Sim, o novo Fiat 124 Spider que vem aí é baseado na plataforma do Mazda MX-5 Miata. E não há nada de errado nisso, mesmo porque há décadas que o Miata é um esportivo conversível que agrada a todo autoentusiasta que o dirige. Desde que foi lançado, em 1989, o Miata foi fiel aos princípios de simplicidade, leveza, rapidez e eficiência, bases antigas que fazem a alegria de quem gosta de ter um carro comunicativo nas mãos. Sua praticamente perfeita distribuição de peso, sua ótima suspensão traseira independente multibraço (eixo rígido, no 124 original), e a posição do motorista, sentado próximo ao eixo traseiro, serão herdadas pelo 124 Spider. Alie a isso a possibilidade de baixar a capota e a receita da alegria estará completa.

 

Fiat 124 Sport Spider 1969

Fiat 124 Sport Spider 1969

Não é preciso mais que isso para nos abrir um sorriso, e disso a Fiat e o designer Tom Tjaarda já sabiam quando projetaram o 124 Sport Spider, que foi lançado há quase meio século, em 1966. O americano Tjaarda — que posteriormente veio a ser o designer do de Tomaso Pantera (1970) —, na época trabalhava para a Pininfarina, encarroçadora que passou a fabricar a carroceria do esportivo. Seu motor, projetado por Aurelio Lampredi, ex-Ferrari, era um Fiat com duas árvores de comando de válvulas no cabeçote, que começou como um 1,4-litro que produzia 90 cv e terminou em 1985 como um 2-litros de 102 cv.

 

Tom Tjaarda, um norte-americano que soube desenhar esportivos italianos

Tom Tjaarda, um americano que soube desenhar esportivos italianos (foto: viaretro.com)

Mas plataforma é uma coisa e carro completo é outra. Podemos obter carros com comportamentos completamente diferentes, mesmo que partam da mesma plataforma, e os exemplos disso são inúmeros. A Fiat, para economizar, partiu da do Miata, mas espero carros diferentes. Para começar, o 124 Spider usa mecânica da própria Fiat, sendo que a primeira versão a ser lançada virá com o já conhecido 1,4-L MultiAir Turbo que equipa os Fiat 500, que produz, na Europa, 162 cv.

Há uma expectativa de que posteriormente terá a opção do 1,7-L turbo que equipa o Alfa Romeo 4C, de 240 cv. Por sinal, inicialmente pretendiam lançá-lo como um Alfa Romeo — marca pertencente ao grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) —, mas finalmente decidiram por nele colocar o emblema da Fiat e com isso reviver o charmoso 124 Sport Spider. Acho que fizeram certo, pois se fossem reviver o clássico Alfa Romeo Spider o modelo teria que ser mais potente para estar à altura do nome.

 

O Miata MX-5 tem potência equivalente ao “primo” da Fiat. Seu motor aspirado produz 157 cv a 6.000 rpm e torque de 20,4 m.kgf a 4.800 rpm, para o 2-litros. Ainda há o 1,5-litro de e 129 cv a 7.000 rpm com torque de 15,3 m.kgf a 4.800 rpm. No Fiat o 1,4-litro torque tem um platô de 18,7 m.kgf  entre 1.500 e 4.000 rpm. Essa diferença será, creio, suficiente para dar conta do maior peso que “o primo Fiat”, terá sobre “o primo Mazda”. Pois é, dizem que ele será um pouco mais pesado, mas só ligeiramente.

 

Fiat 124 Spider 16

Eu quero o manual!

E para os que, como eu, têm num bom câmbio manual uma fonte de prazer, felizmente o 124 Spider terá câmbio manual de 6 marchas e o automático, também de 6 marchas, será opcional.

Além do autoentusiasta ver as fotos, preciso dizer mais alguma coisa, além do que disse, para lhe dar água na boca?

Não mesmo, não é?

Que tal fazermos uma lista de assinaturas pedindo à Fiat brasileira que traga o 124?
#tragao124

AK

 

 

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