Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas VOCÊ É UM AUTOENTUSIASTA NA ESSÊNCIA? – Autoentusiastas

Esse é um tema que muito me atrai, pois está cada vez mais difícil encontrar autoentusiastas na essência. Ao longo do tempo fui percebendo que no meu círculo de amizades existem muitas pessoas que eu achava serem autoentusiastas “de coração” mas que não são de fato.

Muitos carros realmente bacanas estiveram comigo nestes últimos dois anos, mas eles não foram suficientes para que alguns dos meus amigos mais próximos aceitassem meus inúmeros convites para me acompanhar nos testes e obviamente andar esses carros também.  Claro que a vida agitada em grandes cidades e compromissos profissionais e familiares dificultam e limitam a flexibilidade. Mas eu também sou bem flexível quanto aos convites.

Outra coisa que me intriga muito é quando estou testando um carro bem fora do comum como, por exemplo o Mégane R.S., e a primeira pergunta que aparece é sobre o consumo. Imagine eu, com o entusiasmo nas alturas, responder issoao invés de falar sobre o desempenho, sobre o comportamento, sobre o som do escapamento… Sempre que essa pergunta vem de cara para carros como esse meu ânimo para conversar se esvai. Um autoentusiasta verdadeiro pode sim considerar o consumo, mas ele primeiro pensa nos carros que deseja, e depois ele pode aplicar o filtro pensando no consumo. E não o contrário.

Outra coisa que me desanima profundamente é quando a pessoa fala que não comprou determinado carro porque o porta-malas é pequeno. Tem casos em que realmente a família é grande e o compromisso acaba sendo muito alto. Mas na maioria das vezes eu olho para a pessoa e penso comigo mesmo: “Aprenda a organizar melhor a bagagem ou leve menos coisas”. Antes eu falava isso, mas quando o cara não é um autoentusiasta ele não escuta. Então desisti.

Diante dessa situação eu passei um bom tempo tentando encontrar uma maneira de identificar um autoentusiasta na essência. Pensei sobre qual seria o comportamento de pessoas que considero e admiro pelo autoentusiasmo, como o MAO por exemplo. Há outros também, mas o MAO é um exemplo fácil para os leitores do AE entenderem.

 

MAO, sua Touring e os leitore autoentusiastas

MAO, sua Touring e os leitores autoentusiastas

Para pegar o pessoal “na curva” eu bolei um questionário. Ele não é muito científico e pode ser contestado ou povoado com uma série de “mas”.  Porém, quando colocamos “mas” ou tentamos explicar a natureza de nossas respostas, quase sempre não estamos falando da nossa essência, ou nossa essência está sendo podada. O questionário é muito simples e direto, não dá margem para interpretações ou respostas considerando condições. Veja as perguntas e possíveis respostas.

Se você tivesse que fazer viagem de 400 km, sozinho(a), sem restrição de tempo, você…
Gostaria de ter um acompanhante para dirigir o carro
Faria o caminho pela estrada principal, reta e mais rápida
Escolheria o caminho por uma estrada secundária, com mais curvas e um pouco mais demorada

Qual foi o principal fator que levou a você se decidir pela compra do seu carro atual?
Consumo de combustível
Confiança na marca
Espaço interno
Prazer ao dirigir
Nível de conforto
Preço convidativo
Nível de segurança
Desenho da carroceria
Nível de qualidade

Você gostaria de ter um carro que dirigisse sozinho (carro autônomo)?
Sim
Não
Talvez

Quanto você gosta de dirigir?
Muito
Nem muito nem pouco
Pouco

Para identificar os respondentes que colocam o seu autoentusiasmo como uma prioridade eu fiz o cruzamento das respostas abaixo. Ou seja, considerei que o autoentusiasta na essência respondeu essas quatro questões com as seguintes respostas:

Se você tivesse que fazer viagem de 400 km, sozinho(a), sem restrição de tempo, você…
Escolheria o caminho por uma estrada secundária, com mais curvas e um pouco mais demorada

Qual foi o principal fator que levou a você se decidir pela compra do seu carro atual?
Prazer ao dirigir

Você gostaria de ter um carro que dirigisse sozinho (carro autônomo)?
Não

Quanto você gosta de dirigir?
Muito

Eu enviei o mesmo questionário para dois grupos muito diferentes. O primeiro deles é composto por meus familiares e amigos pessoais, um grupo que raramente participa do meu Facebook e formado por pessoas comuns. O segundo grupo foi formado pelos meus seguidores no Facebook, que naturalmente têm um interesse bem maior por carros.

O grupo família e amigos teve 118 respondentes que possuem carro e apenas 8 respondentes marcaram todas as respostas autoentusiastas, ou seja, 6,8%. Ou seja, estamos em extinção! Menos que uma pessoa em cada 10 é um autoentusiasta.

O segundo grupo, do meu Facebook, teve 134 respondentes e 41 marcaram todas as respostas “corretas”, correspondendo a 30%. Um resultado bem mais animador.

Em ambos os grupos a questão que mais limitou esse cruzamento foi a sobre o principal fator de compra do carro atual (prazer ao dirigir).

No primeiro grupo 74 pessoas responderam que gostam muito de dirigir, mas o prazer não uma prioridade. Apenas 14 (19%) dessas compraram seus carros pelo prazer de dirigir. No segundo grupo 118 gostam muito de dirigir, das quais 66 (56%) compraram seus carros pelo prazer proporcionado. Um resultado excelente.

Examinando os carros dos autoentusiastas desses dois grupos podemos claramente entender que quem faz o entusiasmo não é necessariamente o carro e sim seu dono. Também podemos notar as preferências dos autoentusiastas. A Ford, que é a quarta em vendas no nosso mercado, apareceu como destaque nos dois grupos. E a BMW também não poderia ter ficado de fora.

Os carros dos autoentusiastas

Os carros dos respondentes das duas pesquisas, destaque para a Ford

Como eu disse antes, essa pesquisa não é muito científica mas dá um bom papo. Se você não teria respondido as quatro questões da maneira indicada não significa que não seja um autoentusiasta. Significa que você não é só um autoentusiasta e considera também sua família, seu bolso e suas necessidade mais amplas.

Quem quiser um bom combustível para discussões pode ver o relatório dos dois questionários nos links abaixo:

Grupo família e amigos (pessoas comuns)
Grupo Facebook (pessoas com muito interesse em carros)

Embora depois de ler essa matéria possa haver um viés muito forte, seria legal ver o comportamento dos nossos leitores. Se você decidir responder o questionário, seja o mais sincero consigo mesmo. Não pense muito para responder e não imagine situações. Seja direto. Dentro de umas duas semanas eu prometo publicar o resultado.

 

Grupo leitores do AE (super autoentusiastas)

PK
#eusouae

Eu sou autoentusiasta

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • Davi Reis

    É cada vez mais raro encontrar um jovem que se interesse pelo menos um pouco por carros, infelizmente. Tive muitos amigos, inclusive, que se afastaram de mim justamente por me considerarem chato demais por gostar muito de carro (enquanto eles preferem discutir assuntos tão mais avançados na visão deles, como baladas, bebidas e futebol). Felizmente ainda tenho em meu círculo social alguns bons amigos que também são bons entendedores do assunto, e que inclusive são leitores do AE. Outro dia mesmo um conhecido da época de escola compartilhou um texto no Facebook afirmando que o carro era um grande vilão, que deveria ser abolido em prol das bicicletas e transporte público eficiente e não sei mais o que. A reivindicação de um transporte público de qualidade é mais do que louvável, afinal, transporte de qualidade é qualidade de vida, em um tempo em que vivemos cada vez mais nossas horas em trânsito, mas me endoidece essa baboseira de que o carro é uma invenção maligna e destruidora. Se me permitem o desabafo, não vejo uma geração tão patética e manipulável como a minha (tenho 22 anos de idade): toda vez que eu olho pros lados, a vontade de chutar o balde toma conta. É muita asneira que escutamos, muito esquerdismo debilóide, muita raiva de coisas que nem entendem e uma vontade desesperadora de ser diferente, de receber “tratamento especial” em tudo possível. Mas agora estou começando a divagar demais (risos). A questão que eu sempre me pergunto é: o que diabos fizeram para que essa geração tenha tamanho desgosto pelo assunto? Claro que sempre existiu e sempre existirá quem não se interessa muito pelo assunto, mas a coisa hoje é diferente. Parece até raiva mesmo. Acho que vou morrer sem entender…

    Em tempo, já contribui com a pesquisa PK! #eusouAE e #somostodosAE (risos)!

    • Lemming®

      Estive pensando nisso estes dias e sei o que fizeram…
      Todos os jovens que dizem “odiar” os carros ou então que acham melhor transporte público ou bike são, em minha opinião, os mesmos que fazem do pai e da mãe seus taxistas!
      Não querem ou não pensam ter carro. Mas não vão para a escola ou para a baladinha de outra maneira. Claro não estão dirigindo. Mas estão indo e vindo sem nenhuma dificuldade!
      Então fica fácil dizer que carro é isso ou aquilo. Para essa geração o carro é comum como o liqüidificador que tem em casa.
      Problema de mobilidade urbana e falta de planejamento das cidades é outro departamento…

      • walterjundiai

        Caro Lemming, veja a minha opinião acima e só acrescentando: os jovens infelizmente só sabem mesmo é “dirigir teclado de computador” Abraços.

      • Pais não autoentusiastas. Acho que é isso que está nos levando a extinção. Ha mais não autoentusiastas que autoentusiastas. E seus filhos serão cada vez menos autoentusiastas… Mas o AE segue firme para combater isso!

        • Lemming®

          Ainda bem que temos este oásis!

    • walterjundiai

      Eu estou com 40 anos e a minha “geração” gostava mais de carros por um motivo muito simples: o prazer da Mecanica.Hoje em dia os carros são feitos de plástico e “enrolados” com fios e muita eletrônica.Se der problema é só levar na oficina e pronto, ninguém se interessa em saber como funciona ou como consertar. Estamos vivendo a geração do “automatismo eletrônico”. Sem falar é claro que os jovens ficam de cabelo em pé com a possibilidade de sujar as mãos de graxa ou trocar o pneu furado….

      • O prazer da mecânica é real. Desvendar mecanismos é algo bem bacana. Já na eletrônica não conseguimos ver muito além de números e linhas de programação.

      • Leo-RJ

        Temos a mesma idade e concordo integralmente contigo! Como a nossa geração gostava de futucar carros com os poucos que tinham disponíveis…

        E mexer um pouco antes dos 18 me ajudou a ganhar a simpatia dos oficiais do exército e me livrar de pintar muros e aparar grama no sol… para pitar latarias e caçambas de verde-oliva… rsrsrs…

    • Boa Davi. Eu acho que o carro como produto de desejo já atingiu sua maturidade. Ele é mais ou menos igual há mais de 100 anos. E o excesso deles também ajuda a saturar seu apelo. Por isso as fábricas continuam apelando para os esportivos, mesmo que quase não vendam. Isso é um bom tema para uma matéria futura. Vou guardar na cabeça.

      • Davi Reis

        Isso aí PK! Mete carvão nessas fornalhas que nossas cabeças escondem, estaremos aqui pra ver o resultado.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Eu me considero alguém que seria mais entusiasta se não fossem as condições. Por exemplo, adoro dirigir, mas no dia-a-dia é bem estressante e desagradável. Eu escolheria essa estrada secundária se ela fosse agradável de dirigir e bem asfaltada. Eu escolheria um carro apenas pelo prazer de dirigir se não houvesse a questão de custos etc. fazendo o lado racional às vezes predominar sobre o emocional. Então eu sou um autoentusiasta que, com o avanço da idade, passou a se desencorajar mais facilmente. Então, sendo purista, eu não me considero um autoentusiasta.

  • Mr. Car

    1- Iria por uma estrada secundária.
    2- Esta é a mais difícil de responder. Vários fatores entraram na decisão de compra, não posso dizer que prazer em dirigir tenha sido o principal. Até mesmo pelo fato de que os que eu teria mais prazer em dirigir, não estavam dentro das minhas condições financeiras. Escolhi um carro que eu podia, não um que eu queria.
    3- Decididamente NÃO!
    4- Muito.
    Para pensar: “Depois do sangue, o mais que o homem pode dar de seu, é uma lágrima”. (Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine)
    Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=tmNLqR-GGJY

    • Será que dentro das opções que cabiam no seu bolso você não escolheu a que dá mais prazer entre elas?

      • Mr. Car

        Sinceramente, acho que não. Também levei em conta necessidades práticas da família, como espaço interno e porta-malas. O escolhido, com sabem, foi um Logan Privilège 1,6. Por minha exclusiva vontade (e dentro do meu orçamento), teria sido um Fiat 500, he, he!

        • Frank BassSinger

          Claro né Mr. Car, e com o seu preferido interior bege clarinho….

        • Pô Mr.Family!

          • Mr. Car

            Não se pode ganhar todas, he, he! Essa parada eu perdi.

    • Fernando

      É bem verdade que em muitas coisas, e cheios de deveres a cumprir e em determinadas fases da vida, quando não podemos ter o que seria nossa instintiva opção, acabamos tomando a decisão de juízo com que por outros parâmetros a nossa vida gire. Mas não é o fim, e nem quer dizer que não seja questão de tempo para a nossa realização vir.

      Já me privei de algumas coisas que felizmente hoje posso desfrutar, embora tenha certas belezas que não ter umas centenas de milhares de Dilma$ ainda me privam… hehehe

    • Adoro essa música!
      Na dois, escolha o que mais lhe dará prazer dentro da lista dos que cabem no seu bolso! Simples assim!

      • Mr. Car

        Eu também, he, he! Muito bacana.

  • REAL POWER

    Eu sou 100% autoentusiasta. Não importa o carro que eu esteja dirigindo,eu o faço com um prazer enorme. Atualmente tenho Renault Scenic 2.0 16v, que a princípio é apenas um carro espaçoso, mas na minha mão se torna um esportivo. Logo logo vai estar na minha garagem outro carro, que será objeto de puro prazer sobre rodas. Basta eu apenas terminar uma coisas que estou fazendo.
    Posso dizer sem medo de errar que meus dois filhos são autoentusiastas, pois abrem sorrisos ao sentir a aceleração do carro, e sempre gritam, acelera papaiiiiiiiiiiiiiii. Quando uma criança senta ao seu lado para assistir uma corrida e mal sabe falar duas duzias de palavras, mas dessas que sabe falar boa parte são nomes ou marcas de carro, já da para ter uma noção do grau de autoentusiamo deles.

    • “Não importa o carro que eu esteja dirigindo,eu o faço com um prazer enorme.” That´s it! Eu nem precisava ler o resto!

  • Pelo menos, eu não perguntei do consumo… 😉

    Se eu tivesse uma vida mais tranquila, se fosse solteiro, se não tivesse um destino fixo, todos os dias quando saio de casa e volto do trabalho… Só teria carro velho (quem me conhece, sabe que é assim que eu falo, com carinho do meu antiguinho).

    Só que a vida, pelo menos a minha, infelizmente, não é assim… Quem sabe numa dessas quartas ou sábados, ela não me sorri maliciosamente, com um prêmio acumulado da Mega-Sena? Aí, sim, o meu lado #eusouAE pode tomar conta 100% do meu corpo e da minha mente.

    Hoje, me permito ser 50%, acho… Tenho que conciliar a paixão com a razão; o trabalho com a diversão; o prazer com a renúncia e por aí, vai… Raros são os casos de quem pode ser 100% paixão, diversão, prazer… E eu não fui incluído neste seleto grupo.

    Acho que as pessoas que como eu, são 50% auto-entusiastas, tentam buscar o equilíbrio. Por exemplo: o cara precisa de um sedã (e vamos pensar no médio, pra facilitar). Temos várias opções no mercado e todos as conhecem, então, não vamos citar. Cada um com suas qualidades e defeitos, e todos, na média, atendem a necessidade do cara. A grana dele dá pra comprar aquele que tem ar digital e redinhas atrás dos bancos e está disponível em preto e prata. E também dá pra comprar um outro que o ar é manual, não tem redinha atrás dos bancos, tem prata, preto e VERMELHO e também tem turbo e dá pra desligar o controle de estabilidade… Ele vai pro segundo… A mulher, os filhos, a maldita da sogra não vão perceber. Mas ele vai! E naquele sábado cedo, quando todo mundo está preocupado com o almoço do domingo, ele vai pegar o sedanzinho dele e vai passear naquela estradinha cheia de curvas, subidas e descidas e se divertir com o bichinho…

    Claro, o que ele queria mesmo, era um hot-hatch ou um coupé dos bons! Era aquele Golf GTI ou aquele coupé Civic Si, mas a grana e as limitações que esse carro traria pra ele, não viabilizariam o projeto.

    Então, ele vai pro meio-termo. Atende a família e, como soube escolher, consegue atender os seus 50% de auto-entusiasmo.

    Acho que a vida, quero dizer, o lado prático dela, limita nossas paixões. Mas não acho que isso nos deixe amarelos ou sem graça.

    Apenas nos faz buscar o equilíbrio. O mesmo equilíbrio 50-50, do peso dos BMW… Tanto do M3 quanto do X1 😉

    • Ricardo, que surpresa pelo grande comentário. Infelizmente eu serei obrigado a discordar de você. Nós somos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas. As vezes temos medo de fazê-las e as delegamos ao ambiente. Você é jovem e ainda pode fazer opções mais em linha com o que você gostaria. te falo isso por experiência própria.
      No mais, autoentusiasmo é uma coisa tão abrangente que cada um tem a sua própria definição. Se é 10% ou 100% o que vale mesmo é a paixão. Abraço!

  • Rubergil Jr

    PK, gabaritei nessa! É tudo o que tenho a dizer. Meus carros: Fluence Privilege CVT e March SV 1,6.

  • Lemming®

    Então…
    Queria eu estar no teste do Subaru WRX STi! Ou do BRZ…ou…++++

    • Teve gente que disse “não, obrigado”!
      Por falar nisso estro bem atrasado com essa matéria. Mas ele vem!

      • Lemming®

        Quem pode não quer…e quem quer não pode ou não tem oportunidade…rsrs
        Faz parte mas não deixa de ser triste.
        No aguardo. Sou fã da marca.

  • Sinatra

    PK, sugeriria que alguns critérios fossem utilizados para separar o plano do ser do plano do gostaria de ser para muitos que tem aspirações a certas coisas mas as condições financeiras inibem. Creio que muitos entusiastas ficam restringidos por demais dentro da questão dinheiro, já que automóvel é algo proibitivamente caro em nosso país para que possamos expressar todas as nossas liberalidades passionais com eles dentro de um orçamento de homem médio.
    A exemplo, é muito mais grave um sujeito (pela visão entusiástica) que dispõe de capital discricionário e sem uma família grande sobrelevar qualidades como nível de segurança e espaço interno sobre o prazer de dirigir do que um sujeito que não tem nem o capital e nem necessidades familiares diminutas, e portanto opta por qualidades racionais para a sua escolha final (ainda que com o coração apertado). Se a questão for alterada para “o que, exclusivamente no seu gosto pessoal, mais importa ao escolher um novo automóvel”, consegue-se diminuir bastante a questão subjetiva das finanças pessoais e necessidades familiares. O sujeito pode estar preso a estas variáveis ao ser pragmático, mas quando responde pautado por seu gosto, a questão muda de figura.
    Alternativas como “status propiciado pela marca”, “influência de amigos” e “modelo está na moda” também poderiam ajudar a filtrar escolhas aparentemente entusiásticas, mas que não passam de emulação.
    A questão da viagem também poderia ser ampliada para “sem restrições de tempo e gastos” (ainda que o ditado popular afirme que tempo é dinheiro), pois muita gente acaba presa por esta variável também. Um sujeito com pouca afeição às qualidades dinâmicas de seu carro certamente irá escolher o caminho mais curto independentemente do gasto, pois prefere o objetivo da chegada do que o caminho até ela. Creio que seja este o maior diferencial a ser ponderado.
    Outra questão que penso ser interessante: Você pratica ou deseja praticar qualquer modalidade de esporte a motor amadora com seu automóvel (rali de regularidade, track day, etc)? a) Muito; b) ocasionalmente; c) raramente; d) não possuo interesse”. Este desejo de conexão e extravasão da utilidade regular do carro pode tranquilamente livrar aquele pai de família que falei no começo de ser enquadrado como alguém pouco dado à afeição com o que dirige.
    Ainda vejo proveito em analisar a questão do conhecimento e familiaridade com o carro. Uma questão envolvendo o nível de intimidade do proprietário com a manutenção do seu carro pode revelar muita coisa: “Qual o seu nível de intimidade com a manutenção do próprio automóvel?” a) faço muita coisa por conta própria; b) sei o que precisa ser feito, mas sempre utilizo serviço de profissionais; c) apenas sigo as orientações do fabricante/mecânico e deixo o serviço por conta de profissionais; d) apenas realizo manutenção quando algo dá problema.”
    Enfim, minhas humildes sugestões.

    • Nada de humildes. Mas eu acho que assim ficaríamos no mundo do se, enquanto mesmo com todos esses poréns existem autoentusiastas que priorizam melhor as coisas. Já citei mais acima a questão do bolso. O carro deve ser proporcionar prazer para o dono, independente do que os outros falam. Dentro de uma faixa de preços compatível com o bolso, o autoentusiasta pode escolher aquele que mais vai proporcionar prazer. Então a escolha pode ser feita pelo prazer.
      Muito obrigado pela contribuição. E é claro que a definição de autoentusiasta é ampla é não pode se resumir a essa pesquisa.

  • m.n.a.

    legal !

    eu ignoro quem chama meu Chevette de “ridículo” ou “não anda nada”…

    e dou risada de quem fala que minha Caravan 6 cilindros “gasta muito”….

    • Boa! Eu aprendi a dirigir com 11 anos em um Chevette 79!

  • Fórmula Finesse

    Autoentusiastas também não são dados a exibicionismo barato…

  • BlueGopher

    PK falou uma grande verdade: quem faz o entusiasmo não é necessariamente o carro e sim seu dono.
    Antigamente eu tinha enorme prazer em dirigir uma Veraneio, meu primeiro carro.
    Supostamente pouquíssimos concordariam que dirigir aquela grandalhona, com pesada direção mecânica e apenas 3 marchas seria algo interessante.
    Mas sinceramente deixou tantas saudades quanto Opalas 250S e Charger que tive depois.
    Apenas era um outro tipo de saudade, baseada num outro tipo de prazer.

    • Estou em um rolo só agora e estava deixando para responder tudo a noite dada a qualidade das respostas. Mas esse eu não resisti. Quando eu era soldado na Segunda DE, obviamente me tornei motorista! Às vezes eu saía de Veraneio com banco dianteiro inteiriço . Na primeira vez que saí com ela fiz uma curva bem forte para a esquerda e fui parar no lugar do passageiro. Imagine aquele banco de vinil com camadas e mais camadas de “pretinho”… Foi um belo susto. Depois aprendi a firmar mais os braços no volante e me preparar para as curvas. mais tarde fui “promovido” a motorista do Coronel. Ele tinha um Chevette… uma vez dei uma batidinha no carro da frente por retardar demais uma frenagem para não incomodar muito a esposa do Coronel que estava no banco de trás. Minha tentativa resultou em u grande susto, pois apesar de fraca a batida fez um barulhão.. Deixei a Dona Vilma louca. Tem muito mais casos dessa época!

      E eu também sou daqueles que me divirto com qualquer carro, com mecânica em ordem.

  • Marcio Rogério Dorigon

    Não sei se sou entusiasta mais… prefiro pro dia a dia andar com minha Suzukinha 150 para economizar uns trocos e tempo. Sou de motoclube e tenho uma segunda moto…uma velha senhora cbCB 400 II para roles. Tenho um Escort Zetec GLX 98, que comprei depois de muito procurar. E quis esse carro pelo belo motor, cambio longo, conforto dentro do que acho ser um luxo (o GLX é completinho com ar, direção, vidros, retrovisores elétricos e computador de bordo). Adoro rodar com ele…descompromissado de fds, assim como minha CB, e cai para nós até com a minha 150 adoro andar descompromissado. Mas falar que adoro dirigir todos os dias…e ainda carro mesmo sendo um modelo entusiasta…é mentira. Acho que tudo tem hora… eu teria um carro autônomo pro dia a dia. Alias, tenho saudade do meu Civic automático… um conforto no transito. Talvez eu pegasse a estrada mais direta na viagem de 400 km pra socar a bota no carro, depende do meu estado de espirito uai. As vezes numa viagem dessa…vai pela mais veloz e volta pela mais divertida. Não significa que deixei de ser entusiasta por escolher a mais direta…que posso talvez rodar em velocidades maiores exigindo mais do motor e da minha atenção. Até levaria uma pessoa comigo…mas eu raramente passo a direção kkk questão de confiar. Adoro estar na estrada e curtir a paisagem também. Não tenho boi em viajar a 90 por hora com moto pequena, é legal curtir a paisagem também. O negocio é estar rodando… calmamente ou ferozmente, acho que não da pra falar que essas perguntas filtram um autoentusiasta. Odeio dirigir de semana durante horário de pico…ainda mais com o povo mal educado aqui de Jundiaí-SP. Mas por isso não sou entusiasta ? Hoje estava pesquisando sobre lubrificantes em site gringo (Bob de oil guy) e velas iridium tt da denso… quer coisa mais de entusiasta? Só pq prefiro um autônomático no dia a dia em um transito chato ou mais conforto em um carro deixo de ser entusiasta com as coisas de duas e quatro rodas ? Acho que tem momentos e momentos…

    • walterjundiai

      Eu também sou de Jundiai e o trânsito nessa cidade está cada vez pior, piloto a minha Suzukinha Intruder 125 e só falta os carros passarem por cima de mim!! Como Autoentusiasta eu gostaria de ter um carro conversível e sentir o vento e natureza ao redor em dia ensolarado.

    • Belo relato. Realmente ninguém gosta de trânsito pesado todos os dias. Isso não é direção, é sofrimento. Eu penso em comprar uma moto para escapar desse trânsito. E como está no fim da matéria, o critério não é 100%. Cada um tem o seu próprio momento. Valeu!

  • Piantino

    PK, não participei da sua pesquisa, mas lendo aqui respondi todas as perguntas “corretamente”
    Meu carro é uma BMW 118i Sport M Edition, é um carro baixo, raspa em várias ondulações, entradas de garagem e etc, mas o prazer de dirigir é fantástico, não é um carro muito potente 143cv, mas a tração traseira e a proximidade do chão me faz abrir sorrisos simplesmente por ir e voltar do trabalho…

    Como curiosidade, fiz uma viagem nos EUA em Maio deste ano (2015), saí de Chicago e fui até New Orleans, no total rodamos 1.400 milhas, sempre passando por estradas secundárias, conhecendo cidades menores e aproveitando bem o trajeto… O carro? Ah! Um Camaro conversível.

    • BMW e Camaro! Nem precisa falar mais nada!!! Valeu.

  • Diogo

    Respondi a pesquisa nas respostas óbvias para um autoentusiasta. Meu carro foi comprado baseando no equilíbrio (New Fiesta 1.5), mas o prazer de dirigir entrou fortemente na conta. A direção tem o peso certo, o câmbio tem engates justos, o motor é elástico e enche bem, a suspensão é firme nas curvas, os bancos tem bons apoios laterais… E nem dei muita bola para o acabamento sofrível dos Fords nacionais atuais. É claro que fatores como consumo e manutenção vão entrar na conta. Afinal, para mim (e muitos aqui), é o carro do dia a dia. Tem que atender a tudo sem esfolar o bolso. Para aqueles felizardos com um segundo carro, estes sim podem ir puramente no prazer de dirigir.

    Mas, a minha memória afetiva me faz lembrar de um outro carro. A Pampa 4×4 91 que era do meu pai e onde aprendi a dirigir. Câmbio de 4 marchas, banco inteiriço, direção pesada, motor CHT já retificado algumas vezes… Seria uma antítese de carro prazeiroso de dirigir, mas ainda tenho fresquinha na memória. Quero um dia reencontrá-la para reformar e deixar como um segundo carro.

    • Legal esse seu Fiesta! Carrinho de entusiasta mesmo! E essa Pampa Jeep, uma raridade. Quando você reencontrá-la, aposto que vai, conte a história aqui! Valeu.

  • Silvio

    A estradinha de Cruzeiro até S Lourenço é boa também, passei ali dia desses, serrinha boa de brincar…

  • Daniel S. de Araujo

    Bom, eu sou Autoentusiasta na veia…
    Esse ano que vem, com o fruto de um trabalho que já tem algum tempo e a ajuda de Deus conseguirei trocar o carro da esposa (o carro racional, portamalas grande -afinal tenho 2 filhos, um deles bebê e minha mulher leva a casa inteira em viagens) e assim fico liberado para comprar um brinquedo legal para mim. Só não decidi se será um Gol quadrado 1.8 ou outra Ford Ranger, mas dessa vez com motor 2,8L diesel (tive uma Ranger 3L 4×4 e curtia pra caramba mas o que me desanimou foi a eletrônica dela que é complexa demais e ninguém sabe mexer…)

    • Fórmula Finesse

      Em 2005 eu participei de um rali de regularidade (reportando o evento, digamos…) e a vedete eram as Rangers eletrônicas recém-lançadas; a organização gostou muito da velocidade delas, mas o carro médico era uma 2.8 Powerstroke (verdadeira lenda urbana quando foi lançada), e – apesar de render 30 cv a menos que as “modernas”, tornou-se a preferida do principal responsável pela prova. Percebi ao dirigir (muito pouco) ambas, que a TGV 2.8 lançava a camionete no mínimo soltar da embreagem…

      • Daniel S. de Araujo

        Formula, se na época eu não tivesse sido cabeçudo e preferido a Ranger mais potente do mercado (ainda havia algumas XLT 2.8 no estoque), estaria andando de Ranger até hoje.

        A minha 3L me deu um desgosto muito grande, por isso que eu vendi. Não foi prejuizo nem um grave defeito mas um problema de confiança.

    • É sempre bom “ficar liberado”!

  • David

    Gosto de dirigir e muito. para mim dirigir é uma terapia.

  • Me senti assim depois de mais de um ano com o Focus, pegar um Palio 1.0 Fire. Me diverti a beça dentro do que o carro pode oferecer e fiquei até com vontade de comprar outro Palio como segundo carro.

  • AlexandreZamariolli

    Minha mãe relata que, aos três anos de idade, fomos visitar o museu do Roberto Lee em Caçapava e eu acabei batendo a cabeça porque não havia meio dela me segurar.

    Comecei a frequentar concessionárias no final de 1971, aos quatro anos de idade, quando meu pai comprou um Opala zero.

    Ganhei minha primeira Quatro Rodas aos seis e escrevi minha primeira carta para eles aos nove (está lá no acervo virtual, edição de junho de 1978, página 12).

    Aos treze, ganhei a “Enciclopédia do Automóvel” de aniversário e, após estudá-la, fiz uma apresentação na minha classe da oitava série sobre o ciclo Otto de quatro tempos, com direito a aplausos dos colegas e do professor de Ciências ao final.

    Aprendi a teoria de direção lendo as matérias do José Luiz Vieira na Motor 3, também a partir dos 13 anos; a prática começou aos 16, no Chevette Jeans de minha mãe, sempre com meu pai ao lado.

    Por fim, quando meu pai vendeu nosso querido Opala 250-S, em maio de 1982, fiz um desenho do carro para guardar de lembrança e anotei o número do chassi atrás da folha – o que me permitiu, passados 27 anos, encontrar o carro, comprá-lo de volta e restaurá-lo de cima a baixo.

    Isso me qualifica?

    • Poxa! Que bacana isso. Bem que poderia contar essa história enriquecida com fotos na Histórias dos Leitores. Pena que não consegui abrir sua carta no arquivo da Quatro Rodas. Valeu!

      • AlexandreZamariolli

        Paulo,

        Essa carta também tem uma estória curiosa. Eu queria saber o que era a tal suspensão McPherson que volta e meia aparecia nos testes. Escrevi a carta aos nove anos, mas ela só foi publicada dois anos depois!

        O engraçado é que eu não tinha a revista em minha coleção. Meus pais estavam visitando amigos e, enquanto conversavam na cozinha da casa, eu fiquei sozinho na sala de visitas. Achei a revista, comecei a ler a carta, pensei “Olha, que legal, uma carta igual à minha”. Ao ver meu nome no final da dita cuja, entrei na cozinha da casa pulando e gritando “Mãe, pai, minha carta saiu!” Então, os donos da casa gentilmente me deram a revista, que guardei por muitos anos, até que precisei doar minha coleção da Quatro Rodas por razões de espaço doméstico.

    • RoadV8Runner

      Rapaz, simplesmente de arrepiar essa história de reencontrar o Opala 27 anos depois!

  • Lucas dos Santos

    Apesar de ter respondido a maioria das perguntas como no “gabarito”, não sei se sou um entusiasta “na essência”.

    Ao contrário de muitos aqui, eu só comecei a gostar de carros recentemente. Enquanto muitos contavam os dias para completar 18 anos e obter a sonhada habilitação, eu só fui correr atrás disso aos 24 – hoje tenho 28 anos – e por razões profissionais. Talvez seja porque eu não tenha tido muito contato com carros na minha infância – quase ninguém da minha família tinha. Só andava de carro quando pegava um táxi! Eu ouvia os meus colegas de escola conversando sobre carros e ficava “boiando” no assunto. A única coisa sobre rodas que me interessava na época (e ainda me interessa) era ônibus, por razões óbvias!

    Somente após ter aprendido a dirigir é que passei a buscar e me interessar mais pelo assunto. Não tenho carro ainda, mas não vejo a hora de poder ter um. Estou há mais de um ano sem dirigir e às vezes tenho vontade de achar um pretexto para alugar um carro só para sair por aí, sem rumo.

    Vamos às respostas:

    1. Dependerá do meu estado de espírito. Se eu quiser conhecer melhor o lugar, optarei pela estrada secundária, mas se eu estiver a fim de acelerar, optarei pela rodovia – desde que a velocidade lá não seja muito limitada, é óbvio.

    2. Não tenho carro ainda, mas, no momento, preço é o que mais importará na hora da compra. Escolheria aquele que tivesse não somente um preço convidativo, mas um baixo custo de manutenção. Prazer de dirigir, nesse caso, entraria apenas como “critério de desempate”, em caso de preços iguais ou parecidos.

    3. Carro autônomo não. Eu já não gosto muito do Cruise Control, imagina um carro que anda sem a minha intervenção! Não dá. Agora, só para botar um pouco de “lenha na fogueira”, de carro elétrico ou híbrido eu andaria sem problemas – desde que EU tenha o controle sobre ele.

    4. Gosto muito de dirigir. Está entre as coisas que eu mais gosto de fazer!

    É isso. Achei muito interessante esse tema e acho que o assunto vai render bastante!

    • Na 2 o que acontece é o seguinte: com um x de dinheiro dá para escolher entre uma lista de carros. Se você escolhe o que você acha que lhe dará maior prazer (esqueça o que os outros fala, o que importa é você), então sua opção número um será o prazer. E se gabaritou claro que é um ae! Abraço.

  • Isso explica muita coisa…
    Mais a noite eu respondo tudo!

    • Fernando

      PK, esse carrinho é um Mini Puma?

        • AlexandreZamariolli

          Dei umas boas voltas nesse mini-Corcel. Minha família passou o ano de 1973 morando em São José do Rio Preto, no interior paulista. Eu tinha entre cinco e seis anos. Lá, havia uma pista onde se “compravam” voltas com esses carrinhos. As voltas eram contadas por fichas, armazenadas em uma caixinha no próprio carro – por exemplo, para dar dez voltas, compravam-se dez fichas; a cada volta, a gente parava num “box” e o funcionário retirava uma ficha. A aceleração do carro era controlada por uma alavanca: quanto mais solta, mais o carro andava. A alavanca era duplicada; assim, as crianças muito pequenas podiam andar acompanhadas por um adulto, que controlava a aceleração enquanto o petiz dirigia. Quem “voava solo”, como eu, tinha de dirigir com uma das mãos no volante e a outra segurando na alavanca, para o carrinho não desembestar… Aliás, e até onde a memória me serve, o traçado da pista era parecido com o do autódromo de Monza, mas percorrido no sentido anti-horário.

  • Elizandro Rarvor

    Depois de muitos carros o que eu quero saber de verdade de um carro é, potência e manutenção, como estou no Brasil e aqui se cobra tudo os olhos da cara.

    Por exemplo, sou fanático para ter uma Volvo V60 ou T6 ou com o novo motor E-DRIVE, usadas, claro, mas sempre me pego fazendo conta da manutenção.

    Ainda terei uma.

  • V_T_G

    Me considero extremamente entusiasta, no entanto comprei meu ultimo carro pelo valor de revenda. Explico, sempre comprei o melhor que pude dentro da minha condição financeira. Meu primeiro carro foi um clio 1.6 16v com 8 anos de uso. A compra foi totalmente voltada para minha VONTADE e dentro do meu orçamento. Um ano depois, devido a experiencia com o Clio, fiz uma compra voltada para CONFIABILIDADE tentando aliar economia e desempenho. Take Up! 2 portas zero. A 2 meses roubaram meu up (que iria completar 1 ano neste mês) e surgiu um novo item na equação de compra. Valor de revenda. Por isso, desta vez comprei um HB20. Infelizmente e momentaneamente, tive que abrir mão do meu entusiasmo por estas razões mundanas mas se o futuro me permitir, a minha vontade voltará a prevalecer.

    • Estou aqui pensando que o autoentusiasmo não precisa ser extremo o tempo todo. Há fases mais entusiastas que outras, dependendo de uma série de fatores. Bom ponto!

  • Fernando

    Me sinto assim quando dirijo um carro que muita gente desce a lenha e eu acabo vendo várias virtudes e achando legal.

  • Antonio Pacheco

    Eu também respondi tudo de primeira, de acordo com o gabarito. Acho até que eu exagero, pois com o advento da internet, quando não estou dirigindo, fico acessando o dia inteiro sites e mais sites de carros (sendo o autoentusiastas o nº 1 entre meus acessos), inclusive sites de compra e venda de carros. Passo horas por dia vendo anúncios de carros que eu gostaria de ter, ou que provavelmente vá ter. Acho que isso está beirando a insanidade.
    Atualmente estou com um Gol 1.6 que peguei em um negócio, após vender o meu Fluence, que me acompanhou por 3 bons anos. Mas antes deste, tive um Focus 2008 que me dava prazer de andar, principalmente em curvas. Vendi depois de 112 mil km há 3 anos, e ontem mesmo vi o Focus andando com seu dono feliz da vida, e me bateu uma saudade enorme.
    Apesar de que, no início do mês passado, fui passar o feriado em Ubatuba-SP, distante 700 km de minha cidade, e entre Gol 1.6 e o 500 da patroa, fomos no 500. Na volta, subimos pela Tamoios e passei praticamente toda a subida com um sorriso no rosto, ao conseguir passar a maioria dos outros carros, tudo com segurança e sem cometer nenhuma infração. Mesmo com o motor 1.4 de 88 cv (potência de 1.0 atuais), deu para me divertir bastante. Até a patroa gostou, mesmo porque não cheguei nem perto de passar dos limites. Acho que o limite dos outros é que estava bem aquém do normal.

    • Brizzante

      “Passo horas por dia vendo anúncios de carros que eu gostaria de ter, ou que provavelmente vá ter. Acho que isso está beirando a insanidade.”

      Sinta-se abraçado por todos nós autoentusiastas! Com certeza neste ponto você não está sozinho! 😉

    • Belo relato. Gosto muito do 500. Se for Abarth então!!!.
      E obrigado pela posição do AE!

  • Christian Bernert

    Eu me considero um autoentusiasta sim. Apesar de que a única pergunta que eu não gabaritei é sobre o carro autônomo, cuja resposta seria talvez. Mas eu justifico. É porque com o trânsito das grandes cidades ficando cada vez mais encrencado fica difícil considerar como ‘dirigir’ o ato de transitar por elas. Nestes momentos de puro enfado, devido aos constantes congestionamentos, ou ao excesso de vigilância atrelado a limites surreais, tenho considerado que esta parte do deslocamento poderia sim ser feita por um sistema autônomo.
    De resto, nasci admirando todo o tipo de carro, e vou continuar assim sempre. Mesmo os carros mais polêmicos sempre têm algo para ser admirado.

    • Ninguém gosta do trânsito nas cidades. Então vou mudar a questão. Um carro 100% do tempo autônomo ou um carro que dependa 100% do motorista? Abraço!

      • Christian Bernert

        100% autônomo? Ugh! Nem a Pau! Jamais!

  • Roberto Alvarenga

    O problema do porta-malas é exatamente meu drama atual. Sou um autoentusiasta desde os temos em que colecionava fotografias de carros na minha infância lá na Vila Maria (gabaritei o teste), mas não resisto aos pedidos da minha mulher… temos um filho recém-nascido, o Léo, e ela me encheu a paciência pra comprar um carrinho de bebê quase do tamanho de um Smart… OK, é melhor pro Léo, mas não cabe no meu querido Civic. Então estamos aí, procurando um carro que combine prazer em dirigir e porta-malas (além de caber no meu bolso – no momento, o escolhido é um Fluence GT 2013 cujo dono é duro de negociação, mas tenho fé que irá ceder).

    Me sinto, como diz a música, “too old too rock and roll, too young to die”… já fui melhor nisso. Quando voltei do meu intercâmbio na França, sem um real no bolso e desempregado, comprei um Astra Sport e me virei pra pagar depois, pegando dinheiro emprestado do meu irmão. Hoje, tô bem mais light.

    • Esses carrinhos de criança… Quanto sacrifício! E esse não cabe em um Civic! estou na torcida pelo GT!!!

  • João Guilherme Tuhu

    1- Estrada secundária na ida, e a outra na volta. Adoro variar o caminho;
    2- Preço. Tenho prazer em dirigir qualquer carro, até os mais ‘sambados’ possíveis;
    3- Não;
    4- Muito.

    Não posso escolher carros preferidos. Dirijo há 38 anos, e se pudesse ficaria com todos os carros que passaram por minhas mãos, lembro todas as placas deles e guardo cópias de todos os documentos. Tenho pena de vender qualquer carro. Entregá-lo ao comprador para mim é um suplício… Adoraria poder ter uns sete, um para cada dia da semana. O máximo que tive foram três.

    • Isso realmente é uma dureza, entregar o amigão! Também não gosto. Valeu!

  • Roberto Alvarenga
    Pois eu considero o carro autônomo sonho igual aos de quem pensa no carro-avião, como os doidos desde o final dos anos 1940: utopia pura. Não é como o trem, que tem sua via férrea que dispensa comando de direção. Como disse Shakespeare, muito barulho por nada (too much ado about nothing).

    • Frank BassSinger

      Com certeza Bob. Acho que ainda temos pela frente, no mínimo, uns 50 anos de desenvolvimento tecnológico até se ter um carro autônomo viável e que trafegue no mínimo próximo ao que um motorista médio faz (em velocidades aceitáveis e de forma ágil e não a 40 kmh e todo travado como os robôs que já vi nas universidades americanas…..). O problema é que, de fato, existe um sem número de variáveis no ato de dirigir a serem processadas pelo computador,o que dificulta sobremaneira se chegar a um sistema adequado e capaz de substituir o motorista comun. Vejamos: quando dirigimos, temos que monitorar o trânsito atrás, à frente, nas laterais, olhar a pista e desviar de buracosvaletas etc, cuidar dos comandos do carro e observar as velocidades adequadas a cada situação (retas, curvas, marchas nos carros manuais), estar atento a possíveis erros de outros motoristas, ter cuidado com motosbicicletasveículos menores ou de tração animal, antever reações de pedestrescriançasanimais, se assegurar de que está sendo visto pelos veículos maiores, enfim inúmeras coisas! Interessante isso não é, dirigir é algo que “parece fácil”, mas, como muitas coisas na vida, só parece……
      Em tempo: tem uns caras que vem tentando fazer um carro-voador já há anos, mas eu o acho ridículo, parece mais um pato extremamente limitado no que se propõe, já viu essa maravilha aqui Bob: http://www.terrafugia.com/

  • H_Oliveira

    O único “porém” que eu colocaria é em relação à primeira pergunta, que, se tivesse uma resposta aberta, eu responderia: Depende da estrada. Pode ser que uma estrada longa e cheia de curvas não seja interessante, não tenha paisagens interessantes. Nesse caso haveria a possibilidade (não tenho certeza se aconteceria) de eu escolher a estrada reta e com caminho mais curto, Quanto às outras, não há dúvida…

    • A pegadinha era justamente essa, como não dado sobre a estrada, esses poréns deveriam ser deixados de lado, assumindo-se que a estrada é boa. Valeu!

  • Bruno Passos

    “Examinando os carros dos autoentusiastas desses dois grupos podemos claramente entender que quem faz o entusiasmo não é necessariamente o carro e sim seu dono” Perfeita a afirmação!
    Das coisas materiais possuo duas paixões: Carros e Aviões! E são paixões que sinto que vêm antes do berço, algo presente já no DNA ou algo assim. Aprendi a ler com revistas sobre mecânica e aviação. Dirigir um carro ou pilotar um avião são duas das coisas mais sensacionais que conheci.
    Diariamente, no caminho do trabalho, encaro cera de 130 Km, dos quais cerca de 100 Km é um trajeto bem interessante, com trecho de serra, curvas de baixa e de alta. E, a cada dia, no momento em que estou na estrada, sinto que todos os problemas não mais existem. A cada curva bem traçada, a cada marcha bem trocada, a cada ultrapassagem feita com segurança e com o motor mostrando seu vigor em rotações um pouco elevadas eu me sinto ainda mais vivo. Dirigir não é simplesmente por um carro em movimento, é uma arte! Quando dirijo sozinho, converso com o carro! Quando dirijo com um acompanhante, converso sobre o carro!
    No mundo dos autoentusiastas existe espaço para todos, no meu ponto de vista. Existem aqueles que gostam de retas, existem os que gostam de câmbio automático/automatizado (respeito esses também, não os considero menos entusiastas),os que gostam de carros altos, carros baixos… mas me perdoem os que pensam de forma diferente, eu nem me importo tanto com tipo do carro, porém gosto mesmo é de curvas e de câmbio manual. Pista reta? Só se for pra decolar um avião!
    Em tempo: carro autônomo? Nããããoo!!!!

    • Adorei o relato Bruno! principalmente essa parte: “E, a cada dia, no momento em que estou na estrada, sinto que todos os problemas não mais existem. A cada curva bem traçada, a cada marcha bem trocada, a cada ultrapassagem feita com segurança e com o motor mostrando seu vigor em rotações um pouco elevadas eu me sinto ainda mais vivo.”

  • Lima Guilherme

    Fico feliz por ser um dos camaradas 100% autoentusiastas! E, modéstia à parte, com um dos carros mais legais (e mais de autoentusiasta) da lista! Orgulho bávaro! Save the manuals!

  • “Escolhi meu carro atual pelo maior prazer que o dinheiro disponível podia proporcionar”. É exatamente isso que eu espero escutar de um autoentusiasta, independente de que carro for. O bolso pesa, mas a escolha, dentro do bolso, foi pelo prazer. Gostei muito do seu comentário!

  • A pergunta não fala em Autobahn. Mas eu entendo o seu ponto. Vale! Abraço.

  • Boa! Que continue assim! Valeu!

  • Bolso ilimitado!!! Gosto disso!!!! Iria de Hellcat. Valeu

  • Caio, realmente não há uma definição ou critério único. Eu também adoro sair da estrada e pegar vias mais complicadas. Mas adoro curvas rápidas. Ter uma carro que sirva para tudo é bem difícil. Abraço!

  • Estou com o Bob. Se acontecer vai demorar e o ambiente será 100% controlado, Será como um trem, mas sem estar engatado. Não será mais um carro, e sim um módulo de transporte.

  • Mendes

    Mas eles poderiam explorar “as facilidades da eletrônica”, se interessar em saber como funciona ou como consertar, tal como os jovens de antigamente faziam com a mecânica.
    A questão é: por que está acontecendo justamente o oposto? Ou: o que causou essa perda de interesse?

    Pois a eletrônica e a tecnologia têm várias áreas a serem exploradas, tal como a mecânica.

  • Mas… tem gente que não liga para o ambiente.
    Entendo seus pontos. Claro que o autoentusiasmo é algo maior que tudo isso! E por isso difícil de enquadrar em uma única definição.

    • Silvio

      Pk

      Existem varios sabores de AE. Dos VWs do AGr, aos 4×4, as historias do BS e do AK, do refinamento do RN ao ogrismo do seu vizinho. Das imagens espetaculares de sua lavra PK, aos textos magnéticos do MAO. Detalhes tecnicos do MC. Cada qual a seu modo. Com seu toque e sua cara.

    • Silvio

      CM ao invés de MC

  • Ahhh! Que carta! Um privilégio. Valeu.

  • Raphael, manda essa história para o Histórias dos Leitores! Um 4.1 é demais.Se for uma Suprema então!

  • Tá cheio desses!

  • Tem a desculpa da patroa também!

    • Ricardo kobus

      Mas brasileiro tem mania de reclamar de tudo

  • Uma vez eu troquei um Versailles 2-litros por um Corsa Super 1-litro zerinho. Nunca me diverti tanto!

  • 320! Isso diz muita coisa!

  • Minha família faz piadas quando eu começo a falar dos carros de teste. Você acredita nisso? E o pior é que eu vivo insistindo. Quanto a extinção, espero que você esteja certo e que o AE faça parte dessa preservação!

  • Vamos trocar? Rsrsrs!

  • Ué, pacatão não pode ser autoentusiasta!? Eu também sou pacatão…
    Boa essa do Grand Siena. Vou falar para ele. Valeu!

  • Você captou o espírito da coisa. Ou melhor, tem o espírito do autoentusiasta.

  • Boa! Mas compartilhar é legal também!

  • Mau gosto!! Caramba! No passado eu acho que o Roberto Agresti testou um Accord. Belo carro. O mais próximo que eu testei foi o Altima 4-cilindros. Imagino ele V-6!

  • Bela imagem. Adorei. E essa do macaco! Muito boa. O modo natural de pensar é que temos que abrir mão de algumas coisas por uma série de razões. Mas mesmo assim acho que podemos fazer opções mais alinhadas com o nosso eu. Requer esforço. Mas dá. Abraço!

  • Isso aí Leo. Vai a dica para quando você tiver filhos. Compre você o carrinho de neném e faça uma surpresa para sua mulher. Não vire pai bobo. Vire pai homem. Escolha um carrinho que caiba no seu carro e não o contrário.Só depende da sua firmeza. Vai por mim.

    • Leo-RJ

      Caro PK, dica aprovada, compreendida e apreendida para o futuro. Não esquecerei disso.. 🙂

  • David

    Respondido Paulo

  • Marúcia Paulino Baiocchi

    Hum, acho que sou autoentusiasta. Meus veículos: Sandero RS, BMW 540i E39 , Ford Fusion Titanium Ecoboost e uma Triumph Thruxton. O critério de compra de todos foi a qualidade do conjunto mecânico e o prazer na condução e beleza geral . Economia de combustível? Zero influência.

    • Que frota! Bacana! Eu não sou contra economia de combustível, mas também não fico contando a vírgula ou controlando o consumo em caderninho. Acho que em alguns carros o prazer proporcionado vale o preço.Valeu!

      • Lucas dos Santos

        Paulo,

        Se tem um termo que eu não gosto é justamente esse: “ECONOMIA de combustível”, “ECONOMIZAR combustível”, “condução ECONÔMICA” e outros termos derivados.

        “Economizar”, me passa a idéia de precisar “abrir mão” de algo somente em nome de poupar alguns trocados.

        Prefiro “APROVEITAMENTO de combustível”, pois me dá a idéia de que estou extraindo o máximo que o combustível pode me fornecer. “Aproveitar” melhor o combustível não faz com que eu me sinta um “pão-duro”, ao contrário de “economizar”, hahahaha!!!

  • Viajante das orbitais

    Minha primeira recordação com carros é de experimentar “gravidade zero” no banco traseiro do carro do meu pai em uma ladeira perto de casa, sem cinto é claro. Essa ladeira já matou vários ciclistas de tão inclinada e meu pai descia lá em alta velocidade. Infelizmente ele nunca nem quis saber nem soube onde ficava a tração ou quantos cilindros seu carro tinha, ele calibrava os pneus a cada 2 meses…
    Quando eu apresentava esse tipo de informação para ele, era repreendido para não gastar minha cabeça com essas “besteiras”. Quando chegou a idade de tirar a carteira ele hesitou muito, me super protegia. Aprendi dirigir convencendo minha mãe a me deixar sentar no banco do motorista de vez em quando. Perguntas sempre o irritavam facilmente…
    Milagre eu gostar de carros.

    • Tá na alma! E essa da gravidade zero foi muito boa!

  • Viajante das orbitais

    Filme educativo.

  • H_Oliveira

    Scania 113? Acho que é o motor não “esportivo” com o ronco mais sensacional em todos os tempos! Aquilo é/era lindo!

  • H_Oliveira

    Mas o novo pode ser interessante ou não… Um Prius seria algo novo, mas seria algo realmente interessante (principalmente a longo prazo)?

  • Frank BassSinger

    Oh PK, ser frequentador de carteirinha de concessionárias e revendas de veículos só por prazer de conhecer e entrar nos carros conta entre as características de autoentusiasta? Desde a adolescência eu sou um conhecido dos lojistas aqui da cidade, sempre gostei de passear e ir em cada nova revenda que abria por essas bandas, já fiz vários test-drives sem comprar nenhum dos veículos hehehe….E isso é complicado, com o tempo vão ficando com extrema má vontade quando você chega nessas lojas, é por isso que, há uns meses já, venho dando um tempo pra ver se esquecem um pouco da minha cara hehe….Diga-me PK, será que sou maluco ou temos também amigos leitores aqui do AE como eu?

    • É maluco, assim como eu e muito outros que encontramos por aqui!

    • Lucas dos Santos

      Tenho muita vontade de fazer isso também, mas o que me “freia” é justamente o fato de que os vendedores não iriam gostar nadinha de “perder tempo” com alguém que ele sabe não irá comprar o veículo, hahahaha!!!

  • Victor Mattos

    Paulo, sobre a viagem de 400km, retas ou sinuosas pra mim tanto faz, gosto de qualquer jeito, desde que esteja vazia (não gosto de viajar em feriado), amo não ver carro nenhum na frente e nem atrás. Antes de saber falar direito eu já sabia o nome de todos os carros, na minha infância meu pai teve muitos carros, eu tenho uma copia da chave de todos eles guardadas comigo até hoje, fora as que minha mãe comprava pra mim de carros que não tivemos, e mais muitas outras que ganhei, uma coleção mesmo, quase todas as minhas brincadeiras de infância envolviam carro, gosto de carros de todos os tipos, novos, antigos… Tenho um sonho de infância que preciso realizar ainda: um Kadett GSI conversível, só de ouvir o ronco do escapamento do GSI fico emocionado. Meu carro atual foi comprado zero, levei em conta bolso, prazer e modernidade do projeto (o porta-malas é o menor da categoria rsrs). Gosto muito de dirigir. Carro autônomo não sou contra que desenvolvam, desde que nunca me obriguem a ter um.
    Não sei se sou um autoentusiasta, mas amo carros. Amo ler, falar, estudar, conversar e assistir videos sobre carros. Um abraço todos do site adoro este espaço.

    • Pelo seu relato não tenho dúvida de que é um autoentusiasta. Quando comprar o seu GSi conta pra gente!

  • Rodrigo Tressoldi Freze

    Eu acompanho o site hà 2 anos e este é o meu primeiro comentário por aqui. Respondi “corretamente” a todas as perguntas e concordo com PK quando ele diz que estamos entrando em extinção.
    No final de 2014 saí de Rondônia, onde moro, para visitar a família, que parte mora em Nova Friburgo-RJ e parte mora no Paraná. No carro ( um new fiesta) apenas minha esposa e eu, no qual rodamos cerca de 8000 Km.
    Meus familiares ficaram admirados com a minha “coragem” e falavam que no meu lugar jamais fariam essa viagem de carro, que era muito cansativa e blá, blá, blá. Mal sabiam eles que essa era a melhor parte para mim!
    Quando planejei a viagem não me preocupei em fazer o trajeto mais curto, mas procurei rodar pelas estradas e lugares que mais me interessavam. Passei pelos estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
    Dirigir para mim é um prazer e ter feito essa viagem guiando sozinho, pois minha esposa não dirigi na estrada, foi a melhor parte das férias. O que para muitos é cansativo, para mim é diversão. Explorar a potência do carro, reduzir, ultrapassar, subir e descer serras, realizar boas trocas de marchas, ouvir o ronco do motor é o que me relaxa, é o que me livra do stress.
    Gosto das publicações e me identifico e compartilho com muito das opiniões e posições postadas no site.Deixo aqui meus parabéns pelo excelente trabalho.

    • Essa viagem realmente deve ter sido fantástica. E que bom que sua esposa o acompanha. Obrigado pelo comentário e pela última frase. Abraço!

  • Vamos criar o grupo dos autoentusiastas anônimos!

  • “Alma fora do corpo”, vou usar isso qualquer dia. Realmente acontece mas eu nunca pensei em dizer desse modo. Eu também sou o único da família! Vai registrando o restauro do SS para contar na Histórias do Leitores. Abraço

  • Daniel S. de Araujo

    Veículos comerciais, tratores…diesel nas veias! Que som pode ser mais onito (Como disse o H_Oliveira) do que o motor DS11 do Scania 113? O Detroit 4.53 dos Chevrolets D-60 da década de 70? Ou o DT444 Powerstroke V8 das F-250 americanas? O páreo é duro!

    • Antônio do Sul

      Todos esses roncam bonito, mas não como os Alfa D-11.000 e 180…

      • Daniel S. de Araujo

        D-11000 tem um roncão!!!

  • vstrabello

    Depende muito. Eu gosto de andar em um pedaço entre Campinas e Valinhos, onde o asfalto é bem conservado, tem apenas um punhado de empecilhos (lombadas e buracos, principalmente quando este trecho legal chega no final, em Campinas), há curvas e subidas/descidas. Sozinho (tanto no carro quanto na estrada) é uma delícia de dirigir. Outro extremo, quando vou para o sítio do meu pai, evito as buraqueiras e lombadas do asfalto causadas por caminhões de uma pedreira local para pegar um pedaço de estrada de terra e com pedregulho. Só para sentir, independente do modelo, o carro.

  • Ricardo kobus

    Bom dia PK.
    Eu desde criança sempre queria ter um golzinho quadrado 1.8 mas tinha que ser a álcool até que consegui é CL simplinho nem ar quente tem, me chamam de louco, esse troço bebe, mas que é divertido de acelerar é.
    Antes que me perguntem ele não está “manolizado”

    • Daniel S. de Araujo

      Estou doente por um carrinho desse!

      Um Gol quadrado, motor AP1.8 a álcool CL original…de preferência com roda de ferro, pneus 175/70R13 e calotinha no meio. Únicas customizações: Daria um jeito de colocar a direção hidraulica dos 1994 (direção de assistência hidráulica cai bem) e rebaixar 0,5mm do cabeçote se for o AP a álcool! Só.

      • Ricardo kobus

        O meu tá com os aros 13 de ferro mais com a dos gols mais novos não encontrei as originais! O volante eu adaptei um do gol GT que eu acho melhor que o famoso 4 bolas, no motor eu gostaria de colocar um comandinho uma Weber 40 e o câmbio do GTS que o original é meio longo demais. E tem sacos de lixo nos vidros até eu arrumar o forro de teto que tá meio feio, dá vergonha!

      • Ricardo kobus

        Antes que eu esqueça Daniel, aqui onde moro planalto norte catarinense sempre aparece gols assim, e os preços são convidativos comparando com os praticados em SP, se eu souber de algum em bom estado eu te aviso.

      • Vagnerclp

        Eu vendi um GL destes em 2011, não coloquei placa de venda, nem anúncio nem nada. Vieram me fazer a proposta no portão de casa! Mas ainda hoje tenho saudades do carrinho.

  • Eduardo Copelo

    Não teria como não ser autoentusiasta, meu pai já era um (embora o velho fosse teimoso e só comprasse VWs), e desde muito novo já sabia nome de todos os carros, era sempre o primeiro a entrar nos carros e o último a sair, bombardeava meus tios de perguntas e era enxotado das oficinas quando meu pai levava os carros no mecânico! Fora a quantidade absurda de vezes que eu roubava o carro na calada da noite pra poder rodar com ele na adolescência (como o Logus do coroa sofreu… rs…). E só não fui na auto-escola no dia do meu aniversário de 18 anos porque faço aniversário num feriado… rs…. Mas, no dia seguinte estava lá!

    Sempre fui execrado pelas minhas escolhas de carros, mas comprava pensando em aliar o máximo prazer com o menor custo possível e a menor visibilidade para os “amigos do alheio”. Hoje, com um Focus Sedan 2008 já passado dos 100.000 km, pesquiso a todo momento carros interessantes que estariam ao meu alcance, mas quando penso em trocar o véio de guerra lá na garagem, o coração chega a apertar! Minha mulher acha que eu sou doido, e eu já estou quase tendo certeza disso!

  • Rafael Alx

    Você tem amigos que recusam o convite de andar junto para avaliar carros? Me chama, que eu vou mesmo que seja avaliação de carro 1.0….(rs)

  • Ricardo kobus

    Não sou desse tipo.
    Aí começa o preconceito.

  • Cláudio P

    Só para acrescentar, eu sabia que essa foto da matéria estava me lembrando algo. 🙂

    • Eu tive (meu pai, mas eu tinha carta branca) um dessas Pointer!

  • Diego Clivatti

    Confesso aqui que não, eu não sou um AutoEntusiasta no sentido maiúsculo, estou mais para um AA, um AutoAdmirador, aprecio carros bem feitos e que servem bem à sua função, desta forma, se a função foi a de ser esportivo, pois que seja o melhor possível (se fosse comprar um teria de ser para usar do melhor jeito também) da mesma forma sou fã de carteirinha do Twingo da primeira geração por exemplo, acho fantástico o conjunto da obra. Fiquei nos 75% do questionário, dinheiro não é abundante então sempre que compro um carro penso em como ele pode me servir melhor, e sobre a viagem dos 400 Km fiquei na dúvida para responder, pois sim prefiro a via com mais curvas, mas gosto sempre de levar a patroa junto e dividir o volante, pois ela gosta e dirige bem, pode ser 400 de ida para mim e 400 de volta para ela??

  • Pedro Bachir

    A pergunta da razão da escolha do carro devo responder do carro do dia a dia (palio sporting com k&N) ou os carros de brincar (Uno 1.6R 93 turbo e Samurai)? Enfim, acho que sou super autoentusiasta..

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Recomprar um Fusca que foi meu primeiro carro ao fazer 18 anos, 14 anos depois?
    Ser tarado por Ford Ka MK1 só pelo prazer de fazer curvas que outros carros não fazem?
    Gostar de pegar o carro e sair sem destino, só pra rodar e ouvir o motor?
    Ler e assistir tudo sobre carro, a ponto deixar a “patroa” doida?
    Viver fuçando Webmotors e afins em busca de carros que posso ter hoje e só poderei ter no futuro?
    Adorar garimpar peças em encontros?
    Falar e pensar em carros em boa parte do dia?
    Acho que meu caso é patológico!

  • Marco

    Questionário respondido.

    Dirigir sozinho 400km em boas estradas secundárias é uma terapia.

  • Lucas5ilva

    Sinceramente, antes de comprar meu primeiro carango (um Gol Cl 1.6 Mi 97) eu não entenderia você, naquela época eu achava que prazer ao dirigir era só cavalaria bruta e torque monstro, se tem uma coisa que meu Gol me ensinou é que qualquer carro pode ser prazeroso e divertido de dirigir. falo isso porque nunca esteve nos meus planos automobilísticos ter um Gol bola (eu estava juntando dinheiro para um Astra 2.0 mesmo, rs) mas aí eu precisava de um primeiro carro mais modesto para primeiro aprender a andar no trânsito maluco daqui de São Paulo e apareceu esse Gol bola por 2 mil reais abaixo da tabela Fipe de junho de 2012, pensei, vou comprar e ficar alguns meses com ele, depois troco pelo carro que quero, aprendi a gostar de dirigir o Golzinho tanto que não me imagino vendendo-o, e se eu for comprar outro carro, o Gol fica. rs

  • Lucas5ilva

    Nem fala de bolso ilimitado, minha garagem seria como um museu automobilístico, um exemplar de cada modelo já fabricado no mundo! heheheh

  • Ricardo kobus

    Sem comparação os dinossauros, eu gostaria de fazer um motorhome num desses, mas sonhar não paga imposto!

    • Vagnerclp

      Este não é o dinossauro, é o flecha azul e por ser o chassi K113, provavelmente é o V. A foto é de um flecha azul VIII (que usa o K124).

  • Lucas dos Santos

    Ah, sim. Olhar até é tranquilo. O “problema” está em fazer o test-drive, mesmo.

  • Fat Jack

    Quando grana é um complicador muitas vezes o autoentusiasta acaba tendo que abrir mãos da sua “lista de desejos” em prol da funcionaidade, falo por mim mesmo, há alguns anos precisei me desfazer de um “colecionável” devido ao fato de que não confiava em deixá-lo na rua quando ia trabalhar pelo fato de não ter seguro com ele e o valor dos estacionamentos era proibitivo, no dia do rodízio ainda ia, mas 5x por semana me parecia demais (claro que como manda a boa e velha “lei de Murphy”, bastou eu vendê-lo para a empresa se mudar e eu começar a utilizar um fretado para ir trabalhar).
    Fui obrigado a optar por um sedan espaçosos e de baixo custo e confiável (no caso, optei por um 0 km), de qualquer forma pelo menos não matei a aversão por 1.0 (claro, há exceções, mas pra um sedan familiar na minha opinião não dá), não sou pequeno nem leve, e meu filho segue o mesmo caminho, não me arrependo da minha escolha.
    Adiei mas não abandonei a ideia de um carro (antigo muito provavelmente, devido ao estilo e ao custo) mais “a minha cara”.
    Mesmo assim me considero um autoentusiasta (como diria o “Caceta e Planeta”: com sérias restrições orçamentárias), de fato e de direito, pois em condições ideais o prazer ao dirigir seria o primeiro critério na escolha de um carro na minha opinião.

  • Lucas Mendanha

    Minha garagem é composta de um Focus Mk2.5 e um Fiesta Mk4 (e uma Spz Epic 29)

    Acho que isso evidencia o quanto gosto de estradas (e trilhas) sinuosas…

    rsrsrs

  • Daniel S. de Araujo

    Esse V8 é louco o som dele!!!

    Falando de som, um motor que tem um ronco bobo mas que para mim é musica (acho que por conta da nossa convivência) é o MWM D-229/6 aspirado…as vezes eu fecho o olho e lembro das vezes que eu pegava o F-11000…trocando de marcha, ouvido atento ao motor para uma troca de marchas cruzada perfeita….o urro quando exigido em sua plenitude….

  • TDA

    Também curto muito os brutos Volvo, Scania, Mercedes, DAF. Quando os vejo em ruas e estradas fico babando naquelas grandiosas máquinas.

    • Vagnerclp

      Eu também…fico olhando igual criança querendo um doce.

  • Guilherme Guersoni

    Eu até pensei que não mas, no final, passei no teste! Digo isso porque pensei que a dose de “faça você mesmo” fosse cavalar e imprescindível, o que, no meu caso, não é. Faço algumas coisas, outras me limito a acompanhar.
    Gosto de dirigir… Muito…. E, para uma viagem de 400 Km, talvez preferisse ir só, por uma estrada boa de curvas. Acompanhado, geralmente, mudo minha maneira de guiar e considero mais o conforto de quem me acompanha.
    O carro da família, quem escolhe é minha esposa, pois ela o dirige todos os dias. O que me deu a liberdade de, nos últimos 4 anos, brincar com algumas coisas interessantes… Um Peugeot 205, um Swift GTi 1992, um Renault R19 1.8 16V e, recentemente, uma bela Pick up Fiat 147 1982 completam a lista dos mais antigos e no time dos mais novos, um bom March 1.6 do qual troquei apenas os pneus por outros mais largos.
    Brinco com as pessoas dizendo que, mais do que carros, gosto de motores a explosão… Se tiver um gerador funcionando, eu vou lá dar uma olhada! Diante da pouca variedade que já tive o prazer de dirigir, digo que o entusiasmo não está no carro, mas no motorista e naquela cara de felicidade em desfilar por aí.

  • brunollo

    Aff. Fiz sem pensar.
    Segundo a lista do Keller, respondi corretamente às 3 perguntas, sou um autoentusiasta de essência (ÊÊÊ!!!) Mas digo mais: outro dia brinquei com minha filha,um amigo e seu filho num “simulador de construção de carros” muito legal no Epcot Center chamado “Test Track”da Chevrolet. Eu e minha filha montamos um carro preocupados com potência e desempenho, enquanto meu amigo montou algo mais comum. Resultado: apesar de andarmos mais rápido e ganharmos todas as corridas no simulador, ficamos em segundo lugar por causa do consumo e eu tive que aturar o filho desse meu amigo me perturbando a tarde toda… Nós não estamos simplesmente em extinção. Estamos sendo caçados 🙁