Até o final da década de 1960, a Volkswagen somente produzia veículos com o conhecido motor boxer de 4 cilindros arrefecido a ar, o Fusca, a Kombi, o 1600, o Karmann-Ghia,  411/412-E e o Tipo 181 da foto abaixo, fabricado apenas no México.

 

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Volkswagen Tipo 181

Já no final da década de 1960, com a NSU e a Audi incorporadas ao grupo Volkswagen, a empresa conheceu novos horizontes, motores arrefecidos a água e conceitos de suspensões que modificaram radicalmente os rumos da organização, modernizando os seus veículos.

E foi assim, derivado do Audi 80 e refinado pelo estilista Giorgetto Giugiaro, que nasceu o  Passat em março de 1973 na Alemanha, batizado com nome de um vento marítimo tropical que sopra de leste a oeste.

 

Passat 1973 alemão com faróis retangulares

Veja o leitor a semelhança do Passat com o Audi 80. O Passat tinha configuração fastback enquanto o Audi 80 era um três-volumes, também chamado de notchback.

 

Audi 80, configuração três-volumes e faróis circulares

E em 1974 a Volkswagen trouxe o Passat para o Brasil, com a difícil missão de competir diretamente com o Ford Corcel, este já com cinco anos de sucesso no mercado. O Corcel pegou fama no Brasil de veículo confortável,  luxuoso e bem-acabado, embora a sua configuração mecânica não fosse assim tão elogiada.

O Passat com seu estilo fastback e sua mecânica simples e eficiente tinha características dinâmicas muito acima da média do mercado, na época. Era 80 kg mais leve que o Corcel e um pouco menor em comprimento (4,18 m versus 4,47 m).

O Passat trazia suspensão dianteira McPherson evoluída, em que a localização longitudinal da roda independia de barra estabilizadora, ao contrário da que se conhecia no Simca Chambord, mediante a utilização de braço transversal triangular em vez de simples. No Dodge 1800 havia não braço triangular, mas um tensor para essa finalidade específica de localização longitudinal da roda, solução que se veria no Uno em 1990.

Além disso,  e mais importante, o raio de rolagem negativo, primazia do Passat no Brasil, deixava a direção insensível ao frear sobre  superfícies com coeficiente de atrito diferente, a resistências ao rolamento desiguais como no caso de deflação súbita de um pneu dianteiro, ou a uma roda dianteira topar contra algum obstáculo. Essa geometria de direção proporcionava  comportamento seguro em curvas e em manobras de desvios de trajetória. Com característica quase neutra e com baixo esforço direcional, deixava o motorista bem à vontade, valorizando o prazer de dirigir. Contribuíam para a precisão da direção as juntas homocinéticas nas semi-árvores de tração — outra novidade trazida pelo Passat — que não produziam nenhuma oscilação do volante ao se acelerar forte.

Os freios com duplo-circuito em diagonal, disposição só possível graças ao raio de rolagem negativo, também faziam a diferença em termos de segurança ativa, já que em caso de falha em um circuito o carro nunca perdia freio dianteiro, o mais importante numa frenagem.

O Corcel tinha forte tendência subesterçante (sair de frente) e elevado esforço direcional, devido ao exagerado cáster de 3°. Em contrapartida, o Corcel ganhou o apelido de “rei das retas” devido ao seu comportamento estável nas estradas, com pouca sensibilidade a ventos laterais e à curvatura transversal da pista.

O Passat equipado com o moderno motor EA827  de 1.471 cm³ com comando de válvulas no cabeçote, 65 cv a 5.600 rpm, dava gosto de acelerar, chegando aos 6.000 giros com facilidade. Não era tão econômico quanto o Corcel, que com seu antigo motor Renault de 1.289 cm³, com comando de válvulas no bloco, privilegiava a eficiência em baixas rotações.

O lançamento do Passat, em 1974, fez a Volkswagen “engolir” algumas das  idéias que marcaram as propagandas de sua tradicional linha de produtos como, por exemplo, “o ar não ferve” e outras que falavam das vantagens do motor traseiro e da resistência das barras de torção das suspensões.

 

passat folder lançamento

Passat, folder de imprensa em seu lançamento no Brasil em 1974

Em 1976, a Volkswagen acertou realmente na mosca, com o lançamento do Passat TS, modelo esportivado que se tornaria um clássico no Brasil. O visual contava com  quatro faróis circulares no arranjo 4 altos/2 baixos e faixa lateral preta. No interior, volante de três raios Walrod, bancos reclináveis com apoio integral de cabeça, painel com conta-giros ao centro e, no console, manômetro de óleo, voltímetro e relógio analógico.

Mas o melhor detalhe ficava por conta do motor EA827 de 1.588 cm³. obtido com diâmetro dos cilindros 3 mm maior (79,5 ante 76,5 mm, curso dos pistões iguais, 80 mm), com carburador de corpo duplo, coletor de escapamento 4-2-1 e 80 cv (SAE líquida )  a 5.600 rpm, que garantia aceleração de 0 a 100 km/h em 13 segundos e 160 km/h de velocidade máxima, números bastante expressivos na época. Pneus eram mais largos, 175/70SR13,  contra 155SR13 nos L/LS 1500.

O Corcel GT embora muito simpático em suas linhas, não era páreo para o TS, que “rachava” com veículos maiores e mais potentes como o Opala, o Charger e o Maverick

 

Passat TS, este um ano-modelo 1977

 

Passat TS painel

Painel dos instrumentos do Passat TS com o volante de três raios Walrod

Como curiosidade, o volante Walrod foi desenvolvido por mim para o Corcel GT e aproveitado pela Volkswagen, que mudou os furos dos raios e retirou o acolchoado costurado no aro para o Passat.

 

corcel gt painel

Painel do Corcel GT e o volante Walrod — matriz preliminar de estúdio

Em 1979 o Passat recebeu faróis retangulares, acompanhando o seu irmão Audi 80 de 1978. Eu particularmente achava os faróis circulares antológicos e nunca deveriam ter sido mudados. Enfim, gosto não se discute. A decepção ficou pela chegada da nova frente eliminar os dois fechos do capô, item de segurança do primeiro Passat, passando a um apenas.

 

Passat 1980, com faróis retangulares lançados no ano anterior

 

Audi 80 1978

E como gosto realmente não se discute, na linha 1983 o Passat ganhava nova frente, com quatro faróis retangulares com lâmpadas halógenas incrustados em molduras espelhadas, pára-choques mais modernos, grade de perfil mais baixo e luzes de direção no pára-choque, como no modelo 1974, e refletores nas extremidades dianteiras, numa tentativa de modernizar o projeto de quase dez anos.

 

Passat 1983 com a nova frente de quatro faróis

Passat 1983 com a nova frente de quatro faróis

E veio o Passat GTS Pointer em 1985, inicialmente com motor de 1.595 cm³ (81 x 77,4 cm³) e logo depois com o de 1.781 cm³ (81 x 86,4 mm), para a alegria da moçada, agradando em cheio por reunir conforto, agilidade e confiabilidade em uma só tacada.

Esses motores, que aqui foram denominados AP 600 e AP 800, depois AP 1600 e AP 1800, eram uma evolução do EA827, e houve também o AP 2000 (1.984 cm³, 82,5 x 92,8 mm).

Falando sinceramente, o Passat TS com quatro faróis circulares continua sendo o meu favorito, apesar da pegada do Pointer.

 

Passat GTS Pointer

Em 2 de dezembro de 1988, os donos das 675.000 unidades vendidas e outros tantos admiradores ficavam desiludidos com a Volkswagen no Brasil, que descontinuava o Passat. O primeiro VW arrefecido a água continuava evoluindo na Alemanha em sua saga de sucesso, permanecendo até os dias de hoje.

Como sempre, encerro a matéria com uma homenagem. E não poderia deixar de ser à Volkswagen que valorizou o Passat durante mais de 40 anos, recebendo merecidamente dividendos inestimáveis por parte do consumidor.

 

VW Passat, todo elegante, em sua saga de sucesso

CM

Créditos: wikipedia – acervo do autor – Google images


  • Bruno Corrêa

    Um excelente carro ao longo de todos os anos, com toda certeza, mas tenho a impressão de que o Passat mudou seu público alvo enquanto esteve “fora” do Brasil.

    • Domingos

      Mesmo na Europa ele mudou. Nos anos 80 Passat e Golf foram passados a categorias acima em porte e preço em relação às suas primeiras gerações. A proposta também.

      Basta ver que o Santana, que era o Passat de 2ª geração, era BEM maior que o nosso Passat e um bom tanto mais luxuoso também.

      O Golf inicialmente era o que faz o Polo hoje, o papel de um compacto. O que aconteceu é que como a VW do Brasil abandonou esse segmento por completo desde o Santana a coisa ficou ainda mais afastada de nós. O Jetta, décadas depois, foi a única coisa parecida a ocupar seu lugar por aqui e mesmo assim importado.

      Seria plausível um Passat nacional simplificado que custasse o que custa um Corolla XEi se houvesse continuidade ou interesse da VW. Quem sabe até mesmo não precisaria ser o Passat mais novo, aquele de 2008 por exemplo já teria tido seu investimento abatido e permitiria preços compatíveis com um médio.

      Enfim, não é tudo culpa da VW. Os médio-grandes foram trocados pelos médios depois da fartura dos anos 90, embora possível de oferecer um nacional médio-grande pelo que cobram hoje os sedans de destaque, não há interesse. Melhor oferecer um médio mesmo por preço igual…

  • Domingos

    Para mim o melhor foi o primeiro, com faróis circulares únicos em cada lado. O duplo também era legal e daí para frente de fato o carro ficou estranho, especialmente com os duplos retangulares do final da produção. Caso parecido com os Chevettes, que para mim foram piorando em estilo com o passar do tempo – embora um ou outro modelo seja bacana, com exceção do último que ficou tentando demais parecer que encaixaram os faróis e lanternas do Monza num Chevette.

    De qualquer forma era um carro bem simpático e interessante, mas que sumiu. Dizem ter tido muito problema de ferrugem, só sei que é de fato o mais raro de se ver entre os antigos circulando normalmente por aí.

    Uma dúvida: antes dos halógenos se usavam lâmpadas incandescentes normais? Elas são intercamiáveis ou muda encaixe da lâmpada/algum problema surge?

    • Danniel

      Domingos, creio que usavam Sealed Beams, ou “cilibrins” como se costuma falar aqui.

      • Domingos

        São aqueles que em caso de queima deve-se trocar todo o farol, não?

        Ainda se acha deles para venda? Imagino que dificulte muito.

        • Danniel

          Sim, troca o conjunto lâmpada + refletor + lente. Os Jeeps também usam esse tipo de farol.
          Creio que ainda encontre nas lojas.

          • Domingos

            Curioso que as lanternas de Opala de alguns anos eram assim, ao menos segundo um amigo. Queimou a lâmpada se troca todo o conjunto. Existia alguma razão para ter que trocar todo o conjunto e não só a lâmpada?

            É muito estranho isso em carros antigos, já que as peças costumavam ser mais reparáveis ainda que mais arcaicas…

          • Lorenzo Frigerio

            Até nos carros de hoje se deve trocar lâmpadas em conjunto, pois elas estão sujeitas à mesma voltagem e ao mesmo uso, e são, em tese, fabricadas com rigoroso controle de qualidade. No caso dos sealed beams, um farol desenvolvia “catarata” e depois queimava; você trocava e dali a pouco queimava o outro.

        • Lorenzo Frigerio

          Sim, ainda existem, na ICEA e outras lojas da Duque. Mas os sealed beams eram usados mais por Dodjões, Galaxies e Mavericks. Existem dois tamanhos, para a frente de dois faróis e para a de 4 faróis (baixa/alta e alta). Na época desses carros, os faróis tinham apens 37,5W. O ideal é instalar faróis tipo Cibié ou Rossi, e fazer upgrade nos alternadores. Mas nos EUA, hoje, também tem uns sealed beam de LED, com padrão de iluminação meio esquisito.

          • Domingos

            Originais ainda se encontram nesses lugares? Imagino que se forem paralelos, deve ser pior ainda a iluminação…

            Os Cibié são compatíveis? Digo, existe então um farol “moderno” de lâmpadas halógenas e refletores adequados para exatamente os desenhos externos/fiação do Passat e carros com faróis ainda nesse padrão selado + lâmpada incandescente comum?

    • Lorenzo Frigerio

      Durante uma época, o farol tinha que ser diferente. Eu me lembro que no 147 da minha mãe a carcaça das lâmpadas era bem grande. Mas acho que posteriormente unificaram os faróis/carcaça, independente de ser halógena ou comum. Minha mãe também teve um Voyage 89 cujo farol era péssimo, de luz muito mortiça, mas naquela época não existia mais aquele papo de bi-iodo. Seria uma coisa estúpida ter dois tipos de farol. Creio que seria só o caso de botar lâmpadas melhores.

      • Domingos

        Bom, se for como imagino e pelo que comentaram, haveria também uma diferença nos refletores da mesma forma que acontece num farol original de xenon e um igual feito para uso das halógenas. Daí que justificava ter os dois tipos, ainda que com desenho externo idêntico.

        Quem sabe depois não nivelaram tudo para as halógenas, usando as lâmpadas comuns em versões mais baratas por mera questão de custo? Aí haveria esse descuido de adequar o refletor, com péssimos resultados. Talvez hoje seria ilegal…

  • Lorenzo Frigerio

    Meccia, em relação aos volantes, o Walrod do TS ficou com cara de Motolita. Parece-me aliás que era maior que o próprio volante do Corcel e mais afastado do motorista, por ser mais plano. Mas o volante do Passat por excelência foi aquele usado até 1984 nos TS/GTS, que tinha um cachorro no meio. O uso de volantes do Santana (maiores) no Pointer foi, a meu ver, um retrocesso. É por isso que tendo a ver o Pointer como uma espécie de “Frankenstein”.

  • Domingos

    O estranho é que isso deve ter acometido também os modelos bem comuns, como os 1,5. Nem mesmo caindo aos pedaços os vejo rodando, parece que depois da década de 90 eles sumiram.

  • Domingos

    Interessante que aparentemente ter 4 portas foi considerado um luxo então…

  • Ilbirs

    Sobre tijolo, saco de cimento e outras coisas, há formas e formas de se colocá-los. Aqui perto de casa há uma mercearia cujo dono tinha uma Caravan Comodoro 1989 2,5 automática belíssima e que sempre usada para diversos afazeres de seu negócio sem que deixasse de estar em estado perfeitíssimo de conservação e originalidade. O cara punha jornais e papelão sobre o carpete para ele não ficar zoado, rebatia o banco direitinho (encosto e assento) e a barca do cara foi passada adiante sem qualquer problema maior mesmo tendo o serviço pesado que sempre teve. Creio que ele a tenha vendido por dificuldades de achar peças de reposição, essa coisa que muito afligiu brasileiros com carros do passado bem construídos.
    O cara trocou a Caravan por um Doblò de passageiros com o primeiro estilo externo, que normalmente está com o banco traseiro rebatido e fazendo a mesma lida pesada do veículo a que sucedeu. A exemplo da Caravan, está em muito bom estado de conservação e originalidade, com cara de que vai muito longe. Imagino eu que o cara seja daqueles que notou que um mesmo carregamento de coisas pesadas, como caixas de fruta e outras mercadorias, fica acomodado melhor e mais rapidamente se embarcado com critério do que simplesmente arremessado dentro do compartimento.

    PS: Concordo com todo o resto do que você disse a respeito dos maus tratos que alguns carros sofrem e a surpresa de vermos o quanto que alguns suportam essas atrocidades melhor do que imaginaríamos.

    • Daniel S. de Araujo

      Pois é…também sou dessa tese de acomodar corretamente. Tanto que a caçamba de minhas Saveiros e da Ranger pareciam terem sido feitas para “carregar vento” (como diria nossa atual e infelizme te “presidenta”).

      Agora, você imagine, meu pai que comprou o Passat na época a contragosto e ele não era o cara mais zeloso com carros, o coitado aguentou demais. Eu me lembro que o carro era tão “cuidado” que ao chegar aos 100km/h a direção trepidava aburdamente. E meu pai nem ligava…

  • Carlos A.

    Prezado Carlos Meccia, muito interessante a aula de hoje sobre o Passat, lembro ainda criança, das primeiras lembranças de alguns carros da família e os tios mais próximos tinham Passat, novinhos…provavelmente era o modelo TS, lembro ainda que um era branco e o outro creme isso no início dos anos 80. Eu achava muito legal o carro, principalmente no início da minha adolescência, quando um amigo sempre mostrava com orgulho o carro de seu pai, era o máximo entrar no carro, ficar ouvindo FM no Motorádio e manobrar o carro na garagem, sem falar o interior monocromático era um Passat GTS Pointer branco, dos últimos fabricados. Isso marcou bastante. Pena atualmente ser raro ver um Passat desses original pelas ruas, e mais raro ainda ver algum fabricado nos anos 70, esses carros sumiram infelizmente.

  • V12 for life

    Nos Estados Unidos sim.

  • V12 for life

    Não só do Passat, mas todos os VW AP.

    • Gustavo73

      Meu pai teve um Passat e eu dois Gols e é fato todos faziam isso

  • Fat Jack

    O Passat sempre foi um grande carro (qualitativamente e não quantitativamente falando), desde a sua chegada (com design mais agradável que o modelo de origem devido a utilização dos faróis circulares) até sua partida – que teve como uma das principais razões o descaso da própria VW, na tentativa de transferir os consumidores deste para o Voyage (que pelo fato de ter sido desenvolvido aqui não fazia necessário a remessa de valores da VW BR para VW Matriz) – impedindo que este tivesse de fábrica mesmo na sua versão topo de linha vidros e travas elétricas, e tivesse ar-condicionado somente sob encomenda e sujeito a espera, uma pena (vale muito a leitura da QR da época, possível inclusive na NET).
    Meu pai teve 2, um 1977 e outro 1980, lembro-me ainda do quanto ele os elogiava por conciliar conforto, espaço interno e de porta-malas a um tamanho razoável (ele nunca foi muito chegado a carros grandes) e um relativo baixo nível de consumo.
    O Pointer é sem dúvida um colecionável que eu adoraria ter…, quem sabe… pessoalmente tive uma Santana Quantum (GL 2.0 – 1990) e posso dizer como herdeiro de várias qualidades do Passat é também um carro agradabilíssimo de se guiar, mas ainda quero um G1…

  • Fat Jack

    Sempre gostei muito dos 2 portas dos dois carros (Corcel e Passat), mas os 4 portas nenhum deles nunca me apeteceu…

  • fabio

    Um pequeno reparo: o Passat GTS, ainda sem o sobrenome Pointer e com motor 1.6, surgiu em 1983. Tivemos 2 desses em casa, foi um dos primeiros carros que guiei, ainda sem carta…

  • Daniel S. de Araujo

    O Atlantic F-3 do Passat. Outro dia achei uma lata sobrevivente na casa de meus pais…não diz nem qual a classificação API do produto (o F-1 era SD)

    http://2.bp.blogspot.com/-EkcYqUodRgo/UPYIQlxv6YI/AAAAAAAAeOA/9Yhb5sIdUbw/s1600/f3+amo+monoviscoso.jpg

    • Danniel

      Cacilda, vendo essa logomarca me lembrei dos postos Atlantic!!

    • Lorenzo Frigerio

      Tinha um pior da Atlantic… o “Arco Graphite”.

  • Lorenzo Frigerio

    Nos carros da VW a ventoinha não desliga com o contato.

  • Lorenzo Frigerio

    Meu tio trabalhava para uma multinacional, e os carros novos comprados pela empresa para a Diretoria iam direto da autorizada para a Ziebart.

  • Lorenzo Frigerio

    Branco Paina é cor do 81. Em 80 era branco Alaska, um pouco mais gelo.

  • FocusMan

    Um pequeno adendo. O Passat continuou aqui no Brasil como Santana que a segunda geração do VW em versão Sedan. Não sei porque a VW teve a infeliz ideia de usar o nome Santana aqui pois ele foi um dos maiores insucessos na Europa. Mataram um nome forte no mercado.

  • Ricardo Kobus

    Lorenzo,
    Só o gol GT possui o comando ¨bravo¨ talvez os últimos pointer tiveram com o AP, mas, os primeiros não.

  • Fernando

    Isso, que me lembre o de bielas de 144mm veio no meio de 1985, sendo que o 1.8 antigo ainda usava as mais curtas, mas o GT já usava nesse motor o comando 49G.

  • Hemi Enthusiast,
    Boa notícia esta que a Walrod (Walter Rodrigues) ainda existe.

    • DPSF

      Comprei um volante Walrod para o meu Buggy Abaís… incrível como tem coisas que nos transportam para as décadas de 70/80. Tem muita coisa hoje que você precisa garimpar, tipo esses volantes.

  • Sandoval Quaresma

    Se me permitem uma observação, a reestilização do passat em 1979 mirou no Audi 100 contemporâneo, que inclusive dispunha de uma versão “fastback” que realmente parecia um passatão vitaminado.
    tivemos em casa um LS 1981 branco à alcool. no inverno era necessário levantar meia hora antes para dar a partida e deixá-lo aquecendo na garagem, produzindo rolos de fumaça branca e encharcando o piso. Carburação era uma vez por mês na oficina pra limpar e regular.
    Na estrada o bicho compensava. foi embora em 1991. tempos atrás pesquisei placa e renavam e o coitado foi dado baixa, capotado nas proximidades de Guarapuava-PR. uma pena.

  • Lorenzo Frigerio

    O 100 é comparável ao Audi A6. Tanto que fizeram um facelift e mudou de nome, mas era o mesmo carro.

  • Cláudio P

    Carlos Meccia, fico contente em saber disso. Abraço

  • Mineirim

    Acho que era isso mesmo. Lixava, passava esse produto, primer e pintura com Colorgin. hehe

  • João Guilherme Tuhu

    Um projeto marcante. O único que não gostei foi o 3-portas. Aquela porta enorme nunca pegava regulagem e era uma bateção danada. O GTS Pointer era a glória.

  • Leonardo Mendes

    Meu preferido era – aliás sempre foi – o Surf.

    Uma coisa que nunca me conformei com a VW foi a perda da aparência esportiva no TS na fase dos faróis retangulares… só o logotipo da versão nos pára-lamas e mais nada.
    Falando nele, não lembro onde foi que li a respeito de uma receita que usava componentes do seu carburador – ou o carburador inteiro, não sei – nos 1,5 com resultados bem positivos.

    • Leonardo Mendes
      Você deve ter lido no Best Cars, matéria minha contando sobre o “TS 1500”, um LS 4-portas 1975 meu. Carburador e coletor de admissão, e o coletor de escapamento. Ficou mesmo excelente.

  • Domingos

    O que seria o tal bi-iodo?

    • Lorenzo Frigerio

      Halógenas. Acho que a lógica é a mesma do “bi-xenon”. Na verdade, é uma marca registrada da Cibié.

  • Domingos

    Então as incandescentes normais eram tão piores assim?

    • Lorenzo Frigerio

      Eram ruinzinhas… acho que não tinham os 55/60W de hoje.

  • Domingos

    Se o preço não é ruim, aí faz sentido.

  • Domingos

    Pois é, pensava que fosse algo aqui de São Paulo, mas de fato é um dos clássicos nacionais que sumiu mais rapidamente. Agora Chevette, por exemplo, sempre se vê algum rodando, seja em bom ou mau estado.

  • Lorenzo Frigerio

    O farol é selado, Domingos. Não entra sujeira no refletor. E como você troca a peça inteira algumas vezes durante a vida do carro, ele estará com o vidro sempre novinho, e o refletor sempre brilhante. Havia basicamente só dois tamanhos standard, durante décadas, e o custo sempre foi baixo.

  • Renan Becker

    Parabéns Meccia, mais uma vez um ótimo texto.

  • Lorenzo Frigerio

    Quadrados e redondos são padrão. Sendo que uma das razões para a má iluminação dos sealed beams ou halógenos nos EUA é a legislação local sobre o padrão do facho, inferior ao europeu… uma espécie de “fóssil vivo” dos anos 40. Tanto que as lâmpadas/faróis H4 eram ilegais ali.