O debate sem fim sobre velocidade em vias urbanas brasileiras continua a gerar controvérsias. O trânsito aqui é perigoso, embora nem ao menos se saiba o número de mortos por ano: 38.000 (Denatran), 45.000 (Ministério da Saúde inclui fatalidades até 30 dias após o acidente) ou 60.000 (indenizações pagas pelo seguro DPVAT). Isso engloba acidentes em vias urbanas e rodoviárias.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está em quarto lugar em número absoluto de fatalidades, pela referência Denatran. Se considerarmos que temos a quinta maior população do mundo, o quadro seria menos preocupante, não fosse a falta de registros confiáveis. O País também não cumprirá o desafio global da Organização das Nações Unidas de reduzir a mortalidade em 50% na década 2011-2020.

Alguma melhora ocorrerá. Em parte pela obrigatoriedade de freios ABS e airbags frontais desde 2014, neste caso difícil de quantificar, cuja importância não se pode ignorar. Estudos feitos no exterior recomendam velocidade máxima de 50 km/h em ambiente urbano e de 30 km/h em zonas de alta concentração de pedestres e ciclistas. Partem do princípio óbvio de quanto menor a velocidade, maior a chance de sobrevivência em caso de atropelamento. Mas também depende do grau de civilidade de cada povo ao respeitar regras e sinalização de trânsito, por exemplo.

Vias expressas são desprezadas nesses relatórios porque enfraquecem o argumento do quanto mais devagar melhor. A organização não governamental WRI Brasil apresentou uma classificação de mortos no trânsito por cada 100.000 habitantes em cidades que adotaram o limite de 50 km/h. Na ordem crescente de segurança estão Tóquio (1,7 morto/100.000), Londres (2,7), Paris (3,1), Nova York (3,5), Copenhague (3,9) e Chicago (5,9). O índice varia cerca de impressionantes 250%, apesar de a velocidade ser a mesma.

Então essas estatísticas precisam ser bem estudadas e avaliadas com isenção. Deveriam incluir tamanho e perfil da frota (motocicletas e bicicletas, mais vulneráveis) e ainda a média de distância percorrida pelos veículos, fatores que aumentam o risco de acidentes. Entre tantas variáveis envolvidas apenas a velocidade interessa? Soa estranho.

No mesmo relatório, de 2013, aparecem cidades brasileiras com limites de 60 km/h ou mais. Porto Alegre e São Paulo estavam quase empatadas com índice de 11,6 e 11,8, respectivamente. Goiânia tem menos de 5% da frota paulistana, porém registra 29,8 mortos/100.000 habitantes ou 150% acima em números aproximados. Nessa mesma categoria de velocidade de 60 km/h, Miami nos EUA mostra índice de 10 mortos/100.000 habitantes.

Velocidade em geral significa fator agravante em acidentes. Contudo, apenas se fixar nesse aspecto também gera distorções. O trânsito pesado é um natural redutor de fluxo. Limites baixos demais desprezam investimentos em vias expressas e impedem o uso pleno de acordo com as finalidades de projeto. Puro desperdício de dinheiro público. Uma visão abrangente exigiria campanhas educativas para pedestres e motoristas, raramente feitas. Afinal, estamos em um país onde há atropelamentos debaixo ou próximo de passarelas. Nada pode ser mais trágico.

 

RODA VIVA

 

COBALT 2016 ganhou agora estilo agradável, graças aos faróis, grade, lanternas traseiras e tampa do porta-malas. Nada alterado nas laterais, salvo rodas de liga leve. O primeiro, lançado há quatro anos, era um modelo de transição em termos de estilo e envelheceu rapidamente. No interior, apenas retoques e sistema multimídia evoluído em dimensões e operação.

SEM mudanças, os motores de 1,4 L e 1,8 L do Cobalt exigem atualização. Potência e consumo são incompatíveis com o espaço interno bastante generoso e porta-malas de impressionantes 563 litros típicos de sedã compacto encorpado. Estratégia de preço mudou: começa em R$ 52.990 e a nova versão Elite com câmbio automático vai a R$ 67.990. Alvo principal é Honda City.

ANFAVEA avalia que as vendas de veículos estagnaram em patamar pouco abaixo de 10.000 unidades diárias, registrado em novembro. Significa queda superior a 33% em relação aos picos de comercialização de três anos atrás, porém parar de cair já considera um alento. Estoques continuam elevados e teimam em não cair para menos de alarmantes 50 dias.

LEGACY e sua derivação crossover Outback receberam mudanças estilísticas de meia geração. Darão fôlego à Subaru nesse momento de queda até para importados. Sedã médio-grande cresceu externamente 4 cm e manteve o bom entre-eixos de 2,75 m. Câmbio automático CVT tem comando sequencial e três modos de trocas. Preços: R$ 152.900 e 159.900 (Outback).

DOIS modelos vindos do México (sem imposto de importação), Cerato e Rio, levam a Kia a prever crescimento de 31% em 2016. No início o Rio, seu principal modelo em termos mundiais, virá da Coreia do Sul e, assim, em volume limitado. A marca reivindica ampliação da cota de 4.800 unidades/ano (das 21.000 totais) sem IPI adicional de 30 p.p.. Foi a mais prejudicada pela regra.

FC

fernando@calmon.jor.br
A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Fernando Calmon
Coluna: Alta Roda

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  • Programador Maldito

    Esse video explica e MOSTRA bem essa mentira: https://www.youtube.com/watch?v=p5SQjBFh0Q0

    • Lucas dos Santos

      Gostei da abordagem! Vou dar uma olhada nos outros vídeos do canal. Grato por compartilhar.

    • Marco

      Muito bom o vídeo! Somente pude vê-lo agora, pois no trabalho não tenho caixas de som justamente para não distrair…hehe

      Só “esqueceu” de um detalhe: Esses comunistas de boteco vão passar férias aí com NOSSO dinheiro…

  • F A

    E ontem a noite que vi que o estúpido do prefeito começou a colocar lombadas dentro das alças de acesso nas marginais. Vi isso na Ponte da Vila Maria. E pintou em cima com faixas de pedestre. Ou seja, além de estar em curva, ainda tem a lombada e a tinta que diminui atrito.

    • Domingos

      Já existe há mais de 1 ano na ponte da Casa Verde. Vai ser legal mesmo ver os acidentes com isso. Detalhe que simplesmente não é um local de travessia.

      Se houvesse mesmo uma preocupação, ele faria passarelas.

  • Bruno

    Nosso país amaldiçoado por Deus e bonito só de natureza é extremamente raso intelectualmente, e trata todos seus problemas da mesma forma. Tudo que se faz por aqui são recursos paliativos que raramente atacam a raiz do mal em questão.
    Enquanto existir essa máfia maldita das CNHs, que lotam nossas ruas de motoristas incompetentes e despreparados; enquanto nosso sistema educacional for esse lixo que forma pessoas que não sabem como resolver uma bhaskara, ABSOLUTAMENTE nada vai mudar.
    O Radard gasta milhões em radares na marginal, mas não toma vergonha na cara de mandar fazer a manutenção MÍNIMA da via, extremamente ondulada desnivelada esburacada, com péssima drenagem mesmo estando do lado de um rio, e vem com a falácia de que tudo isso é para o bem do povo.

  • Bruno Passos
    O torque do motor 1,4 Econo.Flex é 13 m·kgf a 3.200 rpm.

    • Bruno Passos

      Obrigado Bob!

  • Marco

    Fazia uns dias que não acessava o site…

    Aliás, bem legal o Box 54. Fiquei batendo papo com o Arnaldo. Muito gente boa!

    Sobre o texto do Calmon, muito bom. Já o havia lido no UOL.

    Sinceramente, eu tenho asco do Haddad e seu secretário. Quais intervenções ocorreram para melhorar a segurança viária? Só redução redução e mais redução. O cara parece um papagaio repetindo essas baboseiras.

    Os tais 50 km/h que são adotados em muitas vias européias, quem já dirigiu por aquelas bandas já constatou. Utiliza-se como referência e não há essa quantidade absurda de radares que existem por aqui. Sem contar que as vias com esse limite costumam ser bem mais estreitas que por esses lados. Não há uma “marginal pinheiros” com esse limite, por ex. Não se sente “preso” ao dirigir.

    Enquanto isso, em 14 anos de carteira, havia tomado um única multa de velocidade (80 km/h no final da Imigrantes) havia muitos anos. Nos últimos dois meses, levei uma na SP-075 (Limite: 80 km/h, VC: 84 km/h) e duas na Haddadilândia, na Ricardo Jafet (Limite: 50km/h, VC: 51 km/h) e na Salim Farah Maluf (Limite: 50 km/h, VC: 52 km/h)

    • Domingos

      Sim, confirmo. Onde não tem radar o limite de 50 é ignorado. Só em lugar orwelliano se segue isso, sendo assim por uma overdose de radar.

      E o Haddad tem apenas 13% de aprovação entre os mais pobres – 28% entre os mais ricos.

      O segredo é não votar nele nem no PSDB nas próximas eleições. Aliás, PT e PSDB já fecharam acordos sobre as eleições de 2016 e 2018 para não perderem a hegemonia, basta ver o UOL.

    • Hemi Enthusiast

      Infelizmente o brasileiro não sabe lhe dar com a liberdade. Se colocar um valor de referência vai ter gente andando a 120 km/h. As autoridades sabem disso e utilizam para faturar.

      O quantidade de leis de um país é inversamente proporcional a capacidade de seu povo de respeitá-las.

      Somos muito primitivos ainda. Estamos em um regime idiocrático de governo.

  • Lucas dos Santos

    Pois é. O pessoal que defende a “teoria do grão de arroz” não entende que ela só se aplica a AFUNILAMENTOS! E não tem nada a ver com velocidade, mas sim com a DISTÂNCIA entre os veículos.
    Quanto maior a distância entre os veículos – ou entre os grãos de arroz – melhor será a fluidez, pois haverá mais espaço para os elementos se acomodarem após o estreitamento.

    As duas imagens a seguir, do site http://www.trafficwaves.org ilustram melhor essa situação.

    Se os veículos estiverem muito juntos, vai acontecer isto:

    http://trafficwaves.org/slomerg1.gif

    Mas se houver um espaço maior entre eles, tudo fluirá melhor:

    http://trafficwaves.org/fasmerg1.gif

    • Elizandro Rarvor

      É o chamado fluxo Zíper, um carro de cada vez, quero ver conseguir fazer isso no Brasil onde sempre tem um sem-educação para estragar tudo.

      • Lucas dos Santos

        Exatamente! Mesmo que o pessoal fizesse do modo mais lento mostrado nas animações, ao menos estaria organizado.

  • João Guilherme Tuhu

    O povo fala, fala, fala dos motores da GM e ela vai, de vento em popa, chegando à liderança do mercado nacional… Achei lindão este Cobalt novo. Entrou na minha lista de compras, com motor velho – mas facílimo de mexer – e tudo.

    • Domingos

      Os carros atuais são bem atrativos em características, o que faz com que as motorizações sejam colocadas em segundo plano. Os concorrentes mais diretos também usam motores antigos, aí a briga se ganha em coisas como espaço e versatilidade – onde a linha GM está muito boa.

      Mas não tem facilidade nenhuma a mais nos motores reformados da GM, com inúmeras peças novas que não são compatíveis com as antigas, do que num motor normal da concorrência que seja mais moderno.

      Isso aí acabou já. Usam porque é o que tem. Fasar um Fire 8v é muito mais problemático que um moderno motor de Civic ou Corolla, com o dobro de válvulas e décadas mais novos.

      • João Guilherme Tuhu

        O consumidor comum não presta atenção em modernidade mecânica. E a GM tem boa política também de vendas. E a gravatinha dourada tem sua tradição.

  • CorsarioViajante

    Um dos grandes motivos para a galera atravessar pela pista é o medo de violência na passarela. Aqui em Campinas chega-se ao cúmulo de ter faixa de pedestre embaixo de passarela.

  • João Guilherme Tuhu

    Adoro o Calmon desde os tempos do ‘Grand Prix’ na extinta TV Tupi, meu povo.

  • Roberto Neves
    Usar linha de pipa cortante devia ser crime inafiançável e no caso de menores, condução à Fundação Casa imediatamente. Um engenheiro da Rodas Scorro morreu dessa maneira no início dos anos 1970, jugular cortada.

  • Lucas dos Santos

    Importante destacar também que, se “velocidade em geral significa fator agravante em acidentes”, isso quer dizer que algo errado precisa já estar acontecendo para ser “agravado” pela velocidade.

    Ou seja, o problema não está na velocidade, mas sim nesse “algo errado” que é agravado por ela. Logo, não é a velocidade que deve ser atacada, mas sim o “algo errado”. E é exatamente aí que reside o principal erro em apenas reduzir as velocidade sem agir nas reais causas dos acidentes.

  • CorsarioViajante

    É a velha história, ninguém usava a passarela por medo, daí tinha um monte de atropelamento, daí é mais fácil pintar a faixa numa avenida, encher de radares e baixar o limite do que dar segurança. Salve-se quem puder!

  • CorsarioViajante

    Exato, é bem comum este perigo em passarela!

  • Danniel

    Verdade, e eu não sei o que raios leva uma pessoa a andar a menos de 80km/h no eixão e eptg, diminuindo a fluidez no transito.

    Em tempo, não ando costurando que nem um doido (já foi o tempo) mas em horários livres as pistas ainda suportam uma boa velocidade.

  • Danniel

    Ontem mesmo, voltando para casa às 22:00, um pequeno grupo de ciclistas (uns 5 ou 7) ocuparam TODA a faixa da direita da DF-095, uma rodovia que liga os maiores bairros ao Plano Piloto. Detalhe que é uma via de 80 km/h com grande tráfego de ônibus e caminhões.

    Embora os ciclistas estivessem a uma boa velocidade (chuto uns 65-70km/h por conta do declive), depois de um acidente são todos coitadinhos.

    • Gabriel Lecchi

      Qual o problema de ocupar toda a faixa da direita? Queria que eles ficassem no cantinho para você passar tirando fino? É direito do ciclista trafegar no centro da faixa e é seu dever respeitar 1,5 m de distância dele.

      • Gabriel Lecchi
        Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores – Código de Trânsito Brasileiro

        • Gabriel Lecchi

          Boa tarde. Primeiro não há uma definição clara do que é o bordo da pista. São quantos metros do acostamento? Segundo, estamos falando em bom senso. Eu não me sinto seguro em andar de bicicleta com carros tirando fino de mim o tempo todo. E dificilmente o carro consegue estar com uma bicicleta na mesma faixa e respeitar os 1.5 metro. É mais eficiente e mais seguro fazer uma ultrapassagem pela outra faixa. Terceiro, é quase unanimidade a recomendação de andar pelo centro da faixa por quem é ciclista. Rapidamente podem ser encontrados vários links: http://blogdociclista.com.br/ocupe-a-faixa/

          http://vadebike.org/2006/03/dicas-para-o-ciclista-urbano-4/

          http://www.praquempedala.com.br/blog/video-prefeitura-de-sp-recomenda-ciclista-deve-andar-no-meio-da-faixa/

          http://parceiros.gazetaonline.com.br/ociclistacapixaba/o-ciclissta-devve-ocupaar-o-meio-da-faixa-diz-prefeitura-de-sao-paulo/

          Infelizmente, na prática, sempre é um risco para o ciclista, pois boa parte dos motoristas não respeitam.

          • Gabriel Lecchi
            CTB:
            ANEXO I

            DOS
            CONCEITOS E DEFINIÇÕES

            BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser
            demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via
            destinada à circulação de veículos.

            Pelo que você diz, esses ciclistas se consideram acima da lei (o CTB é lei federal nº 9.503 de 23/09/97). Inacreditável!

          • Gabriel Lecchi

            Assim, a guerra continua. O que falta é empatia. Eu dirijo muito mais do que ando de bicicleta, que só o faço por lazer, mas faço o máximo para respeitar quem a usa no dia a dia. É melhor para eles, para o trânsito, para a cidade. Num post que questiona o limite de velocidade, criticar quem alguém supostamente se considera acima da lei que é inacreditável. Não são apenas ciclistas. São autoridades, incluindo a Companhia de Engenharia de Tráfego. O bordo da pista continua sem uma definição clara, mais precisamente, uma definição quantitativa. Mas como disse o amigo ali em cima, o que prevalece é a lei do mais forte. Carretas fecharão carros, carros fecharão motos, motos passarão por cima de pedestres… O que falta é empatia.

          • Gabriel Lecchi
            Definição de borda no CTB, impossível ser mais clara, leia-a de novo. Epa, alguém que supostamente se considera acima da lei?? Não tem nada de supostamente nisso, você mesmo disse que recomendam ocupar a faixa, ora. E lembre-se que questionar qualquer coisa não é proibido, portanto é permitido dentro do princípio constitucional de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. E desde quando a CET é referência de alguma coisa? Um bando de incompetentes, é mais do que sabido. Se esta “companhia” desconhece o CTB é a prova cabal de sua incompetência. Num ponto concordo com você. O que falta é empatia — dos ciclistas em relação aos veículos automotores. Eles (vocês) se acham donos do mundo, acima da lei e de todas as coisas. E essa discussão estéril termina aqui. Novo comentário seu nesse tema será sumariamente deletado.

      • Danniel

        O problema se chama: falta de senso de preservação. Vulgo a lei do mais forte. Ou você acha prudente entrar na frente de uma carreta a 60 km/h com o seu carro a 20?
        Meu carro tem 1.500 kg, a 80 por hora representa a energia cinética de 740 kJ. Já aproximando o conjunto ciclista + bicicleta para 100 kg, a 60 por hora dá 27 kJ. Ou seja, num acidente quem vai levar a pior é ele, independente de estar certo ou não.

        E segundo o Art. 58 do CTB, a utilização do acostamento tem preferência sobre o tráfego na pista de rolamento.

  • Renato Texeira

    Recentemente aqui no Rio Grande do Sul, na BR-386, ocorreu a morte de algumas crianças indígenas por conta de uma roda de um caminhão que se soltou quando este passava do local. Mesmo sem haver indício de excesso de velocidade, enfiaram um radar bem próximo do local do acidente. Enquanto isto, um dos problemas que resultaram no acidente, ou seja, paradas de ônibus na beira de uma estrada movimentada para pegar crianças, continuam espalhadas ao longo de toda a rodovia.

  • Domingos

    Aqui em São Paulo está uma festa de acidentes, desde graves até os mais bobinhos – que se tornaram comuns ao extremo após as reduções de velocidade.

    Isso aí chama-se emasculação. Todas essas medidas são estudadas por psicólogos e psicopatas dos “melhores” níveis. Eles sabem que ser forçado a dirigir devagar leva a uma série de mudanças pessoais que tornam a pessoa mais consumista, hedonista, mole, mais receptiva a aceitar manipulações e modas.

    O número de acidentes aumenta, apenas não é contabilizado. As pessoas passam a usar o celular a todo momento, por exemplo.

    Vale lembrar que na Itália NINGUÉM, nem a polícia, respeita essa padronização dos 50 km/h em perímetro urbano da instituição maior do fabianismo (a ONU e suas derivadas, como a OMS), a não ser quando tem radar – e são poucos.

    • Fernando Calmon

      Sim, Domingos. Parece orquestração.. Veja exemplo de Londres.

      • Domingos

        É de fato orquestrado. A UNESCO, outro braço da ONU, faz a mesma coisa com as agendas de ensino e matérias/grade curricular pelo mundo todo.

        Todos percebemos que essas medidas chegam ao mesmo tempo, com os mesmos objetivos, em vários lugares e vindo “do nada”. Sempre com a justificativa dada por essas agências.

        Pior ainda que é que as regulamentações são aprovadas diretamente “por cima”, bastando serem ratificadas pelos senados e congressos, sem uma discussão ou votação por parte do povo.

        A União Européia faz o mesmo.

  • Roberto Neves

    Pois aqui no Rio de Janeiro existe um esporte muito popular que consiste em subir numa passarela com um grande pedregulho ou bloco de concreto nas mãos e atirá-lo sobre o vidro da frente de um carro que venha pela pista (normalmente de alta velocidade). Já morreu gente assim.

    • Roberto Neves
      Acho que você sabe qual é a única coisa a fazer com os praticantes de esporte, não sabe?

  • Mineirim

    Décadas atrás, lembro de um artigo da QR que demonstrava, cientificamente, que o aumento de velocidade amplia a visão periférica do motorista.

  • Lucas dos Santos

    Realmente, os experimentos que o autor desse site fez trazem muitos resultados interessantes. Seria muito bom se houvesse algum conteúdo do português sobre isso.

    Irônico é que uma das justificativas dadas para o limite de 50 nas marginais de São Paulo foi justamente “permitir que os carros trafeguem mais próximos entre si”, de modo que mais carros preencham um determinado espaço, tornando o tráfego mais denso. Totalmente o inverso da idéia apresentada pelo site!

  • Fernando Calmon

    Um dia chegaremos lá…

  • Danniel

    Sabe a história do marido traído e o sofá?? Pois é, bem desse estilo.

  • Rodrigo

    Acho uma insanidade e um retrocesso absurdo andar devagar quase parando. Fico num nível de stresse ímpar. E, quando tenho que fazer uma conversão de última hora, sou obrigado a retardar o trânsito a menos de 50 km esperando o carro à direita passar para entrar atrás dele. Alguns motoristas menos precavidos, na mesma situação, acabam distribuindo fechadas a torto e a direito. Fora quando me deparo com um veículo no ponto cego de visão que está ali já há um tempão pedindo para ser abalroado. Quer ganhar a eleição em São Paulo? Reavalie está decisão estapafúrdia que só tem explicação pelo incremento na arrecadação com as multas, muitas delas aliás imorais.

  • Não está nas estatísticas porque somos mesmo péssimos nisso, mas uma parte considerável dos acidentes tem como fator principal ou contribuinte a praga brasileira de achar que carro é esconderijo, colocando esses sacos de lixo nos vidros sem que esse péssimo e inconcebível hábito seja minimamente coibido. As autoridades de trânsito que não estão mandando fiscalizar essa infração estão cometendo crime de prevaricação. Atenção, ministérios públicos!