Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas CAIXA DISPONIBILIZA R$ 500 MI PARA FINANCIAMENTO DE SIMULADORES DE DIREÇÃO – Autoentusiastas

Em 2016, a Caixa Econômica Federal vai disponibilizar R$ 500 milhões para a aquisição de simuladores de direção veicular. A medida tem como objetivo beneficiar Centros de Formação de Condutores (auto-escolas) de todo o país, que necessitam se adequar à nova exigência do Código de Trânsito Brasileiro.

O equipamento pode ser financiado por meio do Cartão BNDES, em até 48 meses, ou por meio da linha CAIXA BCD (Bens de Consumo Duráveis), com juros a partir de 2,00% ao mês, financiando até 90% do valor em até 60 meses, incluído o prazo de carência, que pode chegar a seis meses.

Segundo a superintendente nacional de Estratégia de Micro e Pequeno Empreendedorismo da CAIXA, Eugênia Regina de Melo, “o banco pretende estreitar ainda mais a parceria com as auto-escolas de todo o Brasil, oferecendo as melhores condições de financiamento para que possam se estruturar e aproveitar a oportunidade para expandir seus negócios”.

Além das linhas de crédito para investimento em máquinas e equipamentos, os Centros de Formação de Condutores podem ampliar e modernizar as instalações físicas da sede da empresa, e renovar ou aumentar a frota de veículos, por meio do PROGER, FINAME e CREDFROTA, entre outros produtos da CAIXA, como também receber os serviços prestados por meio de cartões de crédito e boletos bancários. As autoescolas podem utilizar ainda a linha de antecipação de recebíveis e o serviço de pagamento dos salários dos funcionários.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Mr. Car

    E poderiam ser mais R$ 85.000.000,00 que foram parar nos bolsos de times de futebol. Isto é um escárnio com as caras dos cidadãos em um país tão cheio de outras necessidades prioritárias.

  • WSR

    O simulador vai ensinar a não andar na faixa da esquerda quando não houver necessidade? Isso seria essencial para “desidiotizar” os futuros motoristas…

  • Danilo Grespan

    Alguem poderia informar-nos como funciona o uso do simulador? Ele vai substituir horas de rua? Qual é a função exata dele?

    • Danilo,
      o simulador permite apresentar situações diante do aluno que requerem reação, como uma criança atravessar uma rua de repente, um carro ficar para cima num ultrapassagem e outras, sempre ajuda.

      • Luciano Ferreira Lima

        Mas, vai reduzir o tempo de direção real na auto escola ou a aula prática vai ser só n o aparelho? Não sei até aonde esse simulador cria sensações realistas de direção que a meu ver é necessário ao aluno. O Sr parece ter sido convidado a avaliar o aparelho e se o convenceu, com a Bíblia de experiências que tem ao longo de 70 anos deve ser o suficiente para formar bons motoristas.

  • José Rodrigues

    Quanto custa um simulador desses? 2% a.m. é o que meu banco está me cobrando por um empréstimo consignado. Financiamento de infra-estrutura, maquinário, não devia ter juro menor não? Afinal, um simulador desse não é “bem de consumo”, e sim bem de produção, até porque me parece que existe alguma lei ou portaria ou decreto ou sabe o capiroto o quê que obriga as auto-escolas a usar o tal simulador nas aulas.

    • ochateador

      50 mil reais era o preço quando anunciaram a obrigação do simulador.

  • Lucas Sant’Ana

    Com certeza as empresas que vendem simuladores irão doar dinheiro para as campanhas do governo, temos uma máfia que nos governa. Esse simulador é muito TOSCO, algum jogo de PC ou video-game deve ser melhor que esse aí.

  • braulio

    É muito errado olhar para esses simuladores e pensar naquelas cabininhas de “Daytona” que os fliperamas tinham?

    Por falar em financiamento, em quanto deve subir o custo para a habilitação por conta do uso do simulador? Outra coisa que me passa pela cabeça é que, se hoje em dia as pessoas que aprendem a dirigir antes da autoescola já são arrogantes, como será a atitude de quem usa simuladores desde os dois anos de idade na hora de conseguir a “carteira”?

  • braulio

    Só para constar: o garoto de camisa azul em primeiro plano está sem instrutor, alugando a faixa da esquerda e segurando o volante de um modo muito ruim tanto para controlar o carro quanto para a eventualidade da explosão do airbag. Ele é a prova viva (será que se estivesse em um carro ainda seria uma prova viva?) de que o simulador, sozinho, não faz milagres!

    • Lucas dos Santos

      Pois é. Dirigir assim agora é considerado “descolado”, “cool“, “maneiro”, dentre outras baboseiras. Vejo muita gente (em geral, jovens) dirigindo dessa maneira pelas ruas. Já dirigir mantendo a postura correta se tornou “coisa de velho” e motivo de chacota.

      Lamentável que o pessoal se deixe levar tão fácil por modismos, rótulos e “comportamentos de manada”, sem sequer questioná-los.

  • Bruno Bertha

    Que palhaçada, meu Deus. A criatividade desse pessoal pra angariar fundos de campanha é notável.
    Criando dificuldades para vender facilidades.

  • marco de yparraguirre

    Uma vergonha. Somente um governo fascista como esse gasta dinheiro com esse
    produto. Se não há dinheiro, como usar o BNDES para isto? Governo populista.
    Estamos realmente no buraco.

    • Marco,
      acho que neste caso o crédito, e não custeio, tem uma boa causa. Simuladores podem não ensinar a dirigir, mas ensinam outra parte importante, os procedimentos. Por isso são tão usados na aviação.

    • Alexander NotTheKing

      Concordo e daqui a pouco vem o Contran e diz que não serão mais necessários, e lasque-se quem comprou.

  • Macro

    Enquanto ficam entupindo ainda mais o processo para tirar a habilitação fico aqui esperando o dia que eles vão começar a ensinar a dirigir em auto escolas ao Invés de ensinar a passar no teste do detran.

    • Lucas dos Santos

      Bom, primeiramente, precisaria mudar o procedimento do Detran. O que é exigido nos testes raramente condiz com a realidade – depende muito de quem for o examinador.

      Atualmente pune-se, com perda de pontos ou até mesmo eliminação imediata, o candidato que apenas reduz diante da placa “Dê a preferência” sem parar completamente; que utiliza aceleração interina na redução de marchas; que utiliza freio motor nas descidas; que dirige acima de 40 km/h mesmo quando as características e sinalização da via permitem; que não olha pela janela antes de tirar o carro da vaga(!); que vai além da terceira marcha etc. Nada disso deveria ser passível de perda de pontos, pois não é considerado errado e nem infração, muito pelo contrário.

      Não há padronização nos exames, ficando tudo a critério de cada examinador e/ou da localidade em que se realizará o exame. Aí surgem aberrações como “se o examinador for fulano, não faça isso, mas, se for cicrano, pode fazer” ou então a história de que ao fazer o processo de habilitação em cidades pequenas de interior seria mais fácil de passar no exame por conta das exigências menores. Tem examinador que procura extrair o máximo o candidato, fazendo um trajeto longo, expondo-o às mais diversas situações. Tem examinador que só dá uma volta na quadra e, se o candidato não cometer nenhum erro durante o curto trajeto, está aprovado. Nem mesmo na questão de equipamentos há padronização. Em algumas localidades, as manobras de estacionamento são feitas utilizando-se os chamados “protótipos”, que possibilitam aplicar à vida real o que se aprende ali, enquanto em outras localidades ainda se usa as arcaicas “balizas”.

      Desse jeito fica difícil o aluno aprender a dirigir. Imagina só o instrutor falando ao aluno: “na prática do dia-a-dia você vai fazer desse jeito, mas, no dia do exame, você terá de fazer deste outro jeito aqui”! Está tudo errado!

      —-
      Já o sistema de ensino nas autoescolas precisaria passar por uma reforma completa, com várias mudanças a serem feitas.

      1. Integrar aulas teóricas e aulas práticas
      Não faz o menor sentido separar aulas teóricas de aulas práticas, como se fossem duas “matérias” diferentes. O assunto tratado em ambas é o mesmo: direção veicular em vias públicas. O aproveitamento seria muito maior. Pega-se um assunto, explica-se a parte teórica e depois vai para a prática ver como essa teoria se aplica no dia-a-dia. Depois volta para a sala de aulas, aborda-se mais um assunto e em seguida vai para a aula prática daquele assunto. E assim sucessivamente. Fixaria muito melhor o aprendizado.
      Para que isso possa ser aplicado adequadamente, seria necessário inverter o cronograma das aulas. Isto é, começa-se com a parte de noções de mecânica e funcionamento do veículo (o que normalmente fica para o final), equipamentos obrigatórios, equipamentos de segurança, depois vai para ética e meio-ambiente, em seguida primeiros socorros, direção defensiva e, por fim, legislação. Provas teóricas e práticas continuariam sendo aplicadas separadamente, porém, na prova teórica as questões teria pesos diferentes, de acordo com a “importância” do assunto abordado ali. Dessa forma, não importaria a quantidade de acertos ou erros, mas sim o que se acertou ou errou.

      2. Aumento da carga horária
      Seria impossível ministrar todo o conteúdo acima dentro de uma carga horária tão apertada como a nossa. Com o fim da separação em aulas teóricas e práticas, a carga horária seria definida de acordo com o assunto abordado, com quantas horas forem necessárias para repassar todo esse conteúdo, seja na teoria, seja na prática. Isso, provavelmente, tornaria o processo de habilitação mais demorado, mas penso que não há espaço para pressa aqui.

      3. Implantação de uma “segunda fase”
      Após obter a habilitação provisória, o aluno iria para uma segunda fase, onde receberia um treinamento adicional com técnicas mais avançadas sobre direção defensiva, direção em rodovias (a habilitação provisória só permitiria dirigir em vias urbanas), e um estudo mais aprofundado sobre mecânica e funcionamento do carro em geral. A habilitação definitiva só seria expedida após a conclusão desta etapa.

      A minha proposta é bem utópica, reconheço, e dificilmente seria implantada – ao menos na totalidade. Mas, provavelmente, traria mais seriedade no processo de formação de condutores. Creio que o principal obstáculo seriam os custos disso tudo. Isso exigiria uma estrutura bastante complexa e, em um país em que tudo custa caro, o valor de um treinamento desses seria proibitivo para boa parte da população.

      • Macro

        Tirei minha carta faz somente dois anos depois de postergar durante vários anos o processo por preguiça(sabia que seria demorado) e no final minhas suspeitas se confirmaram, durou cerca de quatro meses, custou mais de mil reais e ainda por cima sai sem nenhuma segurança para encarar o trânisto de SP.

        Me lembro que a aula teórica tinha uma carga horária grande de mais e o professor era obrigado a falar pausadamente o que tornava a aula ainda mais massante que o normal. Já as aulas práticas só ensinavam a formula pra passar na prova além de só serem feitas em locais de pouquíssimo movimento, coisa que andando normalmente em SP encontramos pouco. Também tive o desprazer de ter problemas com o sistema do detran que acabou me obrigando a comparecer duas vezes a mais na auto escola pra registrar uma aula que o sistema não queria aceitar.

        Depois de quatro meses um tanto chatos ainda por cima tive que passar mais uns dois meses me acostumando com o trânsito pra finalmente poder sair de carro sozinho sem sofrer com nenhum problema de ansiedade.

  • Lucas dos Santos,
    só acho cômico usar cinto de segurança no simulador. Sei que é para o aprendiz, se acostumar, mas que é ridículo, é.

  • Lucas dos Santos

    A carga horária será (já foi) aumentada de 20 horas para 25 horas, para que essas cinco horas adicionais sejam utilizadas no simulador. Mas, ainda assim é pouco para quem está obtendo sua primeira habilitação e nunca dirigiu antes.

    O software, se for o que eu vi há algum tempo em um vídeo do Youube, é terrível mesmo! Era um simulador estrangeiro, cujas únicas modificações foram a tradução para o Português e a adição de lombadas nas ruas. Não se deram ao trabalho nem de modificar a sinalização, que continuava seguindo o padrão utilizado na Europa! Um software desse jamais deveria entrar em uma autoescola! Eu espero, sinceramente, que tenham feito melhorias nesse software, senão será realmente a “fórmula para o fracasso”, fiasco total!

  • Luciano Ferreira Lima

    Grato Santos.

  • kravmaga

    Eu sou a favor do uso do simulador, mas acho que deveriam dar mais opções de compra dos softwares e hardwares envolvidos.

    O Detran p.ex. poderia encomendar um projeto de simulador feito com peças comuns (PC, volantes usados em jogos e videogames, etc) e software baseado em softwares livres, sem custo, que já existem. Bastaria fazer uma customização dos mapas para transformar um joguinho simulador de corrida ou de automóveis nesse circuito de teste de direção.