Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas TOYOTA HILUX SRX 2016 (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

Quem acompanha ou é consumidor de picapes se lembra muito bem quando a sétima geração da Hilux foi lançada em 2005. A Toyota chamou o lançamento de Revolução Total. Normalmente eu não gosto muito de várias chamadas publicitárias que vendem algo que depende de alguma interpretação. Mas nesse caso acho que a Toyota foi certeira.

Naquela época a Hilux já tinha um status de ícone devido à sua robustez. O programa televisivo britânico Top Gear aproveitou a fama e tentou destruir, incendiar e inundar uma Hilux, que resistiu bravamente até a implosão de um prédio. Claro que teve muito teatro do Jeremy Clarkson e sua trupe, mas o episódio se tornou um épico e é usado nos treinamentos da rede de concessionários até hoje. Pergunte para quem tem uma Hilux da 5ª geração, importada do Japão ou da Argentina se ela está à venda. Quem tem uma dessas sabe da sua indestrutibilidade e não quer se desfazer por dinheiro nenhum.

 

Toyota Hilux 8a geração AUTOentusiastas 41 A 5ª geração produzida na Argentina (acima a esquerda) passou por uma forte reestilização conhecida como geração 5,5 (acima a direita), foi substituída pela 7ª geração (abaixo a esquerda), e a nova 8ª geração

Toyota Hilux 8a geração AUTOentusiastas 41
A 5ª geração produzida na Argentina (acima a esquerda) passou por uma forte reestilização conhecida como geração 5,5 (acima a direita), foi substituída pela 7ª geração (abaixo a esquerda), e a nova 8ª geração

Também podemos atribuir parte dessa imagem positiva da Hilux à herança da indestrutibilidade do Bandeirante (Land Cruiser — outro ícone da Toyota), que contribuiu muito para o desbravamento do Brasil desde o final da década de 50. Poucos sabem que a primeira fábrica da Toyota fora do Japão foi a de São Bernardo do Campo, inaugurada em 1958.

Mas mesmo com essa fama toda, até 2004 a Hilux não desafiava a liderança da S10 e a vice-liderança da Ranger. Ela era um pouco menor e tinha um motor com desempenho bem inferior, mesmo que muito mais durável. Mas em 2005 a Toyota decidiu subir a barra do segmento de picapes médias com o projeto IMV (Innovative International Multi-purpose Vehicle – veículo internacional inovador e multipropósito). Na verdade esse projeto refere à Hilux em suas várias formas, mais o suve SW4 e a minivan Innova, todos feitos com carroceria sobre chassi. Essa linha de produtos está entre as mais importantes para a Toyota, junto com as linhas/plataformas do Corolla, do Camry e do Land Cruiser.

 

Os modelos da família IMV, a sétima geração da Hilux

Os modelos da família IMV, a sétima geração da Hilux

Com tamanho avantajado, quase do mesmo tamanho das obsoletas D20 (o Juvenal Jorge teve uma) e F-1000, um novo motor diesel desenvolvido e fabricado pela própria Toyota (até então todos os fabricantes locais usavam motores locais, exceto a L-200) foi integrado ao câmbio também Toyota, e a perfeita integração do trem de força com o chassis, mais o interior bem mais parecido com o de um carro de passeio, traduzia algo que o mercado queria, mas nem sabia. Soma-se a isso uma caixa automática até então inédita e a fama de indestrutível que foi honrada no novo modelo, e a “revolução” no segmento estava feita.

Os concorrentes ficaram praticamente sem ação. A GM correu para as flex em uma faixa de preços mais baixa, seguida da Ranger. A Frontier perdeu o rumo e até hoje não se achou. A Mitsubishi, que tem uma clientela cativa, até que ficou estável. Mas isso foi em 2005. Nesses 10 anos que se passaram todos se mexeram e a Hilux acabou ficando a mais velha do segmento. Inclusive a VW percebeu que para ultrapassar a Toyota em vendas mundiais precisaria também de uma picape, e assim nasceu a Amarok. Mas mesmo com toda essa movimentação a Hilux permaneceu dominando o segmento diesel e em muitas vezes dominando o segmento total de picapes médias mesmo no final do ciclo de vida. Eu acho deliciosas essas histórias de ícones.

Imagine só a responsabilidade do chefe de Engenharia responsável pela oitava geração da Hilux, melhorar o que fora uma revolução. E pelo que eu pude observar durante o evento de lançamento em Mendoza, na Argentina, ele conseguiu.

 

Força e emoção (ou prazer)

Força e emoção (ou prazer)

Toda nova

A nova Hilux é nova mesmo. Foi totalmente refeita. Novo chassi, com seção maior e feito com chapas de 3,2 mm de espessura (antes. 2,8 mm), proporcionando mais resistência para o fora-de-estrada e para a estabilidade em rodovias. Nova carroceria, mais reforçada, melhorando muito o conforto interno tanto em fora-de-estrada quanto em autoestradas. Novo interior, novo motor, novas caixas, nova suspensão traseira. Não sobrou nada da anterior.

A julgar pelo que vejo nos comentários aqui no site, a Amarok tem uma boa reputação entre os autoentusiastas, principalmente pela sensação mais de carro de passeio e pela parafernália eletrônica que a tira de situações difíceis com o mínimo esforço do motorista. Eu mesmo já testei a Amarok aqui para o Ae e a eletrônica impressiona. No entanto suas vendas nunca decolaram, pois o consumidor de picapes tem outras necessidades, e a primeira delas é ter certeza que sua picape roda como um carro mas agüenta o tranco de um trator.  E a Amarok ainda tem um longo caminho para conquistar o status da Hilux. E isso independente das suas qualidades. É uma questão de imagem. E de uma imagem que se sustente.

 

Tudo novo e chassis mais resistente

Tudo novo e chassis mais resistente

A Toyota soube muito bem entender a evolução do segmento iniciada pela sua própria revolução e equipou a Hilux com toda a eletrônica necessária para aumentar a segurança e o conforto nas mais adversas condições. Agora nova versão topo de linha, a SRX (modelo que testei) e a SRV, são equipadas com controle eletrônico de estabilidade, controle de tração ativo, bloqueio do diferencial traseiro, assistente de descida e assistente de subida (que aplica os freios impedindo o recuo nas paradas e arrancadas em subidas). Soma-se isso a nova caixa automática de 6 marchas e ao novo motor com  45,9 m·kgf já a 1.600 rpm, e o trator está aí. Mas o novo chassis com 20% a mais de rigidez torcional, a nova carroceria mais rígida e silenciosa (com 388 pontos de solda, 120 a mais que na anterior), a nova assistência hidráulica da direção e a precisão dos pedais transformam o trator em carro de passeio.

No vídeo mais abaixo é possível ver a facilidade com que enfrentei alguns obstáculos muito difíceis, que eu teria dúvida em encarar se não estivesse com um instrutor ao meu lado dizendo que era possível. O conforto e o baixíssimo nível de ruído praticamente tiram aquele frio na barriga que sentimos nessas situações. Eu realmente tive vontade de sair da trilha e procurar algo mais desafiador ainda. No vídeo também é possível notar o curso da suspensão traseira que agora é de 520 mm (como referencia um carro de passeio tem curso de algo entre 120 e 150 mm, no máximo).

 

O curso da suspensão traseira de 520 mm contribui para manter o contato dos pneus com o solo mesmo em desníveis impensáveis

O curso da suspensão traseira de 520 mm contribui para manter o contato dos pneus com o solo mesmo em desníveis impensáveis

O novíssimo motor Toyota 1GD (Global Diesel) de 2,8 litros de quatro cilindros em linha, com turbocompressor de geometria variável (VGT) 30% menor e interresfriador de ar (que agora foi posicionado à frente do motor e não sobre ele como no modelo anterior), fez uma dieta 200 cm³ de cilindrada em relação ao anterior Toyota 1KD para melhorar o consumo. Mas mesmo mais magrinho e leve ganhou 6 cv elevando a potência máxima para 177 cv a 3.400 rpm e teve um impressionante aumento de 31% no torque, atingindo o pico de 45,9 m·kgf entre 1.600 e 2.400 rpm.

Isso graças a um refino na admissão de ar e na câmara de combustão. Agora tem acionamento do duplo comando por corrente, aumentando a durabilidade. Dá para entender como eu saí dos enroscos com pouco esforço. Todas as versões da nova Hilux usam esse mesmo motor, o que é excelente, pois tem gente que preza apenas desempenho, não se importando muito com caros itens de conforto e tecnologia.

 

O novíssimo motor 1GD, menor, mais leve , mais forte, mais liso e mais silencioso, com cabeçote de alumínio e comandos acionados por corrente

O novíssimo motor 1GD, menor, mais leve , mais forte, mais liso e mais silencioso, com cabeçote de alumínio e comandos acionados por corrente

No teste fora de estrada peguei um carro com a nova caixa automática de seis velocidades com gerenciamento eletrônico. Com as primeiras marcha mais curtas e a quinta e sexta mais longas o compromisso entre o fora-de-estrada e estrada ficou melhor. No fora-de-estrada o elevado torque em baixas rotações é explorado com suavidade pelo pedal do acelerador e o peso e pega do volante são perfeitos.

Outro ponto de destaque do motor é o baixíssimo nível de ruído e vibrações. Eu me lembro bem que há dez anos a Hilux anterior já tinha um bom nível de ruído para um motor diesel, mas ainda assim era alto, principalmente para quem estivesse do lado de fora. Agora está no nível de carros de passeio e marcas premium. Em viagens longas, frequentes para quem tem picapes, isso faz uma diferença enorme. causando muito menos estresse ao motorista.

 

Um bom desempenho com excelente consumo, a confirmar com o nosso teste 'no uso'

Um bom desempenho com excelente consumo, a confirmar com o nosso teste ‘no uso’

Os dados de consumo de acordo com Inmetro são 9 km/l em trecho urbano e 10,5 km/l em uso rodoviário com caixa automática. Não deu para verificar isso. Mas realmente deve ter melhorado. Como o tanque é de 80 litros dá para rodar por volta de 800 km, isso se o motorista ficar dentro do limite de velocidade. A 120 km/h com o motor a menos de 2.000 rpm fica um marasmo só. Dá até sono de tão confortável. A 160 km/h o carro continua muito na mão em termos de estabilidade. mas apesar de silencioso também  a adrenalina sobe um pouco por conta da alta velocidade — não por insegurança — e ficamos mais espertos. A nova suspensão traseira teve os feixes de molas reposicionados e alongados em 100 mm, agora medindo 1.400 mm de comprimento, o que ajuda muito na estabilidade em curvas, principalmente com a caçamba carregada.

Perguntei ao gerente de engenharia da Toyota do Brasil, Daniel Suzuki, e também um especialista e responsável pela excelente calibração das suspensões de todos os Toyotas vendidos aqui (quem não se lembra da Fielder?), qual foi o maior desafio no desenvolvimento dessa Hilux. Sem hesitar ele respondeu exatamente o que eu esperava. Disse que foi encontrar o melhor equilíbrio possível entre capacidade fora-de-estrada, capacidade de carga de 1 tonelada e o conforto dos ocupantes, uma equação dificílima. Com a picape vazia eu pude andar tanto como motorista quanto como passageiro no banco de trás e achei que esse esse equilíbrio está muito bom. Para uma melhor avaliação precisamos fazer um no uso.  No vídeo, o próprio Daniel também nos explica para que servem as minúsculas “barbatanas de peixe” na base dos retrovisores e nas lanternas traseiras.

 

O esbelto trem de força, motor, caixa automática e caixa de transferência, ficaria até legal na sala de casa

O esbelto trem de força, motor, caixa automática e caixa de transferência, ficaria até legal na sala de casa

No teste de estrada dei sorte. Ou azar? Peguei uma SRX com caixa manual de seis marchas. Sorte porque essa caixa é o que chamo de “manjar dos deuses” em relação ao trambulador, com engates precisos e fáceis. Mas azar porque ela não está disponível para as versões mais altas (SR, SRV e SRX) para o Brazil, onde a preferência é quase que total pela automática. Uma curiosidade é que o torque do motor cai um pouco nas versões com a caixa manual, para preservar a própria caixa. Em linhas gerais, gostei muito do desempenho do motor e da sua suavidade. Mas andei um trecho curto, no plano e sem carga. Além disso a Toyota não informa aceleração e velocidade máxima. Quando fizermos o no uso com a automática e com 7% a mais de torque voltaremos a falar sobre o desempenho.

Esse novo vermelho da Toyota, chamado Volcano, tem um brilho fantástico e caiu muito bem na Hilux e acrescentando um toque de esportividade. Tomara que os consumidores brasileiros se animem assim como eu. O desenho da Hilux foi evolucionário e ao meu ver muito acertado. Posso garantir que ao vivo e com a melhor noção do volume das formas está entre as mais bonitas. As fotos não refletem a realidade. Eu mesmo não havia me empolgado com elas.

 

Vermelho Volcano: essa cara apenas um pouco mais comportada não esconde toda a força e resistência desse ícone

Vermelho Volcano: essa cara apenas um pouco mais comportada não esconde toda a força e resistência desse ícone

Aqui também a Toyota conseguiu um bom compromisso entre a imagem de força, presente nos pára-lamas alargados e no porte da picape, imponente, e um apelo mais para carros de passeio, presente nos faróis que se integram à grade dianteira. Gostei muito do desenho da coluna “C” (traseira) e das rodas de 18″ exclusivas da versão SRX (nas outras são de 17″). Ela cresceu um pouco no comprimento e na largura mas manteve o entreeixos. Comparada à da geração anterior, a caçamba das versões cabine dupla está 50 mm maior (1.525 mm), 25 mm mais larga (1.540 mm) e 30 mm mais alta (480 mm) e a tampa traseira quando aberta agora é suportada por hastes metálicas, aumentando sua resistência.

Ela ficou mais alta mas mais baixa. Isso mesmo. O tema central do seu desenvolvimento foi aumentar a robustez e assim também melhorar a capacidade fora-de-estrada. Com isso sua altura do solo agora é de 286 mm, 64 mm  a mais que na anterior. No entanto a altura total diminuiu 5 mm. Isso graças a nova carroceria. A altura do interior da cabine diminuiu, mas o ponto “H”, distância do assoalho ao ponto de encontro do assento com o encosto do banco, também diminuiu.

 

Um pouco mais baixa, porém com maior altura do solo, e mais comprida e larga

Um pouco mais baixa, porém com maior altura do solo, e mais comprida e larga

E isso, juntamente com o ajuste de altura e distância do volante (com cursos de 20 mm) e novos bancos, trouxe uma outra característica única da Hilux, uma posição de dirigir bem próxima, senão igual, à de um Corolla, com o volante bem vertical e as pernas mais esticadas. Soma-se isso ao conforto de rodagem e ao painel de instrumentos, até mais atraente que o do próprio Corolla, e tem-se praticamente uma nova dimensão em prazer de dirigir numa picape. O curioso é que todos os carros em que entrei estavam ajustados com o banco na posição mais elevada e o volante bem inclinado. O pessoal não sabe realmente aproveitar o que os fabricantes nos proporcionam.

 

Interior caprichado e um dos pontos de destaque é a posição de dirigir

Interior caprichado e um dos pontos de destaque é a posição de dirigir

Dessa vez a Toyota caprichou muito no interior. O desenho do painel é muito agradável mesmo. Os mostradores muito legíveis e agora com uma tela de 4,2″ no centro com as principais informações. O modelo SRX tem chave de presença e partida por botão. O tela do sistema de infotenimento é de 7″, mas parece maior devido à borda que abriga os botões virtuais, táteis. Vi gente falando que o painel “apesar de bonito é de plástico duro”. Isso é imperceptível aos olhos devido à excelente qualidade e, francamente, não faz a menor diferença, ainda mais em uma picape. O ar-condicionado é digital e automático, de uma zona, e o porta-luvas é refrigerado. A alavanca de engate da tração e reduzida, venerada pela própria Toyota como uma solução à prova de falhas para garantir o engate, foi substituída por um seletor. Talvez agora o sistema eletromecânico esteja 100% confiável. O bom é que assim se libera espaço no console.

A lista de de equipamentos de segurança:

Freios ABS com distribuição eletrônica (EBD) – todas as versões
Assistente de frenagens emergenciais (BA) – todas as versões
Controle de tração ativo (A-TRC) – versões SRV e SRX
Controle de estabilidade (VSC) – versões SRV e SRX
Assistente de reboque (TSC) – versões SRV e SRX
Assistente de partida em rampas (HAC) – versões SRV e SRX
Assistente de descida de ladeiras (DAC) – versão SRX
Luzes traseiras de neblina – versões SRV e SRX
Airbags duplos dianteiros – todas as versões
Airbag de joelho para o motorista – todas as versões
Airbags laterais para motorista e passageiro da frente – SRX
Airbags de cortina – SRX
Cintos de segurança de três pontos (com alarme de alerta) e três apoios de cabeça no banco traseiro – todas as versões cabine dupla
Engates Isofix para ancoragem de banco de crianças – todas as versões cabine dupla

 

Agora o painel de instrumentos é bem completo

Agora o painel de instrumentos é bem completo

Para os que gostam de estrelas, a nova Hilux recebeu 5 delas (nota máxima) para proteção de adultos e 4  na proteção de crianças no ensaio de impacto feito pela Latin NCAP.

Preços de todas as versões disponíveis no lançamento (todas 4X4 e com motor diesel 2,8-litros):

SRX cabine dupla 2,8 caixa automática R$ 188.120
SRV cabine dupla 2,8 caixa automática R$ 177.000
SR cabine dupla 2,8 caixa automática R$ 162.320
STD cabine dupla caixa manual R$ 130.960
Cabine simples caixa manual R$ 118.690
Chassi-cabine caixa manual  R$ 114.860

Segundo a Toyota, a versão cabine dupla SR equivale em equipamentos à atual SRV e tem preço um pouco menor.

Nesse teste rápido que fizemos quatro pontos principais me chamaram a atenção: a posição de dirigir realmente de carro de passeio, o baixíssimo nível de ruído e vibração do motor, a capacidade fora-de-estrada e o novo interior. Muito provavelmente a Hilux vai segurar bem a posição de destaque que ela tem no nosso mercado e no mundo.

Agora tenho que conseguir realizar um novo objetivo que acabei de definir. Voltar a Mendoza e fazer um “no uso” cruzando os Caracoles na Cordilheira dos Andes até Santiago no Chile e escutando a música que a Toyota escolheu para tocar no lançamento, Hard as a Rock, do AC/DC. Aí sim essa avaliação estará completa.

Veja o vídeo mais fotos adicionais e a ficha técnica.

PK

Fotos: PK, divulgação Malagrine Fotografia

 

 

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA HILUX SRX/SRV/SR CABINE DUPLA 2016
MOTOR
Instalação Dianteiro, longitudinal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido / alumínio
Configuração / n° de cilindros Em linha / 4
Diâmetro x curso 92 x 103,6 mm
Cilindrada 2.755 cm³
Taxa de compressão 15:1
Potência máxima 177 cv a 3.400 rpm
Torque máximo 45,9 m·kgf de 1.600 a 2.400 rpm
N° de válvulas por cilindro Quatro
N° de comandos de válvulas Dois, corrente
Combustível Diesel
Formação de mistura Injeção eletrônica direta por common rail
Aspiração Forçada por turbocompressor de turbina de geometria variável com interresfriador
TRANSMISSÃO
Tração / câmbio 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida com acionamento eletrônico, com bloqueio do diferencial traseiro, controle ativo de tração e controle de estabilidade / automático epicíclico
SRX e SRV possuem controle eletrônico de tração e estabilidade
Número de marchas 6
Relações de transmissão 1ª 3,6:1 / 2ª – 2,09:1 / 3ª – 1,488:1 / 4ª – 1,00:1 / 5ª – 0,687:1 / 6ª – 0,58 / Ré – 3,732:1
Relação dos diferenciais 3,909:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, triângulos superpostos, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo rígido, molas semielípticas de duplo estágio e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica regressiva
Diâmetro mín. de curva 12,8 m
Relação de direção n.d
N° de voltas entre batentes 3,43
FREIOS
De serviço Duplo-circuito em paralelo, servoassistido
Dianteiros Discos ventilados com ABS, EBD (Distribuição Eletrônica de Força de Frenagem) e BAS (Sistema de Assistência
em Frenagem de Emergência)
Traseiros Tambor com LSPV (válvula proporcional sensível à carga) e com ABS, EBD e BAS
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio
Pneus SRX – 265/60 R18  SRV e ST – 265/65 R17
PESOS
Em ordem de marcha SRX 2.090 kg / SRV 2.085 kg / SR 2.065 kg
Carga máxima SRX 1.000 kg / SRV 1.005 kg / SR 1.025 kg
CONSTRUÇÃO
Tipo carroceria montada sobre chassis, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 5.330 mm
Largura 1.855 mm
Altura 1.815 mm
Distância entre eixos 3.085 mm
Distância mínima do solo 286 mm
Ângulo de ataque 31°
Ângulo de saída 26°
CAPACIDADES
Caçamba 1.240 litros (aprox.)
Tanque de combustível 80 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h n.d
Velocidade máxima n.d
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Cidade 8,8 km/l (computador de bordo)
Estrada 11,3 km/l (computador de bordo)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 62,5 km/h (aproximadamente)
Rotação em 6ª a 120 km/h 1.920  rpm
Rotação em vel. máx. n.d

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • Domingos

    Deu vontade de dirigir essa manual! Mas fiquei curioso, a Land Cruiser não era na mesma base mecânica que a Hilux?

    PS: Falta um plural em “ficamos mais esperto”.

    • lightness RS

      Não não, a Land Cruiser é beeeem mais forte, pesada e maior, não é a toa que nos EUA custa o dobro de uma Tacoma, que seria a Hilux dos americanos…

      • Domingos

        Não sabia mesmo. De fato a Land Cruiser era vendida quase como se fosse um Lexus, porém pensava que chassi e detalhes mecânicos fossem os mesmos…

        Deve ser interessante a durabilidade e resistência dela então!

  • Piero Lourenço

    Será que vai acabar com a reputação de “carro que capota fácil” ? A antiga Hilux era só desviar de um cachorro com velocidade baixa que parecia um touro !!

    • Guilherme Keimi Goto

      Queria saber qual dessas tranqueiras com centro de massa na lua nao e’ um convite a capotagem… O homem pode inventar a eletronica que for, mas as leis da fisica sao implacaveis.

      Minhas desculpas aos amantes de caminhonetes que ficaram ofendidos com tranqueira, eu uso uma com frequencia (por falta de opcao) e acho detestavel o rodar.

    • Christian Govastki

      Não, basta olhar que o controle de estabilidade não está disponível em todas as versões…

  • Geovane Paulo Hoelscher

    Excelente avaliação PK!

    Quanto ao preço, quem realmente deseja uma Hilux vai pagar e ponto, pois só ela tem este nível elevado de resistência e robustez, a excelente qualidade do pós-venda da toyota, aliados à tranquilidade quanto a defeitos de fabricação e outros incômodos e à baixa desvalorização.

  • João

    PK! Achei interessante o elogio sobre a transmissão manual da Hilux. Vi em outro site, uma pessoa comparando tal câmbio com os VW…Procede essa comparação? Parece mesmo de um VW ou a pessoa está exagerando? HAhahaha Muito bom o vídeo!

  • RoadV8Runner

    Gostei de ver que o foco da Toyota na oitava geração do picape Hilux foi aprimorar os detalhes técnicos, aquilo que realmente importa para quem gosta de verdade de automóveis. Pelo aumento na espessura da chapa de construção do chassis e aumento nos pontos de solda da carroceria, se a resistência do modelo anterior era de um trator, a do novo modelo está perto da de um tanque de guerra!

  • Só pelo fato de terem colocado #AC como trilha sonora, já merece o meu respeito…

  • Davi Reis

    Só mesmo aqui no AE pra me convencerem a olhar o carro (nesse caso, o trator, risos) sob outra perspectiva. Como a Hilux antiga, parece boa, mas meu veredicto final é o mesmo, ainda que com bons olhos: não me convence de modo algum. Não sei o que é, mas as antigas versões quadradinhas exercem mais poder sobre mim. Porém, uma coisa é impossível de negar: a Toyota fez a lição de casa muito bem. Não repetiu o erro do Corolla, que é outro carro muito bom, mas chegou deixando um gosto de mais do mesmo. Pena que poucas Hilux produzidas irão mesmo demonstrar toda a sua capacidade off-road por aí. Encerrando, falar sobre preço é chover no molhado, ainda mais do jeito que as coisas andam. Mas será que a diferença tão grande em relação aos outros concorrentes se justifica? Usando mais uma vez o Corolla como exemplo, parece que de novo a Toyota foi com muita sede ao pote. Porém, se vende assim…

  • Cara, “tô” contigo. Viajei numa Hilux, 2014 com menos de 30 mil km.
    Serião, prefiro viajar com meu Pejozinho 2004.
    A única coisa que me encantou na Hilux é a força. Impressionante o torque desses motores diesel.

  • Rolim

    Ainda vai precisar corrente com cadeado para não roubarem o pneu sobressalente, ou deram uma solução para isso?

  • RMC

    PK
    Como sempre, excelente texto!
    Tenho uma Hilux da geração que está se despedindo. Sem dúvida, um carrão. Apesar de pouco rodada (50 mil km), posso dar meu testemunho: pouquíssimos defeitos, consumo reduzido (faz mais de 12km/l em média, caindo para cerca de 11 em estrada andando rápido) manutenção barata, assistência técnica no geral competente e honesta. Inconvenientes: o tamanho exagerado acaba trazendo algumas restrições ao seu uso no dia a dia da cidade, câmbio com curso muito longo da alavanca e direção muito desmultiplicada, como todos os Toyotas vendidos aqui. Manobrá-la em espaços apertados é chato, por conta do tamanho e da direção.
    Na estrada, é excelente: boa visibilidade, espaçosa, confortável, veloz, não liga pra terrenos ruins, motorzão que nunca nega fogo. Uma amigona para quem gosta de passear e explorar os lugares que visita, sem impor restrições. Claro que diversão em estradas de serra com muitas curvas não é para ela, isso fica para o outro carro, um Jetta TSi.
    Quanto à nova: será que a direção foi recalibrada, para uma relação mais direta? O câmbio mecânico tem o curso da alavanca menor? Não vejo problema nenhum no acionamento da tração/reduzida por alavanca, não precisavam ter mexido nisso. Por fim, a lamentar o tamanho ter crescido ainda mais do que o da minha e os preços inalcançáveis.
    Por fim: na época da compra, fiquei em dúvida entre a Amarok e a Hilux. A confiança na assistência técnica e os preços honestos da manutenção definiram a compra. Quanto ao tamanho, acho que a Fiat e a Renault perceberam que as outras estão exageradamente grandes e inconvenientes para uso na cidade e acho que terão sucesso nas propostas, apesar de não termos versão diesel da Oroch (uma pena: já usei o 1.5 dCi em vários modelos e é ótimo) e do aspecto no mínimo discutível da Toro (pelo menos nas fotos que vi até agora).
    RMC

  • AlexandreZamariolli

    Tanto capricho no design… e esqueceram do para-choque traseiro. Era tão difícil fazê-lo integrado à caçamba e pintado na cor do carro?

    • Domingos

      Acho que o para-choque cromado e meio separado ficou como marca registrada da Hilux, alem de passar sensaçao de robustez. Pode ser que de fato seja, ou que seja mais facil de reparar o de metal em relaçao ao de plastico pintado.

      (Perdao pelos acentos, nao estao saindo…)

  • Domingos

    Hoje tem como fazê-las bem razoáveis e até boas de curva, como a Amarok. O problema é que você olha para um carro de trabalho e custa 150 mil Reais…

    Tem um preço fazer essas casas ambulantes boas de curva. E claro que tudo na manutenção delas deve ser igualmente caro.

  • Dieki

    Não caindo no clichê “tá caro”, porque qualquer carro no País é caro, mas relativamente caro, já que as versões top das principais concorrentes são mais baratas que a versão SR. Deve ser de outro planeta mesmo. Só um adendo, a SW4 tem o mesmo preço de uma Pajero Full Diesel. A Toyota só abusou um pouco dessa vez…

  • Fórmula Finesse

    Quando falamos em Toyota, sempre pensamos na briga pelo protagonismo entre os quesitos preço e qualidade geral…ambos são bem alentados, e só para quem sofre o derrame no bolso e posteriormente prova as qualidades do veículo terá um veredicto final para declarar.
    Pessoalmente gostei muito dessa nova geração; mesmo a anterior já era bem agradável (ontem pude dirigir uma Hilux SR manual – raridade – e é um verdadeiro doce de leite: caixa precisa, de ótimo tato que parece que se entende às maravilhas com o motor suave para um diesel, ainda mais com a pimentinha do uivo delicado da turbina) – e não vejo porquê essa nova versão seja nada menos do que muito boa no segmento.
    Não dava muito pelota para elas, mas quando pude conhecer melhor uma SW4 que entrou em nossas vidas, realmente fui fisgado pela impressão de qualidade geral, cuidado na construção, suavidade e força controlada dos modelos japoneses…agradam, são utilitários bem companheiros e – fora a questão pecuniária – não vejo um ponto negativo a destacar.

    Essa é a nova Hilux; bem cara – desvia o foco para outras belas opções do setor (S10 High Country, Ranger Limited…), mas sinceramente…creio que é a nova melhor picape do segmento.

    PK quase cristaliza isso com sua ótima avaliação; vamos esperar mais!

    • Dieki

      Mr. Finesse, se o preço não entrar na conta, é decididamente a melhor. Mas como justificar os 30 mil a mais?

      • Fórmula Finesse

        É difícil, só se esses R$ 30 mil não pesassem tanto no orçamento – como sou pobre e pragmático, partiria para uma High Country vermelha perolizada, economizaria essa grana e me sentiria bem feliz sobre uma versão tropical da Colorado, quase me imaginando dirigindo um robusto V8 quando os 51 kgs de torque se fazem sentir.

  • JLuiz

    Tenho uma 2013 e digo que uma das maiores qualidades do carro nao se vê, sente se ao dirigir. Principalmente em viagens longas, é impressionante como o veicuo nao te cansa mesmo apos horas ao volante. Sincronia muito boa entre cambio automatico e motor diesel, consegue se viajar relativamente rapido (sabendo as reacoes do carro em curvas, anda se mais rapido do que a maioria do fluxo), gracas ao alto torque em ampla faixa de rotacoes. Parece paxiao, mas so quem ja teve a experiencia pode confirmar. Alem, de é claro, a baixa manutencao. Sou fa das pickups ford pela beleza e tradicao, mas na razao, a toyota supera os concorrentes. Vide os precos maiores e lideranca tanto na venda quanto na revenda. Algo que os consumidores reconheceram e aceitam pagar mais por isso. E acredito que a toyota sabe e cobra por isso. Ou seja, mesmo cara, vai continuar vendendo muito.

  • David

    A Toyota deveria rever a opção da caixa manual para as outras versões também. E olha que eu sou quase um defensor do câmbio automático.