Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas TRIUMPH BONNEVILLE 2016: 100% NOVAS, MAS IGUAIS – Autoentusiastas

Sob o slogan “reborn”, a marca britânica Triumph apresentou recentemente uma renovada linha de sua mais clássicas motos, as Bonneville, verdadeiramente renascidas. Elas são as mais tradicionais entre todas as Triumph e mereceram um trabalho extenso de modernização, porém com o cuidado de preservar suas características de motos 100% clássicas. Lembrando: o nome Bonneville remete ao recorde de velocidade batido nos anos 1950 por uma moto-míssil empurrada por um motor bicilíndrico da marca no homônimo lago salgado em Utah, EUA. Desde então, o nome é usado pela marca inglesa em suas icônicas — e agora renascidas literalmente — motocicletas de arquitetura mais tradicional.

BRG

A Thruxton é a esportiva da família, aqui no tradicional “racing green”, very British…

Motor, chassi, suspensões, tudo é novo nas bicilíndricas, menos a arquitetura do motor, que se alterada significaria um brutal desrespeito às velhas “Bonnies” do final dos anos 1950. O motor, como eu disse, permaneceu um com dois cilindros paralelos dispostos transversalmente, mas em vez do arrefecimento a ar e de 865 cm³ de cilindrada, agora é  arrefecido a líquido e vem em dois tamanhos, um de 900 cm³ para o modelo de entrada, batizado de Street Twin, e outro de 1.200 cm³ para o restante da gama. A adoção da arrefecimento a líquido pode soar como heresia para os fãs mais tradicionalistas, mas para encarar a concorrência e especialmente  as restritivas normas anti-emissões de poluentes não haveria como evitar tal opção — exatamente o que a Porsche teve que fazer no 911 em 1998, pelo mesmo motivo.

Com isso, a Triumph garantiu mais torque e menos vibrações para suas Bonneville, sem, contudo, alterar o visual clássico. Quem olhar rapidamente para os novos motores das Bonneville mal notará o radiador, bem disfarçado entre as traves do chassi de aço. Além disso, os cilindros e cabeçotes continuam vistosamente aletados, como se fossem de um motor arrefecido a ar.

Vermelha

A mais básica da linha é a Street Twin, com motor de 900 cm³

Segundo os técnicos da marca inglesa, no 900-cm³ há 18% a mais de torque, enquanto que nos 1.200-cm³ a cifra sobe para 54% a mais, números impressionantes mas que vieram desacompanhados das referentes à cavalaria, que será divulgada mais adiante. Aos tais números: o 900-cm³ tem torque máximo divulgado de 8,16 m·kgf a 3.200 rpm, um real passo à frente ante os 6,9 m·kgf a bem mais altas 5.200 rpm do 865-cm³ “a ar”. Como era de se esperar, nos 1.200-cm³ o ganho foi ainda mais substancial, e a “patada” divulgada é de 10,7 m·kgf a 3.100 giros.

Familia

A família inteira: cinco modelos, um 900-cm³ e os restantes, 1.200-cm³

Serão cinco as versões disponíveis destas novas Triumph. No Brasil, apenas duas motos desta família eram vendidas, a T100 e a esportiva Thruxton, diferentes apenas em detalhes. Agora, todas as cinco novidades deverão chegar às revendas nacionais a partir de janeiro. A primeira será a mais básica de todas, a Street Twin, e na seqüência, ao ritmo de uma por mês, virão as T120, T120 Black Edition e as duas Thruxton, a 1200 e a 1200R.

Rider 2

As Bonneville conciliam tecnologia moderna com um visual clássico; boas de olhar, boas de andar…

Todos os preços serão divulgados mais para frente e, segundo a Triumph, a Street Twin será a máquina ideal para ser customizada. Aliás, a própria marca disponibilizará kits para este fim, batizados de “Scrambler”, “Bat Tracker” e “Urban”.

Dark

A T120 Black é a Bonnie mais “dark”, literalmente falando!

Importante mencionar que o aumento de cilindrada é apenas um item do trabalho: mesmo a mais simples Street Twin tem acelerador eletrônico ride-by-wire, controle de tração e freios com ABS.  Nas T120, T 120 Black, Thruxton e Thruxton R, a estes itens foi acrescentado um seletor para modos de mapeamento do motor. Diferenciador nas Thruxton é o fato de terem efetivamente uma pegada esportiva e não apenas uma aparência. O modelo Thruxton R tem, inclusive, suspensão dianteira invertida, amortecedores traseiros Öhlins com reservatório do gás separado e pinças do freio dianteiro da grife Brembo fixadas radialmente. Para quem quiser ainda mais, haverá um kit que deixa a Thruxton pronta para uso em pista.

A T120 no seu lay-out mais tradicional. parece saída dos anos 1950, mas é um poço de modernidade.

A T120 no seu layout mais tradicional. parece saída dos anos 1950, mas é um poço de modernidade

Este forte investimento da Triumph na mais icônica linha de suas renomadas motocicletas  visa não apenas o óbvio, reforçar sua presença no segmento. De fato, é uma resposta à altura diante das ações dos “inimigos” que invadiram sua “praia”: pode-se listar entre esses a Ducati Scrambler, as Harley-Davidson Forty Nine e Iron e a BMW R nineT, motocicletas — algumas mais, outras menos — que dissimulam na aparência clássica, retrô até, uma grande dose de eficiência que as coloca no mesmo patamar do que as mais modernas motocicletas da produção mundial.

A versão Thruxton R é a mais potente da gama. Freios, suspensões e ajuste de motor para pista.

A versão Thruxton R é a mais potente da gama; freios, suspensões e ajuste de motor para pista

Fortalecida pelo sucesso de sua linha de máxi trails, as Tiger, pelo prestígio de suas Street Triple e Speed Triple e reverenciada pela competitividade de sua Daytona, a Triumph decidiu que era hora de mexer em sua menina dos olhos, modelos “porta de entrada” da marca e ao mesmo tempo cartão de visitas histórico, imbuído de toda a carga lendária da outrora gloriosa indústria britânica de motocicletas.

Rider

Apesar de simples, a Street Twin, modelo de entrada, oferece freios ABS e controle de tração

Depois de um período de ostracismo seguido às portas fechadas, a Triumph foi literalmente ressuscitada por um magnata do ramo imobiliário no começo dos anos 1990 e hoje é um exemplo de sucesso no mundo da moto moderna. A fábrica de Hinckley  é moderna, organizada e altamente tecnológica,  exemplo claro do efetivo renascimento da indústria britânica que em meados do século 20 foi a dominadora da cena mundial. As novas Bonneville são um exemplo claro de que em vez da massificação, o futuro da moto inglesa está na qualificação e esmero, tanto tecnológico quanto construtivo.

RA

Fotos: divulgação

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

  • CorsarioViajante

    Não curto motos, mas estas estão lindas demais.

    • César

      Eu também não curtia! Até criar a coragem de experimentar…

      • CorsarioViajante

        Por isso mesmo jamais vou experimentar! hehehe

  • Alessandro Peres

    Adoro o desenho da Bonneville, farol circular, banco reto,… Me faz lembrar de outro ícone CB750 Four dos anos 70! É de encher os olhos…

  • Alemão M

    Caramba! Adorei! Já estava na minha lista de mais desejáveis. Agora, está no topo! Me agrada muito a mudança no motor para arrefecimento a líquido. Torcer por um preço contido para continuar sonhando um sonho possível.

  • Oli

    Eu acho uma forçação de barra tremenda um motor de 1.200 cm³ numa moto dessas… Não gostei.

  • Alessandro Peres,
    Achei-as incríveis também, especialmente o banco reto, pois não concebo o/a garupa ir no segundo andar!

  • János Márkus

    Show!!

  • carlosvr6

    Eu sou o feliz proprietário de uma Thruxton 2014. Tenho alguns contras com ela, mas nada que desabone a moto. Pelo contrário, basta ligá-la que o sorriso me vem ao rosto. Me divirto MUITO com ela.

    Quando eu vi essa Thruxton R prata com carenagem oldschool meu queixo foi no chão! Absolutamente TODOS os pontos que eu gostaria de melhorar na minha, a fábrica fez upgrade. E ainda mantiveram o visual maravilhoso que sempre marcaram as Bonnies (até as ITB’s parecem os velhos carburadores Amal das T120 antigas).

    http://i2.wp.com/www.asphaltandrubber.com/wp-content/uploads/2015/10/2016-Triumph-Thruxton-Bonneville-leak-06.jpg

  • desanimado

    A mota é linda, clássica, ficou mais potente e mais de acordo com muitos pedidos que queriam algo mais que o quase anêmico motor de 880 cm³. Mas, e tem sempre o mas….Cometa a insanidade de entrar numa concessionária da marca e solicitar um guidão mais alto, mais ao seu gosto, ao seu jeito. Afinal, somos diferentes, temos alturas diferentes, gostos diferentes, costas diferentes e idades diferentes. Você vai escutar um sonoro NÃO TEMOS NÃO SENHOR….
    Esta é a realidade da Triumph e de muitas outras no Brasil…Ah, quarto mundo…Quando vamos evoluir para terceiro mundo…

    • Guilherme

      Zezim meu querido ermano,este comentário só pode ser seu e de ninguem mais. Ainda vou ou comprar uma bonie 1200 como esta vermeia e prata e dar uma coça em você montado na sua Guzzi. no trecho JF/Rio.
      Até lá.

      • mais desanimado ainda

        Me achou pelas minhas letras hermano!!! Vc se lembra do dia que entramos na concessionária aqui na Barra da Tijuca e cometemos a heresia de perguntar por um simples guidon…Mas ora bolas! Não é um simples Guidon! É um guidon de uma Triumph, feito em Vênus, distribuído através de Marte em naves que aportam na Terra a cada 10 anos. Como os caras iriam ter? Imagina se fosse um motor….
        Quando a vc me dar pau, eu em minha modesta Guzzi 1100 com 74 Cvs, é bem provável que vc o faça……..nos primeiros kilômetros e primeira meia hora…. Mas que suas costelas, espinha e músculos vão estar em frangalhos eu e vc não temos a menor duvida. daí eu te passo, chego antes, tomo uma cerva gelada, olho as meninas e espero vc chegar todo amarrotado, de banda, segurando a cintura e soltando um sonoro: Aiiiiiiiiiaiaiaiaiaiaiai……..#%&*3

  • Rafael Alx

    Não sou motociclista, às vezes bate vontade. Se a vontade prevalecesse e o bolso permitisse, a escolhida seria uma Bonneville. ainda mais agora quando lançarem essa nova gama com ABS de série.

    Essa moto tem esse estilo retrô, sem algumas limitações das custom, e é moto com cara de moto, não com cara de “transformer” das naked atuais.

    • César

      Eu também não era. Dou força para quem quer iniciar no mundo das duas rodas. Com juízo e responsabilidade, a diversão é garantida. É a expressão máxima da liberdade. Desopila o corpo e a mente. Não precisa ser uma motocicleta cara, nem refinada. Corajosamente afirmo que até uma CG serve. Aliás, eu comecei com um scooter e tenho lembranças maravilhosas. É um brinquedo incrível. Terás boas doses de prazer, garanto. Experimente.

  • Fórmula Finesse

    Essa Thruxton R é incrivelmente bela!

  • RoadV8Runner

    O desenho das Bonneville é fantástico, muito bonito mesmo. O que mais gosto nelas é a ponteira do escapamento ser de diâmetro menor, dá um charme a mais. Para mim, o modelo Street Twin está de bom tamanho, pois correr sobre duas rodas não é nem um pouco a minha praia… Os modelos anteriores tinham preço bastante honesto. Resta agora ver o tamanho que o estrago no câmbio euro/real vai fazer.

  • AlexandreZamariolli

    Essa T120 é um dos meus sonhos de consumo. Ainda não vi uma ao vivo (aliás, nem a T100) – e, quando isso acontecer, vai ser quase impossível resistir à tentação.

  • Adam Lewis Charger

    Lindas demais.
    E com o torque a essas rotações da para colocar esse motor em um compacto.

  • Dieki

    Essa Thruxton R, café racer de fábrica. Estilo de sobra!

  • Fat Jack

    Lindas…, particularmente me agradam muito, modernas mas mantendo o estilo “retrô”…, pena ser impossível algo assim nos automóveis, porque seria? Maior fidelidade dos motociclistas ao estilo que remete a atitude?

    • RoadV8Runner

      Não diria impossível para os automóveis, mas mais difícil. O maior problema seria a carroceria, caso se desejasse aumentar a segurança em impactos. Do ponto de vista mecânico, não é tão complicado, daria para fazer a custos bem aceitáveis.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que nos carros isso ocorreu na forma de várias releituras, como Fusca, Mustang, Prowler, PT Cruiser dentre outros, alguns mais bem sucedidos, outros menos.

      • César

        Para mim o PT Cruiser é o “retrô” mais feliz, em termos de design pelo menos, de todos os tempos. Seguido bem de perto pelo Fiat 500. Quanto ao New Beetle, o da primeira geração era muito mais condizente com a proposta do que o atual.

  • César

    A T120 esbanja estilo. Para quem gosta de street, logicamente. Apesar de não ser minha praia, a diversão parece ser garantida.

  • Guilherme

    A Triumph cometeu um pequeno deslize ao meu ver mas que é corrigível. Os aros NÃO têm borda.
    Acho que é muito pouco investimento para a fábrica e faz uma tremenda diferença no visual retrô, um charme que não poderia ter sido esquecido.

  • TDA

    Que bom termos o RA de volta. Belo texto sobre as novas Triumph, que bom que mantiveram os designs clássicos. Roberto, ainda teremos testes de 30 dias?

  • Fat Jack

    Cara, Prowler e PT Cruiser para mim, ok! Fusca e Mustang (o primeiro tido como releitura) nem tanto…, mas o seu argumento tem fundamento mesmo…, creio que eu tenha visto a metade vazia do copo…

  • Eduardo

    Olá Roberto,

    Já gostava das Bonneville anteriores, essas agora então, ficaram melhores ainda.
    Me permita uma pequena correção:
    Na parte onde você cita as concorrentes da Bonneville, você mencionou a Harley-Davidson Forty Nine, quando na verdade é Forty Eight.

    Abraço.

  • Motos Antigas 125ecia

    Essas motos são eternas, elas devem fazer sucessso no mundo inteiro.

  • Ricardo Mayor

    Sabe sobre aquelas informações que se transformam em Mito? Sou proprietário de um Bonneville T100 que dizem ser super moderna com o visual retrô. Concordo que é uma clássica mas, de moderno só mesmo a injeção eletrônica. Não vi nada alem disso que possa ser chamado de tão moderno. Francamente, é um preço muito alto por algo bom, mas que nem é tudo que esse Mito prega. Custa muito mais do que um MT-07. Tecnicamente, nada na Bonneville justifica custar tão mais caro, só mesmo a imagem e o status de clássica.