Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas HYUNDAI HB20 1-L, NO USO – Autoentusiastas

O Josias esteve no lançamento do HB20 2016 e escreveu ampla matéria a respeito das versões 1-L e 1,6-L. Acabei de usar um Comfort Plus 1-L e gostei muito. Destaques para o motor 3-cilindros e o câmbio quanto a operação, a sensação de bem construído e a qualidade de rodagem.

A versão custa R$ 42.595 e traz ar-c0ndicionado, direção assistida hidráulica, equipamento de áudio com comandos no volante, computador de bordo 8-funções inclusive com aviso de manutenção, ajuste de altura do banco do motorista, acionamento elétrico dos quatro vidros  com um-toque descida no do motorista, travas elétricas com travamento automático, chave-canivete com comando das travas,  alarme, maçanetas externas e carcaça dos espelhos cor-da-carroceria, ajuste elétrico desses espelhos e repetidoras de seta neles,  rodas de aço 15″ com pneus 185/60R15H  de baixo atrito de rolamento (Goodyear Efficient Grip) e engates Isofix para bancos de criança. O estepe é temporário 175/70R14T (Goodyear Duraplus).

 

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O motor é o mesmo Kappa 1,0 do Kia Picanto, que já conhecia de teste recente e que agrada pela suavidade de funcionamento e pela notável elasticidade. Imagina-se estar dirigindo um carro com cilindrada maior, tipo 1, 4 litro. Como pesa pouco, 990 kg, seu trabalho fica facilitado. Na cidade tem desenvoltura mais que suficiente, como mostra o 0-a-100 km/h em 15,5/14,6 s (gasolina/álcool) e na estrada vai junto com o tráfego sem dificuldade, uma vez que alcança 158/161 km/h.

 

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Mas como é 4,3% mais curto que primo Picanto em 5ª final, o motor gira 4.260 rpm a 120 km/h (verdadeira), enquanto no Kia é 4.080 rpm. Mas o único incômodo é o ponteiro do conta-giros indicando essa rotação, pois não chega a incomodar. Mas, de novo, do mesmo modo que falei do up! MPI, bem que poderia ser adotado o escalonamento que resultasse num “4+E”, potência e torque sobram para isso.

 

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O motor de 998 cm³ é de curso bem longo (Ø 71 mm x 84 mm de curso; up! Ø 74,5 x 76,4 mm; Ka, Ø 71, 9 x 81,8 mm), contribuindo para a elasticidade observada, ajudada pelo variador contínuo de fase de admissão; acionamento dos comandos é por corrente. A potência é de 75/80 cv (G/A) a 6.200 rpm com corte limpo a 6.500 rpm, com torque de 9,4/10,2 m·kgf a 4.500 rpm. O bloco também é de alumínio e o motor é importado completo da Coréia do Sul. Utiliza óleo 5W30 API SL com troca anual ou a cada 10.000 km (metade, em uso severo). O Josias havia informado sobre melhorias internas destinadas a reduzir atrito.

 

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O eficiente e elástico motor Kappa 3-cilindros de 1 litro

Dos três tricilíndricos de 1 litro é o de taxa de compressão mais alta, 12,5:1 (up! 11,5:1 e Ka, 12:1), mas é o único que requer injeção de gasolina nas partidas a frio com álcool no tanque.

O consumo Inmetro/PBE é de 12,5/14,1 km/l cidade/estrada com gasolina e de 8,5/9,9 km/l com álcool e tem nota A na categoria e na classificação geral. Num trecho plano da rodovia dos Bandeirantes cheguei a observar 10,5 km/l com ar-condicionado ligado.

O transeixo, também importado, tem comando de câmbio a cabo e acionamento de embreagem hidráulico. O toque de engate de marchas é “Wolfsburg” sem discussão e o seletor tem um detalhe cativante: ao tirar da 5ª a alavanca nunca encosta na trava contra engate involuntário de ré, vem direto e apenas para a 4ª. Perfeito.

O volante de 370 mm de diâmetro é perfeito de pega e tato, levemente macio. Não é ajustável nem em altura e para o meu biotipo não faz falta. O desenho e grafismo dos instrumentos é “Wolfsburg”, com conta-giros na esquerda, e a iluminação é permanente.  Ao se ligar lanternas ou faróis, diminui; não tem reostato. O interruptor de luzes é na alavanca da seta — minha preferência atualmente — e o seletor do computador de bordo é num botão de premer à direita do quadro de instrumentos, grafado como Trip, de uso fácil. O limpador de pára-brisa tem a essencial uma-varrida, mas não há o útil pisca-3.

 

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“Wolfsburg”, e à direita o botão do computador de bordo

Dinamicamente, roda bem, faz curva sem vícios e sem excesso de subesterço, e freia como deve, com modulação de freio que não exige adaptação. O punta-tacco é possível, mas longe de ser “telepático”. A rodar é firme porém sem desconforto e para dar partida é preciso apertar a embreagem; lamentável não haver a faixa de degradê no pára-brisa e a pintura das partes “invisíveis” ser diferente em aspecto do resto da carroceria.

 

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Porta-malas acomoda bons 300 litros

O espaço interno é mais do que adequado, ajudado pela maior distância entre eixos dos carros de 3 cilindros, 2.500 mm, contra 2.402 mm do up! e 2.491 mm do Ka. Eu fico bem no banco traseiro sentado atrás de quem usa o banco dianteiro na posição que eu uso e o porta-malas acomoda 300 litros, também o maior dos três. Mas o encosto do banco não é divido. E o rádio só funciona com ignição ligada.

 

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Eu “atrás de mim”, bem acomodado

Dando uma olhada no manual do proprietário,  alguns detalhes saltam à vista. O  fluido de freio não precisa ser trocado nunca; as velas, com eletrodos de irídio, tem duração de 160.000 km;  folga de válvulas, inspecionar a cada 90.000 km; óleo do câmbio manual, inspecionar a cada 60.000 km/4 anos (só em uso severo precisa ser trocado, assim mesmo a cada 120.000 km); o fluido hidráulico do câmbio automático não precisa ser inspecionado, sendo livre de manutenção (trocar só se em serviço severo, a cada 100.000 km; líquido de arrefecimento do motor, 1ª troca aos 100.000 km/6 anos, depois a cada 40.000 km/2 anos. Interessante, não?

O sucesso do Hyundai B20 no mercado brasileiro está mesmo longe de ser por acaso.

BS

Mais fotos (veja ficha técnica adiante)

FICHA TÉCNICA HYUNDAI HB20 1-L 2016
MOTOR
Instalação/configuração Dianteiro, transversal /L-3
Material do bloco/cabeçote Alumínio
Diâmetro x curso 71 x 84 mm
Cilindrada 998 cm³
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão 12,5:1
Potência máxima 75/80 cv (G/A) a 6.200 rpm
Torque máximo 9,4/10,2 m·kgf (G/A a 4.500 rpm
N° de válvulas por cilindro 4
Árvore de comando de válvulas Duas, admissão de fase variável contínua; corrente
Formação de mistura Injeção no duto
Combustível Gasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Dianteiras
Transeixo Hyundai
N° de marchas 5 à frente e uma à ré
Relações de transmissão 1ª 3,909:1; 2ª 2,167:1; 3ª 1,346:1; 4ª.0,964:1; 5ª 0,774:1; Ré 3,636:1
Relação do diferencial 5,071:1
FREIOS
De serviço Hidráulico, ABS + EBD
Dianteiro A disco ventilado
Traseiro A tambor
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Diâmetro mínimo de curva n.d
RODAS E PNEUS
Rodas 5,5Jx15, aço + calota integral
Pneus 185/60R15H Goodyear Efficient Grip baixo atrito rol.
Estepe (temporário) Roda 5,0Jx14, aço, pneu 175/70R14T Goodyear Duraplus
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
PESOS
Em ordem de marcha 990 kg
Carga máxima 425 kg
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 3.920 mm
Largura 1.680 mm
Altura) 1.470 mm
Distância entre eixos 2.500 mm
Altura livre do solo 165 mm
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (estimado) 0,33
Área frontal (calculada) 1,97 m²
Área frontal corrigida 0,650 m²
CAPACIDADES
Porta-malas 300 litros/900 litros com banco rebatido
Tanque de combustível 50 litros
DESEMPENHO
Velocidade máxima 158/161 km/h (G/A)
Aceleração 0-100 km/h 15,5/14,6 s (G/A)
CONSUMO (INMETRO/PBE)
Cidade 12,5/8,5 km/l (G/A)
Estrada 14,1/9,9 km/l (G/A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 28,1 km/h
Rotação a 120 km/h, 5ª 4.260 rpm
Rotação à vel. máx., 5ª 5.720 rpm
GARANTIA
Prazo 5 anos sem limite de quilometragem

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Thiago A.B.

    Bob,
    Até que enfim disponibilizaram um carro na Capital para o AE? Lembro você escrevendo que antes só em Piracicaba…. É a primeira vez que você dirige um HB20? Quanto à assistência hidráulica da direção, achou-a demasiado leve em estrada, como a imprensa de modo geral reclama? Abraço

    • TDA

      Já dirigi o HB20 1,0 L, só que o modelo anterior, em estrada. Não tive impressão do volante ser muito leve, inclusive achei a assistência perfeita, leve em manobras e baixa velocidade e pesada quando em alta.

    • Thiago A.B.
      Isso, montaram um sistema de disponibilidade de carros na Capital. Só havia dirigido brevemente um 1,6-L, coisa de volta no quarteirão. Quanto à direção, nada a ver o que a imprensa-do-plástico-duro diz sobre direção muito leve, é perfeita.

      • Uba

        O que é “imprensa-do-plástico-duro”? Fiquei curioso.

        • Ubs,
          É a que avalia se os plásticos do painel e outras partes internas são duros ou macios, antes de qualquer análise do carro. E tem também a imprensa-da-rebarba, a que fica caçando rebarbas no interior do veículo.

  • Thiago Teixeira

    Essa manutenção com os “se” é que complicam..

  • Comentarista

    Belo carro. Quando se fala em 1.0 muita gente torce o nariz. Eu tive Uno Mille de 47 cv,
    Mille ep de 57 cv. Esses dias aluguei um uno novo Evo 1,0. Realmente não senti falta nenhuma de motor para a cidade. Esses 1,0 estão muito bons. Atendem 99% dos casos de uso para um cidadão normal.

  • CorsarioViajante

    Eu acho que é uma consequência da síndrome de película escura. Como a maioria das pessoas ao comprar o carro já exige ele com películas, as fabricantes nem oferecem mais.

    • Corsário,
      Faz sentido, porém é triste ver isso acontecer, a indústria concordar com saco de lixa deixar o carro “lindão”.

  • Junior

    “e na estrada vai junto com o tráfego sem dificuldade, uma vez que alcança 158/161 km/h.”
    Ainda acho que esses carros (1.0L) são feitos só para cidade, chegar a 160km/h não quer dizer que vai junto com o tráfego, sem força para retomadas esses carros sofrem muito nas estradas e ainda prejudicam o trânsito. Precisam de muito espaço para uma ultrapassagem, em subidas perdem velocidade. Nas estradas de pista simples isso incomoda demais, às vezes se pega uma fila de carros atrás de um caminhão que não conseguem ultrapassar nos raros trechos permitidos.

    • TDA

      Acho que o problema não é o carro mas sim os motoristas. Vou dar um exemplo, numa viagem à cidade próxima (110 km de distância) existe uma subida de serra e a pista é simples. Fui como passageiro num carro 1-L de um conhecido e o mesmo queria subir a serra de quinta marcha. Obviamente o desempenho bastante prejudicado mas o motorista reclamava constantemente do carro, que era fraco, que não andava e outras coisas assim. Eu estava com agonia e quase pedindo para camarada me deixar guiar o carro.

    • Junior,
      Desculpe, mas o que você diz nada tem a ver com a realidade. Os motores de 1 litro de hoje têm a mesma potência do Passat TS 1,6-L de 1976, que ocorria a 5.600 rpm. Nos 1-L é preciso usar um pouco mais de rotação (não muito mais) para se chegar a essa potência. O que ocorre é muitas pessoas terem um medo infundado de usar rotação combinado com preguiça de usar o câmbio, acontecendo então a lentidão de rodagem que você diz. Se viajávamos rápido com Fuscas de 30 cv (1,2-L) e 38 cv (1,3-L), nos 1-litro de hoje tem-se desempenho incomparavelmente melhor.

    • CorsarioViajante

      O problema não é o carro, mas o motorista. Canso de ver gente com carro mais forte fazendo ultrapassagem errada ou empacando a esquerda nas subidas, e canso muito mais de sair correndo da frente dos 1.0 de firmas (os famosos escadinhas no teto) que parecem não ter limite de potência. No fundo é questão de saber usar o carro e principalmente dirigir de acordo com as limitações do veículo.

  • Fábio Oliveira

    Excelente carro, só não gostava do isolamento acústico das caixas de roda andando na chuva, parece barulho de cascalho batendo no plástico quando passa em poças d’água. Cambio perfeito mesmo como o Bob disse… Nem senti diferença pro do up! TSI.

  • David Diniz

    Mês passado eu fui a recife e aluguei na Movida um HB20S automático “primeiro pacote”. Logo que peguei ele estava cético por causa do câmbio automático de 4 velocidades e do carro em si (até então eu não gostava do HB20) o que posso dizer é que esse carro ganhou o meu respeito. Eu tive dúvidas se ele era MESMO 1,6 16v por que o carro parecia que tinha um 2.0 embaixo do capô pois andava MUITO e o câmbio de 4 marchas se entendia muito bem com o motor.

  • Belquior

    Tenho um HB20S Confort Plus 1.6, ano/modelo 13/14, e acho que o carro atende plenamente minhas necessidades, com um único senão, a suspensão traseira excessivamente mole. É um martírio viajar no banco de trás do veículo. Cada desnível na pista é acompanhado de um longo movimento de sobe e desce, que chega a deixar os passageiros enjoados em viagens mais longas. O conjunto motor/câmbio é irretocável, excelente.

    • Belquior
      Pode ser que os amortecedores traseiros estejam fora de especificação, fracos, não “segurando” mais as oscilações normais.

    • Manoel Braz Dutra Junior

      Olá, Belquior. Tenho um HB20s do mesmo modelo e ano e assino embaixo do que você relatou. Acho motor, câmbio e direção excelentes, mas a suspensão traseira deixa um pouco a desejar. Às vezes a suspensão (tanto dianteira quanto traseira) dá uma pancada seca, segundo algumas pessoas isso ocorre no fim do curso, por falta de batente hidráulico, mas não sei se realmente é isso. Se nesta nova versão tiverem corrigido estes inconvenientes, o carro ficou nota dez.

  • André Andrews

    Essa parte de manutenção programada é a que mais me atrai nos manuais. É excelente para se fazer um comparativo, e ver quem é que está com “excesso de zelo” ou “excesso de malandragem”. Nos Honda, velas irídio são tocadas com 60 mil km, nos Fiat com 40 mil km nos T-Jet! Nos Honda, regulagem de válvulas a baixos 40 mil km!

  • André Andrews

    O fluido de freio adotaram o método de somente inspeção com equipamento
    que mede umidade, creio eu, pois na versão anterior já era assim, e usava apenas um DOT 3. Pois às vezes, o padrão de 2 ou 3 anos para troca,
    joga-se mão-de-obra e produto bom fora.

  • V_T_G

    Sr. Sharp, notaste alguma dificuldade em saídas? Eu venho de um up! MSI e a impressão que me da é que o volante do motor foi dimensionado com prerrogativas diferentes. No up! não tinha dificuldades em saídas e dava para fazer o avanço lento (espécie de creeping) sem acelerar, no entanto era muito difícil acertar acelerações interinas nas reduções devido a subida lenta de giros. Já no HB20 sinto dificuldades nas saídas, tendo que elevar o giro entre 1.500 e 2.000 rpm para que o motor não rateie e a luz de óleo acenda no entanto, a aceleração é rápida fazendo as reduções serem prazerosas. Tiveste esta impressão? A que atribui?

    • V_T_G
      Não notei nada do que o sr. diz a respeito das saídas, pelo contrário, o que senti foi uma enorme facilidade para arrancar da imobilidade, precisando acelerar minimamente. Agora, para a luz de pressão do óleo acender é preciso que o motor esteja a cerca de 500 rpm e não vejo como a rotação possa descer a esse ponto, muito menor o motor vir a ratear. Seria bom o sr. mandar examinar o gerenciamento do motor com o equipamento apropriado.

    • Diego E

      V_T_G, tenho um HB20 2014 1,0 e tenho a mesma experiência! Também nunca vi relatada e a sensação de falta de força e subida preguiçosa de giros é rigorosamente nas rotações que você informou. Também acho o peso do pedal de embreagem excessivo. Mais pesado dos 1,0 que já dirigi. A verificar ambas as situações na revisão de 30k e dirigir com um carro de test drive. Pena que não pude fazer isso ainda com o modelo do mesmo do meu.

  • TDA

    Bob, excelente matéria. Nos cálculos de câmbio está informado sexta marcha na v/1000 e rotação a 120 km/h.

  • Clésio Luiz

    A minha impressão do HB20 (andei apenas no 1-litro anterior) é de que ele repete o fenômeno que foi o Corsa no Brasil em 1994. Carro dos mais simpáticos, bem construído e bom de dirigir. Passa a impressão de estar um degrau acima dos concorrentes, pelo desenho e acabamento, mas nada excepcional, não deixando de ser um compacto de entrada. Até o porta malas revestido de plástico como o primeiro Corsa tinha, ele apresenta, embora eu ache que carpete seja mais adequado, porque plástico irá ficar todo arranhado e feio depois de anos de uso, além de contribuir com barulho de objetos impactando contra ele na mala.

    O câmbio é muito bom mesmo, foi a primeira coisa que me impressionou positivamente quando andei com ele pela primeira vez.

    Já sobre ter fluidos que não necessitam trocar nunca, eu prefiro ser prevenido e fazer a troca depois de alguns anos, caso ficasse com o carro por muito tempo. O custo da troca é bem menor que um possível reparo nas peças.

  • Diney,
    Farei isso em todo carro testado daqui para frente.

    • CorsarioViajante

      Também achei ótimo, inclusive se o carro tem algu tipo de defletor sob o motor, tanto para proteger de sujeira / impactos como para fins aerodinâmicos.

  • Thales Sobral

    Gostei dos intervalos de manutenção! Pelo design conquistou os mais emocionais e pelas especificações certamente interessou os mais racionais. A Hyundai mostrou a que veio, com esse carro.

  • Lorenzo Frigerio

    Normalmente, prefiro os Kia. Será legal quando vier o Rio. Com 1,6 16V e AT6 será um arraso.

  • João Guilherme Tuhu

    Ainda tenho um pé atrás com essa linha. Quero saber mesmo se a suspensão traseira continua no esquema pula-pula e se arria com qualquer peso. De resto, muito bonitos e modernos, embora um pouco apertados.

    • Tuhu
      Nada foi notado de anormal no comportamento da suspensão traseira, mesmo com quatro a bordo.

  • Lorenzo Frigerio,
    Não, nesse caso viajava muito rápido… (rs)

  • Touge Speed

    Prezado Bob,

    Até onde sei e o texto/ficha técnica nos leva a crer, este carro utiliza um sistema de freio convencional ao qual já estamos acostumados. Por consequência, utiliza fluido de freio higroscópico que absorve facilmente umidade e reduz seu ponto de ebulição com o passar do tempo. Não seria extremamente questionável esta recomendação da Hyundai em nunca se trocar o fluido de freio? Não que já tenha pensando em comprar qualquer veículo da marca, mas agora é que não compro mesmo.

    • Touge Speed
      Essa higroscopia do fluido de freio é bem conhecida, daí minha surpresa ao verificar o plano de manutenção no manual. Mas é provável, como o leitor André Andrews comentou, que analisem o fluido por ocasião das revisões. De qualquer maneira, considero elogiável não estabelecer uma troca obrigatória a intervalos de tempo fixos ou, pior, por quilometragem, como está virando moda.

  • Anderson SP®

    Carrinho muito bom, não é a toa que vende bastante.

  • Lucas dos Santos

    Confesso que eu sempre tive uma certa “implicância” com esse carro, mas tanto o artigo do Josias como este têm feito eu rever os meus conceitos.

    Apesar de ser um carro simples, ele traz, nos detalhes, vários pontos positivos e parece não dever nada aos seus concorrentes.

    Ótima avaliação, AE!

  • Danniel
    O sistema de arrefecimento é selado e o abastecimento de líquido é pela tampa vermelha.

    • robert

      Caro Bob, sou proprietário de um HB20, igual o do teste e o sistema de arrefecimento é abastecido por um reservatório localizado entre o radiador e o reservatório de água do limpador de pára-brisas, a tampa vermelha é o reservatório da partida fria. Abraços.

      • Caro xará,
        Que confusão! Também achei estranho a tampa ser vermelha, mas lá havia a instrução ‘remova devagar’, tipicamente de sistemas pressurizados. Eu deveria ter consultado o manual quanto a isso, foi o meu erro. De qualquer maneira, sua informação é valiosa e útil para os leitores, e lhe sou grato por isso.

  • Lucas Mendanha
    Nesse seu Fiesta a v/1000 em 5ª era 30,6 km/h, 120 km/h a 3.920 rpm. O diferencial era 4,55:1 e a 5ª, 0.76:1. Pneus, 155-13. Motor de 51,5 cv a 5.200 rpm e 7,55 m·kgf a 4.000 rpm.

  • TDA
    Sempre repito um velho axioma da aviação, “Em caso de dúvida, confie na bússola”. Não por que duvidar de um fabricante do porte da Hyundai-Kia.

    • Piantino

      Ia comentar justamente isso, o fabricante define os prazos no manual e os “entendidos” vão lá dizer que está errado, que não pode ser assim e sempre aparecem cheios de argumentos e teorias.

  • Marcelo,
    Não achei, pelo contrário, o “peso” do volante é correto.

    • Marcelo

      Ola Bob, o modelo que tenho como referencia eh o 2013 1L, achei bem leve mesmo o peso do volante, alem da suspensao muito macia para meu gosto e embreagem muito leve. O cambio eh realmente muito bom.
      O hb20 tem mais qualidades do que “defeitos”.

  • G. Vilchez
    Sustento o que havia dito, eu jamais viajaria para retirar um carro de teste… A Hyundai montou um esquema para essa finalidade em São Paulo.

  • Junior,
    Passat 1500, 14,3 kg/cv; esse HB20, 12,4 kg/cv. Não hã dúvida que anda mais que o Passat 1500, cuja velocidade máxima é 150 km/h. O problema dos 1-litro é exclusivamente o motorista ter medo de fazer o motor girar, por pura ignorância.

  • Frederico,
    É depenação realmente, mas burra. O degradê está na camada de plástico entre os dois vidros. O custo é ínfimo.

  • Rubergil Jr.
    Como já disse acima, pode ser que não estabeleçam a troca do fluido por prazo fixo, mas mediante sua análise. De qualquer modo, acho um sistema adequado e que atende aos interesses do consumidor.

  • Carlos A.
    Tenha certeza de que o prazer foi recíproco.

  • Junior,
    Não, o HB20 chega a 160 km/h, o Passat 1500, a 150 km/h. E os torques são praticamente iguais. Esses dois carros andam a mesma coisa. Agora, o que não pode haver é preguiça de trocar marcha (“dá um trabalho danado…”)

  • Uba
    Não cabe a mim nem aos editores emitir opinião pessoal sobre produto como um todo ou em alguns aspectos, a menos que se trate de comparativo, o que ainda não fazemos. Mera questão de ética.

    • Uba

      Bom, dos que eu dirigi, a minha preferência é pelo Ka 1,0 de 3 cilindros, por causa do belo motor, e pelo acerto de suspensão e pela dirigibilidade acima da categoria.

      • Bruno Passos

        Uba, parece que você gosta tanto do compacto da Ford quanto eu. Porém se você ver os preços das revisões do HB20, o modelo coreano fica bem mais atraente viu, pelo menos pra mim que roda muito com o carro.

      • Rodolfo Andrade

        Em termos de motor, o up! TSI é de longe mais econômico e forte. E custa só R$2mil acima do HB20 avaliado.

  • Ricardo kobus

    Bob, essa linha de cintura alta que culminou em vidros pequenos, chega a atrapalhar a visibilidade?

    • Ricardo Kobus,
      Só um pouco no banco traseiro.

    • Cadu

      Nos vidros dianteiros e retrovisores externos nem tanto, mas o ponto cego aumenta muito na traseira!

    • Vinicius Vasques

      Quando fiz o test drive, a linha de cintura alta foi algo que me incomodou bastante, principalmente se considerar que o interior do carro é bastante escuro (plásticos e tecidos) dá uma mega sensação de claustrofobia.

  • Clésio Luiz

    Dos compactos, acho não dirigi apenas o up! e o novo Ka. O HB20 não chegou a me impressionar pelo desempenho, apenas não desapontou. Nesse segmento para mim o Ford Ka Rocam pré-esticamento ainda é a referência no quesito diversão entre os 1-litro. O XR 1,6 (que infelizmente nunca dirigi) deve ter sido o melhor hot hatch que já se fabricou no Brasil. Embora outros sejam mais potentes, nenhum tem a distribuição de massas tão boa. Uma volta nele e de repente os outros compactos parecem grandes, desajeitados e pesados demais.

    Meu trabalho envolve a desmontagem do acabamento interno dos veículos, então gosto quando vejo um modelo bem feito nesse quesito. Curiosamente acabei comprando um dos piores, um Fiesta Rocam 1,6 2011. Mas pelo menos os outros atributos dele compensam parcialmente essa falha.

    • Frank BassSinger

      Cara, tenho um Rocam também, hatch, desse período, o meu é 2010 e 1.0, infelizmente hehe…….então, pretendo trocar por ou Rocam 1.6, talvez mais novo e, com sorte, desses últimos que vieram com abs e airbag, acho que dá para encontrar por menos de 30 k por ái…Mas é o seguinte: vale a pena minha ideia? O 1.6 é bom mesmo como falam (sem a questão do painel de plástico duro que é uma beleza pra riscar e o volante que “descasca” fácil, isso eu observo no meu…)?

      • Clésio Luiz

        Frank, o motor 1,6 é bem mais forte que o 1-litro, e acho que anda bem. Agora o quanto de potência é necessária varia de pessoa para pessoa, afinal, quem é acostumado com carros de 200 cv sempre vai achar um de 100 fraco 🙂

        Mas da mesma forma que a maioria dos motores 8 válvulas de alto rendimento, ele precisa de um pouco de rotação para você sentir a potência, coisa de 2.500/3.000 rpm, não é como os 1,6 VW e os antigos AP que tinham muito torque em baixa. Pode ser também impressão minha pois é o primeiro carro que possuo com ar-condicionado (que uso o tempo todo) e direção hidráulica, acessórios que roubam potência do motor e que não existem no meu Escort 1,8 AP.

  • TaeNy9
    Engano seu, você está com o carro em situação irregular e é só um policial cismar que você terá que arrancar os sacos de lixo na rua ou estrada ou então ter o carro recolhido ao depósito. Os carros há anos saem de fábrica com vidros esverdeados já no limite. O que colocar de saco de lixo o ultrapassa. A chancela que os instaladores destas detestáveis películas aplicam é totalmente falsa, para inglês ver.

    • Roberto Alvarenga

      E, apenas complementando, 99% das pessoas que conheço que foram assaltadas em semáforos (e, infelizmente, são muitas) tinham as tais películas escuras nos vidros. Ou seja, não adianta nada em termos de segurança, apenas passa uma sensação falsa de que estamos protegidos. Prefiro ter minha visibilidade preservada e andar dentro da lei.

  • Boa matéria! Muito boa a parte que detalha a parte de baixo do carro com os detalhes mecânicos e de montagem, esse tipo de cuidado faz a diferença numa reportagem. Observação quanto ao dizer “O fluido de freio não precisa ser trocado nunca”. Não sei como está exatamente no manual, mas desse jeito pode deixar alguns leitores mais cuidadosinhos revoltadinhos com a recomendação. Talvez se fosse escrito: “O manual não prevê troca de fluído” ficasse mais aceitável. Do meu ponto de vista, tá ótimo não prever troca de fluído por tempo ou quilometragem, pois a degradação do fluído depende de vários fatores como temperatura, umidade, e outros fatores que variam muito dentro de um país como o nosso. O ideal é fazer o teste para ver como está o fluído com o equipamento específico ou, se for muito medrosinho, trocar por precaução. Abs 🙂

  • Bruno Passos

    É bem por aí mesmo. Para ultrapassagens, muitas vezes a redução já vai de quinta para terceira marcha, nem perde tempo na quarta.

  • guest

    AE quebrando barreiras… depois da GM e da HMB, só falta um “no uso” com o Chery Celer (Mitsubishi, acho que é caso perdido..).

  • CorsarioViajante

    OU a famosa “se eu colocar a quinta marcha o carro vai sair correndo”.

  • Eduardo Silveira Melo

    Esse manual dele tem a KM alta, na minha opinião, para a troca desses componentes (quando manda trocar). 5-10 anos vou perceber se o manual exagerou ou não.

    • Cadu

      Os outros que trocam demasiadamente cedo, obrigando os proprietários a gastar mais em revisões.

  • Eduardo Edu

    Me parece um produto que segue a cartilha japonesa de simplicidade e engenhosidade de construção (no bom sentindo), mas com “Q” estético superior. A Hyundai está de parabéns pela preocupação de oferecer um bom produto ao consumidor.

  • Allan Ferez,
    Absolutamente nada errado com a assistência de direção. Esse é um dos pontos dos automóveis que logo noto quando é excessiva ou insuficiente. Quanto ao curso da suspensão traseira, andei com eu e mais três adultos e nada de anormal ocorreu nesse sentido.

    • Allan Ferez

      Ótimo, Bob, muito obrigado pela resposta. Acabei de ler em outro site que a Hyundai adotou melhorias na suspensão traseira visando eliminar este ponto de reclamação. Quanto à direção, acho extremamente desagradável dirigir em estradas uma direção super-assistida, mas este ponto é fácil de verificar em um teste drive.

    • Cadu

      Parece ter havido uma modificação na carga da suspensão traseira

  • Frank BassSinger

    Amigo e o que vc me diz de meu Fiesta Rocam 1.0 2010? Em comparação com esses 1.0 de hoje, ele deixa a desejar, 70cv num carro de quase 1.100kg, tem que manter o giro alto pra num passar muita raiva hehe…..E o mais curioso dele é que a versão 1.6 é mais econômica ou igual se bobiar….É muito curioso ver essa enorme diferença de projeto entre os Endura e os Rocam não é….

    • Lucas Mendanha

      Até onde já me informei, o Rocam é uma (grande) evolução do Endura.. o Meccia deve saber direitinho essa historia.

      No caso do Mk6 (e seus face-lifts) o motor 1,0 é muito pouco pra ele, mesmo o supercharger.. O negocio começa a ficar bom com o Rocam 1,6

    • Uba

      Frank, o Rocam 1,0 nunca deveria ter sido colocado no Fiesta, pelo peso excessivo, no antigo Ka tudo bem, mas no Fiesta de 1.100 kg, jamais. O Rocam 1,6 a partir de 2009 perde um pouco de potência e torque (106 cv e 15,3 kg – álcool) em relação aos primeiros (2005 a 2008 – 111 cv e 15,8 kg), mas são bem econômicos para um 1,6 8v, em particular na estrada. Sugiro procurar um desses usado em bom estado, que além de serem gostosos de dirigir são bem robustos. Abraços!

  • Roberto Alvarenga

    Dirigi apenas o HB20 1,6 litro num test drive. O carro é bom, mas não me encantou. O motor é brilhante (o 1,6 da Hyundai é daqueles que dão gosto de ver), a direção é muito suave, o câmbio é exemplar, o interior é completo e bem acabado, mas… faltou aquele “algo mais” que faça querer ter um carro desses. Não é um carro que “chama” o pé direito – é gostoso no dia-a-dia, mas não dá vontade de pegar uma serra. Achei a suspensão macia demais – voltada para o conforto, muito mais do que para a alegria do motorista – e não gostei muito dessa linha de cintura demasiado alta, que prejudica um pouco a visibilidade lateral para pessoas baixas como eu.

    Fico imaginando se a Hyundai retrabalhasse alguns aspectos do carro para uma versão esportiva de verdade… uma suspensão mais firme, uma direção um pouco mais progressiva, um retrabalho no motor 1,6, na linha do que a Renault fez no 2,0 “de prateleira” do Sandero R.S…. daria um ótimo hot hatch.

    • Cadu

      Eu gosto da linha de cintura alta. Me sinto mais protegido, além de ressaltar a esportividade das linhas.
      Suspensão de fato é macia, mas para quem vinha de um Uno Mille Fire, achei sensacional nos idos de 2013, risos

    • CorsarioViajante

      Em suma, é um ótimo carro, mas sem “alma”. Também tive esta sensação.

  • Bruno Passos

    Valente mesmo! Como você mesmo disse em um comentário aqui, esses 1,0 três cilindros estão andando muito bem. Penso como eles ficariam ainda melhor, em versões aspiradas mesmo, se fosse adotada injeção direta estratificada de combustível.

  • Lucas Mendanha

    Tenho um 1,0, tirado 0-km em 98. A idéia é trocar o Endura por um Sigma 1,6 16v, que nada mais é que um 1,4 com maior cilindrada. Nesse caso ficaria ainda mais interessante, com caixa mais curta em relação ao CLX e um maior valor de potência.

  • Leonardo Mendes

    Curioso para ver o sedan com essa motorização, se bem que pelos serviços prestados ao hatch não deve fazer feio.

  • Fabricio d

    Isso é mais no Sedan. O da minha mãe é um 2014, e tem esse problema, sentou 2 adultos no banco traseiro e já da final de curso.

  • Uba

    Bruno, veja a ficha técnica na Inglaterra do New Fiesta Black and Red 1,0 Ecoboost:

    Ford Fiesta Red Edition/Black Edition

    Price £15,995 0-62mph 9.0sec Top speed 125mph Economy62.8mpg CO2 104g/km Kerb weight 1091kg Engine 3 cyls in line, 999cc, turbo petrol Power 138bhp at 6000rpm Torque 155lb.ft at 2000rpm Gearbox 5-speed manual

  • Uba

    Saiu um erro na ficha do New Fiesta Black and Red, são 155 lb.ft a 1.400 rpm, não a 2.000 rpm.

  • Frank BassSinger

    Obrigado Uba! Não sabia dessas diferenças de motor nesses anos que vc citou, achei que eram todos iguais até o fim da produção (acho que em 2014…).

  • Diney

    Baixa nada, to esperando a Citroën baixar as delas desde 2010 e nada, to saindo da marca pelos absurdos dos precos das revisões, 20 mil do C3 Picasso pela babada de quase $ 800,00, para trocar uns filtros e óleo.

  • Leonardo Moraes

    Exatamente isso!

  • Cadu

    Olha, eu tive um 1,6 e estava LONGE de ser premium, mas é melhor que Gol, Palio, Onix, sim!

    Claro, a diferença é pequena, mas via-se o esmero de construção e acabamento

    • Davi Reis

      Não que seja ruim, longe disso, mas também nunca notei tanto esmero assim. As partes invisíveis, por exemplo, não são pintadas como as externas, as proteções internas do para-lamas são bem reduzidas, as portas traseiras ficam devendo pelo menos um pedaço de acabamento mais macio na região do apoio dos braços e outros pequenos erros. Não que isso seja imperdoável, até porque os seus concorrentes também pecam aqui e ali, mas isso é um indicativo de que ele não é tão melhor assim. Acho que ele se destaca mesmo é pelo conjunto mecânico. O motor, mesmo que pareça ter menos que os 128 cavalos informados, anda muito bem e é bem suave (meu único referencial de consumo dele não é muito bom, por outro lado). Bom acerto de suspensão, apesar de muitos donos reclamarem que ela cede muito com carga (parece que trabalharam nesse problema agora, felizmente). Câmbio então, que já era excepcional com 5 marchas, ficou ainda melhor com 6 (achei mais preciso que os Ford e talvez até um pouco melhor que os VW). Motivos pro sucesso do carro não faltam, mas acho que o principal não é o acabamento supostamente superior e o “status” que ele parece ter a mais: o carro deu certo pela sagacidade da Hyundai de unir tudo que as pessoas gostavam no Gol e no Palio, com motores mais modernos e uma embalagem sedutiva.

  • Cadu

    Eu tive um 1.6 2012 logo no lançamento e não decepcionei. O carro é honesto, bem montado, com soluções construtivas inéditas ou incipientes até então na categoria , bom acabamento e desempenho mais que satisfatório para um compacto popular.
    O que desabona é a rede de assistência limitada em número de unidades (numa viagem pro interior por exemplo, você fica refém de reboque) e a oferta de peças e serviços, o que acompanha todos os Hyundai sejam importados ou nacionais. Tenho casos na família e amigos de 5, 6 meses de espera para reparos de colisões simples.

  • Bruno Passos

    Uba, se lançassem essa versão de 140 cv do Ka, a um preço próximo à da versão 1,5 atual, seria muito bom. Pena que isso só acontece nos nossos sonhos de entusiastas. Se viesse um Ka XR, custaria uns R$60.000,00. Dizem que vão lançar esse motor no Ka, mas ventila-se que seja uma versão de cerca de 100 cv. Já vai estar muito bom, considerando as curvas de torque e potência desses motores “downsized”, não deixando nada a deseja ao atual Sigma. Só tenho um certo receio de colocarem um controle de tração muito intrusivo. Dirigi um up! TSI outro dia, carrinho show. Mas senti que em todas a saídas de curva o controle de tração entrava forte e tirava o brilho da retomada de velocidade (era um circuito fechado, nada de besteira em via pública). Creio que isso se deva bastante ao meu estilo atual de dirigir, já que no Sigma 16V, geralmente abre-se um pouco mais o acelerador nas retomadas para o motor encher mais rápido. No pequeno três cilindros, com aquele platô de torque desde as 1500 rpm, eu teria que pisar um pouco menos no pedal da direita nas saídas das curvas, para evitar que o controle de tração atuasse.
    Abraços!

  • Bruno Passos

    Com relação ao consumo do meu Ka, é isso aí mesmo, gosto bastante. Você deve ter visto o teste da EcoSport 1,6 aqui no AE também, conseguiram marcas muito boas de consumo.
    Mas como nossos comentários podem servir de alguma forma para alguém tomar a decisão de comprar ou não comprar um determinado veículo, creio que precisamos ser bem claro no que dizemos. Esses 12,49 Km/l, embora o carro estivesse pesado praticamente no limite do permitido no manual, a viagem foi em boas estradas de pistas duplas, andando bem, nos limites das vias, sem abusar do acelerador porém. Já consegui, em situações parecidas de condução, porém com o carro leve, somente eu a bordo, 13 Km/l, sempre com etanol. Porém acho importante frisar que quando estou andando bem, porém em vias de mão simples e que sejam necessárias várias ultrapassagens de caminhões e ônibus, recorrendo frequente a reduções de marcha, por exemplo, o consumo fica entre 10 Km/l e 11 Km/l. Se for pisar fundo, no entanto, em uma subida sinuosa de serra, trabalhando em rotação elevada, aí o consumo, logicamente, aumenta bastante, embora eu não saiba informar números precisos.

  • Ricardo

    Concordo! A Hyundai vem se notabilizando por padrões muito bons de qualidade, com certeza acima da média, mas daí achar que é um carro “superior”…um óbvio exagero.

  • O fluido do freio não é previsto troca, assim como lâmpadas, amortecedores, buchas da suspensão, discos e pastilhas de freio e pneus, além de muitos outros itens. Troca-se quando é observado que é necessário.

    • anonymous

      Evidente, mas como você já havia dito não é correto afirmar que “O fluido de freio não precisa ser trocado nunca”. Exceto no caso de ser um tipo revolucionário de fluido, o qual seria muito bem-vindo na minha garagem…

  • F A

    É verdade que tem que se trocar a correia auxiliar em todas as revisões?

  • Paulo

    Dirigi o do meu pai, 2015 sedan 1,6 automático, 4 marchas, rodei 1500 km, carro muito bom e confortável, em relação a carga da direção não existem reclamações, a suspensão traseira e que parece que baixa muito com o carro carregado, nessa situação e necessário todo cuidado. Meu pai dirigiu um dia em que eu bebi e o para choque traseiro ganhou uma marca.. (estrada de terra, no dia a dia no asfalto não tem risco).

  • Caio Ferrari

    Caro Bob,
    Eu fiz um test drive no modelo 1,6L com câmbio AT. Depois de dirigi-lo, fui ler sobre ele.
    Consegui explorar muito bem o carro e fiquei impressionado como ele é correto. Japonês no padrão alemão. Sem frescuras, sem grafismos toscos. Ele é correto e direto, ponto.
    Mas por aí, li muito terrorismo, que a direção era muito leve, que ele saia de traseira… Fora os fãs se estadeando nos comentários, dizendo que o concorrente é 1s mais rápido, que é super hiper mega melhor. Meu deus, quanta gente raivosa e competitiva. Não gostam de carro, querem competir tudo, como discussão de time de futebol.

    Sua análise foi perfeita.

  • Romário Barros, pronto, mais um consumidor que se deixa levar pelo marketing das estrelinhas…

  • Romário Barros, todos têm o direito de expressar opiniões, inclusive eu.

  • Percival, estava mesmo 6ª na ficha técnica, acabei de corrigir. Não, o sistema de aquecimento é mais caro do que o que envolve subtanque etc. Quanto ao constatado por Quatro Rodas, embora eu conheça a alta capacidade da equipe que faz a desmontagem, não acho que causa da borra e resíduos nas válvulas seja a gasolina que chegou ao motor.

  • Filipo, corrente.

    • Filipo

      Muito obrigado!

  • Luis Felipe Carreira
  • Luis Felipe Carreira

    Estou rindo lendo esse comentário de 8 meses atrás e na televisão ver a GM fazendo propagandas ridículas como: veja um teste de aceleração do Cruze contra seu concorrente (?)(!) premium. Ou então da S10 contra a Hilux. Triste.

  • Elizeu

    Tive a oportunidade de ficar oito dias com um HB20 alugado igualzinho a este, numa viagem que fiz ao Rio Grande do Sul. Não sei se com alguém já aconteceu isso, mas no início, sempre que eu entrava no carro, batia o cotovelo no lugar onde encaixa o cinto de segurança e levava um “choque” no braço. Depois da terceira ou quarta vez, fiquei esperto, o encaixe ultrapassa a altura do assento do banco, o que favorecia essa “cotovelada”. No demais é um carro bom, mas tirando os apetrechos tecnológicos, com certeza leva pau do meu Celta 2012.

  • Eduardo, lembre-se que motores hoje só flutuam válvula se o carro tiver câmbio manual e for feita uma redução grosseira que resulte em excesso de rotação. Portanto, o tucho ou o fulcrum hidráulico, além da nada ter a ver com atrito, dispensam verificação/ajuste da folga de válvulas. Quanto à assistência direção, surpreendeu-me você não gostar da assistência elétrica, muito menos da indexação à velocidade, para mim uma benesse. Aliás, esta existia ainda no tempo da assistência hidráulica. Quanto ao HB20, é realmente muito bom, mas não vejo nele nada que seja superior em comportamento dinâmico aos concorrentes.

  • Eduardo, nem me fale em pedal do acelerador do Chevette: parecia que tinha meio metro de curso…

    • Eduardo Cabral

      Bob, nós tivemos cinco Chevettes em casa e nenhum era igual ao outro.
      Acelerador, câmbio, direção, tudo diferente. Acho que eram feitos a mão e sem desenho… rsrs

      Tem um vídeo da piloto profissional suíça Cyndie Allemann dirigindo um Opel GT, que usa a plataforma do Chevette (Kadett C). Ela entra no carro e faz cara de nojo, diz que não era possível dirigir aquilo todo dia… Na hora de sair deixou o carro morrer, reclamou da embreagem dura. No minuto seguinte aparece ela rindo: Das ist ein ehrliches Autos meine Damen und Herren! Senhoras e senhores, isso é um carro de verdade! E explica que com 90 cv, 920 kg e sem nenhuma eletrônica aquele carro dava um extremo prazer ao dirigir por causa de suas respostas mecânicas. Aquele mesmo carro que minutos antes lhe provocou asco, agora era chamado “meu bebê”. O que esses carros ofereciam não estava na lista de equipamentos e nem mesmo na ficha técnica…

  • Eduardo, a evolução básica do motor do Toyota Etios foi justamente abandonar o tucho-copo em favor da alavanca-dedo roletada para redução de atrito. E nesse tipo atuação indireta da válvula não existe tucho hidráulico na acepção da palavra, mas um fulcrum hidráulico da alavanca-dedo para acionamento de válvula com folga zero por toda a vida do motor. Não tem nada de “economia porca” nisso.

    • Eduardo Cabral

      Bob, ajuste hidráulico de folga de válvula é uma exigência do mercado. 99% das pessoas enxergam o ajuste hidráulico como superior, até mesmo pois antigamente só existia o sistema mecânico. O que é novo se torna automaticamente superior na imaginação das pessoas, mas a verdade é que nem sempre isso é verdade. Bem como nem sempre as exigências do mercado são inteligentes. O ajuste hidráulico é uma economia no sentido que vai ter uma manutenção a menos, mas o sistema com ajuste mecânico economiza inteligentemente peso e deformações indesejáveis no sistema, todo conjunto fica mais leve e robusto. Também é mais barato, o que é só a cereja do bolo. Eu já tive o prazer de instrumentar as válvulas e medir com osciloscópio o movimento. Se as pessoas vissem como uma válvula com tucho (ou fulcrum) hidráulico abre e fecha, e como o sistema mecânico abre e fecha, eles jamais comprariam um carro com ajuste hidráulico.

      Fórmula 1 e motos esportivas usam alavanca dedo sem rolete (exatamente como é no Chevette, rsrs) e sempre com ajuste mecânico. Pode-se pensar são máquinas para tiro curto… Mas caminhões pesados só usam ajuste mecânico, e rodam milhão de quilômetro no mínimo. Tudo que é feito para exigência extrema, funciona com precisão cirúrgica tem que ser ajuste mecânico.

  • Fernando, flutuação de válvulas não absolutamente nada a ver com o tipo de tucho, mas com peso e mola. O Corvette tem válvulas de titânio justamente para reduzir peso. / Não há nada que seja criticável no produto Hyundai e tampouco tem má reputação, bem como atendem perfeitamente às condições de uso no Brasil. Você está fazendo a cada vez mais comum difamação de produto e isso não é admitido no AE. / O fato de a GM possuir um campo de provas magnífico não torna seus carros melhores que a concorrência, nem mais duráveis. Aliás, a Ford tem também um excelente campo de provas em Tatuí. Fabricantes que não têm campo de provas aqui fazem desenvolvimento em campos de provas nos países de origem. / O Hyundai HB20 não tem nada de febrinha, você está completamente enganado, o carro foi muito bem aceito pelo mercado. Como também está em relação ao Atos ter servido de mula antes do HB20. Atenção: este assunto está encerrado, portanto abstenha-se de voltar a ele. Se você replicar não haverá publicação do seu comentário.