Quase quatro anos depois do último lançamento no mercado brasileiro, chega o 308 ano-modelo 2016, reformulado. A versão topo de linha passa a ser a Griffe no lugar da Feline e seu motor é o admirado (e onipresente no grupo PSA) motor 165 THP “Prince”, turbo de injeção direta, 166/173 cv (G/A) e 24 m·kgf (A ou G). Outra mudança importante é a adoção do câmbio Aisin de seis marchas evoluído, denominado EAT6, que incorpora a função ECO, um modo para proporcionar redução de consumo.

Este trem de força é praticamente o mesmo do Citroën C4 Lounge flex lançado há 11 meses. A versão Griffe custa R$ 82.990.

 

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Câmbio automático de 6 marchas, a grande novidade

A outra versão é a Allure, que permanece com as mesmas motorizações, a EW10A 2-litros de 143/151 cv e 20/22 m·kgf (Allure 2,0), e a EC5 1,6-litro de 116/122 cv e 15,5/16,4 m·kgf (Allure 1,6).   Os câmbios são, respectivamente, Aisin AT6II (sem a função ECO do EAT6, ver adiante) e manual de cinco marchas. Essas versões custam, na mesma ordem, R$ 75.990 e R$ 69.990.  Apenas o 1,6-litro conta com o sistema Flex Start Bosch que dispensa injeção de gasolina na partida em dias frios quando com álcool no tanque.

 

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Só recapitulando, o  308 sucedeu o 307  e foi lançado no Salão de Frankfurt de 2007. Em 2011, no Salão de Genebra, foi mostrada sua primeira atualização, a que chegou ao Brasil em dezembro de 2012, e que se caracterizava principalmente pela abertura dianteira (“boca”) menor, mais elegante. O 307 começou a ser  comercializado no Brasil em 2002, importado da França, e em 2004 passou a vir da Argentina, onde é produzido na fábrica da PSA em El Palomar, na Grande Buenos Aires.

Esse novo 308 ainda não corresponde à última geração que foi apresentada no Salão de Frankfurt de 2013, com vendas iniciadas na Europa em janeiro de 2014. Esta traz o quadro de instrumentos elevado, de leitura por cima do volante, que conhecemos no 208 e no 2008 e tem nova estrutura, mais leve.

 

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Interior agradável, mas bancos poderiam ser melhores

A mudança no 308 2016 mais evidente  é o emblema-logotipo da marca, o leão, ter migrado da chapa terminal dianteira para a grade, e a inclusão de fileira de LEDs para sinalização diurna na região dos faróis de neblina desde a versão Allure 1,6. A Peugeot mostra claramente apostar na dotação de itens importantes de série em todas as versões, como ar-condicionado automático de duas zonas, teto panorâmico, seis bolsas infláveis, controle automático/limitador de velocidade e lanternas traseiras a LED. Importante tanto do ponto de vista estilístico tanto quanto funcional, as rodas são unicamente de 17″ com pneus 225/45R17W Michelin Primacy 3. As três versões pesam 1.318/1.328/1.392 kg.

 

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O quadro de instrumentos “por dentro do volante” (nada errado nisso, bem-entendido) têm desenho “não-Wolfsburg”, com instrumentos de fundo e algarismos cinza bem claro e ponteiros vermelhos que, francamente , estão longe do ideal. Como tenho dito, não adianta inventar moda em instrumentos.

 

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Legibilidade dos instrumentos não é ideal

Na sua informação à imprensa a fábrica fala em modificações na estrutura interna e na densidade da espuma dos bancos, mas ao dirigir percebe-se logo que eles deixam um pouco a desejar na questão de abraçar o corpo, poderiam ser melhores. O pára-brisa bastante inclinado carece da faixa degradê — ainda mais indispensável neste caso — e não é só a Peugeot que vem cometendo essa falha. Só como curiosidade, peguei uma carona com o Josias em seu Daihatsu Charade 1995 para ir ao hotel e ponto de encontro em Guarulhos para o iniciar o teste  e o carro tinha a faixa. Onde será que os fabricantes estão com a cabeça?

O teto panorâmico de 0,83 m² de área conta com a imprescindível cortina para-sol de acionamento elétrico. A luminosidade interna do 308 é mesmo elevada com a área envidraçada total de 4,86 m².

Eletrônicos

A ordem-do-dia é carros terem toda sorte de dispositivos eletrônicos e disso o 308 veio recheado. A nova central multimídia com tela tátil de 7″ integra as funções de rádio AM/FM com memória, leitor de MP3 e fotos, conexão para USB/iPod, entrada auxiliar e Bluetooth com transporte do catálogo de endereços do celular para a tela, audiostreaming, computador de bordo com ajustes do veículo, HD de 16 gigabytes para gravar seleção de músicas em MP3, indicações dos sensores de estacionamento da câmera de ré (versão Griffe somente), navegador GPS com mapas da América Latina (também na Griffe apenas), tecnologia Mirror Link e Carplay, e link MyPeugeot.

O Mirror Link permite o espelhamento do smartphone na tela do veículo, com as vantagens de integração e modernidade, segurança ao preservar visibilidade e ergonomia com dois níveis de informação para veículo em movimento ou parado, simplicidade pela exibição e controle dos aplicativos compatíveis a partir da tela tátil, compatibilidade Mirrorlink (smartphones e  Apps compatíveis (Sony, Samsung etc.), e Carplay (iPhone 5 ou superior), e controle pela utilização do mesmo pacote do cliente sem custo adicional de uma segunda assinatura mensal.

Outra função é o link MyPeugeot, aplicativo gratuito para smartphones tanto para Android quanto para iOS, pelo qual pode-se monitorar consumo de combustível e continuar a navegação depois de estacionar, sendo possível, por exemplo, “achar” o lugar onde se estacionou.

Como andam

O motor 1,6 THP casa muito bem o câmbio Aisin EAT6, que além dos modos normal e S (sport), tem o ECO destinado reduzir o mais possível o consumo de combustível. Isso é feito, como em outros câmbios, alterando o mapa de injeção e ignição do motor e aplicando outra estratégia de troca de marchas. Segundo a Peugeot, o consumo pode ser até 7% menor em uso urbano. Em qualquer modo as trocas de marchas ascendentes são feitas a 6.500 rpm quando acelerado a fundo.

Também é característica a EAT6  no modo ECO reduzir o freio-motor controlando a borboleta de aceleração, de modo que o veículo aproveite mais a inércia. Além disso, o bloqueio do conversor de torque é mais eficaz e existe uma função de redução de tração, que desengata parcialmente a primeira e reduz a incômoda vibração com o motor em marcha-lenta com câmbio em Drive, além de responder por consumo até 1% menor no uso em cidade já que o motor não fica “lutando” contra o câmbio. Já o modo S ocasiona maior retenção de marchas, só trocando-as em rotações mais altas, os acoplamentos no trem epicicloidal são mais ríspidos e a 6ª marcha é inibida. Com v/1000 em 6ª 44,8 km/h o motor gira a 2.700 rpm a 120 km/h e a velocidade máxima de 215 km/h é atingida em 5ª a 6.160 rpm.

Anda bem, acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 s com gasolina e 8,1 s com álcool. À boa disposição junta-se a suspensão (McPherson/eixo de torção)  com calibração correta e conciliadora do compromisso conforto de rodagem-estabilidade. O comportamento em curva é praticamente neutro, o subesterço é mínimo, e para isso os pneus contribuem em boa parte. Mas não vão elogios para a direção de assistência eletro-hidráulica pela falta de centro definido, embora a indexação à velocidade seja correta. Mas aparentemente se trate do carro que dirigi, pois no outro em que andei isso não ocorreu, como veremos adiante. Em compensação, a potência de frenagem se mostrou excepcional, com as quatro pinças e os quatro discos de Ø 302/Ø 250 mm (D/T) fazendo o trabalho certo.

Para variar, não há informação de consumo, mas no Rodoanel Leste observei 10,6 km/l de álcool  no computador de bordo rodando no limite da via, 100 km/h. O tanque é de 60 litros, capacidade adequada.

 

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Sento-me bem “atrás de mim”

Nesse dia não fiz questão de andar no Allure 2,0, mas tinha interesse de ver como seria a versão com motor 1,6-L e câmbio manual — para ter uma agradável surpresa. É incrível a diferença de 74 kg (um passageiro) e, principalmente, a conexão mecânica de um câmbio manual, fora o mérito do motor EC5, “cheio” desde as baixas rotações. Carga de pedal de embreagem bem baixa e seleção/engate de marchas perfeitas só proporcionam alegria e a versão tem uma relação preço-benefício realmente atraente. Ela se soma a um hatchback com bom espaço interno condizente com o entre-eixos de 2.608 mm, que não mudou, e um excelente porta-malas de 430 litros. O banco traseiro é dividido 1/3-2/3 e rebatível e seus três ocupantes dispõem de cintos de três pontos e apoio de cabeça.

Claro, além de um desenho inquestionavelmente moderno e elegante, sem rebuscados e com linha de cintura adequada em que a sensação de claustrofobia passa longe. Aplausos por trazer engates Isofix para bancos de criança, mas apupos para as duas saídas de escapamento falsas, não dá para entender como pode um estilista aplicá-las num carro.

 

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Duas “saídas” de escapamento: duas ponteiras o deixariam mais elegante; lanternas traseiras em LEDs agora

BS

Fotos: autor, exceto a de abertura (divulgação) e a do banco traseiro, feita por Josias Silveira

 

FICHA TÉCNICA PEUGEOT 308 GRIFFE 1,6 THP
MOTOR
Denominação, localização e posição EP6FDTM, dianteiro transversal
Combustível Gasolina e/ou álcool
Aspiração Superalimentação por turbocompressor de dupla voluta com interresfriador, 1,2 bar
Taxa de compressão 10,2:1
Diâmetro dos cilindros/curso dos pistões 77 x 85,8 mm
Cilindrada 1.598 cm³
Potência máxima 166 cv (G), 173 cv (A) a 6.000 rpm
Torque máximo 24 m·kgf a 1.400 rpm (G e A)
Material do bloco/cabeçote Alumínio
N° e arranjo dos cilindros/arrefecimento Quatro em linha/a líquido
Localização dos comandos de válvulas Cabeçote
Árvores de comando de válvulas/acionamento Duas, corrente
N° de válvulas por cilindro/localização/atuação Quatro/cabeçote/indireta por alavanca-dedo
Variador de fase Comando de admissão
Coletor de admissão variável Não
Formação de mistura Injeção direta
TRANSMISSÃO
Câmbio/rodas motrizes Automático epicíclico Aisin EAT¨6/dianteiras
Controle de tração/bloqueio de diferencial Sim/não
N° de marchas à frente/alavanca seletora Seis/assoalho
Relações das marchas 1ª 4,04:1; 2ª 2:37:1; 3ª 1,56:1; 4ª 1,16:1; 5ª 0,86:1; 6ª 0,67:1; ré 3,39:1; árvore de saída 0,94:1 influiindo em todas as marchas
Relação de diferencial 4,06:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizador integrada
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira
Relação/assistência N.D./eletro-hidráulica
Diâmetro mínimo de curva 10,6 m
FREIOS
Servoassistência/tipo Sim/a vácuo
Dianteiros A disco ventilado, Ø 306 mm
Traseiros A disco, Ø 250 mm
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 225/45R17W (Michelin Primacy 3)
Estepe 205/55R16V (temporário 80 km/h)
SISTEMA ELÉTRICO/GERADOR
Tensão nominal 12 V
Tipo de gerador Alternador
CARROCERIA
Construção Monobloco em aço, subchassi dianteiro, hatchback
Número de portas/número de lugares Quatro/cinco
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.292 mm
Largura com espelhos 2.064 mm
Altura 1.518 mm
Distância entre eixos 2.608 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 8,3 s (G), 8,1 s (A)
Velocidade máxima 215 km/h (G e A)
CAPACIDADES E PESOS
Porta-malas 430 litros
Tanque de combustível 60 litros
Peso em ordem de marcha 1.392 kg
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 44,8 km/h
Rotação a 120 km/h, 6ª 2.700 rpm
Rotação à velocidade máxima, em 5ª 6.160 rpm

 

Mais algumas fotos:

(Atualizado em 2/11/15 às 13h50, inclusão de mais fotos)
(Atualizado em 2/11/15 às 21h00, alteração do 1º parágrafo, correção de informação)
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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Ivan

    Não estou entendendo a posição da logo frontal nos Peugeot, ora no capô, ora na grade… fica estranho, o 2008 que acabou de ser lançado é diferente…

    • TDA

      Provavelmente o símbolo tenha sido deslocado para a grade por causa do tamanho maior do que a grade do 308 europeu. Ou seja, ficaria estranho apenas a grade sem símbolo. Além disso a abertura do capô é diferente e o leão ficaria muito pequeno.

    • Z_H

      Tradicionalmente, o logo sempre foi na grade… Digamos que o logo no capô foi uma “licença poética”.
      Abraço.

  • Guilherme

    Confesso que me entristecem essas versões para “países emergentes”. Isso mostra a falta de consideração de algumas fabricantes pelo nosso mercado que sempre corresponde fazendo sua parte (altos volumes independente dos altos preços praticados). Isso no mínimo deveria ser compensado no preço, que neste caso especificamente não ocorreu.

    • Lorenzo Frigerio

      “Custo Brasil”. E a Argentina não é muito diferente.

    • Gustavo73

      Concordo que versões requentadas são ruins. Mas acho que foi sim compensado no preço e lista de equipamentos. 6airbags, ar condicionado digital dual zone, teto solar, rodas 17″ e CMM entodas as versões não se encontra na concorrência pelo mesmo preço. A versão top com o THP custa menos que as versões intermediárias da concorrência.

      • Guilherme

        Me desculpe Gustavo mas 83 mil reais por um remendo desses nem que tivesse detalhes folhados a ouro. Na minha opinião essa é uma faixa de preços que deveria ser restrita aos carros com projetos pelo menos contemporâneos como o novo Focus (que também é muito caro diga-se de passagem…).

        • Gustavo73

          O THP só vale para quem procura desempenho e um motor moderno turbinado. O Golf que seria o concorrente nesse quesito custa 90 mil e ainda deve alguns equipamentos (apesar de oferecer outros. Na minha opinião a versão mais interessante é a 2-L automática que custa como a 1,6 16v SE Plus do Focus mas é equipada como a Titanium de 88(13 mil de diferença). A Peugeot poderia ter feito o 2-L manual pelos mesmos 69 mil, quando o AT de 6 marchas era opcional no 2-L ela pedia 6 mil reais. O Cruze então nem se fala, levaria o 308 facilmente, já que também tem um projeto datado.

          • CorsarioViajante

            E o Bravo então… 🙂

      • CharlesAle

        Pois é Gustavo.Sou um admirador da marca Peugeot e sempre a defendo principalmente contra a “rival’ Renault no sentido de oferecer produtos até melhores..Mas acho que nessa questão do 308, foi uma pisada de bola da Peugeot. Se a Ford e VW se esforçam para oferecer o que tem lá fora, porquê a Peugeot não faz o mesmo esforço e oferece o atual modelo Europeu nacionalizado e com preços nível dos concorrentes!
        Esse mercado de médios já está sendo” sangrado” pelos SUVs, se oferecem modelos recauchutados, ai que o segmento acaba mesmo..

        • TSI

          resposta simples: Não vende…
          Quem irá em sã consciência investir em um mercado cada dia mais arriscado (dólar, impostos, menor renda, maior instabilidade política etc), com vendas e lucros cada vez menores? Maior risco = maior retorno. Além disto não vejo o brasileiro prezar por bons e novos projetos, vide o market share, onde os produtos mais vendidos não correspondem aos melhores (melhor diferente de visual).
          Como digo, fabricantes estão aqui para lucrar e não para fazer caridade.

    • Leonardo Mendes

      Vale lembrar que o plano original da Peugeot era trazer o 308 europeu para conviver com esse da avaliação, mas segundo o fabricante a alta do dólar adiou os planos de importação até que a situação econômica do Brasil melhore.

      (talvez em 2030…)

  • FocusMan

    Esse carro remete aos velhos anos 80 onde recebiamos atualizações estilísticas dos carros europeus em nossos carros mais antigos. Uma pena que nosso mercado está de novo rumando para esse norte. Investimentos carissimos para produção de uma nova geração local são inviáveis. Os impostos tornam a importação também inviavel. No fim, fica o consumidor desse tipo de carro que valoriza a ultima palavra em tecnologia. Carros médios e hatch geralmente são comprados pela emoção e não pela razão logo esse carro não despertou o mínimo interesse nesse que vos escreve.

  • Leonardo Mendes

    Endosso todas as afirmações do Bob no tocante ao 308 1,6… o último test-drive que tivemos antes de encerrarmos as atividades como concessionário foi justamente um Allure 1,6.

    Que carro delicioso de guiar, dava gosto esticar um pouquinho mais as marchas só pra ver o carro desenvolvendo. Por pouco não fiquei com ele quando saiu da frota, mas não consegui vender meu 307 a tempo.

    • Nando

      Um dos carros que me trazem melhores recordações em minha já longa carreira foi um 206 1,6 16v que tive no início dos anos 2000. Um verdadeiro lobo em pele de cordeiro, com aparência de um 1-L mas com muita potência para o baixo peso. O motor sobe de giro muito fácil, sem vibrações. Uma delicia. O motor deste 308 é praticamente o mesmo.

      • Leonardo Mendes

        Também tive um desses, da primeira leva dessa motorização (Passion 2001) e assino embaixo de tudo que você escreveu… lobo em pele de cordeiro, cansei de assustar desavisados em semáforos e estradas.

    • Pablo Nascimento

      Leonardo, mudaram de bandeira?

      • Leonardo Mendes

        Não, nos tornamos revenda multimarcas.

        A família andou flertando com a Suzuki (motos) mas as negociações não foram adiante.

        • Arruda

          Sorte sua! (em relação à Suzuki). Sucesso na nova empreitada.

  • Luiz Felipe Robadey

    Bob, aqui em casa tem um 408 e um 207. Também sinto falta da faixa degradê, porém, notei que, para meus 1,90 m, dependendo da altura do banco, uma faixa poderia atrapalhar a visão, principalmente, de placas altas. Consequência das fábricas (notadamente a Peugeot) de avançar o pára-brisa sobre o capô, foi eliminada a faixa, infelizmente.
    Quanto ao carro, pode ser bom de conduzir, mas, não acredito superar os modelos do passado (306, 406 etc).

  • Mr. Car

    Pode não corresponder ao europeu, mas ainda assim o considero um carro bem desejável.

  • Gabriel Carvalho Da Cunha

    Olá, Bob. O texto informa que o motor 2-litros é o XU10, porém não seria o mais moderno EW10?
    Outra coisa: o 308 possui uma função no qual os limpadores de para-brisa dianteiros param na posição “paralelos”, já que eles são “cruzados”. Assim é possível levantá-los.
    Obrigado.

    • Gabriel Carvalho da Cunha
      O dado que eu tenho é ser o XU10, mas diante do que você diz vou verificar. Quanto aos limpadores, essa função de parada paralelos é o tipo da coisa que só um “no uso” revela. Vou retirar a foto e a crítica. Obrigado pela informação.

    • Luis Hopperdizel

      Este carro tem sim o recurso de colocar os limpadores na posição paralelos. Basta acionar a função “uma varrida” após desligar o carro que eles vão para aquela posição. Depois, com outro toque eles retornam a posição inicial.

      • Luís Hopperdizel
        Bem simples!

      • Z_H

        Não sabia que tinha a função uma varrida no 308. Que eu sabia, um toque para baixo liga/desliga (não confundir com ativar/desativar) o limpador automático. Como faz ?

        • Luis Hopperdizel

          O procedimento é mesmo de ativar/desativar o sensor de chuva, porém com o carro desligado.

    • Danilo Grespan

      Gabriel, é muito provável, já que o 308 mod. 2015 possui esse recurso

    • Gabriel Carvalho Da Cunha
      Confirmado, é o EW10. Texto será corrigido em seguida.

  • Boniek Evangelista Leite

    Esse Peugeot tem quase tudo que o Josias não gosta,

  • antonio carlos cavalcanti

    Caro Bob, e esse volante, além de não ter nenhum controle, não ficou muito grande?

    • antonio carlos cavalcanti
      Sabe que não? Não medi, mas aposto que está na faixa 370~375 mm de diâmetro.

  • Gustavo73

    Principalmente pelo preço e equipamentos.

  • jr

    Tivemos um 307 1.6 (era da minha esposa). Gostamos muito do carro (eu e minha esposa). Foi um dos carros em que entrei e me adaptei instantaneamente, a ergonomia bateu com minhas dimensões. O volante tinha controles em alavancas atrás do mesmo, mas de uso intuitivo. Ficava com a sensação que não precisava tirar a mão do volante para cambiar tão pequeno que era o movimento, adorava a posição de dirigir. Um dos poucos bancos que consegui usar até hoje sem um apoio lombar adicional.
    É uma pena não ser o 308 100%, mas é de se pensar na próxima troca.
    Não tenho certeza, mas parece que ele cresceu em dimensões externas comparado ao 307.
    Para falar a verdade, ainda lamentamos tê-lo trocado por outro modelo, de outro fabricante.

  • Diney

    A Peugeot não aprendeu com o remendo do 206, não estou questionando a qualidade do 308 (tive quatro Peugeot sem nenhum problema ) mas desanimei pela canibalização dos equipamentos da própria marca. Uma pena, pois estão sendo mais cabeça-dura que os japoneses.

  • JJ Neves

    Bob

    Acho que rolou uma breve inversão no texto logo no começo onde diz:

    ” A versão topo de linha passa a ser a Griffe no lugar da Feline e seu motor é admirado (e onipresente no grupo PSA) motor 165 THP “Prince”, turbo de injeção direta, 166/173 cv (A/G) e 24 m·kgf (A ou G).”
    As potências acabaram saindo invertidas.
    Sabe de alguma possibilidade de o 308 CC ainda ser vendido no país?

  • Luis Hopperdizel

    Bob, percebi uma imprecisão de informações no começo do texto. A versão topo de linha já era griffe no modelo anterior e desde 2013 as versões 2.0 e 1.6 thp já usavam câmbio AISIN de 6 marchas. O THP desde o lançamento e o Allure desde 2013.

  • PEDAORM

    Marlboro agradece.

  • lightness RS

    Pleno 2015 é a Peugeot me vem com esse painel de fundo branco?!?! que decepção… tem alguém que curta isso, amigos?

    • Fred

      Eu curto! Até relógio de pulso quando vou comprar tenho preferência pelo fundo do mostrador branco!

      • lightness RS

        Caramba cara, você é o culpado de tudo isso!! Mas sinceramente, não consigo gostar 🙁

    • Nando

      Eu acho incrivelmente cafona e péssimo para utilizar.

    • TDA

      Não vejo problema no fundo branco. O que não ficou legal foi a mudança de grafia. Deixou algo que era muito bonito e legível em algo meio cafona e ruim.

  • João Guilherme Tuhu

    Ótimo carro. O preço é que poderia ser um pouco menor. A PSA precisa vencer o preconceito do mercado.

  • Luís Hoppendizel,
    Certo, texto foi corrigido. A versão topo era mesmo a Feline, inclusive testada por mim em http://migre.me/s07S6

    • Luis Hopperdizel

      Era, mas em 2014 o THP passou a ser Griffe THP. Afirmo pois tenho um. Um abraço e parabéns pelo ótimo site!

  • JJ Neves,
    Claro, estava ao contrário; já corrigi, obrigado pela observação. O 308 CC consta do site da Peugeot por R$.153.790, presumivelmente está sendo vendido.

  • TDA

    Gosto dos carros da Peugeot, mas esse design do 308 não me agradou. A frente não casou com a traseira, o símbolo rebaixado para a grade, a grade aumentada de tamanho e com uma moldura que dá impressão de que é maior ainda e para terminar o mesmo para-choque traseiro do modelo antigo com a solução dos escapes “falsos” que antes pareciam interessante mas agora não combinou. É uma pena pois esse caro é muito bom, confortável, desempenho na medida, conjunto mecânico bem acertado e vários itens de conforto/conveniência. E só para completar ainda inventam de mexer aonde não precisava, o belo quadro de instrumentos, que era bem legível:

  • LucianoNR

    Fala-se muito de que o pós-venda e baixa qualidade dos veículos da PSA fez com que a marca empacasse no Brasil. Eu tive um 307 que adorava. Vendi com 80 mil km, sem dar um problema sequer, e sempre fui bem atendido na revenda de Porto Alegre. Já um amigo meu ficou duas vezes na rua com seu 3008, sem que resolvessem o problema. Para mim o que este hatch tem de grande vantagem sobre os concorrentes é o espaço, principalmente o porta-malas, cheguei a carregar um fogão 4 bocas no 307 que eu tinha. Isto é um diferencial para quem precisa, o que num hatch às vezes não é um atributo tão apreciado.

  • André Andrews

    Bob, como curiosidade, desceu a Serra Velha nesta apresentação? Um futuro Passeio Autoentusiastas até poderia ser lá, fica a sugestão.

    • André Andrews,
      Sim, descemos por ela. Boa sugestão!

      • André Andrews

        Bob, as imagens deste release são da Serra Velha?

  • Mauro Schramm

    Essa primeira geração do 308 é praticamente um 307 requentado. Foi um ótimo carro para o início dos anos 2000, mas seu tempo já passou.

  • Manoel Nunes

    Sou proprietário de um 308 2-L manual Allure 2013. Já rodei com ele 105.000 km e é realmente aquilo que podemos chamar de carro honesto: excelente acabamento interno, bom desempenho, consumo moderado e uma lista extensa de equipamentos. Meus gastos com ele limitaram-se às revisões e a duas lâmpadas queimadas.

    Apostei na marca e fui surpreendido pela assistência técnica aqui em Brasília: competente e eficiente.

    Em relação a este novo, o preço do 1,6 parece à primeira vista competitivo, mas, para quem considera em primeiro lugar o prazer de dirigir, não há como não se olhar para o Golf, alguns milhares de reais acima e sem tantos equipamentos, porém com um conjunto mecânico anos-luz à frente do Peugeot e com algumas coisas à primeira vista pequenas, mas que fazem a diferença na condução: precisão do câmbio, formato e altura dos bancos (além de não acomodarem bem, acho-os altos mesmo na posição mais baixa), diâmetro do volante (o do Peugeot parece o de um caminhão) e leitura dos instrumentos. Palavras de quem também tem o VW na garagem.

  • Olá Bob, bom dia, apenas uma correção: o motor de 2,0 litros do 308 é o EW10A. A linha XU já não é usada há quase 15 anos.

  • CorsarioViajante

    Não é um carro “ruim”, mas mesmo com a nova cara já é nitidamente um carro cansado – basta olhar para o 2008 e 208 logo ao lado na concessionária para tirar a prova. Aí fica complicado.
    Além do mais, quase sempre tem uma versão do Focus ou do Golf que custa bem pouco a mais e dá a sensação de entregar muito mais, exceto pela versão de entrada, onde o 308 entrega mais que o Focus peladão.
    Mas vamos combinar, aquelas duas saídas de escape falsas e o painel ruim de ler jogam muito contra.

  • Duzinfa
    Confirmado, texto será corrigido em seguida.

  • Fórmula Finesse

    Malgrado as mudanças estéticas e técnicas; o carro parece estar na mesma situação do Fiat Bravo: boas qualidades, no topo da gama um motor interessante, bom acabamento, confortável…mas de todo o resto, um quê de carro já um tanto ultrapassado, o capricho nos detalhes estéticos (rodas, faróis…etc) secundários não tornam o todo realmente atraente – esse perfil quase de minivan já é coisa do passado…

    • Rafa2810

      Que surpresa boa encontrar o ótimo Finesse por essas bandas! 🙂

      • Fórmula Finesse

        Árra…sou AE desde pequeninho (desde que começaram!)

  • Domingos

    São descendentes de qualquer forma…

  • Lucas Sant’Ana

    Esse reduzir o freio motor controlando a borboleta de aceleração é uma grande sacada pois nos demais motores apesar do corte de injeção perde-se o “embalo”, uma maneira de se experimentar isso (embora um pouco perigoso) seria, num declive bem longo com a 5ª engatada desligar o motor e pisar totalmente no acelerador e depois comparar com a maneira tradicional realizando algumas medições.
    Tenho uma pergunta também Bob, essa redução de tração na marcha lenta com o câmbio em Drive seria o conhecido controle de neutro? Se não, qual a seria a diferença disso e do controle de neutro?

  • Lucas Sant’Ana
    O funcionamento é um controle de neutro, tanto que promove economia de combustível. Vou ver como é o detalhe com a engenharia da PSA.

  • Eduardo Edu

    Com todo respeito à Peugeot que parece ter lançado um bom produto, mas não creio que esses preços são competitivos aos rivais com projetos mais modernos. São iguais ao do VW Golf e Ford Focus que estão alinhados ao que se vende fora do Brasil. Tem que ter muita vontade de ter um 308 ou esquecer de fazer um test drive com os concorrentes.

  • marcus lahoz

    Excelente análise Bob. Como tenho um 408 THP e posso dizer que o carro é bom demais, tanto cambio quanto suspensão; mas o motor é fantástico. O único ponto ruim é o sistema de cores do painel.

    • dncmotors

      Talvez um padrão Audi, branco com vermelho como eram os Peugeot 206, ficassem bem legais.

  • MyLife

    Perdeu as saídas de ar para o banco traseiro? Uma pena…

  • TSI

    Bob, a cada dia a indústria automobilística utiliza mais vincos, linhas de estilo, cintura alta, entradas e saídas falsas de ar (estilo Hot wheels).
    Além de ser pouco honesto (carros 1-L que parecem super esportivos), é um visual que utiliza mais recursos que o necessário (dobras na lataria por exemplo), muito mais cansativo porém impactante (a cada dia o prazo de validade fica menor, mas o impacto gera vendas) e sem pensar na funcionalidade (cintura alta reduz luminosidade, painel grande reduz espaço interno, etc).
    Daí minha opinião:
    Os alemães, com seu design funcional representa hoje o melhor design do mundo. Entretanto é criticado por tantos no Brasil por não ter visual agressivo (linhas curvas, vincos, etc. Vide críticas ao Golf, up!, Audi etc), até por confundirem design com estética.

  • Nando

    Nestes tempos de tudo eletrônico, acelerar um carro com motor desligado não produziria qualquer efeito na(s) borboleta(s).

    • Lucas Sant’Ana

      É que meu carro tem acelerador a cabo, um fiesta rocam, então dá pra fazer esse teste

      • Nando

        Saudades dos aceleradores a cabo… Os eletrônicos acabaram com o feeling no pé direito.

  • Guilherme Reis

    Olá, esta matéria não está na lista de últimos testes. Não deveria?
    Abraço e parabéns ao Bob pelo texto.

  • Guilherme Reis
    Um pequeno esquecimento…Já está lá e obrigado pelo toque.

  • Davi Reis

    Leonardo, por aqui muitas concessionárias Peugeot andaram fechando as portas também. Aconteceu o mesmo na sua região? Ouvi dizer que andam reformulando a rede, mas pelo menos em Minas Gerais, nada andou mudando no último ano.

    • Leonardo Mendes

      Aconteceu e tem acontecido com uma frequência impressionante.

      Esse papo de “reformulação” é conversa fiada… poucas foram as bandeiras Peugeot que trocaram de dono, a maioria fechou de vez.

      • Davi Reis

        Também fiquei com essa impressão de que era conversa furada. Não faz sentido uma reformulação fechar uma quantidade massiva de lojas e não repôr pelo menos parte delas em tempo hábil.

  • Leonardo Mendes

    Hahahaha, já me disseram a mesma coisa recentemente em relação a Suzuki.

    Obrigado!

  • dncmotors

    Belo Carro.

  • Rodrigo, sim, tem, mas a conta é multiplicação 4,06 x 0,94 = 3,816.

  • Rodrigo Ultramari, se é a mesma caixa, não sei, o fato é que a constante é considerada da maneira que lhe falei, multiplicação e não divisão.