Da Automotive News Europe

O brasileiro Carlos Ghosn, presidente-executivo da Renault e da Aliança Renault-Nissan, disse que os responsáveis pelas leis de emissões precisam determinar novas regras para verificar níveis  de poluentes, após o caso dos veículos movidos a diesel da Volkswagen mostrar diferenças entre as análises de laboratório e os veículos que rodam nas ruas.

Ghosn fez essa afirmação após ser noticiado que o governo francês está investigando veículos da Renault, além de chamar a atenção para o fato de que não há normas de emissões para o mundo real, o de veículos rodando nas ruas.

O problema dos carros diesel do grupo Volkswagen, que abrange cerca de 11 milhões de unidades,  provocou inúmeras investigações sobre várias marcas, principalmente nos Estados Unidos e Europa, e  estão em curso.

Com as ações da Renault sob pressão devido aos acontecimentos, Ghosn afirmou que não há enganações e e que todas as normas estão sendo respeitadas, mesmo após o fabricante chamar 15.800 unidades do Captur para ajustes no sistema de filtragem de gases e oferecer uma melhoria em software de gerenciamento de motor em 700.000 unidades de outros modelos do grupo.

O executivo também disse que a Renault planeja uma presença muito maior no Irã, após três anos parada, agora com uma rede maior de parceiros locais, já que a empresa retorna ao país após os embargos comerciais cessarem. Foram 514 milhões de euros que afetaram negativamente os resultados do grupo.

JJ



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Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • CCN1410

    A Volkswagen agiu de má fé e deve ser punida, mas não tanto quanto.
    É aquela velha história. Carro novo deve ser extremamente antipoluente, mas os que estão a rodar algum tempo, até podem parecer marias-fumaças, que está tudo bem.

  • ochateador

    Uma forma de diminuir as emissões dos carros (não só antigos) e convencer os donos a manterem os veículos bem cuidados seria como IPVA e seguro.
    Carro está com manutenção em dia, com as emissões nos mesmos valores (ou menor) em relação a época que foi fabricado ? Que ganhe uns 50% de desconto no IPVA e 25% de desconto no seguro.

    Governo perde parte do imposto, mas ganha um ar mais limpo e saudável e com isso diminui os gastos de saúde da população que demanda menos investimentos do governo, basicamente um ganha-ganha de ambos os lados. Mas até pensarem e implantar isso….

    • m.n.a.

      Só pode estar brincando!
      Qual governo ia querer trocar dinheiro de imposto por “ar mais limpo”?
      O do nosso país-lixo, com certeza não….

  • Lauro Agrizzi

    A regra é confusa para quem se aproveita para quebrá-la ou desrespeitá-la, no caso VW e Renault.
    Se quem agiu de ma fé deve ser punido brandamente, todos vão agir de ma fé.

  • D.S.

    Mas acho que a própria “lei da selva” vai matando os antigos “poluidores”.
    Com o preço da gasolina e da CNH, ter um carro é barato, caro é dirigir e mante-lo.

  • Newton (ArkAngel)

    Querem diminuir as emissões?
    Que tal começar oferecendo um combustível que preste?

  • Lemming®

    Concordo contigo quanto a carros novos serem mais duráveis pois condições e materiais para isso existe e com folga hoje em dia.
    A falta de vergonha dos fabricantes em usar peças ou material de baixa qualidade daria para escrever uma tese (para quem tem tempo e paciência para chover no molhado).
    Tanto que sou muito favorável ao elétrico e mais recentemente ao movido a hidrogênio (apesar de ainda ter algumas dúvidas ).
    Mas quanto a adequar carro “velho” com catalisador ou outras traquitanas modernas é do meu ponto de vista exagerado e desnecessário pois mais polui uma vaca do que o carro antigo…
    Não confundir com velho que pressupõe um dono desleixado…

  • Que coisa chata!

    Parem de falar que carro com mais de 20 anos tem isenção de IPVA! Brasil não é SP, não é porque aí tem isenção de IPVA que em outros estados acontece o mesmo! É muito chato o pessoal achar que só interessa o que acontece em SP

  • Malaman

    Isto está fora da realidade. Quem tem um carro velho que custa 3 ou 5 mil reais não vai gastar outro tanto desses para adaptar um motor mais moderno ou uma injeção eletrônica em um carro desses. Ele vai é colocar outra peça semelhante à original,se puder até usada ou de segunda linha, que é “plug anda play”.
    É só conversar com alguém que já adaptou injeção em carro originalmente sem ela para ver a trabalheira que dá. E não dá pra dizer que é só o cara fazer por conta própria que nem todo mundo tem tempo, disposição ou conhecimento e nem tem obrigação de ter.

  • Malaman

    hehe, você tá querendo um tipo de pessoa que até mesmo em países mais desenvolvidos é raro. O problema de entusiastas em geral é achar que todo tem de conhecer das coisas como eles. A maioria não se preocupa com isso.

  • Malaman

    Tô vendo um monte de gente criticando como se o post versasse sobre o que acontece aqui. A notícia é sobre a Europa, as pessoas deveria interpretar o texto direito antes de sair praguejando.

  • Junior,
    é o princípio jornalístico de que informação a mais nunca é de menos. Apenas isso.