O balanço da indústria automobilística apontou uma diminuição de 25,2% no licenciamento de autoveículos no acumulado do ano com 2,34 milhões de unidades em 2015 e 3,12 milhões no ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta sexta-feira, em São Paulo, SP.

As vendas também apresentaram queda de 33,8% em novembro contra o mesmo período de 2014 — foram 195,2 mil unidades e 294,7 mil, respectivamente. Na comparação com outubro, quando 192,1 mil unidades foram comercializadas, o resultado do penúltimo mês do ano é positivo em 1,6%.

Segundo a Anfavea, pelo seu presidente, a média diária de vendas em novembro apresentou um ligeiro aumento com relação a outubro, fato que confirma a expectativa de estabilidade do ritmo de licenciamento esperada para este último trimestre. O cenário mostra que se faz cada vez mais necessário resolver os entraves políticos, que corroem a economia brasileira, com o estabelecimento de uma agenda positiva para alavancar os pilares de sustentação da confiança e da retomada do crescimento.

As fábricas produziram no último mês 176 mil veículos, o que representa queda de 14,2% se comparado com as 205,1 mil de outubro e de 33,5% se defrontado com novembro do ano passado, com 264,8 mil unidades. Até o penúltimo mês deste ano 2,28 milhões de unidades deixaram as linhas de montagem: tombo de 22,3% frente a 2014, que registrou 2,94 milhões de veículos produzidos.

As exportações em novembro foram de 36,4 mil unidades, queda de 8,4% contra as 39,8 mil de outubro e crescimento de 40,3% frente a novembro do ano passado, quando 26 mil veículos deixaram o País. No acumulado do ano o resultado apontou elevação de 18,9% nas exportações: foram 369,5 mil em 2015 e 310,8 mil no ano passado.

AE/BS



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  • Renato Texeira

    Acho que com os aumentos sucessivos do preço da gasolina, a dificuldade de crédito, o aumento do preço de tabela dos veículos e o aumento dos impostos (principalmente aqui no Rio Grande do Sul), a tendência destes números para 2016 é só piorar.

  • Piero Lourenço
    Parece que você desconhece um problema chamado taxa cambial (dólar e euro) e custo de energia elétrica. Não tem como preços não subirem.

  • Piero Lourenço,
    Desculpe, você pode usar essa sistemática de câmbio fixado; a indústria automobilística, não.

  • Fat Jack

    Com o atual cenário econômico a redução me parece até pequena, os índices de desemprego batem recorde mensalmente, aumento das taxas de juros, os dissídios de várias categorias sequer chegaram perto da reposição das perdas com a inflação e os aumentos de custos de produção encarecem os produtos, o resultado não poderia ser outro: quedas sucessivas de vendas.
    A única saída que eu vejo para evitar a demissão em massa dos funcionários das fabricantes seria governamentalmente possibilitar competitividade (de fato) à exportação, pois em termos do que o Brasil tem em capacidade produtiva, exportamos muito pouco.
    Para o mercado interno, não vejo nenhuma possibilidade de melhora antes de 2017, pois 2016 deve seguir o mesmo cenário de 2015, se bobear até pior…

  • Elizandro Rarvor

    Aumento de mais de 50% na luz, custo salarial alto, baixas exportações, infra-estrutura de importação de matéria prima estacionada na década de 1970.

    Eu acho que estão vendendo muito no mercado interno.

  • Elizandro Rarvor

    E não é uma continha qualquer, uma industria agropecuária que forneço materiais, tinha conta de luz de 3,5 milhões de reais por mês em 2013, hoje eles gastam 11,2 milhões de reais por mês em energia elétrica e olha que 15% eles mesmos produzem com geração solar e queima de bagaço de cana.