A Subaru está lançando os modelos Legacy e Outback em versões únicas de acabamento e com motor boxer de 6 cilindros e 3,6 litros.  O Legacy já comemorou 25 anos (foi lançado em 1989, no Brasil em 1992) e está na 6ª geração. Já a perua Outback, derivada do Legacy, completou 20 anos (foi lançada em 1995 e chegou ao Brasil em 98); está na 5ª geração.

Ambos são os topos de linha da marca, são os maiores e têm o motor 6-cilindros. Obviamente são construídos sobre o Symmetrical AWD, o famoso sistema de tração nas quatro rodas simétrico em tração e distribuição de peso entre os lados pelo fato de motor e transmissão estarem em posição longitudinal. Durante a apresentação ficou claro que os investimentos da Subaru nessa configuração visam a segurança. Ou seja, não é o ter mais desempenho pelo desempenho em si, e sim pelo controle e segurança ativa e passiva com muitos outros dispositivos. Ambos os modelos têm nota máxima em testes de colisão.

 

Interior muito caprichado e bem feito, funcional

Interior muito caprichado e bem feito, funcional

Sendo os topos de linha, obviamente o nível de conforto é muito alto. O que chama muito a atenção é o nível de esmero e a qualidade construtiva. Podemos dizer que os seus interiores sejam simples, com desenho baseado na função e não na forma, ou com formas que priorizam as funções, o que contribui para segurança. Mas simples é diferente de pobre. Além do que alguém importante disse uma vez que o máximo da sofisticação é a simplicidade. O fato é que os interiores encantam. E além disso são perfeitamente isolados de ruídos externos e vibrações do trem de força.

O desenho da Subaru tem melhorado muito e o Legacy e a Outback são passíveis de admiração. A Subaru finalmente encontrou uma linguagem e um DNA que estão funcionando. Há um toque de esportividade em todos os modelos da marca, mas sem perder uma certa seriedade. Uma combinação atraente. Os novos modelos da marca têm colunas dianteiras (A) mais inclinadas e os sedãs com as colunas traseiras (C) mais caídas.

 

Legacy

Subaru Legacy, uma boa combinação de esportividade e sobriedade

Fizemos um teste de São Paulo a Cabreúva. Achei que seria pela Estrada do Romeiros mas infelizmente não foi. A maior parte do tempo rodamos pelo tapetão da Rodovia do Bandeirantes. Vou falar um pouco das impressões de ambos os carros. Quando houver diferenças entre os modelos eu pontuarei.

O motor boxer 6-cilindros de 3,6 litros gera 256 cv a 6.000 rpm e torque de 35,7 m·kgf a 4.400 rpm. É muito liso e quando requisitado emite um som muito agradável, porém em linha com a proposta de conforto, um pouco baixo para um autoentusiasta. Ele é conectado a uma caixa CVT excelente, pois sempre emula seis marchas. Há apenas dois modos, o normal e o manual. Em qualquer situação pode-se usar as borboletas. O modo esportivo está em outro botão, o SI-Drive (Subaru Intelligent Drive) onde se altera a curva do acelerador e assim de desempenho. O modo Sharp (agudo, afiado, nada a ver com o editor-chefe do AE) deixa o acelerador mais arisco e o Intelligent mais suave, com o Sport no meio disso.

Com rotações acima dos 3.000 rpm as respostas são até empolgantes, pois o motor enche mesmo lá nas 4.000 rpm. “primeira” e “segunda” marchas priorizam consumo. Na cidade com trânsito intenso fiz 5,5 km/l e na estrada livre andando bem fiz 11 km/l. Se andar na maciota dá para fazer um consumo bem melhor. A Subaru informa o zero-a-100 km/h em menos de 7 segundos em ambos os modelos. Talvez pelo tamanho, peso e conforto eu não tenha sentido essa empolgação.

A caixa CVT é muito boa mesmo. Como ela tem trocar em relações específicas nem deveria ser chamada CVT, e nem Lineartronic, pois as trocas não são lineares. A sensação é bem de uma automática epicíclica voltada para o conforto. Achei um dos destaques dos carros.

A direção com assistência elétrica também está mais voltada ao conforto, mas tem uma grande precisão. Freios a disco grandes e ventilados de ø 316 mm na frente e ø 300 mm na traseira, para parar os 1.450 kg do sedã  e 1.685 kg da perua, têm operação muito suave e precisa também. As rodas são de 18 pol. com pneus 225/50 no Legacy e 225/60 na Outback.

 

OUTBACK_BAIXA (53)

Subaru Outback, com altura de 1.673 mm e vão livre do solo de 213 mm, é mais alta que o sedã, mas mais baixa que um suve. Assim vai bem

A suspensão dianteira é McPherson e a traseira com braços transversais, ambas com barras estabilizadoras. O Legacy tem 150 mm de altura mínima do solo e a Outback é erguida chegando a 213  mm de vão livre. Invariavelmente, todos os carros de teste que eu pego o banco está sempre na posição mais alta. Não importa se o carro já é alto. O pessoal gosta mesmo de carro alto! A suspensão do sedã é mais seca em buracos, tem pneu mais baixo também, o que faz a perua levar vantagem nesse quesito.

Na estrada, num descidão, dei uma estilingada bem forte com a perua para observar o seu comportamento. Apesar da altura extra ela é plantada. Também passei por uma situação perigosa quando o tráfego deu uma enroscada com todo mundo reduzindo forte à minha frente e de repente apareceu uma banda de pneu de caminhão enorme na minha pista. Tive que dar uma boa guinada para desviar. Isso com a perua. Deu aquele frio na espinha pois achei que o carro iria chicotear. Nada disso e, incrivelmente, o ESP não entrou em ação. Nada como ter as quatro rodas tracionando. É isso que eu disse no começo, tecnologia a favor da segurança.

Outro destaque de ambos os modelos é o espaço internos, um verdadeiro salão para todos os ocupantes. O porta malas do sedã tem capacidade de 506 l e da perua chega a 1.801 litros com os bancos rebatidos.

 

A Subaru poderia também trazer a Legacy perua, sem ser a Outback. Talvez brigasse menos com o Forester. Mas eu vejo a Outback com bons olhos. Tem um bom nível de sofisticação, e mais legal e inteligente que um suve, tem uma bela compostura na rodagem, encara trilhar urbanas com conforto e pode ser usada também no fora-de-estrada. Ela nasceu em 1995 justamente porque a Subaru não tinha um suve. Depois dela vieram a Audi AllRoad e a Volvo XC. Ela reinaugurou um segmento que começou com o AMC Eagle na década de 1980. Também dessa idéia da Outback nasceu a Palio Adventure. A GM chegou a fazer um carro-conceito com a perua Corsa, mas parou aí.

Veja como os preços estão entre a linha Subaru no Brasil onde todos os modelos são vendidos em versões únicas.

Impreza – RS 99.900
XV – R$ 106.900
Forester Sport – R$ 124.900
Forester Turbo – R$ 144.900
Impreza WRX – R$ 149.900
Legacy – R$ 152.900
Outback – R$ 159.900
Impreza WRX STi – R$ 196.900

Principais equipamentos do Legacy e Outback
Sete bolsas infláveis
Teto solar elétrico
Faróis de xenônio e assinatura em LED com lavador de farol
Rodas esportivas de liga leve aro 18”
Revestimento dos bancos em couro com duas opções de cor
Ar-condicionado bi-zona
Regulagem elétrica dos bancos com memória de ajustes para o do motorista
Sistema keyless de abertura, travamento das portas e partida do motor
Câmera de ré
Controle eletrônico de velocidade com comandos no volante
Freio de estacionamento eletrônico
Rádio multifunção com tela touch screen, sistema de áudio Harman/Kardon® com entrada USB/Bluetooth® para dispositivos eletrônicos externos
Rebatimento dos bancos traseiros 60:40
Sistema X-MODE (Assistência em aclive e declive) (só na Outback)

Vamos agora solicitar um carro para o nosso “no uso”. E aguardar o “no uso” do STi

PK

Galeria Legacy

 

Galeria Outback

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