Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FORD ECOSPORT 1,6 COM CÂMBIO ROBOTIZADO, NO USO – Autoentusiastas

Um ponto chama a atenção imediatamente para quem anda no Ford EcoSport com motor 1,6 litro e a transmissão robotizada de dupla embreagem, o silêncio interno.

Não consegui produzir um som de motor que incomodasse a mim ou aos passageiros que andaram comigo nos dez dias de avaliação, o que mostra que é um projeto que faz valer os anos de aprendizado de NVH (noise, vibration and harshness — ruído, vibração e aspereza) da Ford, que evoluiu muito.

Como eu havia dito na apresentação do carro há coisa de dois meses, eu iria entender melhor o câmbio robotizado numa avaliação mais longa, e é o que fiz agora.

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Boa altura livre do solo ao assoalho para uso também fora do asfalto com tranqüilidade

Com gasolina anda bem, sem ser nenhum monstro esportivo, claro, mas os 126 cv dão conta do recado facilmente em qualquer situação. Em estradas com subidas  sucessivas, a estabilidade ótima permite manter o pé no acelerador de forma a que a caixa não sinta ser necessário baixar muitas marchas para acompanhar o fluxo. De fato, em algumas subidas, até bastante íngremes. não há redução de marcha desde que se venha embalado, algo possível de ser feito quando é um trecho que se conhece e se sabe não haver nenhuma câmera de arrecadação. Claro que segurança vem em primeiro lugar, e só se deve fazer algo assim se as condições permitem.

Com álcool, melhora mais um pouco pelos 5 cv a mais, 131 cv, que dá para sentir levemente em algumas condições. Não há diferença perceptível na qualidade e suavidade do funcionamento do motor com álcool, sendo tão bom quanto com gasolina. Nada a ver com algumas calibrações de alguns carros flex de alguns anos atrás, que funcionavam bem com gasolina mas passavam a um funcionamento “quadrado” com álcool. Mecanicamente o motor é bastante suave, nunca desagradando nesse quesito.

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Ford EcoSport

A caixa de câmbio com dupla embreagem simula bem o funcionamento de uma automática epicíclica com conversor de torque, mas sem as patinagens dessa, que tanto incomodam a quem não nenhum carinho especial por não trocar de marcha, como eu.

Não há desperdício notável de energia do motor girando elementos da transmissão sem passar força às rodas, e nesse ponto é uma robotizada com que eu conviveria sem problema. Desde que eu tivesse um carro de câmbio manual e pedal de embreagem para uso normal. Mas isso sou eu. O cliente padrão do EcoSport com esse câmbio não deve ser um fanático autoentusiasta, daqueles furiosos para dirigir rápido a qualquer instante, de cambiar e fazer punta-tacco toda hora. Aliás, punta-tacco aqui é mesmo indesejável, pois pode-se danificar as embreagens acelerando e freando ao mesmo tempo, como está claro no manual do proprietário.

Clara também é a calibração eletrônica desse câmbio, voltada para conforto, com as trocas sendo quase imperceptíveis. Isso agrada em cheio à maioria dos usuários na maior parte do tempo. Só é possível sentir as trocas no modo S (Sport), quando as rotações são bem mais elevadas, as acelerações melhoram bastante, e claro, o consumo sobe. É para emergências ou diversão, já que andar assim o tempo todo garante três coisas: amizade com os frentistas dos postos e menos dinheiro no seu bolso, fora o tempo perdido parando mais freqüentemente para abastecer.

Na lateral da alavanca, a tecla com + e -, para subir e descer manualmente

Na lateral da alavanca, a tecla com + e –, para subir e descer manualmente

As seis marchas são bem escalonadas, aproveitando bem os giros do motor. Apenas algumas condições um pouco fora do comum fazem haver uma pequena demora nas trocas, mas isso não ocorre na maior parte do tempo, nunca desagradando quem dirige.

Apenas 1,2 litro de lubrificante sintético de especificação 75W são aplicados na caixa. Se nada de errado ocorrer, o fluido não deve ser trocado e nem completado. As relações são exatamente as mesmas da caixa usada com o motor 2-litros, exceto relação final de diferencial, mais curta no motor 1,6.

Na posição S da alavanca, pode-se ver qual marcha está engatada no mostrador central do quadro de instrumentos, junto do computador de bordo. E pode-se trocar de marcha com a tecla + / – que há no lado esquerdo do pomo, trocas que são mais fácil de serem feitas com o polegar da mão direita. Nesse ponto, o carro fica devendo ao seu proprietário as borboletas junto do volante, para poder comandar o câmbio sem tirar uma mão do comando mais importante de qualquer veículo, o volante.

Na posição D também se pode trocar manualmente pela tecla, mas aí o mostrador mostra o D seguido da marcha engatada apenas por alguns segundos, apagando em seguida o número e ficando apenas o D. Poderia ser igual a da posição S, tornando mais fácil saber em que marcha se está, algo útil se você quiser subir as marchas antes do computador, algo que pode ser feito para deixar o carro ainda mais silencioso e econômico.

Nas duas posições não se consegue engatar marcha errada para a velocidade, nem subindo e nem reduzindo. Ou seja, não se força, por exemplo, uma sexta a 40 km/h nem mesmo em descida, e não se reduz para segunda a 80 km/h. Isso mostra uma calibração de software protetiva, que evita danos ao motor. Muito bom e que dá tranqüilidade ao motorista. Mesmo que ele cometa um erro ao tentar trocar manualmente, o computador não deixa.

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Letra “P” no centro do mostrador superior mostra a posição da alavanca de câmbio; falta um termômetro da água do motor

Sobre consumo de combustível com essa transmissão robotizada,  vê-se pelo computador de bordo o que fazem congestionamentos terríveis. Em um dia sofrível em São Paulo, véspera de feriado, andei cerca de 150 quilômetros pela manhã e à tarde, sempre com ar-condicionado ligado, em avenidas e ruas absurdamente travadas, e vi números como 4,5 a 5 km/l de gasolina nessa condição.  Foi um uso forçado, digamos que pedi para sofrer para ver o pior consumo possível. Com álcool a situação piora, com cerca de 4 km/l, mas ótimos 7 km/l em ruas de  bairro sem congestionamentos, mas com o pára-anda em cruzamentos, lombadas e valetas,  e até ótimos 13 km/l andando em avenidas livres, coisa rara hoje em dia, com as velocidades máximas de ridículos 50 km/h. Aliás, só os limites são padronizados, mas as avenidas não o são. O que essa atual administração paulistana criou foi descabimentos como avenidas com poucas e estreitas faixas de rolamento, corredores de ônibus e muitos pedestres, tendo o mesmo limite das vias locais das avenidas marginais, onde há muito mais largura das faixas, mais faixas e número mínimo de pedestres. É ignorância técnica pura e doentio sentimento anti-automóvel na sua mais asquerosa forma.

Em estrada movimentada e com muitas subidas, 10 km/l de gasolina, mas isso a não mais de 90 km/h, já que o trânsito era muito carregado, e esse número foi obtido com muitas variações de acelerador, algo sabidamente ruim para consumo. E mesmo assim é um bom número. Na mesma estrada com trânsito leve e com álcool, 17 km/l num trecho a 90 km/h. Numa estrada moderna, chega-se a 14 km/l fácil, sem esforço e acompanhando o tráfego mais rápido, sem passar da velocidade permitida de 120 km/h na maior parte do tempo.

Essas medições foram feitas zerando o computador de bordo a cada trecho que eu gostaria de medir. Não são números de consumo instantâneo, que pode ser visto em forma de barras na parte de cima da tela do computador de bordo. São médias de trechos de características diferentes, acredito, algo mais útil para o leitor. Conclusão, consumo muito bom.

Sim, consumo é um dado importante tanto para nossas economias quanto para mostrar a eficiência de um automóvel. Se você acha besteira, imagine em um carro de corrida feito para provas de longa duração a importância do quanto se gasta de combustível, e você rapidamente concluirá que saber quanto é queimado dentro do motor é assunto não apenas de mão-fechadas.

O que a fábrica melhorou muito nesse segundo Ford EcoSport em relação ao original, de 2003, foi o acabamento interno. As cores e texturas são agradáveis, e a combinação de cinza escuro nas partes altas e cinza médio nas mais baixas é muito boa nessa versão Freestyle. Mesma coisa nos bancos, com tecidos que são resistentes e fáceis de limpar, além de terem padrão de costuras bastante moderno. As coberturas laterais plásticas são bem desenhadas e tem montagem sólida. Mas é preciso aplicar ainda mais engenharia para melhorar o casamento de peças, para permitir maior rigidez de alguns conjuntos,  como, por exemplo, nas molduras pintadas do painel de porta e este. Mais pontos de fixação entre componentes é o que falta, basicamente.

Já o painel de instrumentos teve grande melhoria, sendo superior em tudo ao carro antigo. Estilo, aparência do material, cor, texturas e a tão importante aparência de firmeza e solidez. Assim como o volante e as teclas, todos de muito boa qualidade tátil. Atende perfeitamente ao cliente.

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Painel agrada à vista e ao tato (foto divulgação)

O porta-malas de 362 litros até que surpreendeu, cabendo mais itens do que eu imaginaria fosse capaz, já que mesmo sendo curto no comprimento, tem largura correta e altura grande. Fica apenas um pouco trabalhoso equilibrar uma carga sobre outra para aproveitar o espaço na vertical, mas nada que não dê para conviver.

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Há um gancho em cada canto do piso, para amarrar cargas pesadas

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Tapete velho para proteger o carpete do carro de uma carga suja: cuidando do amigo carro

A porta de carga tem uma mola a gás, como no primeiro EcoSport. Julgo totalmente desnecessária. Deveria ter apenas um limitador com dois ou três estágios, para segurá-la aberta em diversas posições.  Com a mola a gás, o que acontece com freqüência é o usuário abrir um pouco a porta e a mola a empurrar para a posição totalmente aberta, o que só é bom se não houver nada atrás do carro. Se houver uma parede e a pessoa não segurar a porta, ela vai bater. Mesma coisa se houver outro carro ou uma moto. É preciso uma mão para pegar ou colocar a carga e outra para segurar a porta nessas condições. Ponto a ser repensado.

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Não é amortecedor, é mola a gás, como nos hatches

O banco traseiro com regulagem de inclinação do encosto em quatro posições ajuda bastante quando se tem muita bagagem ou volumes grandes a carregar, já que se pode deixar o encosto menos inclinado e aumentar o espaço no porta-malas. E sendo bipartido com proporção aproximada 70/30, fica fácil acomodar muita coisa.

Na frente, o conforto é muito bom, com ampla regulagem de altura para o motorista e ajuste lombar, além de uma gaveta debaixo do banco do passageiro, perfeita para esconder objetos de valor e/ou que não possam ficar expostos ao sol.

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Porta-malas expansível, banco é muito bom

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Local para esconder objetos de valor sob banco do passageiro

O porta-luvas é dos melhores, com prateleira de bom tamanho, onde o manual do carro cabe perfeitamente, e mais um volume grande abaixo, com porta-canetas e iluminação.

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Sem aperto no porta-luvas, volume ótimo

E a suspensão? Primoroso comportamento de conforto e estabilidade, sendo dirigido como um carro o tempo todo, nunca preocupando pela sua altura de 1.696 mm. O entreeixos grande de 2.521 mm para o comprimento total de 4.241 mm certamente ajuda nisso, com as rodas bem próximas dos cantos, balanços dianteiro e traseiro bem curto, fazendo o EcoSport parecer menor do que é externamente, e permitindo um espaço interno bem satisfatório, mais do que se imagina ao olhar de fora. A largura com espelhos é de 2.057 mm, bem largo, mas o carro manobra muito bem em vagas apertadas.

Sentei atrás, com o banco dianteiro regulado para mim, que tenho 1,81 m,  e os joelhos ficam a uma boa distância do encosto do banco. Melhor do que em alguns carros maiores.

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“Eu atrás de mim” e há espaço de sobra para as pernas

O fato de ter os balanços curtos tanto na frente quanto atrás, e mais a suspensão elevada em relação a carros normais, tira do caminho a preocupação com valetas e lombadas urbanas, essas inutilidades que encontramos a todo momento. Passei por dezenas delas e em nenhuma houve qualquer tipo de toque ou raspada da parte inferior. Tranqüilidade total nesse aspecto.

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Vejam a “saúde” da valeta, coisa absurda.

O modelo que usamos é um Freestyle, e o manual indica o peso em ordem de marcha de 1.274 kg,  carga útil de 416 kg, peso bruto total de 1.690 kg. Puxar um reboque de 400 kg é o máximo permitido, para capacidade máxima de tração de 2.090 kg. No meu uso normal, foram aproximadamente 1.600 kg na maior parte do tempo.

O uso misto para o qual o EcoSport foi concebido e que deveria ser mais aplicado pelos seus usuários é o de passeios na terra. Andei nessa condição e vi que o carro funciona muito bem, sem desconfortos para os ocupantes, nem entradas de poeira em nenhuma porta. Há também uma coisa muito boa. As molduras plásticas na parte inferior da carroceria  têm um desenho que segura a maior parte da lama que as rodas levantam. Ou seja, mesmo sem ter pára-barros existe um efeito similar. Isso é perfeito para quem gosta de um carro bem cuidado, e mais ainda se você mesmo lavar seu carro, algo que julgo ser atribuição de autoentusiastas, desde que se tenha lugar para isso. Uma escova macia com sabão nessa região e está tudo limpo de novo. E não sendo pintadas, as molduras vão ficar mais tempo como novas, sem os inevitáveis riscos em peças plásticas coloridas que envelhecem tão rapidamente os carros.

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Moldura ou soleira externa ajudam a segurar sujeira, muito bom mesmo

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No mercado de compradoras femininas, o carro tem uma aceitação ótima. Algumas características que são apreciadas por quase todos, independente de sexo, são mais importante ainda para as mulheres. Além da óbvia característica de se sentar mais alto que em um carro de passeio, as mulheres gostam muito quando os espelhos permitem boa visibilidade, e o EcoSport os tem realmente muito bons. Ajudam bastante o trabalho das moças que não gostam de torcer o pescoço. A grande quantidade de porta-objetos também é ponto positivo para elas, além da regulagem de altura dos bancos.

Na mecânica, já explicada em parte na matéria do lançamento, nenhuma novidade a não ser o conjunto motor 1,6 e câmbio robotizado. Abrindo o capô se vê muitas coisas interessantes, como a facilidade incrível para acesso a um item simples mas que em muitos carros é uma dor de cabeça: trocar lâmpada de farol. Aqui a facilidade é total. Junto a esse fato, as tradicionais peças em amarelo para os pontos de manutenção que podem e devem ser feitos pelo usuário do carro, como verificação de nível de óleo do motor, líquido de arrefecimento do motor, água do lavador de pára-brisa e a trava do capô e encaixe da vareta de sustentação deste. Tudo fácil de ver e de acesso tranquilo, inclusive o reservatório de fluido de freio, de forma desenhada para fácil acesso à tampa.

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Farol posicionado bem alto permite acesso fácil

 

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Já torceu os pulsos trocando lâmpada de farol? No EcoSport isso nunca vai acontecer

 

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Fluido de freio com reservatório amigo, fácil de abrir a tampa

Fica fácil entender a diferença de estrutura frontal entre o Fiesta e o EcoSport: quase nenhuma. As longarinas e painel dianteiro são iguais, mas como o utilitário é mais alto, nota-se o motor baixo e a base do pára-brisa, alta, com espaço grande entre ambos, o que abre um acesso muito bom para a parte traseira do motor, com grande vão para a parede de fogo.

Passando na terra e depois olhando-se dentro do cofre, fica fácil entender que seria ótimo adicionar alguns defletores para evitar que a sujeira suba facilmente para essa região, pois respingos de lama se espalharam ali dentro depois de algumas voltas pelo chão sem calçamento.

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Motor baixo, parede de fogo alta e muito espaço para manutenção

 

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Espaço entre motor e parede de fogo é enorme

Em suma, o EcoSport é um produto muito bom, que teve melhorias notáveis na atual geração, ou segunda carroceria. Tanto em mecânica quanto em exterior e interior é um carro bastante evoluído, que pode ser usado sem preocupações.

Mais dados técnicos estão na matéria do lançamento, aqui nesse link

JJ

Fotos: autor, a menos que indicado em contrário


Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • uba
    Correto, foi corrigido.

  • RoadV8Runner

    Boa avaliação, pois foi focada nos aspectos práticos do modelo, que interferem diretamente no uso do carro no dia-a-dia. Realmente, a posição dos faróis ficou excelente para troca de lâmpadas. Nem nos Opala 4-cilindros mais antigos, onde existe um latifúndio de espaço no cofre do motor, a troca de lâmpadas é tão simples assim.
    Gostei do trecho “…e nesse ponto é uma robotizada com que eu conviveria sem problema. Desde que eu tivesse um carro de câmbio manual e pedal de embreagem para uso normal.” Penso exatamente da mesma forma, pois ter em minha garagem somente um carro e com câmbio robotizado ou automático epicíclico, não rola. CVT então, nem passa pela minha cabeça…

    • Juvenal Jorge

      RoadV8Runner,
      grato pelo comentário. A avaliação de uso normal deve focar exatamente o que diz o título: usar o carro normalmente por alguns dias e tentar captar tudo de bom e de ruim no carro, para ajudar ao máximo quem tem interesse em comprar o modelo.
      Acreditamos que essa é a filosofia correta e a mais honesta possível com o leitor.

  • RoadV8Runner
    Só para eu entender, esses 122 km/h são Velocidade Considerada? Qual o limite lá?

  • Danniel

    No Fox, para trocar do lado direito é tranqüilo. Já o lado esquerdo o manual fala que é preciso tirar a bateria!! Quando queimou deste lado eu me recusei a fazer isso e levei cerca de duas horas para conseguir instalar a nova lâmpada, tudo porque a trava saiu do lugar e caiu no cofre.

  • Painel até que bonitinho, mas os ponteiros com aquela base gigante prateada chamando a atenção… poderia ser diferente.

  • Juvenal Jorge

    Antonio Pacheco,
    é comum pessoas reproduzirem o que outras falam ser verificar por sí próprias. Também não escutei nenhum ruído interno nos dez dias com o carro. E o motor é silencioso ao extremo.

  • Marco

    Tomei uma multa nesse trecho. Me flagraram a 91km/h, numa leve descida, reta e dia ensolarado. A velocidade considerada foi de 84km/h. Estava ultrapassando um VUC Hyundai e inclusive já estava voltando à faixa da direita, tanto que dá para perceber na foto a seta traseira direita bastante clara. Ou seja, provavelmente a foto flagrou até pisca aceso.

    Sou quase um criminoso. Até pensei em passar na igreja e confessar o enorme pecado. E bem o que você falou, os motoqueiros andam no corredor e fica por isso mesmo…

    Detalhe: o “homem da lei” estava debaixo dessa árvore.

    • Milton Evaristo

      Na Bandeirantes eles ficam na grama depois do acostamente, na pista contrária! Sempre nas descidas. Na saída para a “Bandeirantes Nova” em Campinas, e em Itupeva.

      O patrulhamento nas estradas realmente acabou. Como é possível ficar na pista contrária para atuar por “excesso”? O certo, era estar na mesma pista e ir atrás do infrator.

      E o que influencia estar a 10 a 20 km/h acima do limite num situação como a sua?

      Note que nos países sérios, só é multado quem está se “destacando” com sua velocidade, num limite de 80, quem passa a 100, na média do tráfego, não é multado.

    • Juvenal Jorge

      Marco,
      é por essa e por outras que dá vontade de voltar ao local e dar uma martelada na câmera. O problema é que as pessoas que operam essa câmeras, não sendo da Policia Rodoviária, se preparam para isso, e alguns tem até armas de fogo.
      A revolta é grande amigo.

  • Juvenal Jorge

    guest,
    exatamente. No Focus precisa de um funil.
    Grato pelo elogio.

  • Juvenal Jorge

    Lorenzo Frigerio,
    de vez em quando eu passeio aí pelo condomínio. A família tem uma casa aí há alguns anos.

  • Juvenal Jorge

    Daniel S de Araujo,
    seria tão bom se houvesse um motor a gasolina pura, sem álcool…

    • Daniel S. de Araujo

      Verdade!!!! Meu Fusca 1600 que o diga!!!!

      Anos atrás abasteci o Fusca com um tanque completo de AVGAS: Simplesmente desapareceu o cheiro de combustível mal queimado do escapamento e a marcha lenta ficou mais elevada (afinal o combustível queimava 100%). E curiosamente, depois de um tanque, o escapamento ficou limpinho, podia passar o dedo que não saia fuligem.

      • RoadV8Runner

        Lembro bem do que é esse escapamento limpinho! Meu saudoso pai, que era fã de Fusca e Opala (por que será que também gosto tanto desses modelos? Rsss…), na época de gasolina sem álcool, usava justamente o aspecto do escapamento para ajustar a carburação. Se, após um período rodando por estradas, a saída do escape não ficasse como você comentou, sem fuligem, era sinal de que ainda havia espaço para ajuste fino.

  • Juvenal Jorge

    Mineirim,
    acho que primeiro de tudo deve vir a facilidade de manutenção, porque se para fazer algo tão simples assim como trocar uma lâmpada se tem a chance de estragar um componente, o projeto nasceu com problemas. Há muitos exemplos de acessibilidade mecânica horrivel, e isso acontece em qualquer marca, das mais baratas às mais caras.

    • Milton Evaristo

      Tente trocar um filtro de ar -condicionado num New Fiesta, é dureza. No anterior também, até o pedal do acelerador precisava ser removido. Deve ser porque ficou do lado do passageiro da mão inglesa.

      • FocusMan

        O procedimento para troca do filtro de cabine do Fiesta Rocam e do New Fiesta é sofrível mesmo.

        No Focus achei super fácil. Tira a proteção da caixa de fusivel interna e desparafusa a tampa e pronto. Coisa para 10 minutos de trabalho.

      • RoadV8Runner

        O do Focus Mk 1 também é péssimo. Não pelo acesso em si, mas pelo sistema de travas usado: tem-se que remover um acabamento plástico na base do pára-brisa. Quando o carro é novo, beleza, mas depois de alguns anos, as travas quebram e não se acha novas para substituir…

  • Juvenal Jorge

    Ricardo Kobus,
    obrigado pelo comentário elogioso. A Motor 3 em seus últimos meses fazia uma avaliação de acesso a alguns componentes, lembro bem disso. Para mim, fácil de manter é requisito importante e ao longo do tempo significa um carro mais durável.

  • Juvenal Jorge

    TDA,
    como não sou engenheiro químico, não me cabe contestar. Mas o excesso de zelo pode ter resultados positivos, sem dúvida. Um óleo que dure a vida toda é mesmo algo meio que extraterrestre.

  • RoadV8Runner

    É um absurdo isso, não? Você se torna uma “rolha” na via por conta dos caça-níqueis fotográficos espalhados sem o menor critério (que não seja arrecadar!).

  • Milton Evaristo

    Nos Honda se troca, mesmo de caixa manual, a cada 40 mil km.

  • uba

    Poxa! 14 km/l com etanol e ar ligado, numa estrada boa rodando em velocidade normal das placas, é um novo recorde de baixo consumo.
    Esse Sigma + PowerShift fazem grandes feitos!

    • Juvenal Jorge

      uba,
      lembre que é um motor pequeno, quinta e sexta marchas com relação abaixo de 1:1, não achei tão “recorde” assim. Meu velho Peugeot 206 SW faz isso também.

      • Uba

        Para mim, 14 km/l com etanol levemente misturado com gasolina na estrada com ar ligado é excelente, seja no Eco seja no seu 206 SW.

  • uba

    Bruno, calma que ano que vem chegam o EcoBoost 1-L flex (New Fiesta) e provavelmente o EcoBoost 1,5 flex (Focus).

    • Bruno Passos

      Uba, por acaso você tem informação em qual configuração vem esse New Fiesta EcoBoost? Fico imaginando, se colocassem aquela versão de cerca de 125 hp, a Ford certamente tiraria de cena o New Fiesta 1,6 l, coisa que acho improvável. Se colocarem a versão de 100 hp, deve deixar de ser vendido o New Fiesta 1,5 l e, devido à curva de torque muito plana e de valores expressivos, ele acaba se tornando um custo x benefício muito bom, caso venha com os preços próximos ao da atual versão 1,5 l. Eu penso em trocar meu carro por volta da metade do próximo ano, espero que até lá já esteja disponível essa nova opção de motor para o New Fiesta e a um preço não tão proibitivo. E você ainda disse que vai ser flex, muito interessante. A notícia que corria é de que viria uma versão exclusiva a gasolina. Melhor assim, flex, pois teria receio de comprar um EcoBoost feito para rodar com gasolina e ser obrigado a enfiar gasoálcool nele.

  • uba

    Desse teste o que fica é o seguinte: se o consumidor quiser um SUV compacto que ande bem, gaste pouco e seja prazeroso de pilotar o EcoSport 1.6 é um forte candidato. De quebra tem um preço competitivo ante os concorrentes.

  • FocusMan

    Olha eu acho o sistema do Focus muito bom. São dois parafusos de rosca com grande passo e otima interface para a ferramenta. Da para usar chave philips ou fenda. Após tirar os parafusos basta puxar o farol pela base um pouco para ele sair do berço e puxar em sua direção. Não precisa força alguma. Você pode tirar o conector do Farol e trabalhar numa bancada sem forçar a fiação. Da para encaixar a tampa sem problemas.

    Farol ruim de trocar lampada é o do Honda Fit que precisa tirar o parachoque.

    • Mineirim

      O problema é sair do “berço”… Os encaixes travam. É como falei, tem que dar um “carinho”, sem força.

    • RoadV8Runner

      Tirar o pára-choque para trocar uma lâmpada de farol… Onde é que os engenheiros da Honda estavam com a cabeça ao projetarem esse sistema?! Com certeza, bastariam alguns minutos a mais sobre “a prancheta” para chegar a uma solução menos trabalhosa.

  • FocusMan

    Temos alguns auto entusiastas bem especiais… Lavar o carro é a melhor maneira de conhece-lo. Lavo meu carro muito menos do que eu gostaria, mas sempre que posso eu mesmo faço isso

  • Juvenal Jorge

    FocusMan,
    sua análise é perfeita. Não há cliente fiel principalmente nessa faixa dos utilitários esportivos, já que todos querem o mais alto, brilhante e chamativo. E o mais novo no mercado, que é o que conta com os vizinhos e parentes.

  • Juvenal Jorge

    Ricardo Kobus,
    a maioria das pessoas não sabe nem abrir o capô do carro que usam. Deixam isso para o frentista do posto.

  • Juvenal Jorge

    Nnoitra,
    agradeço muito seu elogio.

  • Juvenal Jorge

    m.n.a.
    não existe unanimidade, sempre alguma coisa alguém não vai gostar. E não só em carros. Isso é normal e humano, concorda ?
    Também não acho bonita essa área central do painel, mas aprendi com um músico e escritor, que escrever “bonito” ou “feio” pouco ou nada significa para o leitor, já que cada um tem seu gosto pessoal. Essa pessoa é o Neil Peart, baterista do Rush, minha banda preferida.

  • Juvenal Jorge

    Milton Evaristo,
    aprendi a lavar carro na casa de minha avó, com o meu pai. Nos tempos em que a maioria residia em casas era comum. Agora, com muitos apartamentos, a situação é outra, tristemente.
    Alguns textos que não aparecem no site novo estão sendo devidamente agrupados e haverá um acesso para eles tão logo o trabalho esteja concluído.

  • Dieki

    Botões demais!!! É ruim de usar esse rádio… excesso de informação.

  • Frank BassSinger

    De fato acho que acertaram esse problema de funcionamento com álcool por volta de 2010 mesmo nos motores zetec rocam. Tenho um Fiesta Rocam hatch 1.0 2010 e também não vejo problemas aparentes no funcionamento com esse combustível, além, é claro, da sensível melhora de torque nesse carrinho que deve ter sido dos 1.0 mais fracos e pesados de sua época hehe….

  • John Marston

    Exatamente, um detalhe que percebi no meu New Fiesta 1.6 é que eele possui dois reservatórios para o fluido de freio, sendo que um é parecido com este da Ecosport mas que nele é ligado um reservatório menor, com a tampa de fácil acesso.

  • Daniel S. de Araujo

    O Peugeot 1.4 da minha mulher é suave com álcool e com gasolina contudo sofre de detonação quando abastecido com gasolina, mesmo com 25% de álcool

  • Júlio Câmara

    Com relação à substituição de lâmpadas, é incrível como se desrespeita a legislação e ninguém fala nada. A Resolução 227 do Contran estabelece “3.23 – Lâmpadas devem ser fixadas no veículo de tal modo que possam ser substituídas de acordo com as informações constantes no manual do veículo e com as ferramentas fornecidas junto com o veículo.” Existem modelos onde se é necessário a remoção de diversos itens para se chegar à lâmpada do farol.

  • Bruno Passos

    Complementando: veja essa notícia! Até o Ka vai receber o EcoBoost!!! Já consigo muitos bons momentos com o motor Sigma, imagina um Kazinho com toda essa potência, desd baixíssima rotação…

  • Kadu_CT,
    há creepings e creepings. O DSG VW e o S tronic Audi, por exemplo, ao se manter o freio acionado, a embreagem de 1ª fica aberta, só acoplando depois de se soltar o freio. Percebe-se nitidamente um fração de tempo entre tirar o pé do pedal de freio e o creeping começar. O Dualogic da Fiat também é assim e nos exemplos não há nenhuma patinagem de embreagem, portanto não há aquecimento anormal. Já no PowerShift, calibrado para simular um câmbio automático epicíclico de modo que fique ao agrado do consumidor americano, tira-se o pé do pedal de freio e o carro se move em creeping imediatamente, ficando claro haver patinagem enquanto o carro está parado, tal como ocorre com o deslizamento do conversor de torque de um câmbio automático que tenha o componente.