São impressões, apenas o que ficou gravado mais fortemente na memória.  Por isso achei por bem não me ater a dados técnicos e somente dar a imagem final que cada carro deixou. As matérias completas de cada um estão no AE.

 

VW up! TSI

 

speed up! (5) r1

A melhor e mais revolucionária novidade de 2015 (Foto: divulgação)

Um espetáculo! Esse motor de 3 cilindros 1-litro turbo é, a meu ver, a mais interessante novidade lançada no ano. O up! equipado com esse motor, além de ser o mais econômico carro nacional, é um dos mais entusiasmantes de guiar. Como anda! O motor é impressionantemente elástico. Pelo velocímetro, sua 1ª marcha vai a 60 km/h, a 2ª vai a 100 km/h, a 3ª a 160 km/h e a 4ª atinge a máxima de 184 km/h (álcool). E todas elas ele engole rápido. A 5ª é para descanso, só que ele “descansa” em 5ª, mas basta o giro estar ao redor de 2.000rpm que basta uma acelerada para ele ganhar velocidade com um vigor delicioso.

Na cidade, essa tremenda elasticidade, conjugada com marchas longas, resultam em poucas, bem poucas, trocas de marcha.Na estrada, então, nem se fala. Em pista simples as ultrapassagens são incrivelmente rápidas e, portanto, seguras. Despacha meio mundo. Acho que os outros, dirigindo “carrões”, não entendem bem como é que aquele carrinho some feito uma bala. Fora que ele é impressionantemente silencioso, tanto quanto ao motor como quanto a ruído aerodinâmico. Pouco se ouve do motor e o que se ouve é bom.

Esse motor cairia muito bem também em carros mais pesados. Por exemplo, o Fox e até mesmo o Golf. Ele dá conta deles, fácil.

Defeitos do carro: a quase impossibilidade de se fazer o punta-tacco. O velocímetro é obliterado pelo volante. O conta-giros é muito pequeno. Não tem regulagem da intensidade da luminosidade dos mostradores. Não reparei em mais nada que me desagradasse, talvez por estar tão encantado com suas qualidades. É daqueles carros que não cansamos de guiar. É ágil, leve, ótima visibilidade, confortável para quem vai na frente, suspensão macia, no ponto, e agarrado e equilibrado nas curvas. Para viajar em dois não se precisa nem se deseja mais do que ele facilmente oferece.

Na estrada, andando rápido, sem lhe dar folga, fez 17 km/l quando com gasolina e 13 km/l quando com álcool. O interessante é que na cidade deu o mesmo consumo que na estrada, sinal que na estrada andei meio forte mesmo, e na cidade, como sempre, andei devagar. Outro ponto que se destacou foi que esse foi o carro em que mais senti diferença de desempenho quando com um combustível ou outro. A pegada com álcool é maior.

Pena que esse motor só equipe as versões de 4 portas, ao menos por enquanto. Basta isso, ter só duas portas, e trazê-lo para a altura de rodagem alemã, a original, que teríamos aí um hot hatch de babar. Ao que parece, a fabricante não quer associar a imagem desse motor à esportividade, mas sim à eficiência. Tudo bem, Volkswagen! Já entendemos! Ele é eficiente pacas! Agora já pode soltar o hot hatch para a rapaziada!

Estou com ele há uma semana e agora vou ficando meio tristonho por ter que devolvê-lo. Nenhum outro carro cairá tão bem na minha rotina.

 

Renault Sandero R.S. 2,0

 

Renault-Sandero-R.S.-AUTOentusiastas

Yes, nós temos um hatch esportivo! (foto: Paulo Keller)

Finalmente um legítimo R.S. por aqui. O motor, além de econômico, é um canhão, e ele associado a um câmbio de marchas próximas dá um resultado dos mais esportivos. É meter marcha atrás de marcha e ter uma aceleração empolgante, de respeito. O ronco é dos bons, encorpado. Além disso, o acerto de suspensão é primoroso. Faz curva como ele só, praticamente neutro, sem tendência subesterçante, como a têm seus irmãos Sanderos “comuns”.

Ótimo para pegar uma estrada e bom para a cidade, já que não chega a ser muito duro de suspensão, e está pronto para entrar na pista para um track day.

O melhor custo-benefício do mercado, quando se entende o prazer ao volante como o benefício.

Não me lembro dos defeitos. Eu teria que consultar o que escrevi sobre ele na ocasião do teste. Se os achei, não devem ser de importância maior.

 

Ford Focus hatchback Titanium 2.0

 

A referência em questão de bom acerto de suspensão (foto: autor)

O mais bem acertado modelo médio nacional. Tem um “chão”, uma dinâmica, comparável ao dos melhores importados. Em estabilidade, suavidade ao rodar, freios, pouco ou nada fica a dever aos melhores importados de mesmo porte.

O difundido sistema de eixo de torção na suspensão traseira evoluiu, sim, e muito, porém o sistema independente multibraço, se bem acertado como este do Focus, faz diferença, sim, é bem melhor, principalmente nas curvas de alta combinado com alguma ondulação.

O motor rende muito bem, acelera muito, porém o carro roda tão bem, tem tão boa estabilidade, tão agradável suavidade, tão bom isolamento acústico, que não se nota a quanto estamos, daí alguns acharem que ele não anda tanto. Mas acontece que ele anda, sim, e muito. Só que ele faz com graça e facilidade o que os outros fazem com dureza, suor. Em suma, ele é o que mostrou o melhor conjunto. É a minha referência na categoria.

Defeitos: o espaço para as pernas dos que vão atrás poderia ser só um pouquinho maior. Só isso.

 

Honda Civic LXR

 

O modelo se aposenta em plena forma (foto: divulgação)

Foi um teste meio que a título de despedida desse excelente sedã, pois neste ano dele só vai sobrar o nome. O novo Civic vem de um projeto totalmente novo, e, como destaque, terá o que há de mais moderno em questão de motorização: motor 1,5-litro turbo e injeção direta. Com isso, espera-se mais potência e em giro mais baixo, e menor consumo. Os concorrentes que se cuidem.

No teste do “antigo” se constata que ele está se aposentando que nem o Pelé, em plena forma. É um belo de um motor conjugado a um excelente câmbio automático: uma silenciosa e eficiente perfeição mecânica japonesa. Tem um excelente chão, é ótimo para viajar, muito rápido e seguro, e só peca por ter a suspensão desnecessariamente dura, principalmente por ele ser um sedã familiar. É certo que a marca objetiva lhe dar um caráter mais esportivo, daí, talvez, admitirem essa dureza de suspensão, mas carros como o citado Ford Focus provam por A mais B que hoje é possível ser ótimo de chão mantendo o conforto. Na estrada, tudo bem, sua rigidez não incomoda, mas na cidade, sim. É um dos melhores estradeiros que peguei. Viaja que é uma beleza e o motor é econômico.

Espero que o novo venha com melhor isolamento acústico.

 

Renault Duster Oroch 2,0

 

Ela criou um novo segmento (foto: Paulo Keller)

Ela criou um novo segmento (foto: Paulo Keller)

Uma bem-vinda novidade. Particularmente, os suves e as picapes não me atraem, a não ser quando necessários, ou seja, quando temos que pegar terra e/ou quando temos que carregar grandes tralhas.

A Oroch entrou sendo mais barata, prática e agradável de dirigir que as picapes médias de cabine dupla — tipo Amarok, Hilux, Ranger etc.—, cuja guiada está mais próxima da que um caminhão do que a de um bom automóvel. Dirigir a Oroch é como estar ao volante do suve Duster, praticamente igual, portanto, mais macia, mais leve, mais ágil, mais próxima de um automóvel, ou seja, mais agradável para o motorista e ocupantes.

Outra vantagem sobre as médias é o maior espaço interno para todos os ocupantes. Todos viajam melhor. E sobre as pequenas de cabine dupla ela tem a vantagem de levar com o devido espaço e conforto até cinco passageiros.

Testamos só a 4×2 com motor de 2 litros, que é excelente, muito elástico e potente (148 cv com álcool), e econômico para o trabalho que exerce, que é levar em viagem um veículo nada aerodinâmico e mesmo assim fazendo ao redor de 9 km/l de álcool. O câmbio manual de 6 marchas, com comando a cabo, é muito bom, com trocas precisas e leves, mas, pelas características do modelo, o mercado há de estar pedindo um câmbio automático, que deverá vir logo.

Em subidas na terra a tração dianteira não é ideal. A versão 4×4 é esperada para breve.

Falta testar a Oroch com motor de 1,6 litro. Esse motorzinho é um show faz tempo e vai dar bem conta do recado. O Bob dirigiu-a no lançamento e gostou.

 

Kia Picanto manual

 

Prático, confortável e econômico compacto (foto: Paulo Keller)

Prático, confortável e econômico compacto (foto: Paulo Keller)

Delicioso compacto. Simples, design de bom gosto, confortável para duas pessoas, e até que leva bem mais duas no banco traseiro. Viaja muito bem. Motor 3-cilindros de 1 litro extremamente econômico e cumpridor. Dá para viajar bem a 140 ou 150 km/h. Vai silencioso e estável.

Suspensão um pouco dura, mas isso é aceitável devido ao porte do carro, se bem que o up! e o Ka, de mesmo porte, são tão estáveis quanto e mesmo assim mais macios.

Ponto alto é a excelente ergonomia que oferece ao motorista. Carro que se dirige o dia inteiro e não cansa. Ah! O trambulador do câmbio, a cabo, está entre os melhores.

 

Chevrolet Camaro SS

 

Teste de despedida (foto: Paulo Keller)

Teste de despedida (foto: Paulo Keller)

Motorzaço, claro! É um canhão. O que incomoda é ele ser um carro muito grande, principalmente muito largo, para uma cidade como São Paulo. E tudo bem, porque quem aqui mora não vai comprar um Camaro SS para ir ao trabalho ou à feira. Aqui não é Los Angeles. Aqui temos um piadista de mau gosto com poderes para infernizar a vida dos motoristas. O que consola é que em breve, na Papuda, ele terá o troco.

É um tremendo esportivo, excelente de freios e de curva, mas, cá entre nós, para pegar uma estrada prefiro esportivos menores, mais leves.

Senti falta de um câmbio manual.  O câmbio automático, o único modo como é importado, é bom, muito bom, trabalha muito bem, mas trocando marchas num câmbio manual o som dessa troca ficaria muito mais legal. Só o som emitido nas trocas dos automáticos já basta para “me cortar o barato da coisa”, já basta para me dar uma esfriada, o sangue não esquenta. Não adianta. Pode ser qualquer automático ou automatizado, robotizado etc. Se não tiver câmbio manual, meu sangue não esquenta.

Save the manuals!

 

Chevrolet Spin LTZ 1,8

 

Boa minivan para a família (foto: divulgação)

Grata surpresa. Seu aspecto alto, longo e estreito sugere que seu comportamento estaria mais para o de uma Kombi do que de uma minivan moderna, mas me surpreendi com o quanto ela é gostosa de guiar. Suspensão macia e boa de chão, estável. Inclusive na estrada peguei até que fortes ventos laterais e, mais uma vez, contrariamente ao que sugere o seu aspecto — grande área plana vertical — ela se saiu bem nisso também. Rola muito pouco nas curvas, o que contribui para amenizar bastante o incômodo que os veículos altos costumam provocar com oscilações laterais.

O motor, de 1,8 litro e 8 válvulas, já está um pouco antiquado, mas cumpre bem o seu papel, sendo que boa parte disso se deve à ajuda dada pelo bom câmbio automático, epicíclico, de 6 marchas. Só em giro alto é que o motor se torna um pouco ríspido e ruidoso, mas em velocidade cruzeiro vai suave e silencioso.

Ela viaja bem. Leva bem famílias numerosas e respectivas bagagens. É útil e confortável. É incrível o que cabe de coisa nessa minivan. Só o banco traseiro poderia ser mais acolchoado, mais macio e confortável, maior e com encosto reclinável, o que seria algo fácil de fazer.

Com o tempo, o convívio, cada vez mais vamos gostando dela, porque ela é prática, útil, leve, fácil de guiar, boa visibilidade geral, tem interior claro e arejado; em suma, uma boa minivan familiar. E com o tempo, devido à sua simpatia, até que vamos achando alguma beleza nela.

 

Chevrolet Cruze Sport6 LT

 

Melhor do que eu esperava (foto: divulgação)

Seu ponto alto é a ergonomia. Para mim, particularmente, é perfeita. O carro é também melhor do que esperava. O motor rende muito bem e o Cruze, modelo hatch, dá sensação de leveza, que somada a ele ser bom de chão confere prazer ao dirigi-lo. É outro carro que não cansa dirigir.

O câmbio manual, de 6 marchas, tem ótimo trambulador, a cabo, e seu escalonamento me pareceu correto.

Bom espaço também para quem vai atrás, com liberdade para as pernas e bom encosto, além de amplo porta-malas.

Só lhe falta um melhor isolamento acústico, tanto do motor quanto da suspensão. Vale lembrar que nos hatches é comum essa maior intromissão do barulho da suspensão traseira. Nos sedãs ela fica mais isolada.

Sua suspensão é mais para dura, mais para o lado firme, mas como ele é um hatch com um apelo mais esportivo isso se torna tolerável. Mesmo assim ela é um pouco mais macia que a do Civic, por exemplo.

Não chega a ser um hatch-foguete, mas anda bem e tem bom chão.

Conclusão: além destes carros citados, testei outros, andei em outros, inclusive clássicos antigos, porém creio que já dei um variado apanhado. Foram bastantes os elogios e poucas as críticas, sinal que, das duas, uma, ou ando muito bonzinho ou os fabricantes andam fazendo bons carros e só estou sendo justo.

Agora, quanto aos preços, é desnecessário dizer que nossos carros estão e sempre foram muito caros.

 

Que o novo ano nos traga forte ânimo para prosperar (foto: Paulo Keller)

AK

(205 visualizações, 1 hoje)


  • Marcelo Druck

    Puxa, merece um post dos antigos e clássicos.

    • Marcelo, começamos os clássicos mais para o final do ano passado, então tem um MG e um Alfa Spider. É só colocar em Pesquisa que aparece. OK?

      • Mr. Car

        Coloquem mais, Keller. Estou louco para ver vocês experimentando e nos contando as impressões de dirigir uma belíssima “barca” americana dos anos 50. Qualquer uma, he, he! E que seja um post recheado de fotos, muuuuitas fotos.
        Abraço.

        • Mr. Car, barca é pouco. Está pintando um navio americano, praticamente um porta-aviões americano, e dourado, lindo.

          • Mr. Car

            Pronto, ferrou tudo! Agora eu não vou dormir de tanta ansiedade até este “navio” aparecer por aqui, e depois vou entrar em depressão por não poder ter um igual, he, he!

          • Mr. Car, depressão quem fica sou eu depois de guiar esses clássicos e não voltar pra casa com eles. Pense só na minha situação. Guio Alfa Spider, guio Ferrari 250 GTO, guio Ferrari Dino 246, guio Corvette Sting Ray, Jaguar E-type, e por aí vai. É preciso ter a cabeça bem boa para suportar tudo isso.

          • Mr. Car

            Está melhor que eu, Keller. Pense bem. Numa comparação bem machista, he, he, é como se você não casasse com aquela “deusa”, mas pelo menos passou uma “noite” inesquecível com ela. Eu, nem isto, he, he, he!

          • E tenho a vantagem de “dormir com as deusas” e depois poder contar pros amigos como é que “elas” são, já que contar pros amigos faz parte do barato da coisa.

          • Edison Guerra

            Vi este navio! Aguardando ansioso a “navegação”!!

  • Mr. Car

    Melhor eu não me meter a fazer uma lista, para não passar, vergonha, he, he! Em 2015, fora o meu Logan 2009, dirigi o Golf Generation 2005 da mulher do meu primo, que ficou comigo enquanto estive em Brasília (não pensem besteira, o carro ficou comigo, não a mulher, he, he!), o Corolla XEi 2006 do meu primo, rodando pelo estacionamento externo em frente ao Shopping Conjunto Nacional enquanto ele ia trocar uma mercadoria e em Pirenópolis, para ir tomar café da manhã em um restaurante, e o Corolla Altis 2015 da minha tia (este eu gostei de experimentar, he, he!) da SQN 202 até o supermercado mais próximo, para comprar umas pizzas e umas cervejas. Só. 2015 “emocionante” o meu, não? Da lista do Keller, dos únicos dois que poderia comprar (up! TSI e Picanto), não tenho dúvidas: ficaria com o VW, em sua versão Move. Vamos ver como o ano de 2016 vai correr financeiramente (para o país, e para mim). Quem sabe rola.

    • Fórmula Finesse

      Não importa quantos carros a gente tenha experimentado em 2015, muitos ou poucos, o que importa é quando subir em QUALQUER carro, tu sintas prazer e entusiasmo pelo privilégio de novamente estar atrás de um volante de direção. É isso que move os verdadeiros apreciadores, ser entusiasta dirigindo 60 carros diferentes por ano é muito fácil, mas se tu dirigiu além do teu 2 ou 3 outros e continua gamado na experiência e procura a informação e o regalo que o site proporciona, não te sintas diminuído…nunca, és um legítimo connoisseur como nós, do postulante à carta de habilitação ao Bob Sharp e AK – rsrsrsrsrsrsr

      • Mr. Car

        Analisando por este prisma…2015 foi um grande ano, he, he, he! Gostei até mesmo de dirigir o Corolla do meu primo no estacionamento, a 10 km/h. E só não dirigi mais e em outros lugares (como a estrada para Pirenópolis e depois para ir ver Goiás x São Paulo no Serra Dourada, em Goiânia), pois sinceramente, não me sinto confortável dirigindo carro dos outros. Sempre pode acontecer alguma coisa. E aconteceu: no estacionamento apertado das comerciais do bairro Sudoeste, em Brasília, um desastrado manobrando um caminhão quebrou o espelho retrovisor do Golf da mulher do meu primo. Eu não tive culpa, estava parado até, mas é chato ter que dizer “olha, aconteceu um pequeno acidente com seu carro”. Sorte que foi só o espelho mesmo, não o retrovisor elétrico inteiro, que me custaria uma nota trocar. O espelho resolvi com R$ 30,00 e ficou perfeito.
        Abraço.

        • Fórmula Finesse

          Qualquer experiência de direção é válida quando a “alma não é pequena” – rsrsrsrs

    • Comentarista

      Eu só andei em 2015 de motorista particular em Volvo, Scania e VW kkk

    • Marco

      Somos 2! Dirigi os Focus de casa, além dos carros da irmã e cunhado – Tracker e Peugeot 208. Some aí um Celta e um Palio alugados e um Fiesta PowerShift de test drive.

  • Curió

    AK, desculpe as perguntas que expandem a lista, mas é a oportunidade para sanar a dúvida. E Corolla e C4 Lounge, não têm chão melhor que o Civic? O 308 perde de muito longe para o acerto do Focus?

    • Corolla e C4 Lounge são igualmente mais macios que o Civic a praticamente tão bons de chão quanto. O Civic, por ter a suspensão mais firme, fica com reações ainda mais rápidas que eles. O 308 é praticamente igual ao do C4 Lounge. O Focus está um degrau acima, no meu entender.
      No final todos esses citados são muito bons e atendem com sobra o que se espera deles, porém, o Focus é mais refinado quanto a isso.

      • Curió

        Obrigado!

  • Davi Reis

    Foram tantos carros em 2015 que relembrar todos vai dar um baita trabalho… Mas se considerarmos que os primeiros dias de um novo ano não passam da continuação do ano anterior (risos), destaco o novo Audi TT. Que carro sensacional!

    Dos citados na lista, dirigi Civic, Sandero, Up e Focus, e destaco também o Up. Achei um pouco duro e gostaria de ver alguns itens a mais, mas me parece O carro definitivo pra maior parte das pessoas. Esse motor é mesmo uma pequena jóia. Focus? Excepcional, outro grande carro, praticamente à prova de erros. O Sandero é de fato um bom hot hatch à moda antiga, mas o carro não me aplacou fortemente como eu achava que iria, infelizmente. Destes, o único que me decepcionou um pouco foi o Civic. Nada de propriamente errado, mas… Precisava de toda essa pinta de eletrodoméstico?

  • CCN1410

    Perguntas:
    Como são os bancos dianteiro do up? Fortes e confortáveis? E a sua suspensão não é muito dura?
    Certa vez dirigi o Picanto antigo e notei que o motor era fraquinho. Melhorou? Para mim seu desenho é muito legal..
    O Cruze é um carro bonito, mas ao compará-lo com o Focus e o Golf (sem dirigi-los), parece ser um carro pesado e pouca agilidade na cidade. É só impressão minha?
    Ah! O Focus é argentino. Alguns o consideram nacional por causa dos impostos, mas não é.

  • Fórmula Finesse

    O up! TSIé realmente algo muito sério; andei bem à vontade em dois e o bichinho te pega nos calcanhares de um jeito que é impossível largar. Só achei que o controle de tração um pouquinho carola demais, se quiser fazer uma graça e jogar a segunda rápido, o pequeno cai sobre o nariz por causa da interrupção artificial de potência, mas logo toma o prumo e te presenteia com uma terceira marcha dos deuses….longa e forte o suficiente para andar com ela quase o dia todo rsrsrsrrsrs.
    Gostei do Focus também, é um pecado um motor tão robusto (dois litraços bem dispostos) só vir acoplado a caixa automática…

    • CorsarioViajante

      MFF, realmente não dá para entender. Já que a Ford insiste em não ter nenhuma versão esportiva em seu portfólio por aqui, que custava oferecer uma versão 2,0 manual? Teria um espaço certinho para ela entre a SE Plus 1,6 manual e a próxima versão, a SE Plus 2,0 automática.

      • Fórmula Finesse

        A caixa manual seria um adendo importante ao famoso corolário de qualidades (tão cantadas em prosa e verso) do Focus…Mas a fabricante americana é meio vesga em terras brasilis!

        • Lucas

          Meio?

          • Fórmula Finesse

            Não é totalmente pois o Ka é um ótimo lançamento, bem como a atualização do Focus e Ranger, apesar da falta dos motores (por enquanto) ecoboost…

  • Milton Evaristo

    Eu não achei o up! macio. Talvez pelo entre eixos curto, ele sacode mais longitudinalmente nas ondulações das ruas de bairro.

  • Maycon Correia

    Arnaldo, esse up! É muito interessante, porém além da altura alemã eles deveriam trazer também aquele teto solar que oferecem no velho mundo!
    Não estava pensando em esportividade, e sim um carro pequeno, nas minhas necessidades, meu gosto por duas portas e sem falar que é mais bonito que o com quatro portas.
    Faróis duplos também seriam muito bem-vindos! Quem faz longas viagens noturnas sabe o que estou falando.

    • Vixe, Maycon! Um teto solar num up! TSi iria bem, muito bem mesmo. Você lembrou certinho!

  • Fábio Oliveira

    Em 2015 só dirigi um carro diferente, o up! TSI e era feliz com meu carro até aquele sábado de manhã, no início de agosto depois de um teste de direção… Foi um sofrimento só até o fim daquele mesmo mês, quando finalmente consegui por as mãos na versão que queria. Uma emoção/razão idêntica à do AK durante todo o processo de aquisição do novo brinquedo.

  • Eduardo Duarte

    Up TSI é um show, pena que não cabe no meu bolso!!!

  • Lucas

    AK, na sua fala sobre o Cruze, vc mencionou que “é comum (…) maior intromissão do barulho da suspensão traseira”. Isso vale também para sedãs derivados de hatches?

    • Diogo

      É que a caixa de rodas traseira fica dentro da cabine, nos hatches. Nos sedãs, fica no porta malas, atenuando o ruído.

      • Lucas, é isso aí que o Diogo explicou. Obrigado, Diogo.

  • Vamos trazer, sim, uns clássicos bem legais. Pode deixar, Marcelo.

  • Rafael, está pendendo mais para o delírio. Há diferenças também na carroceria, pois foi necessário abrirem um espaço para o sistema que envolve o turbocompressor, etc. Desencana dessa e inventa outra. Pegue um TSi pra você e outro TSi para a sua filha, que sai mais barato e ela vai adorar.
    Quem é macaco velho no volante faz qualquer carro andar, mas quem é novato precisa de mais potência à disposição.

  • Iury

    Muito boa lista, Arnaldo. Você chegou a andar no C4 Lounge com motor THP flex em 2015? Pensei que o veria nessa lista.

    • Iury, andei no do ano passado e pouco mudou. Tem teste no AE.
      Posso estar enganado, mas toda vez que um motor vira flex aumenta o consumo de gasolina. Com o THP me pareceu que isso também ocorreu.

      • Arruda

        O C4 Lounge THP Flex veio acompanhado do diferencial mais longo e uma reprogramação do câmbio. Talvez essas alterações tenham compensado a “flexibilização”.

    • kravmaga

      Eu já andei num test drive de uns 6 km.

      Gostei muito do carro e ficou em segundo na minha lista. É bem confortável, bonito e o preço é razoável, mas esperava um desempenho mais esportivo. Ele anda bem sim, mais do que os aspirados, mas não empolga tanto quanto um Jetta TSI ou mesmo o Golf TSI, talvez pelo peso.

      É uma boa compra racional.

  • RMC

    O que dirigi de diferente em 2015 foi um Opel Corsa do ano em Paris e arredores, por alguns dias.
    Valeu muito para ver o que poderiam ser os GM nacionais… acabamento simples, mas de qualidade, uma estética que não agride nossos olhos tanto externa quanto internamente (o painel é decente, com instrumentos análogicos e não esse de moto de vídeogame que existe por aqui), um motor 1,4 (era a versão para locadoras e não o 1,0 turbo) não muito potente mas suficiente e muito econômico… e os meus queridos Jetta TSi e Hilux SR 4×4.
    RMC

  • Vinicius Pelegrini

    Rapaaaaz, essa galera é influenciável demais da conta! Vai querer rebaixar também?!

  • Fat Jack

    AK, que listinha hein?
    Gostei de quase todos! Meus prediletos:
    -O TSI conseguiu me despertar a vontade de ter um Up!, por apresentar um desempenho (muito) interessante, uma estabilidade muito boa e um consumo muito convidativo, tudo junto num carro de uso diário (claro que o baixo valor acrescido sobre o Up! normal pela novidade influenciou também, racionalizando a escolha) – permita-me AK uma pergunta: TSI também tem o marcador de temperatura dos modelos mais acessíveis com painel diferenciado?
    -O RS é um sonho um pouquinho mais distante, precisaria experimentá-lo pois não sei se eu me acostumaria com seu ímpeto agressivo com câmbio de 6 marchas curtas, entendo plenamente estar de acordo com a proposta do carro. Da mesma forma temo pela possibilidade de que ele possa mal compreendido pelo mercado… meu sonho neste caso é por um Logan RS 2.0 com câmbio 5+E… (sonhar ainda é permitido, legítimo e não tributado…, então que seja!)
    -O Camaro: “Dream car”, nada mais a dizer, só a sonhar (sai pra mim Mega Sena!)…

    • Fat Jack, o sistema turbo é um opcional que pode vir em quase todas as versões do up! . Se a versão tiver, então tem. Se não tiver, não tem. OK?
      O Sandero RS permite que se pule marchas com total naturalidade, portanto, no dia a dia urbano não se é obrigado a ficar mudando muita marcha. E quando chega numa boa estrada o bicho pega pra valer.
      E a 6a não é curta demais, não. Viaja muito bem e em velocidade alta numa boa. Veja, o carro atinge, se me lembro bem, algo como 205 km/h (a conferir), portanto, a 160 km/h o motor está muito abaixo de sua rotação máxima.
      Antes de sonhar com um carro, dirija-o. Primeiro você dirige, e depois, se for o caso, sonha.

      • vstrabello

        Arnaldo, lembro dessa frase. Antes de sonhar, experimente!

    • TSI

      Quanto ao up!, ele tem marcador de temperatura no computador de bordo.

      • Fat Jack

        Valeu TSI!

  • Edison Guerra

    Em 2015 dirigi Ka 3 cilindros e o Ka+ 1.5. Andei de carona no Citroen DS3 e Alfa Romeo Spider V-6 em Interlagos, mas o supra-sumo foi a carona veloz com o AK no Ford Mustang Boss 302 1970, durante o 1º Encontro do AUTOentusiastas em dezembro!!

    • O prazer foi todo meu, Guerra! Outros V-8 virão pra gente andar junto! Abraço!

  • H_Oliveira

    Impressionante como eu agradava muito mais do desenho do Focus anterior, com aqueles elementos triangulares na dianteira, me lembrava, não sei porque, um carro de rally.

    Ótimas colocações, AK, e ótima lembrança, Save the Manuals!

  • André Castan

    Belo resumo AK! E sem dúvidas, Save the Manuals, please!!! Também andei no Camaro e o câmbio “mata” tudo que o carro tem de maravilhoso.

  • Matuck

    Minha lista dos “inéditos”:

    Voyage MSI 1,6 – Uma semana, alugado, viajando com a família. Gostei muito do carrinho. Bem construído, ótimo motor, ótimo câmbio. Só não gostei do chão. A suspensão traseira me deu dois sustos, em curvas.

    Sandero 1,6 (não me lembro da versão) – Outra semana viajando com a família, alugado. Surpreendente. Direção direta, precisa. Bom de chão, estável, bom de curva (imagino como é o R.S…). Motor bem adequado, câmbio aceitável. Espaço interno e porta-malas excelentes. Já havia dirigido a versão anterior (que não gostei). Um forte candidato a carro para a esposa (ela adorou o carro).

    Corolla XEI 2016 – meu carro, substituto do anterior, um Corolla XEI 2007. Anda legal, é confortável, é caro, mas consegui um bom desconto e ótima avaliação do usado (senão não teria comprado, apesar de gostar de ser cliente da Toyota). Não é emocionante de se dirigir, mas para o dia a dia entrega o que eu quero. Achei a direção muito lenta, significativamente mais que a do 2007. Fora isso, me atendeu completamente.

    Mercedes C250 – carro da titia. Eu, que ainda não cheguei aos 40, com carro de vovô, e titia, com 59, com um carro de respeito (ela o comprou por esses dias). Ela guia muito. Não abusa mais, mas a habilidade continua lá. Peguei o carro por uns dias, fiz uma viagem curta. Saindo de um Corolla sofazão, estranhei os primeiros quilômetros. Só os primeiros. Meu filho e meu sobrinho no banco de trás, titia no do carona, vamos pôr esse motor para respirar. Pista vazia. Os meninos disseram que viram até fogo saindo do carro (quando eu reduzia e retomava, hahaha. Criança é muito legal). Ah, meu Deus, que vontade de chorar, quando voltei para o Corolla… (mas passou).

    • Matuck, tudo bem que Mercedes é Mercedes, mas veja bem se no dia-a-dia, na sua rotina, o Corolla não se encaixa melhor.
      Sair uma noite com uma estrela de cinema é o máximo, mas precisa ver se não seria um transtorno viver com ela.

    • kravmaga

      Já tive um Corolla XEI 2,0 da geração anterior e não gostava muito do carro, especialmente na estrada. A suspensão mole atrapalha nas curvas e o câmbio automático de 4 marchas atrapalhava o desempenho em estradas com muitas subidas e curvas.

      Acho lindo também o C 250 e sonho um dia ter um, mas me satisfaço por enquanto com um Audi “genérico”, o Jetta TSI. É bom meio termo entre conforto, praticidade, custo e esportividade.

      • kravmaga, o novo Corolla é bem melhor que o antigo, mas, sem dúvida o Jetta TSI é mais esportivo. Ótimo sedã.

        • kravmaga

          E gostaria de agradecer a toda equipe do AE pelos excelentes artigos que analisaram o Jetta TSI 2015. Depois de ler os artigos e fazer o test drive, não tive dúvida sobre a compra.

          Continuem com o belo e sério trabalho que fazem !

          • Legal, Kravmaga!
            Estamos aqui para isso mesmo. Obrigado!

  • claudio

    Muito boa matéria. Sobre o Picanto e de todos os carros que vocês apresentaram em vídeo! AK, eu estou muito entusiasmado esperando para ver em vídeo, que por sinal são fantásticos……. é ver o vídeo da avaliação do Nissan Versa 1,6. Será que vai demorar muito? Um forte abraço do autoentusiasta Cláudio.

    • Cláudio,
      O Nissan Versa 1,6 será o próximo do Teste de 30 Dias que, como sempre, tem vídeo no quarto e último relatório Será em seguida ao ora em curso, o do Citroën C4 Picasso.

  • Fabio, fico contente que nossa avaliação o tenha ajudado na escolha. Espero que o que dissemos tenha batido com o que você está achando dele.
    E obrigado pela consideração.

  • kravmaga

    Minha lista de carros que dirigi em 2015:
    – Captiva 2,4 (injeção direta, 185 cv, AT 6 marchas), meu carro anterior
    – Audi A3 1,4 e 1,8 (test drive)
    – Citroën C4 Lounge THP (test drive)
    – BMW X1 (test drive)
    – Golf TSI 1,4 mexicano (test drive)
    – Jetta TSI 2015 (test drive e meu carro atual)

    Queria um carro médio com turbo e desempenho mais esportivo, por isso escolhi esses modelos para testar. A ordem não foi exatamente essa, mas acabei comprando o que mais me empolgou mesmo.

    • Cadu

      Melhor escolha entre os testados, em termos de custo benefício e desempenho!

  • Carlos C Kempis

    Arnaldo boa noite, parabéns pela matéria. Na avaliação do up! há repetição da segunda marcha quando deveria ser a terceira.
    Abs
    Carlos C Kempis

  • Mauro Luz e Matuck
    É impossível o Voyage sair de traseira como vocês disseram, a menos que estivesse com eixo traseiro torto em consequência de batida no meio-fio ou com pressão de pneus em desacordo com a carga a bordo. E Mauro, ainda bem que você corrigiu.

    • Matuck

      Bob, ele não perde a traseira. O carro estava bem alinhado, os pneus calibrados.

      Comigo foi assim: carro com três pessoas e três malas grandes, cheias. Vim de uma subida, motor cheio, em seguida uma curva em declive com pouca ondulações. Quando a traseira foi “assentar” para contornar a curva, ela balançou. Como se tivesse perdido a geometria.

      Achei que tinha sido erro meu, mesmo sendo uma estrada em que dirijo há quase vinte anos. O carro me deu um segundo susto, mesma situação. Aí, para confirmar o comportamento, provoquei-o mais uma vez.

      Não exige grandes correções, mas assusta.

  • Peter Losch

    Eu, definitivamente, não aprendo, apesar da palavra “despropósito” ser uma boa alternativa. Seria interessante que os textos alterados tivessem um aviso ou coisa que o valha, respeitando o autor e seus leitores. De toda sorte, respeito a “casa” dos outros e sinto que aqui, infelizmente, não é meu lugar.

    • Peter Losch,
      Você é bem-vindo ao AE, mas palavras de baixo calão são sistematicamente substituídas por mim, principal moderador. Quando por qualquer motivo é outro que modera, dou uma olhada nos comentários aprovados e, se necessário, substituo os palavrões. Isto aqui não é novela da Globo, tampouco Domingão do Faustão. O Brasil anda de boca muito suja ultimamente.

  • Matuck

    Sim, fui conferir depois que aluguei o carro, achando que era o EA211. Não era, mas o conjunto é bem agradável, no Voyage.

    • CorsarioViajante

      Sem dúvida, mas seria muito mais agradável com o novo e o mais triste é ver que a VW propositadamente tenta semear a confusão entre as pessoas, como no seu caso. Lamentável para a marca que prezava sua “engenharrrrrrria”

  • Matuck

    Mesmo no modo “manual” (com marchas virtuais) ele compromete? No Corolla funciona bem. No Lancer GT, também.