Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas O NOVO TOYOTA SW4 – Autoentusiastas

 

Eis aí o novo Toyota SW4 a ser lançado em dezembro próximo. Foto do sítio argentino Autoblog tomadas na região de Mendoza, onde nos próximos dias a marca apresentará o picape Hilux.

Mudança geral. Nove centímetros maior ante último modelo ainda encontrável nos revendedores; grade lembrando a dos Corolla e, como marca de individualização, súbita ascensão à altura do falso quebra vento das portas traseiras. Atrás, spoiler e antena de rádio inspirada em BMW.

Versões de composição, com cinco e sete lugares; novo motor diesel 2,8-litros, turbo com geometria variável, 177 cv de potência, e torque 42,8 m·kgf para a caixa de marchas manual de seis marchas, e de 45,9 m·kgf para usar em automática, com seis marchas. Versões 4×2 e 4×4, esta acionada por botão.

 

Arredondando a conta, o Peugeot 308 2ª edição

Goste ou não — o que é difícil —, a 2ª edição do Peugeot 308 é ótima solução para o momento vivido pela Peugeot. Momento da fabricante exige equilíbrio e criatividade, pois se por um lado havia a necessidade de revitalizar o 308, por outros haviam a crise na matriz; no mercado argentino; nas vendas no Brasil; e por trás a chegada do nacional VW Golf, sempre objetivo de comparação eleito pela Peugeot.

Marca francesa utilizou regra da classe média universal: quem não tem grana, tem que ter charme. Daí, sem orçamento para produzir o novo 308, implementou o modelo antigo para mantê-lo em produção, à espera de boas notícias. Neste período de contemporização, mudanças para atingir os sentidos do motorista: nova frente, composta por grade, pára-choques, faróis com a nova assinatura da marca. Interior cuidado, melhor ajuste entre partes, maior implemento aos equipamentos de segurança, como seis almofadas de ar, cintos de segurança com ancoragem em três pontos e apoios de cabeça para todos os passageiros, fixação Isofix para cadeiras de crianças e freios a disco nas quatro rodas em todas as versões. Mudanças mecânicas para melhorar comportamento da suspensão e aumento da taxa de compressão do motor 1,6 a 12,5:1 para obter menor consumo e emissões. O motor evoluiu para a Classe A, do Inmetro. Na versão turbo a transmissão foi alongada em cerca de 11% para reduzir ainda mais consumo. Na versão de topo, GPS e câmera de ré.

Peugeot manteve a filosofia definida ano passado a partir de pesquisas: que o consumidor enxerga a marca como elegante, refinada, sofisticada. Assim, removeu as versões baratas e peladas, focou em ampliar o conteúdo, mesmo nas versões de base. Hoje são apenas três: Allure, com motor 1,6 e 2,0 aspirados, e Griffe THP, com motor 1,6 turbo. Câmbios manual de cinco marchas e automáticas com seis.

A fórmula é bem montada, sedimenta e justifica o critério de refinamento na marca, mas faz-se presente a falta no volante de direção dos comandos de marcha para a caixa automática.

Quanto custam:
Allure 1,6  manual R$ 69.990; Allure 2,0 automático R$ 75.990; e Griffe 1,6 THP R$ 82.990.

 

Foto Legenda 02 coluna 4515 - Peugeot 308

Peugeot 308, 2ª edição

Alfa atrasa lançamentos

Bom sítio da Automotive News Europe ouviu fornecedores, especialistas, e anunciou adiamento pela Alfa Romeo para as vendas dos modelos Giulia. Quadrifoglio, versão forte, atraso de seis meses, postergando vendas antes planejadas para fim de 2015, para meados de 2016. Utilitário esportivo, nove meses.

Na prática, reflexo das informações de Sergio Marcchione, chefe da FCA, sobre revisão de perspectivas da rapidez de expansão da marca Alfa em função da queda do mercado chinês, prometendo crescimento máximo de 5% neste ano.

Marca se dedica para, em mês ou dois, ajustar novos objetivos.

 

Plano Produto Alfa Quando será Quando seria
Giulia Quadrifoglio metade 2016 fim 2015
SUV princípio 2017 segundo trimestre 2016
Outros modelos em

base Giulia

   fim 2016 março 2016

 

Foto Legenda 03 coluna 4515 - Alfa

Alfa Giulia Quadrifoglio, mais seis meses

 

RODA-A-RODA

Razão – Na venda em curso para 10% das ações da Ferrari na Bolsa de Nova York, prova do mundo dos negócios ser descompromissado com o coração e/ou emoções. Vendedora é a Ferrari NV — Naamloze Vennootschap, descritivo para empresa de acionistas e que podem ser negociadas em bolsa de valores.

Muda – Na prática internacional, nossa equivalente S.A., sociedade anônima. Curiosidade está no fato de NV ser de registro holandês, bem distante da Itália, Modena, Maranello, base emocional e sangüínea da Ferrari. Esta, agora, é apenas um emblema. Novo nome é New Business Netherlands NV.

Curiosidade – Ações da Ferrari — quero dizer New Business Netherlands —, cotadas pouco acima de US$ 50. BMW, o dobro: US$ 101.

Datsun – Pertencente à Nissan, marca de entrada Datsun expôs no Salão de Tóquio o Redi-Go-Cross, um CUV, crossover utility vehicle. Quer, em dois anos, chegar aos mercados de países em desenvolvimento, Rússia, Índia, Indonésia e África do Sul. Preço, muito inferior aos concorrentes, menos de 10.000 euros.

Brasil – Aqui, por enquanto não. Renault e Nissan, aliadas, devem crescer mais.

 

Foto Legenda 04 coluna 4515 - Datsun

Datsun, o conceito, sem planos ao Brasil

Negócio – Desdobramento das trapalhadas das emissões dos motores diesel VW nos EUA, valor de revenda dos automóveis da marca com tais motores caiu 16% a partir de 18 de setembro, quando anunciado o problema.Volkswagen of America tomou medida lógica: indenizará revendedores para os usados em estoque, recebidos a preço maior.

Mais – Estuda comprar os carros estocados há mais de 60 dias, e formula com os revendedores. Enquanto não há luz neste túnel, estes estão proibidos de vender os diesel 0-km, mas os aceitam como entrada em outros VW.

Cuidado – Há que proteger os mantenedores do negócio de automóveis, os revendedores e os compradores. Daí ser previsível VW a estes emitir cartão bônus ou cheque como manifestação de boa vontade, do tipo desculpas e compensação monetária pelo inconveniente.

Óbvio – Governo Federal reduziu o imposto de importação sobre carros elétricos recarregáveis na parede. De 35% a pouco mais de 2%. Razão aritmética: importação, tão pequena, não causa crise de abastecimento nem eventual Apagão – já protegido pela redução das atividades comerciais e industriais.

Onda – BMW aproveitou e reduziu preço de seu modelo i3: R$ 169.950 em versão Rex e R$ 30 mil mais pela equipada versão Red Full. Automóvel urbano usa motor de motocicleta para tocar gerador e carregar bateria de íons de lítio.

Tempo – Bom portal Car and Driver publicou foto do picape VW Saveiro com frente mascarando as modificações a ser implementadas pela marca como refresco à família Gol/Voyage/Saveiro na derradeira fornada antes da próxima geração, em desenvolvimento. Mudança frontal adota a assinatura estética internacional. Internamente aumento de itens de infodiversão.

Conjuntura – Honda freou inauguração da fábrica em Itirapina, SP. Entraria em produção em dezembro, para anuais 120 mil Fit e derivados City e HR-V.

Tranca – Aplicados investimentos previstos, pronta, passou cadeado no portão, à espera de reação do mercado. Se em 2016 vendas caírem ou mantiverem níveis deste ano, ficará fechada. Não precisa maior capacidade industrial.

Cenário – Com a administração pública inerte, sem planos ou promessas, o movimento do país se reduz. Atualmente a indústria automobilística trabalha com horizonte cinza e distante. Prevê início de retomada apenas em 2017.

Freio – Muita frustração em Itirapina. Cidade e região esperavam e investiram em treinamento para 2.500 empregos diretos. Agora, só para seguranças.

Refresco – Nissan dotou seu picape Frontier de mais tecnologia e segurança, central multimídia, câmera de ré. Bem completo a partir da versão de entrada, nas superiores, mais equipamentos e firulas como comandos de som no volante e rodas liga leve em aro 18”.

Mais – Motor diesel, 4 cilindros, 16V, injeção direta e turbo, 190 cv, tração nas 4 rodas engatável até 80 km/h, câmbio manual de 6 marchas, automática com 5. Preço inicia em R$ 113.990. Negócio da Nissan é mostrar-se comparativo e mais barato frente ao Toyota Hilux a ser lançado nestes dias.

Diesel – Caminha a possibilidade do uso de motores diesel em veículos de passeio. Aprove Diesel, organização sem fins lucrativos contando com o talento de engenheiros especializados faz andar a proposta.

Caminho – Grupo de parlamentares ouviu especialistas, e melhor sinalização veio da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos. Não é mais contra; montou grupo de estudos; e argumenta necessidade de prazo para início da permissão, para se estruturar industrialmente — fazer os motores diesel no Brasil.

Novidade – Das expostas na 20ª Fenatran, mais universal é da Alcoa: caminhão com partes e chassis em alumínio, capaz de reduzir 1 tonelada em peso — e aumentá-la em carga. Chama-se Super Truck e é proposta factível nestes dias de produtividade.

Negócio – Duplicação e melhoras na BR-050, ligação de Brasília a São Paulo.  Concessionária obteve R$ 1,6B em empréstimo junto ao BNDES, BDMG e Caixa Econômica: duplicará o trecho faltante, entre o trevo de Cristalina, GO, e a chegada à divisa com São Paulo, na localidade mineira de Delta, e melhorias.

Coisa boa – Concessão de estradas é coisa boa.  Para a concessionária. Para o público, outra visão: pagou pela implantação, pagará pedágio — caro, muito caro, pelo uso —, e seus impostos subsidiarão financiamentos para as obras que deveriam ser feitas com a arrecadação.

Punição – 2º. Juizado Especial Cível de Brasília condenou a CAOA Hyundai a devolver valor correspondente a 30% do valor pago por um Hyundai Veloster. Cliente argumentou que o automóvel não tinha a potência anunciada pelo fabricante, mas substancialmente menor, como denunciou a imprensa.

TAC-Zotye – Informação da Zotye Motors, compradora da TAC, produtora do jipe Stark, lançar modelo flex e câmbio robotizado, de produção local. Fiat se inclui fora do negócio: informa, não venderá seus conjuntos a terceiros.

Momento – Revista GQ traz matéria sobre Sérgio Habib, importador dos JAC. Conta o freio em seus planos após o governo federal criar o programa Inovar-Auto, incentivando novas fábricas de veículos — com mínima nacionalização —, e aumentar o IPI dos importados em 30 pontos percentuais.

… 2, – Habib continua sendo o maior revendedor de automóveis no país, com mais de cem pontos de venda — metade Citroën —, mas o obstáculo federal e a crise do país levaram-no a reduzir operações e custos.

Magrela – Bicicleta elétrica de criação nacional pela Vela Bikes chega ao mercado com características interessantes: 350 watts de potência, autonomia de 30 km, permite retirar a bateria, tem entrada USB para recarga do celular.

Mais – Velocidade de até 25 km/h, vendas pela internet www.velabikes.com.br, para configurar tamanho, escolher cor e combinar financiamento em 12 meses. Preço, R$ 4.390. Opiniões?  https://vimeo.com/125601053.

 

Foto Legenda 05 coluna 4515 - bicicleta elétrica

Vela, bicicleta elétrica

Registro – 1º de novembro Coluna registrou 48 anos de publicação ininterrupta desde 1967. Viu e comentou muito em produtos e tecnologias, poderosos chegantes depois saídos pela trilha do esquecimento. Amizades, decepções, inimizades. Tem sido um bom posto de observação de costumes.

Negócio – FPT Industrial fez acordo com Mercury Marine para adequar seu motor FPT 6,7 litros diesel, com injeção mecânica, a embarcações entre 30 e 50 pés — aproximados 9 a 15 m para balsas de passageiros —, táxi aquáticos, usos governamentais. Cliente manda, e assim será chamado Mercury Diesel.

Varejo – Pirelli padronizou sua rede de revenda de pneus a público. Uniu Pneuac, Abouchar e Campneus sob esta denominação. Negócio incluirá e.commerce e terá como executivo-chefe Maurício Canineo, ex número 1 da marca em Venezuela e Colômbia. Inicia com 124 lojas.

Gente – Raul Randon, industrial, Empreendedor da Década pelo Prêmio LIDE de empreendedorismo.OOOO Randon criou empresa de implementos de transporte com seu nome, e pelo caminho já produziu caminhões, maçãs, vinhos e queijos. OOOO Tem o toque do perfeccionismo. Prêmio merecido. OOOO

 

Boa notícia, 1,0 TSI do VW up! é o Motor do Ano até 2,0

Em meio à celeuma mundial sobre emissões acima do nível legal por motores diesel alemães, o motor do up! turbo, o TSI flex feito no Brasil, foi eleito pelos jurados da revista Autoesporte como o Motor do Ano, e levou o prêmio em duas categorias: até 1,0 e até 2,0. Engenho de futuro, com boas soluções tecnológicas, durável, baixas emissões e baixo consumo, mudou a cara do produto, no caso o up!, oferecendo grandezas até então inconciliáveis, o rendimento e o consumo, performance e durabilidade.

Ao apresentá-lo ao mercado, a VW disse ser “muito mais que turbo”. E ao lançamento à rede de revendedores, utilizou frase desta Coluna sobre sua performance: “1,0, anda como um 1,8, bebe como um 0,9.” Uma boa descriçãoO pequeno motor, de projeto e construção racionais para obter menos peso e mais rendimento, com a aplicação do turbo e injeção direta, quatro válvulas por cilindro, consegue em 999 cm³ de cilindrada, gerar em seu primeiro estágio 105 cv de potência e 16,8 m·kgf de torque, resultados de motores de cilindrada muito maior.

O prêmio busca reconhecer o talento de desenvolvimento de fabricante nacional, e no caso da VW o motor turbo VW utiliza conceito e muitos componentes do motor EA211, de três cilindros. Aplicar o turbo exibiu modificações seriadas para obter bons resultados, e estes superaram o projeto inicial.

O prêmio de Autoesporte bem demonstra o reconhecimento de sua superioridade, ao preencher duas categorias: até 1.000 e até 2.000 cm³. Concorrentes na listagem considerada pelo júri eram os motores diesel FCA 2.000 com cabeçote MultiAir aplicado no Jeep Renegade; V-6 3.000 Audi. Da cilindrada, o três-cilindros de Nissan March e Versa.

A aplicação dos conceitos e do turbo no pequeno motor mudou o ponto de vista sobre a utilização deste adjutório. Antes olhado como capaz de oferecer aumento de potência, tratado apenas como equipamento para veículos caros e com aptidão esportiva, sua aplicação no up! TSI oferece resultados a partir de surpreendente ganho em dirigibilidade e prazer de conduzir, dando ao pequeno automóvel resultados de aceleração e recuperação de velocidade como se equipado por motor de grande cilindrada, embora apresentando consumo espartano. É o menor motor turbo e único com injeção direta e turbo em produção no país.

 

Foto Legenda 06 coluna 4515 -Jose Loureiro.jpg

José Loureiro (d), gerente de desenvolvimento de engenharia da Volkswagen, recebe o prêmio de César Bérgamo, da Editora Globo (foto de Rafael Jota )

RN

rnasser@autoentusiastas.com.br
A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

  • CCN-1410

    Peugeot – Certa vez eu tive um vizinho elegante, refinado e sofisticado. Faliu!
    VW – A Volkswagen anunciou terça-feira mais um escândalo, desta vez sobre as emissões de CO2. Motores a gasolina também estão envolvidos. (Le Temps)

  • Leonardo Moraes

    Parabéns a VW pelo 1.0 TSi. Seria minha escolha também. Uma bela obra de engenharia!

    Sobre ser durável, acredito que não tenha ainda nas ruas Up TSi com 150-250 mil km, faço votos de que tenham mesmo essa durabilidade. Predicados pra isso ele tem.

    • Lorenzo Frigerio

      Tanta tecnologia também tem que ser acompanhada por tecnologia nos processos de fabricação. E a VW conhece bem o consumidor brasileiro “apaixonado por carro”; provavelmente não deu ponto sem nó na confiabilidade desse motor. É incrível que isso não tenha representado aumento substancial no custo.

      • Leonardo Moraes

        Bem colocado, incrível mesmo não ter ficado mais caro pelo que oferece comparando com o aspirado. E ainda disponível em versões mais básicas, não só numa de topo.

      • Domingos

        O “incrível” é simplesmente a VW querendo fazer o up! dar certo. Se o carro estivesse vendendo bem, TSI provavelmente só no esportivo e bem para lá dos seus 50 mil reais…

        Concorrência funciona.

  • Parabéns pelos 48 anos de coluna!
    Senti falta do “feminino-boiola” após: “Versões 4×2 e 4×4, esta acionada por botão”. 😀

    • Roberto Nasser

      Obrigado pela referência à insistente coluna. Com braço quebrado, mantive o índice de telefonemas, ditei-a. Infartado, idem. e pós UTI, após jatenado, tempos mais fáceis, digitei-a.
      Pensei no “boiolo-feminino” para o novo picape Toyota e seu trêfego botãozinho, mas a questão é que os ditos boiolo-feminino agora são maioria, e os para serviço, com alavanca direta, em breve serão coisa jurássica, máscula, gênero que dia a dia cai em desuso.

  • Eduardo Palandi

    Uns anos atrás, lembro que vários chegaram a falar que a união Fiat-Chrysler era abraço de afogado. Para carros baratos (Fiat latino-americana / Dodges e Jeeps no exterior) e para super esportivos (Hellcats, Ferraris), funciona bem, tudo bem. Entretanto, para carros médios, grandes ou de luxo, a FCA continua sem um plano.
    Esse atraso da Alfa Romeo para disponibilizar o Giulia e lançar seu suve só prova isso. Estão cruelmente matando a Lancia (que vendia mais que a Alfa Romeo nos últimos anos, antes de enxugarem sua gama), a Chrysler reciclou o 300 pela enésima vez e viu o 200 ter vendas apenas razoáveis, o Ghibli não vende como a Maserati esperava. nem mesmo um motor 2-litros turbo que tenha versatilidade, como os de BMW, Ford e VW, a FCA tem – o que mais se aproxima, o 1750 da Alfa, está restrito a uns poucos esportivos.
    A Fiat depende demais do 500 no exterior e dos compactos aqui. Em ambos os casos, são veículos compactos e com margens menores. Acima desse segmento, infelizmente, a FCA continuará a bater cabeça, parece que simplesmente não há um plano.

    • CorsarioViajante

      Boa análise. Não sei se falta um plano ou se falta dinheiro para investir, então vão tapando um buraco por vez.

    • Domingos

      A Fiat fora da Itália, Brasil e Turquia é uma marca bem esquecida. E a Chrysler fora dos EUA também…

      A questão é mais trabalhar nisso que em carros interessantes na parceria. Plataformas, motores e mecânica ambas já têm há alguns anos, falta é criar produtos que acertem em conquistar mercado fora das terras natais.

      Ninguém compra Fiat fora da Itália, fora o 500, porque existe uma infinidade de marcas com produtos de preço combativo – Fiats são exclusivamente de preço combativo na Europa, com exceção novamente ao 500 – com coisas bem mais interessantes, bem feitas e atuais.

      Nada adianta eles venderem por lá o Bravo, um médio, a seus 12 mil euros se por 14 se compra um concorrente de marca referência como Golf e Focus. O carro para lá é jurássico e ainda vem com motorização fraquíssima nessas versões de entrada.

      Os produtos e mecânicas existem, só devem aplicar isso a toda linha e não apenas em modelos específicos como 500, Giulia, Renegade etc.

      Se for assim vão continuar a vender só onde não interessa.

  • RMC

    Parabéns pelo aniversário!
    Eu gostava muito do “Roda a Roda”, não sei por que a mudança… lembro com carinho da apresentação do Corcel II, publicada no falecido jornal semanal “JOSE” (só os brasilienses antigos saberão do que estou falando). Imagine um adolescente Autoentusiasta, prestes a completar os 18 anos para poder tirar a tão sonhada CNH, lendo sobre uma novidade fantástica (para o tempo, claro)! Em primeira mão e com fotos e descrição de todas as versões!
    Quanto aos motores: talvez um Fox ou um Golf com o 1.0 TSi viessem a enfeitar a garagem lá de casa, claro que a depender do preço. Se tivesse a transmissão DSG, então, era quase certeza… Não sabia que o FPT 2.0 diesel tem cabeçote multiAir: é isso mesmo? Se for, creio que o Renegade é o primeiro modelo comercializado no mercado brasileiro com esta tecnologia.
    Aprove diesel: há algo de concreto na possibilidade de aprovação da liberação da venda de carros de passeio com motor diesel ou é só mais um vôo de galinha? Já tive oportunidade de andar em carros diesel na Europa e gostaria muito de poder contar com esta possibilidade aqui também. Temo que o lobby canavieiro mais uma vez nos imponha uma derrota…
    RMC

    • Roberto Nasser

      RMC,
      Boa memória. À época era um exercício semanal, escrever para o Correio Braziliense e após para o Jornal de Brasília e, ao mesmo tempo, para o saudoso JOSÉ. Para quem não sabe, era um semanário inteligente, tratando de política sem hermetismo e dedicando a promover a parte cultural da cidade. Creio, o JOSÉ foi o descobridor de tanta e desconhecida movimentação.
      O problema era que embora o tema principal fosse o mesmo, as abordagens tinham que ser diferentes, pelas posturas e pelos leitores diferenciados.
      A questão do diesel no Brasil é sempre nebulosa, como são todas as que envolvem combustíveis. Ao tempo da vedação — repare na firula — não se proibiu produção, mas o abastecimento.
      Era, então, nítida vinculação com a produção de álcool, e como advogado fui a autoridade grada — e até consegui clarear a legislação, pois a redação original inviabilizaria uma das marcas nacionais. Dela ouvi que não iriam mexer no assunto para não criar animosidade com um fulano — envolvido com produção de álcool.
      Dizem que o diesel é subsidiado — não é. Apenas paga menos imposto que a gasolina. Ou que não temos produção suficiente. Entretanto, seja qual for o argumento, o número de veículos leves utilizando diesel não tem perspectivas de disparar, como na Europa, 50/50% entre diesel e gasolina, e assim o volume nunca seria problema em volume.

  • Lemming®

    Tipo…vivendo de aparências? hehe

  • Car Science

    Sobre o motor do up! TSI acho que poderia equipar até o próprio Golf como um modelo de entrada ao meu ver. É fantástico esse motor.

    • Car Science
      Certamente. Há Focus na Europa com motor de 1 litro e 3 cilindros turbo de injeção direta, 125 cv.

      • Lorenzo Frigerio

        Um EA-211 4 cilindros 1.2 TSi seria o breu para o Golf.

        • Gustavo73

          O 1,2 está sendo substituído pelo 1.0 TSI, 115 cv e 20,1 kgfm de torque.

        • Domingos

          O 4 cilindros teria custo extremamente próximo do 1,4 atual e não permitiria reduzir preço, ou então também não conquistaria o comprador quando esse percebesse que acabaria pagando o mesmo que o 1,4 por um motor um pouco menos potente – que é o mais provável de acontecer.

          Teria que ser o 3 cilindros mesmo para uma versão mais barata. Porém, aí o 1,6 aspirado dá a mesma potência, o mesmo torque e consumo que seria não muito distante por muito menos custo e preço.

          Não compensa o downsize onde isso não seja forçado pela legislação na prática, como na Europa – com números de emissão sempre meio duvidosos, em que o turbo ajuda a maquiar as coisas com a sua pressão variável…

          Haveria um porém legislativo que seria o desconto de impostos pelo Brasil ter essa burrada com os 1,0 litro – deveria ser por consumo ou por potência, jamais por cilindrada.

          Se o Golf 1,0 TSI custasse seus 50 mil por causa disso, aí sim seria interessante a todos. Caso contrário, o 1,6 aspirado vai ser melhor tanto em preço como em custo total ao proprietário.

          • Lorenzo Frigerio

            Acho que 3 cilindros no Golf vai contra os pilares mais básicos do marketing. O Golf sempre será “carro de luxo” no Brasil. Agora, se a VW trouxer o próximo Polo para substituir, de uma só tacada, o Gol e o Fox, aí cairia bem nele.

          • Domingos

            Acho que isso aí anda caindo. Se fosse assim tão forte essa questão hoje, o motor 1,4 não teria sido bem aceito.

            O próprio Golf 1,6 em tempos passados era um carro meio mal falado, apesar de bom. Com os turbos e a mudança de tempos o pessoal entende que um motor desses não é sinônimo de carro fraco.

            Porém a questão aí é se é vantajoso ou não. Se for o 1,2, não é nem para a fabricante nem para o consumidor. Se for o 1,0, passa a ser vantajoso se isso representar boa queda de impostos e preços.

            Se cair pouco o preço, o 1,6 é de longe o mais adequado.

      • Gustavo73

        Existe também com o mesmo motor e 100 cv focado ainda mais no consumo comedido.

    • CCN-1410

      Acredito que a VW está atenta a isso e que o Golf com esse motor é apenas uma questão de tempo.

      • TDA

        Na Europa o Golf possui um motor 1,0 TSI de 116 cv. Ouvi dizer (não confirmei a informação) que é o mesmo EA-211 três cilindros só que com dois turbos.
        Sim, a VW poderia muito bem colocar esse mesmo motor do up! TSI no Golf e vendê-lo como versão de entrada com preço comedido (esse último acho difícil acontecer).

    • Roberto Nasser

      Tem razão. há um Golf alemão com ele e 115 cv

  • 48 anos de coluna?! Isso só tem um nome: CREDIBILIDADE! Parabéns, Roberto! Que venham outros 48… Vida longa a você e à coluna!

  • Lorenzo Frigerio

    O 200 ainda tem pouco tempo de mercado, mas é um carango. E naturalmente existe versão V6 de 295 hp com 9 marchas 4×4. Para um 200 mais popular, existe o Dart, com o motor 2.4 da Freemont, e também 9 marchas. A FCA está marcando no Brasil.

  • Parabéns querido amigo Roberto Nasser! Que venham mais colunas! Abração

  • Lauro Agrizzi

    Penso serem temerários comentários sobre as qualidades dos motores VW pois a credibilidade da VW está em xeque. A cada dia uma nova mentira é descoberta.

  • Mr. Car

    Parabéns, Nasser! Em breve estarei em Brasília. Mesmo com o Museu do Automóvel fechado por um bando que ainda por cima tem a cara de pau de chamar esta pátria de “educadora”, vou dar uma passada por lá.
    Abraço.

  • Rafael Gomes

    Bob
    Como você vê as tentativas do prefeito maldade de derrubar a obrigatoriedade dos cobradores num momento de crise no país e o que código de trânsito fala disso?

    • Domingos

      Como o Bob vê eu não sei, mas acho que está ficando claro que além de tudo o cara é completamente vendido aos interesses das empresas de ônibus e o perfeito exemplo de que a esquerda é feita única e exclusivamente de mentiras – a própria questão da proteção aos empregos se mostra mera publicidade com uma medida dessas, mostrando que o real interesse é o doentismo e o poder mesmo.

      Além de aumentar a lotação ainda mais, agora vem com essa. 1 + 1 = 2 que esse cara deve estar recebendo desvio é por essa “prioridade aos ônibus” e sua ligação intrínseca com essas empresas.

      • Lorenzo Frigerio

        Jilmar Tatto.

        • Domingos

          Exatamente.

  • marcus lahoz

    Torço pela liberação do Diesel. Torço também para a VW colocar este motor 1.0 T no Golf e Jetta com câmbio DSG de 7 marchas.

    • konnyaro

      Vai ser liberado como em 1987 a 1988, onde foi liberado para picape com capacidade de carga acima de 500kg, só para acabar com o estoque do motor da Kombi diesel da VW.
      Agora com o Dieselgate, vai sobrar muito motor diesel no mercado e eles precisam arrumar lugar para enfiar tudo isso.

      • agent008

        Quando li que a Anfavea mudou sua opinião, pensei nisso; afinal, o que a teria feito mudar de posição de repente? Que venham os dieselgate, sabemos que são ótimos motores. Que junto não venha a central eletrônica mentirosa!

    • Lorenzo Frigerio

      Se botarem no Jetta, será no Comfortline, mas o EA-211 16V é mais provável. DSG, esqueça. Já era no Brasil, exceto para o GTi e Audis/Passats.

    • Roberto Nasser

      Marcus, como apropriadamente bem diz o Lorenzo, automóveis com grande produção nacional não utilizarão o câmbio DSG. ele não combina com o trânsito e os buracos nacionais.
      Veja que a VW o tem para o Tiguan, mas aplica o automático. E a Ford insistiu com o seu, o PowerShift, e sofre para acertá-lo, adotando medidas como a mudança de denominação.

  • Mineirim

    Nasser,
    Felicidades a você e parabéns por sua coluna! Estilo único!

  • Rafael Gomes
    Eu não estava sabendo disso, mas sou contra, não pelos empregos que seriam eliminados, mas por o motorista dever se concentrar no dirigir. Quando eu era adolescente havia os lotações, só com motorista, mas eram 20 lugares apenas. Ele mesmos recebia o pagamento em espécie e dava troco.O código de trânsito nada fala a respeito.

    • Mendes

      Basta não aceitar mais pagamento em espécie. Pagamento apenas via bilhetagem eletrônica. Dessa forma o motorista se concentra apenas em dirigir. Em Sorocaba é assim desde o início dos anos 90.

      • Domingos

        Não é muito prático estar sem o cartão ou bilhete e ter que comprar antes de subir no ônibus, além de realmente tirar empregos (ok, seriam empregos remanejáveis a outras áreas, porém não precisando mexer é melhor…).

  • Eduardo Sérgio

    O Peugeot 308 é uma ótima opção de compra no Brasil, ainda que defasado em relação ao modelo europeu. Eu compraria um para mim, de preferência o 1.6 aspirado, pois já atenderia minhas necessidades.

    Desvalorização alta? para mim isso é fator secundário, pois dou prioridade ao prazer e satisfação proporcionados no meu uso diário.

  • Domingos

    MultiAir ou MultiJet? Diesel com comandos variáveis, por questão de custo, ainda não vi nenhum comercialmente vendido…

  • TDA

    Volkswagen e o motor 1,0 TSI mereceram o prêmio. Realmente um ótimo motor aliando tendências há muito distintas, boa potência e baixo consumo. Belo trabalho de engenharia da fabricante, pois reajustou todo o motor e incluiu tecnologias de ponta, usadas apenas em veículos importados ou de classe superior. Tomara que demais fabricantes nacionais passem a utilizar essas tecnologias em seus veículos e nós consumidores possamos ser beneficiados com isso.
    Esse motor 1,0 TSI é verdadeiramente um motor entusiástico!

  • TDA
    Certamente, e recolhendo IPI de carro com motor 1-litro, 7% em vez de 13% dos flex de 1 a 2 litros.

    • Lorenzo Frigerio

      Mas a vantagem tributária do 1 litro não havia desaparecido? O governo bem que poderia então estender essa vantagem até os 1.6, para salvar a indústria neste momento e incentivar o desenvolvimento. Já que motores 1.8 e 2.0 se tornaram infrequentes.

      • Lorenzo,
        Continua, 7% até 1 litro; 13% entre 1 e 2 litros flex; 15% entre 1 e 2 litros; 18% acima de 2 litros flex; e 25% acima de 2 litros.

  • Pedro

    Ainda acho que a VW peca por muito conservadorismo quanto a seus motores. No início de 2014 já era para ter incorporado seu 1,0 3C para todos os seus modelos que antes tinham o motor 1-L, fora que a versão Bluemotion devia ser de série. Se é para ser mais econômico, que seja em todas as versões.
    Atualmente ela está fazendo o mesmo com o 3C turbo, dava perfeitamente para substituir o 1,6 16v por ele mas eles optaram por outro caminho, imagine esse 3C turbo equipando o Fox? Ou uma versão do Golf 1,0 TSI, 1.4 TSI e 2,0 GTi?

  • Domingos

    Esse negócio de tirar versão de entrada dá nos nervos, ainda mais em carros em que a versão de entrada é bem equipada – como no Peugeot.

    Mera desculpa para subir os preços. Tem sido recorrente em muitas marcas.

  • Parabéns pelos 48 anos da Coluna!!!
    Saudações efusivas!

  • Junior

    Requentar o 308 é tratar o Brasil como sempre tratou, país emergente, lembrem-se do 206,5 chamado de 207 só por aqui. Seria muito mais respeitoso fazer como o caso do Golf que veio da Alemanha/México até ser produzido aqui. Agora tirar a versão de entrada que sempre foi a mais vendida é outro tiro no pé. A idéia de tornar a marca “premium” faz parte de uma diretriz da Europa que não faz nenhum sentido no Brasil.

  • Junior

    Mas a desvalorização alta é justamente pela insatisfação que o cliente tem quando não encontra peças disponíveis de imediato, paga caríssimo por elas, além de ver a incapacidade das concessionárias de corrigir os defeitos mesmo consultando a montadora. Isso tira qualquer prazer que um bom carro poderia proporcionar.

  • Carlos Eduardo Favoreto Milani

    Primeiro a problemática do custo de produção, uma vez que o 1-L TSI certamente deve custar mais que o 1,6-L 16v. Em escala, quem sabe…
    Ai chega-se ao segundo problema: up!
    O carrinho é dos bons, contudo não caiu no gosto do brasileiro (que compra carro por metro). Lançar o Gol agora com o tricilíndrico é dar um “up” em suas vendas e um down no subcompacto.
    A mesma coisa com o motor TSI, se este fosse oferecido no Fox, quem iria querer o up!??? Deixa-se exclusivo por algum tempo para criar corpo de venda…
    Provavelmente reestilizem o Gol ano que vem, lancem com os motores novos e afundam o up!. Nisso, com o tempo correto de mercado alteram as características do subcompacto para uma maior vendagem: Saída de ar central, forro de porta, central multimídia… Essas coisas que brasileiro ama! Ai sim terá um up nas vendas!!!

  • Não se pode deixar de lado a questão da confiabilidade. O 3C turbo já foi testado na Europa, sim, mas no Brasil, aqui e ali em alguns meses talvez? O verdadeiro teste de confiabilidade é comprado pela população de todo o Brasil, abastecido por todos os postos de combustível do Brasil, tendo manutenção pelas concessionárias (ui) e oficinas independentes (ui) de todo o Brasil, rodar nas condições suaves e severas de todo o Brasil e depender dos cuidados de todos os tipos de donos do Brasil. Depois de alguns anos nestas condições, aí sim, se ainda não tiver graves problemas depois de passada a garantia, aí quem sabe….

  • Caramba! É verdade!