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The dwarves of yore made mighty spells,
While hammers fell like ringing bells
In places deep, where dark things sleep,
In hollow halls beneath the fells.

J.R.R. Tolkien

 

Chegamos a um momento na história do automóvel onde deixamos de olhar com esperança para o futuro e passamos a idolatrar o passado. Apesar de toda excelência técnica incontestável do automóvel moderno, todo novo lançamento traz apenas cinismo e alguns minutos de atenção, no máximo. Não se espera nenhuma revolução, não se acredita no novo, apenas se espera mais de uma fria e calculista perfeição cada vez mais eficiente, mas gélida como uma planície siberiana no inverno.

Muito da culpa disso poderia ser jogada na juventude moderna desinteressada na vida real e do automóvel, presa que está a seu mundinho eletrônico. Ou à demonização generalizada do automóvel por um mundo que quer ser mais limpo, mais simples, mais saudável, menos perigoso, como talvez um mundo virtual e irreal já o seja. Mas a verdade está bem longe disso; o que ocorre é tão-somente o simples fato de que, desde o fim dos anos 1960, os carros sistematicamente deixaram de ser projetados por engenheiros e desenhistas profissionais para ter suas características ditadas por meros burocratas.

Hoje, um Lamborghini Miura não poderia aparecer como um carro zero-quilômetro. Hoje há um número tão grande de legislações, que vão de alturas mínimas de iluminação até comportamento em acidentes e emissão de poluentes, que o mundo teria negado a si mesmo essa sonora obra de arte ambulante. Não existiria, se fosse pensado hoje. Não poderia existir, na verdade, seria proibido. Não é um crime? É como mandar Da Vinci pintar a Mona Lisa mais feliz, como impedir as altas mais notas de uma ária de serem atingidas por segurança. Como mandar Van Gogh pintar de outro jeito mais “normalizado”. Um crime contra a humanidade de uma profundidade imensa.

 

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Miura: obra de arte hoje proibida

Mas é assim que é hoje. Burocratas, pessoas completamente desprovidas de paixão e entusiasmo pelo que fazem, ditam como seu novo carro deve ser. Como deixamos estas vis e ignóbeis criaturas substituírem mestres da arte e técnica do automóvel como Bugatti, Porsche, Issigonis, Giacosa, Jano? Não podia dar certo mesmo.

É por causa disso que até hoje nos mantemos apaixonados pelos carros de antes de 1970. Até ali carros não eram maravilhas técnicas perfeitas como são hoje, mas eram sensacionais expressões do espírito humano, produtos mais da alma que do cérebro. Eram criados com paixão, sem freios estatais, com liberdade quase que total. Os carros levavam a marca indelével, clara, óbvia, de seus criadores humanos; nunca confundiríamos um Fiat italiano com um Dodge americano. Todos tinham suas falhas e idiossincrasias, suas sublimes características próprias, que os diferenciavam profundamente. Pessoas os amavam ou odiavam, sem meios-termos ou indiferença; eram tão incrivelmente imbuídos das paixões e da história de seus criadores que se aproximavam deles, demonstrando uma personalidade palpável, sólida, humana. Obras de arte e ciência, de paixão e técnica, magníficas criações tão espirituais quanto reais.

Nenhum robô, nenhuma suprema inteligência artificial, poderia criar o Lamborghini Miura. Paixão foi necessária para desenhar seu exterior, seu incrivelmente musical e potente motor, seu layout de carro de competição.  Mas provavelmente, se solicitado, o tal robô poderia facilmente criar um competidor a altura dos Corollas, Civics e Cruzes atuais. Vivemos em um mundo feito por máquinas para pessoas que agem como máquinas.

 

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E por isso ainda hoje nos apaixonamos por coisas com raízes neste passado. A Porsche por mais que tentasse não conseguiu descontinuar o 911. Hoje faz seu moderno carro esporte de mais de 400 cv vestir as roupas daquele pequeno cupê de 130 cv lançado em 1963. A Fiat faz seu carro de maior sucesso, um pequeno urbano de motor e tração dianteira, vestir as roupas do 500, um minimalista desenho inspirado do gênio Dante Giacosa. A BMW faz um MINI que faz lembrar o revolucionário urbano de Sir Alec Issigonis, lançado em 1959. A VW faz Golfs travestidos de Fusca há duas gerações. Os exemplos são inúmeros, e todos iguais: incapazes de realizações tão puras e cativantes como as do passado, os fabricantes apenas tentam nos fazer lembrar de quando eram melhores neste ofício.

Mas para quem tem dinheiro suficiente, ainda há uma maneira de comprar carros desta época de ouro, novinhos. Em cavernas escondidas pelo mundo, pelas sombras de legislação, explorando buracos escondidos em regras mal escritas, ainda tem gente que consegue colocar à venda carros desta época novinhos em folha. Nenhum deles é especialmente barato, mas todos são sensacionais. E é deles que falo hoje.

 

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Existem três tipos de carros nesta lista. Os quatro primeiros não são tecnicamente novos. São carros usados que são reconstruídos, mas às vezes tão completamente que apenas a plaqueta de número de chassis sobrevive. Ao invés de meras reformas, estes quatro são melhorados sensivelmente em relação aos carros originais: motores são refeitos ou trocados por outros, com tecnologia de 2015. Transmissões mais modernas ou reprojetadas são usadas. Suspensões, pneus e freios aproveitam tudo que se aprendeu nesses últimos 50 anos.  A carroceria é nova ou reconstruída, com proteção contra corrosão moderna. Ar-condicionado e acabamento de primeira são norma. São carros criados por apaixonados pelos modelos, gente que infalivelmente passou a vida consertando os carros originais e aprendeu tudo que é bom e ruim em cada um deles, e, portanto, está em perfeita posição para melhorar o que precisa ser melhorado e deixar o que já era bom, intacto. São o melhor que cada um desses icônicos modelos (E-type, 911, Alfa GTV, Toyota FJ, MGB GT) podem ser. Construídos à mão um a um com todo cuidado, com a qualidade e nenhum cuidado com o preço final, são verdadeiras jóias raras para conhecedores do assunto.

 

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Os três seguintes são carros que nunca pararam de ser fabricados. Por algum motivo obscuro, os ingleses (todos os três o são) conseguem vender em seu mercado estes carros antigos fazendo-os passar em algumas legislações básicas, ou vendendo-os em forma de kit. Como os anões de Tolkien, ainda trabalham escondidos fazendo maravilhas em lugares ermos e escuros, silenciosamente ao passar de gerações. São maravilhosos dinossauros que sobreviveram ao cometa legislativo que atingiu o mundo em 1968.

E finalmente, os dois últimos: réplicas completamente perfeitas em cada detalhe de ícones de competição do passado. São carros para uso em pista, sem possibilidade de emplacamento na maioria dos países, mas ainda assim maravilhosos. Verdadeiras máquinas do tempo com quatro rodas.

Falar destes carros hoje é abusar do superlativo. Unindo o melhor do passado com o melhor da tecnologia atual, são obras de paixão. Cada um dos carros da lista é construído por amantes do modelo, com um cuidado e uma boa vontade que não existem em outras fábricas. E sem nenhuma ordem particular, são eles:

 

1) Singer 911

 

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Uma boa coletânea de músicas de uma banda que começou em 1964 e está na ativa até hoje, certamente precisaria de pelo menos 20 músicas. Um “Greatest hits” do Porsche 911 também precisaria de pelo menos duas listas de 10 melhores. Mas não se preocupe com nada disso: se você tem 400 mil dólares sobrando e um pouco de paciência de esperar a alguns anos na fila de espera, e mais oito meses de construção, a Singer, da Califórnia, condensará para você tudo de bom que existe na história do 911 em um só carro. E ainda de bônus lhe dá mais umas coisinhas a mais que nunca existiram no original alemão.

 

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Partindo da plataforma 964, corrente de 1989 a 1993, o inglês Rob Dickinson, dono da Singer, cria um carro que mescla a aparência icônica dos 911 clássicos dos anos 1960 com suspensão, freios, rodas e pneus de 2015, e os melhores flat-6 arrefecidos a ar da história do modelo, cuidadosamente preparados pelo preparador californiano Ed Pink para 4 litros, 390 cv, e uma subida de giro de fazer qualquer um vender o primogênito para escravidão só para experimentar mais.

 

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O interior sozinho já vale o preço do carro

Junte a isso uma atenção ao detalhe obsessiva, que cria um acabamento interno e externo simplesmente inacreditável. Um perfeito amálgama dos motivos de fazer o 911 grande, juntos em um só carro de uma forma sublime, e como bônus um acabamento e perfeição de execução ainda melhor que qualquer Porsche.

Para saber mais: http://singervehicledesign.com/

 

2) Eagle E-type

 

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O Jaguar E-type é em minha humilde opinião o carro mais belo já criado. Mas com o passar do tempo seu desempenho brilhante parece menos incrível e sua fama de péssima confiabilidade nos fazem pensar duas vezes em ter um.

Mas a Eagle inglesa pode facilmente resolver este problema. Originalmente uma oficina de restauração, a Eagle evoluiu engenheirando soluções para os conhecidos problemas do Jaguar lançado em 1962. A filosofia de seu dono e fundador, Henry Pearman, é simples: “Ninguém moraria numa maravilhosa mansão georgiana se ainda tivesse que jogar o esgoto pela janela…”

A empresa pode fazer literalmente tudo que você quiser com um E-type. Já criou inclusive carrocerias diferentes como um speedster e um cupê baseado nos E-type de competição. Pode também apenas restaurar o carro para ser igual quando saiu de fábrica. Sua cabeça é seu guia, mas bolso grande é pré-requisito: um speedster chega a custar um milhão de libras esterlinas, correspondente a quase 8 milhões de reais.

 

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Eu sei exatamente o que faria. O meu Eagle seria um cupê Série 1, inalterado em estilo, mas com todas as melhorias disponíveis no catálogo: o motor com bloco de alumínio, 4,7 litros, injeção eletrônica, seis borboletas na admissão e 380 cv (num carro com pouco mais de 1.100 kg). Câmbio Eagle com carcaça de alumínio e 5 marchas. Suspensão completamente regulável com amortecedores Ohlins, barras estabilizadoras reguláveis, e geometria alterada para pneus mais modernos. Freios AP Racing, com enormes discos ventilados e perfurados. Ar-condicionado e comandos elétricos em tudo, mas escondidos no painel original.

O motor de alumínio, dizem alguns jornalistas que o testaram, faz a frente ficar leve o suficiente para que nem seja necessário direção assistida (que existe no catálogo da Eagle). Imaginem isso! Realmente uma incrível volta a um passado maravilhosamente analógico, sem as desvantagens…

Para saber mais: http://www.eaglegb.com/

 

3) Alfaholics GTA-R

 

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Os fãs dos Alfa Romeo dos anos 1960 também têm um fornecedor de carros “melhorados” na Alfaholics inglesa. O GTA-R é seu produto mais famoso, um GTV com um dois-litros twin spark dos anos 1990 preparado, câmbio de cinco marchas moderno, interior melhorado, suspensão preparada para pista, e tudo isso sem tirar nem um pouquinho do jeitão de anos 1960.

 

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Para saber mais: http://www.alfaholics.com/

 

4) Icon FJ44

Jonathan Ward era um ator infeliz com sua profissão que resolveu trabalhar com sua paixão: o Toyota Land Cruiser “FJ”, que conhecemos aqui no Brasil como Bandeirante. Nos anos 1990, criou com sua esposa uma pequena empresa para reformar e vender peças do jipe japonês na Califórnia, chamada TLC (Toyota Land Cruiser).

 

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O negócio cresceu e se tornou famoso, tanto que quando a Toyota planejou criar um veículo que captasse a mística do FJ, chamou Ward como consultor. O carro resultante, o FJ Cruiser de 2007, porém, não ficou como Ward esperava. Na verdade, nem um pouco. Ele resolve, então, fazer o carro de seus sonhos sozinho. Para isto, cria uma nova marca, a Icon.

O resultado é algo que, apesar de ser idêntico ao original em carroceria, é algo muito diferente. Um carro totalmente moderno em desempenho e conforto, feito para durar para sempre, com os melhores materiais e peças possíveis, e com todo carinho e cuidado. Apenas a aparência é igual a um antigoToyota.

 

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O chassi é próprio, de perfil fechado, super-rígido, e conta com suspensões de cinco braços de ligação e molas helicoidais (mas ainda eixos rígidos de alta capacidade de torque e diferenciais bloqueáveis, da Dana), e freios a disco nas quatro rodas. O motor é o excelente V-8 de alumínio da Chevrolet (o onipresente LS), em versões a partir de 435 cv (e indo até onde sua imaginação e seu bolso desejarem), atrelado a um câmbio à sua escolha (manual Tremec ou automático GM). Ar- condicionado, som e conectividade de primeira linha, bancos modernos individuais, geladeiras e outros confortos modernos estão presentes. A carroceria é em alumínio, com pintura eletrostática, e como todo o carro, é feito para durar para sempre mesmo em uso pesado.

 

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Uma volta às origens do gênero, com tudo de bom de um carro moderno, e de quebra construção cuidadosa à mão, individual para atender seus caprichos, coisa que costumava diferenciar um Aston Martin e um Ferrari de todo o resto. A Icon depois do FJ evoluiu para fazer o mesmo com Jeep CJ3 e Ford Bronco; depois picapes Chevrolet. Sua linha “Derelict” transforma carros abandonados dos anos 1950 com mecânica moderna. Hoje qualquer outro sonho que você tenha pode ser acomodado pela empresa, pelo preço certo, com certeza. É só ligar para o Mr. Ward…

Para saber mais: http://www.icon4x4.com/

 

5) Frontline Developments MG LE50+

O MGB GT dos anos 1960 é um carro que sempre admirei, mas nunca tive vontade de ter: apesar de ser uma delícia para dirigir, e lindíssimo, tinha péssima confiabilidade desde novo, algo que certamente não melhorou depois de 50 anos. Mesmo carros restaurados, como os MG zero-quilômetro dos anos ’60, inspiram cuidados constantes.

 

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Mas não este, fabricado pela empresa inglesa Frontline Developments. A clássica carroceria é reformada usando os painéis novos estampados pela BMH, uma antiga divisão da Rover ainda na ativa, capaz de fornecer o carro inteiro em peças estampadas de reposição. O acabamento é restaurado usando materiais e técnicas de 2015. Gaps perfeitos de carroceria, simetria e alinhamento são garantidos. A pintura de várias camadas causaria inveja em Rolls-Royces.

 

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O motor original, um 1,8-litro OHV com dois carbuadores SU, é substituído por um quatro-em-linha Mazda moderno, DOHC, preparado, com 4 borboletas individuais de injeção e nada menos que 238 cv, e um limite de giro a 7.800 rpm. A transmissão passa a ser uma caixa de seis marchas moderna. A suspensão, os freios e os pneus são desenhados com o cuidado para que, mesmo com níveis de desempenho atual, ainda mantenham todo o equilíbrio e diversão que fizeram o carro famoso.

Um trabalho de primeira linha, e, nesta lista, nem tão caro assim: um desses sai por menos de 60 mil libras esterlinas, abaixo de 500 mil reais,

Para saber mais: http://www.frontlinedevelopments.com/

 

6) Caterham Super Seven

O Seven foi criado pelo genial Colin Chapman numa tarde de domingo para não precisar lavar os pratos, como já contei aqui. Chapman não era grande fã desta sua criação, já em 1957 um dinossauro com sua origem centrada nos carros esporte baseados em Austin 7, comuns na Inglaterra desde o fim dos anos 1920. Mas é sem dúvida nenhuma seu mais famoso carro de rua, e um dos mais duradouros da história.

 

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Um pequeno chassi tubular de aço, suspensão bem acertada, motor quatro-em-linha ardido, baixíssimo peso. Baixo, pequeno, peso bem distribuído. Aerodinâmica de carro dos anos 1930. Um desenho simples, mas que é sem dúvida nenhuma a mais perfeita máquina de dirigir já criada. Dentro de um Seven até um Mazda Miata parece um paquiderme, lento, gordo, vagaroso. Apenas carros de fórmula conseguem chegar perto da precisão e leveza de um Sete. Um clássico imortal.

 

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Quando nos anos 1970 resolveu parar de vender carros em kit para se tornar um fabricante sério, Chapman vendeu os direitos do carro e o ferramental que havia para Graham Nearn, e sua Caterham está fazendo o pequeno carro até hoje, vendido em kits para fugir de legislações. E esperamos que assim continue para sempre.

Para saber mais: http://uk.caterhamcars.com/

 

7) Morgan 3-rodas

 

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A Morgan Motor Company de Malvern Link, Inglaterra, começou a fazer carros de 3 rodas em 1909. Durante os anos ’20 e ’30, seu modelo SuperSports, impulsionado por um V-2 JAP, era um carro esporte popular entre os menos endinheirados. Depois da Segunda Guerra Mundial, porém, a empresa resolve concentrar seus esforços em carros de verdade, com quatro rodas, e em 1946 os últimos triciclos Morgan são fabricados.

Ao redor de 2008, o entusiasta americano Pete Larsen resolve construir um triciclo Morgan modernizado. Usando motor V-2 de motocicleta Harley-Davidson, cria um magnífico triciclo aparentemente igual ao Morgan dos anos 1930, mas com tecnologia e confiabilidade modernas, o ACE- Harley. Charles Morgan, terceira geração dos Morgan de Malvern Link e dono da empresa, se apaixona pelo carro e compra os direitos de produção em 2011. Renasce o Morgan de 3 rodas.

 

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Com um motor S&S (baseado em Harley-Davidson) de dois litros e 116 cv, câmbio de Mazda Miata, e um desenho incrivelmente legal, é um dos carrinhos mais divertidos que existem hoje. Em alguns países pode ser licenciado como uma motocicleta, e desta forma consegue se eximir de várias legislações.

Para saber mais: www.morgan3wheeler.co.uk

 

8) Morgan 4/4

 

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Em produção ininterrupta desde 1936, o Morgan 4/4 é o mais antigo carro do mundo ainda em produção. Claro que seu motor é agora um moderno Ford Sigma de 1,6 litro e 110 cv, acoplado a uma caixa Mazda de 5 marchas. O peso total segue baixo (795 kg). Os freios e pneus são modernos. Mas a suspensão ainda conserva o desenho original de HFS Morgan, de colunas deslizantes (sliding pillars) na frente e eixo rígido atrás.

 

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A carroceria é de alumínio, em cima de uma estrutura de madeira, montada sobre um chassi escada de aço galvanizado. Totalmente feito à mão, é uma viagem ao passado não somente no produto final, mas também nos métodos de produção. A fábrica encoraja os compradores a visitá-la para ver seu carro sendo feito; é como um museu que produz e vende carros.

Para saber mais: http://www.morgan-motor.co.uk/

 

9) Superformance FIA 289 Cobra

Existem milhões de réplicas de Cobra mundo afora. Mas esta aqui é algo realmente raro: uma exata réplica em todos os detalhes do carro que criou o mito Cobra: o carro de competição de 1963-1964, homologado pela FIA.

 

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Diferente de todas as outras réplicas, a suspensão e o chassi são os mesmos do AC ACE, independente nas quatro rodas com molas semi-elípticas transversais, exatamente como os carros de corrida. O motor 289 V-8 de competição é reproduzido com peças novas, disponíveis no mercado de preparação americano. A carroceria não tem pára-lamas alargados como o posterior Cobra 427, hoje quase universais.

 

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A experiência perfeita do carro original, sem o medo de estragar uma raridade insubstituível. Meu tipo de réplica. A Superformance também faz uma incrível versão modernizada do Cobra Daytona Coupe, aprovada pelo criador do carro original Peter Brock, e uma sensacional réplica do Corvette GS. Vale uma visita no site.

Para saber mais: http://www.superformance.com/

 

10) Pur Sang Bugatti T35

 

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Jorge Anadón restaurava Bugattis na Argentina, e ao fazê-lo precisava reproduzir muitas peças, pois elas há muito não existiam para carros deste tipo. Depois de muito tempo fazendo isso, e sem ter condições de ter um caríssimo modelo original, Anadón percebe que conseguiria fazer um carro inteiro partindo do nada. Aproveita o carro de um cliente em restauro para servir de referência e faz um Bugatti tipo 35 de 1926, zero- km, para si. De início só pretendia isso, um carro para si. Logo apareceram encomendas para mais alguns.

Hoje, a sua Pur Sang fabrica Bugattis no interior da Argentina, em Paraná, província de Entre Rios. Bugattis perfeitos, sem nenhum detalhe diferente dos originais. Usando os mesmos métodos de produção, replica não somente o carro, mas também uma série de tradições e habilidades fabris em risco de extinção. Funde, forja, molda chapas a mão, usina, monta, molda, vulcaniza. Cria carros inteiros partindo de materiais básicos, como Ettore na Alsácia. Um oásis para os de nosso credo.

 

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Para mim o melhor deles continua sendo o Tipo 35, mas você pode encomendar hoje provavelmente qualquer coisa da época para a Pur Sang: já fizeram Alfa Romeo 2300 Monza, BMW 328, Bugatti Tipo 55…. Uma incrível ilha de 1938 cercada de 2015 por todos os lados.

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

  • ochateador

    Ao ver a habilidade manual desses artesãos dá vontade de jogar tudo para o ar e ir trabalhar com eles só pela vontade de manter a história de continuar construindo esses carros.

    • Domingos

      Tinha um curso no Brasil com esse intuito.

  • RoadV8Runner

    MAO,
    Lista sublime, comporta de tudo, de esportivos a jipe para fora de estrada pesado. Felicíssimo em saber que é possível comprar um Alfa Romeo clássico devidamente atualizado, o Alfaholics GTA-R. Mas confesso que o que ainda me tira do prumo é o Singer 911.
    A frase “…e uma subida de giro de fazer qualquer um vender o primogênito para escravidão só para experimentar mais.” ficou sensacional! Tiradas que só mesmo você consegue fazer com essa maestria.

    Abraço!

    • MAO

      RR,
      Obrigado, fico contente que tenha gostado!

  • Arruda

    MAO, obrigado pelas dicas! Já encomendei o meu Alfa 😉

    • MAO

      De nada! E eu o E-Type! 😉

  • Gustavo73

    Vocês deveriam avisar no início do texto que ele deve ser lido com os leitores usando babador!
    Coisas mais lindas. Eu achando que ganhar sozinho na Mega de hoje seria muito exagero, mas uma matéria como essa mostra que dá muito bem para usar cada real. Quero quase todos da lista e os 3 prineiros com certeza. Começaram muito bem a nova fase.
    Parabéns e obrigado MAO por animar esse sábado chuvoso.

    • MAO

      Gustavo, disponha! Feliz que curtiu!

  • H_Oliveira

    MAO não cansa de surpreender! Excelente texto, mais uma vez.

    • MAO

      Oliveira, grato, feliz que gostou!

  • vstrabello

    Belo texto! E não sabia que a AlfaHolics tinha o GTV deles. E este mundo está cada vez mais frio mesmo.

    • MAO

      vstrabello, grato!

  • Uber

    Mega Sena acumulou, façam suas apostas!

  • Angelito

    Podemos chamar essa matéria de “lista de compras para Mega-Sena”

  • V12 for life

    Já me contentaria com o Singer mas, ô lista maravilhosa.

    • Lemming®

      Ficaria com o “mais em conta” seven…hehe

  • Marcos Alvarenga

    MAO, você não é um jornalista, lamento dizer.

    É um poeta. Você é um “gentle soul”, parafraseando Tolkien. Alma sensível que enxerga a poesia das coisas do dia -a dia.

    Consegue colocar em palavras aquilo que sinto quando debulho 9 marchas num Evoque ou quando sinto o torque infinito de um THP 1,6 desde, sei lá, 0 RPM, talvez? Tudo perfeito, asspeticamante, desumanamente perfeito.

    Sensações que eu não consigo escrever, mas sabia que sentia, estão no seu epílogo.

    Você precisa escrever um livro sobre carros, MAO.

    • Domingos

      Falou o que penso dos downsize. Aquela perfeição mais gnóstica, mais humana, sem graça nenhuma quando então alcançada. É como fazer uma mulher baseada em todos os perfeitos conceitos e padrões da moda, do marketing, das tendências. Provavelmente seria tecnicamente perfeita e ninguém ia de fato gostar. Como se fosse um gigantesco photoshop.

      Os elétricos então já são assim por conceito. Ambos os motores, downsize e elétrico, te dão algo que você não precisa (torque instantâneo) e te privam de algo que você gosta – subida de giros, curva de potência crescente, barulho bom. Tudo a uma economia sempre questionável.

      Os motores da F-1 são assim. Os da Mercedes são muito bons, conseguindo serem extremamente rápidos mesmo com todo o peso extra do novo regulamento – incluíndo aí o tanque cheio desde a largada, com combustível sempre para ir até o fim.

      Porém a emoção ao vê-los é nenhuma. E os próprios pilotos só pararam de chiar por pressão da FIA, que chegou a contratar jornalista para elogiar a nova fórmula.

    • MAO

      Marcos,

      Obrigado! Mas o amigo exagera! Nunca tentei um Pentâmetro iâmbico, rsrsrsrs

  • Gustavo Segamarchi

    Todos os carros da lista são FODÁSTICOS.

    Mas, o Singer Porsche é de ARREBENTAR.

    Save The Air Cooleds.

    • Angelito

      Cara, é o único Porsche que eu verdadeiramente desejei. Nunca um modelo de Sttutgart me interessou como um Singer consegue em minha pessoa

  • Domingos

    Ótimo texto de estréia. Os Singer mereceriam uma matéria inteira só deles, pois além do verdadeiro artesanato de precisão ainda eles de fato selecionam cada componente e parte entre toda a linha 911 original, a ar, colocando apenas o que de fato foi melhor ou também o que mantém o estilo original.

    Vi um programa sobre elas uma vez, entre outras coisas dispensaram pára-lamas da turbo por destoarem do desing, mas se não me engano poderiam ser colocados sob pedido do cliente – acompanhando aí maiores bitolas. De fato é lindo o modelo “padrão” feito por eles e dá vontade de ter.

    Outra escolha que deve ter sido nessa linha cuidadosa foi não ter usado a parte traseira e interior das 993, com suspensão multi-braços. Talvez tanto por desenho quanto por comportamento, de forma a manter mais o caráter meio arisco das primeiras, não foi usada a base dela. Mas seria uma coisa a pensarem em colocar como escolha do cliente, visto que foi a melhor 911 a ar.

    Uma obra de arte e um negócio inspirado mesmo.

    Agora, o que me aguçou mesmo foi o Seven. Se ele é de fato melhor que um divino e perfeito Miata deve ser próximo do máximo em termos de carro que um humano pode criar com as mãos. Mas tem que ver no uso no dia-a-dia, em rua, onde os modernos roadsters são muito agradáveis – e devem ser, não são super-carros apenas para o final de semana – se os Seven não são carroças duras e desajeitadas, até pela suspensão meio precária na parte de trás.

    O que mata é o preço. O Seven consta no site da empresa por mais de 40 mil Libras. Usado e na versão aspirada. Não vejo porque cobrar tudo isso e tira um pouco dessa mágica do “anti-moderno/anti-tendência” para algo meio de moda ou grife de ostentação por sua vez também…

    A Singer também tinha preços bem altos, mas é mais justificável. O Seven você junta 4 pedaços de lata já com projeto feito há muito tempo, enfia um Duratec e está pronto.

    • Lemming®

      Mas deve ser pelo trabalho manual da produção dos kits. Tenho o programa gravado de como são produzidos. Muito interessante.
      Lógico que poderia custar menos…mas…

      • Domingos

        40 mil libras é muito dinheiro. O carro é simples, mal tem acabamento. 20 mil libras provavelmente pagaria todo o trabalho manual, os materiais e ainda daria um bom lucro.

        Estaríamos falando ainda assim de 80 mil reais num carro sem nada a não ser o motor e as partes mecânicas quase. Até nossos Lobinis, embora incomparáveis, nesses níveis de preço ao menos eram carros completos e foram desenvolvidos do zero.

        Deve ter alguma outra fabricante de Sevens que o faça tão bem por um bom preço.

        • agent008

          120 mil, Domingos. A libra anda roçando o nível de R$ 6! Nem tanto o carro é caro, como também é o nosso dinheiro que não vale mais nada! Tristes tempos…

  • Leitura e carros deliciosos!
    Só de saber que se pode obter um MGB 0km meu coração bate mais forte.

    • MAO

      Nerd, grato!

  • Iury

    Sensacional. As Mercedes-Benz Restomod da Mechatronik também são incríveis.

  • Eduardo Sérgio

    Aqui no Brasil meu sonho de consumo retrô sempre foi o Envemo Super 90, desde a primeira vez que o vi na Revista Quatro Rodas, em 1980. Reconhecida pela própria Porsche como réplica impecável do seu modelo 356, ficava devendo apenas no conjunto mecânico, pois era utlizado como solução caseira, por exemplo, o motor VW 1700.

    • Cafe Racer

      Eduardo
      Compartilho essa admiração pelo Super 90!
      Adoraria ter um, principalmente, o de capota fechada.
      Algum tempo atrás tive a oportunidade de andar em um deles. É muito divertido, mesmo com a pouca potencia do motor !
      Infelizmente o preço desses carrinhos aumentaram muito e se tornaram proibitivos de uns anos para cá.

    • Dieki

      meu sonho. Mas são caríssimos. Passa de 80 mil uma em bom estado. Se eu pegasse só a carroceria (com acabamentos, claro), buscaria as melhores soluções mecânicas dessa plataforma (mais ou menos a mecânica da Variant II), um chassis tubular bem escondido e muita pimenta no clássico air cooled. Sairia caro, mas sonhos não tem preço.

  • Félix

    Uma foto do painel de um Singer 911 é o papel de parede do meu celular. Mais belo impossível!

  • Vspec1980

    Este… http://scarboperformance.com/ Mas colocaria um Hartley V8, antigo Hartley, parece que venderam o projeto pra uma tal de Holeshot inglesa…

    http://scarboperformance.com/

  • Lorenzo Frigerio

    Esse Jaguar preto das fotos parece ser o original. A Eagle fez o “Low Drag GT”, que melhorou barbaramente o design do modelo de carroceria fechada, corrigindo seus dois erros graves de design, o parabrisas quase vertical e a traseira que lembra um Fusca, e que evidenciavam demais o capô longo do motor, deixando o carro desproporcional. São duas características que não existiam no modelo conversível, o que dá a entender que E-Type “autêntico” é o conversível, e o fechado é um “afterthought”, uma gambiarra.

  • Lemming®

    Realmente os carros de hoje não tem alma!
    E as notas de “lançamento” servem para dizer que mudou a central multimídia e algumas poucas melhorias quando existem.
    Vida longa aos clássicos e aqueles que se ocupam deles!

  • Milton Tesserolli

    Muito boa matéria! Parabéns!

    • MAO

      Grato, Milton!

  • MAO… Tu falaste o texto inteiro de arte sobre rodas! Qualquer um de minha geração que realmente se acha um autoentusiasta deve estar “babando” com um ou outro brinquedinho destes…O painel do Morgan e’ de uma simplicidade e beleza incríveis, e, acho, totalmente mecânico ainda. Mas o desenho do Alfinha me faz rejuvenescer uns trinta anos…

    • MAO

      Huttner, também acho! Arte & Técnica.

  • Diogo José Coelho

    MAO, além destas 10 maravilhas, ainda tem um que é o meu sonho de consumo (Mega Sena de 200 milhões…): o Mechatronik, que faz o mesmo trabalho da Singer, só que em modelos Mercedes-Benz. Carroceria dos anos 70 e mecânica moderna, numa perfeição de detalhes de ficar de queixo caído.

    http://www.mechatronik.de/en/

    http://www.flatout.com.br/mechatronik-os-mercedes-passado-mais-modernos-planeta/

    • César

      Sensacional! Se eu ganhar na Mega Sena, te dou um de presente!
      Mas não é de cair o queixo. No site tem um W188 coupè azul com interior amarelo simplesmente incrível, que faz cair o maxilar inteiro. Nunca tinha visto nada parecido.

  • Cláudio P

    MAO, texto sensacional! Gosto muito da sua leitura do panorama atual do automóvel. Meu pai, que trabalhou mais de trinta anos na VW, costuma dizer que os carros são criados pelos engenheiros e designers e estragados pelo departamento de marketing. Quanto a sua lista eu abriria agora mesmo minha carteira por um Singer 911! Ah se eu pudesse…

  • marco de yparraguirre

    Realmente carros de sonho.Mas como ainda não é proibido sonhar…

  • Fórmula Finesse

    Muito bacana a lista; sensacional mesmo – mas não compartilho a ideia de que estamos entrando em decadência em relação aos carros por conta da “falta de paixão” – Os carros listados eram fora de série no passado, do mesmo modo que existem muitos fora de série do presente que serão iconizados daqui a algumas décadas, ou menos…de todo modo, o carro progride e sua ciência e elaboração andam para frente, os Corollas do passado eram terríveis em todos os aspectos se comparado com os de hoje.

    • MAO

      FF,
      Os carros atuais são MUITO melhores em tudo. Mas falta algo intangível neles, e por isso a onda de clássicos com entranhas modernas que falo aqui…

      • Fórmula Finesse

        Eu compreendi o espírito do post, amigo MAO, mas quando eu vejo um AMG GT, um Jaguar F-Type, o novo GT 40 e mais uma penca de carros tão bacanas quanto os listados – respeitando a época e particularidades inerentes – eu não posso concordar que os fora de séries são idealizados apenas pelo desempenho frio e metódico dos algoritmos…carros (especiais) do passado têm muito espírito, mas os novos da mesma classe não são destituídos de emoção; certamente que também serão idolatrados daqui a trinta anos, quando uma nova leva de carros super especiais e eficientes também serão acusados de serem robotizados e sem personalidade em demasia.

    • Domingos

      Existem modelos antigos do Corolla absurdamente legais. Alguns com desenho e características para serem clássicos mundiais – e não só o AE86, que era meio feio. Na verdade o modelo tomou uma guinada ao tradicionalismo no desenho depois dos anos 90, algo que só ficou bom mesmo em duas gerações: a 7ª, a primeira a vir para cá, e a 9ª – a famosa Brad Pitt.
      Sobre os carros atuais: estamos na última fronteira antes da total automatização dos carros. Não terá nada acima disso no futuro para que os carros de hoje sejam considerados “relativamente mecânicos/sem modernidades excessivas”, simplesmente porque do carro autônomo em diante não haverá mais carro.
      Apenas os modelos realmente de destaque e coração permanecerão como clássicos. O tempo dirá isso perfeitamente, como disse o MAO.

      • Fórmula Finesse

        Verás que o modelo do início dos anos oitenta era terrível (de feio) e já bem tradicional…aliás, todo o carro nasceu e cresceu sob a égide de uma personalidade pacata.
        Carros autônomos serão uma realidade no futuro sim, e não será ruim se você precisar ficar duas horas parado no trânsito, quando poderia estar fazendo alguma coisa melhor…não há prazer que resista a horas de acelera-freia-freia-acelera…percorrendo dez metros por minuto. Mas isso não impedirá que o entusiasta assuma as rédeas na estrada (ou cidade) quando e como quiser; carro autônomo não precisa parecer uma nave dos jetsons com rodas, ou um objeto oval sem gosto e nem cor, sem vida e vibração…teremos Audi’s autônomos (exemplo, pois estão bem adiantados), mas eles não deixarão de ter a pegada e a eficiência Audi quando quiseres assumir o volante; é possível unir o melhor dos dois mundos (descansar quem não curte dirigir, e permitir que o entusiasta só encontre prazer na arte quando realmente vale a pena)

  • César

    Que diferença do interior do Singer para o de um carro popular atual… Estão faltando cores, formas e ousadias.

  • Lucas Sant’Ana
  • Fórmula Finesse

    Sim, eram carros leves – mas mal comparados – seria como guiar um Corcel I e assemelhados: um Corolla atua, com a ótima caixa manual de hoje em dia (que é rara nos Corollas), seria um caleidoscópio de prazeres e sensações perto de carros com volantes enormes, sem assistência, que vagamente (para os padrões de hoje) apontariam para as curvas como desejas hoje…caixas recalcitrantes, lentas, …etc, etc. Os carros de hoje em toda a gama são bem melhores, pena a praga chamada caixa automática.