Ao receber proposta da Macedônia, ex-parte da Iugoslávia, norte da Grécia e leste da Albânia, para acolher produção da Aston Martin, a marca de origem inglesa se achou. Não bateu o martelo, e abriu-se para receber propostas de outros países. Produto será misturanga entre carro esporte 4-lugares, SUV e crossover sobre base e transmissão 4×4 Mercedes-Benz, motor V-8 AMG, como o conceito DBX da foto acima.

Macedônia, país pequeno, área inferior a Alagoas, sem mar, quer fazer automóveis após bem-sucedido projeto de atração de autopartistas, como Johnson Controls, e catalisadores, bancos, cabeçotes.

Decisão da Aston fez guardar canetas a hora de assinar negócio com o condado de Sutton Coldfield, no centro da ilha, abrindo o jogo sem nacionalismo. Ex-inglesa, AM tem coração argentário, controlado pelos grupos italiano InvestIndustrial, kwaitiano Tejara Capital, e 5% com a alemã Daimler. Empresa vem caindo em vendas e o novo projeto é ponte para atingir escala de equilíbrio, dobrar produção projetada entre 4.000 e 5.000 anuais a partir de 2019.

Brasil poderia se tocar, vista a ociosidade de 50% nas linhas de montagem de veículos, e duas fábricas novas e fechadas no setor. Da Honda e da Suzuki. Esta, da holding Cerfco, em Itumbiara, GO, onde fez os Suzuki Jimny — agora assumidos pela Mitsubishi, em Catalão, mesmo estado. Governador Marconi Perillo e o prefeito de Itumbiara poderiam decretar o Dia do Vem, antecedendo as retocadoras uruguaias, bem estruturadas e especializadas em agregar partes.

SUVs traçam caminho do mercado

Mania mundial, o Sport Utility Vehicle – SUV faz marketing para mudar conceitos até em marcas mais arraigadas, com produtos distantes de tal fórmula. Mas com a classuda Bentley anunciando o seu Bentayga, a Rolls-Royce, sua antiga controladora, agora concorrente, busca meios de produzir o seu, e começa bem, testando-o sobre estrutura em alumínio. Mudança radical em materiais, processo e manufatura, a migrar para os produtos BMW, controladora da RR. SUV já tem nome Cullinan – boa pinta em irlandês arcaico.

Peso é inimigo de automóvel e por isto a exigência básica é reduzi-lo sem reduzir resistência estrutural, pois poderão ser submetidos a esforços nunca previstos pela marca, como o uso árduo fora de estrada. Pessoal da Rolls olha atentamente para os Range Rover Sport e Autobiography, caros, refinados, equipados — e com inacreditável aptidão a andar fora da estrada.

Não há opção ante o peso resultante da soma de motores, transmissões, confortos, itens de segurança, e solução tem sido aumentar torque no motor, ampliar o uso da caixa de marchas. Paliativos. Para reduzir peso tentam-se aços mais leves, partes em composto d fibra de carbono, alumínio. Após Ford ter lançado seu produto mais vendido, o picape F 150, com ampla dotação de alumínio, abriu-se a trilha da factibilidade. No caso da Rolls, um adicional: deve ser resistente, sem perder o conforto de rodagem, secular característica da marca.

Tecnologia é coisa engraçada. Se há alguns anos perquirissem a ligação entre Ford e Rolls-Royce, diriam, no máximo fosse a letra R. Agora …

Não pense que o mundo acabará ao misturar jipe com carros de luxo ou esporte. Lincoln e Cadillac abriram a picada, Porsche seguiu, luxuosa Bentley aderiu. RR, e esportivos Alfa Romeo, Maserati, Aston Martin, Lamborghini seguem a placa sinalizando a estrada de aceso aos SUV. No desvario só falta SUV Ferrari.

 

RODA-A-RODA

Negócio – Noiva independente, Suzuki foi cortejada por algumas marcas — mais recente foi a FCA —, mas parece destinada a se unir à Toyota. Faz parte do projeto de crescimento da líder, querendo aproveitar a boa presença Suzuki no peculiar mercado indiano.

Festa – BMW comemora 30 anos de equipar seus automóveis com tração nas 4 rodas. Atualmente sistema eletrônico distribuindo 34-66% nos eixos dianteiro e traseiro. Um terço dos BMW o utiliza.

Diferença – Conjunto discrepa da noção brasileira sobre o artefato. Para nós, destinado a andar em lama, subir o morro, descer à beirada do rio. Acima do equador é aparato para dar mais tração e dirigibilidade, fundamentais a dirigir em pistas com neve ou gelo.

Solução – Novo Porsche tem solução para interessar todos os donos de todos os carros: as rodas em liga leve são presas por porca central, igual aos carros corrida e como eram ao tempo das rodas raiadas. Muito mais fácil para trocar. Citroën usou a solução no DS 19 em 1955.

Foto Legenda 02 coluna 0516 - Novo Porsche 911 Turbo S .jpg

Novo Porsche 911 – rodas com única porca central – práticas (foto divulgação)

Sayonara – Ford encerrará operações no Japão e Indonésia, após anos e milhões de dólares em esforço para fender a barreira ante marcas estrangeiras.

Concluiu não haver caminho para a lucratividade.

Líder – SMMT, a Anfavea da Inglaterra, contabilizou resultados e viu a Jaguar Land Rover como a maior fabricante no país, com 500 mil unidades produzidas — pouco menos de 1/3 do volume. Segredo é o acerto em novos produtos e sua atividade de exportação. A JLR é produto de fusão destas marcas, e é controlada pela indiana Tata.

Furo – Presidente Dilma não foi ao suíço Fórum Econômico em Davos. Maurício Macri, novo condutor da Argentina, foi e teve encontros prospectivos para buscar investimentos com diretores de Renault-Nissan, GM, Mitsubishi, Tata e petroleiras Total e Shell.

Como será – Carlos Ghosn, brasileiro, presidente de Renault-Nissan, anunciou investir US$ 600M nas pioneiras instalações, ex IKA, em Córdoba. Fará, como a Coluna informou, picape a ser vendido como Renault, Nissan e Mercedes.

Mais – Ghosn irá à Argentina em julho. Em meio às comemorações do 9 de Julho dará partida na linha de montagem dos Renault Logan e Sandero. Hoje exportados do Brasil, serão produzidos lá com algumas peças daqui.

Mão – Por incerteza econômica e insegurança jurídica Brasil perdeu para o México fábrica da Kia. Para a Argentina, por falta de segurança em relações trabalhistas, todo o Projeto Phoenix, para fazer o novo Cruze.

Discreto – Sem festas Volkswagen despachará o novo Golf produzido em São José dos Pinhais, PR, aos concessionários. Automóvel já está em produção e, curiosamente, não terá festa para assinalar nascimento.

Mais – Basicamente igual ao modelo mexicano ainda à venda, incluindo substituição do freio de estacionamento elétrico por acionamento mecânico, e eixo traseiro de torção em lugar multibraço. Audi A3 emprega a mesma suspensão.

Outra – Novidade, versão de menor preço, a Comfort 1.6 MSI. Inexiste na Alemanha e é intervenção pessoal de David Powells, novo presidente da marca no Brasil, criando-a para balancear preço. Motor é o novo 1,6, aspiração atmosférica, 120 cv com álcool. Disposto e econômico. Um motor surpreendente.

E … – Outras versões, Highline com motor 1,4 turbo, 140 cv, câmbio manual de 6 marchas ou automática, idem. Topo, 2,0 TSI, câmbio robotizado de dupla embreagem.

Para cima – A nacionalização fez elevar todos os preços. Mais sensível, nova versão 1,6 motor aspirado tem preço assemelhado à importada com motor 1.4 turbo, R$ 74.590 x R$ 76.790.

Outros – Empresa acelera com novidades. Apresentará últimas modelias de Gol e Voyage próximos dias — carros mudarão em 2017. Atualização na grade frontal e aplicação de equipamentos para infodiversão — andava defasada.

Toro – Mais informação sobre o picape Toro, criação Fiat sobre a plataforma do Jeep Renegade. Maior, ampla relação de versões, bom comportamento dinâmico referenciado por quem o dirigiu, lançamento meados de fevereiro.

Painel tem trato de automóvel.

Foto Legenda 03 coluna 0516 - Toro painel

Toro, painel

Ocasião – GM bisou procedimento de anúncio em mudanças no picape S10. Aproveitou a apresentação do SUV Audi Q7 e mandou modelo disfarçado à parada sobre a Pedra Grande, Atibaia, SP. Ante o lançamento do concorrente Toro quer lembrar ter novidades no conjunto frontal e lanternas traseiras.

Versão – Mercado nacional em tempo de versões e séries especiais. No caso da Hyundai instalada em Piracicaba, o HB20 R Spec um trato no modelo básico.

Como – Motor 1,6, câmbio manual ou automático, rodas leves, pinças de freio pintadas em vermelho, grade em preto, ponta cromada no escapamento, retrovisores com repetidores. Preço ao início das vendas, fevereiro.

Futuro – Próximos dias Prefeitura de Fortaleza publicará edital para exploração de sistema público de compartilhamento de carros elétricos. Vencedor deve adquirir de imediato pelo menos 15 unidades, em modelo definido: BMW i3.

Tempo – Implantação lenta, pois Renault deve contestar edital. Seu modelo Twizy é reconhecido pelo Contran para circular em vias urbanas, como no caso.

Sumiu, pagou – Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou sentença de primeira instância de Itirapina, condenando empresa exploradora de estacionamento Zona Azul a indenizar motorista que teve carro furtado quando estacionado no sistema. Decisão forma jurisprudência para tais eventos em São Paulo.

Marcha à ré – Deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou projeto de lei obrigando fabricantes fornecer estepes com a mesma medida dos demais pneus. Entende mais segurança aos usuários ante a limitação do estepe de emergência ter velocidade máxima de 80 km/h e uso contido.

Problema – Não se aplica pneu de emergência por economia, mas se inclui no grande projeto de redução de dimensões e peso dos automóveis. Caminha-se para eliminar o estepe, substituindo-o por pneus capazes de andar sem ar.

Exceção – Único caso atendido pelo projeto respeita à inexistência em estoque do pneu eventualmente perdido por corte ou mau uso, forçando usar o estepe de emergência. Mas desídia alheia, carro vendido sem medidas encontráveis no mercado, ou revendedor despreparado, não podem deter o progresso.

Começou – Movida Rent a Car adquiriu 100 Vito Tourer 119 Comfort, 9 pessoas. Além de capaz ao deslocamento de família e amigos, tem vantagem adicional: pode ser conduzido com carteira de habilitação para automóveis.

Aliás – Compra pela Movida de 400 Audi A3 sedã no fim do ano tirou a liderança de vendas em carros Premium da Mercedes, passando-a à Audi.

Lei – Caçapava, a 100 km de São Paulo, às margens da Via Dutra, é a Capital Nacional do Antigomobilismo, como determina a Lei 13.244 assinada pela Presidente. Esforços liderados por Marcelo Belatto, líder do Museu de Automóveis da cidade, formado pelo acervo do antigo Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, a coleção Lee. Pioneiro nacional, então lá instalado.

Antigomobilismo – Verbete criado por Malcolm Forest, dicionarizada pelo filólogo Antônio Houaiss por esforços do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, descreve a atividade de preservar veículos antigos. O Brasil é o único país com um termo descritivo para o ramo.

Não – Boatos de substituição de Steven Armstrong, presidente da Ford Brasil, se dissiparam. Razão maior seria o prejuízo de US$ 1B nas operações da marca em 2015 na América do Sul, apesar do aumento de participação nas vendas no Brasil, ao contrário das outras marcas grandes.

Exceção – Ficará. Fonte acreditada disse, o problema não é de gestão Ford, mas a retração brasileira superior a 25% no mercado, puxando os resultados da América do Sul para baixo. Daí ter sido mantido. Caso antológico. A crise extinguiu 1,5M empregos — menos um.

Gente – Mudanças na MAN em vendas, Marketing e Pós Vendas. OOOO Recuperação da Mercedes e queda geral do mercado exigiram. OOOO Executivos João Herrmann, Ricardo Bonzo Filho, e Carlos Eduardo Rocca de Almeida assumem respectivamente Marketing; Administração de Vendas; Operações Comerciais e Pedidos Especiais. OOOO Mudou o escritório de Vendas Região Sul, de Porto Alegre para Curitiba. George Carlotto o assume. OOOO Todos com experiência e denso currículo acadêmico. OOOO

RN

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A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Nota:  A coluna “De carro por aí” foi publicada excepcionalmente neste sábado; o dia de sua publicação é sexta-feira.

 

 



  • Mr. Car

    O que li de gente descendo o malho no Renault Kwid pelo fato de ter três e não quatro parafusos de fixação nas rodas…Quero ver agora, se vão excomungar a Porsche por usar apenas um, he, he, he!

    • Paulo Roberto de Miguel

      Acredito que esse número seja definido pelo peso do veículo, diâmetro da roda etc. Uma decisão técnica… não sei o que as pessoas acham de falar sobre coisas que nem sabem como são feitas.

  • Phillippe II

    Furo – Presidente Dilma não foi ao suíço Fórum Econômico em Davos. Maurício Macri, novo condutor da Argentina, foi e teve encontros prospectivos para buscar investimentos […]

    • Ricardo kobus

      E pior ainda virá!
      Estão venezuelizando o Brasil.
      A Argentina com seu novo comandante terá um futuro bem próspero com absoluta certeza!
      Que sirva de exemplo para nós.

  • CCN1410,
    Gosto que seja assim, troca-se a roda e o carro continua igual para dirigir, conveniente principalmente em viagem. Mas sou visceralmente contra mais esse patrulhamento. Automóvel não é gênero de primeira necessidade, Quem não gostar do estepe temporário que não compre o carro. Simples. Um amigo deixou de comprar um Classe C novo por causa disso, Preferiu um de ano-modelo anterior, de cinco rodas iguais. Ambos zero-km.

    • CCN1410

      Dúvida resolvida. Obrigado!

  • Zé Brasileiro,
    quer dizer então que a Argentina se encontrava numa ótima situação e agora o novo presidente porá tudo a perder. é isso? Está certo, bem estamos nós, com essa maravilha de governo da ex-guerrilheira burra.

  • Lorenzo Frigerio

    Bem que a fábrica da TVR no Brasil podia ter saído. Quem sabe a empresa não tivesse ido à falência lá fora, se tivesse feito isso.

  • Ricardo kobus

    Será que por serem bem espaçados entre si, os três parafusos da linha corcel não incomodavam?

    • Ricardo Korbus,
      Não há nenhum problema em fixar rodas só com três para fusos. Dauphine e Gordini, Renault 1093, Willys Interlagos, todos com três parafusos.

  • caique313131

    Conheço quase nada da história da política argentina e também quase nada das propostas do Macri.

    Creio que seja difícil complicar mais a situação do que a mocreia autista anterior.

    Entretanto, concordo que país nenhum que se preze deve ficar a serviço de entidades e órgãos do sistema financeiro internacional. Que o diga o saudoso, e talvez político de maior potencial que já tivemos, dr. Enéas Carneiro.

    Uma pena eu ser uma criança na época desse homem. Lembro apenas dos bordões que ele utilizava. Depois, mais crescido, é que fui ter conta do grau de conhecimento que ele emitia.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Os juros do FMI são menores do que os que o COPOM fixa, fazendo o Brasil negociar títulos com resgate a juros altíssimos. A dívida interna é mais cara que a externa. Essa coisa de demonizar FMI tá meio antiga…

  • ochateador

    Tá certo….
    Eu vou no banco, adquiro um empréstimo e depois não pago e reclamo porque o(s) banco(s) me boicotam e me jogaram na lista negra…..

    Certíssimo….

  • Ricardo Kobus,
    é tudo questão de cálculo. Veja os casos das rodas de fixação central por porca única.