Veículo elétrico à venda em 35 países do mundo, o elétrico Twizy agora pode ser homologado e emplacado no Brasil, graças a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Referência mundial em mobilidade urbana 100% limpa, a Renault é a única fabricante a oferecer uma gama completa de veículos elétricos no mercado, composta por quatro diferentes modelos: Zoe, Kangoo Z.E, Fluence Z.E e o próprio Twizy. A Aliança Renault-Nissan lidera o segmento de veículos zero emissão no mundo, com mais de 274 mil veículos vendidos.

A Resolução enquadra o Twizy como um quadriciclo, permitindo ao modelo circular apenas em vias urbanas.  O Twizy leva até dois passageiros em seus 2,33 metros de comprimento e 1,18 m de largura. O motor 100% elétrico gera potência de 20 cv e a autonomia é 100 quilômetros.

Duas unidades do Twizy já rodam por praças e parques de Curitiba desde a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Na ocasião, a Renault e a Prefeitura de Curitiba firmaram uma parceria para a utilização do compacto, além de cinco unidades do Zoe e três do Kangoo Z.E, pela Guarda Municipal, Setran e Centro Móvel de Informações Turísticas. O projeto representa a primeira e maior parceria do País envolvendo utilização de veículos 100% elétricos no serviço público.

A Renault já comercializou mais de 130 unidades da sua gama Z.E. no Brasil, todas elas destinadas à instituições e empresas que desenvolvem projetos voltados ao uso e disseminação dessa tecnologia.

TWIZY MONTADO NO BRASIL

Em 2013, Itaipu e Renault assinaram um acordo de cooperação tecnológica prevendo a montagem de 32 Twizy a partir de 2014 no Centro de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu (CPDM-VE/IB), em Foz do Iguaçu (PR). Os veículos são utilizados exclusivamente para estudos e trabalhos internos, dentro dos limites do complexo hidrelétrico.

Os 32 Twizys chegaram à Itaipu em regime SKD (semi knocked-down, na sigla em inglês) – ou seja, semi-desmontados. Na usina, o trabalho envolveu a integração do sistema de tração, bateria e motor elétrico, além da carroceria, totalizando aproximadamente 90 peças.

A atividade mobilizou engenheiros e técnicos da matriz da Renault, na França; da fábrica do Twizy instalada em Valladolid, na Espanha; da fábrica da Renault em São José dos Pinhais; do Parque Tecnológico Itaipu (PTI); e da própria binacional.

AE/BS

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  • Francisco Assis Neves

    O carro tem uma proposta bacana. Olhando fotos divulgadas parece ser da mesma classe do Smart. Usaria tranquilo para pequenos trajetos na cidade, apesar do meu Mille também ser bem econômico.
    Alguém tem uma noção de preços aqui?

  • Ilbirs

    Aqui para São Paulo estaria muito bom. Faltariam apenas as janelas propriamente ditas e sequer peço um ar-condicionado para esse catatau, mas sim uma ventilação zenital como a de um BR-800.

  • epires250

    Só tem uma coisa: esses carros não são “zero-emissões” como dizem, porque a energia elétrica tem vir de algum lugar….

  • Danniel

    Domingos, só andei de passageiro rapidamente numa rua lateral – O motorista estava tirando o carro e pedi uma carona ate uma rua lateral, então só senti ele na reta.

  • Ilbirs

    Provavelmente a bateria no assoalho deva ajudar a jogar o centro de gravidade para baixo:

    https://www.cdn.renault.com/content/dam/Renault/master/vehicules/zoe-b10e-ph1/performance/renault-zoe-b10ph1-performance-batterie-001.jpg.ximg.l_full_m.smart.jpg

    Creio eu que o Zoe em seu geral ande parecido com um Clio, respeitadas as diferenças conceituais, com a tal bateria permitindo que agarre bem no solo com pneus que não me parecem exagerados se compararmos com o que vemos no Clio.

  • Victor Serrão

    Pode, sim. Mas e o impacto ambiental de uma hidrelétrica?

    • Christian Govastki

      E o impacto de uma usina eólica…

      • Victor Serrão

        Infelizmente a energia eólica não é tão difundida quanto deveria ser. É uma pena. Com a matriz energética que temos hoje, hidrelétricas e termoelétricas, os carros elétricos são inviáveis e nada limpos.

        • Christian Govastki

          As usinas eólicas, ao contrário do que muitos pregam, tem um impacto gigantesco:
          1 – fator de capacidade muito baixo, ou seja, não é possível contar com a disponibilidade do vento o tempo todo (pois ainda não há tecnologia para estocar vento)
          2 – Impacto visual (cenários repetitivo de dezenas de geradores eólicos)
          3 – Impacto na avifauna
          4 – Ruído (embora muitos não acreditem)

          Entre outros, o que o Brasil deveria ter continuado a fazer é investir em usinas hidrelétricas de regularização, ou seja, armazena-se a água dos períodos úmidos para os períodos de seca, tendo como maior impacto a necessidade de grandes áreas alagadas.

  • agent008

    Pelo que me consta permite que seja vendido como quadriciclo. Se fosse fechado seria considerado automóvel e teria que atender inúmeros requisitos como por exemplo regras de resistência a colisões, além da tributação ser diferente.