Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas CORREIA: A DENTADA É CERTA – Autoentusiastas

Motores de automóveis premium continuam usando a corrente metálica. E ninguém reclama do ruído…

Algumas novidades tecnológicas vão chegando de mansinho, sem muito alarde e divulgadas pelas fábricas só depois de questionadas pelos problemas que geram. Correia dentada é uma delas. Durante dezenas de anos as árvores de comando da válvulas no cabeçote foram movimentados por correntes metálicas. Idênticas às das bicicletas.

De repente, alguns motores surgiram com a novidade: correia de borracha substituindo a corrente metálica. Segundo as fábricas, por serem mais silenciosas. Mentira: porque custam menos que as metálicas. Mas tão problemáticas que ficaram restritas a motores mais compactos, de menor cilindrada e que equipam automóveis menos sofisticados, onde a fábrica economiza até o último centavo. Motores de marcas premium continuam aplicando as metálicas. E ninguém jamais reclamou de seu ruído…

São vários os inconvenientes das correias dentadas. Em primeiro lugar, sua vida útil é limitada: com exceção da Ford que acaba de lançar uma correia (banhada em óleo) com duração prevista de 250 mil km, todas as demais devem ser substituídas entre 60 mil e 100 mil quilômetros. Ao contrário das metálicas que duram toda a vida do automóvel (e mais seis meses…). Além disso, é maior o risco da correia pular dentes da polia e deixar o motor desregulado ou inerte. O que pode ocorrer até ao se tentar fazer o motor pegar no “tranco”.

Outro grave inconveniente da correia de borracha é entregar os pontos muito antes da quilometragem de troca indicada no manual. Se o veículo roda com frequência em regiões de mineração ou em estradas empoeiradas, há um desgaste exagerado da correia e ela se rompe prematuramente. A Volkswagen, por exemplo, enfrentou este problema na Amarok, que não resistia muito mais que 20 mil km em regiões com o ar contaminado de pó de minério. A fábrica tentou resolver com uma vedação mais cuidadosa na tampa do compartimento da correia. Não resolveu. Instalou então um sofisticado sistema de ventilação positiva no habitáculo da correia: ar forçado em seu interior para bloquear a entrada de impurezas.

Em muitos motores, as consequências do rompimento da correia são graves, pois a falta de sincronismo entre eixo comando e virabrequim faz as válvulas baterem nos pistões. Com danos no motor exigem reparo de custo elevadíssimo.

Não bastasse, algumas oficinas ainda agravam o custo da substituição da correia dentada ao inventar a necessidade da troca simultânea de seu rolamento/tensionador, para faturar ainda mais às custas do proprietário do automóvel. Verdadeira picaretagem. Operação desnecessária e não indicada pelo fabricante, pois é óbvio que um rolamento de aço resiste muitas vezes mais que uma peça de borracha. Mas a prática se disseminou e já existe até um fornecedor de autopeças (Gates) que oferece no mercado um kit composto da correia e do tensionador. Aumenta seu faturamento, o da oficina e pouco se importa de onerar desnecessariamente o consumidor final. Aliás, o kit é argumento definitivo do mecânico para convencer o dono do carro a concordar com a substituição do rolamento, que costuma reagir, pois não está na relação dos itens das manutenções periódicas.

“Só mesmo no Brasil…”

Nosso complexo de “vira-lata” nos instiga a praguejar contra estas picaretagens das oficinas e fechar o texto com um “só mesmo no Brasil”. Mas outro dia eu lia um teste de longa duração de um Subaru feito por uma revista americana, que incluía os custos totais depois de rodar 80 mil km com o automóvel. O editor da matéria comenta que conferiu as despesas relacionadas pelos jornalistas que dirigiram o carro e eliminou um dos itens, uma tal “limpeza de bicos injetores”, que segundo ele, “não é indicada pela fábrica”.

Viu como a moda pega até no Primeiro Mundo?

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Claudio

    Se a correia do comando de válvulas fosse de metal, o custo inicial poderia ser um pouco maior, mas a médio e longo prazo seria mais econômico pela não necessidade de substitui-la periodicamente, sem falar do risco sempre presente do seu rompimento prematuro.

    • Hemi Enthusiast

      A totalidade das motos (salvo algumas Ducati) usam corrente de comando. E dão problema de folga e desgaste (geralmente as Honda) .

      Esse assunto está longe de uma conclusão.

    • RoadV8Runner

      Cuidado, pois corrente usada além de sua vida útil também se rompe, com resultados mais “catastróficos” para o motor do que a ruptura de uma correia. Os motores Ford Rocam de 8 válvulas, por exemplo, precisam ter a corrente substituída aos 120.000 km, enquanto a vida útil teórica do motor é ao redor de 240.000 km. Se o cabra não trocar a corrente aos 120.000 km, será questão de tempo para ter um belo estrago no motor.
      Quando a manutenção é feita dentro dos prazos determinados, dificilmente ocorrem falhas inesperadas.

  • Luciano Ferreira Lima

    Numa época de vacas magras em minha vida o rolamento tensionador do AP 1,8 começou a roncar alto, retirei-o do lugar e numa atitude curiosa e até insana resolvi lavá-lo e engraxar internamente, montei e ja faz 8 anos desde então. Sorte, gambiarra? O leitor pode responder, críticas são aceitas.

    • RoadV8Runner

      Não foi necessariamente uma gambiarra, pois rolamentos podem passar por limpeza e nova lubrificação, tanto é que o seu motor AP está aí para comprovar isso. Por exemplo, os rolamentos das rodas dianteiras da linha Opala: o manual recomenda limpeza e substituição da graxa a cada 40.000 km. Tive um Caravan 1988 6-cilindros por 10 anos. Só comigo rodou mais de 130.000 km (vi o odômetro zerar duas vezes!) e nunca troquei rolamento de roda, somente efetuava limpeza como recomendado. Em compensação, abri o câmbio três vezes para troca dos rolamentos…

      • Nossa, as Caravans (1976 e 1981) do meu pai nunca tiveram que trocar rolamento de câmbio. Só a 1981 que encavalou a marcha e teve que levar no mecânico, pois a outra o meu pai mesmo desencavalava.

    • Claudio

      Tive um Kadett e só fui tocar o rolamento tensor com 180,000 km. Se nas trocas de correia tivesse aberto a blindagem do rolamento e colocado uma graxa certamente estaria bom quando vendi o carro com 207.000 km

  • RoadV8Runner

    Essa questão do tensionador é algo que ainda não consegui formar uma opinião sólida sobre se é preciso ou não substituir junto com a correia. O que vi, até o momento, é que varia de carro para carro. Por exemplo, no Chevette 1989 que está na família há 19 anos, a correia dentada foi trocada diversas vezes, mas o tensionador foi substituído uma única vez. Já em meu Focus 1,8-litro, ao trocar a correia dentada, o rolamento do tensionador estava girando com certa dificuldade. Aliás, nesse carro há uma falha grave no manual do proprietário: o manual diz que a correia deve ser substituída somente aos 120.000 km, mas não informa nada sobre tempo de uso. No meu carro, a correia havia rodado pouco menos de 100.000 km, mas estava com quase 11 anos de uso. Resultado: a borracha estava ressecada e totalmente fissurada transversalmente (era possível ver as fibras internas de aramida!), sendo questão de tempo para ocorrer a ruptura.

    • A minha está com 50.000 km e 12 anos (Gol GL 1.8-L – ano 1990), e ainda está boa.

  • Thiago Teixeira2

    Os GM Família 1 são “mestres” em roletar a correia quando dá partida no tranco.

  • Hemi Enthusiast

    Alguns motores de F-1 utilizam correia dentada. A Harley-Davidson prevê a duração da correia dentada da relação final de 160 mil km, pelo menos 5 vezes mais que qualquer corrente na mesma situação.
    Tive uma moto (Kawasaki Vulcan) que ao menos nos 30 mil km que andei com ela precisei ajudar a folga.

    Quase a totalidade dos motores de moto de baixo custo saem com corrente de comando. Então o custo não é o problema.

    Corrente não quebra, mas folga os elos por cisalhamento entre os elos e sai do ponto. Coisa que ninguém conta sobre corrente.

    Eu prefiro correia.

    • RoadV8Runner

      Corrente muito usada quebra também, embora não seja tão comum. Um colega de trabalho ignorou a recomendação da Yamaha de substituir a corrente de transmissão aos “X” mil km de sua Fazer 250 e, um belo dia, ficou na mão, porque a corrente rompeu numa subida.
      Sobre folga nos elos das correntes, acredito que isso seja pior para sincronismo do que a folga que as correias dentadas apresentam. Na fábrica temos dois tornos diferentes, um com sincronismo da rotação das placas por corrente e outro por correia. O torno com sincronismo por correia é perfeito, não se nota folga entre uma placa e outra. Já no sincronizado por corrente, sempre há uma folga, embora ainda admissível para o processo.

  • Hemi Enthusiast

    Não vejo como retrocesso, veja meu post acima sobre a H-D.

  • CCN1410

    Eu nunca tive problemas com as correias dentadas, mas prefiro as correntes metálicas, porque quanto menos coisas para cuidar, melhor.

  • No livro “Conheça o seu Passat – página 33”, disponível na Volks Page, não diz quando é para trocar a correia dentada, só pede para inspecionar se tem alguma anomalia que justifique a sua troca.

    Fonte:

    http://www.volkspage.net/technik/conhecaseupassat/photos/photo_18.html

    • Rodolfo Feijó,
      Correto, não há previsão de troca nos motores EA-827 (os AP & Cia.). Inclusive, pode ser remontada normalmente. Vi isso ainda em 1974, quando, como concessionário VW, começamos a receber os Passat.

  • Otavio Marcondes

    Se não me engano, a do Up! TSi se troca com 120.000Km, segundo o manual.
    Mas avaliar para trocar antes não é pecado algum.

    • Comentarista

      120 mil km ou quantos anos? 4 anos no caso da VW?

      • Otavio Marcondes

        Cara…vou ter de conferir o manual depois, o carro está na revisão.
        Mas não me recordo de ter citação quanto ao tempo. Vou conferir.

    • Lucas

      Na verdade, as especificações do motor EA-211 1.0 TSI são para nunca trocar a correia, vide material da época. Entre a norma da VW local e a da matriz, fico com a da matriz.

      Toothed belt for valve train. Due to its design, internal friction in the small three-cylinder engine of the Golf TSI BlueMotion is already rather low. Moreover, this engine also benefits from the overall innovative design layout of the EA211 engine series and related measures implemented to reduce internal friction.
      This not only relates to the crankshaft group, as mentioned above, but also to the valve control and auxiliary drives. The 1.0 TSI is equipped with inlet and exhaust camshaft adjustment; the adjustment range is 50 degrees of crankshaft angle on the inlet side and 40 degrees on the exhaust side.
      By taking this approach, the designers of the three-cylinder engine achieve a powerful torque build-up at low engine revs and high power at high revs. The two overhead camshafts are driven by the crankshaft via a toothed timing belt. Compared to a chain drive, it exhibits around 30% less friction. Due to its high-end material specification, this toothed timing belt’s service life reliably spans the entire life of the vehicle. As a result, it is no longer necessary to perform the previously obligatory replacement of the toothed belt as a maintenance item. Overall, the harmonized forces of the toothed belt drive lead to low friction, improved fuel economy and greater durability. Fonte: http://www.greencarcongress.com/2015/06/20150602-golf.html

      • Otavio Marcondes

        Confirmei (desculpe a demora): “…Se não for necessária anteriormente, a troca deve ser realizada, no máximo, a cada 120.000 km ou 4 anos e meio, prevalecendo o que ocorrer primeiro.”
        Fonte: Manual e garantia up!, Plano de manutenção Volkswagen, pág. 10.

  • Matheus Ulisses P.

    Perdoem-me se for ignorância minha, mas não vejo problema nenhum um motor usar correia dentada. O verdadeiro problema é a falta de manutenção, ou seja, falta do mínimo zelo.
    Meu carro usa correia dentada, tem 16 anos, está com mais de 104 mil km e troquei a correia 2 vezes (com ~40 e ~80 mil km), numa boa e sem nenhum aborrecimento.
    Faço pessoalmente uma inspeção geral preventiva em meu carro a cada mês, em casa mesmo, leva apenas 15 minutos. Nunca tive absolutamente nenhum problema! A única vez que fiquei na mão foi por causa da bateria – que por sinal durou 5 anos!

  • A culpa é do dono do carro que usa a péssima gasolina comum… a aditivada limpa tudo, inclusive bicos e câmara de combustão. E outra questão é o uso de gasolina batizada… de nada adianta ser aditivada se é batizada.

  • Comentarista

    Correia não se troca apenas pela quilometragem. Quase ninguém observa isso. No Fiat 500, p.e, troca de com 60 mil km OU 3 anos. Creio que em 99% dos carros que usam correia caem na regra de troca por tempo e não quilometragem.
    Borracha resseca, perde suas características e arrebenta.

    • Celio_Jr

      Eu troco mediante inspeção visual, e em todas as vezes, condenei a peça antes do tempo/km previstos.

    • Fernando

      O mesmo para pneus e outros itens de borracha, eu costumo inspecionar as condições para no mínimo poder ver o estado, e se for algo visível é claro que já passou da hora. No pneu isso é verdade porque se sente como endurece e começa a perder aderência. Mas em coifas ou buchas de suspensão, flexionar para os lados às vezes mostra fissuras e nisso pode entrar umidade e as peças serem comprometidas, mesmo que ainda não tenha começado algum barulho ou vazamento.

      Mas uma correia é algo em borracha, que faz um trabalho bem respeitável e creio que não seja uma boa economizar.

    • No caso do Gol 1,0 2015, a troca da correia dentada, da correia elástica e do tensionador da correia dentada é a cada 4 anos e meio ou 120.000 km!

  • Comentarista

    Bico se limpa sim. Não sei de onde tiram essa de que bico não se limpa. Os fabricantes falam pra não limpar porém com um único fim; vender peça nova.
    Vc já presenciou um teste em bancada com bicos injetores onde algum está sujo? Veja um e depois repense sua opinião.

    • Mendes

      Bico se limpa apenas quando alguma obstrução está causando problema no carro (Toyota Corola é campeão em dar problema por conta de bico sujo, graças à nossa “bela” gasolina).
      O que não pode é oferecerem limpeza de bico quando o carro está funcionando perfeitamente. Limpeza de bico é apenas corretiva e nunca “preventiva”.

      • Comentarista

        Correto. Isso mesmo.

  • Boris e outros leitores,
    Essa da correia dentada pular ao fazer o motor pegar no tranco é lenda urbana. Pense, o que o motor de partida aciona? O volante, certo? E o que aciona o volante ao pôr o motor em funcionamento no tranco? A árvore piloto do câmbio, que aciona o disco de embreagem, que aciona o platô de embreagem, que aciona o volante. Percebeu o porquê do mito?

    • Thiago Teixeira2

      Bob,
      eu já vi acontecer e não foi apenas uma vez. O problema, a meu ver não é o tranco em si. Mas o tranco errado. Aquele que, por exemplo, o carro esta sem velocidade e o “tranqueiro” lá no volante joga a 3ª e larga a embreagem de uma vez. Então o motor entra naquela frequência a frente e para até o carro parar de vez. Me parece que nesse momento, de alguma forma, a parte da correia que volta ao comando de válvulas recebe a tensão que acaba por fazer a correia perder o ponto.

      • Hemi Enthusiast

        Olha, desse jeito corre até o risco de quebrar um dente de uma engrenagem do câmbio. Não culpe a correia por uma brutalidade no procedimento.

    • RoadV8Runner

      Para pular dente, só se houver problema na tensão da correia. Nunca acreditei nessa de pular dente ao dar tranco em carro com comando acionado por correia dentada. E, se fosse assim, uma reduzida forte de marcha, sem uso de aceleração interina, provocaria o mesmo problema, pois o aumento de rotação do motor seria repentino.

    • Lucas dos Santos

      Excelente colocação, Bob.

      Eu sempre ouvi várias contraindicações à partida no tranco e, como leigo na época, até acreditava nisso. Mas, depois que vi como funciona um motor de arranque, também passei a pensar como você, e não vejo razão para uma partida no tranco ter potencial para causar algum tipo de dano ao motor.

      • Só fiz o meu Gol 1990 pegar no tranco 3 vezes… duas delas foi quando a bateria arriou por deixar muito tempo sem ligar o carro e a outra quando abasteci num posto do lado de casa e o carro apagou no meio de rua e não ligava de jeito nenhum… era gasolina batizada. Voltei a abastecer no posto a 1 km de casa e nunca mais mudei de posto.

    • Newton (ArkAngel)

      Verdade, Bob. Além disso, uma acelerada forte que faz o giro disparar é muito mais estressante para a correia, e mesmo assim ela não pula.

    • Renan V.

      O Ferrari 575 GTC, aqueles Maranellos de corrida, usam o V-12 com correia dentada. Os Alfa Romeo V-6 de competição também usam correia.

  • Fernando

    Referente aos bicos, o que você disse é a pura verdade, em caso de suspeita de problemas neles o melhor a se fazer é conferir as condições deles em equipamento próprio (isso antes de uma substituição indiscriminada).

    Mas entendo que o que o Boris quer dizer é sobre a “empurroterapia”, isso ser um serviço vendido como se isso fizesse parte de um script, e pior, em curtos intervalos de tempo/quilometragem, o que claramente não seria necessário. É como venderem um serviço de “desentupir canos” para sua casa, se o cano não está entupido… limpeza de bicos em revisões de 10.000 km, 20,000 km é algo até abusivo, tanto porque não se oferece limpeza para algo que não sabem se está sujo, como pode-se conferir com a própria fabricante dos injetores de que eles não precisam dessa intervenção.

  • Eduardo Sad

    Perfeito em suas colocações. Vejo que por vezes acontece até o contrario: a correia (aparentemente) está em boas condições enquanto o rolamento já está chiando…

  • Thiago Teixeira2

    E como trocar a embreagem e não trocar o atuador! Já que teve o trabalho todo troca tudo para não abrir tudo outra vez.

  • Thiago Teixeira2

    Perda de força. Cruzamento de válvulas, retorno de explosão pela admissão etc. A depender do tipo de motor.

    • Adenilson707

      Nos EA-111, ficam lesados, consumo aumenta 20 vezes e até um ventilador acionado, ele morre se atrasar ou adiantar um ou mais dentes. Acho que o limite é três dentes.

  • Errar proporção de aditivo acho muito difícil, pois eles sabem quantos litros de gasolina tem no caminhão.

    • Comentarista

      Errar acho difícil. Agora fazer falcatrua não duvido. Quem realmente garante que a gasolina que está entrando no tanque do seu carro é aditivada? Vcs viram na tv recentemente postos de São Paulo adulterando o volume que sai da bomba. Acha que não vão adulterar a gasolina?
      Uma vez fui encher o tanque de um palio da empresa onde trabalhei em um porto em Sepetiba-RJ. Ponteiro no reserva. Couberam 63 litros. Detalhe que o tanque cabe 50. Questionei e o frentista disse que era porque o carro estava inclinado. Deixei pra lá até por orientação do dono da empresa.

      • Não é a Shell por exemplo que adultera o combustível, mas sim o posto de gasolina.

        • Comentarista

          O posto ou entre a distribuidora e o posto. Tem motorista de caminhão-tanque que desvia o caminhão para adulterar.

          • ochateador

            Complicado desviar rota hoje em dia com os rastreadores de caminhão, onde a empresa + seguradora verificam trajeto, velocidade, tempo, etc e questionam o motorista sobre qualquer anormalidade…

          • Mas é obrigação do dono do posto verificar se a gasolina tem 27% de álcool, e se faz isso com o teste da proveta.

          • Comentarista

            As normas existem para tudo praticamente. Mas o que vemos não é bem isso. Infelizmente aqui é um país onde ser honesto é ser idiota. O “ixperto” é ser o bom, passar o outro para trás.

  • Fernando

    Assunto polêmico e ambos possuem vantagens e desvantagens, afinal em certo momento as correntes também precisam de manutenção/substituição.

    Mas pelo maior tempo entre manutenção, entre meus carros com correia ou corrente, tenho menos preocupação com a corrente, não só pelo material, mas também por ficar mais protegida das interpéries.

    O tensionador é algo que seja uma troca a cada troca da correia, seja a não substituição, acho ambos exageros. Um porque ele é sim algo que tem uma vida útil tão baixa assim, mas também é de reconhecer que eterno também não é. Mas o problema é isso não ser estimado. Acompanhando alguns donos de carros Renault com motores K7M e K4M já vi muitos casos do tensor travar e causar rompimento dela.

  • Danniel

    Hemi, Não conhecia o Alexandre até esta semana, quando comprei o livro contando a história da coleção dele. Excelente leitura, recomendo.
    Quanto ao motor, de fato ele é tão antigo quanto o 4.1 aqui no Brasil.

  • Carlos A.

    Prezado Eduardo Sad, no meu caso depois da comum, passei a usar a gasolina aditivada da ESSO e meses depois a V-Power por 12 anos! Em minha experiência, as duas eram eficientes, mas mesmo com elas havia um pouco de borra, mas bem reduzido.A Podium eliminou completamente sua formação, porém com a drástica redução do enxofre que as gasolinas sofreram em 2014 que era de 800ppm passando para 50ppm (a Podium sempre teve 30ppm), não sei se colabora na questão da redução de borra, o que sei que a aditivação da Podium é comprovadamente superior, pelo menos no meu caso, e todo conjunto se beneficia, velas ficam limpas, e até o óleo do motor praticamente não suja! Outro detalhe é o filtro de gasolina (do carro carburado) em geral plástico branco que permanecessem assim por mais de ano. Isso já vinha observando nos carros ‘modernos’ flex com seu uso no tanquinho o plástico não fica com o tradicional tom alaranjado depois de alguns anos com a Podium.

    • ochateador

      Eta, gasolida Podium/premium faz tanta diferença assim no uso (em comparação com a comum)?

      • Carlos A.

        Ochateador, a longo prazo ou nem tanto assim, ao menos no carro carburado, em 1 ano de uso nota- se facilmente a diferença. Ao menos o uso de uma aditivada acho interessante.

  • Davi Reis

    Isso, muito obrigado! Me lembro que no lançamento do EA-211 a VW muito falou que o uso da correia dentada foi um modo de conter os poluentes da nova família de motores, pauta tão em voga no momento por causa do Inovar-Auto.

  • Danniel

    Aqui em Brasília diria que uns 80% dos postos praticam o mesmo preço para aditivada e comum. O motivo? A margem é tão grande que tanto faz a diferença de preço entre as duas.

  • Estava pesando agora… isso de fazer borra de gasolina no carburador devia ser devido ao fato de a gasolina comum e a aditivada terem na época 800 ppm de enxofre e a Podium apenas 30 ppm.

    Mas desde 2014 toda gasolina comum e aditivada possuem apenas 50 ppm de enxofre, sendo que a Podium continua com o mesmo teor de enxofre.

    • Carlos A.

      Rodolfo Feijó, mas a Podium sempre teve as 30ppm, e mesmo com a redução do enxofre nas demais a Podium continua abaixo, imagino que as comum e comum aditivada tenham ficado equivalente nesse aspecto devido a redução do enxofre, com referencia a borra.

      • “Com prazo de validade maior, a nova gasolina não envelhece tão rápido no tanquinho de partida a frio, dispensando o uso da Podium, que até 2013 era a única opção saudável para o compartimento extra.”

        Fonte:

        Nova gasolina brasileira reduz gastos com o carro – Combustível com menor teor de enxofre polui menos e pode até alterar a manutenção

        Disponível em:
        http://noticias.r7.com/carros/nova-gasolina-brasileira-reduz-gastos-com-o-carro-17042014

        Assim a nova gasolina aditiva ou comum de 50 ppm não vai formar goma na cuba do carburador.

  • Comentarista

    E eu já tive carro e que com 15 mil um bico estava restringido. Limpou e ficou normal. Andei com esse mesmo carro 95 mil km e nunca furou 1 pneu. Meu irmão comprou um carro zero e no outro dia o pneu furou.

  • Comentarista

    Seu relato foi bem até quando disse que tem que tirar motor de marea pra substituir a correia. Vc sabe que não precisa. Só tira o motor o mal mecanico que não sabe o que faz e não tem ferramentas. O motor tem que ser deslocado lateralmente e não retirado.

    • Daniel S. de Araujo

      Comentarista; não sou especialista em Marea mas tive amigos com Mareas e conversei com diversos profissionais (bons) do ramo sobre esse assunto.

      Ouvi uma conversa sobre uma ferramenta específica mas, convenhamos, para o profissionais de reparação, ter uma ferramenta específica e cara apenas para trocar a correia de um tipo de veículo, por sinal, não tão comum é pesado e representa capital imobilizado. Portanto nada mais absurdo que essa questão da correia do Marea.

    • O Marea teria feito muito mais sucesso se tivesse usado corrente ao invés de correria.

  • RoadV8Runner

    No caso do Focus com motor Zetec-E (1,8 e 2,0-litros), é preciso remover o coxim direito do motor para trocar a correia dentada. Retirar o coxim é uma operação simples, mas é preciso calçar o motor embaixo.

  • RoadV8Runner

    Eu colocaria primeiro o aditivo e depois a gasolina no caminhão tanque, pois assim a mistura seria imediata. Caso o aditivo puro não possa ser adicionado no caminhão tanque vazio, colocaria então um pouco de gasolina, depois o aditivo e somente então completaria o volume. Porém, mesmo que o aditivo seja colocado por último, só o fato de transferir o combustível para o tanque do posto termina por misturar tudo. Não acredito em má mistura do aditivo à gasolina, principalmente quando levamos em consideração que são produtos perfeitamente miscíveis. Faz mais de 15 anos que só uso gasolina aditivada e nunca tive problema algum.

  • RoadV8Runner

    Cara, você não imagina como um mísero dente para frente ou para trás do sincronismo correto atrapalha o funcionamento do motor. A impressão que se tem é o que o motor já era…

  • RoadV8Runner

    Aliás, peça de segunda linha somente em caso extremo, na ausência total de produto bom ou situação de emergência. Nem lâmpada de segunda linha eu uso!

  • Leandro Sabongi

    Gostaria de saber, dos que são contra a limpeza de bicos, como se deve proceder quando o veículo fica com os eletroinjetores sujos?

    • Milton Evaristo

      Quando se nota que os injetores estão sujos (consumo mais elevado, falhas, menor desempenho), depois de se ter certeza que o problema não é outro, aí sim eles devem ser limpos.

      É muito simples de entender: só se limpa o que está sujo.

      Nunca tive problema de injetor sujo. Uso só gasolina aditivada, que, somada a umas doses diárias de WOT, não tem eletroinjetor que fique sujo.

    • Fora o que os colegas abaixo disseram, use sempre gasolina aditivada, pois ela limpa todo o Sistema de Alimetação (desde tanque a bicos e válvulas de admissão) e até a câmara de combustão.

  • Matheus Ulisses P.

    Realmente temos alguns casos específicos como você citou, mas não se pode generalizar e julgar todos ruins por causa de alguns.

  • Curió

    Por que é que são melhores, RoadRunnerV8?

    • RoadV8Runner

      São mais resistentes, em especial para os motores 6-cilindros. Ainda têm o charme do “clic-clic” ao engatar as marchas e, para engatar a ré, puxa-se a alavanca para cima, move-se para trás e à esquerda, ao lado da posição da segunda marcha. Desconheço outro câmbio que tenha engate da ré dessa forma.

      • Mendes

        O engate da ré do Fusca não é assim também?

  • Milton Evaristo

    Cerca de 20 anos atrás comecei a inclinar minha compra de carros novos apenas naqueles em que o motor usava corrente no comando. Foi a melhor coisa. Muito mais despreocupação, já que nem sempre ela dura o tempo/quilometragem do manual.

    Parabéns às fábricas que dispõem motores assim desde sua linha de entrada, como Hyundai, Honda, Nissan e Toyota.

    • Fiat tambem. Os motores E-torq usam corrente.

  • Thiago Teixeira2

    Na F1 os motores usam engrenagens.

  • Thiago Teixeira2

    Mas na hora do aperto…

  • Newton (ArkAngel)

    Quanto à questão da correia dentada ser ou não confiável, vai depender da qualidade dos componentes e do projeto. Outro dia apareceu na oficina uma Hilux que travou o eixo do comando de válvulas, e a correia dentada é tão forte que o eixo quebrou no meio e correia não perdeu sequer um dente. Aliás, possuo várias correias de Hilux usadas que uso para rebocar carros quebrados, e a danada agüenta mesmo!
    Trocar rolamentos tensores também depende da qualidade das peças. Existem carros cujas peças são de alta qualidade, e os rolamentos estão bons mesmo após mais de 200.000 km. Outros, mal agüentam a quilometragem recomendada para troca. Mas a maioria resiste mais do que a quilometragem da troca da correia, mas não resiste até a troca seguinte. Pelo sim pelo não, eu faço a troca. Ninguém gosta de gastar dinheiro, mas se a correia quebra por causa do rolamento travado, a bucha vai cair na mão do mecânico. Se o cliente não quiser trocar, assina um termo eximindo a oficina da responsabilidade em caso de defeito no rolamento. E isso já aconteceu muitas vezes, principalmente nas linhas Renault e Fiat.

    • Daniel S. de Araujo

      Fiat a questão da correia é cruel! Saberia dizer se o EA113 2L do Jetta e Golf se comportam igual o AP?

  • Celio_Jr

    Concordo. Recentemente me impressionei com a dificuldade na troca da correia do Volkswagen UP. Se ainda não viu, procure no Youtube por “Troca da Correia dentada do VW UP 3 cilindros” no Canal High Torque. Não vou questionar o procedimento pois não tenho competência técnica para isto.

  • Esse Peugeout 207 sem bujão do cárter vai ter que fazer trocar de óleo a vácuo.

  • Felipe Rocha

    No meu carro, um Palio Weekend 1.6 16v o motor tinha dificuldade de se manter em marcha lenta quando frio com a correia apenas um dente fora de sincronia.

  • Daniel S. de Araujo

    Concordo. Num país onde a gasolina é oficialmente batizada (27% de alcool) vai esperar o que? E ainda tem maluco que defende a Petrobrás e a gasolina repleta de enxofre que ela produz.

  • Rubem Luiz

    Questão de bateria.
    Em cidade pequena (Pequena mesmo, 1Km ou menos. Cidade com 50.000 habi. não tem nada de pequena) são 2000 a 3000 partidas por ano e mal roda 5000Km, simplesmente não roda o suficiente pra carregar a bateria depois de cada partida.

    Dá partida, anda 200m, entrega ou pega algo, mais uma partida e mais 400m, entrega ou pega outra coisa, e assim segue. Bateria dura 1 ano e pouco.
    (E não, não dá pra deixar ligado, atendimentos levam 20 a 200 minutos, não tem o que fazer)

    E não tem transito pra obrigar a ir a 10Km/h, com ruas largas dá pra ir tranquilo e seguro a 40Km/h, levo 2 minutos pra atravessar a cidade de um lado pro outro, e isso não carrega o suficiente, não tem como ir devagar o suficiente pra carregar bateria. E dar umas voltas mais longas na área rural só gasta gasolina a toa e gasta a suspensão a toa, melhor assumir a baixa durabilidade das baterias que o prejuízo é menor. Fazer carga em casa com onda dente-de-serra pra limpar placa até ajuda um pouco, mas não adianta, nenhum datasheet de bateria garante muitos ciclos. Coisa cara tipo Bosh até dura quase o dobro, mas custa mais que o dobro que marcas baratas regionáis, a longo prazo igual não compensa, é muita descarga sem carga suficiente.

  • Danniel

    Road, o omega tem o carda bipartido e o rolamento central também gosta de dar problema. O pessoal descobriu que o único que presta além do GM, é o da Suporte Rei.

  • Mineirim

    Boris,
    Concordo plenamente. Corrente dura o mesmo que o motor, ou até mais.
    Já tive dois problemas com correia dentada. Num Premio CS 1.5, com apenas 25 mil km, o motor morreu e o fiz pegar no tranco, descendo da Cachoeira das Andorinhas em Ouro Preto. A correia estourou e o cabeçote teve que ser refeito.
    Num Brava, nas duas trocas por quilometragem, aos 60 e aos 120 mil km, tive que voltar à oficina e à concessionária, respectivamente, porque fazia barulho.
    Em resumo: uma manutenção cara e não confiável.

  • Carlos A.

    Rodolfo Feijó, é uma ótima opção para um controle em casos específicos como o nosso!

  • Rogério Ferreira

    Perfeito sr Boris. Existe outra questão: a maioria das oficinas independentes, não instalam correia de maneira correta. Alguns motores são bem fáceis, (mesmo assim erram), é o caso do EA e do AP da VW, e dos motores GM, pois neles não existem a necessidade de ferramentas especiais. Mas no caso de um simples Fire, não existe marcação nas polias. A troca é feita, utilizando um relógio comparador, para localizar o PMS. travamento do virabrequim e do comando com ferramentas específicas. deve-se folgar a polia do comando que não é chavetada, instalar a nova correia e tensioná-la para depois apertar novamente a polia com torquímentro… O que muitos mexanicos fazem, é marcar as polias com tinta, e fazer a troca, como se ficassem na mesma posição. logicamente quando tensionam a correia, há perca de sincronismo. O que tem de fire aí funcionando fora de sincronismo não é brincadeira. O funcionamento fica irregular, o desempenho ruim e o consumo alto. Se eu vejo um fire marcado com tinta, a primeira providencia é ir numa oficina conhecida e trocar a correia. Elas são realmente um estorvo, as vantagens são pequenas em relação a dor de cabeça que dão. É curioso constatar, que jamais foram utilizadas nos motores de motocicletas, talvez por serem inadequadas para altas rotações.

    • Bom, em termos de mecânica é difícil ter uma visão de todos os fabricantes, sempre tem os fabricantes do contra. A Ducati usa correia para o sicronismo. Faltou citar na matéria a outra vantagem da correia de borracha, que é a de consumir menos combustível, pois é mais leve e fácil de ser tocada, sendo outro motivo para ser usada em motores de menor potência.

  • Thiago, acho que a baixa qualidade dela mesmo. A correia tem muitas fissuras longitudinais distribuídas de forma homogênea.

    Eu mesmo instalo minhas correias e verifico o ponto do tensor, e originalmente o ponto estava correto.
    Aliás, eu tinha deixado uma marca de alinhamento do tensor para a correia velha e a nova montou exatamente com o mesmo alinhamento. Foi realmente a correia que foi esticando.

    • Newton (ArkAngel)

      André, esses motores da GM apresentam distância excessiva entre a polia do comando e a engrenagem do virabrequim, o que faz com que o lado tracionador da correia (oposto ao tensor) tenha um comprimento grande, o que poderia ser resolvido com um rolamento de apoio, que minimizaria muito a oscilação e vibração da correia em acelerações, fora que a correia poderia também ser mais larga.

  • VeeDub

    Concordo plenamente com o Boris ! Acertou na mosca: Custo, o Fantasminha !

    A menos que a correia seja banhada em óleo como no Ford 3C, a metálica sempre será superior.

    Outra “vantagem” que a VW alega… Usamos correia em motores menores (EA211 1,0 e 1,6 L) por terem menos atrito !!!

    Se este atrito fosse tão elevado, motores compactos das marcas asiáticas – que prezam confiabilidade de longo prazo, tanto quanto economia de combustível – como Honda, Toyota, Nissan e Hyundai/Kia não deveriam utilizar correntes como fazem.

    A nova Hilux abandonou a correia dentada e passou a utilizar corrente nos novos motores da família GD 2,8 e 2,4 L.

    Como já comentaram abaixo, a correia dentada da Amarok é uma Zika aqui no Centro-Oeste, pois na época da seca, o pó tomo conta das estradas.

    Vejam no vídeo abaixo como é “Simples” trocar a correia dentada do UP:https://www.youtube.com/watch?v=_15v9ma2V08

    • iCardeX

      Legal é ver que eles estão executando o serviço por tentativa e erro. O certo é consultar o manual técnico para a substituição correta da peça desejada.

    • Não tive “paciência” de ver a filmagem na íntegra… Acabei de descobrir que estou muito velho e pior, saudosista! De repente me deu uma baita saudade de meu Santana AP 1800 e fui lembrar de várias viagens que fiz com ele para tudo quanto foi canto sem nunca me preocupar com mecânico especializado, rotas com serviços de guincho ou se era chão batido ou não…( Isto só evitava porque sendo cuidadoso sempre conservo meus carros limpos por cima, por dentro e por baixo e, se pudesse optar, o asfalto independente da distância era a opção escolhida! )

      • De fato, estradas de terra e regiões de extração de minérios acabam com a vida útil da correia dentada.

    • Wagner Bonfim

      Vi o vídeo todo e tento imaginar o preço cobrado para fazer essa troca. Em cidades pequenas imagino quão difícil seria encontrar mão de obra qualificada e com as ferramentas adequadas. É incrível como a troca é trabalhosa! Tenho que concordar com o autor que a corrente elimina bastante problema.

    • Caio Azevedo

      Esse vídeo mostra o procedimento de troca em fase de estudo. Realmente não é simples, mas com o tempo o mecânico pega o jeito e tudo fica mais rápido. Não acho muito mais complicado que qualquer Fire por aí.

  • VeeDub

    Daniel, prefiro corrente de comado, no entanto, ei de concordar contigo que problemas em motores diesel de Pickups que utilizam correia dentada, somente com Amarok. S10 (nova) e Hilux não dão incômodo, e são trocadas a cada 150.000 km. A moderna família de motores GD-FTV das novas Hilux abandonaram a correia e se renderam a corrente !
    Em Otto,o único motor que notei o barulho da corrente, foi o antigo Zetec Rocam, que certamente não utilizava uma “corrente silenciosa” como as atuais.

  • VeeDub

    Colegas, alguém aqui sabe nos dizer se alguns dos motores que utilizam correntes dentadas no mercado Brasileiro são de não interferência ? ou seja, mesmo que a correia quebre, não ocorrem atropelamento das válvulas pelos pistões !

    • Maurilio Andrade

      Se não me engano, o motor do Opala/Caravan 4 cilndros também.

      • Comentarista

        Esse não usa correia de distribuição. Possui engrenagem que também quebra! Já puxei um Opala na rodovia no qual esta engrenagem “moeu”.

    • Raphael Hagi

      Chevette.

  • Victor H
    Você consegue imaginar tranco maior na correia dentada do que um motor elétrico com seu torque máximo instantâneo acionando o volante?

  • Newton (ArkAngel)

    Creio que o bom senso manda sempre utilizarmos peças de 1ª linha em áreas críticas. Rolamentos da marca SKF, por exemplo, são facilmente encontrados nas autopeças.

  • Lorenzo Frigerio

    Bomba elétrica em carro carburado que tem pouco uso é o breu. Mas ela tem que ser bem instalada, cortando a voltagem se a pressão do óleo cair a zero.

  • Lorenzo Frigerio

    Todo motor “com interferência” atropela as válvulas em qualquer rotação. O problema com os motores Fiasa ocorria no modelo 1977. Para 1978, fizeram cavinhas de válvulas nos pistões, o que resolveu a coisa. Entretanto, esse motor ficou muitos anos em fabricação; pode ser que tenham voltado a fazê-lo com interferência, devido a aumentos de compressão e curso, e mudanças no cabeçote.

  • César,
    Nada disso. É um sistema de transmissão inteligente, bem mais simples e de custo menor que a corrente, e que deu certo. Se desse tanto problema quanto se diz por aí haveria um elevado número de casos de ruptura ou salto de dentes, e não é o que acontece. Quando a Porsche estava desenvolvendo o 6-cilindros no começo dos anos 1960 foi quando surgiu o primeiro carro com correia dentada, o alemão Glas GT 1962, e Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche, responsável pelo motor, pensou imediatamente em usar correia dentada pelas vantagens inerentes. Só não o fez por ser uma tecnologia nova e preferiu não arriscar, mas usou a melhor corrente existente na época, a inglesa Renolds. Há inúmeros casos de motores de correia dentada que passaram de 500.000 km.Não é uma manutenção cara, mas exige habilidade e conhecimento do mecânico para trocá-la corretamente.

    • Cláudio P

      Bob, concordo com você. Minha experiência com motores com correia dentada prova isso. Em mais de trinta anos convivendo com motores desse tipo não tive absolutamente nenhum problema. Apenas trocas dentro do programando pelo fabricante. Falo de carros que passaram bastante dos 100 mil quimômetros e um em especial que passou, e muito, dos 200 mil. Em minha opinião o tom de críticas a correia pelo editor Boris Feldman é exagerado, injusto e pode induzir ao erro alguns menos experientes. Acredito que entre correia e corrente há prós e contras em ambos, mas o exposto pelo editor dá a impressão que todos os “prós” para a correia dentada são mentira. Acredito sim que, com a evolução dos motores cada vez mais complexos e os cofres de motores cada vez mais apertados, o mecânico muitas vezes é obrigado a ter que desmontar vários componentes para ter acesso, encarecendo a mão de obra, o que torna o uso da corrente mais conveniente por sua maior durabilidade. Porém, o editor dá a entender que com a corrente a manutenção é zero, o que nã é verdade. Um exemplo curioso, quando tive por sete anos um Focus GL 2005 1.6 Rocam, com pouco mais de 60 mil quilômetros a corrente começou a “grilar” um pouco. Nada grave, mas foi preciso trocar o tensor hidráulico. Na época pesquisei e descobri que não são raros os casos desse problema nos Rocam. Resumindo, todo o carro precisa de manutenção preventiva e, também todos estão sujeitos a falhas, mas não é a correia dentada um aspecto desabonador de um projeto como o texto fez parecer. Falar em “grave inconveniente”, “pular dente”, “pegar no traco” (!), algo completamente desaconselhável hoje em dia, enfim, grandes exageros.

  • Lorenzo Frigerio,
    Até haver os problemas de tensionador no motor Corsa 1,6 16V no final da década de 1990, que a levava a perder tensão e deixar saltar dentes, com séria consequência para o cabeçote, nem se falava em tensionador. É coisa nova. E no motor Fiasa os problemas só ocorriam após a primeira troca, pois muitos mecânicos desconheciam a necessidade de três voltas no virabrequim no sentido anti-horário para o tensionador automático desse a tensão correta. Isso porque nesse motor o tensionador ficava no ramo tenso e não no frouxo como na maioria dos motores, nos quais só se girava o virabrequim no sentido horário.

  • Daniel S. de Araujo

    Procede sim! Se tivesse tentado dar tranco, teria moido totalmente o motor do carro.

  • Roberto Alvarenga

    Sei que a Shell zela bastante pela qualidade da gasolina V-Power. Para rodar na cidade, só uso V-Power e não tenho problema. Na estrada, uso Petrobras Podium, que, pela maior octanagem, rende melhor.

  • Wagner Bonfim

    Leonardo, meu concunhado, que é mecânico, colocou uma correia dentada nova em um dos seus clientes e ela simplesmente se rompeu com alguns dias. O fabricante nem quis saber, assim como a loja que lhe vendeu. Apenas devolveram o dinheiro da peça, sendo que o prejuízo só em peças foi de R$ 1,000,00-1,250,00 (fora a mão de obra).

    Ele me disse o mesmo que você: as peças de hoje não tem durabilidade alguma!

  • Leônidas Salazar

    Redução de peso.

  • Aldo Jr.
    A correia dentada dos motores VW EA827/APxxxx pode ser remontada.

    • Aldo Jr.

      Legal, Bob. Não sabia dessa. Obrigado e abraços;

    • toni

      e quem paga a nova mão de obra ???

  • Ricardo Kobus

    Eu também vi esse vídeo e não é complicado tendo as ferramentas certas.
    O pessoal complica demais as coisas!

  • iCardeX

    Onde vende eu não sei, mas na autorizada a instrução de procedimento consta de graça no sistema da VW. Já pedi para imprimirem o passo-a-passo de desmontagem alguns componentes do Golf, e foi tranquilo.

  • 60 km/h para pegar no tranco, nem o maior idiota do universo faria isso… no máximo 25 km/h. Pois a uns 15 km/h já pega no tranco em 2ª marcha.

  • Lucas Sant’Ana

    Meu motor possui corrente e uso Molykote no motor, não sei se o óleo banha a corrente mas acredito que sim, vamos ver os efeitos do Molykote na corrente e motor no longo prazo.

  • Meu Gol GL 1.8-L AP – ano 1990, é de correia dentada e está com 225.000 km e nunca estourou correia.

    O segredo é só cumprir o que manda o Manual do Proprietário… E você pode perceber que a maioria dos carros que quebram a correia é porque o dono não faz a manutenção preventiva.

  • Maurilio Andrade

    Eu disse “se não me engano”. E me enganei .
    Ok?

  • Eduardo Cabral

    O problema é que quando a corrente desceu para plebe veio junto com a redução de custo, e com o fator downsizing criaram uma verdadeira bomba. O caso mais famoso são dos VW 1.4 TSI, que tem milhares de casos de falha. A coisa é tão feia que a VW dá ajuda de custo para todo e qualquer motor que apresente a falha, independentemente da quilometragem. O custo bruto para arrumar o motor é de 4000 euros quando atropela tudo…
    A BMW também teve um motor 1.6 Diesel que foi uma tragédia… Próximo a 100% de falhas.
    Ou seja, entre uma corrente mal feita e uma correia bem feita, é melhor uma correia…

  • Frank BassSinger

    Valeu aí a força Cristiano! Entrei no Fit Clube esses dias amigo, estou dando uma olhada boa por lá…vamos ver se aqui em MG consigo achar um Fit cvt de 1ª geração em boas condições!

  • Pedro coimbra

    Se nos EUA não precisa limpar bico deve ser poque lá a gasolina é boa, não é?

  • Donato Campelo

    Depois de muitos sofrimentos com o C20XE eu nunca mais tive carro com correia e nem quero ter.

    Essa é a primeira coisa que observo na compra de um carro.

  • Luciano, convém observar estritamente o que está recomendado no manual para evitar surpresas.

  • Léo, direito seu discordar, mas que é picaretagem, é.

    • Léo de Almeida

      Não quero gerar polêmica. Mas picaretagem, pra mim, e dizer que trocou e não trocar; vender peça com ágio; mentir enfim. Quanto à troca dos rolamentos/polias, correias, de modo algum aconselho que não troque (e não lucro com peças. Tenho ate mais trabalho ao ter que trocar os rolamentos/polias). Pois não aconselho a manutenção corretiva. Aconselho a preventiva ou a preditiva. As polias de ferro são muito resistentes, mas os rolamentos gastam. Há casos que vale a pena trocar só o rolamento da polia, quando o layout da polia permite que o rolamento seja sacado. Mas mesmo que o rolamento não se despedace com 150.000km, se está com folga, ou barulho, deve ser trocado. Ninguem pode prever se o rolamento/polia vai aguentar até a proxima troca de correia. Vale a pena arriscar? Mas veja, nao me refiro ao tensor propriamente. Esse sim, dificilmente desgasta. Mas ha casos em que não é vendido separadamente. Exemplo o motor MR18D, do Nissan Tiida. A Nissan nao vende a polia da correia de acessórios separada do tensor. E a peça é bem cara. Mas da pra sacar o rolamento da polia, que é de ferro. Perfeito! Um rolamento na medida exata, da SKF, nao passa de 15 reais. Fica 0km. Mas há casos que não tem saída e a peça é cara. Por exemplo, o motor 3.5 v6 dos Mitsubishis antigos. Fiz a revisão em uma Pajero sport 2007, com aproximadamente 55.000km. Das 4 correias desse motor, a do AC estava totalmente rachada, ressecada, e fazendo muito barulho. A dentada, alternador e direção, menos degradadas. Todas nunca tinham sido trocadas. Da pra rodar? Dá. Mas e se partir? O prejuizo que vai ser? Da pra manter as polias antigas? Dá. Mas e se arrebentar na estrada? A maioria dos meus clientes não tenta baratear custo não, preferem nao ter dor cabeça. Preferem aproveitar que se programaram para ficar sem carro, para fazer revisão, e trocar o que for preciso. E aí, eu mantenho os rolamemtos de apoio de uma correia, e 2 meses, depois começa a fazer barulho no rolamento da correia? Eu perco meu cliente. Isso não é picaretagem. É prevenção. Claro, ninguém é obrigado a trocar. Mas se o cliente não quiser trocar a polia, e ela fizer barulho depois, vai pagar por outra mão de obra. E isso fica muito bem explicado no orçamento passado. Não ganho 1 centavo com venda de peça.

      • Luciano Ferreira Lima

        Faço de suas palavras as minhas. Manter a fidelização de um cliente é imperioso nos dias atuais. Se der caca no tensionador e o mecânico tiver que pagar um motor de 35 mil reais é fechar a oficina na certa!

  • Adenilson707

    Os Lada Laika e Niva também usam corrente.

  • Adenilson707, isso não pode ser tomado como regra.