Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Sou uma pessoa chocante – Autoentusiastas

 

Young woman driving car

Cada pessoa tem alguns rituais quando entra ou sai do carro. Algumas verificam tudo antes de sair. Eu faço parte desse grupo. Olho tudo em volta pois gosto de ter certeza de que não esqueci nada, embora não tenha o hábito de espalhar nada. É pegar a bolsa, o casaco, se tiver, e pronto. Saio do carro. Ou quase.

Tem algo que faço sempre, seja como motorista, seja como carona. Abro a porta cuidadosamente e primeiro apoio a ponta dos dedos em algo metálico do carro, mas sem colocar os pés no chão. Não é simpatia nem mania. É necessidade, mesmo. Se não fizer isso, periga eu dar um pulo ou, se for cumprimentar alguém logo em seguida, dar um susto no outro. Sou o tipo de pessoa que carrega estática o tempo todo e, claro, carro é uma beleza para nós. Pareço uma bateria ambulante. De tão automático, só pensei em escrever sobre este gesto recentemente, ao fazer compras no supermercado. Essa é outra tortura para mim — não pelo fato em si, pois curto cuidar da minha casa e não me incomodo em fazer as comprar. Gosto até, mas especialmente ir ao Wal-Mart requer alguns cuidados.

 

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Maldita eletricidade estática! (foto hyperscience.com)

Não sei como foi feito o projeto da rede, mas em todas as lojas, inclusive fora da capital paulistana onde vou com mais frequência, é a mesma sina. Pego o carrinho e em alguns metros já estou carregada de eletricidade estática. Certamente algo com o piso, pois os carrinhos são iguais em outros hipermercados e o problema é menor, mas existe. Como resolver isso? Não, não fujo da raia nem mando a cara-metade comprar os acepipes para o jantar. Pego o carrinho e vou pelos corredores sem segurá-lo, apenas encostando os antebraços e empurrando. Fazer curvas é um pouco mais complicado e quando não tem mais jeito empunho rapidamente a alça, viro o carrinho e continuo minha perambulação. Mesmo assim pegar algumas coisas é arriscado. Apanhar itens em embalagens de papel espelhado requer uma ginástica que inclui usar outras coisas como mão artificial ou “luva”. Vale até pegar uma vassoura emprestada e usar o cabo dela para empurrar o pacote metalizado para dentro do carrinho. Sem exagero, dá para ver faísca algumas vezes quando pego batatinhas fritas nas gôndolas.

Com plásticos é a mesma coisa. Basta eu ficar perto daquelas cortinas ou toldos de varanda para meu cabelo escorrido ficar parecendo de um dos filmes Sexta-Feira 13 — se não dos personagens, pelo menos da platéia depois dos sustos. A criançada adora!

 

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Cabelo como nos filmes de terror (foto br.com.net)

No carro é igual. Viagens em estrada devem ser ainda mais cuidadosas. Lembro quando era pequena que alguns carros na Argentina tinham uma fita de borracha pendurada que ia encostando no asfalto, teoricamente para descarregar a estática. Meus pais nunca colocaram e eu sempre carreguei estática. Pronto, já posso agendar algumas sessões de terapia e passar a conta para eles por causa disso… Na verdade, na minha família ninguém a usava, nunca conheci ninguém que a tivesse e fiquei sem saber se aquela geringonça funcionava. Acho bem feinha, mas pelos sustos que tomo seria até capaz de pendurar um troço desses se resolvesse.

Nem lembro como foi que soube a história de encostar no metal, mas há anos faço isso e funciona. Mas tenho de encostar e manter os dedos por uns segundos para realmente descarregar. A mesma coisa acontece em hotéis, especialmente quando tem carpete (nylon é terrível!). Quando ando pelo corredor, diminuo o passo e espero alguém chegar primeiro para não ter que apertar o botão do elevador — uma verdadeira armadilha. E nada de encostar nas portas, geralmente metálicas. Se não aparece ninguém, vai o cotovelo, que geralmente está mais protegido e o choque é mais amortecido. O problema é sair do hotel e entrar no carro. Aí não tem jeito. É me preparar para o baque ou diminuir o susto abrindo a chave e encostando a ponta dela contra o metal do carro e segurando o chaveiro. Às vezes dá até para ver a faísca. Diminui, mas não o elimina.

E nunca teve a ver com tipo ou modelo de carro. Todos me pregam os mesmos sustos. Provavelmente, vocês dirão que sou “pilhada”, no que estarão cobertos de razão. Difícil desligar, realmente. Fora isso, diria que sou uma pessoa normal. Bom, mas essa é minha opinião. Há quem diga que há divergências…

Mudando de assunto: Off topic: faz pouco mais de um mês que não saio da frente da TV assistindo à copa do mundo de Rugby que, por sinal, está sendo fantástica. Sou fã dos All Blacks e dos Pumas, claro. Não apenas do esporte, mas especialmente de toda a ética e dos princípios que o cercam. E acredito que se fossem mais difundidos e praticados muitas coisas seriam melhores. O respeito aos colegas, aos adversários, às normas, à hierarquia. Já vi em jogo internacional profissional um jogador chamar a atenção do juiz se auto-acusar porque ele não tinha visto que cometera uma falta. Já pensaram se houvesse um time na Esplanada dos Ministérios, em Brasília? Difícil seria conseguir 15 jogadores e 7 reservas…

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • CCN-1410

    Sempre que entro ou saio do carro, dou um pequeno tapa na lataria e pronto, lá se vai a estática. Tente fazer isso.
    Quanto aos outros metais que encontramos pelo caminho, deve-se fazer o mesmo. É tapa na porta do elevador, no carrinho do supermercado, ou qualquer outro objeto metálico que por ventura possamos encontrar em nosso caminho. Não há a necessidade de esmurrá-los como se estivéssemos com raiva, um simples tapinha disfarçadamente e basta!
    Vi muito desses “rabinhos” nos carros argentinos e nos Dodges brasileiros.

  • CorsarioViajante

    Quando a ar está muito seco aqui em Campinas, é comum levar choque no carro, mas nada muito forte.
    Nunca tinha visto colocar borracha, acho sem sentido pois o carro já está em contato com o chão através da borracha dos pneus. Já vi, ao contrário, colocarem correntes penduradas para que o metal faça o papel de descarregar a energia.

  • Christian Bernert

    Vou direto ao Off topic. Acredito que neste ponto reside grande parte dos problemas éticos do nosso Brasil.
    O futebol é um monstro alimentado desmesuradamente pela mídia. Vejo pessoas que vivem e até morrem em função de times de futebol. Uma aberração sem limites. Ocorre que a (falta de) ética clássica do nosso esporte nacional é pautada pela máxima: “Se o juiz não viu, está valendo”. E a segunda regra é: fazer com que o errado pareça certo, por exemplo, cavando penalidades inexistentes.
    De tão comum, xingações pesadíssimas são vistas como ferramenta normal da torcida para ‘apoiar’ seu time. Outra atitude comum: vimos recentemente a chuva de cusparadas sobre o técnico do time mais bem colocado no campeonato durante o jogo na casa do adversário.
    Esta ética acaba se transferindo para o dia-a-dia de todos. E na sequência uma esfera acaba influenciando negativamente a outra, gerando um funesto sistema de anti-ética retroalimentada.
    Ao meu ver, quando o governo lança um mote “Pátria Educadora” deveria tomar ações concretas, urgentes e intensas para corrigir esta falta de educação. Garanto que o restante ficaria muito mais fácil de consertar se ética fosse realmente levada a sério.
    Ética é a verdadeira educação. É o que mais nos falta.

    • Nora Gonzalez

      Christian Bernert, há uma frase repetida no maravilhoso filme Invictus que explica um pouco isto. “O futebol é um esporte de cavalheiros jogado por hooligans. O rugby é um esporte de hooligans jogado por cavalheiros.”

    • Aplausos para você!
      Esse monte de maracutaia é o que me faz não gostar de futebol. Tenho até “orgulho” de não saber jogar essa porcaria.
      Acho ridículo ver marmanjo chorando por causa de bola, rsrsrsrs…
      Pessoal se engalfinha na beira dos estádios, enquanto os jogadores enchem o bolso e fazem festas com a mulherada, sem nem ligar para os fanáticos.

      Gostoso mesmo era nas copas do mundo, podia pegar minha magrela, e pedalar sossegado pela cidade toda, pois todo mundo tava em casa vendo jogo. Só que a zica era ter que chegar em casa antes do jogo terminar, pois aí a selvageria tomava conta das ruas, todo mundo bêbado, saindo de carro para comemorar ou lamentar, rsrsrsrs…

      Quando o Brasil tomou 7 a 1, eu estava no meio de uma praça, com o mini-mike, tentando empinar pipa, rsrsrsrs

  • Nora, alguns pontos importantes:

    – Converse com seu médico sobre esse problema pessoal de carga estática. Ela interfere na forma de metabolizar alguns íons (cálcio, por exemplo) e radicais livres, que são substâncias químicas eletricamente carregadas. Em outras palavras, isso mexe com sua saúde.

    – De forma parecida, há um paralelo pouco conhecido em automóveis, que é a polaridade da bateria que é conecatada à carroceria.
    O oxigênio molecular, que compõe cerca de 21% da nossa atmosfera, é altamente reativo quimicamente, e durante a reação, ele tenta “roubar” elétrons de outros átomos, como o do ferro para formar a ferrugem.
    Quando ligamos uma bateria pelo polo negativo à carroceria do automóvel, inflacionamos a oferta de eletrons livres circulando pelo metal. Esses elétrons são muito mais fáceis de capturar que os elétrons dos átomos de ferro. Quando uma molécula altamente reativa de oxigênio se aproxima do ferro, é mais fácil ela roubar um elétron livre do que o de um átomo de ferro, e isso protege a chapa contra a corrosão.

    – Os ingleses sempre foram meio do contra, haja visto o volante do lado direito e faixa de rolamento à esquerda. No caso das baterias eles também aprontaram. Até o começo dos anos 1980, os carros ingleses tinham como padrão a bateria ligada com o polo positivo na carroceria e todo circuito elétrico era invertido. Isso representava um facilitador para a corrosão da carroceria.

    – Ambientes com baixa umidade no ar dificultam a dissipação de cargas elétricas acumuladas. Alguns lugares utilizam um sistema de condicionamento de ar regulado para manter a umidade baixa. Ela impede uma maior contaminação por fungos, mofos e bactérias. Esse pode ser seu problema com o Wal Mart.

    – Rabichos de ebonite para descarga de eletricidade estática em automóveis eram acessórios relativamente comuns no Brasil na década de 1970, desaparecendo praticamente por completo na década seguinte.

    • Nora Gonzalez

      André, eu até pensei em algum desequilíbrio com meus níveis de ferro ou outros metais no corpo, mas meus exames nunca apresentaram nada anormal. Mas no próximo check up vou levantar essa questão. Já tinha me resignado a isso e achava mais folclórico do que outra coisa. Não tinha pensado do seu ponto de vista. Valeu pelas dicas!

    • RoadV8Runner

      Interessante, nunca havia pensado que o polo negativo da bateria conectado à carroceria dos automóveis reduz a corrosão na chapa.

    • gaboola

      Bem lembrado, Dantas. “No meu tempo”os carros-tanque de inflamaveis tinham obrigatoriamente correntes pendentas

      soldadas ao chassi. Tambem trabalhei em lugares onde era preciso usar calçados com algum dispositivo de aterramento oara evitar descarga eletrostatica. O negocio, alem de desagradavel, pode interferir em processos e até ser muito perigoso.

      Norita- Correntinhas de tornozelo com ponta pendente são extremamente charmosas, NMHO…

      • Nora Gonzalez

        Gaboola, boa sugestão, quem sabe não lanço moda? 😉

  • Lauro Manhães

    Nora,
    Desde que me mudei de Campos dos Goytacazes (RJ) para Curitiba e agora em Guarapuava (PR) que experimento os choques ao sair de um veículo. Desenvolvi o hábito (já aumtomático) de sempre tocar primeiramente a lataria do carro com o dorso da mão, não importa em que parte do mundo esteja. Pronto, tá feito o descarrego sem sustos.
    Lauro Manhães

  • Hahahaha, que comédia! Minha esposa é assim também. E geralmente sofro junto, pois dependendo da “encostada”, dói mais em mim que nela, rsrsrsrs…

    Vocês têm que andar descalças na terra, isso sim!

    • Nora Gonzalez

      Mike Castro, meu marido também é minha vítima número um. Eu ando descalça em casa direto, onde é raro usar algum tipo de calçado – uma havaiana, no máximo. E mexo muito nas minhas plantas, por gosto mesmo, o que deveria ajudar. Mas acho que carrego mais rápido do que descarrego…

      • Hahahaha… Excelente o “carrego mais rápido do que descarrego…”
        Se você não usa calçado em casa, então é isso mesmo, rsrsrsrs

        Abraço.

  • Elizandro Rarvor

    Descarregar a estática faço sempre, especialmente quando chego no posto, já tive um pequeno incidente com estática com meu Kart, a sorte é que como era um tanque pequeno a explosão foi pequena e foi só o susto mesmo.

  • Marcio Rogério Dorigon

    Tinha muito desse problema na época mais seca do ano, mas somente em um Escort l 93 que tínhamos em casa. Nos outros raramente… e advinha o que aconteceu de novo quando comprei um Escort Zetec GLX1998… mesmo problema de eletricidade estática em dias mais secos. Acho que o tecido dos bancos da linha Ford Escort ajuda. Mas de boa o que fazia antigamente era descer do carro e encostava o antebraço na carroceria e já era, sentia até a fagulha, mas nada de dar aquele tranco ou susto. Antes disso, problema é que geralmente ia com os dedos e o primeiro que encostava dava aquele tranco, pois a área de contato onde flui a descarga é muito menor do que encostar o antebraço. Tive depois do primeiro Escort uma Chevy 500, um Gol a ar, Civic sexta geração, fora os carros dos meus pais, que foram Corsa sedan e Corollas e raramente tive problema de estática com eles. Nos Escort´s, minhas experiências com este problema são mais intensas mesmo.

  • Mr. Car

    Nora, no meu Monza, uma vez ou outra (e só nele, nenhum dos meus outros carros), rolou este problema. Mas nada que me eletrocutasse, conforme você pode atestar com o recebimento desta mensagem. Eu continuo vivo, he, he!
    Abraço.

  • Lemming®

    Acho que alguém com bom conhecimento de eletrônica será capaz de fazer algum dispositivo para descarregar essa estática toda Nora…rs
    Me lembro de que alguns veículos com bancos de veludo eram mais propensos a criar estática e foram criados alguns mecanismos (pelos usuários na época) para descarregar a carga antes de tocar na maçaneta.
    Calçado normalmente é o responsável por essa acumulação mas nunca tinha visto esse tipo excepcional que é o seu caso.
    Quanto ao off topic…de Brasília o único time que sai de lá é “Ali Babá e os 40(+1+1+1…)”

    • CCN-1410

      Só de Brasília, Lemming®?
      Eu aposto que no restante do país, estado por estado, cidade por cidade, tem muito mais.
      Precisamos nos convencer que tudo está podre e que o enriquecimento ilícito tomou conta do país.

    • Mr. Car

      Sempre lembrando que em qualquer lugar onde fosse o Distrito Federal, lá estaria reunido esse time de gatunos. Aliás, cada câmara de vereadores e cada prefeitura de cada cidade deste país, tem o seu. Desculpe, Lemming, não consigo ver minha adorada Brasília usada como sinônimo de roubalheira, sem botar os pingos nos is e deixar as coisas bem claras he, he!
      Abraço.

  • Acyr Junior

    Interessantíssimo seu texto, sempre me diverti vendo algumas pessoas pularem por causa dos choquinhos. Antigamente eu costumava segurar na alavanca do freio de mão para atenuar os efeitos que citou, mas hoje a coisa está mais difícil: as alavancas, quando existem, são totalmente encapadas. Mas certamente não sou tão “pilhado” quanto voce, hoje são raras as vezes e depois que comecei usar carros com banco de couro, nem lembro quando aconteceu a última vez.
    Mudando de pato para ganso, o golfe também é um esporte fantástico, nem juiz tem. Tudo fica sob a ética e hombridade dos praticantes. Igualzinho à política tupiniquim (perdoe o sarcasmo, foi inevitável) …

    • Nora Gonzalez

      Acyr Junior, golfe na televisão acho meio sonífero porque não consigo acompanhar a bolinha, mas quando se está no campo é bem legal – aí meu problema é acordar cedo e, pior, ficar tanto tempo sem falar… Mas você tem razão. E eu aprecio muito o valor que se dá a palavra e à ética nesses esportes. Outra cosa difícil hoje é achar parte metálica nos carros. Tem tanto plástico que dependendo do modelo tenho que me esticar bastante antes de descer!

  • Cristiano Reis

    Eu já tinha ouvido falar, mas só me aconteceu uma única vez esse problema com estática, uma vez que desembrulhei um Palio que estava com uma capa de algum material parecido com nylon, ao encostar a chave no buraco da fechadura ela soltou uma faísca e levei um choque. Depois disso, nunca mais.

  • Leonardo Amaral

    Eu percebi que aqui no Brasil nunca acontece. Eu já tive diversos carro como Strada, Corsa, Meriva, 207 e agora tenho um Sonic e nunca tomei nenhum choque de descarga de energia estática. Mas é só viajar para os EUA e alugar qualquer carro com banco de tecido que é um festival de choques todas as vezes que saio do carro e encosto na porta para fecha-lo. Morei por 6 meses em Miami e dirigia um Sentra com bancos de tecido que me dava choques o tempo todo… Não sabia que se encostasse no metal antes de colocar o pé no chão não tomaria o choque. Essa dica teria me poupado inúmeros choques, rsrsrsrs

    • Nora Gonzalez

      Leonardo Amaral, nos Estados Unidos é pior pois é normal os ambientes serem fechados quase hermeticamente e o ar condicionado sempre ligado resseca tudo. Fora o onipresente carpete. O jeito é ir descarregando de tempos em tempos encostando em lugares “seguros”. E levar na esportiva – ou fingir que sou o Tio Chico (Fester) da Familia Addams e botar uma lâmpada na boca.

  • BlueGopher

    Não sei se ainda é usado, mas antigamente diversos carros americanos já tinham uma plaquinha metálica nas portas, onde o condutor/passageiro colocava o dedo antes de sair, para descarregar a eletricidade estática acumulada em seu corpo.
    Este problema se agrava principalmente em zonas secas e desérticas da costa oeste americana. Se a umidade do ar for mais alta o “choque” será menor.

    Para reduzir seu problema no supermercado, sugiro usar calçado com sola não isolante, ou mesmo fazer um “aterramento” do seu tenis, colocando, por exemplo, um arame ou plaquinha metálica que encoste no chão, atravesse a sola e encoste também no seu pé.
    Com sua habilidade mecânica, será fácil fazer a experiência…

  • Jundy

    Em tempos de ares mais secos e frios, aliados ao uso de vestimentas com tecidos “artificiais”, geralmente o choque é certo. No caso dos mercados, o ar condicionado juntamente com as esteiras rolantes, acredito serem grandes responsáveis pelas faíscas.

  • Nando

    Comigo acontece muito raramente, em especial quando estou com algum agasalho de lã sintética ou nylon e o carro é equipado com bancos de tecido. Já minha esposa sofre muito mais com este mal. É “chocante” quando dou um beijo nela logo depois que desce do carro, normalmente dá um choque na boca e faz um estalinho.

  • Diogo

    Também sofro desse mal de carregar muita estática. Quando a umidade baixa para menos de 50 ou 40% (algo comum em São Paulo no inverno), é certeza que vou levar choque ao descer do carro. Todo inverno tem reportagem nos programas televisivos automotivos sobre como evitar isso, um dos métodos era exatamente tocar uma parte metálica do carro antes de por os pés no chão. Fiz isso, coloquei uma mão na parte externa da porta e desci enquanto segurava. Na hora que pus o pé no chão, levei choque… e faz barulho, aquele maldito barulho que dói. Culpar o tecido do banco também não adianta: meu carro tem bancos de couro (plástico, na verdade), mas mesmo assim levo choque.

  • Carlos A.

    Já tive esse problema em alguns carros e é bem desagradável o choque, não sei o que assusta mais o ‘tec’ ou o choque em si. Porém fazem anos que isso não acontece mais comigo.

  • Leonardo Mendes

    Esses choques me acompanharam com força nos anos que passei no pós-venda… era entrar no carro para manobrar, pronto, ao sair já vinha o choque.
    Passei a fazer como você, antes de colocar o pé no chão encostava a mão numa superfície metálica e assim evitei o problema… nunca entendi em verdade a razão do fenômeno, se era o meu uniforme ou o estofamento dos carros ou até mesmo o material das capas que usávamos nos bancos, uma espécie de “tule” bem fino.

    Só sei que cada saída do carro era um flash.

  • RoadV8Runner

    Caramba, e eu que pensava que acumulava estática demais. Não chego a esse nível, mas vira e mexe levo meus choques por aí. O lugar campeão é no serviço, pois devido às necessidades de produção, a umidade relativa do ar em um dos setores é de 1%, às vezes menos. Como usamos avental de nylon para evitar partículas no ar, é tiro (literalmente…) e queda: ao sair da produção, já me preparo para o choque. No meu caso, encosto a mão na parede, pois a descarga é mais lenta e não ocorre choque. Cansei de ver as famosas faíscas e escutar os “estalos” da descarga…

  • Lorenzo Frigerio
  • Acyr Junior

    Prof. Dantas, bela aula !!!

  • Danniel

    André, se nos carros a massa conectada ao positivo influencia a corrosão, porque os sistemas de telecomunicações são padronizados em -48V?

    Sobre estática, sofria para ensinar aos estagiários a importância de sempre usar a pulseira ao manusear placas de notebooks, especialmente no clima seco de Brasília.

    • Danniel, veja que no caso da telefonia existem sempre dois fios. É neles que ocê liga seus aparelhos e não diferencia polaridade.

      No equipamento, há uma outra questão. Muitas vezes um padrão é estabelecido e se torna amplamente popular.
      A popularidade passa então a jogar contra a própria norma. Há uma falha de concepção, mas há um fluxo contínuo de novos equipamentos seguindo aquele padrão. Aí cria-se uma espécie de “efeito Tostines” que impede que o padrão seja revisto dada a base de equipamentos instalados e que precisariam se trocados.

      O padrão de tensão negativa é antigo e provavelmente tem a ver com as antigas válvulas a vácuo.
      Válvulas à vácuo tem funcionamento inverso ao dos transístores NPN que são nosso padrão elétrico atual. Assim, muitos circuitos dos tempos das válvulas possuem tensões invertidas. Mas esse padrão se firmou e quando a tecnologia migrou para o transístor, os circuitos tiveram que manter o antigo padrão.

      • Danniel

        Realmente, pode ser ligado aos equipamentos valvulados. Esses dias fui em uma sala de equipamentos da Embratel e é muito estranho lugar o positivo ao terra. Como eu costumo dizer, dá uma câimbra no cérebro rsrs

  • Fernando

    Desde que comecei a trabalhar com tecnologia e conheci alguns princípios e pulseira anti-estática não existia(pelo menos não via por aqui) eu peguei o costume de encostar na parede antes de encostar nos equipamentos ou mesmo em coisas que não tem nada à ver. As paredes de casa tem algumas “pegadas” rs

    E outros que geram muita energia estática são nossos amigos de pêlo, assim como nosso próprio cabelo(já vi a esposa descarregar a energia logo depois de se pentear, foi um susto legal hehe)

  • RoadV8Runner, todo processo de reação química é um processo eletroquímico. Quando você mexe com cargas elétricas, você está mexendo com o processo de corrosão.

    Veja o caso das torres de alta tensão. Para proteção da estrutura de aço você a liga eletricamente a uma barra de zinco enterrada. A terra sempre é um pouco alcalina ou ácida, formando um eletrólito. O zinco é mais eletropositivo que o ferro e isso forma uma bateria de baixa tensão e baixa corrente que trabalha quase em curto-circuito. O zinco é o que se chama de “ânodo de sacrifício”, ou seja a placa positiva da “bateria” enquanto a estrutura de ferro fica negativa, inflacionada de elétrons.

    Apesar da reação química desta bateria ser subterrânea, a inflação de elétrons se espalha por toda estrutura e o benefício atinge as partes aéreas, expostas às intempéries.

    O mesmo pode ser dito das placas de zinco que são soldadas aos cascos dos navios.

  • gaboola, já vi calçados que possuem um eletrodo metálico que toca a pele do calcanhar e atravessa o salto do sapato para descarga de carga estática.

    É uma necessidade na indústria eletrônica, mas há médicos que recomendam esse tipo de calçado mesmo para trabalhadores de outros setores.

  • Tive um Escort Hobby que cada descida era um choque. A noite então, era um festival de faísca pulando pro portão. A coisa ficou tão aterrorizante que um vizinho improvisou um “fio terra”: um arame fixado por um dos parafusos da soleira da porta… Resolveu por um tempo.

  • Lemming®

    Não falei exclusivamente…só aproveitei a deixa dada pela Nora…hehe
    Nenhum lugar da Banânia está isento e a concentração de Brasília está acima da curva por ser o centro da maracu…quero dizer…política do país.

    • Mr. Car

      Entendo, mas se a concentração está acima da curva, deve-se dar o desconto de que muitos dos gatunos que estão lá foram mandados de outros os estados da federação, he, he, he! E por falar em Brasília, já estou vasculhando os sites das companhias aéreas, em busca de ofertas. Até o fim da semana estou com as passagens compradas. Prometo tomar umas no Beirute por todos vocês, he, he!

  • Lemming®

    Como disse…não disse exclusivamente e sim aproveitei a deixa…
    A corrupção na Banania é sistêmica e endêmica…não estou vendo saída a não ser que seja o aeroporto (para quem pode…).

  • Lemming®

    Neste caso de umidade muito baixa e uniforme que gera ou pode gerar alta carga estática a empresa deveria instalar pontos para “descarregar” na saída do departamento…bom consultar alguém da CIPA ou técnico de segurança do trabalho.

    • RoadV8Runner

      Não há necessidade para tanto, pois eu sou um dos únicos na fábrica que tem problema com excesso de acúmulo de eletricidade estática.

      • Lemming®

        Neste caso…
        Mas mesmo assim acho que valeria uma consulta pois é realmente chato ficar tomando tantos choques…hehe

  • Lorenzo Frigerio

    Carros da GM parecem mais propensos a isso. Não somos nós, mas os carros que acumulam estática. Se andamos com solas de couro, os elétrons saltam da terra, via nós, para o carro que está isolado pelos pneus. Se estivermos de sapato com sola de borracha, podemos acumular carga positiva depois de sentar em determinados estofados, e ao encostar em algum objeto aterrado, a centelha salta para nós.

    • thetigereyes

      A borracha do pneu da GM é diferente dos outros?

      • Lorenzo Frigerio

        Não, mas o material do estofamento, possivelmente.

  • Mineirim

    Sofria muito com choques nos Palios e no Brava. Passei a segurar a soleira da porta antes de sair, colocar o pé no chão e só então segurar a porta. Quando vendi, esses carros tinham marcas de dedos nas respectivas soleiras…
    Com bancos em couro isso nunca aconteceu.

  • Nora Gonzalez

    Lemming®, Mr Car, voltando ao off topic, uma cena lindíssima da final da Copa do Mundo, digna do cavalheirismo do Rugby. Detalhe, o protagonista é do time tricampeão. Já aqui, houve cartola que roubou medalha… Vale a pena ver: https://www.youtube.com/watch?v=_nk48fzP3KQ

  • caique313131

    Durante uma viagem à Alemanha, no período de inverno, em todo lugar que encostava tomava um choque. Entretanto, incrivelmente, o carro era o lugar que eu menos descarregava a estática. O terror lá era os botões de elevador: quase todos eram feitos daqueles aços escovados. E o que mais me intrigava era que, mesmo quando uma pessoa encostava neles antes, era praticamente garantido o meu choque.

    Creio que isso fosse culpa de um casaco que eu usava, feito de um material esquisito. Era muito quente, excelente de se usar naquele inverno, porém, sempre quando eu voltava dos passeios e o jogava na cama, era um estalo atrás do outro!

  • Nora, não por isso.

  • Nora Gonzalez

    Mineirim, devia ser engraçado ver voce descendo do carro. Alem de evitar o choque, fazia alongamento (rsrs)…

  • Lucas Sant’Ana

    Nora, tente usar esse umidificadores veiculares, talvez diminuam a estática, eles esfriam um pouco o ambiente e talvez nem precise ligar o ar-condicionado.

    Vou postar o link, não sei se pode pois é de um site de comercio mas lá vai:

    http://www.dx.com/p/mini-usb-car-cigarette-powered-ultrasonic-air-humidifiers-37100#.VjuqetKrSiM

  • Fat Jack

    Eu sofro (menos) com isso principalmente no inverno (normalmente mais seco) da capital paulistana, até nas divisórias metálicas do escritório. Certa vez (há muito tempo atrás) eu tomava choque a cada noite de retorno da faculdade, e um dia cansado disso tomei todo cuidado ao descer do carro e tentei fechar o carro com o pé (carinhosamente, claro), e aporta acabou ficando entre aberta, claro que num reflexo involuntário empurrei-a bem pelo “brlack out” da porta com a mão: dá-lhe choque… Fiquei esbravejando mais que o Pato Donald…

  • AlexandreR

    Boa noite, Hoje fui ao supermercado, e achei estranho os choques na sessão de eletro-eletrônicos. Nunca tinha me acontecido, achei que eram as gôndolas sem aterramento, com todos aqueles aparelhos ligados… e agora chego em casa e me deparo com seu post !!! A boa e velha eletricidade estática !!! O estranho é que nunca tinha me acontecido, talvez pelo solado do meu tênis, ou pela secura da capital federal… ou ambos, 😉 Achei bem legal a coincidência do texto com o fato acontecido. Aproveito para tietar e dizer que adoro sua coluna no AE !! Você é 1000 !!!

    • Nora Gonzalez

      AlexandreR, obrigada – e é bom saber que meus assuntos são interessantes, embora… chocantes 😉

  • Rafael Ramalho

    Nora, faça um teste, experimente andar descaço, principalmente sobre areia ou grama e depois veja se melhorou algo.