os modelos 718 vêm de série com câmbio manual de seis marchas; a caixa robotizada PDK de dupla embreagem e sete marchas é opcional.

Na versão S a turbina do turbocompressor é de geometria variável (VGT), que dispensa a válvula de alívio. Aliás, a Porsche é a única fabricante que oferece essa tecnologia em carros de produção com motor ciclo Otto, no 911 Turbo desde 2005 e agora no 718 Boxster S. Com os novos 4-cilindros  há aumento de potência e diminuição de consumo  de até 13%.

Excetuando-se  tampa do porta-malas dianteiro, o para-brisa e a capota dobrável, todos os painéis externos da carroceria são novos, incluindo faróis e lanternas. Não há como confundir o 718 com os Boxsters anteriores. No interior, o painel traz desenho inteiramente novo.  Além disso, a última geração do Porsche Communication Management (PCM – Gerenciamento Porsche de Comunicações), com tela tátil, é equipamento de série, mas o módulo de navegação é  opcional.

É opcional também para os roadsters o Porsche Active Suspension Management (PASM – sistema de gerenciamento ativo da suspensão Porsche). O chassi ativo, que também ganhou nova calibração, oferece uma interação ainda maior entre o conforto para percursos de longa distância e o dinamismo da firmeza esportiva. No 718 Boxster S as rodas de série são de 19″, sendo opcionais as de 20″.

Como no Porsche 911, o pacote opcional Sport Chrono inclui agora o programa Individual, juntamente com as três opções Normal, Sport e Sport Plus. Com câmbio PDK, há também o botão Sport Response, localizado no meio do seletor dos programas de condução. Inspirado no automobilismo de competição, ele permite que o motorista configure as respostas do motor e do câmbio PDK de acordo com o gosto pessoal.

O lançamento ocorrerá na Europa no dia 30 de abril. O modelo está previsto para chegar ao Brasil no final do primeiro semestre de 2016. Preços e pacotes de equipamentos para o país ainda não estão definidos.

JJ



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Cafe Racer

    Surpreendente o desempenho desses novos 4 cilindros.
    Mas, penso que, o grande desafio da Porsche, será manter viva, a marca registrada do carro: a incrível sonoridade do “velho” flat-6 .

    • Lorenzo Frigerio

      Deveriam fabricar uns carros assim, retrô inclusive na mecânica. Para usar um termo do inglês, “bespoke”. Como os últimos TVR Speed Six, Cerbera e Sagaris. Viscerais, sem babás eletrônicas, mas com a “inteligência das máquinas” do AAD para deixá-los civilizados.

  • Renan V.

    Porsche voltando às origens, com motores boxer 4 cilindros. Quanto a sonoridade? Para quem gosta da coisa, até uma Fazer 250 acelerando é entusiasmante e estes motores novos vão sim ter um barulho matador, aliados ao desempenho, que não será pouca coisa.