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VENDE MAIS PORQUE ESTÁ SEMPRE FRESQUINHO?

 

Young woman driving car

Não quero invadir a praia do meu “primo” Wagner aqui no Ae, por isso não vou me meter na seara técnica, mas tenho lido tanta bobagem sobre Fórmula 1… e, vocês sabem, minhas raízes espanholas, italianas, bascas e argentinas não me permitem ficar muito tempo fora de uma discussão. Faço meus esforços, juro, mas tem horas que não dá. Então, vou atacar na minha praia: a lógica e os números.

Tem razão o Bernie Ecclestone em pedir mais apoio da Rede Globo nas transmissões. Quem só tem TV aberta passa apertos. Dependendo do horário, a corrida sequer é transmitida no Brasil. Resta ao fã do esporte ver, horas mais tarde, um videotape e algumas vezes nem completo ele é, mas apenas com uma seleção de imagens. Nem o treino oficial é transmitido na íntegra, sem qualquer justificativa, pois no lugar tem programas que, no jargão jornalístico, chamamos de “matérias de gaveta”— aquelas que se têm prontas, para cobrir buracos em caso de emergência, tal a falta de urgência e de relevância delas. Ou simples programas de variedades que poderiam ser cancelados sem maiores prejuízos ao público.

Ao contrário do que acontece em outros países, a transmissão é apenas isso: imagens oficiais, um narrador e dois comentaristas. Pessoalmente, acho que o telespectador ganhou muito com o acréscimo do Luciano Burti que entende do babado. Lembro que ele, na hora, matou a charada do rádio do Fernando Alonso em Suzuka: motor de GP2, motor de GP2. Entre outras coisas. Também no acidente de Felipe Massa na Hungria, em 2009 ele na hora disse que o piloto acelerava e freava ao mesmo tempo, dadas as marcas no asfalto, quando os outros nem sabiam o que tinha acontecido. E por aí vai. Mas a televisão não nos oferece nada além disso. Às vezes alguma palavrinha com um dos pilotos brasileiros logo antes ou durante a corrida, caso eles abandonem. E só. Já vi corridas pela televisão fora do Brasil pois mesmo viajando, tento não perder nenhuma e a diferença é gigantesca. Entrevistas antes, mas não apenas com os pilotos do país, com vários, retrospectivas, dados interessantes, em fim, muitas informações e imagens que valorizam a prova. E, claro, a entrevista dos três primeiros depois da corrida. Aqui , depois da bandeirada, tchau. Cortam a transmissão como se fosse uma batata quente que tem de ser passada para o próximo. Sequer temos uma transmissão com recursos que já vi fora do Brasil. Não posso garantir, mas a impressão que me dá é que há mais de uma opção de pacote. Você pode adquirir o basicão, com a transmissão e , vá lá, alguns rádios dos engenheiros com os pilotos, e outro mais completo, com mais informações ao longo da corrida, com dados técnicos, mais imagens infra-vermelhas, mais câmeras desde os cockpits etc.

 

colunaNora f1

Como isto pode não dar boa audiência? (http://www.f1brasilfans.com.br/)

E não me venham com que F-1 não dá audiência. É a questão do biscoito Tostines. Vende mais porque está sempre fresquinho ou está sempre fresquinho porque vende mais? Vejam como com outras informações outros esportes geram audiência. Ou alguém havia ouvido falar em curling antes das Olimpíadas de Inverno de 2014? Claro, exceto os iniciados, escandinavos e canadenses… Não é que agora tem um monte de brasileiros que acompanham os campeonatos disso? E, com todo respeito, são algumas pessoas com uma vassourinha e algo que parece um robôzinho aspirador… Eu chamo de Copa do Mundo de Faxina. Faço a mesma coisa em casa e ninguém me dá prêmios nem medalhas.

Audiência na TV? Veja bem… no ano passado 425 milhões de pessoas em todo o mundo assistiram às corridas da Fórmula 1 pela televisão. O pico de público foi em 2008, com 600 milhões de telespectadores, ano dominado pela McLaren (6 vitórias) e Ferrari (8 vitórias) e alguma surpresa com a Sauber (1 vitória) , mas com resultados bem mais previsíveis do que nos 7 anos seguintes. Ou seja, num ano em que tudo já era esperado e com duas equipes que praticamente dividiram todas as vitórias do ano, houve recorde de público. Como alguém agora diz que a F-1 é chata, que é previsível? E me perguntam se essa quantidade de gente é muito? Bem, o recorde televisivo, com alguma diferença de metodologia, é o funeral da princesa Diana, com 750 milhões de pessoas. Dá para comparar? Acho que não, mas alguém diria que depois da morte dela a realeza britânica deixou de ter seu charme ou seu público?

Em 2013, por exemplo, o maior crescimento de público na audiência de TV da F-1 se deu nos Estados Unidos, com 18% de aumento e 11,4 milhões de telespectadores (no mesmo ano no Brasil foram 77 mihões). Quantos pilotos norte-americanos corriam naquele ano? Nenhumzinho. Naquele mesmo ano, 35,8 milhões de pessoas na Itália viram as corridas de F1. Já sei, Ferrari é Ferrari, mas sabem quantos pilotos italianos correram naquele ano? Nenhum. Na Alemanha houve uma queda de 10% no público de F-1 naquele ano, que fechou 2013 com “somente” 31 milhões de pessoas. Além de ter uma escuderia (Mercedes AMG Petronas) e quatro pilotos naquela temporada (Sebastian Vettel, Nico Rosberg, Nico Hulkenberg e Adrian Sutil), lembram quem ganhou o campeonato? Vettel. E Rosberg e Vettel somaram 15 vitórias em 19 corridas. Alguém vai me dizer que se não tem piloto do país o público não assiste? Neste caso tinha quatro, um deles foi campeão, dois ganharam quase tudo e mesmo assim o público caiu. A explicação só pode ser outra.

E se ter corrida no país, ou ter piloto nacional aumentasse por si só a audiência, a Stock Car bateria em Ibope a novela das 9 da Globo (ou a da Record, ultimamente…). E, no entanto, não é nada disso o que acontece.

E o que dizer do Japão, onde são loucos por F-1? Por mais que tenha me divertido vendo Satoru Nakajima e Takuma Sato e mais recentemente o um pouco mais talentoso Kamui Kobayashi, não dá para dizer que os pilotos do Império do Sol Nascente tenham tido realmente chances de chegar ao lugar mais alto do pódio. Nem aos outros dois degraus, na verdade. Em 936 grandes prêmios na história (se incluirmos as Indy 500 que durante um tempo fizeram paerte do calendário) eles subiram ao pódio somente três vezes — e nenhum ganhou até hoje. Mas nem assim o público oriental arreda pé dos circuitos nem da frente da televisão. Os japoneses são tão fanáticos por F-1 que em todo circuito do mundo eles estão presentes. Mesmo nas férias, fazem peregrinações aos cemitérios onde estão enterrados os pilotos da categoria, em qualquer país do mundo.

Ou seja, não acredito que ter pilotos de um país ou ter corridas no território nacional tenha necessariamente a ver com audiência naquele país. Para mim, é um pacote de outras coisas — divulgação, comentaristas, bons programas sobre o assunto etc.

Li em alguns forums que a F-1 está chata. Tem um indigitado que disse que “hoje em dia o sujeito depois de uma volta está a 10 segundos de vantagem do segundo”. Ora, acho que eu perdi essa corrida ou meu relógio marca segundos diferentes dos dele. E lembro perfeitamente de Mônaco quando em 1988 Senna bateu no túnel com exatos 58 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. Naquele ano, de 16 provas Senna ganhou 8 e seu companheiro de McLaren, Alain Prost, 7. Os dois deixaram apenas um “forasteiro”, Gerhard Berger e seu Ferrari, ganhar o GP da Itália. Ah, mas aí a Fórmula 1 não era chata?

Tem gente no Brasil que diz que depois que Ayrton Senna morreu deixou de gostar de F-1. Desculpem, mas essas pessoas gostavam era de Ayrton Senna. É um direito, claro, mas para quem gostava de F-1 ela já existia antes e continuou existindo depois, com todos os méritos que esse grande piloto tinha. E aí também a própria Globo paga pelo endeusamento. Centrou todas as expectativas em cima de Senna, e não da F-1, e quando perdeu Senna perdeu o rumo. Por isso acho que quem enterra a audiência na F-1 no Brasil é a Globo e não o público. Eles fazem a mesma coisa que alguns canas de TV fechada com bons seriados. Custei a descobrir que Nurse Jackie continua passando no Brasil. Pulei da terceira para a sétima temporada sem ter visto as outras por não encontrar o seriado na grade — claro que não fiz isso 24 horas por dia durante um mês, se não talvez tivesse achado. Quando passa? À 1h45 da manhã de domingo para segunda, sem reprise nenhum outro dia nem nenhum outro horário. Como vamos dar audiência assim? E a TV fechada reclama da Netflix depois… É a mesma coisa com a F-1 e a Globo.

Quando Senna morreu eu trabalhava no jornal O Estado de S. Paulo. Um colega meu de redação contou, na época, entre atônito e divertido, que a empregada dele estava em prantos no dia do enterro do piloto. Totalmente inconsolável. Detalhe: ela nunca, jamais, vira uma corrida de F-1 na vida. Não é teatro, não. É um processo de catarse que para Aristóteles era uma espécie de purificação, de purgação. A pessoa nem sabe por quê, mas tem uma descarga emocional e é capaz de chorar por alguém que nem sabe direito quem é. Mas isso não deve ser confundido com seguidores nem com público, cuidado. Essa pessoa sequer deve ser considerada fã. Esse é apenas um comportamento de massa e de momento.

 

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Em jogo de equipe, Massa deixou Alonso passar (http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1)

E tem, ainda, os que dizem que “depois que começou o jogo de equipe, a F-1 ficou chata”. Esses são os que criticam Felipe Massa por ter deixado Fernando Alonso ultrapassá-lo, ou Nelsinho Piquet por ter estatelado seu carro para favorecer, de novo, Fernando Alonso, também seguindo ordens da equipe. Se jogo de equipe ajuda o esporte ou não podemos discutir, mas vamos aos fatos: não é nenhuma novidade. Em 1956, Juan Manuel Fangio conseguiu terminar o GP da Itália e conquistar mais um título mundail apesar de seu carro apresentar defeitos apenas porque trocou de carro durante a corrida com seu companheiro de Ferrari Peter Collins, que lhe cedeu a baratinha e ficou a pé. Isso não é jogo de equipe? E provavelmente os mesmos que criticam Massa são os que aplaudiam Berger que, durante anos, bancou o escudeiro de Senna, atrapalhando quem tentasse chegar perto do brasileiro. Mais uma vez, jogo de equipe. E o austríaco jamais tentou ultrapassar Senna, mesmo quando algumas vezes teria podido. Não é implicância minha, não, mas esse foi um dos motivos pelos quais Senna vetou um companheiro de equipe. Em 1986, apesar de já certa, impediu a contratação de Derek Warwick para evitar tê-lo como companheiro na Lotus porque preferia alguém de topasse fazer jogo de equipe a seu favor. Volto a dizer, podemos discutir se somos contra ou a favor do jogo de equipe, mas ele não é nenhuma novidade na Fórmula 1.

 

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Fangio ganhou o campeonato usando o carro de Collins (www.gpracingplus.com)

De novo, se ter pilotos do país fosse sinônimo de audiência, minha pobre Argentina não registraria um traço sequer na audiência de F-1. No entanto é dos esportes mais assistidos na televisão, apesar de não ter corrida no país desde 1998 — e nem foram muitas, apenas 21 em toda a história de 63 temporadas. Desde que em 1998 Esteban Tuero foi piloto da modestíssima Minardi e jamais conseguiu nenhum resultado minimamente expressivo, o país não registra um único piloto na modalidade. E antes dele, Carlos “Lole” Reutemann com suas 12 vitórias, havia deixado os cockpits em 1982. Claro que tivemos Juan Manuel Fangio e seus fantásticos cinco títulos mundiais — mas o último foi no longínquo 1957. Não sei vocês, caros leitores, mas eu estava, como dizemos na Argentina, nos chifres da Lua naquela época, ou seja, nem havia nascido. E nunca ter visto um piloto do meu país de nascimento ser campeão do mundo não me impediu ser fã de F-1. E do jeito como vão as coisas por lá é mais provável que veja a seleção de rugby ganhar o mundial (valha-me o otimismo) do que outro piloto argentino ser campeão da F-1.

Mudando de assunto: semana passada estive na Av. Paulista e me surpreeendi com faixas em todos os quarteirões e placas na ciclofaixa: Programa Rua Aberta: ciclista, mantenha-se na ciclofaixa ou ciclovia. Confesso que não entendi. O tal programa é o fechamento da avenida aos veículos. Essa é a definição correta apesar de o alcaide tergiversar, pois aberta a pedestres e ciclistas ela já estava, especialmente depois da construção da tal ciclofaixa no canteiro central para o que se gastou uma fortuna e as obras atrapalharam o trânsito durante meses. Como as calçadas da avenida têm largura de pouco mais de 10 metros, se os ciclistas têm de ficar no canteiro central (o que se mostrou necessário, pois os pedestres vem reclamando de quase atropelamentos a cada domingo), para quê fechar a avenida? Se nas manifestações de março deste ano quando não cabia um alfinete havia na avenida e nas ruas do entorno, todo ao longo do dia, entre 1 milhão de pessoas (segundo todos os institutos de pesquisa) e 200.000 (segundo o DataFolha), quantas pessoas a Prefeitura espera juntar a cada domingo para justificar o fechamento da via?

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • m.n.a.

    tenho assistido F1 na internet, em live stream…tem o Sky Sports (inglês) e o Canal+ (francês) que acompanho (e entendo)…tem também normalmente em alemão e sérvio…

    passa tudo !

    live.realstreamunited.com

  • BBW

    Excelente texto Nora. A audiência da F1 no Brasil está diretamente ligada à maneira como a Globo trata o esporte e seu público. Eles cavaram a própria cova, por assim dizer. Tem direitos de transmissão de um esporte interessantíssimo nas mãos, mas insistem em enaltecer “o Brasil na F1”, ao invés de valorizar o esporte em si. Isso criou a quase dependência do público brasileiro de ídolos, heróis. Isso deu certo com Senna, mas fez com que um piloto de alto nível fosse transformado em piada, após não conseguir títulos (Barrichello). Isso é o mau do Brasileiro, que hoje “adora” surf por causa do Medina, e antes “amava” UFC por causa do Anderson Silva. Nos falta cultura esportiva. Lembra a febre do tênis na época do Guga? Pois é, essa febre passou, só quem realmente gosta de esporte acompanha os eventos da ATP. Por essas e outras, acho que a transmissão da F1 em TV aberta deve acabar em breve, e seguirá o exemplo da Europa, onde boa parte é por canal pago. E espero que Reginaldo Leme continue participando das transmissões, ele é uma enciclopédia da F1.
    Sobre a F1 em si, sempre se falou que ela está chata. 2015 não foi dos melhores, mas mesmo em 2012, quando tivemos uma temporada épica, falava-se que ela era chata. Vai entender…

  • Aldo Jr.

    Nora, você “matou a pau”. O endeusamento do piloto como forma de alavancar audiência, e o episódio da emoção incontrolável da empregada, (como o da grande maioria da população, na época), explicam a “perda de rumo” da emissora com o evento. Tentaram desesperadamente eleger um sucessor, (Rei morto, Rei posto), mas as condições eram outras e não vingou, (e já lá se vão quantos anos que não vinga?). Parabenizo seu “Sangue Argentino” por lhe dar essa clareza de visão, que nós, brasileiros, insistimos em não ter. Abraços;

  • Realmente, é a Globo que estraga a F1 no nosso país.

    Na verdade, tudo que a Globo toca, vira lixo.

    Lembram do Maguila? Ou do Popó? Vejam as matérias sobre a tal Mega Rampa do skate. Na verdade, deveria ser uma entrevista com o Bob Burnquist.
    Não que eles não mereçam os parabéns, afinal, são muito bons no que fazem.

    Mas a zica é o endeusamento dos brasileiros, tentando procurar um herói nacional.

    Esse bando de viuvinha do Senna, aff, isso me dá nojo. Sou fã do seu trabalho, sempre foi um dos melhores pilotos e tal, mas quando alguém vem “endemoniar o Shummy e endeusar o Senna”, já lembro que o nosso piloto favorito era tão dick vigarista quanto o alemão.

    No fim, é tudo uma questão de dinheiro. A Globo paga uma fortuna pra fazer uma transmissão lixosa.
    Se a Record fizesse uma proposta 10% mais baixa, com a promessa de uma transmissão decente, duvido que titio Bernie aceitaria. Ele e a Globo estão se lixando pra transmissão. O negócio é dinheiro no bolso.

    • Domingos

      Brasileiro gosta de ostentar e ser bobo alegre, não de esporte.

      Se não tem um brasileiro ganhando sempre a audiência VAI cair a níveis muito baixos. A F-1 só não morreu no Brasil porque tem um público um pouco diferente, que mantém a audiência pela corrida mesmo, que sempre assiste e garante um certo retorno.

      Veja o caso do WRC: chegou a ser um sucesso mundial na época de 2002 a 2005, com vários canais a cabo passando a transmissão no Brasil por exemplo – chegou a ter ao vivo!

      Como não havia nenhum brasileiro ganhando, nem chegou-se a investigar a possibilidade de passar o WRC naqueles anos. Muito menos agora.

      Já esportes decrépitos e de muito menos interesse e sucesso, como o WFC, mesmo em horários muito ruins e com um formato chato de assistir são transmitidos enquanto existem brasileiros por lá.

      • Leonardo Mendes

        Houveram duas etapas do WRC no Brasil – 81 e 82 – mas consta que foram um completo fiasco, com direito a equipe de cronometragem não aparecendo e tudo mais.

    • Leonardo Mendes

      Maguila foi um frisson criado pela TV Bandeirantes.

      Lembro que quando ele foi nocauteado pelo Evander Holyfield eu estava no camping onde passei a infância, em Araçariguama (SP) e ainda hoje me recordo da frase proferida por um amigo meu logo após a queda:
      Quero ver o que o Luciano do Valle vai fazer agora“, e não demorou muito e todo o chamado Projeto Maguila foi cancelado.

  • Ricardo Talarico

    Nora,
    Perfeita sua coluna de hoje.

    Até parece que escreveu meus pensamentos.
    Parabéns.

  • Thiago Teixeira

    Nora,
    concordo com todas as opiniões que classificam a F1 chata, incluindo a de que quando o Senna morreu perdeu a graça. O que me atrai na F1 hoje é apenas a tecnologia e desempenho. Se estes carros estivessem parados em exposição seria a mesma coisa.
    Faz tempo que “migrei” pra Nascar. Competição de motores, pilotos, equipe etc. Quem larga em último pode chegar em primeiro, muito competitiva e equilibrada.

  • Ricardo kobus

    Bom dia Nora!
    Falando de outro tipo que está “abandonada” no Brasil, a moto velocidade fazia um bom tempo que eu não acompanhava uma, e que delícia foi assistir aquela corrida de Valência.
    Fantástica.

    • Nora Gonzalez

      Ricardo kobus, também assisti o GP de Valencia e vibrei muito. Acompanho com alguma regularidade a moto GP e é gritante a diferença nas transmissões. Muitas mais câmeras, mais recursos, um verdadeiro show.

    • TDA

      Passei alguns anos acompanhando a MotoGP transmitida pela BBC inglesa, muito bom. Cobertura completa do evento, entrevistas com pilotos variados, informações técnicas e as corridas ajudam bastante pois sempre tem emoções. Quando assistia pela SporTV ficava estressado com aquele “feijão com arroz” e principalmente com os narradores e comentaristas que não sabiam nada e erravam tudo. Também costumava assistir as corridas de V8 Supercars (vulgo Stock car australiana) e a qualidade nas transmissões impressiona. Os australianos são muito tecnicos, os caras realmente entendem da coisa. Muito mais técnica e emocionante do que a F-1.

  • Lemming®

    Então…era mesmo fã do Senna…porque nunca mais assisti.
    Pelo que me lembro da época a coisa era para “macho” pois se usava câmbio manual e embreagem e não essa coisa tosca de botões e deixar boa parte da “pilotagem” para o computador (controle de largada, controle de tração, etc…etc). Podem chamar de evolução mas ficou com cara de piloto de PlayStation…
    Teve uma das corridas, me perdoem por alguma bobagem, que ele ficou somente com 2 ou 3 marchas para se virar…
    Aliás…Globo e transmissão porca de eventos não são sinônimos?

    • Nora Gonzalez

      Lemming® , você está correto. Senna terminou o GP de Interlagos em 1991 apenas com a sexta marcha. As outras quebraram durante a corrida – e eu estava no autódromo. Não era algo tão raro assim, contudo. Em 1982, numa manobra genial, Nelson Piquet mandou abrir o câmbio do carro e tirar as engrenagens das três primeiras marchas para deixar o carro mais leve e com menos atrito no câmbio. Assim conseguiu um belo tempo na classificação com seu Brabham, mas apenas porque havia treinado e conseguiu largar, com o carro parado, em quarta marcha.

      • Alex Ctba

        Essa F1 romântica, que permitia ao Piquet esse tipo de artimanha, parece tão distante, se compararmos com o “parc fermé” que vigora hoje em dia, que nem parece que faz 33 anos apenas. Hum…pensando bem, faz tempo sim (rs)

  • fabio

    Perfeito!! Parabéns pela análise e pela coragem de “remar contra a maré”.
    P.S.: como faço todo domingo, fui pedalar pela manhã. Desta vez,, fiz o que não fazia há tempo, fui à Paulista. Está impraticável pedalar por ali sem os carros, pois os pedestres simplesmente invadem, o tempo todo e sem olhar, as ciclovia e ciclofaixa. É questão de tempo até que algum acidente mais sério aconteça. E é claro que a quantidade de pedestres não justifica o fechamento para os carros, pois as calçadas são mais que suficientes ali.

    • Danniel

      Respondendo seu off-topic, aqui em Brasília andei uma vez no “eixão do lazer” de bicicleta. Mesmo com 7 faixas era pedestre na contramão, criança andando de patins na diagonal, uma confusão só. Isso que estava com uma simples laranjinha do Itaú. Nunca mais fui lá, temendo dar alguma caca.

  • Junior

    O problema é a Globo que só investe em programas pro povão. A fórmula 1 está na geladeira para no caso de surgir algum novo ídolo brasileiro ela poder faturar. Veja o caso do Surf que nunca teve nenhuma cobertura, agora com um campeão brasileiro tem notícia do campeonato em todos telejornais.

    • Domingos

      Tênis foi parecido, tendo virado febre na época do Guga e depois simplesmente sumiu.

      Uma pena, pois é muito gostoso de assistir. Num mesmo torneio ainda existem vários jogos simultâneos, dá para escolher o que está melhor. Como dura vários dias, é possível ver um jogo só e no dia seguinte ver outro.

      É um esporte bem bacana e com um formato muito bom ao espectador. Infelizmente NADA que não seja “tem um brasileiro vencendo” tem qualquer chance por aqui.

      O canal Esporte Interativo é uma exceção, tem muita variedade. Mas infelizmente boicotam em alguns planos de TV e na aberta o sinal digital está prometido há anos e nunca chega.

  • CorsarioViajante

    Muito oportuna esta coluna.
    Se você acha que F1 sofre, é porque não gosta de tênis, o descaso é imenso na TV fechada (porque para a aberta inexiste), mesmo quando tínhamos o Guga ganhando tudo e sendo primeiro do mundo.
    O próprio vôlei, que tem uma trajetória vitoriosa, recebe apenas migalhas, tanto por parte das emissoras como por parte do público.
    No fundo, me desculpem, mas a maioria dos brasileiros é bitolado de uma forma constrangedora em futebol.

    • Nora Gonzalez

      Corsario Viajante, te entendo perfeitamente. Além de gostar de tênis (eu, meu marido gosta é da Sharapova) curto rugby. Dá um trabalho achar alguma notícia! sequer o belíssimo exemplo de fair play da entrega da medalha de ouro por um jogador dos All Blacks a um torcedor anônimo mereceu um minutinho na televisão. Mas acabei de ver durante um bom tempo um cavalo que foi parar num telhado porque errou o caminho. Isso sem falar nos programas sensacionalistas…

  • Ronan Raposo

    Na minha opinião, o que fez a f1 perder um pouquinho da graça ao longo dos anos, foi o avanço da tecnologia, que permitiu carros bem mais fáceis de se controlar, e políticas entre pilotos cada vez menos agressivas. Se não me engano, Jacques Villeneuve disse uma vez que atualmente até macacos pilotam um F1, dito isso já há alguns anos, quando teve a oportunidade de pilotar o carro no qual seu pai morrera. Em tempos passados, tenho a impressão que os pilotos eram mais agressivos na pista, arriscavam mais, quebras eram mais constantes, já que os motores podiam durar menos (e muitas vezes nem completavam a corrida), e tudo isso deixava tudo bem mais imprevisível e interessante. Apesar de na Fórmula indy e em moto GP também terem empregado novas tecnologias e políticas, devido as facilidades de se ultrapassar em circuitos ovais como na indy e de se ultrapassar motos, as disputas acabaram ficando bem mais interessantes que na F1 ao meu ver. Para quem quiser se divertir, assista a corrida da austrália de 85, foi muito divertida, com diversas cenas realmente bizarras haha

    • Nora Gonzalez

      Ronan Raposo, se quiser se divertir e ver muita habilidade, agressividade (mas com jogo limpo, sempre) e riscos veja o fantástico duelo de Gilles Villeneuve com René Arnoux em Dijon (1979) ou a corrida dele do Canadá de 1981 (bico? para quê?aerodinâmica, o que é isso?). Ou qualquer outra da qual ele tenha participado. Puro braço e coragem.

      • Ronan Raposo

        Esse pessoal era demais, se não me falha a memória, acho que nem todas corridas valiam pontos, apenas os n melhores resultados de x corridas eram contabilizados, já dando uma margem para essas brincadeiras xD Lembro-me também de uma cena com o Nelson Piquet ultrapassando o Senna quase que dando um cavalo de pau para evitar que Senna entrasse por dentro. Coração na goela de ver 2 brasileiros tão talentosos haha. Obrigado pelas dicas, Nora!!

        • Nora Gonzalez

          Ronan Raposo, na realidade, todas as corridas valiam pontos, mas em alguns anos houve descarte de resultados. A idéia era que o campeonato não fosse definido quase até o último momento. E acho que a manobra que você menciona é a ultrapassagem de Piquet sobre Senna na Hungria, em 1986. Sem dúvida, uma das melhores de toda a história da F1. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=5wab5g0p-UM

          • Alex Ctba

            Na minha opinião a melhor ultrapassagem de todos os tempos ( de todas que eu assisti) da F1!

    • Nora Gonzalez

      Ronan Raposo, agora com os links: Dijon: https://www.youtube.com/watch?v=ii6H0MktrOg

      Canada: https://www.youtube.com/watch?v=en984ffNj-Q

      e esqueci de mencionar a fantástica corrida de Jarama 1981: https://www.youtube.com/watch?v=nNkR26O2fk4

      Nunca vi um carro tão largo! Ninguém passava por ele, e só tinha fera atrás dele.

    • Cadu

      Ronan, seu argumento é falacioso e eu explico por quê:

      tecnologia sempre foi de ponta na F1. SEMPRE! os carros sempre foram os mais avançados para cada época. Naturalmente, numa época mais moderna, os carros sejam cada vez mais high tech. Mas isso sempre foi assim!
      Seu argumento do MotoGp é bem interessante: veja como são motos absurdamente tecnológicas e isso não tira as disputas.

      Dizer que qualquer um pilota é tão absurdo que chega a ser espantoso um ex-campeão mundial dizer uma bobagem destas. A prova disto é que Schumacher, em seu retorno, mesmo com um carro bom (não ótimo, mas bom), não conseguiu resultados expressivos, ficando sempre atrás de Rosberg, apesar de toda genialidade do heptacampeão. Ou vai dizer que ele desaprendeu a correr?

  • Mineirim

    Nora,
    Você tem toda a razão quanto ao péssimo serviço da Globo na F1.
    Só para exemplificar, consegui assistir o GP do México integralmente pela Internet. A transmissão era da Sky Sports. De repente, quem aparece comentando, com lousa eletrônica, gráficos e comentários técnicos? Bruno Senna!

    • Nora Gonzalez

      Mineirim, vou checar a Sky Sports também. Aliás, gosto muito quando atuais ou ex-pilotos comentam corridas. Quase sempre têm uma visão técnica excelente. E só eles para entender aqueles diálogos no rádio, não?

    • Lucas dos Santos

      O Bruno Senna é comentarista da Sky Sports desde o ano passado – ou retrasado, não lembro. Ele sempre substitui o Anthony Davidson quando necessário. E o pessoal da Sky adora ele!

      Ano passado, durante os treinos para o GP do Brasil, foi muito divertido o David Croft pedindo para o Bruno ensiná-lo a falar corretamente o nome das curvas de Interlagos!

      • Mineirim

        Pois é. Pra mim foi uma surpresa muito agradável ver o Bruno por lá. No início pensei que era alguma pessoa muito parecida com ele. rsrs

  • Antonio Pacheco

    Nora, perfeitas as suas colocações sobre a fórmula 1! Concordo com tudo que foi dito, sem tirar uma linha. Fica até difícil comentar algo, a não ser, parabenizá-la por este belo texto. Irretocável!

  • Marco

    Posso estar enganado, mas o Brasil é único local onde se transmite F-1 em TV aberta, não?

    Não que sirva de desculpa, mas todas as transmissões esportivas em TV aberta são bem pobres quando comparadas aos canais fechados.

    A transmissão do Sportv, convenhamos, também não é “aquela coisa”. Sérgio Maurício é chato pra burro!

    A Globo nunca deu a devida importância a evento esportivo nenhum. O papel desempenhado sempre foi o de ufanismo. Não se transmite esporte, se torce por brasileiros. Veja o caso da Liga dos Campeões. Sempre foi solenemente ignorada. De uns tempos para cá, somente os jogos finais têm sido transmitidos, quando há brasileiros em campo.

    • Domingos

      Não, passa ainda com a crise em muitos países. Itália e Inglaterra fazem um esquema de revezamento, com as principais corridas passando na TV aberta e na por assinatura e as menos assistidas apenas na TV por assinatura.

      Algumas corridas de maior audiência também passam só na TV por assinatura ao longo do ano, de forma a incentivar a compra desses pacotes.

      Porém a FIA tem mesmo deixado o conteúdo cada vez mais pobre, especialmente no feed para a TV aberta. Os onboards nos últimos 2 anos praticamente acabaram e, quando passam, NUNCA mostram uma volta completa.

      Da mesma forma informação de motores, pit-stops e pneus são resumidas ao máximo nesses últimos anos, com versões um pouco melhores dadas ou feitas para a TV por assinatura (de fato muitos canais estão tendo que fazer toda uma produção de informações e gráficos, pois o que a FIA oferece é muito ruim).

      Isso para mim chama-se: matar um negócio para vender outro. Compare com todo o “show” feito com a Fórmula E. O Bernie, a FIA, a Europa e a F-1 já são todos vendidos à agenda globalista doente e não é de hoje.

      Já fizeram essa morte com o WRC, quando quiseram que a F-1 voltasse a ser a principal categoria. Foi EXATAMENTE igual.

  • Carlos A.

    Nora, concordo com seus comentários. E acho que a Globo não anda colaborando mesmo, um exemplo é não transmitir o treino oficial na integra. E diga-se de passagem essas 2 últimas corridas pela Sportv foram bem melhores, com transmissão direta até do pódio e de todos os treinos. Tá certo que cortaram logo depois da premiação no fim da corrida. No canal aberto, nem a Stock Car passam e parece que não existe outro esporte além do Futebol! Que não sou fã e não acompanho.
    Seria legal sim ver um comentário, uma retrospectiva do campeonato, entrevistas com pilotos antes de cada corrida, acho que isso ajudaria as pessoas a entender mais sobre sobre o esporte e até a ‘pegar gosto’ pela coisa, dessa forma a audiência existiria em bom número. Eu gosto bastante da Fórmula 1 cresci vendo o Senna ganhar pois passei a acompanhar e ter noção das corridas exatamente no ano do seu primeiro título (1988), infelizmente sua morte foi inesperada e trágica, mas nem por isso parei de assistir as corridas.

  • Alex Ctba

    Nora, tudo que você escreveu é a mais pura verdade, porém, não é nenhuma novidade. Infelizmente a grande maioria dos telespectadores da Globo não gostam do esporte, mas sim de ver um brasileiro vencendo. e como a última vitória de um Brasileiro na F1 foi no longínquo GP de Interlagos de 2008, com o Massa, a audiência foi caindo de tal forma que cortaram até a classificação.

    A CBA está sucateando o automobilismo Brasileiro e como consequência, não tem surgido novos talentos. Não temos mais categorias de fórmulas relevantes e o único investimento é na Stock Car, que é diversão para playboys endinheirados, mas de talento duvidoso. Claro que estou generalizando, porque no meio daqueles quarenta e tantos pilotos, alguns são bons realmente. Mas é muito pouco para o nosso automobilismo.

    Para ser sincero, seria até melhor a Globo parar de transmitir e deixar para o Sportv, que pertence ao grupo. Quem gosta mesmo de F-1, vai dar um jeito de assistir, via streaming, ou vamos falar a verdade, hoje em dia, “legalizaram o gato” e TV fechada não está mais restrita à classe média.

    Os aficionados não serão alijados dos GPs se a Globo parar de transmitir.

  • O problema da F-1 é o mesmo de qualquer esporte no Brasil, inclusive o futebol no balaio. A Globo passa unicamente o que ela domina, com horários a favor, dentre outras coisas. Vôlei não passa mais pois fica em horário ruim. F-1 só passa pois devido aos anos 80/90 ainda há um bom ibope resultante dos nossos 8 campeonatos.

    Já no futebol a Globo inventou que o campeonato de pontos corridos é mais justo. Agora te pergunto. Qual é melhor para o torcedor? Um campeonato onde com 10 rodadas de antecedência todos sabemos quem ia ser o campeão, fora uma catástrofe, ou um campeonato emocionante até o último jogo, como era até 2002? Perdemos a emoção dos campeonatos, os times perderam grande parte da receita com torcida, mas a Globo com seu Première ganha infinitamente mais com seus pay-per-view e continua pagando quase o mesmo para os times.

    Hoje temos um campeonato supostamente mais justo, times sucateados e estádios vazios. E essa conta não fecha…

    • Alex Ctba

      Prefiro a fórmula de pontos corridos. É mais justa, premia o melhor time durante toda a competição e ainda tem emoção até o final sim. Apesar do campeão estar definido, pergunte aos torcedores dos times que brigam ainda por vaga na libertadores ou pelos que brigam para não cair para a série B, se está faltando emoção.

  • ochateador

    O chato da F1 é que automatizaram muito.
    É duelo de carro contra carro e não de piloto+carro contra piloto+carro.
    Isso sem falar nos “baixos” custos.

    • Cadu

      Sou obrigado a discordar
      Sempre foi assim (não automatizado, mas disputa entre o melhor equipamento)
      Não existe corrida de automóvel sem um automóvel. E o melhor tende a dar vantagem ao piloto. Senna no mp4/4 é apenas um exemplo!

  • ochateador

    O chato da F1 é que automatizaram muito.
    É duelo de carro contra carro e não de piloto+carro contra piloto+carro.
    Isso sem falar nos “baixos” custos…

    • Cadu

      Sou obrigado a discordar.
      Sempre foi assim (não automatizado, mas disputa entre o melhor equipamento)
      Não existe corrida de automóvel sem um automóvel. E o melhor tende a dar vantagem ao piloto. Senna no mp4/4 é apenas um exemplo!

  • RoadV8Runner

    Excelente artigo sobre o descaso da Rede Globo com a Fórmula 1. Fico simplesmente revoltado em saber que essa emissora tem os direitos exclusivos de transmissão e não passa as corridas quando ocorre conflito com a meleca do futebol. Desrespeito absurdo com os que acompanham a Fórmula 1. E já faz tempo que não vejo mais um treino de classificação, pois a emissora simplesmente nãos os transmite, simples assim.
    Porém, parte do problema vem do fato de que a esmagadora maioria dos brasileiros não dá a mínima para esporte que não seja futebol. A maioria até comenta que a Fórmula 1 não foi transmitida ao vivo, mas fica só por aí. Experimente não passar um jugo de futebol para ver o que acontece… As mídias sociais vão ficar entupidas de caboclo reclamando do fato.
    Infelizmente, cada vez mais me convenço que cada país tem as coisas conforme a cultura (ou falta de) de seu povo.

  • Viajante das orbitais

    • HAHAHAHAHA!!!!!!!

      Épica essa entrevista!

      O pior é que o Galvão fala abobrinha na F1, no tênis, no futebol, no vôlei, basquete…

      Acho que se o Galvão narrar um jogo de bafo, ou de bolinha de gude, periga ele falar besteira, rsrsrsrs!!

      • Nora Gonzalez

        Viajante das orbitais, Mike Castro: lembro dessa entrevista. Provavelmente o Piquet não seria aprovado no exame do Itamaraty, mas não se pode negar que ele não tenha razão.

  • César

    Alex,

    A última vitória de um brasileiro na F-1 foi de Rubens Barrichello, no GP da Itália/2009.

    • Alex Ctba

      Opa, é mesmo, esqueci da temporada do Barrichello na Brawn GP em 2009. Uma pena que ele se perdeu no acerto dos freios e o Button abriu aquelas seis vitórias contra nenhuma dele. Depois que ele se achou e equilibrou as coisas, o Inglês só precisou administrar a vantagem e o Barrichello ainda perdeu o vice-campeonato para o genial Vettel.

      É que como estamos na semana do GP Brasil, nem me lembrei de 2009. Obrigado pela correção

  • Domingos

    Agora o site oficial vende um serviço de tempo, entrevistas ao vivo, streaming da classificação e outros. Mas da corrida em si ainda não transmitem e o preço não era caro mas também não era barato.

    Se um dia venderem a transmissão toda, talvez eu compre. De raiva não dá vontade de comprar mesmo quando a Globo passa só o resumo da corrida.

  • Domingos

    Ter que fazer streaming, mesmo legalmente, é uma porcaria. O esporte ser transmitido ao vivo e regularmente faz uma grande diferença, em especial em termos de ter com quem falar sobre ele.

    Se ainda houvesse um streaming legalizado e com boa qualidade, como estão planejando fazer, seria uma boa. Assistir em site obscuro é tosco, embora é claro que um fã sem muita alternativa não deixaria de ver por causa disso.

  • Domingos

    O pior não é a Globo, que é vendida como 80 a 90% da nossa imprensa, mas sim não haver de fato concorrência a não ser em poucos casos. Levou décadas até alguém trazer a Liga dos Campeões!

    Os outros canais não inovam, não fazem nada.

  • Domingos

    Essa do “baixo custo” foi a maior mentira da última década da F-1. Foi a mesma coisa com os novos motores, que no final são TRÊS vezes mais caros que os antigos, fora os custos de desenvolvimento.

    A tal redução de custo com as limitações de regulamento serviu para algo que li por aí um dia desses: tornar mais barato e fácil a vida de quem já domina o campeonato. Para esses essas medidas restritivas funciona como forma de não precisar se preocupar ou investir ainda mais caso estejam lá na frente.

    Até o regulamento mudar a vantagem é toda de tal time. O resto vai gastar os tubos tentando alcançar o time principal, muitas vezes sem sucesso.

  • Lemming®

    Pois é…além de piloto dos bons tinha de ser mecânico e meio engenheiro.
    Minha memória não ajudou mas não estava tão fora…rs

  • Eduardo Sérgio

    A Rede Globo sempre tentou convencer o telespectador a assistir Formula 1 pelo fato de haver algum piloto brasileiro na pista. Podem observar isso. Todas as matérias antes das corridas são centradas apenas nas (falsas) expectativas dos pilotos brasileiros de conseguir grandes resultados nas provas. O esporte em si e o que ele ainda pode ter de atraente ficam em segundo plano.

    A Rede Globo torce, de verdade, apenas pelos seus números de audiência.

  • Eduardo Sérgio
    • Domingos

      Você não viu o que ele tem feito com faixas de ônibus e alvarás quando existe interesse de construtoras. Existem faixas que são simplesmente desativadas por mais da metade de um dia de forma que a construtora possa entrar de forma fácil, barata e não planejada com caminhões e maquinários.

      Fora permitir construções que bloqueiam ruas várias vezes por dia durante meses, tudo para que a construtora não tenha que gastar mais com planejamento da obra, deixando espaço para os caminhões e a completando apenas no fim – o que não obrigaria o caminhão a estacionar na rua.

      Enquanto isso tem gente que tem alvará de negócio negado apenas porque não tem vaga de deficiente ou porque a rua é “muito estreita” para estabelecimentos comerciais – ainda que esses não bloqueiem a rua, como eles deixam as construtoras fazerem livremente.

      E mais: não dão a mínima se construtoras vez ou outra adentrem o período bem da noite nas obras.

  • Lucas dos Santos

    Nora,

    A Sky Sports F1 é a minha TV preferida. O trabalho deles é fantástico.

    No endereço a seguir é possível conferir a cobertura do GP do México:

    http://burningwhee1s.blogspot.com.br/2015/10/2015-formula-1-round-17-mexican-grand.html

    (Nem sempre os vídeos abrem de primeira. Às vezes é necessário insistir um pouco!)

    Dê uma olhada nos vídeos intitulados “Pre-race build-up” e “Post-race analysis” para ter uma idéia do excelente trabalho feito pelo Simon Lazenby, Ted Kravitz, Martin Brundle, Damon Hill, Johnny Herbert e Bruno Senna!

  • Domingos

    Inglês é bom de transmitir esporte de motor e automobilismo. Nunca vi uma transmissão chata deles.

    Aliás, apesar das pataquadas deles em fazer carros incrivelmente desengonçados em relação à durabilidade e qualidade, é talvez o povo do carro como esporte ou como espírito.

    É como o Italiano, só que ao mesmo tempo com menos sucesso em segurar uma marca de esportivos e carros comuns e ainda mais ressaltado na percepção e fabricação de um carro como carro, como alma.

  • Chico

    A Formula 1 está chata sim e o motivo é que os carros não precisam mais de piloto .

    • Rodrigo MM

      Rosberg e Hamilton deveriam ter empatado então, assim como Vettel e Raikkönen. Ainda existem muitas diferenças entre os pilotos!

    • Cadu

      A F-1 SEMPRE foi celeiro de tecnologias de ponta! Sempre foi laboratório tecnológico. Os Williams FW14B e o FW15 eram totalmente eletrônicos, nos longínquos 1991 e 1992: suspensão ativa, controle de tração, ABS, acelerador eletrônico… Itens que o regulamento hoje PROÍBE, e você saberia se acompanhasse e soubesse de automobilismo. Se piloto não fizesse diferença, Hamilton não seria campeão com 3 etapas de diferença, não teríamos o Vettel brigando pelo vice-campeonato com um carro inferior até no GP do Brasil, nem diferenças significativas nos tempos e pontuações de companheiros de equipe.

      Portanto, criticar tecnologia na F-1 faz parte dos argumentos que a Nora tentou combater (e faltou esse aspecto no texto)

      Aliás, em essência, isso é corrida de CARROS, não de pilotos. Se a intenção é competir os pilotos, melhor colocar todos para correr a pé o circuito!
      OBVIAMENTE, um carro melhor tem vantagem e SEMPRE FOI ASSIM! Senna sempre quis correr nos melhores carros e Schumacher, Fangio, Prost sempre estiveram com ótimos equipamentos quando foram campeões!

      Te desafio a apontar um campeão do mundo que não contasse com um bom carro. Apenas um!

  • Rodrigo MM

    Perfeito. Tinha que publicar a matéria em todos os jornais. O pessoal reclama da dominância da Mercedes mas a da Mclaren em 88 era legal. Aposto que se fosse um brasileiro no cockpit do Hamilton ninguém por aqui acharia sem graça. Ah, mas tinha Senna x Prost? Se no lugar do Rosberg tivesse um Vettel ou Alonso tenho certeza que ainda não teríamos um campeão esse ano.

  • Leonardo Mendes

    Eles fazem a mesma coisa que alguns canas de TV fechada com bons seriados. Custei a descobrir que Nurse Jackie continua passando no Brasil
    Passei o mesmo com Hawaii-Five-0… amava essa série de paixão quando começou no hoje extinto Liv, depois passou pro Investigação Discovery e acompanhei fielmente as três primeiras temporadas.
    Do nada retiraram a série da grade, sem aviso, e a quarta temporada só veio passar no Brasil, sem aviso algum, quase dois anos depois, na hora do almoço… acabou que perdi o encanto e larguei de mão.

    O que realmente faz falta no Brasil é uma programação esportiva nos moldes do finado Show do Esporte da TV Bandeirantes… certeza que muita gente se “educou” esportivamente ali.

    • Nora Gonzalez

      Leonardo Mendes, sou fã de seriados e viúva de Hawaii-Five-0, Blue Bloods, Damages, e de alguns mais fraquinhos mas que gostaria de saber como seguiram como Modern Family e Lie to me. Mas vai achar? mudam de canal, de horário, não são reprisados e depois a alegação é que não tem audiência. Mas como teriam? nem uma videota insone e persistente como eu consegue seguir. Mesma coisa com os esportes. Se você não cria um público, nunca vai ter um.

      • Leonardo Mendes

        Lie to me foi cancelada na terceira temporada… e, olha que coincidência, também sou viúvo de Blue Bloods e da mesa de jantar da família Reagan.

        Mesmo nos serviços de streaming (ou seja lá qual for o nome que dão) é complicado achar certos programas e séries.