O Audi foi “readmitido” ao país. Não que tenha sido expulso, saiu porque quis em 2006 depois de sete anos produzido em carroceria hatchback 4-portas.  A marca está de volta, produzida na mesma fábrica do grupo VW em São José dos Pinhais, na grande Curitiba, e chega em versão sedã com motor EA211 1,4-L turbo e com a novidade de ser flex — a absurda exigência do mercado brasileiro, a coisa nossa baseada na Lei de Gérson que visa menos desvalorização do que qualquer outro aspecto —, o que concorreu para o aumento de potência aumentada de 140 cv a 4.500~6.000 rpm (do Golf 1,4 TSI) para 150 cv a 4.500~5.500 rpm. “Concorreu” porque, quando importado, o A3 sedã com o mesmo motor 1,4-litro era limitado a 122 cv, mera decisão do Grupo VW. O resultado prático é o A3 sedã agora fabricado aqui ter a potência acrescida de nada menos que 28 cv (com “caldo de cana” ou gasolina, indiferente).

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As dimensões do A3 sedã são 4.456/1.796/1.416/2.637 mm (comprimento/largura/altura/entreeixos e o porta-malas é de 425 litros.

Continuam as duas versões que se diferenciam no nível de equipamentos e na medida dos pneus apenas, a Attraction com pneus 205/55R16, por preço “Sears, Roebuck” de R$ 100 mil, e a Ambiente, com 225/45R17, por R$ 110.000 (tire 10 reais de ambos para saber o preço exato).  Importados, custam, ou custavam, R$ 101.190 e R$ 110.190, respectivamente.

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Diferenças

Há diferenças entre o alemão (húngaro, na verdade) e o brasileiro. O câmbio é automático epicíclico de 6 marchas, Aisin fabricado no México, em vez do robotizado de duas embreagens de 7  marchas. Na suspensão, além da elevação da altura de rodagem em 15 mm “para maus caminhos”, a traseira é por eixo de torção no lugar da multibraço. Em princípio são alterações importantes, “de torcer o nariz”, mas na prática, não. Como tenho dito, a turma que fabrica automáticos — Aisin, ZF, GM — se mexeu e hoje esses câmbios, outrora deficientes, são excelentes em todos os aspectos.

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Câmbio epicíclico Aisin de 6 marchas (foto tirada da apresentação)

No caso deste Audi, pode-se até brincar de piloto de Fórmula 1 trocando marchas pelas borboletas junto ao volante de direção ou à moda antiga, pela alavanca seletora (sobe marcha para frente, reduz para trás). Até modo Sport tem. Embora a Audi não tenha informado as relações das marchas (não é a única com essa preguiça, bem entendido), a 125 km/h indicado o motor segue sereno a 2.200 rpm. Há creeping, claro, e em marcha-lenta o conversor de torque bombeia quase nada, assim o motor não fica fazendo força e elevando o consumo sem necessidade.

O que é lamentável, isso sim, é não ser disponível versão de câmbio manual de 6 marchas, direito cada vez mais negado aos brasileiros (não é só a Audi que nega). Se o desempenho já é excelente com o automático, imagine-se com a versão de três pedais com o comando de marchas “Wolfsburg”.

Suspensão traseira: não adiantam argumentos, uma boa multibraço é melhor que um bom eixo de torção. Ponto final. Todavia, no dia-a-dia, e na “pátria faturadora com multas por excesso de velocidade” chamada Brasil, a diferença é muito pequena. Eu e muitos sabem disso e ontem se confirmou no Ambiente com pneus de 225 mm de seção transversal. Só num trecho de curvas de alta como o trecho final da Via Anhangüera sentido capital, ou na Via Dutra entre o topo da Serra das Araras e o retão de Resende, andando “à moda antiga”, é que a superioridade da suspensão multibraço aparece. E o eixo de torção tem a vantagem de não precisar de alinhamento de rodas (nem tem como alinhar) por toda a vida do veículo.

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O eixo traseiro de torção (foto tirada da apresentação)

Portanto, em aviso aos detratores de complexo de vira-latas, não há por que criticar a Audi nessa questão. Podem criticar em outras, como não ter a função de manter o carro freado automaticamente (Auto Hold), mas tem o freio de estacionamento elétrico que a Golf Variant não trouxe,  ou não haver meio de manter a tampa do assoalho levantada ao se buscar o estepe temporário de roda e pneus estreitos (foto abaixo). Mas o húngaro não traz a faixa de degradê no pára-brisa que vem no paranaense, embora ela seja clara demais, merece ser mais escura.

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Fixação da tampa do assoalho aberta, existente no modelo europeu testado pelo Ae

As vendas do 1,4-litro TFSI  já começaram e ainda este mês a Audi chamará a imprensa para conhecer a versão Ambition, com motor 2-litros TFSI.

Como anda

Jeito de Audi, sem tirar nem pôr. Precisão. A direção eletroassistida é rápida, 15,3:1, e de calibração perfeita na indexação à velocidade. O volante 4-raios de 370 mm, sem comentários. O peso de apenas 1.240 kg é notado. A suspensão está no compromisso exato entre conforto e estabilidade, indispensável no “mau caminho” brasileiro de asfalto que mais parece campo de provas. Mesmo mais alta, atirar o carro com vigor nas curvas não causa protesto das rodas dianteiras motrizes. Para abusar com mais sossego há o controle de estabilidade e tração, que pode ser desligado. O que também pode ser posto fora de ação é o desliga/liga motor nas paradas, mantido no motor flex Audi — primeiro da marca no mundo — que incompreensivelmente não funciona no BMW 320i quando com álcool no tanque.

A aceleração 0-100 km/h declarada é em 8,8 segundos, bem conveniente, e alcança velocidade máxima de 215 km/h. O torque é 25,5 m·kgf entre 1.500 e 5.500 rpm, também com gasolina ou álcool. Compradores do sedã com quatro argolas na grade não terão o que reclamar no quesito desempenho. Muito menos de consumo: pelo padrão Inmetro/PBE é de 11,7/14,2 km/l cidade/estrada com gasolina e 7,8/9,9, com álcool. É mesmo um consumo elogiável, ajudado pelo Cx 0,30, e capaz de alegrar os que pensam que o planeta vai derreter de tanto calor, pois a emissão de CO2 com gasolina é de apenas 105 g/km. O tanque é que tinha de ser um pouco maior, 50 litros é pouco, especialmente pelo motor flex.

Há dois itens atraentes no A3 sedã nacional, o aviso de saída não-intencional da faixa de rolamento por meio de vibração do volante, e o controle de cruzeiro adaptativo com auxílio anticolisão dianteira. Ambos são opcionais para a versão Ambiente, mas ontem a Audi não informou os preços de nenhum opcional. Assim que os obtiver acrescentarei a esta matéria.

A dotação de itens de segurança, conforto e comodidade é ampla, veja na lista ao final. Haverá quem reclame do ar-condicionado não ser digital automático, banco do motorista não ter ajuste elétrico, dos espelhos não serem rebatíveis eletricamente ou do espelho interno não ser eletrocrômico, é apenas o velho prismático com a alavanquinha, mas não me faz diferença. Tendo, ótimo; não tendo, ótimo também. E em breve faremos o indispensável teste “no uso”.

Quem gostar de rodar em sedã, o Audi A3 feito por aqui chega em boa hora.

BS

 Fotos: autor
EQUIPAMENTOS AUDI A3 SEDÃ 1,4 TFSI FLEX
Atraction Ambiente
SÉRIE
Ajuste de altura dos bancos dianteiros S S
Ajuste elétrico dos espelhos externos S S
Alarme antifurto S S
Ar-condicionado S S
Bancos em tecido S S
Bolsas infláveis laterais, de cortina dianteiros e de joelhos para o motorista S S
Borboletas de troca de marcha ND S
Cintos dianteiros c/ sensor de afivelamento S S
Computador de bordo S S
Controle da estabilidade e tração S S
Engates Isofix para bancos de criança S S
Espelho de cortesia com iluminação S S
Faróis bixenônio S S
Freio de estacionamento eletromecânico S S
Lanternas traseiras em LED S S
Limpador de faróis por jato d’água S S
Rádio MMI e Bluetooth S S
Sensor crepuscular e de chuva ND S
Sensor de estacionamento traseiro S S
Sistema desliga-liga S S
Sobretapetes S S
Travamento central c/ controle remoto a distância S S
Vidros laterais e traseiro c/ isolamento térmico S S
Volante de direção em couro S S
Volante de direção em couro e funcional ND S
OPCIONAIS
Acesso sem chave ND S
Assistente de luz alta ND S
Assistente de mudança de faixa ativo ND S
Bancos em couro sinético ND S
Computador de bordo com mostrador em cores ND S
Controle automático de velocidade de cruzeiro ND S
Controle automático de velocidade de cruzeiro com auxílio anticolisão dianteira ND S
Estacionamento automático com câmera de ré ND S
Pintura metálica/perolizada S S
Rádio MMI com sistema de navegação ND S
Sensor de estac. diant. e tras. c/ câmera de ré ND S
Teto solar panorâmico ND S

 



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Rodolfo

    Controles de tração e estabilidade ausentes na versão Attraction?

    Ao meu ver, trata-se de uma economia injustificada.

  • MrBacon

    Olá Bob,

    Quase comprei um no final do ano passado, mas essa estratégia da Audi que requer a compra de um pacote de R$ 10 mil para ter um simples cruise control me fez desistir do negócio.

    Acabei esperando pelo lançamento do Golf Variant, por trazer o conjunto mecânico que eu queria numa embalagem mais adequada a minha necessidade. Um bom carro, mas que infelizmente veio com defeito e com apenas 1.500 km está na concessionária parado a espera de peças há 2 semanas. Uma pena, bela peça de engenharia respaldada num pós-venda sofrível.

    PS: acho que o correto é “Sears, Roebuck”.

    Cordial abraço.

    • CorsarioViajante

      MrBacon, Golf Variant era um sonho de consumo meu, pode dar mais detalhes deste defeito?

      • MrBacon

        Ar-condicionado, parou de funcionar com 1.500 km rodados. A concessionária diagnosticou que o compressor precisaria ser trocado, ficou uma semana me enrolando para depois assumir que estava em litígio com a VW. Fui em outra concessionária, que só pode receber meu carro na semana seguinte. Levaram uma semana pra chegar ao mesmo diagnóstico da 1a concessionária e, desde então, está com meu carro aguardando a chegada do compressor que, até dia desses, de acordo com a própria VW, não havia sido pedido.

        Em paralelo, fui mal atendido diversas vezes pela VW, ao ponto de atendente me culpar por ter levado o carro numa concessionária com problemas, apesar de ter chegado a ela pelo próprio site da VW. Em dado momento uma das reclamações que fiz chegou em alguém com algum foco no cliente que, nesta semana, passou a me dar alguma atenção. Nada condizente com o valor do carro mas, ao menos, passaram a acompanhar o problema.

        Primeiro e último VW, passei por GM, Citroen, Peugeot, Ford, Fiat, Honda, Mitsubishi, nunca havia sido tratado tão mal.

        PS: se vc não precisar da concessionária e seu carro não quebrar, realmente é uma baita obra de engenharia! Parecia ser o carro perfeito!

        • CorsarioViajante

          Sinto o mesmo com meu Polo, adoro o produto mas detesto as concessionárias. A VWB precisa rever isso urgente.

        • João Martini

          Vai do lugar mesmo. O Up de casa veio com os discos de freio empenados. Foi deixar o carro na concessionária, no mesmo dia pediram a peça e na semana seguinte estava trocado. Isso em Atibaia, ainda não tive experiência com concessionária VW em São Paulo.

          • Domingos

            Bom, mas aí revela-se uma coisa: como demora peças na VW hein! 1 semana para o disco de um carro absolutamente popular e normal é excessivo.

            Tem marca que te entregaria a peça no dia seguinte e com garantia do prazo.

          • CorsarioViajante

            Também acho uma semana um tempo absurdo para um disco de freio, que deveria ter a pronta entrega.

    • Christian Bernert

      Mr. Bacon, perdoe-me a curiosidade, mas que defeito é este?

      • MrBacon

        Ar-condicionado, parou de funcionar com 1.500 km rodados. A concessionária diagnosticou que o compressor precisaria ser trocado, ficou uma semana me enrolando para depois assumir que estava em litígio com a VW. Fui em outra concessionária, que só pode receber meu carro na semana seguinte. Levaram uma semana pra chegar ao mesmo diagnóstico da 1a concessionária e, desde então, está com meu carro aguardando a chegada do compressor que, até dia desses, de acordo com a própria VW, não havia sido pedido.

        Em paralelo, fui mal atendido diversas vezes pela VW, ao ponto de atendente me culpar por ter levado o carro numa concessionária com problemas, apesar de ter chegado a ela pelo próprio site da VW. Em dado momento uma das reclamações que fiz chegou em alguém com algum foco no cliente que, nesta semana, passou a me dar alguma atenção. Nada condizente com o valor do carro mas, ao menos, passaram a acompanhar o problema.

        Primeiro e último VW, passei por GM, Citroen, Peugeot, Ford, Fiat, Honda, Mitsubishi, nunca havia sido tratado tão mal.

        • Christian Bernert

          Que triste. É realmente lamentável o serviço das concessionárias VW. Eu graças a Deus não tive problemas que demandassem consertos nem em garantia, nem fora dela. Efetuei até agora apenas as revisões regulares no Golf (adquirido no lançamento em setembro de 2013, atualmente com 54000 km). A única reclamação é por conta da empurração quase desonesta de produtos e serviços opcionais.
          Já que o assunto foi para o ar-condicionado, notei recentemente, a partir dos 50000 km que a marcha lenta perdeu um pouco da tradicional lisura. A princípio achei que tinha a ver com qualidade do combustível ou eventuais depósitos se formando em assentos de válvulas ou ainda fim de vida útil das velas. Mas depois percebi que o fato ocorre apenas com o ar-condicionado ligado. Então minha desconfiança recai sobre algum problema começando a ocorrer com o compressor do ar-condicionado. Nada que preocupe, mas já não é mais como novo.
          Ainda assim concordo que o Golf é uma bela peça de engenharia como você disse.
          Já a minha esposa possui um Honda CR-V, com mais de 70000 km rodados. Eu, como responsável por todas as manutenções e revisões, posso afirmar que o atendimento das concessionárias Honda é realmente muito superior. Dá gosto de ver. As revisões são um bocado mais caras também, mas fica meio sem parâmetro de comparação pois os carros são de categorias muito diferentes.
          Finalmente fica a máxima de que qualquer mau serviço é sempre caro demais, não importa o valor.

          • guest

            Tem quem diga que colocar um pouco de Militec na linha de gás ao AC pode resolver alguns problemas com o compressor.

  • Fórmula Finesse

    Seria épico com caixa manual; mas enfim…prerrogativas do mercado!

    • Zelig

      Estava demorando. ..

      • Domingos

        Resumidão como está na versão básica, um manual combinaria perfeitamente.

        Se o cliente já abre mão de um monte de itens de conveniência e ainda da suspensão multi-braços e câmbio DSG – todos “esperados” num carro de 100 mil Reais – é bem provável que não se importaria de ter uma versão manual por seus 85 a 90 mil.

      • Fórmula Finesse

        Até creio que não, temos pressa pelas boas coisas da vida, se pudermos ter elas melhoradas então…logo nos adiantamos!

    • Lucas Sant’Ana
      • Fórmula Finesse

        Ficaria um carrão, do jeito que está, pelo preço…pego um Jetta TSI naquele lindo azul exclusivo do sedã.

  • Muito bom! Fiquei bem feliz, com o que a Audi fez pelo nacional. Especialmente, por saber que o câmbio se comporta bem. Tenho o húngaro, com o DSG e já sei que, no dia de renová-lo, posso comprar o brasileiro, “sem medo de ser feliz”… Com relação à suspensão, acho que não vai fazer tanta diferença assim, a não ser em momentos de diversão na “nossa estradinha querida”.

  • Mr. Car

    Bob, em outros sites que andei vendo por aí, a enxurrada de críticas por conta das “capações” no nacional é notável, mas você disse exatamente o que pensei: para quem tenha uma condução como a minha, sem abusos, tipo “papai, mamãe, e filhinhos no carro”, a falta da suspensão multibraço não vai ser motivo para amaldiçoar a Audi. Também não vou pegar no pé por conta de bancos de série em tecido ou ar não digital. O conjunto da obra ainda está muito bom. Como você também disse “é um Audi sem tirar nem pôr”. Eu compraria.
    Abraço.
    Para pensar: “A sabedoria só nos chega quando já não nos serve para mais nada”. (Gabriel Garcia Márquez)
    Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=DPUZPyHDo6s

    • pkorn

      Acho que as críticas não são por que esses equipamentos fazem ou não falta no dia a dia do motorista médio. As críticas são ou por que o projeto do carro permite que ele seja mais avançado e a fábrica retira o equipamento para baratear os custos (mas nem sempre reduz preços…), ou para condicionar o consumidor a comprar um modelo acima na sua gama. Isso se acentua quando vemos o mesmo modelo sendo vendido em outras praças com tudo o que tem direito e custando menos. Ainda, há criticas quando se compara com carros da mesma faixa/categoria que têm o equipamento. No meu caso nem considero um carro dessa faixa que não tenha todos os equipamentos de segurança e suspensão independente. Não por que tenho necessidade intensiva deles, mas porque quero ser tratado da mesma forma que um consumidor de outras praças.

      • Mr. Car

        Eu estou analisando o carro como ele é feito aqui. Se deveria ser como o importado é outra questão.Todo mundo gostaria, mas não foi. Ainda assim, ficou longe de ser uma porcaria, como muitos julgaram nas críticas.

      • CorsarioViajante

        COncordo, é isso mesmo.

    • Peter Losch

      Mr. Car, a questão não é tão simples. Vamos tomar a suspensão como exemplo: Mesmo andando em ritmo “vovô em um dia de domingo”, o modelo multilink é amplamente superior ao eixo de torção, por transmitir menos as imperfeições da rua/estrada para dentro do habitáculo. Com esta suspensão, de forma geral, a sensação é de que há muito menos buracos e imperfeições na na malha viária do que é a realidade. Sem contar o melhor contorno em curvas, carro mais equilibrado em frenagens, etc.

    • Fernando

      Para mim, não ter banco de couro em todos modelos, na verdade soa bem.

      Precisa ver o Golf de um conhecido, que é a versão mais básica, no lindo azul escuro e com alguns opcionais. Manual e com banco de tecido, é um ponto fora da curva, e uma beleza.

  • Domingos

    Tem alguma coisa de muito estranha nesses motores. Devem ser programados e modelados ao extremo.

    Se o torque máximo é a 5.500 rpm, como pode ser a potência máxima a 4.500 rpm? Isso não bate num motor com pressão das câmaras normal, constante ou seguindo a naturalidade. É como se mudassem parâmetros básicos do motor conforme a faixa de giro, de forma que o que seria uma obrigação matemática ou de engenharia (potência máxima SEMPRE após o torque máximo ou ao menos no mesmo ponto) acaba não acontecendo.

    Alguma coisa deve ser tremendamente alterada após as 4.500 rpm, como ponto de ignição ou pressão do turbo, de forma que o motor perde eficiência e passa então a produzir a mesma potência mesmo com mais torque e rotação.

    Deve ser alguma coisa relacionada a consumo, emissões ou mesmo durabilidade. Pode ser também querer deixar o motor o mais fácil possível de dirigir, sendo quase um motor elétrico (torque máximo já quase no ponto morto e depois potência constante).

    Pelo mesmo motivo acho os elétricos com seu “torque constante” uma bela propaganda de algo ao mesmo tempo inútil, limitado e chato.

    Acho que pensam assim: bom, 150 cv é o suficiente perante aos concorrentes. No lugar de fazer o melhor motor possível ou então fazer um motor de menor deslocamento e características normais, fazemos um absolutamente linear e limitado em altas rotações.

    No fim prefiro um motor com torque suficiente em baixa e que seja… NORMAL em alta. Ao mesmo tempo mais divertido e mais barato ao comprador, que não teria que pagar por tantas técnicas de remodelação de um motor a combustão normal. Consumo eu aposto que um 1,0 ou 1,2 seguindo esses parâmetros menos artificiais seria o mesmo…

    Mas isso é igual no Golf e em quase todo motor downsized. Quase todos chatos, embora “impecavelmente” eficientes – retrato perfeito da nossa época.

    O que decepciona mesmo é o carro ser feito aqui e ter ganho míseros 1 mil reais de desconto, mesmo sendo simplificado… Eta Brasil, eta vontade de nunca abaixar preço mesmo em crise!

    • CorsarioViajante

      Em relação ao preço, é até incrível que não tenha ficado mais caro ao ser fabricado aqui. Faz MUITO tempo que fabricar algo no Brasil é garantia de se ter um produto pior ou mais caro – muitas vezes ambos. O motivo é o famoso “custo Brasil” que, só para dar um exemplo, engole 40% em impostos DIRETOS. Dureza.

      • Domingos

        Se ele viesse do México ou da Argentina, seria mesmo de se esperar que por aqui custasse mais caro ao ser nacionalizado mesmo.

        Imagine que além dos 40% agora pagamos conta de luz tão ou mais caro que um europeu, só que sem infraestrutura e com todos os problemas que temos.

        É absurdo mesmo.

    • Ricardo kobus

      Infelizmente a crise não chegou nos ditos carros “premium”
      Mas se por exemplo esse Audi encalhar nas concessionárias não haverá alguns descontos?

      • Domingos

        Deve haver, mas nunca muito grandes. Marca premium que dá muito desconto se queima, a Kia e Hyundai no passado já tiveram casos assim.

        Os estudos feitos devem apontar que o carro continuaria vendendo o esperado nesse preço ou com pouco desconto. Infelizmente se abaixar muito é porque alguém fez algum erro.

        A crise não “chegou” nessa faixa mas também não é que as vendas continuam as mesmas… Existe um esforço enorme de não baixar preços.

  • CCN-1410

    Dizem que no A3 nunca falta motor. Ele é forte como uma locomotiva e veloz como um trem bala. Isso é verdade, se deixarmos os exageros de lado?
    Nada contra sedãs, mas prefiro o hatch. Tens o preço?
    Se um dia eu comprar um desses, acho que nunca o venderia.

    • CCN-1410,
      O preço está no texto, não viu? Logo no terceiro parágrafo.

      • CCN-1410

        Eu não sabia que a versão “Ambiente” era o hatch.

        • Roberto Mazza

          Todo o texto é sobre o A3 SEDAN.

    • CorsarioViajante

      Os preços são praticamente os mesmos de quando era importada: R$100.000 e R$110.000.

  • Elizandro Rarvor

    Que ótima análise, um outro ponto de vista sobre esta comentada “depenação” do modelo nacional. Bem interessante, se fossem 15.000 mais barato, ai eu talvez cogitasse um.

  • CorsarioViajante

    Sei lá, me lembra aquele ditado, “Não basta a mulher de César ser honesta, tem que parecer honesta”.
    Para um segmento competitivo e apetitoso como esse, a mudança de câmbio e suspensão dão sim um sabor de “público de segunda linha” e que está pagando o mesmo para levar menos tecnologia e performance.
    O argumento da suspensão não se sustenta, Focus e Civic tem multibraço faz décadas sem problemas especiais.
    Sei lá, a VAG é engraçada, no segmento de entrada, onde o preço é fundamental e a exigência é baixa, lança um up! todo sofisticado e caro, e no segmento de topo, onde a exigência é maior e o bolso mais generoso, empobrece o produto. Complicado.

  • Renato

    Aos meus olhos, parece bem inferior ao Jetta, que muito mais potente e com mais mimos, pode ser adquirido por menos de 90k. Só pelas argolas?

  • Cristiano

    Bob, o motor 1.6 turbo flex das Mercedes disponível há algum tempo segundo consta também tem start-stop funcional com álcool, então esse não seria o primeiro.

  • Mr. Bacon,
    Acha, não, é Roebuck mesmo.O dedo é que, na pressa, deu uma escorregada….Tanto que havia uma piada no Rio, pouco depois que a Sears, Roebuck foi inaugurada no começo dos anos 1950, na Praia de Botafogo, que não se podia entrar na Sears com livros, porque a Sears rói book…Obrigado, está corrigido.

    • MrBacon

      Não sou bem dessa época, minha infância era com Mesbla e Mappin 🙂

    • Mr. Car

      Quando meu pai resolvia passear na Sears, Roebuck, Praia de Botafogo, eu me roía mesmo era no departamento de brinquedos. E no de armas, he, he!

  • jr

    Torço para que os fabricantes premium, agora com produção local, consigam manter seus preços pelos próximos meses. Duvido, mas torço. O dólar subiu muito… Mas se conseguirem, vão vender que nem pão quente.
    E ajudaria a dar uma segurada no preço dos médios comuns. Dedos cruzados.
    O fato é que o pessoal está com grana, pois a quantidade de Audis, BMWs, Mercedes, Land Rovers etc. que vejo pela rua é enorme. É mais fácil ter vários destes premium na esquina esperando o sinal abrir que não ter nenhum.
    Pelo jeito a inflação só chegou no meu bolso. kkkkk

  • Ilbirs

    Nessa o A3 Sedan importado acabou se tornando uma oferta interessante, havendo unidades sendo negociadas a preço de ocasião e por vezes mais barato que muito sedã de mesmo tamanho nacional. Melhor aproveitar, pois A3 zero-bala com multibraço e duas embreagens não vai ser mais tão fácil de ver neste país.

  • Christian Bernert

    O verdadeiro argumento para se adquirir um Audi A3 deveria ser a busca pelo refinamento construtivo e qualidade até os mínimos detalhes. Porém parece que a motivação de mercado é mais pelo “efeito colateral” do status.
    Não fosse assim, também não haveria razão para simplificar a suspensão traseira, câmbio e até na reles trava do tampão do assoalho do bagageiro.
    Produzir um carro no Brasil já produz economia suficiente de custo logístico e imposto de importação gerando naturalmente maior margem financeira. Portanto não há razão para manter inalterados os preços oferecendo um produto menos primoroso. Tudo bem que preço tem mais a ver com posicionamento de mercado do que com custo. Mas precisava simplificar o produto a este nível? Não seria mais inteligente oferecer mais pelo mesmo preço e não menos pelo mesmo preço?
    Isto me faz ver que a Audi aqui no Brasil tem uma visão de mercado diferente da Audi na Europa. Aqui a Audi quer surfar na onda do status oferecendo menos conteúdo pelo mesmo preço apostando que seu público alvo não liga para refinamentos mecânicos. Não gostei.

  • lightness RS

    É impressão ou ele ficou mais elevado também?!?

  • Gustavo73

    Bob, o carro perdeu o ESP/TC de série?

  • Cristiano,
    Eu disse que era o primeiro motor flex da Audi e que tinha desliga-liga mesmo com álcool, função desativada no BMW. Não havia por que falar em Mercedes.

  • Aldi Cantinho

    Eu não engulo a falta do cruise control nas versões de base nem a pau.. a nova BMW também é assim. 109 mil e não tem cruise control?

  • marcus lahoz

    Perdendo a suspensão e o cambio; prefiro um jetta. Fora isso é um bom carro, vai vender bem.

  • Roberto Alvarenga

    O motor deste carro é sensacional. Realmente, merecia uma versão manual, mas entendo a Audi, é uma questão de atender à demanda do mercado. Uma pena que os brasileiros têm cada vez mais rejeitado carros manuais, a ponto das fabricantes reduzirem muito sua produção nos modelos de gamas superiores (hoje, é praticamente impossível encontrar nas concessionárias Golf, Jetta, Civic, Sentra, Corolla ou Cruze com câmbio manual). Para nós que gostamos de cambiar, restam os modelos mais baratos e os usados.

    Pelos valores cobrados, acho que cabia a suspensão multilbraço. Civic e Focus têm, e custam menos. Acho que dava pra Audi/VW fazer uma forcinha e colocar no A3 e no Golf nacionais.

  • Lucas Sant’Ana

    Domingos, o torque máximo desse motor é de 1.500 a 3.500 rpm
    veja texto da matéria
    http://autoentusiastas.com.br/2015/07/os-novos-audi-q3-primeiras-impressoes/
    retirado da matéria
    “Esse 1,4-l é o mesmo motor que equipa o compacto Audi A1, só que no A1
    de entrada ele desenvolve 122 cv e neste Q3, 150 cv de potência máxima,
    que não é um pico, mas um patamar que vai de 5.000 a 6.000 rpm. Seu
    torque máximo de 25,5 m∙kgf é outro patamar, 1.500 a 3.500 rpm. Para
    este ano ele foi modernizado e entre outras melhorias perdeu 22 kg.”

    Veja também o gráfico da matéria abaixo, é do motor de 140cv mas devem ser parecidos.
    http://autoentusiastas.com.br/2014/04/vw-golf-highline-14-tsi-no-uso/
    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2014/04/EN_1-4-103-5000-250-3500.jpg

    Nesse motor de 150 cv to torque deve cair com uma inclinação ligeiramente menor do gráfico do de 140 cv para dar os 150 cv, e note que o Q3 é 150 cv @ 5.000-6.000 rpm e o A3 é 150cv 4.500-5.500 rpm. Se os engenheiros quisessem poderiam fazer um carro com 150 cv @ 4.500-6.000 rpm

    • Domingos

      De fato, se é o mesmo motor deve ter sido erro mesmo. Mas o da Q3 se não me engano é outro motor, de versão diferente, e portanto acho que não seria possível toda essa elasticidade no motor “antigo”.

      Ao menos não sem que ele perdesse um pouco da força em baixa…

  • Piero Lourenço

    Jamais vou bater palmas para “economia” quando nacionalizam um carro.. seja no câmbio, suspensão, acabamento etc… receita igual ao do Golf e tantos outros… Economizou na produção e ponto!!

  • Diney

    Depois vem com aquela balela que os carros são caros por causa simplesmente de imposto alto, mesmo tendo alguns custos da importação abolidos a partir da fabricação nacional, o produto continua no mesmo valor, pobres brasileiros, estamos realmente sitiados de más intenções.

    • Diney
      Essa questão do Custo Brasil é muito mais séria do que se pensa. Em 1958 tínhamos em casa um Fusca 1955 e um tio pensou em comprar um. Mas disse esperaria para quando fosse fabricado aqui, o preço seria menor, o que ocorreu no ano seguinte. Ficou mas caro.

      • Domingos

        Naquela época uma fábrica na Alemanha devia ser muito mais eficiente que as nossas.

        Hoje temos fábricas em igualdade, porém com custos e taxas que são ridiculamente maiores se compararmos com essa época.

        Porém, a taxação e custo das coisas na Europa também não é tão mais baixa assim que a nossa – a diferença é que lá o dinheiro é melhor aproveitado.

        Não daria para baixar muito o preço por esses fatores, mas com certeza deveria ser maior que meros 1 mil Reais o desconto comparando com o importado…

    • Domingos

      Estava lendo uma matéria daqui mesmo onde mostrava que na década de 50 o imposto total sobre um carro era de 15%. Hoje ultrapassa os 40, fora os nossos custos de energia por exemplo.

      É obvio que não querem arredar o pé de grandes preços, porém é igualmente óbvio que temos carga e custos absolutamente ridículos e injustificáveis.

      Taxamos e temos custo de país escandinavo, porém sem retorno quase que NENHUM ao cidadão. Só pagamos corrupção e esquemas de poder nacionais e internacionais.

  • Marco Aurélio Strassen Murillo

    Audi A6 fabricado na China também tem suspensão traseira por eixo de torção, a explicação lógica é a mesma aplicada ao A3 brasileiro, em países sem Autobahn, onde não se trafegará a altas velocidades, o cliente não usará, tampouco perceberá dos benefícios dinâmicos do sistema multibraço.
    Apenas os autoentusiastas e amantes de ficha técnica recheada irão se ressentir.

    • Peter Losch

      Quem vem de um carro mais simples e pega o primeiro “premium”, como este A3 simplificado, não notará nada de negativo no carro. A qualidade construtiva ainda estará lá, assim como as argolas na frente e atrás do automóvel. O problema é quem já tem/teve um carro de nível superior e alguma sensibilidade ao volante, quando se depara com este A3. Neste nicho de mercado, apenas o fato do carro ser tração dianteira já deixa a desejar, pela alteração de peso no volante nas acelerações mais vigorosas, por exemplo. Sobre a suspensão multilink, então, é uma grande perda, terminando com a troca do câmbio DSG por uma epicíclica.
      De toda sorte, o conjunto deve funcionar bem, a fábrica ganha mais dinheiro com um carro tecnicamente inferior e o consumidor, em sua maioria, fica satisfeita com o produto. Não há muito que se dizer, apenas lamentar.

    • CorsarioViajante

      É bem difícil comparar o peculiar, fechado e excêntrico mercado chinês com qualquer outro. Se existe alguma semelhança nesta solução para mim é menos por ausência de autobahns e mais por ser um mercado muitas vezes pouco exigente no quesito técnico.

  • V_T_G

    Potência é o produto do torque pela rotação. Deve ter sido um pequeno deslize de compilação este torque máximo.

    • Domingos

      Pelo que explicaram, acho que era erro do texto mesmo. Na matéria quando comentei estava 5500 para torque máximo e 4500 de potência máxima.

      Existem coisas parecidas nos motores atuais de F-1, mas por limitação de regulamento. Por isso estranhei, mas não achei impossível.

  • Milton

    O importado tinha mais conteúdo, outra suspensão e caixa, e era só mil reais mais caro. Não fecha essa conta.

    • Elizandro Rarvor

      O importado não traz nas costas os 500 milhões de dolares investidos na produção do nacional, a conta fecha sim, tem que se retirar o investimento e para isso cobra-se bem mesmo, a margem é mais alta para prever descontos futuros. Se bem que não há necessidade, vai vender bem.

      Bom, se ele vender umas 700 unidades deve gerar um lucro LÍQUIDO de uns 294 milhões por ano fora as vendas de Q3 e GOLF e outros que estão no mesmo balaio dos investimentos feitos na fábrica paranaense.

      • Ricardo

        Amigo, coloque uma coisa em sua cabeça. O risco de qualquer atividade econômica é do empresário, não do consumidor. Se ele investe 100, 200 ou 300 é porque ele, um dia, vai ter o retorno esperado. Ninguém investe se o negócio não for lucrativo. Qualquer fabricante que investe nos EUA, por exemplo, não aumenta os preços para tentar amortizar o investimento, pois ele sabe que o consumidor americano não é burro. Lá, quem dita as regras do mercado não são os empresários, e sim os consumidores. Agora, em Terrae Brasilis, parece que todos são idiotas, inclusive para “comer pilha” de fabricante. Essa estória de amortizar investimento é a desculpa perfeita para lançar para o imbecil.

        • Elizandro Rarvor

          O mimimi continua, pode continuar esperneando, não vai mudar nada.

          Enfia isso na sua, não estou defendendo a Audi, não compraria este carrinho, muito pequeno.

          Enfia isso na sua cabeça, não gostou? Não compra.

    • Gustavo73

      O conteúdo é o mesmo. Mas perdeu a multlink principalmente d3veria ser mais barato.

      • Milton Evaristo

        O principal a meu ver é a caixa. A ligação direta da embreagem é outra coisa ao guiar, como numa caixa manual – que é o que ela é de fato – perto de uma de conversor.

  • MrBacon

    Mr. Car, essas mudanças não me fariam deixar de comprar um A3, o que desanima é o pacote de itens de conveniência. Não ligo para couro ou ar digital, mas acredito que cruise control é algo básico e barato, um Bravo Essence que tive já vinha com isso. De resto, tem o que considero básico em um carro neste preço: airbags para todos os ocupantes, controles de estabilidade e tração, mecânica eficiente e, por que não deixa de ser bem caro, um belo design.

    • Roberto Mazza

      Até o Renault Logan já anda com cruise control! Eu também achava esquisitíssimo. Mas quer saber? Imagino que possa ser uma mera tentativa de vender “acessórios” instalados por fora, pelas concessionárias, pra que esse pessoal ganhe uns trocadinhos cobrando mais caro por algo que fazemos questão de ter. O Audi Q3 básico também andava sem cruise control, mas pela internet há relatos de instalações.

      • CorsarioViajante

        É a lógica do mercado de gol aplicado ao A3… COmpra peladão e vai colocando no zé da esquina acessório avulso… Inexplicável.

  • Gustavo,
    Não perdeu. Tem nas duas versões.

  • lightness RS
    A altura de rodagem está 15 mm mais alta.

  • Domingos

    Cruze na linha 2016 nem tem mais o câmbio manual em nenhuma versão… Uma pena, era um ótimo câmbio e um ótimo carro para ser dirigido com o manual.

  • Junior

    Infelizmente, quem define o preço de venda na montadora é a área de marketing e não o custo de produção. Eles sabem que o mercado aceita pagar os 110 mil do importado, então eles mantém o mesmo preço no nacional, mesmo depenado o com custo local mais baixo. Ou seja, toda a vantagem de nacionalizar vai para a montadora e o cliente é penalizado comprando um produto inferior. A culpa ? É do consumidor que aceita ser enganado.

  • Pense nesses preços do importado com o dólar a R$ 4,00, que a Audi não repassou.

    • CorsarioViajante

      Sim, mas penso também no Imposto de Importação que antes pagava logo no começo da cascata de impostos e que não paga mais. É bem mais complexa a questão, e para mim é menos uma questão de dólar ou imposto e mais de posicionamento do grupo VW-Audi, que sempre cobram mais e oferecem menos.

  • Boa!

  • Outro dia eu estava cortando o cabelo e o cara que faz o meu corte disse que tem um Etios. Ele adora o carro, mas disse que queria que fosse automático. Eu perguntei se ele já teve carro automático ou se já havia dirigido um. Ele disse que não. Ele quase não usa o carro. Ou seja ele quer o automático e nem sabe porquê. E assim vai…

    • Lucas

      Automático virou moda…. Aí, como o brasileiro médio, além de bastante narcisista, só vai atrás de moda, sem saber ou se importar com o por quê ou as implicações das escolhas, dá dessas coisas: febre por automático (seja de que tipo for), carro alto, picapona só pra ir no supermercado, roda gigante, pneu fita, flex, saco de lixo e por aí vai….

      • Milton Evaristo

        Que preocupação com a compra alheia não? Automático é lider de vendas nos EUA desde os anos 50. Quem pode, compra o que lhe apetece.

        • Lucas

          Preocupação com a compra alheia? Você não entendeu o que eu disse.

        • Domingos

          Mas lá é realmente a preferência, não foi algo estabelecido por moda. E ainda existe a opção do manual em quase todo carro, ao contrário daqui que quando entra o automático o manual deixa de existir.

    • Domingos

      Vai ter automático dele, inclusive. Eu mesmo também já conversei com pessoas que o teriam se fosse automático, talvez com a idéia que aí sim ele seria finalmente uma espécie de mini-Corolla.

      Se engano matasse… Mas para a maioria tá bom demais.

    • Fórmula Finesse

      Sabemos que ele perderia um grande predicado do carro: o ótimo trambulador…será que continuaria gostando do bicho?

      • Domingos

        Automático ele deve ficar completamente sem sal…

        • Fórmula Finesse

          Totalmente!

  • Gustavo73

    São de série a tabela estava errada.

    • vidgal

      Esses opcionais ( S) da versão Ambiente , já vem na versão, ou como o nome diz…é opcional!

  • Gustavo73

    Esse de armas lembro bem na Mesbla. Essa Sears virou um Shopping fazia parte da vista do meu quarto na casa dos meus pais.

  • Gustavo73

    S3 fosse 15 mil mais barato seria mais barato que o Corolla Xei.

  • Lorenzo Frigerio

    Aguardem até o Jetta sair com MQB. Adeus DSG e multilink, e se bobear botarão um 1.4 TSi nele standard para o Comfortline ou o TSi, tendo que se pagar pelo menos 15 mil reais a mais pelo 2.0 TSi com DSG. Compensará comprar um Comfortline, mas a versão 2.0 TSi acabará empurrada para fora do mercado devido ao preço.

  • Ricardo

    Importado, chegou aqui por R$ 95 mil, recolhendo 35% de imposto de importação. Pouco mais de 1 ano depois, deixa de recolher o tributo, perde a multibraço e ainda sai por R$ 5 mil a mais. É… tá ficando difícil!

    • Roberto Mazza

      chegou a ser vendido por 90 mil quando importado faz pouco tempo.

    • Com todo o respeito. Mas se coloque no lugar dos fabricantes -não só da Audi- que nacionalizaram os produtos e mantiveram os preços: Se eu fosse um fabricante que importava veículos e de uma hora para outra o governo do Brasil taxasse meu produto em 35% a mais, para me obrigar a produzir dentro do país, eu faria exatamente o mesmo: ah é? tá bom, vou produzir no Brasil, mas o precinho vai ficar como antes, com o impostinho. huahauhuahuahuah (risada maléfica).

  • Roberto Mazza

    Consumo de 11,7 na cidade? Esse Inmetro está me parecendo bastante otimista, hein? Eu realmente gostaria de entender a diferença de consumo entre carros com câmbio epcíclico e carros com dupla embreagem (este A3 nacional vs. Golf DSG / Tiguan vs. Q3).

    Obviamente que entendo que consumo tem muitas variáveis, peso transportado, pé do motorista, calibragem dos pneus, topografia, temperatura, altitude, amaciamento, etc. Mas como em nosso país tudo está caro, considero relevante ler mais sobre esse ponto.

  • Robertom

    O resultado final continua sendo bom, mas custar uma merreca a menos, sem taxa de importação, sem câmbio DSG e sem suspensão traseira multibraço, deixa um gosto amargo de novamente sofrer um estelionato automotivo Brasilis.
    Mesmo que tivesse a grana não compraria…

    • CorsarioViajante

      Resumiu bem o que penso.

  • LucianoNR

    Inegavelmente um bom carro, moderno, mas que a tesoura do corte de custos passou por câmbio e suspensão é inegável. Pode-se até não se perceber numa direção tranquila, mas está tecnicamente inferior. Por 100K, dentro da mesma marca, um Jetta TSI começa a fazer mais sentido, tirando o fator “status” das argolas na grade. Tem acabamento similar, e mecanicamente é superior. Perde em alguns acessórios como xenon, mas ganha outros. Se for para comprar uma versão Ambiente, eu já esticava o carnê mais um ano (figura de linguagem) e iria de 320 mesmo.

    • TSI

      Mecanicamente superior é dificil de falar, uma vez que o motor 1.4 tsi é mais moderno que o 2.0 tsi utilizado no jetta.
      Outro ponto é a plataforma MQB muito superior à PQ35, diminuindo peso, tendo ganhos em segurança e dando melhor dinâmica ao carro. Então tecnicamente, considero o A3 mais moderno mesmo com a perda do cambio DSG-7 e multilink.
      Outro ponto a ser considerado é o nível de acabamento, bem superior no audi.

      • LucianoNR

        Superior no sentido de ser bem mais potente, mesmo que pouca coisa tecnologicamente inferior. Um jetta entrega 211 cv + o DSG. O Audi 150 cv + tiptronic. Coloca os dois lado a lado e tu vai ver que é superior, hehe. Só me falta agora os fãs da VW/Audi (não digo que é o seu caso) dizerem que o tiptronic é melhor que o DSG, que é considerado por muitos a quintessência em câmbio.

  • LucianoNR

    Quanto a percepção da suspensão, não sei o resultado final. Mas já andei muito com o câmbio tiptronic no Jetta 2.0 e no DSG do Golf 1.4 e a diferença é bem perceptível. Além da marcha a mais, a velocidade do DSG é maior.

    • TSI

      Com certeza, mas no caso do A3, o ganho de potencia compensou a perda de velocidade nas trocas de marcha! Entretanto, deve ter prejudicado sensivelmente o consumo!

      • Cadu

        A velocidade de troca de marcha não tem nenhuma relação com a potência do motor!

        • TSI

          O que eu quis dizer, Cadu, é que em termos de desempenho não houve mudanças, uma vez que a perda relacionada à velocidade na troca de marcha foi compensada por um motor mais potente.
          Assim os números de desempenho no Golf permaneceram similares e houve ganho no caso do A3, dado que o antigo motor dele era calibrado pra desenvolver 122 cv de potência.

  • SergioPB

    É inadmissível que um motor flex produza a mesma potência com combustíveis diferentes. Ainda mais com turbo. O álcool aceita mais taxa, mas essa não pode ser mudada. Mas aceita mais avanço, maior tempo de injeção, maior pressão do turbo e outras curvas no mapa, sem prejuízo de detonações indesejáveis. Para um AUTOentusiasta, como Eu, dificilmente colocaria gasolina se esses recursos acima citados fossem colocados em prática.
    O que você acha, Bob?

    • Cristiano Reis

      Eu acho interessante que aqui no Ceará existem postos que nem vendem álcool, já que o preço nunca é viável.

    • Fernando

      Creio que isso seja porque esse motor não produz tudo o que poderia, me parece uma grande limitação eletrônica para ele entregar somente o desejado para esta aplicação.

    • Rafael Sumiya Tavares

      A Nissan também faz isso, é apenas um ajuste para conter o consumo com álcool.

  • Mineirim

    Sobre a suspensão, acredito nas impressões do Bob quanto à eficiência e o acerto dinâmico.
    Só que, pelos carros que já tive ou dirigi, a diferença é evidente entre traseira independente (braço arrastado, multilink), eixo de torção ou eixo rígido. E olha que não sou pé pesado… rsrs

    • Domingos

      No compromisso conforto e estabilidade toda a dúvida acaba. Resultado em estabilidade qualquer uma das soluções pode atingir níveis excelentes, já a combinação de todos os requisitos pede uma multi-braço.

  • Caro Bob,
    Sem querer me unir ao grupo dos “detratores de complexo de vira-latas,” mas devidamente “vacinado contra o colonialismo” dos fabricantes estrangeiros estabelecidos aqui, eu me insurjo contra o uso de nomes iguais para coisas diferentes!
    Isto ai não é um A3 alemão, é algo parecido, mas chamar um carro, que como outros, recebe o nome de produtos que em seus países de origem tem uma qualidade melhor (deixo aqui de lado de é muito melhor, pois isto não vem ao caso) não passa de enganação, como a que tem sido perpetrada por tantos anos. Se bem que no passado a coisa era bem pior, pois não havia ao menos a oportunidade que se tem hoje de ter uma análise realista como esta sua. O povão era enganado na cara dura, e os fabricantes surfavam nesta ignorância toda.
    A meu ver, e a bem da verdade, este carro ai não tem o direito de ser chamado de A3 pura e simplesmente, que sejam criativos e o chamem de qualquer coisa, de “Zuzuquinha PLUS” ou coisa que o valha, mas chamá-lo de A3 é, no mínimo, propaganda enganosa…
    Sim, pois vai ter muita gente que será “devidamente” enganada, comprando gato por lebre.

  • Douglas

    Muito esquisito com essa suspensão alta, além de terem errado feio em não oferecer câmbio manual.

    Deixa uma impressão que está faltando muita coisa ao lembrar que no antigo A3 feito aqui se podia escolher entre aspiração natural ou forçada e câmbio manual ou automático.

    Já que economizaram na suspensão podiam ter tirado também o freio de estacionamento elétrico, prefiro o mecânico mesmo.

  • Marcelo

    Eh dona Audi, fazendo com o A3 o que a GMB fez com o Vectra C, retrocessos e retrocessos.

  • O assunto é polêmico mesmo. Eu acredito que dentro do contexto que envolve uma série de fatores relacionados a produção local a Audi teve que tomar algumas decisões para manter a viabilidade do projeto em um cenário tão difícil como esse que estamos enfrentando. O fato do A3 nacional ser diferente não é algo que aconteça apena conosco. O Brasil não é o pior país do mundo, eu garanto. Nos estados Unidos por exemplo, há carro diferentes e inferiores aos europeus. O Passat e o Jetta americanos são bem menos sofisticados. Na China também há modelos “inferiores” aos europeus. Se procurarmos com certeza encontraremos outros exemplos.Coisa que nós nunca saberemos é a condição de negócio do A3 importado. Eu imagino que para sustentar o volume e alguma penetração no mercado, com o dólar e R$ 4 e o imposto de importação de 35%, mais os pontos adicionais de IPI (uma parte descontada devido ao projeto de fabricação nacional) dado o preço e descontos (taxa zero custa bem caro) a condição de negócio do A3 importado deveria estar insustentável. Tem carro nacional (e com elevado índice de nacionalização, vide Corolla) quase com o mesmo preço. E apesar da carga tributária sensivelmente menor, o A3 nacional ainda tem um conteúdo importado muito alto, deve ser bem mais que a metade do custo dos componentes, e a amortização dos investimentos na fábrica com uma mercado retraído e baixos volumes. Só a Audi tem esses números e com certeza a Audi quer vender o máximo de unidades a um preço que faça sentido para o mercado e para a empresa, que não faz filantropia. A BMW manteve os preços inalterados de todos os modelos com fabricação nacional. e eu escutei, que para o projeto ser viável, na realidade deveriam ser até mais altos. Esse equação nós não conhecemos. As únicas variáveis que conhecemos são os preços dos concorrentes e o tamanho de nossos bolsos. E o volume de vendas de um fabricante depende diretamente disso. Quando o volume não for suficiente, se houver margem inicia-se promoções, e se mesmo assim não for suficiente, encerra-se a produção. Há um outro fator que eu gosto muito na nacionalização, a geração de empregos locais. Pessoal, não estou defendendo a Audi ou outro fabricante. Eu gostaria muito de ter um A3 igual ao importado por uns 70 mil. Mas a nossa realidade como país não é essa, infelizmente.
    Quanto à suspensão, não há muito o que falar até que se dirija o carro. O Civic tem suspensão independente. O Corolla, mais caro, e mesmo assim vendendo mais que o Civic, tem eixo de torção, e um acerto muitíssimo melhor que o Civic.Lembrando que o Auris, Corolla hatch, têm suspensão traseira multibraço na Europa.
    O A3 1.8T importado foi um dos melhores carros que já dirigi nos últimos temos. Não vejo a hora de andar nesse nacional para comparar. Eu imagino que em alguns aspectos para o dia a dia ele possa até ter ficado melhor. Quero ver o quanto realmente perde numa tocada mais quente.

    • Fórmula Finesse

      Penso o mesmo; e também creio que só em condições muito especiais (e com muita sensibilidade e experiência) alguém vai identificar a diferença entre as suspensões; 99,999% do tempo do carro, ninguém se dará conta do “prejuízo” – talvez se perda alguma coisinha, pentelhésima, em relação à caixa – mas o carro está vindo com um motor mais robusto face aos antigos 122 cavalos. Então, ainda é vantajoso para um Audi de entrada…(pessoalmente, iria de Jetta Tsi, mas status é algo importante para muitos)

      • AlexandreZamariolli

        Finesse,

        Desde quando surgiram as primeiras notícias de que o A3 nacional teria suspensão traseira por eixo de torção, sustentei que o comportamento dinâmico do carro não depende apenas do tipo de suspensão, mas também de como os vários elementos dessa suspensão são calibrados e interagem entre si. O AutoEntusiastas foi o primeiro lugar em que essa teoria encontrou seara fértil.

        Assim como o Paulo lembrou do caso Civic x Corolla, lembrei-me de quando tive os sedãs médios da Chevrolet: considero, por experiência pessoal, que o Monza Classic SE era mais estável a 160 km/h que o Vectra B a 140.

        Agora, garanto a você, também por experiência própria, que escolher um A3 em lugar do Jetta não é mera questão de status. Além de superiores em qualidade de construção, acabamento e ergonomia, os carros baseados na plataforma MQB – mais leves – têm dirigibilidade bem superior à do Jetta. Ainda não andei no A3, mas tenho um TSI e pude constatar que o Golf é mais ágil, mais fluido na tocada.

        • Domingos

          Mas o Golf MQB que você dirigiu era com a multi-link também, não?

          • AlexandreZamariolli

            Sim. Talvez eu não tenha me expressado bem – no último parágrafo, minha intenção foi comparar o A3/Golf ao Jetta. O Jetta perde para o Golf em refinamento dinâmico mesmo com suspensão traseira multibraço em ambos.

        • Cadu

          O que você falou faz sentido fora de contexto, mas há que se levar em conta a regressão em termos de engenharia. O A3 já foi vendido mais equipado e mais “high tech”

          É como você dizer que um motor carburado pode ser mais forte que um de injeção direta. Claro que pode, tudo depende do acerto, de outras características construtivas. Mas é um retrocesso inegável!

          Aceitar e justificar os argumentos é comprar o marketing da marca!

      • Cadu

        Cavalos vendem muito mais que características técnicas….

    • RoadV8Runner

      PK,
      Eu tenho bastante contado com composição de custo de fabricação, pois trabalho na área de processos, embora o ramo de atividade não tenha relação alguma com fabricação de automóveis.
      Por incrível que pareça, nos dias atuais, o custo de se fabricar por aqui é quase proibitivo. Sim, proibitivo, sem ser exagerado. Em custo de energia elétrica, tomamos um couro mesmo quando comparados à Europa (nem pense em comparar com os EUA, aí a conta brasileira de eletricidade fica revoltante ao extremo…). Matérias-primas importadas chegam a custos obscenos, claro, pois incide um mundo de impostos. Encargos trabalhistas são assustadores para quem conhece a vida lá fora, pois cada funcionário equivale a dois para a empresa (um salário para você e outro para o governo, em encargos!). Esses sãos os fatores mais gritantes e, para piorar ainda mais, some-se a tudo isso burrocracias impressionantes, que travam todo processo que saia um pouco do “feijão com arroz”. Não duvido nada do que disse a BMW, de que produzir aqui está mais caro do que trazer os carros de fora.
      Não tem jeito, enquanto não for revista a política de tributação nesta terrinha (não) abençoada por Deus, é impossível o Brasil concorrer em termos de custo com países estrangeiros. E o Brasil também perdeu o bonde de parar de exportar matéria bruta e passar ele mesmo a fabricar bens de maior valor agregado. Por exemplo, parar de exportar minério de ferro (de baixo valor agregado) e vender o aço acabado, como já se faz com o alumínio.
      Abraço!

  • Mauro Schramm

    Como um usuário que considera a eficiência energética como um dos fatores mais importantes na escolha de um carro, considero a substituição de um câmbio DCT por um AT convencional inaceitável.

    • Mauro Schramm
      Você não está levando em consideração alguns fatores. Os câmbios epicíclicos melhoram enormemente nos últimos cinco anos, em especial no que tange sua própria eficiência, enquanto os DCT têm alto atrito interno justamente por serem rigorosamente dois câmbios dentro da mesma carcaça. A eficiência energética não depende só do câmbio, há outros fatores. Tanto que o consumo do A3 sedã nacional é muito bom, como você pôde ver no texto. Se é questão de preferência pessoal pelo DCT, aí é outra história. Eu gosto de qualquer câmbio automático ou robotizado que funcione bem. Por exemplo, o Getrag PowerShift é está mais para um epicíclico nas trocas do que para um DCT. Entre ele e um bom epicíclico, fico com este.

      • Mauro Schramm

        Realmente não conheço detalhes construtivos e os supostos ganhos trazidos por essas evoluções. Mas me baseio na tabela do Inmetro, onde, via de regra, os modelos mais econômicos de cada categoria contam com transmissões DCT ou CVT (sem considerar as MT). Estou curioso para
        ver o teste do Inmetro do novo Golf “tiptronic” em comparação com o modelo importado (que contava com DSG). A comparação com o A3 nacional ficou prejudicada, em minha opinião, pois o modelo 1,4 TSI importado aparece com um número de consumo estranhamente alto naquela tabela, maior até do que a versão 1,8 TSI.

        Quanto ao PowerShift, tenho um Fiesta com esse câmbio e gosto muito de seu comportamento: rápido, suave e eficiente. Às vezes (bem raramente) ele “se atrapalha” (demora a engrenar a marcha) ao se fazer um redução de velocidade e, em seguida, acelerar-se forte (como, por exemplo, ao aproximar-se de uma preferencial sem chegar a parar, mas reduzindo para permitir que o tráfego passe, e, em seguida, acelerando forte para cruzar a preferencial).

        • Cadu

          Mauro, essa característica acontece no DSG também (dito um estado da arte dos DCT). O que acontece é que nestas situações, o câmbio precisa reduzir duas marchas seguidas. Acontece uma hesitação pela demora em desengrenar uma marcha e acoplar a outra…

          A vantagem dos DCT é nas subidas de apenas uma marcha, quando a próxima marcha já está engrenada, fazendo apenas o acoplamento/desacoplamento das embreagens. Para se trocar mais de uma marcha, acontece uma hesitação mesmo, normal

          Nessas situações, faça a redução manualmente antes ou use o kickdown, considerando esse pequeno “delay”

      • Cadu

        Eu concordo com o Mauro e com o Bob ao mesmo tempo.!
        Explico: é nítido o avanço das epicíclicas, notadamente os ZF. Hoje, um Série 3 consegue ser muito econômico muito em função do câmbio.

        Mas no caso da Audi, o DSG é superior ao TipTronic em tudo! Seja pelo número de marchas, desempenho, economia de combustível. O caso aqui é puramente financeiro. Casar a linha Golf com a linha A3, uniformizar e baratear os custos. Seja na suspensão, no câmbio, na plataforma ou na motorização. Claro que pode haver um resultado bom, isso é indiscutível.

        O que, para mim, é uma heresia é deixar de oferecer o que há de melhor em termos de engenharia na gama (e já foi uma vez oferecido) em função de marketing/finanças.

  • FocusMan

    Bob, suas avaliações sempre deliciosas de serem lidas. Parabéns pela nova casa!

    • FocusMan
      Obrigado, e estamos todos de parabéns com a nova casa!

  • FocusMan

    Sobre as mudanças no A3: positiva para o câmbio. Negativa para a suspensão. Cogitava no futuro trocar meu Focus num A3. Agora não mais. A suspensão traseira multibraço é fundamental para mim que gosto de andar rápido. Já para a maioria, se não fosse noticiado nem seria notado.

  • RoadV8Runner

    Enquanto o Brasil não rever sua forma de tributação, vai ficar cada vez mais complicado de se nacionalizar produtos. Diz-se que o governo incentiva fabricar por aqui, mas é muito comum os custos de fabricação daqui ficarem maiores do que os lá de fora. Em alguns casos, essa conta nacional fica mais alta mesmo levando-se em consideração os impostos adicionais de importação que incidiam sobre o produto acabado vindo de fora. Portanto, a Audi deve ter feito muita “conta de padeiro” antes de se decidir por voltar a fabrica o modelo A3 nestas terrinhas tupiniquins. E, como o PK disse mais abaixo, bem ou mal, ao menos os empregos ficam por aqui. Na França, nacionalistas que são, cerca de 70% dos carros que se vê nas ruas são Renault, Peugeot ou Citroën.
    Positivo o A3 nacional ter mais potência, pois 122 cv me parecem somente suficientes para o Audi A3. Mas não vou dizer que gostei de saber que o modelo nacional tem suspensão traseira tecnicamente inferior ao importado, mesmo sabendo que a diferença de comportamento do eixo de torção frente à multi-braço é pequena. Não é complexo de vira-latas, mas é aquela máxima de “para quem é, tá bom”. Resumindo, o carro é bom, mas poderia ser melhor, essa é a questão. Agora, de doer mesmo é a faixa degradê no pára-brisa ser oferecida, mas em tonalidade muito clara. Caramba, desaprendemos até a fabricar vidros degradê?

  • Ricardo

    Sua opinião já contém uma informação que reafirma o que defendi, e que parece não ter ficado muito claro. É óbvio que todo empreendimento visa o lucro e é óbvio que esse lucro, um dia, vai amortizar os investimentos (como consequência, e não como causa). A minha crítica vai para o “você tem bilhões para investir, e você quer ganhar o máximo possível”. Aí que está! Num mercado consumidor maduro e respeitado, nenhum fabricante age dessa maneira. Seja nos EUA ou Canadá, seja em qualquer país europeu, inclusive com um mercado menor que o nosso, ou até mesmo aqui no nosso vizinho Chile, eles não aumentam o preço da noite para o dia para justificar essa amortização. Eles simplesmente praticam o preço justo, já levando em conta nessa equação um período razoável para que tais investimentos sejam amortizados. Querer amortizar em 2-3 anos é exploração. Isso leva 10, 15 anos nesses mercados (o que os americanos chamam de “long-term investment”). Ou você acha que quando os investimentos estiverem 100% recuperados o fabricante irá baixar os preços e dizer “pronto, agora que recuperamos nosso investimentos, vamos praticar um preço justo”. Sei que nossa carga tributária é alta, mas não é, em absoluto, o principal ou o único vilão dessa história toda. Não fosse assim, em plena alta do dólar, a Hyundai não abaixaria o preço do Tucson em 3 mil reais assim, na lata. Então, a crítica do comportamento dos fabricantes em nosso mercado é válida. Essa é minha opinião.